❌

Reading view

Dias Abertos da Gruta da Companheira permitem conhecer vestígios humanos com mais de 45 mil anos

Dias 17 e 24 outubro – 10h00

O Museu de Portimão promove, nos dias 17 e 24 de outubro, dois Dias Abertos na Gruta da Companheira, uma oportunidade para conhecer de perto este importante sítio arqueológico e os vestígios das ocupações humanas do Paleolítico Médio, identificados no âmbito das escavações arqueológicas que estão a decorrer no local, dirigidas por investigadores da Universidade do Algarve (UAlg).

A Gruta da Companheira é a segunda gruta do Algarve onde foram encontrados materiais associados à ocupação por comunidades neandertais. Com um elevado potencial de investigação, foi descoberta no início de 2016, durante os trabalhos de construção da nova ETAR de Portimão, no sítio da Companheira, quando foi localizada uma nova cavidade com vestígios arqueológicos.

Embora atualmente não seja possível visitar o interior da gruta, sabe-se que esta é constituída por duas pequenas câmaras horizontais e vários corredores, num comprimento estimado de cerca de 10 metros, sendo possível aceder a uma das galerias a partir da Estrada Nacional 125.

Vestígios humanos com mais de 45 mil anos

Após a descoberta, a Gruta da Companheira foi intervencionada pelo doutor João Cascalheira e pelo professor doutor Nuno Bicho, da Universidade do Algarve, tendo sido identificados e escavados depósitos com materiais arqueológicos atribuídos ao Paleolítico Médio, com mais de 45 mil anos.

Atualmente, decorre no local o projeto Finisterra – Trajetórias populacionais e dinâmicas culturais dos últimos neandertais no extremo oeste Europeu, dirigido por João Cascalheira e financiado pelo European Research Council, com o apoio logístico da Câmara Municipal de Portimão.

Os trabalhos arqueológicos desenvolvidos na zona da entrada original da gruta já atingiram mais de quatro metros de profundidade e permitiram identificar uma ligação com as galerias anteriormente conhecidas.

As escavações confirmaram a presença de ocupações neandertais no local e permitiram ainda identificar um novo conjunto de galerias, até agora desconhecidas, onde foram encontrados materiais arqueológicos e paleontológicos de grande relevância.

Embora os dados sejam ainda preliminares, foram identificadas várias ferramentas em pedra que serão, muito provavelmente, de fabrico neandertal, bem como numerosos restos de animais, entre os quais veados, cavalos, auroques e tartarugas.

Com um limite de 20 participantes por sessão, as inscrições devem ser efetuadas até ao dia 14 de outubro, para a primeira sessão clicando aqui e até 21 de outubro, para a segunda sessão, clicando aqui. A concentração dos participantes está prevista para as 10h00, no parque de estacionamento da ETAR da Companheira, sendo recomendado o uso de vestuário e calçado adequados.

O elevado interesse suscitado pela Gruta da Companheira, nomeadamente pela importância dos vestígios associados à presença do Homem de Neandertal, levou o Museu de Portimão a promover estas sessões abertas ao público. O sítio arqueológico assume particular relevância para o conhecimento das comunidades humanas que habitaram esta região há dezenas de milhares de anos e para a compreensão da evolução da Humanidade.

  •  

‘Algarve em Série’ propõe uma viagem pelas páginas que deram a conhecer a região

Mostra bibliográfica patente até 31 de outubro, na Biblioteca Municipal de Faro

A Biblioteca Municipal de Faro recebe, até 31 de outubro, a mostra bibliográfica ‘Algarve em Série’ que reúne uma seleção de revistas e outras publicações em série dedicadas ao Algarve.

Ao longo do tempo, as publicações periódicas têm desempenhado um importante papel na preservação da memória e na divulgação do conhecimento sobre os territórios. Nesta mostra, diferentes publicações revelam olhares sobre a história, a cultura, o património, as paisagens, as tradições e o quotidiano algarvios.

Entre páginas que atravessaram décadas, encontram-se testemunhos de diferentes épocas, permitindo acompanhar a forma como o Algarve foi sendo retratado, estudado e divulgado, ao mesmo tempo que se redescobrem pessoas, lugares e acontecimentos que integram a identidade da região.

“Algarve em Série” é também um convite à leitura e à descoberta, numa viagem por diferentes momentos do Algarve através das páginas das publicações que contribuíram para dar a conhecer a região.

A mostra pode ser visitada na Biblioteca Municipal de Faro, até 31 de outubro, durante o horário de funcionamento da biblioteca.

Com entrada livre, a mostra pode ser visitada à segunda-feira das 14h00 às 19h30, de terça a sexta-feira das 09h30 às 19h30 e ao sábado das 14h00 às 19h30.

  •  

Auditório Carlos do Carmo em Lagoa recebe o musical Alice in Wonderland

O Auditório Carlos do Carmo, em Lagoa, recebe o musical Alice in Wonderland, pelo The Algarveans Theatre Group, com apresentações nos dias 19 e 20 de novembro, pelas 19h30 e dia 21 de novembro, pelas 14h00 e 19h30 cujos bilhetes já se encontram à venda.

Baseada na tão apreciada história de Lewis Carroll, esta versão é uma pantomima tradicional ao estilo britânico: um espetáculo familiar animado, repleto de comédia, música, personagens coloridas, participação do público e humor local.

Alice segue o Coelho Branco até ao País das Maravilhas, onde conhece o Gato de Cheshire, o Chapeleiro Maluco, a Rainha de Copas e muitas outras personagens conhecidas. Com imaginação, coragem e muito absurdo, Alice ajuda a salvar o País das Maravilhas.

Tom Whalley é um dramaturgo e autor de pantomimas sediado no Reino Unido, natural de Newcastle upon Tyne. Os seus guiões de pantomima premiados são encenados por grupos de teatro no Reino Unido e a nível internacional.

O seu trabalho é conhecido por ser enérgico, acessível e adequado para toda a família, combinando histórias clássicas com humor moderno, música, e uma forte participação do público.

Os bilhetes para cada sessão custam 15€ e já se encontram à venda na Bilheteira Online, nas bilheteiras dos CTT, da Fnac, Worten, Auditório Carlos do Carmo, Centro Cultural Convento de S. José e Balcão Único da Câmara Municipal de Lagoa.

Com quatro sessões à escolha, cujo espetáculo é integralmente falado em inglês não faltam oportunidades para que compre o seu bilhete e assista ao espetáculo Alice in Wonderland, na versão apresentada pelo The Algarveans Theatre Group.

  •  

AORCA apresenta espetáculo de dança O QUE TORNA – de Susana Vilar

A AORCA – Associação de Observação, Regeneração e Criação na Actualidade, sedeada em Lagos, apresenta o espetáculo de dança intitulado ‘O QUE TORNA – de Susana Vilar’, para ver dia 23 de outubro, às 10h30 e 21h30 no Centro Cultural de Lagos .

Um solo de dança contemporânea que nasce de uma pesquisa sobre a mudança como espaço de transformação. Numa realidade social cada vez mais virtual e tecnológica, o corpo físico transforma-se, através de uma metamorfose líquida, em corpo máquina sem se questionar s obre o caminho.

Entre o desejo de mudança e a força de permanecer, entre a inevitabilidade da transformação e a resistência, são exploradas as ruturas que nos t ornam diferentes. É nesse processo de nos tornarmos outros, nós próprios. É nesse lugar que encontramos o sentido de parar, reparar e tornar novamente.

FICHA TÉCNICA

Direção artística e interpretação: Susana Vilar
Co-criação musical: Daniela Amaral Cardoso e Pedro Salvador
Co-criação e assistência: Sofia Brito
Apoio dramatúrgico: Ricardo Falcão
Cenografia e iluminação: Felipe Silva
Figurinos e design 3D: Ana Soares e Gabriel Serra
Direção de Produção: Alicja Gladysz
Comunicação e divulgação: Marta Santana Gonçalves
Produção: AORCA
Co-produção: Câmara Municipal de Lagos
Apoios: DGARTES; Centro Cultural de Lagos, OPART, E.P.E/Estúdios Victor Córdon, A CRL – Central Elétrica, Projeto 23 Milhas, Teatro Aveirense, Associação de Dança de Lagos, Junta de Freguesia São Gonçalo de Lagos

  •  

“Presenças”, da artista belga Véronique Sabban, para observar em Loulé

Na Galeria de Arte do Convento do Espírito Santo, em Loulé, vai estar patente a exposição intitulada “Presenças“, da artista belga Véronique Sabban, sob curadoria de João Serrão.

A exposição presente de 10 de outubro a 21 de novembro em Loulé, marca a estreia da artista fora da Bélgica e reúne um arco temporal de três décadas de produção (1996–2026), focado na sua contínua e obsessiva investigação em torno do rosto humano.

Entre a pintura e a escultura, a mostra contrapõe o gesto visceral e fluido da pincelada sobre a tela ao processo físico e tátil de peças tridimensionais. Afastando-se da representação figurativa convencional, a artista toma o rosto como um território infinito, em que a matéria e a mancha dão corpo à interioridade e à vulnerabilidade da condição humana.

A exposição será inaugurada esta sexta-feira, 9 de outubro, às 18:00 hrs, e pode ser visitada das 10:00 às 13:30 hrs e das 14:30 às 18:00 hrs.
A entrada é livre.

  •  

Guadimonte e UAlg apresentam Projeto Pavipana ‘Passas do Algarve’

Projeto une Investigação e Conhecimento Ancestral para Revitalizar o Interior do Nordeste Algarvio

A Cooperativa Guadimonte e a Universidade do Algarve apresentam no próximo dia 10 de outubro, pelas 15h00, o Projeto PAVIPANA, uma iniciativa inovadora para valorizar os produtos autóctones, combater a desertificação e homenagear a resiliência das gentes locais.

A sessão pública de apresentação do projeto PAVIPANA – ‘Passas do Algarve’ – Valorização e Inovação dos Produtos Autóctones do Nordeste Algarvio, vai realizar-se no espaço do Centro de Dinamização das Cumeadas do Nordeste Algarvio (Antiga Escola Primária da Corte Pequena) – Freguesia de Odeleite, concelho de Castro Marim.

O projeto nasce da resiliência local após o trágico incêndio de Castro Marim em 2021. Na altura, um grupo de 12 jovens agricultores e produtores da Cumeada de Alta Mora uniu esforços para fundar a Guadimonte – Cooperativa Agrícola Supramunicipal. O objetivo principal é combater o despovoamento e a desertificação do interior algarvio através da inovação e da sustentabilidade.

Com um investimento elegível cofinanciado de 43.8176,10 € e uma duração de 36 meses, a iniciativa conta com a parceria científica da Universidade do Algarve (UAlg). O consórcio vai colocar a investigação ao serviço da pequena economia local através de três grandes eixos de atuação:

  • Valorização de Recursos Endógenos: Análise físico-química, controlo de qualidade e extensão do tempo de vida útil de seis produtos de excelência: figo passa, miolo de amêndoa, medronho fresco, queijo curado de cabra algarvia, farinha de alfarroba e mel.
  • Eco-Design e Economia Circular: Desenvolvimento de uma marca única e aglutinadora («Passas do Algarve») e design de novas embalagens, privilegiando matérias-primas naturais da região (como a cana, a cortiça e a palma) combinadas com as artes e ofícios do artesanato local.
  • Inovação na Comercialização e Sustentabilidade: Criação de uma plataforma de venda online gerida pela cooperativa. O projeto irá desenvolver ainda cadernos técnicos de boas práticas para certificar as produções como “agricultura sustentável”, calculando a pegada de carbono e energética.

O nome do projeto, ‘Passas do Algarve’, é também uma homenagem cultural à expressão popular que reflete a forma historicamente difícil como os produtos locais eram colhidos, tratados e armazenados no interior. Simboliza o “suor e sofrimento” ancestral necessários para criar produtos únicos de qualidade reconhecida.

A sessão pública do dia 10 de outubro marcará o arranque oficial desta estratégia de desenvolvimento territorial. Contará com a presença de representantes da Cooperativa Guadimonte, investigadores da Universidade do Algarve, da Presidente da Câmara Municipal de Castro Marim – Filomena Sintra, o Vice-Presidente da CCDR Algarve, I.P., Eng.º Fernando Severino, bem como de outros representantes de outras entidades e agentes do território.

O projeto PAVIPANA é apoiado pelo programa financiador – Algarve 2030, pelo Portugal 2030 e pela União Europeia. Os Fundos Europeus Mais Próximos de Si.

Sobre a Cooperativa Guadimonte:

Fundada a 27 de novembro de 2021 por jovens produtores afetados pelo incêndio de Castro Marim de 16 de Agosto 2021, a GUADIMONTE foca-se na implementação de iniciativas de desenvolvimento económico e social na região do Baixo Guadiana e Nordeste Algarvio.

  •  

João Mota apresenta livro na Biblioteca de Loulé

No próximo sábado, 10 de outubro, o ator e escritor João Mota vai estar na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, para a apresentação do seu primeiro livro. Mas antes, irá promover uma oficina de escrita criativa.

Das 14h00 às 17h00, o mote vai ser “ESCREVER-ME – Escrever o que sinto, para sentir de uma forma mais livre e plena”, numa sessão para jovens dos 13 aos 20 anos.

A escrita criativa é uma ferramenta de expressão pessoal e autoconhecimento, especialmente durante a adolescência, uma fase marcada por intensas transformações. Nesta oficina, os adolescentes serão convidados a explorar e expressar as suas emoções através da escrita.

A atividade inclui exercícios de aquecimento que estimulam a criatividade e a liberdade de expressão, seguidos de propostas específicas que incentivam os participantes a refletirem sobre as suas experiências e sentimentos.

Os adolescentes terão a oportunidade de expressar-se através de textos que variam desde poemas até narrativas curtas, permitindo que explorem o seu mundo interno, num ambiente seguro e de aceitação incondicional positiva.

A oficina pretende promover a escrita como ferramenta de suporte para a catarse emocional, melhoria da autoestima e do bem-estar emocional, ajudando os jovens a entender e aceitar os seus sentimentos e emoções de uma forma mais plena e livre.

Para participar nesta atividade, é necessária inscrição prévia para  biblioteca@cm-loule.pt As vagas são limitadas e a participação gratuita. Confere-se diploma de participação.

Pelas 18h30, será apresentado “Tudo o que nunca te disse, meu Amor”. «Queria-te com esse teu cheiro, com defeitos, com aquela vulnerabilidade que só existe quando duas pessoas se aproximam o suficiente para se magoarem. Queria-te num mundo onde ainda se sente vergonha, e ciúme, e desejo, e medo. Queria-te onde se ouve o som da respiração e onde o silêncio tem peso. Um lugar sem Wi-Fi, sem ghosting, sem o botão de desligar a conversa.»

A vertigem da paixão, a dor da perda, a reconciliação e o medo do fim prendem-nos numa história envolvente que nos leva a mergulhar no mundo emocional de um homem intenso que não deixa ninguém indiferente.

Em “Tudo o que nunca te disse, meu Amor”, a Contraponto revela o talento de João Mota, uma nova voz na literatura romântica, capaz de tocar pessoas de todas as idades e de fazê-las acreditar que o amor pode mesmo salvar os dias.

No final haverá banca de livros e sessão de autógrafos

João Mota é natural de Albufeira. É licenciado em Psicologia e Gestão de Empresas e encontra-se a terminar o mestrado em Psicologia Clínica e de Aconselhamento. Trabalha como ator desde 2014, em teatro, cinema e televisão. Concluiu diferentes formações na área da expressão dramática em Portugal e no Brasil.

Escreve poesia desde os 12 anos. Desde então, a escrita tem sido uma ferramenta que o acompanha e ajuda a organizar o pensamento e as emoções, ou simplesmente a apreciar um momento contemplativo.

Após reconhecer, à escrita, características catárticas, procurou a validação científica do impacto positivo que a escrita tinha em si próprio. Nesse sentido, ao longo do seu percurso académico, foi dando estrutura teórica e científica às suas ideias, o que lhe permitiu criar projetos que associam a escrita ao bem-estar emocional. A experiência artística permitiu-lhe um contacto diferenciado com o mundo das emoções, que, aliado a uma paixão pela escrita e à formação académica na área da Psicologia, levaram-no a desenvolver, nos últimos dois anos, atividades junto do público adolescente.

Em 2023, fundou o Clube de Poesia na Universidade Autónoma de Lisboa, dando início a um percurso de encontros de escrita criativa e expressão artística por todo o país.

  •  
❌