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Exposição no Recife reúne 40 artistas e explora produção artística nordestina

As múltiplas linguagens, perspectivas e experiências da arte nordestina dão forma a uma exposição inédita, que aproxima os programas da Garrido Galeria, do Recife, e da Cave, de Fortaleza. Com curadoria de Lucas Dilacerda, “Onde o céu e o mar se tocam” está em cartaz na sede da Garrido, em Casa Forte, Zona Norte do Recife.

Mais de 40 artistas participam da exposição, entre nomes representados pelas duas galerias, convidados e artistas presentes em seus acervos. As obras estabelecem diálogos entre diferentes gerações, territórios e linguagens da produção artística brasileira.

Na mostra, as representações do Nordeste se afastam das imagens cristalizadas para o consumo turístico. Sob a curadoria de Dilacerda, a região é apresentada a partir de outras paisagens e possibilidades de interpretação.

“Onde o céu e o mar se tocam” apresenta sombras, profundidades, mistérios e cenas noturnas, em composições nas quais os tons de azul confundem o céu escuro e o mar profundo.

Hannah Carvalho/Divulgação
"Onde o céu e o mar se tocam" propõe olhar sobre produção artística brasileira a partir do Nordeste - Hannah Carvalho/Divulgação
Hannah Carvalho/Divulgação
"Onde o céu e o mar se tocam" propõe olhar sobre produção artística brasileira a partir do Nordeste - Hannah Carvalho/Divulgação
Divulgação
"Onde o céu e o mar se tocam" propõe olhar sobre produção artística brasileira a partir do Nordeste - Divulgação
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"Onde o céu e o mar se tocam" propõe olhar sobre produção artística brasileira a partir do Nordeste - Divulgação

Segundo o curador, escurecer a paisagem não significa negar a luz do Nordeste, mas recusar a redução de uma região complexa às imagens mais previsíveis de vender e consumir.

“O que conecta essas produções não é uma ‘identidade nordestina’ nem uma estética comum entre elas. São diferenças que entram em relação. O Nordeste aparece como território de experiência e de pensamento, não como um repertório de imagens que os artistas precisam reproduzir”, afirma Dilacerda.

As obras abordam questões individuais e coletivas, passando por temas como corpo, natureza, paisagem, matéria, memória, ancestralidade, espiritualidade, gênero, raça, tecnologia, cultura popular e sonho. A experiência individual se relaciona, assim, com dimensões coletivas da existência.

O conjunto também aproxima categorias historicamente separadas, como arte e artesanato, popular e erudito, tradição e contemporaneidade, figuração e abstração.

Entre os artistas presentes estão Bárbara Banida, Bruno Vilela, Charles Lessa, Chico da Silva, Delson Uchôa, Francisco Brennand, Gi Monteiro, Heitor Dutra, Jane Batista, Leonilson, Letícia Lopes e Véio, além de outros nomes contemporâneos representados pelas galerias.

A exposição parte do interesse comum em abrir caminhos para a produção artística realizada fora do eixo Sul-Sudeste e marca mais uma etapa da relação entre Armando Garrido, da Garrido Galeria, e Pedro Diógenes, da Cave.

“Experiências como essa mostram como a colaboração pode oxigenar as relações dentro do mercado de arte. É uma oportunidade de aproximar esses dois olhares e apresentar um conjunto de artistas que consideramos bastante representativo da produção brasileira”, afirma Garrido.

“Descentralizar não é mudar a periferia de endereço, é multiplicar os centros”, completa o curador.

Serviço

Exposição: “Onde o céu e o mar se tocam”
Local: Garrido Galeria – Rua Samuel de Farias, 245, Casa Forte, Recife
Visitação: até 10 de dezembro
Horários de visitação: segunda a sexta, das 10h às 19h, e aos sábados, das 10h às 14h

© Hannah Carvalho/Divulgação

"Onde o céu e o mar se tocam" está em cartaz na Garrido Galeria
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