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Semana Cultural Beirã e Festival Internacional de Fado

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Foto: Francisco Pegado

A Casa das Beiras de Toronto encerrou, no passado sábado, a Semana Cultural Beirã 2026, que regressou este ano após uma interrupção de sete anos. A iniciativa celebrou a cultura e as tradições das Beiras, através da música, do folclore e da gastronomia. 

O fado voltou a fazer parte da programação, desta vez integrado no Festival Internacional de Fado, que trouxe a Toronto fadistas convidados de Portugal e um artista ligado à comunidade portuguesa no Canadá.

A Casa das Beiras recebeu João Brito, Francisco Moreira, Cláudia Leal e José Geadas, numa sessão marcada pela música e pela celebração da cultura portuguesa. Para Bernardino Nascimento, presidente da Casa das Beiras, a adesão do público foi motivo de orgulho e demonstra a importância de continuar a promover estas iniciativas.

“É um orgulho ver esta casa cheia e fazer parte do Festival Internacional de Fado. É uma forma de manter vivas as nossas tradições e a ligação às nossas raízes.”

A importância da colaboração entre as organizações portuguesas foi igualmente destacada por José Eustáquio, presidente da ACAPO, uma das entidades envolvidas na organização do Festival Internacional de Fado. “O fado representa muito para os portugueses e merece o apoio das nossas organizações. É importante trabalharmos em conjunto para manter esta cultura viva.”

Entre os convidados estiveram também José Manuel Pereira, presidente da Junta de Freguesia de Lardosa, e Miguel Pipa, vereador da Câmara Municipal de Viseu, que viajaram de Portugal para participar nas celebrações.

Para José Manuel Pereira, a visita permitiu conhecer de perto a força da presença portuguesa em Toronto “é a primeira vez em Toronto e foi uma grande surpresa encontrar tantos portugueses reunidos. É um orgulho levar este sentimento de volta para Portugal. A Casa das Beiras faz uma importante ligação entre Viseu e Toronto e ajuda a manter vivas as nossas memórias e tradições.”

Miguel Pipa destacou igualmente o significado de encontrar, tão longe de Portugal, uma comunidade que continua próxima da sua terra “é muito especial ver este pedaço de Portugal tão longe da nossa terra. Mesmo fora de Portugal, os portugueses continuam ligados às suas raízes.”

Com a sala cheia, as luzes apagaram-se e as vozes dos fadistas, acompanhadas pela guitarra portuguesa, tomaram conta do espaço. Para os artistas vindos de Portugal, atuar em Toronto foi vivido com felicidade e orgulho, numa oportunidade de representar o país e partilhar a sua cultura.

João Brito, coorganizador do Festival Internacional de Fado, mostrou-se satisfeito com a adesão “estou felicíssimo com a casa cheia. Agora é cantar e presentear este público maravilhoso com um grande espetáculo.” Sobre a participação dos fadistas vindos de Portugal acrescentou “quisemos dar prioridade aos fadistas que vieram de Portugal e mostrar o seu trabalho à nossa comunidade.”

Os fadistas deram voz a diferentes interpretações, perante um público atento e próximo, num ambiente que voltou a demonstrar a força do fado junto dos portugueses no estrangeiro.

O Festival Internacional de Fado prossegue no sábado, 3 de outubro, no Clube Português de Mississauga, com Lenita Gentil, Natalino de Jesus e Suzy Silva.

No dia 10 de outubro, será a vez da Casa do Alentejo receber Maura Airez, José Geadas, Francisco Moreira e Guida Figueira.

A programação continua, assim, a levar o fado a diferentes espaços da comunidade portuguesa na região de Toronto e arredores, juntando artistas de Portugal e do Canadá e celebrando uma das expressões mais marcantes da cultura portuguesa.

Francisco Pegado/MS

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Semana Cultural Beirã and International Fado Festival

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Foto: Francisco Pegado

The Casa das Beiras of Toronto concluded last Saturday its 2026 Beirã Cultural Week (Semana Cultural Beirã), which returned this year following a seven-year hiatus. The initiative celebrated the culture and traditions of the Beiras region through music, folklore, and gastronomy.

Fado returned to the programming, this time integrated into the International Fado Festival, which brought invited fado singers from Portugal and an artist connected to the Portuguese community in Canada to Toronto.

Casa das Beiras welcomed João Brito, Francisco Moreira, Cláudia Leal, and José Geadas for a session marked by music and the celebration of Portuguese culture.

For Bernardino Nascimento, president of Casa das Beiras, the public turnout was a source of pride and demonstrated the importance of continuing to promote these initiatives.

“It is a point of pride to see this house full and to be part of the International Fado Festival. It is a way to keep our traditions and the connection to our roots alive.”

The importance of collaboration between Portuguese organizations was also highlighted by José Eustáquio, president of ACAPO, one of the entities involved in organizing the International Fado Festival. “Fado represents a great deal to Portuguese people and deserves the support of our organizations. It is important that we work together to keep this culture alive.”

Among the guests were also José Manuel Pereira, president of the Lardosa Parish Council (Junta de Freguesia), and Miguel Pipa, city councillor from the Viseu Municipal Council, who traveled from Portugal to participate in the celebrations.

For José Manuel Pereira, the visit allowed him to see firsthand the strength of the Portuguese presence in Toronto: “It is my first time in Toronto, and it was a great surprise to find so many Portuguese people gathered here. It is a source of pride to take this feeling back to Portugal. Casa das Beiras creates an important link between Viseu and Toronto and helps keep our memories and traditions alive.”

Miguel Pipa likewise emphasized the significance of finding a community so far from Portugal that remains so close to its homeland: “It is very special to see this piece of Portugal so far from our land. Even outside Portugal, Portuguese people remain connected to their roots.”

With a full house, the lights dimmed, and the voices of the fado singers, accompanied by the Portuguese guitar, filled the space. For the artists visiting from Portugal, performing in Toronto was experienced with happiness and pride—an opportunity to represent their country and share their culture.

João Brito, co-organizer of the International Fado Festival, expressed satisfaction with the turnout: “I am thrilled with the full house. Now it’s time to sing and present this wonderful audience with a great show.” Regarding the participation of the fado singers from Portugal, he added: “We wanted to give priority to the fado singers who traveled from Portugal and showcase their work to our community.”

The fado singers delivered varied performances before an attentive and engaged audience, in an atmosphere that once again demonstrated the enduring power of fado among Portuguese communities abroad.

The International Fado Festival continues on Saturday, October 3, at the Portuguese Cultural Centre of Mississauga, featuring Lenita Gentil, Natalino de Jesus, and Suzy Silva.

On October 10, it will be Casa do Alentejo’s turn to host Maura Airez, José Geadas, Francisco Moreira, and Guida Figueira.

The programming continues to bring fado to various spaces within the Portuguese community across Toronto and the surrounding region, uniting artists from Portugal and Canada to celebrate one of the most defining expressions of Portuguese culture.

Francisco Pegado/MS

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Sondagens… Podemos realmente acreditar nos números?

Olivia Chow, Brad Bradford and Chris Alexander. CBC

As sondagens tornaram-se parte integrante da política moderna. Antes de uma eleição ser decidida pelos eleitores, é-nos frequentemente dito quem está à frente, quem está a ganhar terreno e quem pode estar a ficar para trás. Mas permanece uma questão importante… até que ponto devíamos levar as sondagens a sério?

Com a aproximação da atual eleição em Toronto, várias sondagens recentes têm mostrado a Presidente da Câmara (Mayor), Olivia Chow, à frente do seu principal opositor, Brad Bradford. Um estudo da Liaison Strategies divulgado a 30 de setembro colocava Chow com 48% entre os eleitores decididos e inclinados, em comparação com 39% para Bradford e 10% para Chris Alexander. A mesma sondagem revelou que 15% de todos os inquiridos permaneciam indecisos.

Uma sondagem da Ipsos divulgada a 23 de setembro também mostrava Chow à frente, embora com uma margem diferente. A Ipsos reportou uma vantagem de 15 pontos e indicou que aproximadamente um quarto dos eleitores prováveis permanecia indeciso. Depois, houve uma sondagem da Canada Pulse Insights, noticiada pela CITYNews, que mostrava um cenário consideravelmente diferente consoante a amostra incluía todos os eleitores ou apenas aqueles que já tinham decidido o seu voto. Entre os eleitores decididos, Chow registava 51% e Bradford 34%, mas entre o total de inquiridos os números eram de 38% e 25%, respetivamente, com 20% de indecisos.

Afinal, em que números devemos acreditar?

O que é exatamente uma sondagem?

Uma sondagem é uma tentativa de medir as opiniões ou intenções de uma população muito maior, fazendo perguntas a uma amostra menor de pessoas. Em vez de perguntar a cada residente de Toronto em quem pretende votar, uma empresa de sondagens pode inquirir cerca de 1.000 pessoas e utilizar métodos estatísticos para estimar a visão da população em geral. Uma sondagem devidamente concetualizada tenta fazer com que a sua amostra se assemelhe à população que está a tentar medir. Os especialistas em sondagens podem ter em conta fatores como idade, geografia, género e outras características demográficas. Mas existe uma distinção importante entre um estudo científico e um inquérito informal na internet. Uma sondagem que simplesmente pede aos visitantes de um site para clicarem no seu candidato preferido não representa necessariamente os eleitores de Toronto. A realização de sondagens profissionais exige uma metodologia definida, uma amostra adequada e procedimentos para lidar com erros de amostragem e de não-amostragem.

Pode confiar nos números?

Pode utilizar as sondagens como informação — mas deve ter cuidado em não as tratar como previsões. Os especialistas em sondagens distinguem o erro de amostragem de outras potenciais fontes de erro, incluindo pessoas que não respondem, grupos que ficam de fora do processo de amostragem e inquiridos que interpretam mal as perguntas ou dão uma resposta que não reflete com precisão o seu comportamento final. Por outras palavras, uma margem de mais ou menos três pontos não significa que uma sondagem só possa estar errada em três pontos. Há também outro grande problema com as sondagens eleitorais… as pessoas podem mudar de ideias. Alguém que diz hoje que vai votar num determinado candidato pode votar de forma diferente várias semanas mais tarde. Alguém que está indeciso pode eventualmente tornar-se um apoiante muito convicto de um candidato em particular. E, talvez o mais importante, dizer que vai votar não é o mesmo que ir realmente votar.

Existem benefícios significativos nas sondagens. Primeiro, as sondagens podem dizer-nos o que os eleitores estão a pensar num determinado momento. Podem identificar quais os temas que importam para o eleitorado e se a opinião pública está a mudar. Segundo, podem dar às campanhas, aos jornalistas e ao público uma perceção do cenário competitivo. Terceiro, múltiplas sondagens independentes podem por vezes oferecer uma imagem mais ampla do que qualquer inquérito isolado. Se vários estudos realizados de forma profissional apontam numa direção semelhante, isso pode ser mais informativo do que um único resultado isolado. As sondagens também podem revelar algo que os resultados eleitorais só revelam depois de os votos serem contados… a razão pela qual as pessoas pensam da forma que pensam.

O maior perigo é as pessoas começarem a tratar as sondagens como factos consumados. Uma sondagem pode tornar-se uma manchete… dependendo de quem está a tentar lançar uma mensagem ou definir uma narrativa. As sondagens também podem criar um impulso perigoso: quando os eleitores ouvem dizer que um candidato está à frente, alguns podem assumir que a eleição já está decidida. Outros podem sentir-se motivados a votar precisamente por acreditarem que o seu candidato preferido está em desvantagem. Isto pode criar o que por vezes se chama “efeito de adesão” (bandwagon effect) ou, na direção oposta, um “efeito de mobilização”.

Em Toronto, as sondagens recentes têm mostrado um número significativo de pessoas que ainda não decidiram o seu voto. Isso significa que os números de hoje podem ser muito diferentes do boletim de voto final. O que devemos procurar ao ler uma sondagem? Em vez de perguntar simplesmente “quem está à frente?”, os eleitores deveriam fazer várias outras perguntas: Quem realizou a sondagem? Quantas pessoas foram inquiridas? Quando foram inquiridas? A pergunta foi feita sobre a totalidade dos eleitores, eleitores prováveis, eleitores decididos ou eleitores decididos e inclinados? Estas questões podem mudar completamente a forma como uma sondagem deve ser interpretada.

A única sondagem que no fundo importa é aquela que é realizada no dia da eleição — quando os eleitores depositam efetivamente o seu voto. Até lá, cada sondagem é uma fotografia da corrida num determinado momento. Algumas fotografias podem ser mais nítidas do que outras. Mas nenhuma delas é a eleição em si.

No final de contas, as sondagens são úteis, mas não são uma profecia. Podem dizer-nos onde a opinião pública parece estar hoje, mas não nos podem dizer com certeza o que os eleitores farão amanhã.

Até lá, as sondagens são apenas um retrato instantâneo — e a imagem ainda pode mudar. Encare-as como informação — não como um facto.

As sondagens podem moldar a conversa, mas não depositam um único voto na urna. Quando as urnas fecham, os únicos números que contam são aqueles que os eleitores colocam no boletim de voto.

Vincent Black/MS

O conteúdo do website do Milénio Stadium é traduzido automaticamente pelo Google Translate.

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Mais um ano até ao verão

DR.

Em termos de tempo, foi uma estação fantástica. Por estes lados, já não tínhamos um verão tão típico há anos; os dias mais quentes foram poucos e razoavelmente espaçados, e as habituais chuvas de agosto vieram mesmo a tempo. Mas as uvas já estão bem lançadas no seu caminho para se tornarem vinho e, mais à frente, em novembro, espera-nos a tarefa hercúlea de colher as azeitonas das árvores e transformá-las no precioso azeite que todos adoramos. Trazê-lo para casa apaga instantaneamente da mente o cansaço da colheita.

É uma pena que nem todos consigamos aproveitar os nossos verões mais do que aquilo que aproveitamos. Não há tempo, a menos que se seja uma criança. Presumo que a maioria das pessoas, quando convidada a imaginar o verão na sua mente, visualize algo positivo, pitoresco, relaxante e até entusiasmante. Presumo isto porque todos fomos ensinados a imaginar a época de verão dessa forma, desde o início das nossas vidas. Na realidade, muitos de nós acabam por continuar com a “rotina habitual”. Tiramos o nosso tempo de férias. Isto significa algo diferente para cada pessoa, e todos gostamos de coisas diferentes. Mas todos devíamos ter a escolha de poder tirar mais tempo, de sair da roda do quotidiano um pouco mais frequentemente e fazer – ou não fazer – outras coisas. Respeito quem aproveita o ano, seja qual for a estação; eu sou mais do género “qualquer coisa menos o inverno”. Por isso, talvez não deva ser egoísta; isto devia ir além do verão para todas as estações, o que não seria tão duro para os negócios. Mas, embora o tempo por aqui ainda esteja ótimo, já tenho saudades do verão. É uma estação de relaxamento e fraternização, mesmo que ainda se tenha de trabalhar. As coisas continuam, mas num ambiente mais descontraído. É verão. É algo aceite por todos por estes lados. Mas sou capaz de apostar que mesmo nas cidades, incluindo Toronto, há uma atmosfera um pouco mais relaxada — é inevitável.

Ainda assim, nenhum de nós sabe como será um verão normal num futuro próximo. O tempo tem estado tão imprevisível e destrutivo. Sismos e erupções vulcânicas. As temperaturas estão a subir e as estações estão inconstantes. Depois de um verão como este, pergunto-me quando será o próximo. Parece que o planeta está a reagir um pouco, com todo o mal que fizemos ao ecossistema e à atmosfera. Vamos tentar desacelerar este processo? Olhando em redor, não parece provável. Teríamos de começar a reverter o que estamos a fazer atualmente. Isso, por si só, é uma impossibilidade, devido ao sistema atual em que vivemos. O nosso tempo de descanso está a ficar mais curto, e os nossos verões também. A nossa missão é recuperá-los, seja de que forma for. Deve haver um milhão de maneiras. Se é pouco provável que atuemos todos em uníssono, talvez cada um de nós possa fazer algo individualmente, ou em grupos menores. Estamos entrelaçados com as estações; elas moldam o que sentimos, como agimos e reagimos. Tudo o que está a acontecer ao nosso redor está a tirar-nos as nossas estações. Não deixemos que isso aconteça.

Fiquem bem,

Raul Freitas/MS

O conteúdo do website do Milénio Stadium é traduzido automaticamente pelo Google Translate.

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Neoliberalism sold us a beautiful, yet deceptive promise

I listened carefully to a recent speech by British Prime Minister Andy Burnham, and it got me thinking about the limits and social impacts of neoliberal policies. It is fundamental that both Portugal and Canada rethink this economic model, prioritizing social well-being by guaranteeing everyone what they need to have equal opportunities in society. The free market does not solve, nor will it ever be able to solve, a nation’s true problems; it is a sign that the world urgently needs to stop, look at itself, and realize it has been walking down the wrong path.

Over the past few decades, neoliberalism sold us a beautiful, yet deceptive promise. This promise was built on shrinking the State, mass privatizations, and market deregulation, asserting that this would generate wealth capable of elevating countries to great social and financial success. Nothing could be further from the truth. What actually happened was an unstoppable rise in the cost of living for the most disadvantaged, the further enrichment of the wealthiest, and the annihilation of the middle class.

Both Portuguese and Canadian realities, though separated by an ocean and distinct macroeconomic dynamics, share the same pain today—a suffering that has left deep scars. In Canada, a country that hosts me and a vast Luso-Canadian community, the myth of stability and universal access has been put to the test in an almost dramatic way. The extreme housing crisis and the exhaustion of the public healthcare system are not accidental glitches: they are the culmination of years of underinvestment and deceptive narratives that forced us to believe the private sector would always be better than the public one and would make up for the State’s failures. Seeing working families unable to buy or rent a decent home in one of the richest countries in the world is a clear symptom of a model that failed in its most basic mission: guaranteeing the collective well-being of its citizens.

Similarly, if we look at Portugal, the scenario is of an even more visible urgency. The heavy pressures on the National Health Service (SNS) and the precarity that pushes our most qualified young people into forced emigration are reflections of fiscal austerity and labor flexibility that drained the State’s protective capacity. Economic sovereignty was gradually handed over to international capital interests, leaving ordinary citizens with miserable wages, no career progression, and an increasingly unsustainable cost of living. Overcoming and permanently moving away from this neoliberalism does not mean, by any means, giving up fiscal responsibility or extinguishing private initiative, which is and always will be essential. Rather, it means restoring the central role the State must play as a regulator, securing basic rights, and acting as the guarantor of a fair redistribution of wealth.

Portugal, Canada, and the World should create conditions to put human dignity back at the center of governance, building societies where the economy serves the people, and not the other way around.

Vitor Silva/MS

The content on the Milénio Stadium website is automatically translated using Google Translate.

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Casa dos Açores recebe autarcas de Lagoa numa noite de encontro entre Portugal e a diáspora

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Fotos: Cindy Da Ponte

A Casa dos Açores do Ontário acolheu uma iniciativa marcada pelo encontro entre a comunidade e representantes do município de Lagoa, numa jornada dedicada à cultura, à identidade portuguesa e aos laços que unem os Açores à sua diáspora.
O encontro contou com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, e da Vereadora Albertina Oliveira, recebidos pela direção da Casa dos Açores e pelos membros da comunidade com uma mensagem centrada na importância de manter vivas as raízes açorianas e portuguesas, mesmo longe do arquipélago.
A sessão começou com uma mensagem de boas-vindas, na qual foi sublinhado o papel da Casa dos Açores enquanto espaço de encontro e de preservação da identidade. “A Casa dos Açores é açoriana, sim — e com muito orgulho. Mas, acima de tudo, é portuguesa. É de Portugal”, foi uma das ideias centrais deixadas na abertura da noite pelo MC e representante dos sócios, Rómulo Ávila. A mensagem destacou ainda que a instituição pretende ser uma casa aberta a todos, independentemente da ilha de origem ou da ligação específica aos Açores, promovendo aquilo que une a comunidade: as raízes, a cultura, a memória e o sentimento de pertença. Ao longo da intervenção de abertura, foi recordado que viver longe de Portugal não significa perder a ligação à terra de origem. A língua, a música, a gastronomia, as tradições, as memórias familiares e a saudade foram apontadas como elementos que continuam a aproximar portugueses e açorianos espalhados pelo mundo. A presença da comitiva de Lagoa foi, nesse contexto, apresentada como uma oportunidade para reforçar os laços entre a comunidade residente no estrangeiro e a terra de origem.
“Receber dois representantes de uma autarquia é receber um pedaço dos nossos Açores, mas, sobretudo, de Portugal”, foi referido durante a sessão. A imagem dos dois lados do Atlântico esteve igualmente presente na mensagem do MC: “uma comunidade que vive longe, mas que continua ligada às suas origens através da memória, da cultura e das relações construídas ao longo das gerações”.
Por seu turno, a presidente da Casa dos Açores, Suzanne da Cunha, realizou a intervenção de receção, dando as boas-vindas aos convidados e à comunidade presente, destacando o papel da instituição como pilar da açorianidade, mas nunca esquecendo que é Portugal o expoente máximo.
Depois da intervenção de Matthew Correia, Conselheiro da Diáspora Açoriana, foi servido o jantar bem preparado por Patricia Borges (Caloura Bar and Grill), coadjuvada pelas voluntárias da organização.
A intervenção de Vitor Silva, coordenador político, abriu a segunda ronda discursiva, debruçando-se sobre o verdadeiro papel da diáspora, muitas vezes esquecida pelos governos.
Manuel Da Costa, empresário, filantropo e líder da Magellan, dirigiu palavras de incentivo à comunidade e realçou os avanços do “Lar Magalhães”, informando os presentes do verdadeiro ponto da situação da obra e dos passos a dar no futuro. “A união e ajuda de todos” são as palavras de ordem.
Um dos momentos aguardados da noite foi a participação da representação municipal de Lagoa, com a intervenção do presidente da Câmara Municipal de Lagoa, Frederico Sousa, reforçando a “ligação entre a comunidade açoriana na diáspora e o município de origem, num encontro que procurou aproximar instituições, comunidade e território”. Lagoa foi apresentada pelo autarca “como parte de uma memória coletiva que ultrapassa fronteiras geográficas e que continua presente na vida daqueles que deixaram os Açores para construir novas vidas noutras partes do mundo”. O programa incluiu também a intervenção de Patricia Borges, empresária e uma das responsáveis pela organização do encontro. A sua participação integrou a dimensão empresarial e comunitária da iniciativa, evidenciando também o papel dos membros da diáspora na criação de redes, projetos e relações entre diferentes comunidades.
“Temos um pé em terra e outro no mar.” Uma frase que traduz a ligação de quem mantém as raízes nos Açores enquanto constrói a sua vida longe de casa. Entre o Atlântico e a terra de acolhimento, a Casa dos Açores continua a ser uma ponte de cultura, língua, tradições e pertença. Açores no coração. Portugal na alma. E a Casa como ponte entre nós.

Romulo Ávila/MS

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Casa dos Açores welcomes Lagoa officials in an evening celebrating the connection between Portugal and its Diaspora

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Fotos: Cindy Da Ponte

The Casa dos Açores of Ontario hosted an initiative marked by a gathering between the community and representatives of the Municipality of Lagoa, in an evening dedicated to culture, Portuguese identity, and the bonds that connect the Azores to its diaspora. The event was attended by the Mayor of Lagoa, Frederico Sousa, and Councillor Albertina Oliveira, who were welcomed by the Casa dos Açores board and community members with a message emphasizing the importance of keeping Azorean and Portuguese roots alive, even far from the archipelago.

The evening began with a welcome message highlighting the role of Casa dos Açores as a place for community gathering and the preservation of identity. “Casa dos Açores is Azorean, yes — and very proudly so. But above all, it is Portuguese. It belongs to Portugal,” was one of the central ideas expressed in the opening remarks by MC and members’ representative, Rómulo Ávila.

The message also emphasized that the organization aims to be a home open to everyone, regardless of their island of origin or specific connection to the Azores, promoting what unites the community: its roots, culture, memories, and sense of belonging.

Throughout the opening remarks, it was recalled that living far from Portugal does not mean losing one’s connection to one’s homeland. Language, music, cuisine, traditions, family memories, and saudade were highlighted as elements that continue to bring together Portuguese and Azoreans scattered around the world. In this context, the presence of the Lagoa delegation was presented as an opportunity to strengthen ties between the community living abroad and its homeland.

“To welcome two representatives of a municipality is to welcome a piece of our Azores, but above all, a piece of Portugal,” was stated during the evening. The image of both sides of the Atlantic was also present in the MC’s message: “a community that lives far away, but continues to remain connected to its origins through memory, culture, and relationships built over generations.”

For her part, Casa dos Açores President Suzanne da Cunha delivered the welcoming remarks, extending greetings to the guests and the community in attendance. She emphasized the institution’s role as a pillar of Azorean identity, while never forgetting that Portugal remains its highest expression.

Following remarks by Matthew Correia, Councillor for the Azorean Diaspora, dinner was served, prepared by Patricia Borges of Caloura Bar and Grill, with the assistance of the organization’s volunteers.

The remarks by Vitor Silva, Political Coordinator, opened the second round of speeches, focusing on the true role of the diaspora, which is often overlooked by governments.

Manuel Da Costa, entrepreneur, philanthropist, and leader of Magellan, offered words of encouragement to the community and highlighted the progress of the “Lar Magalhães” project, informing those present about the actual status of the work and the steps to be taken in the future. “Unity and everyone’s support” are the guiding principles.

One of the most anticipated moments of the evening was the participation of the Lagoa municipal delegation, with remarks by Mayor Frederico Sousa, reinforcing the “connection between the Azorean community in the diaspora and the municipality of origin, in a gathering that sought to bring institutions, community, and territory closer together.”

Lagoa was presented by the mayor “as part of a collective memory that transcends geographical borders and continues to be present in the lives of those who left the Azores to build new lives in other parts of the world.”

The program also included remarks by Patricia Borges, entrepreneur and one of the organizers of the gathering. Her participation incorporated the business and community dimensions of the initiative, while also highlighting the role of diaspora members in creating networks, projects, and relationships between different communities.

“We have one foot on land and the other in the sea.”

A phrase that captures the connection of those who maintain their roots in the Azores while building their lives far from home. Between the Atlantic and their adopted homeland, Casa dos Açores continues to serve as a bridge for culture, language, traditions, and belonging. The Azores in our hearts. Portugal in our souls. And Casa as the bridge between us.

Romulo Ávila/MS

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