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Trump diz que EUA podem realizar novos ataques contra o Irã

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (23) que Washington pode realizar novas operações militares contra o Irã.

“Podemos realizar outra pequena ‘Epic Fury’ [Fúria Épica]”, disse Trump durante um comício na Flórida, ao abordar a questão da guerra. Ele não deu mais detalhes.

“Operação Epic Fury” é o nome utilizado pelos militares dos EUA para a guerra contra o Irã.

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Apesar da afirmação, o presidente americano afirmou não “saber de nada” sobre uma declaração feita pelo embaixador dos EUA na Turquia de que Washington poderia realizar ataques já neste fim de semana.

“Foi o meu embaixador? Um homem bastante poderoso, imagino […] Bem, se for esse o caso, eu não sei de nada a respeito”, disse Trump.

O embaixador Tom Barrack disse ao podcaster Mario Nawfal que poderia, “com certeza”, haver um ataque ao Irã neste fim de semana.

Mais cedo, na sexta-feira, Trump afirmou que os EUA poderiam encerrar a guerra rapidamente, mas questionou se Washington deveria buscar uma conclusão rápida ou permitir que o conflito diminuísse de intensidade gradualmente.

O republicano, que tem apresentado objetivos e prazos variáveis ​​para a guerra, disse no início deste mês que os EUA não lançariam um ataque contra o Irã antes das eleições de meio de mandato, nas quais está em jogo o controle do Congresso.

Ataques dos EUA e de Israel contra o Irã, bem como ofensivas israelenses no Líbano, deixaram milhares de mortos e milhões de deslocados.

(Com informações de Molly English, da CNN e da Reuters)

Trump diz que deixou instruções para atacar Irã caso seja assassinado

 

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Trump invoca Lei da era da Guerra Fria para produção e refino de petróleo

O presidente dos EUA, Donald Trump, determinou nesta quinta-feira (22) que a produção e o refino de petróleo, bem como atividades correlatas, são essenciais para a defesa nacional, medida que pode abrir caminho para o financiamento norte-americano a projetos de combustíveis fósseis.

Em um memorando presidencial, Trump também invocou um dispositivo da Lei de Produção de Defesa (Defense Production Act), criada durante a Guerra Fria, o que lhe permite oferecer incentivos financeiros para atividades ligadas ao petróleo, incluindo oleodutos e o armazenamento de combustíveis líquidos.

Os preços do petróleo bruto e do diesel dispararam desde que os EUA e Israel realizaram uma operação conjunta contra o Irã, no final de fevereiro. Desde então, o conflito tem restringido o fluxo global de energia, enquanto ataques ucranianos a refinarias russas agravaram a escassez de combustíveis.

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A alta nos custos representa um risco para Trump nas eleições de 3 de novembro, em um momento em que seus correligionários republicanos buscam manter o controle de ambas as casas do Congresso.

Uma pesquisa da Reuters/Ipsos, concluída na segunda-feira (19), mostra que apenas 36% dos norte-americanos aprovam a forma como Trump tem conduzido a economia.

O memorando afirma que, sem essas medidas, os EUA não conseguiriam disponibilizar tais serviços energéticos “em tempo hábil, devido a restrições de financiamento, longos prazos de execução, entraves no licenciamento e na infraestrutura, além de limitações na cadeia de suprimentos”.

O documento não menciona projetos específicos que poderiam ser contemplados com o financiamento. Em 2025, os EUA registraram uma produção média de cerca de 13,6 milhões de barris de petróleo bruto por dia, consolidando-se como o maior produtor mundial.

Na semana passada, o vice-presidente americano JD Vance afirmou que o governo utilizaria a Lei de Produção de Defesa para ampliar a capacidade de uma refinaria no Texas, pertencente à empresa Delek US Holdings.

No ano passado, Trump sancionou uma legislação que destinou US$ 1 bilhão, por meio da Lei de Produção de Defesa, a projetos do setor energético considerados cruciais para a segurança nacional.

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