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Zelensky e enviado de Trump estão em Oslo para discutir proposta de paz


O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, já estão em Oslo para discutir uma nova proposta diplomática destinada a pôr fim à guerra na Ucrânia. As conversações, que juntam também os líderes da Noruega e da Finlândia, decorrem numa altura em que a relação entre Kiev e Washington se deteriora e Trump volta a criticar o chefe de Estado ucraniano, enquanto elogia a posição de Moscovo.

O avião de Zelensky aterrou no aeroporto de Gardermoen, nos arredores da capital norueguesa, por volta das 12h30 locais, menos uma hora em Portugal continental. Witkoff tinha chegado pouco antes e seguiu para o Grand Hotel, no centro de Oslo, onde decorrerão as reuniões. Jared Kushner, genro de Trump e também envolvido nos esforços de negociação dos Estados Unidos, participa por videoconferência.

“Estamos a manter todos os contactos que possam ajudar a trazer a paz. Iremos também discutir o reforço da nossa defesa aérea e a produção conjunta. Estou grato a todos os que apoiam a Ucrânia e um caminho digno para a paz”, escreveu Zelensky na rede social X.

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O encontro foi organizado a pedido de Zelensky e conta com a presença do primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre, e do presidente finlandês, Alexander Stubb. Segundo a Axios, que cita um responsável norte-americano, representantes dos Estados Unidos, da Ucrânia e de países europeus trabalharam durante a última semana na elaboração das propostas que estarão agora em discussão.

O plano deverá seguir duas linhas paralelas: definir garantias para o futuro da Ucrânia, incluindo a segurança, a integração europeia e a recuperação económica, e preparar uma proposta abrangente a apresentar à Rússia, com vista a criar condições para uma paz duradoura. Após as reuniões na Noruega, Witkoff deverá viajar para a Rússia, onde espera reunir-se com Vladimir Putin para discutir as ideias desenvolvidas com Kiev e os parceiros europeus, segundo a mesma fonte.

Trump elogia Moscovo e volta a pressionar Kiev

As conversações em Oslo decorrem num momento de tensão crescente entre a Ucrânia e os Estados Unidos. Na segunda-feira, Trump afirmou que “a Rússia, francamente, tem-se portado bem em relação à Ucrânia” e disse que Zelensky “não está a ajudar muito a resolver a situação”. O Presidente norte-americano apelou ainda a Kiev para encontrar “outra pessoa para negociar” o fim da guerra.

As declarações surgem depois de a Administração Trump ter aliviado sanções sobre o petróleo russo, alegando a necessidade de reduzir os preços dos combustíveis nos Estados Unidos, e de ter anunciado uma dispensa mais ampla de sanções previstas contra Moscovo.

Trump tem criticado repetidamente os ataques ucranianos às refinarias russas, que Kiev considera uma das poucas formas de responder aos bombardeamentos prolongados de Moscovo. A Ucrânia suspendeu durante vários dias os ataques a instalações petrolíferas russas a pedido do líder norte-americano, mas a Rússia não deu sinais de reduzir a intensidade dos seus próprios ataques.

Ao mesmo tempo, a Ucrânia denuncia falhas no aviso antecipado de lançamentos de mísseis russos, limitações nas comunicações por satélite utilizadas para orientar drones ucranianos e atrasos na entrega de sistemas de defesa aérea financiados por aliados europeus. Washington rejeita as acusações de que esteja a reter informações de inteligência ou a impor restrições ao sistema militar Starshield, da SpaceX.

Antes da chegada a Oslo, Zelensky disse ter falado com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre os intercetores de mísseis balísticos, os sistemas de alerta antecipado e a necessidade de restabelecer as ligações por satélite.

“A situação com o Starlink/Starshield precisa de ser restaurada”, referiu o presidente ucraniano numa publicação na rede social X. “É claro que tudo isto acontece no contexto dos nossos esforços diplomáticos para pôr fim a esta guerra horrível e à morte constante de pessoas”, acrescentou.

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Marco Rubio, reconheceu na terça-feira que um lote de intercetores adquiridos para a Ucrânia ao abrigo do programa Lista de Requisitos Prioritários para a Ucrânia (PURL) pode não ter sido entregue, mas que isso não se deveu a qualquer intenção política. “Penso que a conclusão importante é que não houve nenhuma diretiva política deliberada para prejudicar a Ucrânia”, disse aos jornalistas ao iniciar a sua viagem à Índia, citado pela Reuters.

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Coreia do Sul anuncia retirada de parte do pessoal da embaixada em Kiev

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By: Lusa

A Coreia do Sul anunciou hoje a retirada de parte da equipa da embaixada em Kiev, face ao adensar da disputa diplomática sobre a transferência de prisioneiros de guerra norte-coreanos para Seul.

“Após a ‘convocatória’ do embaixador [sul-coreano] na Ucrânia, medida que não gerou qualquer reação construtiva por parte das autoridades ucranianas, e perante a ameaça persistente de ataques aéreos em todo o território, o que torna difícil garantir a segurança da equipa, o Governo decidiu repatriar parte dos membros da sua missão diplomática”, declarou Park Doo-soon, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul.

O embaixador da Coreia do Sul na Ucrânia, Park Ki-chang, regressou ao país em 10 de outubro, dias depois de Seul ter repreendido o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, por ter referido publicamente a transferência para Seul de dois soldados norte-coreanos capturados pelo exército ucraniano. As autoridades sul-coreanas pretendiam manter o sigilo em torno deste caso.

A decisão de Seul surge também na sequência das revelações feitas pelo jornal britânico The Guardian, segundo as quais 176 mil toneladas de produtos, “principalmente gasóleo”, tinham sido enviadas da Coreia do Sul para a Rússia em julho e agosto. As entregas foram alvo de críticas por parte de Kiev. O Governo sul-coreano ameaçou tomar “medidas adicionais”, cuja natureza não especificou.

O Presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, exigiu, além disso, desculpas oficiais, temendo que a divulgação da transferência de prisioneiros de guerra norte-coreanos para a Coreia do Sul pusesse em perigo as famílias dos soldados.

O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros ucraniano reagiu afirmando que “a diplomacia deve prevalecer sobre a emoção”.

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