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Sagres recebeu participantes de todos os continentes nos quatro dias de observação de aves e natureza

A 17.ª edição do Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza, que decorreu de 2 a 5 de outubro, em Sagres, voltou a afirmar-se como um ponto de encontro internacional para observadores de aves, especialistas e amantes da natureza.

Ao longo do Festival, 1.568 participantes, de 30 nacionalidades, tiveram à sua disposição um programa com 305 atividades dedicadas à observação de aves, à natureza e à biodiversidade.

Entre os principais resultados desta edição destaca-se o registo de 165 espécies de aves, incluindo o falcão-da-rainha que, por ser uma ave de rapina pouco frequente no nosso país, proporcionou um momento marcante para muitos observadores de aves.

A sexta-feira, 2 de outubro, ficou particularmente marcada por uma forte passagem migratória, proporcionando condições excecionais de observação em vários pontos do território. Em locais como Vale Santo, Cabranosa e Ponta da Atalaia, foram observados grandes números de cartaxos-nortenhos, rabirruivos-de-testa-branca e chascos-cinzentos, entre outras espécies.

A biodiversidade marinha esteve igualmente em destaque, com o registo de oito espécies de megafauna marinha, entre as quais a baleia-de-Bryde e o tubarão-martelo-liso, revelando a diversidade de espécies que pode ser observada na região, tanto em terra como no mar.

O Festival proporcionou igualmente momentos de encontro, aprendizagem e partilha de conhecimento entre participantes, especialistas e entidades ligadas à natureza, aproximando diferentes públicos das espécies e dos habitats da região.

Promovido pela Câmara Municipal de Vila do Bispo e organizado em parceria com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA-BirdLife) e a Associação Almargem, o Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza reforça o posicionamento de Sagres como território de referência para a observação de aves e para o turismo de natureza.

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De baleias a falcões raros: o festival que provou que Sagres é um paraíso selvagem

A vila de Sagres voltou a afirmar-se como um dos grandes pontos de encontro internacionais para o turismo de natureza com a realização da 17.ª edição do Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza.

O conteúdo De baleias a falcões raros: o festival que provou que Sagres é um paraíso selvagem aparece primeiro em Algarve Marafado.

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O maior evento de natureza de Portugal continua a decorrer em Sagres

Continua a decorrer em Sagres, até amanhã, segunda-feira, dia 5 de outubro, a 17.ª edição do Festival de Observação de Aves & Atividades de Natureza.

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Esta terra é conhecida como a Santorini do Algarve (com vídeo)

Localizada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a aldeia de Burgau, em Vila do Bispo, deve o seu nome aos pequenos búzios que abundam nas suas rochas.

Conhecida como a “Santorini portuguesa”, esta vila algarvia encanta pelas suas ruelas estreitas e pedonais, ladeadas por casas brancas de contornos azuis e repletas de flores.

O passeio por entre o casario termina invariavelmente no mar, onde barcos de pesca recordam a forte tradição marítima da zona — que, no século XVI, era um ponto estratégico para a faina do atum. 

Atualmente, embora o turismo e o alojamento local sejam o motor económico, Burgau preserva a sua essência.

A praia, situada numa baía protegida por falésias, oferece águas tranquilas e um areal extenso.

Para quem procura a melhor vista, o topo da arriba a nascente revela um cenário deslumbrante que explica por que razão este destino é cada vez mais procurado, sem nunca perder a sua alma típica.

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A Guerra dos Sete Anos chegou a esta praia

Situada na costa sul de Vila do Bispo, a Praia do Zavial deslumbra pelo seu enquadramento natural, onde o areal de média extensão é abraçado por imponentes arribas calcárias cobertas de vegetação mediterrânica.

Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, esta praia combina a serenidade da paisagem com um passado de grande importância estratégica e histórica.

Desde o século XVI, o Zavial foi palco de uma relevante armação de pesca do atum, protegida pelo Forte de Santo Inácio do Zavial, erguido na década de 1630.

Mas o segredo mais dramático destas águas repousa no fundo do mar: em 1759, durante a Guerra dos Sete Anos, o navio francês Redoutable afundou-se aqui após uma intensa batalha naval contra a esquadra inglesa.

Hoje, o Zavial é um refúgio que preserva tanto a sua herança militar quanto a sua beleza selvagem.

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