A Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão (EMARP) revela que se vai registar na quarta-feira, dia 7 de outubro, o corte de água numa zona da cidade.
Em Portimão, nos últimos dias, as obras de constrição de uma ligação entre a zona industrial do Vale da Arrancada e a entrada da EN 125 junto ao Nova Vila Retail Park têm mostrado avanços significativos.
A Empresa Municipal de Águas e Resíduos de Portimão (EMARP) prevê concluir ainda hoje os trabalhos de reparação de uma conduta que rebentou, na manhã desta sexta-feira, 2 de outubro.
A principal via de acesso à cidade de Portimão, junto ao túnel das Cardosas, foi invadida pela água, na manhã desta sexta-feira, dia 2 de outubro, devido à rotura de uma conduta.
O Departamento de Investigação Criminal de Portimão da Polícia Judiciária deteve, fora de flagrante delito, um homem pela presumível autoria de um crime de violação, ocorrido no passado dia 24 de setembro, na zona de Odemira.
Duas localidades do concelho de Portimão recordam, no mesmo dia, a tradição da desfolhada.
Na Mexilhoeira Grande, trata-se de uma das atividades incluídas na iniciativa “A Nossa Cultura sai à Rua”, que também inclui demonstrações de empreita e cerâmica.
O evento realiza-se este sábado, dia 19 de setembro, a partir das 16h00, tendo como palco o Adro da Igreja.
Neste espaço, o património da comunidade ganha vida também através dos sabores autênticos da gastronomia tradicional e do ritmo da música popular.
A animação conta com o Grupo de Cantares Mexilhoeirense, o Rancho Folclórico da Figueira e os Brasa Doirada, além de momentos de teatro e atividades para os mais novos.
A celebração termina em ambiente de grande festa popular com o muito aguardado “Há Baile no Adro”.
No mesmo dia, esta tradição é, igualmente, lembrada na Ladeira do Vau, povoação do mesmo concelho.
A desfolhada é organizada pelo Rancho Folclórico local e tem entrada é gratuita.
O evento tem início pelas 18h00 e inclui sandes de porco no espeto e as atuações do acordeonista Luís Godinho e do Rancho Folclórico da Ladeira do Vau.
O empreendimento da Torralta, em Alvor, provocou uma verdadeira revolução no turismo nacional, alterando de forma irreversível a escala e a paisagem do sul do país no final da década de 1960.
Liderado pelos irmãos Agostinho da Silva e José da Silva, o projeto transformou o Algarve de um refúgio pacato e exclusivo numa potência do turismo de massas.
As icónicas torres de betão da Torralta foram construídas a partir de 1969 mesmo em cima da frente dunar, praticamente em cima de uma das mais belas praias do concelho de Portimão.
Estes edifícios rasgaram a linha do horizonte da antiga vila piscatória de Alvor e ditaram o nascimento de uma nova era.
Através da empresa Torralta – Club Internacional de Férias, os irmãos Silva criaram um modelo pioneiro de “capitalismo popular”.
O grupo atraiu cerca de 27 mil pequenos acionistas e introduziu em Portugal o conceito de time-sharing.
Após o sucesso no Algarve, a ambição levou-os a tentar replicar este mega-complexo na Península de Troia. O projeto era colossal e foi planeado para acolher cerca de 70 mil camas, incluindo hotéis e uma marina.
Contudo, as convulsões políticas e económicas do pós-25 de Abril de 1974 ditaram a falência do grupo. Enquanto em Alvor as estruturas ficaram abandonadas durante anos, em Troia o complexo acabou por ser intervencionado pelo Estado.
Mais tarde, o espaço de Troia foi vendido ao Grupo Sonae. O processo culminou na demolição implosiva das suas famosas torres gémeas, em 2005, para dar lugar ao atual Troia Resort.
Atualmente, o legado algarvio da Torralta vive uma realidade totalmente renovada. Após uma profunda reabilitação urbana, as antigas estruturas degradadas de Alvor deram lugar a modernos resorts de luxo e apartamentos turísticos.
Hoje, a maioria destes edifícios são geridos por grandes marcas, como o Grupo Pestana.
A Praia da Torralta é muito mais do que um destino de sol e mar, é um ícone que marcou uma era no turismo de Portimão e do Algarve.
Como o próprio nome indica, situa-se junto à zona, onde funcionou o empreendimento turístico com a mesma denominação.
Desde essa altura que aquela praia passou a ser uma das preferidas de quem visita a região algarvia.
O seu cartão de visita é irrecusável: águas cristalinas e tépidas que banham um extenso areal de areias douradas e finas que faz com que no areal nunca haja falta de espaço para mais um banhista.
Localizada estrategicamente entre a Praia de Alvor e a Praia dos Três Irmãos, a Torralta oferece um horizonte a perder de vista sob um mar de vários tons de azul, garantindo as melhores condições de conforto e segurança para dias retemperadores à beira-mar.
A praia beneficia da também da proximidade à típica vila de Alvor e conta com uma boas rede de infraestruturas hoteleiras e de restauração.
Uma das suas maiores mais-valias é o moderno passadiço, que permite longas caminhadas com vista quase infinita para o oceano.
Este percurso pedestre é um convite para caminhar entre monumentos históricos, praças animadas e a brisa do Rio Arade.
1. O Coração Comercial: Da Rua do Comércio à Praça da República
Alameda da Praça da República
Comece a manhã na Rua do Comércio e Rua Vasco da Gama. Este eixo é o pulmão comercial de Portimão, onde o movimento das lojas tradicionais reflete o quotidiano da cidade. No centro, a Praça da República (Alameda) serve de ponto de união, oferecendo um espaço amplo onde se destaca o monumental Colégio dos Jesuítas (1660), um gigante barroco que guarda o túmulo do seu fundador, D. Diogo Gonçalves.
2. Espiritualidade e Nobreza: Da Matriz ao Largo 1º de Dezembro
Suba até à Igreja Matriz, onde o portal tardo-gótico do século XV resiste como a memória mais antiga da fundação da vila. Desça depois para o Largo 1º de Dezembro, um “livro de história a céu aberto”.
A não perder: Os 10 bancos de azulejo de 1930 que narram a história de Portugal e a imponente fachada do Palacete Sárrea Prado (Teatro TEMPO).
3. Memória Política e Literária: Casa Manuel Teixeira Gomes
Siga em direção ao rio para visitar a casa natal do “Presidente-Escritor”. Esta casa oitocentista de traça simples algarvia é um refúgio de cultura. Espreite o pátio central e imagine a vida da família Gomes, que aliava aqui o negócio da exportação de figos à fruição do jardim nas traseiras.
A poucos metros, entre na Praça Teixeira Gomes. Batizada em 1950, esta praça de raiz oitocentista é a sala de visitas da cidade.
O Coreto: Repare na réplica do coreto original (destruído nos anos 60 e reconstruído em 2010), que devolveu à cidade um símbolo dos antigos bailes sociais. É o local ideal para um café com vista para o Arade.
5. Passeio pela Zona Ribeirinha: Arte e Tradição
Inicie a caminhada pela frente ribeirinha, que funciona como uma galeria de arte ao ar livre graças às esculturas feitas em vários simpósios.
Tradição: Passe pela zona onde o Festival da Sardinha acontece e observe as embarcações de recreio junto ao Clube Naval.
Antiga Lota: Quase a chegar à Ponte Velha, descubra este edifício de 1916. Originalmente uma central elétrica, tornou-se o local icónico onde o peixe era descarregado em cabazes. Hoje, após uma reabilitação profunda, acolhe o posto de turismo e espaços culturais, mantendo viva a alma do cais.
Termine o roteiro na antiga Fábrica de Conservas “São Francisco” (Féu Hermanos), atualmente transformada em museu. No exterior, um enorme guindaste recorda o tempo em que o cais fervilhava com a indústria conserveira. No interior, deixe-se envolver pela premiada exposição “Portimão, Território e Identidade”, o remate perfeito para compreender a simbiose entre a cidade e o rio.
O próximo Passeio Sénior, integrado no projeto “Vida com Ritmo – Programa Mais Vida à Vida”, convida a população sénior do concelho de Olhão a descobrir a história, a cultura e a beleza natural de Portimão e Alvor.
Ao longo de um dia de convívio e descoberta, os participantes terão oportunidade de visitar o Museu de Portimão, instalado nas antigas instalações da Fábrica de Conservas Feu, e conhecer a exposição permanente “Portimão, Território e Identidade”, que dá a conhecer a relação da cidade com o rio Arade, o mar e a indústria conserveira.
Durante a tarde, a visita prossegue pela Ria de Alvor, onde a paisagem natural se cruza com a memória e a tradição piscatória. Entre os pontos de interesse estão a antiga Lota e o histórico Edifício de Socorro a Náufragos, que alberga um barco salva-vidas dos anos 20 do século passado, testemunho da história marítima daquela região.
Dirigido a maiores de 60 anos residentes no concelho de Olhão, o Passeio Sénior realiza-se nas seguintes datas:
– Setembro – 15, 18, 22, 25 e 29;
– Outubro – 2, 6, 9, 13, 16, 20 e 23.
Inscrições:
– 31 de agosto – Junta de Freguesia de Moncarapacho, sede em Moncarapacho;
– 1 de setembro – Junta de Freguesia de Olhão, sala da sede;
– 2 de setembro – Junta de Freguesia de Pechão, sala da sede;
– 3 de setembro – Junta de Freguesia de Quelfes, sala da Patinha e sala da sede;
– 4 de setembro – Junta de Freguesia de Fuseta, Biblioteca na Fuseta.
Uma oportunidade para sair, conviver, conhecer novos lugares e descobrir o património que nos rodeia.
Batizada em 1950, em honra de Manuel Teixeira Gomes — ilustre portimonense, escritor, diplomata e antigo Presidente da República —, esta praça de raiz oitocentista mantém-se como um dos locais mais emblemáticos e frequentados da cidade.
Recuando aos anos 20, a praça fervilhava de vida com os seus famosos “cafés-restaurantes” e bailes sociais. Hoje, esse espírito de convivência permanece bem vivo.
Graças às suas inúmeras esplanadas, ao lago central e à vista privilegiada para o rio, a praça é o local de eleição tanto para os locais como para os visitantes que procuram relaxar e desfrutar do ambiente marítimo de Portimão.
Durante décadas, o centro da praça foi dominado por um coreto, inaugurado em 1925, que servia de palco principal para concertos e cerimónias oficiais.
Embora o coreto original tenha sido polemicamente demolido nos anos 60 para dar lugar ao atual monumento escultórico em homenagem a Teixeira Gomes, a memória não se perdeu.
Em 2010, a Junta de Freguesia de Portimão construiu uma réplica do antigo coreto, instalada a poucos metros de distância, em plena zona ribeirinha, devolvendo à cidade um dos seus símbolos mais queridos.
Compreendendo o espaço entre o Jardim Bívar e a icónica Casa Inglesa, a Praça Teixeira Gomes continua a ser o cenário onde a identidade de Portimão se renova todos os dias, entre um café à beira-rio e a contemplação da estátua do seu filho mais ilustre.
No interior da Igreja Matriz de Alvor há uma imagem que, reza a lenda local, deu misteriosamente à costa, tendo sido recolhida e colocada com profunda reverência no altar pelos antigos pescadores. É a esta célebre e milagrosa escultura do “Senhor Jesus” que os fiéis ainda hoje prestam grande devoção.
O grande destaque arquitetónico da Igreja Matriz de Alvor vai por inteiro para o seu pórtico principal. Esta autêntica joia de pedra é legitimamente considerada a mais bela e trabalhado expressão do estilo manuelino em toda a região algarvia.
A estrutura ostenta uma decoração exuberante, repleta de motivos detalhados e inspirados na fauna e flora locais, combinados com cenas bélicas expressivas e uma forte simbologia religiosa.
Erguido originalmente na década de 1520, o monumento afirma-se como o grande ex-líbris histórico desta vila do concelho de Portimão.
A sua construção decorreu sob os auspícios da influente família Ataíde, alcaides-mores da localidade, tendo sido muito provavelmente impulsionada por Álvaro de Ataíde (filho).
Décadas mais tarde, em 1573, o jovem rei D. Sebastião visitou a localidade para inspecionar as casas outrora habitadas pelo “Príncipe Perfeito”.
Ao longo dos séculos, a gestão do templo cruzou-se com os grandes senhores da terra, desde os condes de Odemira até à poderosa família Távora — cujo condado em Alvor se extinguiu devido ao trágico processo político de Belém, no século XVIII.
Ao longo do tempo, a Igreja de Alvor resistiu a abalos sísmicos, incluindo os de 1755 e 1969, e passou por reconstruções setecentistas, com destaque para a torre sineira e o retábulo de Joaquim José Rasquinho.
Intervenções polémicas nos anos 1970 destruíram elementos originais, como o coro-alto, mas alertas do Museu Nacional de Arte Antiga, em 1977, travaram a destruição da talha dourada e imagens sacras.
Atualmente, a estrutura sobrevive como um testemunho de arte e resiliência, apesar da pressão urbanística.
Para além da famosa escultura e do portal, o interior da igreja guarda tesouros artísticos de enorme valor histórico, como altares em talha dourada, azulejos setecentistas e capelas particulares.