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Bruxelas investe 3,4 mil milhões em 77 projetos de tecnologias limpas


A Comissão Europeia selecionou 77 projetos de tecnologias de impacto zero para receber 3,4 mil milhões de euros de apoio financeiro, no âmbito do Fundo de Inovação. Os projetos abrangem setores como a energia, a indústria, a mobilidade, o armazenamento energético e o fabrico de tecnologias limpas, com o objetivo de acelerar a descarbonização e reforçar a competitividade industrial europeia.

A lista divulgada pela Comissão inclui projetos localizados em 23 países do Espaço Económico Europeu. O financiamento será canalizado através do Fundo de Inovação, que utiliza receitas do Sistema de Comércio de Licenças de Emissão da União Europeia para apoiar tecnologias inovadoras de baixo carbono.

Segundo as estimativas da Comissão, os projetos poderão evitar a emissão de cerca de 290 milhões de toneladas de dióxido de carbono durante os primeiros dez anos de funcionamento, o equivalente a aproximadamente uma tonelada por segundo ao longo de uma década.

Os 77 projetos foram selecionados em cinco categorias: descarbonização geral para projetos de grande, médio e pequeno porte, fabricação com tecnologias limpas e projetos-piloto.

Na descarbonização de grande escala, foram escolhidos 12 projetos, que solicitaram cerca de 1,58 mil milhões de euros. Na categoria de média escala, foram selecionados 17 projetos, com pedidos de financiamento na ordem dos 458 milhões de euros.

A categoria de pequena escala reúne 20 projetos, que solicitaram cerca de 124 milhões de euros. Foram ainda selecionados 12 projetos de fabrico de tecnologias limpas, com pedidos de apoio próximos de 895 milhões de euros, e 16 projetos-piloto, que solicitaram aproximadamente 394 milhões de euros.

As iniciativas abrangem, entre outras áreas, combustíveis alternativos, hidrogénio, armazenamento de energia, matérias-primas críticas, aviação, energia eólica, gestão industrial do carbono e reciclagem. A lista inclui, pela primeira vez neste convite, um projeto de reator nuclear modular de pequena dimensão e outro dedicado à captura direta de dióxido de carbono da atmosfera e ao seu armazenamento.

Cinco projetos nacionais recebem apoio europeu

Cinco projetos com participação portuguesa foram selecionados para receber financiamento europeu no âmbito de um outro programa, o LIFE, que vai distribuir mais de 390 milhões de euros por 135 iniciativas de ambiente, clima e transição energética. As iniciativas nacionais abrangem desde o combate a plantas aquáticas invasoras e a melhoria do tratamento de águas residuais até à pobreza energética e à eficiência dos edifícios de instituições sociais.

O financiamento europeu corresponde a cerca de dois terços do investimento total previsto para os 135 projetos, estimado em 579 milhões de euros. A verba restante será assegurada por governos nacionais, regionais e locais, parcerias público-privadas, empresas e organizações da sociedade civil, segundo a Comissão Europeia.

Os cinco projetos com participação nacional abrangem áreas distintas da política ambiental europeia e da transição para uma economia com menores emissões. A Comissão Europeia selecionou os 135 projetos entre um número recorde de 1.095 candidaturas.

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Portugal é o quinto melhor destino do mundo para se viver, segundo a Nomad Capitalist


Portugal é o quinto melhor destino do mundo para viver entre 63 destinos avaliados pelo novo Nomad Capitalist Lifestyle Index, com 70,09 pontos em 100. O país destaca-se sobretudo pelas condições de residência e acesso, mas a fiscalidade e o clima ficam aquém dos resultados obtidos noutras áreas, segundo a classificação feita pela consultora Nomad Capitalist.

O índice avalia cinco dimensões, com uma ponderação igual de 20% cada: natureza e clima, fiscalidade, residência e acesso, segurança e liberdade, e qualidade de vida e infraestruturas. A classificação pretende medir as condições para viver noutro país tendo em conta, em simultâneo, o enquadramento fiscal, as possibilidades de residência, a segurança e as condições do quotidiano.

“Portugal é o único destino entre os cinco primeiros cuja força é distribuída em vez de concentrada: nenhum pilar acima de 78,9 e nenhum abaixo de 47,8″, pode ler-se no site da empresa.

O Mónaco lidera o índice, com 73,89 pontos, seguido de Andorra, com 73,68, e dos Emirados Árabes Unidos, com 73,15. A diferença entre os três primeiros é inferior a 0,74 pontos.

“Três quartos de ponto separam o Mónaco, Andorra e os Emirados Árabes Unidos. Isto é uma lista restrita, não um pódio”, afirma Khatia Gelbakhiani, responsável de produto da Nomad Capitalist, citada em comunicado. A responsável salienta que cada destino tem vantagens diferentes: o Mónaco destaca-se pela qualidade de vida, Andorra pela segurança e liberdade e os Emirados Árabes Unidos pela fiscalidade.

Na avaliação de residência e acesso, Portugal obteve 78,9 pontos, o quinto melhor resultado neste indicador. O índice contabiliza cinco vias de residência: programas para nómadas digitais ou trabalhadores remotos, regimes para pensionistas, vistos de residência por investimento, criação de empresas e residência com base em rendimentos passivos.

Na dimensão de segurança e liberdade, Portugal alcançou 86,1 pontos. A avaliação combina indicadores de segurança, paz e liberdade individual e económica. A consultora destaca esta dimensão entre os pontos fortes do país.

A fiscalidade vale 78 pontos, enquanto a qualidade de vida e as infraestruturas somam 59,6 pontos. O indicador mais fraco é o de natureza e clima, com 47,8 pontos, que considera fatores como a qualidade do ar, a exposição a riscos climáticos, a disponibilidade de energia solar e a vitalidade dos ecossistemas.

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