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Sporting FC Academy of Toronto celebra 15 anos de formação, futebol e comunidade

Atletas da Sporting Academy of Toronto e Convidados. Foto: Franciso Pegado

Quinze anos de história, dedicação e paixão pelo futebol. Foi assim que a Sporting FC Academy of Toronto celebrou, no passado sábado (19), o seu 15.º aniversário, numa gala que reuniu atletas, famílias, treinadores, dirigentes, convidados vindos de Portugal e toda a comunidade.

Ao longo destes 15 anos, a Academia tem sido muito mais do que um espaço dedicado ao futebol. Tem sido um lugar de crescimento, amizade e desenvolvimento, onde jovens de diferentes origens aprendem, dentro e fora das quatro linhas, valores como respeito, disciplina, companheirismo e espírito de comunidade.

Durante a cerimónia dos 15 anos da Sporting FC Academy of Toronto, o presidente Paulo Pereira destacou o percurso realizado ao longo de década e meia e reconheceu o contributo de todos os que ajudaram a construir e desenvolver o projeto.

“Celebrar 15 anos é celebrar o trabalho, a dedicação e a confiança de muitas pessoas que acreditaram neste projeto desde o início. Temos de agradecer aos atletas, famílias, treinadores, dirigentes, patrocinadores e parceiros da comunidade que fizeram parte desta caminhada”, afirmou.

Paulo Pereira destacou também os desafios para o futuro, com a aquisição de um novo estádio de futebol entre os principais objetivos da direção. “Depois do encerramento forçado do Brock Stadium, percebemos ainda mais a importância de termos uma casa própria e melhores condições para os nossos jovens”, explicou.

O presidente reforçou ainda que este objetivo exige o apoio da comunidade, dos conselhos escolares e dos diferentes níveis de Governo, salientando que “o futuro da Academia passa por criar mais oportunidades para os jovens através do futebol”.

Vindos de Portugal, André Lourenço e Filipe Costa, coordenadores técnicos da formação de jovens do Sporting Clube de Portugal, clube-mãe da Academia, estiveram presentes para partilhar a sua experiência e visão sobre o desenvolvimento dos jovens atletas. Os dois técnicos destacaram o trabalho realizado em Toronto e mostraram-se orgulhosos da evolução dos jovens, reforçando a importância de uma formação baseada em valores, metodologia e paixão pelo futebol.

Reconhecimento e oportunidades

Em destaque esteve, mais uma vez, o Christopher McCurbin-Parkin Award, conquistado por Sebastian Pedrosa. Pela primeira vez, foi também atribuído o Founders Scholarship Award, entregue a Michael Fonseca, reforçando o compromisso da Academia com o desenvolvimento dos jovens dentro e fora do futebol.

Atualmente, a Sporting FC Academy of Toronto conta com cerca de 250 atletas, 14 treinadores, três Technical Leads e um diretor de operações.

A noite, animada pelos Tuga Nights, foi marcada por emoção e celebração. Juntos, atletas, famílias, treinadores e convidados celebraram 15 anos de história e olharam para o futuro.

Porque na Sporting FC Academy of Toronto não se formam apenas atletas: formam-se pessoas, revelam-se talentos e fortalecem-se valores para a vida.

Franciso Pegado/MS

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Semana Cultural Beirã 2026 celebrou tradições, gastronomia e cultura portuguesa

 

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Fotos: Cindy Da Ponte

A Semana Cultural Beirã 2026 iniciou-se a 19 e termina amanhã, 26 de Setembro, reunindo a comunidade em torno da gastronomia tradicional, do folclore, da cultura, da música e do convívio. Ao longo de oito dias, a iniciativa apresentou um programa diversificado, com almoços e jantares regionais, atuações de grupos folclóricos, músicos e artistas convidados, proporcionando momentos de celebração da cultura e das tradições das Beiras. 

A programação arrancou no sábado, dia 19, com a abertura oficial, seguida de um jantar regional que incluiu caldo verde, carne de porco e vitela assada no forno. A noite contou com a participação de Telmo Rodrigues, vindo de Portugal, e do Conjunto Musical Santa Fé.

No domingo, dia 20, o programa prosseguiu com gastronomia tradicional e um Festival de Folclore, que contou com a participação do Rancho Folclórico Verde Gaio de Lordosa, Viseu, entre outros momentos de animação. A noite terminou com jantar regional e a atuação de Jéssica Vidal. Durante a segunda-feira, a gastronomia voltou a estar em destaque, acompanhada pela atuação do Rancho Folclórico de Vaughan e de Telmo Rodrigues.

Uma semana de tradição e convívio

A terça-feira foi dedicada aos patrocinadores e à comunicação social, numa noite que contou com a presença do Rancho Folclórico da Associação Cultural do Minho e de Telmo Rodrigues. Na quarta-feira realizou-se a tradicional Festa da Sopa, em formato de concurso, com a participação da Casa das Beiras, Casa do Alentejo, Casa dos Açores e Casa da Madeira. A animação ficou ainda marcada pelas atuações do Rancho Folclórico do Académico de Viseu e do Rancho Folclórico Verde Gaio de Lordosa, Viseu.

A quinta-feira teve como tema central a juventude. A programação contou com atuações do So Dance Studios, Performance Teen, Os Desafinados da Casa das Beiras e DJ Anthony, proporcionando uma noite diferente e direcionada às novas gerações.

Fados encerraram a programação

Um dos momentos de destaque aconteceu na sexta-feira, dia 25, com uma Noite de Fados. A iniciativa contou com João Brito e os seus músicos, vindos de Portugal, bem como com Cláudia Leal, acompanhada por José Geladas, na guitarra portuguesa, e Francisco Moreira, na viola baixo. A Semana Cultural Beirã terminou no sábado, dia 26, com mais um dia dedicado à gastronomia e ao convívio. O encerramento contou com a atuação do Rancho Folclórico Verde Gaio de Lordosa, Viseu, e de Pedro Joel e sua banda.

Ao longo da semana, a gastronomia teve também um lugar de destaque, trazendo à mesa sabores das diferentes regiões portuguesas — da chanfana ao bacalhau à lagareiro, dos rojões ao leitão, passando pelo arroz de pato e pela carne de porco à moda das Beiras. 

A Semana Cultural Beirã 2026 foi, assim, muito mais do que uma semana de encontros. Foi uma viagem pelas Beiras — Baixa, Alta e Litoral — feita de sabores, música, folclore, memórias e convívio. À mesa e nos palcos, cruzaram-se tradições que continuam vivas e que passam de geração em geração. Porque a Beira não é apenas uma região: é a terra dos pais e dos avós, das aldeias, das festas, dos sabores e das histórias que levamos connosco.

Entre terras diferentes, permanece uma ligação comum. Uma só identidade, feita de muitas memórias.

Muitas terras, uma só alma — a alma de quem nunca esquece as suas raízes.

Bernardino Nascimento e toda a sua equipa estão de parabéns por terem dado vida a esta celebração e por manterem tão vivas as nossas raízes, tradições e o orgulho de sermos beirões.

Romulo Ávila/MS

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41.ª Semana Cultural Alentejana aposta na juventude sem esquecer as raízes

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Fotos: Cindy Da Ponte

De 9 a 16 de outubro, a Casa do Alentejo Toronto volta a celebrar a cultura, as tradições e a identidade alentejana com a 41.ª edição da sua Semana Cultural. Fado, música, gastronomia e comédia fazem parte de um programa que, este ano, aposta também na aproximação às novas gerações. 

Considerada já uma tradição no calendário da comunidade portuguesa em Toronto, a Semana Cultural tem, há mais de quatro décadas, procurado manter viva, longe do Alentejo, a cultura de uma região fortemente ligada às suas raízes. 

O tema escolhido para esta edição — “Do alto ao baixo, do interior à costa… é o Alentejo” — pretende destacar a diversidade geográfica, cultural e gastronómica da região. O programa foi apresentado numa conferência de imprensa, onde a direção deu a conhecer as várias iniciativas previstas para uma semana dedicada ao Alentejo e à sua gente.

Uma aposta nas novas gerações

Uma das principais novidades desta edição é a aposta na juventude. A direção pretende aproximar os mais jovens da Casa do Alentejo, criando oportunidades para que participem mais ativamente na vida da instituição e reconhecendo o seu papel na continuidade da mesma.

Entre os destaques está um espetáculo de comédia com a humorista alentejana Ana Arrebentinha, numa iniciativa que procura trazer uma linguagem diferente ao programa tradicional da Semana Cultural. 

Também a tradicional Noite de Fados vai acontecer para mostrar que a cultura alentejana/portuguesa pode continuar a ser vivida e transmitida pelas novas gerações, sem perder a ligação às suas raízes. Fado, comédia, música e gastronomia cruzam-se, assim, numa programação que procura equilibrar a tradição com novas formas de participação.

Tradição e identidade

Apesar da aposta nos jovens, a identidade alentejana continua no centro da Semana Cultural. Para Luis Costa, presidente do executivo da Casa do Alentejo, a gastronomia, a música e as manifestações culturais ligadas ao Alentejo continuam a ocupar um lugar de destaque, contribuindo para preservar e transmitir um património que atravessou o Atlântico e permanece presente na comunidade.

“É fundamental não fugir da nossa identidade e daquilo que é a nossa base enquanto Casa do Alentejo”, sublinha a direção, reforçando a importância de preservar a história da instituição e, ao mesmo tempo, criar espaço para que os mais novos se sintam parte dela.O tema desta edição procura precisamente refletir a diversidade do Alentejo, desde as zonas do interior ao litoral, com diferentes paisagens, costumes, sabores e expressões culturais.

 Em Toronto, a Semana Cultural transforma essa diversidade numa oportunidade de encontro entre gerações. Recorde-se que haverá comédia, fado, dia dedicado à criança, dia da literatura, dia do sénior, dia do sócio, dia da juventude, exposições e lançamento de livros. 

Um desafio para o futuro

Manter uma iniciativa desta dimensão exige um esforço financeiro e logístico significativo, sendo a angariação de apoios e patrocínios um dos principais desafios. Para esta edição, a Casa do Alentejo contou com o apoio de empresários, jovens empresários da comunidade e algumas câmaras municipais de Portugal, fundamentais para a realização do evento e a preservação de uma tradição com mais de 40 anos.

A 41.ª Semana Cultural celebra as raízes alentejanas através da música, do fado, da gastronomia e das tradições, ao mesmo tempo que abre espaço para uma nova geração. Com “garra, força e união”, de 9 a 16 de outubro, o Alentejo volta a marcar presença em Toronto. Consulte o programa e participe nesta semana dedicada à nossa comunidade.

Romulo Ávila/MS

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Portugalo Fest 2026 reúne a comunidade portuguesa em Mississauga

Foto: Adriana Paparella

A quarta edição do Portugalo Fest levou, pela primeira vez, a celebração da cultura portuguesa ao Port Credit Memorial Park, em Mississauga, reunindo famílias, amigos e visitantes numa jornada marcada pela música, gastronomia, tradições e convívio. Realizado a 19 de setembro, o festival teve entrada gratuita e proporcionou um novo espaço de encontro e celebração para a comunidade portuguesa.

Este ano, o Portugalo Fest contou com a participação de 36 entidades, entre empresas, vendedores, organizações sem fins lucrativos e parceiros comunitários, que contribuíram para uma programação diversificada e para o ambiente de convívio que marcou o evento.

No palco, subiram Sofia de Sousa, o Grupo Folclórico da Nazaré de Toronto, o Grupo PCCM Folklore, Grenville Pinto, Sara Dantas, Fado House e Karma Band, além do grupo Doce Tributo, vindo de Portugal, que trouxe a Mississauga os sons e a energia da música portuguesa.

A celebração contou também com a presença da presidente da Câmara de Mississauga, Carolyn Parrish, de representantes políticos de diferentes níveis de governo e da Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, que se associaram ao evento e destacaram o contributo da comunidade portuguesa para a diversidade cultural da cidade.

Foto: Adriana Paparella

Por detrás da realização do festival esteve uma equipa de direção que reuniu diferentes membros da comunidade. A direção foi composta por Eddie Suliman, presidente; Eduarda Sousa-Lall, vice-presidente; Dennise Alban, tesoureira; Shannon Pecore, secretária; e pelos membros da direção Sandy Pitts, José Gouveia, Paula Correa, Ana Costa e Sara Costa.

Para Eddie Suliman, o objetivo passa por levar a cultura portuguesa a toda a comunidade. “Queremos levar Portugal para a rua, partilhar as nossas tradições e mostrar a riqueza da nossa cultura”, afirmou a presidente da comissão organizadora. A organização destacou também o apoio dos patrocinadores, parceiros e meios de comunicação social, fundamentais para a realização do festival.

Entre as novidades esteve Pico the Galo, a nova mascote do festival, que rapidamente conquistou os mais novos. A Kids Zone também cresceu, com magia, pinturas faciais e atividades de parceiros comunitários, incluindo capoeira, curling e leitura de histórias.

No Waterfront Garden, um projecto de croché transformou trabalhos oferecidos por Adilia Lamelas, Elizabeth Mackenzie, Ana Lourenço e Stephanie Fernandes numa criação colectiva, mostrando também a força da participação comunitária.

Com música, sabores, tradição e várias gerações reunidas no mesmo espaço, o Portugalo Fest terminou com o espírito de uma verdadeira festa portuguesa: a celebrar as raízes, a criar memórias e a passar a cultura de geração em geração.

O festival mostrou, uma vez mais, que a cultura portuguesa continua viva, presente e a crescer no Canadá, unindo gerações através da música, das tradições e do orgulho das raízes portuguesas. 

Francisco PegadoP/MS

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The Grand Parade volta a reunir a comunidade em apoio aos seniores do Abrigo Centre

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Fotos: Cindy Da Ponte

No passado sábado, a comunidade voltou a sair à rua para a terceira edição “The Grand Parade”, uma caminhada anual de angariação de fundos que reúne participantes em várias comunidades do Canadá em apoio a organizações que trabalham com seniores e suas famílias.

Organizada pela Blue Sea Foundation, a iniciativa mobiliza a comunidade através de um modelo de angariação de fundos entre participantes e beneficiários, permitindo apoiar organizações locais como o Abrigo Centre.

Com partida da Loretto College School, os participantes percorreram cerca de dois quilómetros para apoiar o programa Vida e Esperança, que acompanha mais de 120 seniores da comunidade luso-canadiana.

Para Lena Barreto, presidente do Conselho de Administração do Abrigo Centre, o crescimento da iniciativa demonstra o envolvimento da comunidade “é apenas o terceiro ano, mas já vemos a comunidade a abraçar esta causa”, afirmou.

A iniciativa vai além da angariação de fundos e procura chamar a atenção para uma realidade que nem sempre é visível: o isolamento vivido por muitos seniores.

Alice Nunes, coordenadora do Programa de Seniores do Abrigo Centre, sublinhou a importância deste apoio “é um grupo muito alegre, que merece todo o apoio que a comunidade puder dar.” O programa proporciona atividades, acompanhamento e, sobretudo, momentos de convívio. Para Delminda Pereira, membro do Abrigo Centre e do Programa Vida e Esperança, é precisamente esse espírito de comunidade que faz a diferença “temos música, coro, ginástica e, acima de tudo, temos amizade. Somos como uma família.”

Também Sérgio Sarmento, membro do Abrigo Centre e do Programa Vida e Esperança, destacou a importância de manter este tipo de iniciativas “é importante para todos nós. Vamos continuar a caminhar.”

Entre os participantes esteve ainda Marit Stiles, deputada provincial pelo circulo eleitoral de Davenport e líder oficial da Oposição de Ontário, que destacou a importância de manter os seniores ativos e ligados à comunidade “cada passo que damos hoje é para apoiar os seniores e o programa tão importante como este”, afirmou.

Para Joyce Santos, membro do Conselho de Administração do Abrigo Centre, a caminhada é uma forma de retribuir aos seniores “é bom saber que estamos a apoiar quem tanto fez por nós.”

Empresas, voluntários e participantes uniram novamente esforços numa tarde marcada pela música, pela dança e pelo convívio.

Manuel DaCosta, empresário e filantropo, destacou a importância de apoiar os seniores e de reconhecer tudo aquilo que esta geração fez pela comunidade “é sempre um privilégio estar com pessoas que fizeram tanto por nós, especialmente os nossos seniores. É importante apoiá-los, proporcionar estes momentos de convívio e mostrar-lhes que a comunidade continua ao lado deles.”

À data do fecho desta edição, tinham sido angariados 15.450 dólares para apoiar o programa Vida e Esperança do Abrigo Centre.

A campanha continua, e quem quiser contribuir poderá fazê-lo através do Abrigo Centre, em abrigo.ca, ajudando a garantir a continuidade deste importante apoio aos seniores da comunidade.

A terceira edição da caminhada terminou, mas deixou uma mensagem que permanece: cuidar dos seniores é cuidar de todos nós.

Porque ninguém deve envelhecer sozinho.

Francisco Pegado/MS

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“Super carros, super famílias” sensibiliza para o acolhimento familiar em Loulé

No dia 26 de setembro, Loulé recebe uma tarde que junta carros, música e uma causa que pode mudar vidas. Entre as 12h00 e as 18h00, a Praça da República é palco do evento “Super Carros, Super Famílias”, que alia a paixão pelos automóveis ao acolhimento familiar.

Conforto, segurança, estabilidade e proteção são características que procuramos num bom carro – e são também aquilo que uma família de acolhimento pode proporcionar a uma criança que precisa de um lugar seguro para crescer.

Sob o mote “Há sonhos que precisam de uma família para arrancar”, o evento pretende dar a conhecer o acolhimento familiar de uma forma descontraída e próxima da comunidade.

Com uma exposição de carros do Algarve Drivers Club, DJs do “Summer Ends 2.6”, e um momento musical no Café Calcinha, o evento promete uma tarde de diversão para toda a família.

“Há sonhos que precisam de uma família para arrancar. Uma Família que acolhe, um colo que acalma. Junte-se a nós nesta viagem!”, apela a organização do evento, promovido pela Fundação António Aleixo, com o apoio da Câmara de Loulé.

Mais informações em: 962 987 306 / familiasacolhimento@faaleixo.pt

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“Volta”: teatro, comunidade e memórias sobem ao palco no Canadá

DR.

Uma noite de teatro reuniu diferentes gerações numa celebração da cultura, da memória e da comunidade.

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urante quatro dias de trabalho e na apresentação final, o teatro aproximou pessoas de diferentes idades, experiências e percursos, numa iniciativa marcada pela emoção, pelo convívio e pela partilha. Criado por Maria João Gouveia e pelo “Estúdio13”, a “Volta” é um projeto participativo que leva ao palco artistas profissionais e não profissionais, de diferentes faixas etárias e experiências. O espetáculo multidisciplinar parte das histórias, costumes, vivências e tradições dos participantes da comunidade no Canadá.

Entre os elementos que subiram ao palco esteve Jaime Nascimento, ator nesta produção, que descreve o teatro como muito mais do que uma atividade artística: “É uma vida.” Para Jaime, o teatro é também uma fonte de rejuvenescimento e uma forma de libertação das preocupações do quotidiano. “Quando nos vestimos com esta farda, esquecemos imediatamente tudo o que nos afeta”, explicou. O palco transforma-se, assim, num espaço onde as preocupações ficam à porta e prevalecem a amizade, o convívio e o prazer de criar em conjunto.

Apesar de se tratar de um grupo de não profissionais, Jaime sublinha o empenho colocado no projeto. A apresentação foi preparada em apenas quatro dias, num processo vivido com entusiasmo e dedicação. “Faço mesmo por amor à camisola”, afirmou, destacando o compromisso de todos os participantes.

Um dos aspetos mais marcantes de “Volta” foi precisamente a diversidade do grupo, que juntou pessoas dos 19 aos 94 anos. Para Jaime, esta convivência entre diferentes gerações e percursos de vida é uma das maiores riquezas da experiência. O projeto representou também um regresso a uma paixão que julgava afastada da sua vida. “Pensava eu que já estava em fim, já estava alheado destas questões”, confessou, mostrando-se satisfeito por voltar a fazer aquilo de que gosta: teatro.

Com o apoio de Sara Costa (Leve Group), a iniciativa contou com o envolvimento da Casa do Alentejo de Toronto, apresentada como um espaço aberto à cultura e à comunidade. Sandra da Silva, responsável pelas relações públicas da instituição, destacou precisamente essa missão. “Esta casa é uma porta aberta, uma janela aberta”, afirmou, referindo-se ao papel da Casa do Alentejo enquanto espaço de encontro, convívio e criação cultural. Segundo Sandra, a apresentação resultou da conjugação de diferentes elementos: pessoas vindas de Portugal, o trabalho desenvolvido durante a semana, um workshop e a participação de elementos da própria casa e da comunidade. Para ela, a cultura deve ocupar um lugar central na sociedade, independentemente da sua forma. “É teatro, música e afetos”, resumiu, garantindo que a instituição está disponível para apoiar diferentes manifestações culturais.

Para Maria João Gouveia, responsável pela criação do projeto, os dias passados com a comunidade foram igualmente marcantes. Visivelmente emocionada, confessou ter ficado “um bocadinho sem palavras” perante a experiência. “Foram dias muito bonitos”, afirmou, considerando que o projeto ficará marcado no seu percurso profissional e pessoal.

A proximidade com a comunidade foi, para Maria João, aquilo que tornou a experiência ainda mais especial. O conceito de “Volta” ganhou um significado particular através das histórias e experiências de vida dos participantes. A artista destacou a generosidade e a união encontradas na comunidade. “Não há cá egos”, disse, salientando a autenticidade dos participantes e a capacidade de trabalharem em conjunto.

No final, a principal mensagem que leva consigo é a força demonstrada pelas pessoas perante as dificuldades e as mudanças da vida. “Há pessoas com voltas nas suas vidas cheias de força, de determinação, de obstáculos, mas que conseguem transformá-los”, afirmou.

Mais do que uma apresentação teatral, “Volta” acabou por ser um encontro entre gerações, experiências e memórias. Um palco onde profissionais e não profissionais se encontraram e onde histórias pessoais, costumes e tradições ganharam uma nova dimensão através da arte.

Entre o teatro, a música, o movimento, o convívio e os afetos, ficou a certeza de que a cultura pode ser também uma forma de regressar às origens, preservar memórias e, ao mesmo tempo, construir novas histórias no presente.

Romulo M. Avila/MS

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CGD celebra 150 anos de história e 15 anos de presença no Canadá

Foto: Francisco Pegado

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) assinalou, em Toronto, 150 anos de história e 15 anos de presença no Canadá. A celebração decorreu no Consulado-Geral de Portugal e reuniu representantes diplomáticos, responsáveis da instituição, clientes, membros da comunidade portuguesa e outros convidados.

Entre as presenças estiveram o embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucena, a cônsul-geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, a responsável pelo Escritório de Representação da CGD no Canadá, Marisol Ribeiro, e Maria de Lurdes Sousa, diretora responsável pelos Gabinetes dos Escritórios de Representação da Caixa Geral de Depósitos.

Fundada em 1876, a maior instituição financeira portuguesa tem acompanhado a evolução económica e social do país e, ao longo das décadas, reforçado a sua presença internacional. No Canadá, a Caixa construiu uma relação de proximidade com os clientes e com uma comunidade que continua fortemente ligada a Portugal.

Para o embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucena, a longevidade da instituição é também uma questão de confiança “A Caixa Geral é uma instituição de referência, que merece a confiança dos portugueses em Portugal e dos portugueses no estrangeiro.”

O diplomata destacou ainda a dimensão internacional da CGD e o trabalho desenvolvido pela equipa no Canadá, considerando-a uma presença importante para a comunidade e para a representação diplomática portuguesa.

Vinda de Portugal para participar nas comemorações, Maria de Lurdes Sousa, diretora-geral dos Escritórios de Representação da CGD, salientou o orgulho em celebrar a data junto dos portugueses no Canadá. A responsável defendeu que a Caixa deve continuar próxima da diáspora e apoiar a ligação económica a Portugal “queremos continuar junto da diáspora e da nossa comunidade, para que continue a investir em Portugal.”

Os 15 anos no Canadá são, para Marisol Ribeiro, responsável pelo Escritório de Representação da CGD no país, motivo de orgulho, mas também um compromisso para o futuro “podemos parecer adolescentes quando se fala em 15, mas temos a maturidade dos 150.”

A presença da Caixa Geral de Depósitos no Canadá vai além da atividade bancária. A instituição mantém um compromisso com a comunidade através do apoio a iniciativas de responsabilidade social e a projetos desenvolvidos em parceria com instituições portuguesas, nomeadamente nas áreas da educação e da cultura.

Para Marisol Ribeiro, estas iniciativas são importantes para manter viva a ligação a Portugal e valorizar a diversidade da cultura portuguesa. “Isto também é a nossa cultura e, por vezes, são pequenas ações que nos permitem continuar presentes junto da comunidade e daqueles que caminham connosco.”

A relação com a comunidade reflete-se também na experiência dos clientes. Aldina Pereira, cliente da CGD há vários anos no Canadá e em Portugal, deixa uma mensagem simples “sou cliente da Caixa há muitos anos e sempre fui muito bem atendida. Muitos parabéns e muitos anos de sucesso!”

Entre os 150 anos de história e os 15 anos de presença no Canadá, a celebração em Toronto foi também uma oportunidade para olhar para o futuro.

Um futuro marcado pela continuidade da ligação aos portugueses, às empresas e às comunidades que, além-fronteiras, continuam a manter vivos os laços com Portugal.

FP/MS

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Terceiro Torneio de Golfe da Magellan Community Charities reúne comunidade em apoio ao Magellan Centre

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Fotos: Francisco Pegado

O Lebovic Golf Club, em Aurora, recebeu a terceira edição do Torneio de Golfe da Magellan Community Charities, organizado pela Magellan Community Foundation. Com lotação esgotada, o evento reuniu empresários, representantes de organizações comunitárias, apoiantes, convidados e participantes, num dia em que o golfe se transformou num ponto de encontro para a solidariedade e para o apoio ao futuro Magellan Centre.

O ambiente foi de convívio e celebração. Mais do que uma competição desportiva, o torneio teve como principal objetivo angariar fundos e reforçar o apoio à construção do Magellan Centre, projeto destinado a responder às necessidades dos seniores de língua portuguesa, através de cuidados de longa duração e habitação, mas também de um espaço de encontro, cultura e integração comunitária. Para Manuel DaCosta, Presidente da Magellan Community Charities, esta terceira edição representa mais um passo num percurso que já dura há mais de três anos.

“O Magellan Centre não é um projeto apenas para a comunidade portuguesa; é um projeto que pretende servir todos nós e deixar um legado para o futuro”, salientou DaCosta, destacando o significado de ver empresas, organizações e particulares unidos em torno da iniciativa.

O responsável lembrou que a angariação de fundos continua a ser essencial para garantir o avanço da obra. A próxima grande iniciativa será a gala marcada para 7 de novembro, que deverá reunir novamente a comunidade em torno do projeto “é um projeto de grande dimensão e surgem sempre situações inesperadas que exigem recursos adicionais. Por isso, eventos como este torneio e a gala são fundamentais para conseguirmos manter o projeto financeiramente saudável.”

Para além dos desafios financeiros e operacionais, DaCosta vê o Magellan Centre como uma responsabilidade para com as gerações mais velhas, que desempenharam um papel fundamental na construção da comunidade portuguesa no Canadá “a nossa comunidade vai continuar a envelhecer. Temos uma obrigação de olhar pelos nossos idosos, porque eles são a nossa história e foram eles que abriram muitas das portas que hoje nos permitem estar aqui.”

A necessidade de manter a comunidade mobilizada esteve também no centro da intervenção de José Maria Eustáquio, Presidente da ACAPO, reforçou a importância do envolvimento de toda a comunidade na concretização do Magellan Centre. “O Magellan não se resume a um torneio de golfe ou a uma gala. Precisamos do apoio de todos. É importante termos um espaço onde os nossos idosos possam receber cuidados adequados, mas também manter a nossa cultura, para se sentirem verdadeiramente em casa.”

Por detrás da realização do torneio está também o trabalho de uma equipa de voluntários e dirigentes. John Da Costa, membro da direção da Magellan Community Charities, esteve diretamente envolvido na organização e não escondeu a satisfação ao ver o evento concretizado. “Confesso que existe algum alívio, porque chegar a este ponto, com tudo preparado e a decorrer como previsto, traz naturalmente alguma preocupação. Mas gosto muito de estar aqui e de fazer parte desta iniciativa. Acredito profundamente no projeto. É algo que a nossa comunidade precisava há muito tempo.” John Da Costa destacou ainda o progresso alcançado e a expectativa de que o Magellan Centre possa abrir as portas em novembro de 2027, uma meta que continua a mobilizar todos os envolvidos.

O espírito de apoio esteve igualmente presente nas palavras de Paulo Pereira, agente de negócios da Local 30 Sheet Metal and Roofers Union e participante no torneio “temos de apoiar a comunidade e os idosos. Isto já devia ter sido feito há mais tempo e vamos continuar a apoiar sempre que pudermos.”

Também Kai Guest, membro da Local 30 Sheet Metal and Roofers Union, quis associar-se à mensagem de solidariedade, reconhecendo o trabalho desenvolvido pela organização “é um prazer estar aqui hoje a apoiar uma causa tão importante e o excelente trabalho desenvolvido pela Magellan Community Charities.”

Com a gala de novembro no horizonte e a abertura do Magellan Centre prevista para novembro de 2027, o trabalho continua. O terceiro Torneio de Golfe demonstrou mais uma vez a capacidade de mobilização da comunidade e a importância de criar momentos que permitam angariar fundos, divulgar o projeto e aproximar pessoas.

FP/MS

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Brampton celebra 20 anos do Senhor Santo Cristo e inaugura Portas da Cidade

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Fotos: Cindy Da Ponte

As comemorações dos 20 anos das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres de Brampton começaram na passada sexta-feira, 11 de setembro, com um Jantar de Gala Inaugural que reuniu membros da comunidade portuguesa, convidados e representantes de várias instituições.

Realizado na sede da LiUNA Local 183, em Vaughan, o jantar marcou o início de um fim de semana dedicado à fé, à cultura e às tradições açorianas, recordando duas décadas de história e devoção ao Senhor Santo Cristo dos Milagres.

Ao longo da noite, foram recordados momentos marcantes destes 20 anos e destacada a importância de preservar as tradições religiosas e culturais entre as novas gerações.

Para Guido Pacheco, presidente das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres de Brampton, estes 20 anos representam também um percurso pessoal. Foi desse percurso que nasceu o sonho de trazer para Brampton uma réplica das Portas da Cidade de Ponta Delgada. “Apesar de as Portas representarem os açorianos, foram feitas por todos os portugueses”, disse Guido Pacheco.

No sábado, 12 de setembro, o sonho tornou-se realidade com a inauguração da réplica das Portas da Cidade de Ponta Delgada, no Azores Park, em Brampton. O monumento pretende representar a ligação entre os Açores e o Canadá e homenagear as sucessivas gerações de açorianos que fizeram deste país a sua casa, mantendo uma forte ligação às suas raízes.

O Presidente da Câmara Municipal de Brampton, Patrick Brown, destacou os laços entre a comunidade portuguesa, os Açores e a cidade “estas Portas representam a nossa ligação com Portugal, em particular com os Açores, e são uma bela celebração da amizade e da comunidade em Brampton.”

Também o Embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucena, sublinhou o significado da inauguração “é uma grande celebração da identidade portuguesa, sobretudo da componente açoriana da comunidade portuguesa no Canadá.”

A inauguração teve ainda um significado especial por decorrer no ano em que se assinalam duas décadas da chegada da imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, reforçando a dimensão religiosa, cultural e identitária das festividades.

Para José Manuel Bolieiro, Presidente do Governo Regional dos Açores, as celebrações representam um momento histórico pela inauguração do monumento e pela continuidade das tradições açorianas no Canadá “estamos a viver, com estas celebrações, um momento histórico.” O dirigente aproveitou ainda a ocasião para agradecer ao Canadá e aos canadianos, bem como às suas instituições políticas e sociais, pelo acolhimento e pela relação construída ao longo das décadas.

A presença das Portas da Cidade materializa a ligação entre duas margens do Atlântico e presta homenagem às gerações de açorianos que construíram a sua vida no Canadá sem deixarem de reconhecer as suas raízes.

Entre a fé, a memória e a cultura, o fim de semana ficou marcado pela celebração de duas décadas das Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres e pela inauguração de um monumento que passa agora a representar, em Brampton, a presença e a herança açoriana.

As Portas da Cidade ficam como símbolo permanente da ligação entre os Açores, Portugal e o Canadá.

Francisco Pegado/MS

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