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Mudar a hora? Optar pelo fuso horário único? Saiba como os países usam o relógio para fazer política

Na fronteira entre a China e o Afeganistão, com menos de 100 quilómetros, passar de um lado para o outro obriga a recuar três horas e meia no relógio. A responsabilidade é de uma decisão tomada em Pequim em 1949, quando o Partido Comunista impôs a mesma hora a todo o território, de Xangai a Xinjiang. Na semana em que os relógios voltam a mudar, percorremos os casos em que o fuso horário serviu para fazer política

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Na América Latina, o medo tornou-se um princípio de planeamento urbanístico: as cidades estão cada vez mais fortificadas

A perceção de insegurança está a contribuir para redesenhar as cidades latino-americanas. Bairros, casas, complexos empresariais ou centros comerciais fecham-se entre muros, grades, câmaras de vigilância e seguranças à porta, isolando quem os frequenta. Esta lógica de segregação leva os cidadãos a sentirem-se estrangeiros nas suas cidades. E dá às organizações criminosas uma oportunidade para se mostrarem úteis, cobrando por proteção contra o medo que ajudaram a criar

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