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Chuva transborda Córrego Barrinha e causa transtornos aos moradores de Rio Verde (GO)

A chuva forte que atingiu Rio Verde, no Sudoeste goiano, na noite de quarta-feira (14/10), fez o Córrego Barrinha transbordar e provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade. A força da enxurrada assustou moradores, dificultou o trânsito e deixou um homem em situação de risco.

O homem foi arrastado pela correnteza quando tentou recuperar um capacete que havia caído na água. Com a força da enxurrada, ele foi parar debaixo de um carro. Pessoas que presenciaram a cena ficaram assustadas, e outro homem conseguiu retirá-lo debaixo do veículo. Apesar do susto, a vítima já está em casa e se recupera.

Na região do Espelho d’Água, o transbordamento do Córrego Barrinha chamou a atenção pela velocidade com que a água tomou as vias. No Bairro Dona Gercina, ruas também ficaram alagadas, dificultando a passagem de veículos e pedestres.

Um carro ficou ilhado após apresentar problemas ao tentar atravessar um trecho inundado. A orientação das autoridades é evitar áreas alagadas e procurar caminhos alternativos, sem tentar atravessar ruas tomadas pela água.

Segundo o Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), Rio Verde registrou 36,4 milímetros de chuva durante o temporal. O órgão relaciona a instabilidade ao avanço de uma frente fria pelo Sudoeste goiano, que favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades.

A Defesa Civil alertou para o risco de enxurradas e alagamentos e recomendou que a população não atravesse áreas inundadas. A previsão para esta quinta-feira (15) mantém a possibilidade de novas tempestades em Goiás, com descargas elétricas, eventual queda de granizo e rajadas de vento que podem chegar a 70 km/h.

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São Paulo terá mais chuvas fortes no fim da tarde desta quinta (15)

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Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climática da Prefeitura de São Paulo (CGE), a cidade deve enfrentar nesta quinta-feira (14) situação parecida com a desta quarta (13), graças à aproximação de uma frente fria.

Entre o final da tarde e início da noite devem ocorrer pancadas de chuva e rajadas de vento em várias regiões da cidade. Além disso, o solo encharcado pela chuva de ontem, mantém elevado o potencial para alagamentos, queda de árvores e deslizamentos de terra.

Notícias relacionadas:

Ontem, as fortes chuvas na capital paulista criaram, pelo menos, 17 pontos de alagamento e inundações, além de três desabamentos. Um deles matou um morador do bairro da Brasilândia, zona norte da capital paulista.

O túnel do Vale do Anhangabaú viveu uma situação caótica, com uma grande inundação que deixou mais de 20 veículos submersos.

Segundo a prefeitura, a chuva intensa acumulou 42 milímetros na região central em apenas 40 minutos. Esse volume representa 37% do total de 112 milímetros previsto para todo o mês de outubro na capital, correspondendo ao esperado para 11 dias.

Atenção

A Defesa Civil de São Paulo publicou dicas para enfrentar as fortes chuvas que devem atingir a cidade nesta tarde/noite:

  • Não atravesse ruas alagadas, enxurradas ou áreas com correnteza, a pé ou de veículo.
  • Evite permanecer em áreas baixas próximas a rios e córregos durante chuvas fortes.
  • Ao perceber rachaduras no solo ou nas paredes, inclinação de árvores e postes ou estalos em encostas, deixe o local e procure abrigo seguro.
  • Durante tempestades com raios e ventos fortes, afaste-se de áreas abertas, árvores, postes e estruturas metálicas.
  • Ao dirigir sob chuva intensa, reduza a velocidade, aumente a distância entre os veículos e nunca tente atravessar trechos alagados.

Confira no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil, os impactos das chuvas em São Paulo

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

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Manaus registra qualidade péssima do ar pelo terceiro dia seguido

A cidade de Manaus (AM) voltou a amanhecer sob fumaça gerada pelas queimadas no estado neste sábado (10). O Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), registrou qualidade péssima do ar na capital.

Esse é o terceiro dia consecutivo que a capital é encoberta por fumaça.

Nesta sexta (9), a Prefeitura de Manaus suspendeu as atividades escolares e nos órgãos municipais devido à péssima qualidade do ar. Na data, o índice de qualidade do ar foi de 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³) de material particulado, substância tóxica presente na fumaça.

Neste sábado, por volta das 6h, o índice foi ainda maior, alcançando 209 µg/m³. A qualidade do ar é considerada boa quando atinge até 25 µg/m³.

Nesta tarde, os pontos de monitoramento da capital registram a qualidade do ar entre moderada e ruim. No município de Careiro, na Região Metropolitana, entretanto, o nível ainda é péssimo, com 117,5 µg/m³.

Suspensão de atividades e alerta à população

A Defesa Civil do Amazonas disparou alerta aos celulares orientando a população que use máscara | Foto: Reprodução/Defesa Civil

Universidades também suspenderam as atividades devido à fumaça. A Defesa Civil do Amazonas disparou alerta aos celulares orientando a população a evitar exposição à fumaça e usar máscaras ao sair de casa.

Ainda na sexta-feira, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática disse em nota que realiza ações permanentes de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais na região, com mobilização de equipes, aeronaves e recursos.

“Desde o início da temporada de incêndios florestais, o Ibama extinguiu 229 incêndios no Amazonas e segue atuando no combate a outros 20 incêndios ativos no estado”, afirmou o ministério.

A pasta acrescentou que disponibilizará mais seis aeronaves, sendo quatro aviões para lançamento de água e dois helicópteros, além de 290 profissionais brigadistas.

Governo proibiu queimadas por 120 dias

Manaus também sofreu com fumaça no mês de setembro. No dia 23, o prefeito Renato Júnior (Avante) cobrou políticas contra queimadas no interior do estado.

“Falta política pública no interior do Amazonas. E agora Manaus está pagando a conta de todo dia amanhecer encoberto de fumaça por falta de política pública nacional, dos outros estados e também do estado do Amazonas”, disse ele em publicação nas redes sociais.

O Governo do Amazonas proibiu por decreto no mês passado o uso do fogo em todo o estado por 120 dias. A medida proíbe o emprego de queimadas em atividades de limpeza, manejo e renovação de áreas.

Também em 23 de setembro, o Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman Federal), coordenado pelo Ibama, recebeu solicitação de apoio do Governo do Amazonas para combate a incêndios florestais, segundo o Ministério do Meio Ambiente e Mudança Climática.

“Em resposta ao pedido, foram acionados combatentes do Projeto de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres (Respad) e uma aeronave do Projeto de Gerenciamento de Aeronaves para Situações de Urgência e Socorro (Pegasus)”, declarou o ministério.

De acordo com o órgão, em 30 de setembro, após as chuvas contribuírem para o controle dos focos de incêndio, o Governo do Amazonas comunicou que não seria mais necessário o apoio do Respad, dispensando a atuação da equipe federal antes do deslocamento a campo.

“O MMA informa ainda que orientou o Governo do Amazonas a solicitar recursos por meio do Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) para ampliar sua capacidade de resposta aos incêndios florestais. Contudo, até o momento, o estado não formalizou o pedido”, disse o ministério.

Fumaça oferece riscos à saúde

O risco de inalação de material particulado é maior dependendo do tempo de exposição e da quantidade inalada. Os mais suscetíveis a apresentar reações são crianças e idosos, mas todos podem ter comprometimento pulmonar e respiratório.

As queimadas também geram uma série de poluentes que podem permanecer no ar por semanas, como monóxido de carbono e dióxido de nitrogênio.

Governo amplia estrutura de combate a incêndios

Na última sexta-feira, o Governo do Amazonas afirmou em nota que tem feito reuniões sobre o tema das queimadas para conter os impactos ambientais, proteger a população e intensificar a fiscalização no estado. Segundo o governo, foi ampliado de 11 para 25 em um ano o número de bases permanentes de bombeiros em cidades do interior, e que o efetivo passou de 692 para 1.651.

O governo acrescentou que recebeu a aeronave Thrush S2R-510, capaz de transportar quase 2.000 litros de água, e que possui cinco viaturas Auto Bomba Tanque Florestal (ABTF). (Jorge Cosme/FOLHAPRESS)

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