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Grândola lidera lista dos municípios costeiros com as casas de luxo mais caras

O mercado imobiliário premium nas zonas litorais portuguesas regista novos máximos no segundo trimestre de 2026. Os dados do setor revelam os concelhos junto ao mar onde a compra de uma habitação de luxo exige um maior investimento financeiro. O Alentejo ocupa a primeira posição e supera destinos habituais como o Algarve, Cascais ou Lisboa. […]
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Investimento imobiliário atinge 462 milhões no segundo trimestre de 2026

Capital estrangeiro representa 76 por cento do volume transacionado O mercado imobiliário português registou um volume de investimento de 1,4 mil milhões de euros no primeiro semestre de 2026, o que representa um crescimento de 11% face ao mesmo período de 2025, demonstrando a resiliência do mercado nacional num contexto marcado pela instabilidade geopolítica. Apesar […]
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Arrendar casa em Portugal: procura cresce 36% no segundo trimestre de 2026

• Procura por casas para arrendar aumentou 36% num contexto de descida de 2,4% das rendas• Coimbra registou o maior aumento da procura entre as capitais, com mais 153% de contactos por anúncio face ao ano anterior• Santarém, Leiria e Évora lideram a pressão da procura entre as capitais de distrito• Setúbal regista a maior […]
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Promotores consideram que redução do IVA e novo Simplex são insuficientes para baixar preços das casas

Inquérito Portuguese Investment Property Survey revela ainda que a atividade é penalizada pelo agravamento dos custos de construção O mais recente Portuguese Investment Property Survey (PIPS), inquérito trimestral realizado pela Confidencial Imobiliário em parceria com a APPII – Associação Portuguesa de Promotores e Investidores Imobiliários, revela que apesar de verem como claramente positivas as medidas […]
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Telmo Pinto quer mudar paradigma dos processos urbanísticos no município de Loulé

São centenas os processos que semanalmente dão entrada nos serviços de Urbanismo da Câmara Municipal de Loulé.

É uma estrutura burocrática pesada, na qual o executivo municipal quer agora implementar algumas mudanças de forma a agilizar as respostas. Nesse sentido, a Autarquia promoveu uma reunião estratégica com centenas de profissionais do setor que lidam diariamente com os serviços municipais. O encontro teve como objetivo principal ouvir o território, aproximar os técnicos privados e lançar as bases para uma profunda reforma estrutural e informática nos circuitos de licenciamento do concelho.

Na Black Box do Pavilhão Multiusos 25 de Abril, em Almancil, o presidente Telmo Pinto e o vereador do pelouro, Paulo Trindade, ouviram engenheiros, arquitetos, projetistas, juristas, e outros técnicos que trabalham no concelho, sobre as maiores dificuldades sentidas e a necessidade de desburocratizar os serviços. Em cima da mesa estiveram também a alteração em curso de dois regulamentos fulcrais – o Plano Diretor Municipal (PDM) e o Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação (RMUE), e o contributo que estes profissionais poderão dar nestes processos.

Tanto Telmo Pinto como Paulo Trindade, dois engenheiros de formação e profissão, assumiram uma total empatia com os profissionais da área, sublinhando que “partilham das mesmas preocupações” por também terem experiência no setor privado, e defenderam que os tempos de resposta têm de acompanhar o ritmo da sociedade atual.

O presidente da Autarquia revelou que já contratou ferramentas de Inteligência Artificial (IA) para acelerar a tramitação, mas alertou que a tecnologia não basta se persistirem as barreiras burocráticas internas. Nesse sentido, foi anunciado que este encontro representa o “primeiro degrau” de uma comunicação contínua, desafiando os profissionais a darem os seus contributos.

O executivo abordou também a escassez de recursos humanos, agravada pelo forte crescimento do concelho e pela falta de técnicos seniores no mercado. Para inverter a situação, o Município está a criar soluções atrativas de habitação para fixar jovens licenciados e a apostar fortemente na externalização de serviços. O objetivo é “libertar” os técnicos da casa, dando-lhes espaço, tempo e o necessário “conforto e apoio político” para decidirem “sem receios”, dividindo responsabilidades institucionais.

O vereador com o pelouro do Urbanismo destacou a total disponibilidade dos serviços para resolver problemas individuais que possam ditar soluções coletivas. “A ideia é dar contributos para que os procedimentos sejam mais ágeis. Sabemos que vocês têm muita pressão. A Câmara tem de ser um braço para os profissionais, temos de funcionar de forma cooperativa”, afirmou, indicando ser fundamental a simplificação dos circuitos administrativos e o fim do excesso de formalismos. “O parecer tem de ser emitido em paralelo e não em série, tendo sempre a lei como baliza”, considerou ainda Paulo Trindade.

Durante o debate, os técnicos apontaram os principais constrangimentos que enfrentam no dia a dia, tais como um sistema estruturado há 40 anos, “moldado pelas pessoas e não pela eficiência do serviço”, a urgência de implementar um sistema informático de gestão de prazos que garanta um modo de purga de procedimentos desnecessários a dualidade de critérios, pareceres incoerentes, regulamentos desatualizados e a lentidão na obtenção de licenças de utilização. Foi ainda criticada a “pirâmide invertida” do poder, onde muitas vezes a falta de know-how de quem lidera os municípios encrava processos, gerando burocracia excessiva e o envio recorrente de projetos em desenvolvimento para o fim da fila de espera.

Apesar das críticas à máquina burocrática, os intervenientes elogiaram o elevado nível de formação e a disponibilidade dos técnicos da Autarquia de Loulé, reconhecida como uma verdadeira “escola” na região, embora enfrente uma pressão de volume de processos incomparavelmente superior a qualquer outro município algarvio. Foi reforçado que os pareceres jurídicos emitidos devem passar a ser vinculativos para todas as situações idênticas.

O encontro contou também com a participação de Ricardo Latoeiro, em representação da Ordem dos Arquitetos – Zona Sul, que alertou para o facto de o “Simplex se poder transformar num Complex”, lembrando que a partir de 3 de agosto todas as escrituras voltarão a exigir licença de utilização. O representante manifestou, contudo, otimismo na mudança de paradigma no Algarve através de três ferramentas em desenvolvimento: uma memória descritiva comum aos 16 municípios algarvios, uma plataforma urbanística unificada e o apoio da CCDR Algarve através do projeto IDEALG.

O executivo municipal encerrou o encontro disponibilizando canais diretos de e-mail e uma caixa de sugestões, assumindo o compromisso de voltar a reunir com o setor já no início do próximo ano para avaliar os progressos e avançar com a revisão do PDM.

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