Uma caminhada com recolha de resíduos foi realizada no passado domingo de manhã, dia 4 de outubro, nas Passadeiras, freguesia de São Bartolomeu de Messines. Foram recolhidos cerca de 300 quilos de lixo.
A identidade histórica de São Bartolomeu de Messines, vila do concelho de Silves, está profundamente ligada à sua vasta geografia e ao legado de duas figuras marcantes do século XIX.
Uma delas foi o prestigiado poeta e pedagogo João de Deus. Autor da célebre Cartilha Maternal, um método revolucionário que alfabetizou gerações de portugueses, o escritor deixou uma marca cultural indelével no país, sendo a sua memória hoje celebrada e preservada na Casa-Museu João de Deus, situada na própria vila.
Foi nesta vila algarvia que também emergiu José Joaquim de Sousa Reis, o célebre “Remexido”, um capitão e guerrilheiro absolutista que transformou a região no palco principal das suas incursões e combates durante as violentas lutas entre Liberais e Miguelistas. A sua audácia militar gravou o nome de Messines nas crónicas da história política e militar de Portugal.
Com mais de 254 km², São Bartolomeu de Messines é a maior freguesia do Algarve, caracterizada pelo solo vermelho do “grés de Silves” e pelas bacias hidrográficas do Arade e do Funcho.
A ocupação humana da região remonta ao Paleolítico, com posterior presença romana e islâmica, tendo a freguesia sido integrada em Silves no reinado de D. Afonso III.
Diz-se que a sua localização foi decidida por uma corrida de cavaleiros entre a Amorosa e Messines, ganha por este último através de uma estratégia deliberada de avançar mais devagar.
A riqueza espiritual da vila completa-se ainda com as ermidas de Nossa Senhora da Saúde, Sant’Ana, São Pedro e São Paulo.
// Se já estiver a falar, para o áudio e repõe o botão
if (window.speechSynthesis.speaking) {
window.speechSynthesis.cancel();
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
return;
}
// 1. Seleciona o bloco de texto do artigo (lógica original do Guia Algarve)
const artigo = document.querySelector('.entry-content') || document.querySelector('.post-content') || document.body;
// 2. Guarda o texto na memória
let textoFinal = artigo.innerText;
// 3. Remove a frase do botão para ela não ser lida
textoFinal = textoFinal.replace("🔊 Ouvir este artigo", "").replace("Ouvir este artigo", "");
textoFinal = textoFinal.trim();
if (textoFinal.length === 0) return;
// 4. Configura a voz
const mensagem = new SpeechSynthesisUtterance(textoFinal);
mensagem.lang = 'pt-PT';
// 5. Quando o áudio terminar sozinho, o botão volta ao normal
mensagem.onend = function() {
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
};
// 6. Muda o texto do botão para indicar que se pode parar
botao.innerHTML = "⏹ Parar Áudio";
// 7. Começa a ler
window.speechSynthesis.speak(mensagem);
}
// Garante que o áudio para se o utilizador fechar ou mudar de página
window.onbeforeunload = function() {
window.speechSynthesis.cancel();
};
A Igreja de São Bartolomeu de Messines nasceu de uma forma bem pouco comum.
Diz a lenda que os habitantes da Amorosa e de Messines não chegavam a acordo sobre a localização do templo.
Para resolver o conflito, decidiu-se que dois cavaleiros partiriam de cada aldeia e que a igreja seria erguida no ponto de encontro.
O cavaleiro de Messines, contudo, avançou propositadamente mais devagar, garantindo que o edifício ficasse nas terras da sua povoação.
Para além do mito, o templo é um valioso exemplar arquitetónico.
Construído originalmente no primeiro quartel do século XVI, exibe hoje uma fusão entre o Manuelino e o Barroco, fruto de grandes obras no início do século XVIII.
No exterior, destaca-se o imponente pórtico barroco, ladeado por colunas salomónicas e capitéis coríntios.
O seu interior, de planta longitudinal com três naves, guarda um rico espólio de imagens dos séculos XVII e XVIII.
A importância religiosa da vila estende-se ainda às ermidas de Nossa Senhora da Saúde, Sant’Ana, São Pedro e São Paulo, que completam o património local.