O Município de Portimão assinala o Dia Municipal para a Igualdade, celebrado a 24 de outubro, com um conjunto de iniciativas que decorrem entre os dias 20 e 24 de Outubro, procurando sensibilizar a comunidade para a importância da igualdade de direitos e oportunidades, do respeito pela diversidade e do combate à discriminação. O programa […]
Comemorações do Dia Municipal para a Igualdade decorrem de 20 a 24 de outubro
O Município de Portimão assinala o Dia Municipal para a Igualdade, celebrado a 24 de outubro, com um conjunto de iniciativas que decorrem entre os dias 20 e 24, procurando sensibilizar a comunidade para a importância da igualdade de direitos e oportunidades, do respeito pela diversidade e do combate à discriminação.
O programa deste ano envolve diferentes gerações, das crianças e jovens à população sénior, através de iniciativas que convidam à reflexão, ao diálogo e à participação da comunidade, reforçando a mensagem de que a igualdade é um compromisso diário.
Especial atenção é dada às crianças e aos jovens, procurando sensibilizá-los, desde cedo, para valores como a empatia, o respeito e a justiça, essenciais para prevenir desigualdades e construir uma sociedade mais inclusiva.
O programa tem início no dia 20 de outubro, com o hastear da bandeira arco-íris na Biblioteca Municipal de Portimão num momento simbólico que assinala o arranque das comemorações e reafirma o respeito pela diversidade e pela liberdade de ser e de amar. A bandeira permanecerá hasteada até ao dia 30 de outubro.
Ao longo dos cinco dias, estará também patente, no espaço exterior do Museu de Portimão, a exposição fotográfica «Rostos com História», que reúne retratos de utentes do Centro de Convívio Sénior de Portimão, do Centro de Convívio Sénior da Aldeia das Sobreiras e dos Centros Comunitários de Portimão.
Através de diferentes rostos e percursos de vida, a exposição dá visibilidade à diversidade de experiências da população sénior, valorizando a memória, os direitos humanos, o respeito mútuo e a empatia.
No dia 21 de outubro, entre as 10h00 e as 18h00, a Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) promove um Dia Aberto (Open Day) nas suas instalações, situadas na Avenida Miguel Bombarda, no edifício da PSP de Portimão.
Dirigida a estudantes do ensino secundário e universitário, a iniciativa pretende dar a conhecer o espaço e o trabalho diário desenvolvido pela instituição, proporcionando uma oportunidade de interação direta com a equipa e de sensibilização para a importância do apoio às vítimas.
ISMAT promove debate aberto sobre o significado da igualdade
No dia 22 de outubro, entre as 10h00 e as 12h30, o auditório do Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes (ISMAT) recebe a tertúlia/debate «O que é a Igualdade? – Diferentes perspetivas, um mesmo futuro», uma iniciativa que convida à reflexão sobre os desafios da igualdade na sociedade atual.
Organizada pelo ISMAT, a tertúlia pretende proporcionar um espaço aberto de diálogo e partilha de experiências, reunindo docentes, estudantes e pessoas convidadas de diferentes áreas e percursos de vida, cujas perspetivas irão enriquecer o debate sobre a diversidade, a inclusão e a não discriminação.
A sessão terá início com a intervenção do diretor do ISMAT, professor doutor Rui Loureiro, seguindo-se uma mesa-redonda que contará com a participação dos docentes Mostafa Zekri, Rui Pedro Mendonça, Liliana Pina, Clara Pache e Anderson de Souza, dos estudantes Joana Nazaré, Rita Lobato, Beatriz Caetano, Bruno Amaro e Beatriz Ferreira, bem como de Faiza Djetti, colaboradora do ISMAT, Ricardo Torrão, diretor do Estabelecimento Prisional de Faro e Olhão, e Alexandre Condeça, doutorando na área da diversidade e inclusão.
Moderada pelo professor doutor Paulo Martins, a conversa contará também com um momento de participação do público, convidado a partilhar questões e reflexões sobre os desafios da igualdade. A tertúlia é aberta a toda a comunidade, sem necessidade de inscrição prévia.
No dia 23 de outubro, a programação prossegue no Lugar do Rio – Espaço Jovem de Portimão, com a apresentação do livro «As Mães Também Podem Sonhar», de Tânia Gonçalves, numa sessão prevista entre as 10h30 e as 13h00.
A obra apresenta uma história ternurenta e inspiradora sobre o amor, a empatia e o poder da partilha em família, transmitindo a mensagem de que, com apoio e união, mesmo quem vive um quotidiano marcado por múltiplas responsabilidades pode continuar a acreditar nos seus sonhos.
A apresentação será acompanhada de um momento de conversa da autora com o público, proporcionando uma reflexão sobre a importância do apoio familiar, da realização pessoal e do respeito pelas aspirações individuais.
Ainda no dia 23 de outubro, entre as 14h30 e as 17h00, a turma do 12.º ano do Curso Profissional de Intérprete Ator/Atriz do Agrupamento de Escolas da Bemposta volta a levar à cena a peça de teatro «Entre Iguais», no auditório da Escola Básica e Secundária da Bemposta, no âmbito das comemorações do Dia Municipal para a Igualdade.
Recorrendo a técnicas de teatro-fórum, o espetáculo apresenta situações relacionadas com a desigualdade de género e convida o público a participar na procura de soluções para os conflitos representados, promovendo a reflexão e o exercício de uma cidadania ativa e responsável.
Dia Municipal para a Igualdade deixa marcas artísticas de inclusão e participação em espaços municipais
O programa culmina no dia 24 de outubro, Dia Municipal para a Igualdade, com duas iniciativas que procuram transformar os valores da diversidade, da inclusão e do respeito em símbolos duradouros, através da participação da comunidade.
O primeiro momento acontece às 10h00, na Quinta Pedagógica de Portimão, que nesse dia reabre as portas ao público, após um período de encerramento para obras de manutenção e requalificação.
Neste contexto, será inaugurado um conjunto artístico «As Cores da Igualdade», composto por um banco de jardim decorado com as cores da bandeira arco-íris e por uma pintura no pavimento, com 4,20 x 2,50 metros, da autoria de João Sena.
A decoração do banco foi realizada com a participação da Equipa para a Igualdade na Vida Local (EIVL) e da Associação Xis, enquanto a pintura de João Sena retratará, através de cores vibrantes, um grupo diversificado de crianças e jovens, transmitindo uma mensagem de igualdade de direitos, respeito pela diversidade e combate ao preconceito. Uma obra que proclama que «Sem preconceito há mais amor».
Quinta Pedagógica de Portimão
O conjunto ficará integrado na Quinta Pedagógica como uma expressão artística e simbólica dos valores da igualdade e da inclusão, deixando uma marca duradoura das comemorações naquele espaço municipal.
Durante a tarde, entre as 14h30 e as 17h00, as comemorações prosseguem no Lugar do Rio – Espaço Jovem de Portimão, com a iniciativa «Tod@s Diferentes, Tod@s Ligad@s», um projeto de criação artística participativa da autoria e com mentoria da artista plástica Rita Ricardo.
Dirigida a crianças e jovens dos 10 aos 16 anos, a atividade convida a dar cor a uma composição de figuras humanas interligadas, previamente desenhada pela artista, que simboliza a diversidade, a união e a importância de cada pessoa na construção de uma sociedade mais inclusiva.
Sob o mote «Tod@s diferentes. Tod@s ligad@s , cada participante poderá deixar a sua marca nesta obra coletiva, numa experiência de criatividade e partilha que valoriza as diferenças e aquilo que nos une.
A participação é gratuita, sem necessidade de inscrição prévia, estando limitada a 25 participantes. A obra será concluída durante a sessão e ficará exposta no Lugar do Rio – Espaço Jovem de Portimão, prolongando no tempo a mensagem de igualdade e inclusão que inspira o projeto.
Portimão reforça compromisso com a igualdade e a não discriminação
Recorde-se que o Dia Municipal para a Igualdade é celebrado pela Câmara Municipal de Portimão enquanto subscritora do Protocolo de Cooperação para a Igualdade e a Não Discriminação, celebrado com a Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).
Este compromisso encontra expressão no II Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação, desenvolvido sob o mote «Portimão, Somos Igualdade», que visa sensibilizar todas as pessoas que vivem ou trabalham no concelho para a igualdade de direitos e oportunidades, o combate aos estereótipos e o respeito pela dignidade humana. Encontrando-se atualmente em desenvolvimento o III Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação, o Município dá continuidade ao trabalho desenvolvido nesta área, reforçando o seu compromisso com uma comunidade mais justa, inclusiva e livre de discriminação.
Integrado na Estratégia Nacional para a Igualdade e a Não Discriminação «Portugal + Igual 2018–2030», este instrumento reforça o papel do Município na promoção de políticas públicas de proximidade que contribuam para uma comunidade mais justa, inclusiva e participativa. Com estas comemorações, Portimão reafirma que a igualdade não se esgota numa data comemorativa: é um compromisso diário, construído através do respeito, da participação e das atitudes de cada pessoa.
Tony Gouveia assinalou quatro décadas de percurso musical, marcadas pela dedicação à música portuguesa e pela divulgação da cultura nacional junto das comunidades portuguesas no Canadá.
A banda Tabu celebrou, no passado sábado, dia 10 de outubro, os seus 40 anos de carreira, numa noite especial de música, convívio e recordações, realizada no Portuguese Cultural Centre of Mississauga (PCCM), em Mississauga, no Canadá. O evento reuniu música ao vivo, jantar e momentos de celebração de um percurso artístico que marcou várias gerações da comunidade portuguesa. Reno, Jessica Amaro, Jennifer Bettencourt, Carlos e Armando Janeiro, Carlos Borges e John Ferreira deram também um colorido diferente ao serão festivo, enchendo com música de qualidade o PCCM.
A comemoração foi também uma oportunidade para recordar a trajetória de Tony Gouveia, músico ligado à história dos Tabu e uma figura associada à promoção da música portuguesa na diáspora. Antes da realização do espetáculo, Tony Gouveia esteve nos nossos estúdios para dar a conhecer os detalhes desta celebração e recordar os momentos mais marcantes de uma carreira dedicada à música.
O seu percurso foi igualmente tema de conversa no podcast Sentir, Pensar e Agir, conduzido por Rómulo Medeiros Ávila, onde foram abordadas diferentes etapas da sua vida artística, desde os primeiros passos no mundo da música até à consolidação de uma identidade musical própria.
Tabu: quatro décadas a levar a música portuguesa mais longe
Ao longo de 40 anos, os Tabu construíram um percurso marcado pela paixão pela música e pela vontade de conciliar as raízes portuguesas com novas sonoridades e arranjos musicais. A banda conquistou um lugar especial na memória de muitos portugueses no Canadá, marcando presença em concertos, festas e encontros comunitários que ajudaram a fortalecer os laços entre a diáspora e Portugal.
Para além da componente artística, e já em declarações ao nosso jornal, assumem que “a música dos Tabu representou, para muitos emigrantes, uma forma de manter viva a ligação à terra natal, à língua portuguesa e às tradições culturais. As atuações do grupo tornaram-se momentos de encontro entre amigos e familiares, contribuindo para a preservação da identidade portuguesa junto das novas gerações”.
A conversa permitiu também recordar experiências vividas ao longo da carreira, os desafios do meio musical e a importância do trabalho coletivo na construção do percurso da banda. A evolução da comunidade portuguesa no Canadá, bem como as mudanças nos meios de comunicação e nas formas de divulgação musical, foram outros dos temas que marcaram a reflexão sobre estas quatro décadas.
Uma celebração da música e da identidade portuguesa
A noite comemorativa no Centro Cultural Português de Mississauga foi dedicada à celebração dos 40 anos dos Tabu, com jantar, espetáculo ao vivo e artistas convidados, num programa pensado para reunir fãs, amigos e familiares em torno da música e das memórias partilhadas.
Mais do que assinalar uma data, a iniciativa destacou o contributo de Tony Gouveia e dos Tabu para a vida cultural da comunidade portuguesa no Canadá. Ao longo de quatro décadas, o grupo ajudou a dar visibilidade à música portuguesa além-fronteiras, acompanhando as transformações da diáspora e mantendo uma ligação constante às suas origens. A celebração dos 40 anos dos Tabu constituiu, assim, um momento de reconhecimento de um percurso artístico construído com dedicação, criatividade e paixão, reafirmando o papel da música como elemento de união entre gerações e como expressão viva da cultura portuguesa no Canadá.
No âmbito das comemorações associadas à temática da Igualdade e do Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação (PMIND), a Câmara Municipal de Loulé, em parceria com a Junta de Freguesia da Tôr, promove, no próximo dia 17 de outubro, sábado, a iniciativa “Caminhar pela Igualdade”.
O evento, que repete o sucesso de edições anteriores, desafia a comunidade a juntar-se por uma causa social e humanitária. A caminhada terá um percurso circular de aproximadamente 6,5 quilómetros, com início e término programados para a frente da Junta de Freguesia da Tôr.
Para além da promoção da igualdade e do desporto, a iniciativa assume também um forte caráter solidário. Todos os/as participantes são convidados a entregar um bem alimentar no momento da concentração. Os bens recolhidos serão posteriormente distribuídos a uma instituição de solidariedade social local, apoiando as famílias mais vulneráveis do concelho.
A concentração dos/as participantes está marcada para as 14h30.
As inscrições estão abertas e devem ser efetuadas até ao dia 16 de outubro, sexta-feira, através dos seguintes contactos: 289 414 908 ou geral@freguesiadator.pt
Junte-se a esta causa. Caminhe connosco pela igualdade e pela solidariedade!
A convite da Coordenação do Ensino Português no Canadá (CEPE), do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., em parceria com a Embaixada de Portugal no Canadá, a escritora e argumentista portuguesa Sara Rodi deslocou-se ao Canadá para participar em várias iniciativas de promoção da língua e da literatura portuguesa.
Em Otava, Sara Rodi participou na VIII Feira do Livro Ibero-Americana e realizou uma palestra na Saint Paul University, onde apresentou o seu trabalho e teve a oportunidade de contactar diretamente com estudantes e jovens leitores.
A escritora esteve igualmente em Toronto, onde participou num encontro com a comunidade na Livraria Saudade, por ocasião da sua inauguração. O encontro foi dedicado ao seu mais recente romance, O Quanto Amei – Fernando Pessoa e as Mulheres da Sua Vida, uma obra que revisita a figura de Fernando Pessoa através das mulheres que fizeram parte da sua vida.
Sobre a sua passagem pelo Canadá, Sara Rodi descreveu a experiência como “muito especial” e que irá guardar “com muito carinho”.
A escritora falou também sobre o contacto com a comunidade portuguesa em Toronto “tive a oportunidade de apresentar o meu romance O Quanto Amei – Fernando Pessoa e as Mulheres da Sua Vida à comunidade portuguesa, que me acolheu com aqueles abraços que nos fazem sentir em casa”.
Sara Rodi recordou ainda as histórias e partilhas que ouviu durante a sua passagem pelo Canadá:
“Ouvi histórias, partilhas generosas e sonhos para o futuro que não vou esquecer. Foi muito bonito sentir esta ligação através da língua portuguesa e perceber o entusiasmo da comunidade pela literatura e pela cultura portuguesas”.
A escritora agradeceu ao CEPE Canadá, do Camões, I.P., e à Embaixada de Portugal no Canadá pela oportunidade, deixando também uma palavra de reconhecimento à equipa da Livraria Saudade, pelo convite e pela recepção.
A coordenadora do CEPE, Maria do Rosário Gaspar, destacou a importância destas iniciativas na promoção e divulgação da língua portuguesa no Canadá ”foi um final de tarde muito agradável, num espaço chamado “Saudade”, para falar de Fernando Pessoa. Foi muito bom ver a afluência do público e poder partilhar mais esta experiência de promoção e divulgação da língua portuguesa”, afirmou.
Maria do Rosário Gaspar deixou ainda um agradecimento especial a Nancy e Fátima, pela cedência do espaço para a realização do encontro.
A passagem de Sara Rodi pelo Canadá aproximou a literatura portuguesa dos leitores da comunidade e proporcionou novos momentos de encontro em torno da língua, da cultura e da literatura portuguesa.
Quatro décadas de histórias, amizades, famílias e amor às raízes. Foi este o espírito que marcou a celebração dos 40 anos do Arsenal do Minho de Toronto, numa noite em que a comunidade portuguesa se reuniu para recordar o caminho percorrido, celebrar o presente e olhar para o futuro com orgulho nas tradições minhotas.
Ao longo de 40 anos, o Arsenal do Minho tornou-se muito mais do que uma associação. Para muitas famílias, é uma segunda casa, um lugar de encontro onde a música, o folclore e as tradições ajudam a manter viva a ligação a Portugal e, em particular, ao Minho. A celebração assinalou também os 31 anos do Rancho Folclórico do Arsenal do Minho, que continua a transmitir às novas gerações os sons, as danças, os trajes e a cultura minhota.
As comemorações começaram na sexta-feira, 2 de outubro, com o tradicional Porto de Honra, realizado na sede do Arsenal do Minho. Entre abraços, reencontros e memórias, dirigentes, convidados e membros da comunidade deram início a um fim de semana dedicado à história da associação.
Photo: Cindy Da Ponte
No sábado, 3 de outubro, a celebração prosseguiu na LiUNA Local 183, em Toronto, reunindo familiares, amigos, membros da associação e convidados para uma noite dedicada aos 40 anos de história do Arsenal do Minho e às tradições que continuam a unir a comunidade portuguesa.
Entre as presenças estiveram a Presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, o Presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, a Deputada Federal por Davenport, Julie Dzerowicz, e o Presidente do SC Braga, António Salvador.
A ligação entre Braga e a comunidade minhota em Toronto esteve no centro das palavras de João Rodrigues, que destacou a proximidade que permanece apesar da distância ‘é muito curioso nós chegarmos a tantos quilómetros de distância e vermos em cada uma destas pessoas uma continuação da cidade.” António Salvador sublinhou o orgulho em testemunhar a força da comunidade portuguesa e falou da intenção de reforçar a presença do SC Braga em Toronto, nomeadamente através de iniciativas desportivas dirigidas às crianças e aos jovens.
Fotos: Cindy Da Ponte
Do lado canadiano, Olivia Chow felicitou o Arsenal do Minho pela sua contribuição “para a cultura e pelo dinamismo da cidade de Toronto”, enquanto Julie Dzerowicz deixou uma mensagem de parabéns pelos 40 anos e votos de continuidade e crescimento.
Mas a verdadeira dimensão desta história encontra-se nas pessoas que, ao longo de quatro décadas, deram tempo, trabalho e dedicação à associação. Cristina Garcia falou da alegria de representar o Arsenal do Minho e celebrar “40 anos de vida, tradição e cultura”. Para Joel Bastos, estes são 40 anos de divulgação da cultura e das tradições minhotas no Canadá.
Nelson Martins, responsável pelo Rancho Folclórico, destacou o forte sentido de união que se vive na associação: “Somos uma família de muitos elementos e estou feliz por fazer parte desta família.” André, Vitória, Liliana e Patrizia partilharam também o orgulho de fazer parte desta história e de contribuir para a continuidade das tradições minhotas.
A mesma ligação passa para as novas gerações. Para a família Silva, composta por Nelson, Cláudia, Soraia e Aryana, envolver as crianças na comunidade portuguesa é uma forma de garantir que a cultura e as tradições se mantenham vivas no futuro.”
A noite foi animada por Cláudia Martins e os Minhotos Marotos, num ambiente de música, dança e convívio. Entre gerações, histórias e memórias, os 40 anos do Arsenal do Minho mostraram que uma tradição permanece viva quando é partilhada.
Uma história construída por muitas mãos e muitas famílias, mantendo vivas em Toronto as tradições e as raízes do Minho.
No passado sábado, o evento da Associação Cultural do Minho de Toronto (ACMT) transformou-se num verdadeiro arraial minhoto, com mais de mil pessoas a encherem o espaço em Etobicoke para celebrar o Santoinho, conhecido como “o maior arraial minhoto no Canadá”. Inspirado nas tradicionais festas e romarias do Minho, o Santoinho mantém desde 1997 viva a cultura e as tradições portuguesas junto da comunidade no Canadá. A noite foi marcada pela gastronomia tradicional, com sardinha assada, caldo verde, bifanas, broa e champarrião, além de muita música e folclore. Os ACMT Bombos “Os Alegres”, os grupos folclóricos, a malhada do milho, a Roda do Santoinho e as atuações do Grupo Kalhambeque animaram uma noite de muita alegria e convívio. A festa terminou com DJ e a tradicional Roda do Santoinho.
Para Carlos Gonçalves, presidente da ACMT, “tudo correu como esperado”. Agradecendo aos mais de 70 voluntários, destacou a “excelente moldura humana” e garantiu que, no próximo ano, “a festa minhota será ainda mais forte”.
Opinião de apaixonados pela cultura minhota.
Para Augusto Bandeira, líder comunitário, apresentador do Roundtable e apaixonado pela cultura minhota, o Santoinho é muito mais do que um espaço de jantar, música e dança. “É uma forma de reviver aquilo que fomos e que, infelizmente, muitas vezes vamos deixando perder”, afirma. Nascido em 1972, em Darque, Viana do Castelo, pelas mãos de António Cunha, o Santoinho tornou-se, ao longo de mais de cinco décadas, uma referência na divulgação da cultura minhota. Para Augusto Bandeira, representa “memória, identidade e orgulho nas nossas raízes” e tem a capacidade de fazer com que quem não conhece o Minho possa “sentir um pouco do Minho”. Com o Encontro Vianense, do qual é responsável, já marcado para 8 de maio de 2027, considera muito importante levar esta tradição ao Canadá, sobretudo para aproximar as novas gerações das suas origens. “É uma forma de levar o Minho a quem está longe da sua terra e de manter vivas as nossas tradições.” Mas o entusiasmo é acompanhado por um apelo à autenticidade. Para Augusto Bandeira, celebrar o Santoinho fora de Portugal só faz sentido se a sua identidade for respeitada. “O folclore deve estar em primeiro lugar, acompanhado pelas músicas tradicionais que ali se ouvem e dançam.” E deixa uma referência especial: “A Marcha do Santoinho é única e verdadeira e deve ser respeitada.”
Conhecedor da história do Santoinho e próximo “dos seus proprietários”, que considera grandes amigos, Augusto Bandeira reforça que a iniciativa canadiana deve procurar ser “o verdadeiro Santoinho, ou pelo menos o mais próximo possível daquilo que ele representa”. “Podemos mudar muitas coisas com o passar dos anos, mas uma cultura só permanece viva quando as novas gerações conseguem perceber, respeitar e sentir aquilo que as gerações anteriores lhes deixaram”, sublinha. E termina com uma mensagem de reconhecimento e, ao mesmo tempo, de responsabilidade: “Parabéns a quem teve a excelente ideia de dar início à celebração deste excelente evento minhoto, mas respeitem o que é verdadeiramente o Santoinho.”
Por seu turno, Maria Melo destaca que “a festa transborda alegria e distingue-se pelo espírito de comunidade e pela gastronomia tradicional”. As sardinhas e febras na brasa, o champarrião, as marchas populares e os conjuntos musicais fazem desta “uma noite muito especial”. Entre os momentos mais marcantes, destaca “a emocionante demonstração do malhar do milho, a tradicional desfolhada minhota”, acompanhada pelo som das concertinas e pelas danças folclóricas. “É a nossa história vestida de festa. É honrar o passado do Minho e fortalecer a nossa identidade luso-canadiana”, afirma Maria, que espera que “este grande arraial continue a ser celebrado, geração após geração, para que as nossas tradições nunca se percam”. “É com grande amor às nossas tradições e com orgulho que continuo a ser voluntária nestes eventos”, conclui.
Mais do que uma noite de festa, o Santoinho voltou a ser um ponto de encontro para a comunidade portuguesa, onde a gastronomia, a música e as tradições minhotas se juntaram para recriar, em Etobicoke, o espírito das romarias.
Foi uma noite dedicada à alma de Portugal, onde a música, a emoção e a cultura se encontraram através do fado. O Portuguese Cultural Centre of Mississauga realizou a tradicional Gala de Fado, este ano integrada na primeira edição do Festival Internacional de Fado de Toronto e dedicada a uma das maiores referências da cultura portuguesa: Amália Rodrigues. Realizada há 26 anos, a gala é motivo de orgulho para Jorge Mouselo, presidente do Centro Cultural Português de Mississauga, que destaca a importância de preservar uma tradição já enraizada na comunidade. “Não quero que isto morra”, afirmou, defendendo também uma maior união entre os clubes portugueses no Canadá.
Para Mouselo, a parceria com o Festival Internacional de Fado representa uma oportunidade para abrir o Centro a novos projetos e aproximar diferentes comunidades portuguesas. A gala reuniu artistas vindos de Portugal e talentos ligados à comunidade local, mas o dirigente acredita que, no futuro, poderá haver uma edição especialmente dedicada aos artistas da comunidade. “Os nossos artistas locais mereciam uma noite destas também”, afirmou. Mais do que uma noite de música, a iniciativa pretende celebrar o fado, homenagear Amália Rodrigues e reforçar os laços da comunidade. “Sem o vosso apoio, sem o vosso carinho, nada disto acontecerá”, sublinhou Mouselo.
Entre as artistas participantes esteve Suzy Silva, cuja formação em jazz lhe trouxe novas ferramentas para a composição, harmonia e arranjos, sem alterar a forma como aprendeu a cantar fado. “Eu aprendi a cantar fado da maneira que todos nós aprendemos: a ouvir os antigos”, explicou.
Amália é uma das suas maiores referências, uma espécie de “santa padroeira de todas as fadistas”. Suzy estudou atentamente as suas interpretações, desde a divisão dos versos à dicção e colocação da voz. Interpretar um fado associado a Amália representa, por isso, uma responsabilidade especial. “É impossível tirar do ouvido de quem ouve a versão original, que é grandiosa”, reconheceu. Ainda assim, procura imprimir às interpretações a sua própria identidade, através do “amor e dedicação” que coloca em cada atuação.
Para Suzy, o fado não pode ser reduzido a uma única definição: “É emoção, é música, mas também é um estado de espírito.” A cantora considera uma honra representar os fadistas da comunidade e destaca o crescente interesse pelo género entre públicos francófonos e anglófonos. “O fado tem muita coisa interessante a dar a conhecer ao mundo inteiro”, afirmou.
A cantora portuguesa Lenita Gentil também participou na gala de homenagem a Amália. Feliz por regressar a uma região onde tem muitos amigos, destacou a importância destas iniciativas para os portugueses no estrangeiro. “Onde houver um português tem que haver fado”, afirmou. Lenita recordou o seu percurso, iniciado na canção e marcado por festivais internacionais, até chegar ao fado, influenciada pelo ambiente musical familiar e pelos grandes nomes do género. Considera positivo o crescente interesse dos jovens e de públicos estrangeiros pelo fado, incluindo japoneses e chineses que já cantam e tocam esta música. Para a artista, esse fenómeno demonstra a sua força e universalidade. Recordou ainda a parceria de mais de 20 anos com Natalino de Jesus, com quem gravou Fado para Dois e continua a atuar. Natalino reforça a importância do Fado, numa comunidade onde a “saudade” é a palavra de sentimento.
João Brito, artista e organizador do Festival Internacional de Fado, considera a concretização do projeto um grande desafio. A ideia nasceu e avançou com o apoio de três associações. Apesar dos contratempos, a primeira edição levou o fado a Toronto e Mississauga, com salas bem preenchidas. “Esta é a primeira vez, mas não vai ser a última”, garantiu.
Para as próximas edições, a intenção é crescer gradualmente, envolver mais associações, chegar a outras cidades, incluindo Montreal, e apresentar o fado também a públicos não portugueses através de concertos mais intimistas. “Temos que começar a mostrar o fado”, defende.
Outra prioridade é dar espaço aos artistas da comunidade. Brito quer que o festival funcione como uma “rampa de lançamento” para fadistas e músicos de Toronto, Montreal, Vancouver e outras regiões, mostrando que existem muitos talentos locais que “também fazem bem” e merecem ser conhecidos.
Entre a homenagem a Amália, a tradição da Gala de Fado e os novos caminhos do festival, a noite em Mississauga mostrou que o fado continua vivo: preserva as raízes portuguesas, aproxima gerações e comunidades e, ao mesmo tempo, encontra novos artistas e públicos muito para além de Portugal.
Toronto foi palco do 53.º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau, um dos mais importantes encontros anuais desta comunidade internacional. Ao longo de vários dias, 280 participantes, representantes de 17 Academias e delegações de mais de uma dezena de países reuniram-se para celebrar a amizade, reforçar laços e, sobretudo, reafirmar o compromisso de ajudar quem mais precisa. A programação estendeu-se por diferentes locais da região, incluindo Toronto, Hamilton, Niagara Falls, Niagara-on-the-Lake, Mississauga e a região vinícola de Niagara. O encontro proporcionou aos participantes uma experiência que combinou convívio, cultura, turismo e tradição, tendo como elo comum a portugalidade.
Uma celebração da identidade portuguesa
O programa culminou com o Jantar de Gala do 53.º Congresso Mundial, realizado no Renaissance by the Creek e apresentado por Rómulo Ávila, numa noite dedicada ao convívio e à celebração da identidade portuguesa além-fronteiras. A cerimónia começou ao som dos hinos do Canadá e de Portugal, num momento simbólico que refletiu a ligação entre os dois países e o espírito internacional das Academias do Bacalhau. A noite contou ainda com atuações da Luso-Can Tuna, Sara Dantas e Karma Band, que animaram o público e contribuíram para um ambiente de festa. Outro momento especial foi a tradicional troca de lembranças entre as Academias, reforçando os laços de amizade que estão na base destes encontros.
Solidariedade no centro da missão
Mais do que um encontro social, o Congresso Mundial voltou a colocar a solidariedade no centro da missão das Academias do Bacalhau. Na abertura, Raoul Gomes, Presidente da Academia do Bacalhau de Toronto, agradeceu a presença das diferentes delegações e destacou a importância da união entre as Academias. Zilda Evangelista, Vice-Presidente da Academia do Bacalhau de Toronto, reforçou igualmente o espírito de entreajuda que caracteriza este movimento. “A Academia é isto: é darmos a mão uns aos outros, ajudarmo-nos e sabermos compreender-nos.” A mensagem esteve presente ao longo de todo o congresso: celebrar a amizade, sem esquecer a responsabilidade social e o apoio às comunidades portuguesas.
Apoio às comunidades portuguesas
Entre as causas em destaque esteve a comunidade portuguesa na Venezuela, que continua a enfrentar importantes desafios económicos e sociais. Paulo Valor, Adido Social da Embaixada Portuguesa na Venezuela, sublinhou a importância de manter uma presença próxima e de continuar a apoiar quem mais necessita. O congresso serviu também para apresentar e reforçar novos projetos de solidariedade, incluindo iniciativas de apoio à terceira idade e programas destinados às novas gerações, nomeadamente através da atribuição de bolsas de estudo.
Uma rede sem fronteiras
A dimensão internacional ficou evidente com a presença de Academias provenientes de vários países. Entre os participantes esteve Rogério Nascimento, da Academia do Bacalhau Mãe, em Joanesburgo, que destacou o orgulho de fazer parte deste movimento e de partilhar em Toronto um momento de união com Academias de todo o mundo. O encontro confirmou assim a força de uma rede que ultrapassa fronteiras e gerações, mantendo uma identidade comum baseada na amizade, solidariedade e portugalidade.
Toronto, ponto de encontro do mundo português
Depois de dias dedicados a reuniões, projetos e solidariedade, o jantar de gala encerrou o congresso num ambiente de música, dança e convívio. Com 280 participantes e 17 Academias, Toronto tornou-se um verdadeiro ponto de encontro da comunidade portuguesa e lusodescendente. O 53.º Congresso Mundial deixou uma mensagem clara: a força das Academias está na capacidade de transformar amizade em solidariedade e tradição em ação.
Em Toronto, a Academia do Bacalhau voltou a demonstrar que a portugalidade não conhece fronteiras — e que ajudar o próximo continua a ser uma das formas mais fortes de manter Portugal presente no mundo.
A Junta de Freguesia de São Miguel de Lobrigos assinalou, no dia 29 de setembro, as comemorações em honra do seu Padroeiro, São Miguel, numa noite especialmente marcada pela homenagem ao padre José Edgar Barbosa, figura profundamente ligada à vida religiosa e comunitária da freguesia, onde exerceu o seu ministério pastoral entre 1981 e 2025.
Depois da eucaristia celebrada na Igreja Matriz, realizou-se uma homenagem carregada de “significado e emoção”, evocando o percurso, a dedicação e a proximidade do padre Edgar às pessoas e às instituições da freguesia.
Durante a cerimónia, o padre António Luís destacou o trabalho desenvolvido pelo sacerdote José Edgar e a importância da sua ação pastoral ao longo dos anos, recordando a sua presença constante junto da comunidade e o legado que deixou em São Miguel de Lobrigos.
O presidente da Junta de Freguesia, José Afonso Gonçalves, sublinhou a importância de preservar a memória daqueles que marcaram a história da terra e a vida das suas gentes. “Mais do que recordar o padre Edgar, quisemos agradecer-lhe. Agradecer tantos anos de dedicação, de presença, de amizade e de serviço à nossa comunidade. Há pessoas que passam pela nossa terra e há outras que ficam para sempre ligadas a ela. O padre Edgar pertence, sem dúvida, à história e à memória de São Miguel de Lobrigos”.
A homenagem constituiu o ponto central das comemorações de São Miguel, reunindo familiares, comunidade, entidades e muitos daqueles que, ao longo dos anos, conviveram de perto com o sacerdote.
A Casa das Beiras de Toronto encerrou, no passado sábado, a Semana Cultural Beirã 2026, que regressou este ano após uma interrupção de sete anos. A iniciativa celebrou a cultura e as tradições das Beiras, através da música, do folclore e da gastronomia.
Ofado voltou a fazer parte da programação, desta vez integrado no Festival Internacional de Fado, que trouxe a Toronto fadistas convidados de Portugal e um artista ligado à comunidade portuguesa no Canadá.
A Casa das Beiras recebeu João Brito, Francisco Moreira, Cláudia Leal e José Geadas, numa sessão marcada pela música e pela celebração da cultura portuguesa. Para Bernardino Nascimento, presidente da Casa das Beiras, a adesão do público foi motivo de orgulho e demonstra a importância de continuar a promover estas iniciativas.
“É um orgulho ver esta casa cheia e fazer parte do Festival Internacional de Fado. É uma forma de manter vivas as nossas tradições e a ligação às nossas raízes.”
A importância da colaboração entre as organizações portuguesas foi igualmente destacada por José Eustáquio, presidente da ACAPO, uma das entidades envolvidas na organização do Festival Internacional de Fado. “O fado representa muito para os portugueses e merece o apoio das nossas organizações. É importante trabalharmos em conjunto para manter esta cultura viva.”
Entre os convidados estiveram também José Manuel Pereira, presidente da Junta de Freguesia de Lardosa, e Miguel Pipa, vereador da Câmara Municipal de Viseu, que viajaram de Portugal para participar nas celebrações.
Para José Manuel Pereira, a visita permitiu conhecer de perto a força da presença portuguesa em Toronto “é a primeira vez em Toronto e foi uma grande surpresa encontrar tantos portugueses reunidos. É um orgulho levar este sentimento de volta para Portugal. A Casa das Beiras faz uma importante ligação entre Viseu e Toronto e ajuda a manter vivas as nossas memórias e tradições.”
Miguel Pipa destacou igualmente o significado de encontrar, tão longe de Portugal, uma comunidade que continua próxima da sua terra “é muito especial ver este pedaço de Portugal tão longe da nossa terra. Mesmo fora de Portugal, os portugueses continuam ligados às suas raízes.”
Com a sala cheia, as luzes apagaram-se e as vozes dos fadistas, acompanhadas pela guitarra portuguesa, tomaram conta do espaço. Para os artistas vindos de Portugal, atuar em Toronto foi vivido com felicidade e orgulho, numa oportunidade de representar o país e partilhar a sua cultura.
João Brito, coorganizador do Festival Internacional de Fado, mostrou-se satisfeito com a adesão “estou felicíssimo com a casa cheia. Agora é cantar e presentear este público maravilhoso com um grande espetáculo.” Sobre a participação dos fadistas vindos de Portugal acrescentou “quisemos dar prioridade aos fadistas que vieram de Portugal e mostrar o seu trabalho à nossa comunidade.”
Os fadistas deram voz a diferentes interpretações, perante um público atento e próximo, num ambiente que voltou a demonstrar a força do fado junto dos portugueses no estrangeiro.
O Festival Internacional de Fado prossegue no sábado, 3 de outubro, no Clube Português de Mississauga, com Lenita Gentil, Natalino de Jesus e Suzy Silva.
No dia 10 de outubro, será a vez da Casa do Alentejo receber Maura Airez, José Geadas, Francisco Moreira e Guida Figueira.
A programação continua, assim, a levar o fado a diferentes espaços da comunidade portuguesa na região de Toronto e arredores, juntando artistas de Portugal e do Canadá e celebrando uma das expressões mais marcantes da cultura portuguesa.
A Casa dos Açores do Ontário acolheu uma iniciativa marcada pelo encontro entre a comunidade e representantes do município de Lagoa, numa jornada dedicada à cultura, à identidade portuguesa e aos laços que unem os Açores à sua diáspora.
O encontro contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, e da Vereadora Albertina Oliveira, recebidos pela direção da Casa dos Açores e pelos membros da comunidade com uma mensagem centrada na importância de manter vivas as raízes açorianas e portuguesas, mesmo longe do arquipélago.
A sessão começou com uma mensagem de boas-vindas, na qual foi sublinhado o papel da Casa dos Açores enquanto espaço de encontro e de preservação da identidade. “A Casa dos Açores é açoriana, sim — e com muito orgulho. Mas, acima de tudo, é portuguesa. É de Portugal”, foi uma das ideias centrais deixadas na abertura da noite pelo MC e representante dos sócios, Rómulo Ávila. A mensagem destacou ainda que a instituição pretende ser uma casa aberta a todos, independentemente da ilha de origem ou da ligação específica aos Açores, promovendo aquilo que une a comunidade: as raízes, a cultura, a memória e o sentimento de pertença. Ao longo da intervenção de abertura, foi recordado que viver longe de Portugal não significa perder a ligação à terra de origem. A língua, a música, a gastronomia, as tradições, as memórias familiares e a saudade foram apontadas como elementos que continuam a aproximar portugueses e açorianos espalhados pelo mundo. A presença da comitiva de Lagoa foi, nesse contexto, apresentada como uma oportunidade para reforçar os laços entre a comunidade residente no estrangeiro e a terra de origem.
“Receber dois representantes de uma autarquia é receber um pedaço dos nossos Açores, mas, sobretudo, de Portugal”, foi referido durante a sessão. A imagem dos dois lados do Atlântico esteve igualmente presente na mensagem do MC: “uma comunidade que vive longe, mas que continua ligada às suas origens através da memória, da cultura e das relações construídas ao longo das gerações”.
Por seu turno, a presidente da Casa dos Açores, Suzanne da Cunha, realizou a intervenção de receção, dando as boas-vindas aos convidados e à comunidade presente, destacando o papel da instituição como pilar da açorianidade, mas nunca esquecendo que é Portugal o expoente máximo.
Depois da intervenção de Matthew Correia, Conselheiro da Diáspora Açoriana, foi servido o jantar bem preparado por Patricia Borges (Caloura Bar and Grill), coadjuvada pelas voluntárias da organização.
A intervenção de Vitor Silva, coordenador político, abriu a segunda ronda discursiva, debruçando-se sobre o verdadeiro papel da diáspora, muitas vezes esquecida pelos governos.
Manuel Da Costa, empresário, filantropo e líder da Magellan, dirigiu palavras de incentivo à comunidade e realçou os avanços do “Lar Magalhães”, informando os presentes do verdadeiro ponto da situação da obra e dos passos a dar no futuro. “A união e ajuda de todos” são as palavras de ordem.
Um dos momentos aguardados da noite foi a participação da representação municipal de Lagoa, com a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, reforçando a “ligação entre a comunidade açoriana na diáspora e o município de origem, num encontro que procurou aproximar instituições, comunidade e território”. Lagoa foi apresentada pelo autarca “como parte de uma memória coletiva que ultrapassa fronteiras geográficas e que continua presente na vida daqueles que deixaram os Açores para construir novas vidas noutras partes do mundo”. O programa incluiu também a intervenção de Patricia Borges, empresária e uma das responsáveis pela organização do encontro. A sua participação integrou a dimensão empresarial e comunitária da iniciativa, evidenciando também o papel dos membros da diáspora na criação de redes, projetos e relações entre diferentes comunidades.
“Temos um pé em terra e outro no mar.” Uma frase que traduz a ligação de quem mantém as raízes nos Açores enquanto constrói a sua vida longe de casa. Entre o Atlântico e a terra de acolhimento, a Casa dos Açores continua a ser uma ponte de cultura, língua, tradições e pertença. Açores no coração. Portugal na alma. E a Casa como ponte entre nós.
Atletas da Sporting Academy of Toronto e Convidados. Foto: Franciso Pegado
Quinze anos de história, dedicação e paixão pelo futebol. Foi assim que a Sporting FC Academy of Toronto celebrou, no passado sábado (19), o seu 15.º aniversário, numa gala que reuniu atletas, famílias, treinadores, dirigentes, convidados vindos de Portugal e toda a comunidade.
Ao longo destes 15 anos, a Academia tem sido muito mais do que um espaço dedicado ao futebol. Tem sido um lugar de crescimento, amizade e desenvolvimento, onde jovens de diferentes origens aprendem, dentro e fora das quatro linhas, valores como respeito, disciplina, companheirismo e espírito de comunidade.
Durante a cerimónia dos 15 anos da Sporting FC Academy of Toronto, o presidente Paulo Pereira destacou o percurso realizado ao longo de década e meia e reconheceu o contributo de todos os que ajudaram a construir e desenvolver o projeto.
“Celebrar 15 anos é celebrar o trabalho, a dedicação e a confiança de muitas pessoas que acreditaram neste projeto desde o início. Temos de agradecer aos atletas, famílias, treinadores, dirigentes, patrocinadores e parceiros da comunidade que fizeram parte desta caminhada”, afirmou.
Paulo Pereira destacou também os desafios para o futuro, com a aquisição de um novo estádio de futebol entre os principais objetivos da direção. “Depois do encerramento forçado do Brock Stadium, percebemos ainda mais a importância de termos uma casa própria e melhores condições para os nossos jovens”, explicou.
O presidente reforçou ainda que este objetivo exige o apoio da comunidade, dos conselhos escolares e dos diferentes níveis de Governo, salientando que “o futuro da Academia passa por criar mais oportunidades para os jovens através do futebol”.
Vindos de Portugal, André Lourenço e Filipe Costa, coordenadores técnicos da formação de jovens do Sporting Clube de Portugal, clube-mãe da Academia, estiveram presentes para partilhar a sua experiência e visão sobre o desenvolvimento dos jovens atletas. Os dois técnicos destacaram o trabalho realizado em Toronto e mostraram-se orgulhosos da evolução dos jovens, reforçando a importância de uma formação baseada em valores, metodologia e paixão pelo futebol.
Reconhecimento e oportunidades
Em destaque esteve, mais uma vez, o Christopher McCurbin-Parkin Award, conquistado por Sebastian Pedrosa. Pela primeira vez, foi também atribuído o Founders Scholarship Award, entregue a Michael Fonseca, reforçando o compromisso da Academia com o desenvolvimento dos jovens dentro e fora do futebol.
Atualmente, a Sporting FC Academy of Toronto conta com cerca de 250 atletas, 14 treinadores, três Technical Leads e um diretor de operações.
A noite, animada pelos Tuga Nights, foi marcada por emoção e celebração. Juntos, atletas, famílias, treinadores e convidados celebraram 15 anos de história e olharam para o futuro.
Porque na Sporting FC Academy of Toronto não se formam apenas atletas: formam-se pessoas, revelam-se talentos e fortalecem-se valores para a vida.
A Semana Cultural Beirã 2026 iniciou-se a 19 e termina amanhã, 26 de Setembro, reunindo a comunidade em torno da gastronomia tradicional, do folclore, da cultura, da música e do convívio. Ao longo de oito dias, a iniciativa apresentou um programa diversificado, com almoços e jantares regionais, atuações de grupos folclóricos, músicos e artistas convidados, proporcionando momentos de celebração da cultura e das tradições das Beiras.
Aprogramação arrancou no sábado, dia 19, com a abertura oficial, seguida de um jantar regional que incluiu caldo verde, carne de porco e vitela assada no forno. A noite contou com a participação de Telmo Rodrigues, vindo de Portugal, e do Conjunto Musical Santa Fé.
No domingo, dia 20, o programa prosseguiu com gastronomia tradicional e um Festival de Folclore, que contou com a participação do Rancho Folclórico Verde Gaio de Lordosa, Viseu, entre outros momentos de animação. A noite terminou com jantar regional e a atuação de Jéssica Vidal. Durante a segunda-feira, a gastronomia voltou a estar em destaque, acompanhada pela atuação do Rancho Folclórico de Vaughan e de Telmo Rodrigues.
Uma semana de tradição e convívio
A terça-feira foi dedicada aos patrocinadores e à comunicação social, numa noite que contou com a presença do Rancho Folclórico da Associação Cultural do Minho e de Telmo Rodrigues. Na quarta-feira realizou-se a tradicional Festa da Sopa, em formato de concurso, com a participação da Casa das Beiras, Casa do Alentejo, Casa dos Açores e Casa da Madeira. A animação ficou ainda marcada pelas atuações do Rancho Folclórico do Académico de Viseu e do Rancho Folclórico Verde Gaio de Lordosa, Viseu.
A quinta-feira teve como tema central a juventude. A programação contou com atuações do So Dance Studios, Performance Teen, Os Desafinados da Casa das Beiras e DJ Anthony, proporcionando uma noite diferente e direcionada às novas gerações.
Fados encerraram a programação
Um dos momentos de destaque aconteceu na sexta-feira, dia 25, com uma Noite de Fados. A iniciativa contou com João Brito e os seus músicos, vindos de Portugal, bem como com Cláudia Leal, acompanhada por José Geladas, na guitarra portuguesa, e Francisco Moreira, na viola baixo. A Semana Cultural Beirã terminou no sábado, dia 26, com mais um dia dedicado à gastronomia e ao convívio. O encerramento contou com a atuação do Rancho Folclórico Verde Gaio de Lordosa, Viseu, e de Pedro Joel e sua banda.
Ao longo da semana, a gastronomia teve também um lugar de destaque, trazendo à mesa sabores das diferentes regiões portuguesas — da chanfana ao bacalhau à lagareiro, dos rojões ao leitão, passando pelo arroz de pato e pela carne de porco à moda das Beiras.
A Semana Cultural Beirã 2026 foi, assim, muito mais do que uma semana de encontros. Foi uma viagem pelas Beiras — Baixa, Alta e Litoral — feita de sabores, música, folclore, memórias e convívio. À mesa e nos palcos, cruzaram-se tradições que continuam vivas e que passam de geração em geração. Porque a Beira não é apenas uma região: é a terra dos pais e dos avós, das aldeias, das festas, dos sabores e das histórias que levamos connosco.
Entre terras diferentes, permanece uma ligação comum. Uma só identidade, feita de muitas memórias.
Muitas terras, uma só alma — a alma de quem nunca esquece as suas raízes.
Bernardino Nascimento e toda a sua equipa estão de parabéns por terem dado vida a esta celebração e por manterem tão vivas as nossas raízes, tradições e o orgulho de sermos beirões.
De 9 a 16 de outubro, a Casa do Alentejo Toronto volta a celebrar a cultura, as tradições e a identidade alentejana com a 41.ª edição da sua Semana Cultural. Fado, música, gastronomia e comédia fazem parte de um programa que, este ano, aposta também na aproximação às novas gerações.
Considerada já uma tradição no calendário da comunidade portuguesa em Toronto, a Semana Cultural tem, há mais de quatro décadas, procurado manter viva, longe do Alentejo, a cultura de uma região fortemente ligada às suas raízes.
O tema escolhido para esta edição — “Do alto ao baixo, do interior à costa… é o Alentejo” — pretende destacar a diversidade geográfica, cultural e gastronómica da região. O programa foi apresentado numa conferência de imprensa, onde a direção deu a conhecer as várias iniciativas previstas para uma semana dedicada ao Alentejo e à sua gente.
Uma aposta nas novas gerações
Uma das principais novidades desta edição é a aposta na juventude. A direção pretende aproximar os mais jovens da Casa do Alentejo, criando oportunidades para que participem mais ativamente na vida da instituição e reconhecendo o seu papel na continuidade da mesma.
Entre os destaques está um espetáculo de comédia com a humorista alentejana Ana Arrebentinha, numa iniciativa que procura trazer uma linguagem diferente ao programa tradicional da Semana Cultural.
Também a tradicional Noite de Fados vai acontecer para mostrar que a cultura alentejana/portuguesa pode continuar a ser vivida e transmitida pelas novas gerações, sem perder a ligação às suas raízes. Fado, comédia, música e gastronomia cruzam-se, assim, numa programação que procura equilibrar a tradição com novas formas de participação.
Tradição e identidade
Apesar da aposta nos jovens, a identidade alentejana continua no centro da Semana Cultural. Para Luis Costa, presidente do executivo da Casa do Alentejo, a gastronomia, a música e as manifestações culturais ligadas ao Alentejo continuam a ocupar um lugar de destaque, contribuindo para preservar e transmitir um património que atravessou o Atlântico e permanece presente na comunidade.
“É fundamental não fugir da nossa identidade e daquilo que é a nossa base enquanto Casa do Alentejo”, sublinha a direção, reforçando a importância de preservar a história da instituição e, ao mesmo tempo, criar espaço para que os mais novos se sintam parte dela.O tema desta edição procura precisamente refletir a diversidade do Alentejo, desde as zonas do interior ao litoral, com diferentes paisagens, costumes, sabores e expressões culturais.
Em Toronto, a Semana Cultural transforma essa diversidade numa oportunidade de encontro entre gerações. Recorde-se que haverá comédia, fado, dia dedicado à criança, dia da literatura, dia do sénior, dia do sócio, dia da juventude, exposições e lançamento de livros.
Um desafio para o futuro
Manter uma iniciativa desta dimensão exige um esforço financeiro e logístico significativo, sendo a angariação de apoios e patrocínios um dos principais desafios. Para esta edição, a Casa do Alentejo contou com o apoio de empresários, jovens empresários da comunidade e algumas câmaras municipais de Portugal, fundamentais para a realização do evento e a preservação de uma tradição com mais de 40 anos.
A 41.ª Semana Cultural celebra as raízes alentejanas através da música, do fado, da gastronomia e das tradições, ao mesmo tempo que abre espaço para uma nova geração. Com “garra, força e união”, de 9 a 16 de outubro, o Alentejo volta a marcar presença em Toronto. Consulte o programa e participe nesta semana dedicada à nossa comunidade.
A quarta edição do Portugalo Fest levou, pela primeira vez, a celebração da cultura portuguesa ao Port Credit Memorial Park, em Mississauga, reunindo famílias, amigos e visitantes numa jornada marcada pela música, gastronomia, tradições e convívio. Realizado a 19 de setembro, o festival teve entrada gratuita e proporcionou um novo espaço de encontro e celebração para a comunidade portuguesa.
Este ano, o Portugalo Fest contou com a participação de 36 entidades, entre empresas, vendedores, organizações sem fins lucrativos e parceiros comunitários, que contribuíram para uma programação diversificada e para o ambiente de convívio que marcou o evento.
No palco, subiram Sofia de Sousa, o Grupo Folclórico da Nazaré de Toronto, o Grupo PCCM Folklore, Grenville Pinto, Sara Dantas, Fado House e Karma Band, além do grupo Doce Tributo, vindo de Portugal, que trouxe a Mississauga os sons e a energia da música portuguesa.
A celebração contou também com a presença da presidente da Câmara de Mississauga, Carolyn Parrish, de representantes políticos de diferentes níveis de governo e da Cônsul-Geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, que se associaram ao evento e destacaram o contributo da comunidade portuguesa para a diversidade cultural da cidade.
Foto: Adriana Paparella
Por detrás da realização do festival esteve uma equipa de direção que reuniu diferentes membros da comunidade. A direção foi composta por Eddie Suliman, presidente; Eduarda Sousa-Lall, vice-presidente; Dennise Alban, tesoureira; Shannon Pecore, secretária; e pelos membros da direção Sandy Pitts, José Gouveia, Paula Correa, Ana Costa e Sara Costa.
Para Eddie Suliman, o objetivo passa por levar a cultura portuguesa a toda a comunidade. “Queremos levar Portugal para a rua, partilhar as nossas tradições e mostrar a riqueza da nossa cultura”, afirmou a presidente da comissão organizadora. A organização destacou também o apoio dos patrocinadores, parceiros e meios de comunicação social, fundamentais para a realização do festival.
Entre as novidades esteve Pico the Galo, a nova mascote do festival, que rapidamente conquistou os mais novos. A Kids Zone também cresceu, com magia, pinturas faciais e atividades de parceiros comunitários, incluindo capoeira, curling e leitura de histórias.
No Waterfront Garden, um projecto de croché transformou trabalhos oferecidos por Adilia Lamelas, Elizabeth Mackenzie, Ana Lourenço e Stephanie Fernandes numa criação colectiva, mostrando também a força da participação comunitária.
Com música, sabores, tradição e várias gerações reunidas no mesmo espaço, o Portugalo Fest terminou com o espírito de uma verdadeira festa portuguesa: a celebrar as raízes, a criar memórias e a passar a cultura de geração em geração.
O festival mostrou, uma vez mais, que a cultura portuguesa continua viva, presente e a crescer no Canadá, unindo gerações através da música, das tradições e do orgulho das raízes portuguesas.
No passado sábado, a comunidade voltou a sair à rua para a terceira edição “The Grand Parade”, uma caminhada anual de angariação de fundos que reúne participantes em várias comunidades do Canadá em apoio a organizações que trabalham com seniores e suas famílias.
Organizada pela Blue Sea Foundation, a iniciativa mobiliza a comunidade através de um modelo de angariação de fundos entre participantes e beneficiários, permitindo apoiar organizações locais como o Abrigo Centre.
Com partida da Loretto College School, os participantes percorreram cerca de dois quilómetros para apoiar o programa Vida e Esperança, que acompanha mais de 120 seniores da comunidade luso-canadiana.
Para Lena Barreto, presidente do Conselho de Administração do Abrigo Centre, o crescimento da iniciativa demonstra o envolvimento da comunidade “é apenas o terceiro ano, mas já vemos a comunidade a abraçar esta causa”, afirmou.
A iniciativa vai além da angariação de fundos e procura chamar a atenção para uma realidade que nem sempre é visível: o isolamento vivido por muitos seniores.
Alice Nunes, coordenadora do Programa de Seniores do Abrigo Centre, sublinhou a importância deste apoio “é um grupo muito alegre, que merece todo o apoio que a comunidade puder dar.” O programa proporciona atividades, acompanhamento e, sobretudo, momentos de convívio. Para Delminda Pereira, membro do Abrigo Centre e do Programa Vida e Esperança, é precisamente esse espírito de comunidade que faz a diferença “temos música, coro, ginástica e, acima de tudo, temos amizade. Somos como uma família.”
Também Sérgio Sarmento, membro do Abrigo Centre e do Programa Vida e Esperança, destacou a importância de manter este tipo de iniciativas “é importante para todos nós. Vamos continuar a caminhar.”
Entre os participantes esteve ainda Marit Stiles, deputada provincial pelo circulo eleitoral de Davenport e líder oficial da Oposição de Ontário, que destacou a importância de manter os seniores ativos e ligados à comunidade “cada passo que damos hoje é para apoiar os seniores e o programa tão importante como este”, afirmou.
Para Joyce Santos, membro do Conselho de Administração do Abrigo Centre, a caminhada é uma forma de retribuir aos seniores “é bom saber que estamos a apoiar quem tanto fez por nós.”
Empresas, voluntários e participantes uniram novamente esforços numa tarde marcada pela música, pela dança e pelo convívio.
Manuel DaCosta, empresário e filantropo, destacou a importância de apoiar os seniores e de reconhecer tudo aquilo que esta geração fez pela comunidade “é sempre um privilégio estar com pessoas que fizeram tanto por nós, especialmente os nossos seniores. É importante apoiá-los, proporcionar estes momentos de convívio e mostrar-lhes que a comunidade continua ao lado deles.”
À data do fecho desta edição, tinham sido angariados 15.450 dólares para apoiar o programa Vida e Esperança do Abrigo Centre.
A campanha continua, e quem quiser contribuir poderá fazê-lo através do Abrigo Centre, em abrigo.ca, ajudando a garantir a continuidade deste importante apoio aos seniores da comunidade.
A terceira edição da caminhada terminou, mas deixou uma mensagem que permanece: cuidar dos seniores é cuidar de todos nós.
No dia 26 de setembro, Loulé recebe uma tarde que junta carros, música e uma causa que pode mudar vidas. Entre as 12h00 e as 18h00, a Praça da República é palco do evento “Super Carros, Super Famílias”, que alia a paixão pelos automóveis ao acolhimento familiar.
Conforto, segurança, estabilidade e proteção são características que procuramos num bom carro – e são também aquilo que uma família de acolhimento pode proporcionar a uma criança que precisa de um lugar seguro para crescer.
Sob o mote “Há sonhos que precisam de uma família para arrancar”, o evento pretende dar a conhecer o acolhimento familiar de uma forma descontraída e próxima da comunidade.
Com uma exposição de carros do Algarve Drivers Club, DJs do “Summer Ends 2.6”, e um momento musical no Café Calcinha, o evento promete uma tarde de diversão para toda a família.
“Há sonhos que precisam de uma família para arrancar. Uma Família que acolhe, um colo que acalma. Junte-se a nós nesta viagem!”, apela a organização do evento, promovido pela Fundação António Aleixo, com o apoio da Câmara de Loulé.
Uma noite de teatro reuniu diferentes gerações numa celebração da cultura, da memória e da comunidade.
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urante quatro dias de trabalho e na apresentação final, o teatro aproximou pessoas de diferentes idades, experiências e percursos, numa iniciativa marcada pela emoção, pelo convívio e pela partilha. Criado por Maria João Gouveia e pelo “Estúdio13”, a “Volta” é um projeto participativo que leva ao palco artistas profissionais e não profissionais, de diferentes faixas etárias e experiências. O espetáculo multidisciplinar parte das histórias, costumes, vivências e tradições dos participantes da comunidade no Canadá.
Entre os elementos que subiram ao palco esteve Jaime Nascimento, ator nesta produção, que descreve o teatro como muito mais do que uma atividade artística: “É uma vida.” Para Jaime, o teatro é também uma fonte de rejuvenescimento e uma forma de libertação das preocupações do quotidiano. “Quando nos vestimos com esta farda, esquecemos imediatamente tudo o que nos afeta”, explicou. O palco transforma-se, assim, num espaço onde as preocupações ficam à porta e prevalecem a amizade, o convívio e o prazer de criar em conjunto.
Apesar de se tratar de um grupo de não profissionais, Jaime sublinha o empenho colocado no projeto. A apresentação foi preparada em apenas quatro dias, num processo vivido com entusiasmo e dedicação. “Faço mesmo por amor à camisola”, afirmou, destacando o compromisso de todos os participantes.
Um dos aspetos mais marcantes de “Volta” foi precisamente a diversidade do grupo, que juntou pessoas dos 19 aos 94 anos. Para Jaime, esta convivência entre diferentes gerações e percursos de vida é uma das maiores riquezas da experiência. O projeto representou também um regresso a uma paixão que julgava afastada da sua vida. “Pensava eu que já estava em fim, já estava alheado destas questões”, confessou, mostrando-se satisfeito por voltar a fazer aquilo de que gosta: teatro.
Com o apoio de Sara Costa (Leve Group), a iniciativa contou com o envolvimento da Casa do Alentejo de Toronto, apresentada como um espaço aberto à cultura e à comunidade. Sandra da Silva, responsável pelas relações públicas da instituição, destacou precisamente essa missão. “Esta casa é uma porta aberta, uma janela aberta”, afirmou, referindo-se ao papel da Casa do Alentejo enquanto espaço de encontro, convívio e criação cultural. Segundo Sandra, a apresentação resultou da conjugação de diferentes elementos: pessoas vindas de Portugal, o trabalho desenvolvido durante a semana, um workshop e a participação de elementos da própria casa e da comunidade. Para ela, a cultura deve ocupar um lugar central na sociedade, independentemente da sua forma. “É teatro, música e afetos”, resumiu, garantindo que a instituição está disponível para apoiar diferentes manifestações culturais.
Para Maria João Gouveia, responsável pela criação do projeto, os dias passados com a comunidade foram igualmente marcantes. Visivelmente emocionada, confessou ter ficado “um bocadinho sem palavras” perante a experiência. “Foram dias muito bonitos”, afirmou, considerando que o projeto ficará marcado no seu percurso profissional e pessoal.
A proximidade com a comunidade foi, para Maria João, aquilo que tornou a experiência ainda mais especial. O conceito de “Volta” ganhou um significado particular através das histórias e experiências de vida dos participantes. A artista destacou a generosidade e a união encontradas na comunidade. “Não há cá egos”, disse, salientando a autenticidade dos participantes e a capacidade de trabalharem em conjunto.
No final, a principal mensagem que leva consigo é a força demonstrada pelas pessoas perante as dificuldades e as mudanças da vida. “Há pessoas com voltas nas suas vidas cheias de força, de determinação, de obstáculos, mas que conseguem transformá-los”, afirmou.
Mais do que uma apresentação teatral, “Volta” acabou por ser um encontro entre gerações, experiências e memórias. Um palco onde profissionais e não profissionais se encontraram e onde histórias pessoais, costumes e tradições ganharam uma nova dimensão através da arte.
Entre o teatro, a música, o movimento, o convívio e os afetos, ficou a certeza de que a cultura pode ser também uma forma de regressar às origens, preservar memórias e, ao mesmo tempo, construir novas histórias no presente.
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) assinalou, em Toronto, 150 anos de história e 15 anos de presença no Canadá. A celebração decorreu no Consulado-Geral de Portugal e reuniu representantes diplomáticos, responsáveis da instituição, clientes, membros da comunidade portuguesa e outros convidados.
Entre as presenças estiveram o embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucena, a cônsul-geral de Portugal em Toronto, Ana Luísa Riquito, a responsável pelo Escritório de Representação da CGD no Canadá, Marisol Ribeiro, e Maria de Lurdes Sousa, diretora responsável pelos Gabinetes dos Escritórios de Representação da Caixa Geral de Depósitos.
Fundada em 1876, a maior instituição financeira portuguesa tem acompanhado a evolução económica e social do país e, ao longo das décadas, reforçado a sua presença internacional. No Canadá, a Caixa construiu uma relação de proximidade com os clientes e com uma comunidade que continua fortemente ligada a Portugal.
Para o embaixador de Portugal no Canadá, Bernardo Lucena, a longevidade da instituição é também uma questão de confiança “A Caixa Geral é uma instituição de referência, que merece a confiança dos portugueses em Portugal e dos portugueses no estrangeiro.”
O diplomata destacou ainda a dimensão internacional da CGD e o trabalho desenvolvido pela equipa no Canadá, considerando-a uma presença importante para a comunidade e para a representação diplomática portuguesa.
Vinda de Portugal para participar nas comemorações, Maria de Lurdes Sousa, diretora-geral dos Escritórios de Representação da CGD, salientou o orgulho em celebrar a data junto dos portugueses no Canadá. A responsável defendeu que a Caixa deve continuar próxima da diáspora e apoiar a ligação económica a Portugal “queremos continuar junto da diáspora e da nossa comunidade, para que continue a investir em Portugal.”
Os 15 anos no Canadá são, para Marisol Ribeiro, responsável pelo Escritório de Representação da CGD no país, motivo de orgulho, mas também um compromisso para o futuro “podemos parecer adolescentes quando se fala em 15, mas temos a maturidade dos 150.”
A presença da Caixa Geral de Depósitos no Canadá vai além da atividade bancária. A instituição mantém um compromisso com a comunidade através do apoio a iniciativas de responsabilidade social e a projetos desenvolvidos em parceria com instituições portuguesas, nomeadamente nas áreas da educação e da cultura.
Para Marisol Ribeiro, estas iniciativas são importantes para manter viva a ligação a Portugal e valorizar a diversidade da cultura portuguesa. “Isto também é a nossa cultura e, por vezes, são pequenas ações que nos permitem continuar presentes junto da comunidade e daqueles que caminham connosco.”
A relação com a comunidade reflete-se também na experiência dos clientes. Aldina Pereira, cliente da CGD há vários anos no Canadá e em Portugal, deixa uma mensagem simples “sou cliente da Caixa há muitos anos e sempre fui muito bem atendida. Muitos parabéns e muitos anos de sucesso!”
Entre os 150 anos de história e os 15 anos de presença no Canadá, a celebração em Toronto foi também uma oportunidade para olhar para o futuro.
Um futuro marcado pela continuidade da ligação aos portugueses, às empresas e às comunidades que, além-fronteiras, continuam a manter vivos os laços com Portugal.