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Pelo menos 30 bombeiros depositam capacetes como protesto enquanto aguardam resolução

Comandante Regional, Vaz Pinto, marca reunião de urgência para amanhã, 8 de outubro

Trinta e quatro bombeiros do Corpo de Bombeiros de Vila Real de Santo António e Castro Marim entregaram esta quarta-feira, pelas 18:00 hrs, os seus capacetes à porta do quartel, numa ação de protesto perante a situação que se vive atualmente no Corpo de Bombeiros e na Associação Humanitária.

Refira-se que a iniciativa surge na sequência de uma carta subscrita pelos bombeiros e dirigida aos órgãos sociais da Associação Humanitária, onde são identificados 17 pontos considerados fundamentais e exigidas respostas concretas.

Na mesma carta, os bombeiros concederam 48 horas aos órgãos sociais para responderem às suas reivindicações e exigiram a sua demissão, caso não sejam tomadas medidas perante os problemas apresentados.

A entrega dos capacetes, segundo dizem, pretendeu ser um ato simbólico de protesto e de alerta para a comunidade, demonstrando a insatisfação dos bombeiros perante uma situação que consideram não poder continuar.

Os bombeiros fazem questão de deixar claro que o socorro às populações dos concelhos de Vila Real de Santo António e Castro Marim está assegurado, não estando esta ação de protesto a colocar em causa a resposta operacional às ocorrências.

Comandante Regional Vaz Pinto marca reunião de urgência

Na sequência da situação, o Comandante Regional de Emergência e Proteção Civil, Vaz Pinto, marcou uma reunião de urgência para amanhã (quinta-feira), 8 de outubro, no quartel dos Bombeiros de Vila Real de Santo António.

Os bombeiros esperam que esta reunião permita encontrar respostas concretas para os problemas que têm vindo a denunciar.

Perante o ocorrido, os bombeiros fazem questão de reafirmar que não estão contra a população, nem contra a missão de socorro que diariamente desempenham. Pelo contrário, afirmam estar a lutar para que o Corpo de Bombeiros tenha condições dignas para continuar a servir Vila Real de Santo António e Castro Marim.

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Guadimonte e UAlg apresentam Projeto Pavipana ‘Passas do Algarve’

Projeto une Investigação e Conhecimento Ancestral para Revitalizar o Interior do Nordeste Algarvio

A Cooperativa Guadimonte e a Universidade do Algarve apresentam no próximo dia 10 de outubro, pelas 15h00, o Projeto PAVIPANA, uma iniciativa inovadora para valorizar os produtos autóctones, combater a desertificação e homenagear a resiliência das gentes locais.

A sessão pública de apresentação do projeto PAVIPANA – ‘Passas do Algarve’ – Valorização e Inovação dos Produtos Autóctones do Nordeste Algarvio, vai realizar-se no espaço do Centro de Dinamização das Cumeadas do Nordeste Algarvio (Antiga Escola Primária da Corte Pequena) – Freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim.

O projeto nasce da resiliência local após o trágico incêndio de Castro Marim em 2021. Na altura, um grupo de 12 jovens agricultores e produtores da Cumeada de Alta Mora uniu esforços para fundar a Guadimonte – Cooperativa Agrícola Supramunicipal. O objetivo principal é combater o despovoamento e a desertificação do interior algarvio através da inovação e da sustentabilidade.

Com um investimento elegível cofinanciado de 43.8176,10 € e uma duração de 36 meses, a iniciativa conta com a parceria científica da Universidade do Algarve (UAlg). O consórcio vai colocar a investigação ao serviço da pequena economia local através de três grandes eixos de atuação:

  • Valorização de Recursos Endógenos: Análise físico-química, controlo de qualidade e extensão do tempo de vida útil de seis produtos de excelência: figo passa, miolo de amêndoa, medronho fresco, queijo curado de cabra algarvia, farinha de alfarroba e mel.
  • Eco-Design e Economia Circular: Desenvolvimento de uma marca única e aglutinadora («Passas do Algarve») e design de novas embalagens, privilegiando matérias-primas naturais da região (como a cana, a cortiça e a palma) combinadas com as artes e ofícios do artesanato local.
  • Inovação na Comercialização e Sustentabilidade: Criação de uma plataforma de venda online gerida pela cooperativa. O projeto irá desenvolver ainda cadernos técnicos de boas práticas para certificar as produções como “agricultura sustentável”, calculando a pegada de carbono e energética.

O nome do projeto, ‘Passas do Algarve’, é também uma homenagem cultural à expressão popular que reflete a forma historicamente difícil como os produtos locais eram colhidos, tratados e armazenados no interior. Simboliza o “suor e sofrimento” ancestral necessários para criar produtos únicos de qualidade reconhecida.

A sessão pública do dia 10 de outubro marcará o arranque oficial desta estratégia de desenvolvimento territorial. Contará com a presença de representantes da Cooperativa Guadimonte, investigadores da Universidade do Algarve, da Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim – Filomena Sintra, o Vice-Presidente da CCDR Algarve, I.P., Eng.º Fernando Severino, bem como de outros representantes de outras entidades e agentes do território.

O projeto PAVIPANA é apoiado pelo programa financiador – Algarve 2030, pelo Portugal 2030 e pela União Europeia. Os Fundos Europeus Mais Próximos de Si.

Sobre a Cooperativa Guadimonte:

Fundada a 27 de novembro de 2021 por jovens produtores afetados pelo incêndio de Castro Marim de 16 de Agosto 2021, a GUADIMONTE foca-se na implementação de iniciativas de desenvolvimento económico e social na região do Baixo Guadiana e Nordeste Algarvio.

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Município de Castro Marim continua a levar água à serra e assina protocolo inédito com o Fundo Ambiental para financiar a 100% a obra da Cortelha

O Município de Castro Marim continua a sua luta de levar água a todas as torneiras da serra do seu concelho, nomeadamente aos aglomerados mais isolados, tendo assinado recentemente um protocolo com o Fundo Ambiental que garante financiamento comunitário.

Este novo protocolo consiste num reforço do financiamento em 40% por parte do Fundo Ambiental, numa iniciativa inédita promovida pela Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, no dia 30 de setembro, para a obra que vai levar água até à Cortelha.

Esta empreitada, que já decorre há vários meses, começou sem qualquer financiamento comunitário, mas viu anteriormente outra candidatura aprovada do Portugal 2030 em 60%, que com os novos 40% faz com que a obra seja inteiramente feita com fundos europeus e dando a possibilidade ao Município de pensar e avançar com outras intervenções necessárias.

A obra tem como objetivo construir uma rede de abastecimento e distribuição de água que leve este bem essencial até à Cortelha, Marroquil, Amendoeira, Beliche e Corte Gago, continuando a aposta na melhoria das condições de vida das pessoas e na prestação de serviços básicos.

Está em construção um depósito no Pero Vaz que irá receber a água, assegurando a rede e a ligação ao subsistema central de abastecimento que virá desde o Vale do Gato, via Corujos e Corte Gago, esperando e acreditando o Município de Castro Marim ainda conseguir fundos para essa componente de obra, que tem um total de 2,5 milhões de euros de investimento.

Recorde-se que em 2024 foi aberta a rede de abastecimento de água em Pisa Barro, enquanto em 2020 foi executada uma obra que estendeu a rede a mais de 30 povoações das freguesias de Azinhal e Odeleite.

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