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Carros elétricos passam a pagar 50% do tarifário nas ruas e parques do Funchal

DR.

Jorge Carvalho explica que a medida não é um desincentivo aos carros elétricos, que não pagavam estacionamento, mas uma forma de evitar abusos. A reunião ordinária da Assembleia Municipal do Funchal decorreu ‘fora de portas’, desta feita, no auditório do Complexo Social de Santa Clara, na freguesia de São Pedro, e com treze pontos na ordem de trabalhos. O presidente do órgão máximo municipal, José Luís Nunes, começou por elogiar o trabalho desenvolvido na construção do espaço que recebe a Assembleia Municipal e na sua missão social.

Na lógica de descentralização desta reunião, o início dos trabalhos contou com uma intervenção do presidente da Junta de Freguesia, Manuel Filipe destacou a reabilitação urbanística que a autarquia funchalense tem promovido na freguesia.

Já no decorrer dos trabalhos propriamente ditos, e entre outros pontos, os deputados municipais do PSD e CDS aprovaram (com os votos contra do JPP e abstenção do Chega, PS e IL, uma alteração no regulamento de taxas que vem eliminar a gratuitidade no estacionamento de viaturas elétricas nas ruas e nos parques geridos pelo município.

Os veículos elétricos passarão assim a pagar 50% do tarifário aplicado aos restantes.

O presidente da Câmara Municipal explicou que a isenção do pagamento tinha sido aprovada num contexto em que estava a ser lançada a aposta nos carros elétricos, sendo que o não pagamento era um incentivo para os residentes optarem por este tipo de transporte pessoal. Uma fase que já passou e que é tempo de alterar. Até porque, a autarquia tem notado um estacionamento “abusivo” e prolongado dos carros elétricos nos estacionamentos. Passando a ser pagos, em vez de um único utilizador usar o lugar de estacionamento como tem acontecido, comentou Jorge Carvalho, haverá maior rotatividade.

No entender do autarca, esta medida não deve ser vista como um desincentivo aos carros elétricos, mas uma forma de aumentar o acesso aos estacionamentos para os condutores deste tipo de veículos.

JM/MS

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Universidade do Estado da Califórnia em Fresno acolheu IV Encontro de Comunicação Social que formalizou aliança entre os Açores e a diáspora

Credito: Portuguese Tribune

O IV Encontro de Comunicação Social dos Açores e da América do Norte realizou-se na passada sexta-feira, 25 de Setembro, na California State University, Fresno, reunindo profissionais da imprensa, rádio e televisão dos Açores e da comunidade portuguesa na Califórnia.

O encontro ficou marcado pela formalização da Azores Diaspora Media Alliance (ADMA), criada para reforçar a cooperação entre os órgãos de comunicação social dos dois lados do Atlântico. A nova estrutura, coordenada pelo Portuguese Beyond Borders Institute (PBBI), pretende promover a partilha de conteúdos, contactos e projectos, aproximando jornalistas e redacções.

Os trabalhos decorreram em três painéis dedicados à imprensa, rádio e televisão, permitindo a troca de experiências sobre desafios comuns, como a transição digital, a sustentabilidade dos projectos jornalísticos, as mudanças nos hábitos de consumo de informação e a ligação às novas gerações.

A ADMA dá continuidade a um processo iniciado em 2022, com encontros nos Açores, nos Estados Unidos e, em 2025, no Canadá. A formalização em Fresno representa agora uma nova etapa, com o objectivo de transformar esta rede numa cooperação permanente entre os meios de comunicação dos Açores e da diáspora.

DA/MS

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Madeira envia 38,1 mil toneladas de resíduos para reciclagem fora da Região

JN

A produção global de resíduos na Madeira rondou, no ano passado, as 384,5 mil toneladas, o que traduz um decréscimo de 2,3 mil toneladas (menos 0,6%) face a 2024. Já os  resíduos destinados a reciclagem/valorização fora da Região ascenderam a  38,1 mil toneladas, num aumento homólogo de 2,0%.

Assinalaram-se aumentos nos óleos alimentares usados (mais 11,0%), na sucata/metais (mais 6,6%), no cartão/papel (mais 6,2%) e nos resíduos equipamentos elétricos e eletrónicos (mais 4,1%).  Em contrapartida, observaram-se reduções nos pneus (menos 24,3%) e nos resíduos de embalão/plástico e embalagens metálicas (menos 16,2%).

De acordo com uma estimativada da Direção Regional do Ambiente e Mar (DRAM), cujos dados foram hoje divulgados pela Direção Regional de Estatística da Madeiar, a redução na produção global de resíduos deve-se, sobretudo, à quebra de 24,3% observada nos resíduos de construção e demolição valorizados. À exceção da componente associada à deposição de inertes, a produção global de resíduos teria ficado pelas 205,3 mil toneladas.

Uma parte considerável da produção global de resíduos está associada aos resíduos encaminhados para a Estação de Tratamento de Resíduos Sólidos (ETRS) da Meia Serra, que totalizaram cerca de 150,4 mil toneladas, em 2025, mais 3,9% do que no ano precedente.

Considerando a compostagem realizada na ETRS da Meia Serra, a valorização de resíduos realizada na Reião chegou a 23,8 mil toneladas, menos 13,7% do que em 2024.

JM/MS

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Subsídio de desemprego passa de 70% para 64% do último salário numa década

JN

O subsídio de desemprego passou a representar uma menor percentagem do último salário, passando de 70% em 2015 para 64% em 2025, concluiu uma análise do Banco de Portugal.

Esta evolução resulta do crescimento dos salários acima da atualização dos limites da prestação, que são definidos em função do IAS, explica o banco central, salientando que “este mecanismo é particularmente relevante na parte inferior da distribuição salarial, onde os limites mínimos da prestação são mais frequentemente aplicáveis”.

Por outro lado, a inclusão das majorações atenua esta redução, situando a taxa de substituição em torno de 66% em 2025.

Apesar deste recuo no valor do subsídio face ao salário, também se verificou que na última década, o subsídio de desemprego aumentou em média 3,4% ao ano em termos nominais e 1,3% em termos reais, atingindo o valor médio de 700 euros em 2025.

No que diz respeito à distribuição pelos salários, o peso dos trabalhadores com salários baixos aumentou, enquanto a proporção de trabalhadores com salários elevados se manteve relativamente estável entre 2015 e 2025.

No ano passado, cerca de 40% das entradas no subsídio de desemprego corresponderam a trabalhadores com salários até 880 euros (ano em que o salário mínimo se situava nos 870 euros).

Já a distribuição das entradas no subsídio de desemprego por setor de atividade mostra que a indústria transformadora e as atividades administrativas e de apoio concentravam as maiores proporções, ambas próximas de 17%, seguindo-se o comércio, com 14,2%.

Quando comparado com 2015, aumentou o peso da indústria transformadora e, sobretudo, do alojamento e restauração, enquanto se reduziu de forma marcada o peso da construção e da administração pública, educação e saúde, conclui a análise, incluída no Boletim Económico que será divulgado na próxima semana.

Este estudo, elaborado com base em microdados da Segurança Social, observa ainda que a “composição das entradas no subsídio de desemprego tem-se alterado, com um peso crescente dos trabalhadores mais velhos, das mulheres e dos estrangeiros”.

JN/MS

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