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“O maior significado deste prémio é o impacto positivo e duradouro que o mesmo conseguiu deixar na vida das pessoas”


Promover a sustentabilidade através da reutilização de roupa é o objetivo do ReVestir o Futuro, um projeto do Município de Figueira de Castelo Rodrigo que envolve os alunos do Agrupamento de Escolas em atividades de sensibilização ambiental e economia circular. A iniciativa culminou num desfile de moda sustentável integrado na Feira das Amendoeiras em Flor 2026, onde foram apresentados os trabalhos desenvolvidos pelos estudantes. Distinguido na 7.ª edição do Prémio Autarquia do Ano – Grupo Mosqueteiros, o projeto pretende agora alargar a sua intervenção a toda a comunidade, promovendo também a partilha de experiências e conhecimentos entre gerações.

O que representa para a vossa autarquia ter sido distinguida no Prémio Autarquia do Ano 2026 – Grupo Mosqueteiros

Receber o prémio Autarquia do Ano representa o reconhecimento da capacidade do Município desenvolver soluções inovadoras, com impacto positivo na comunidade e alinhadas com os desafios ambientais e sociais da atualidade. Um prémio desta natureza não deve ser visto apenas como uma distinção institucional, mas também como o reconhecimento de um trabalho coletivo que transforma pequenos gestos em grandes oportunidades de mudança. Desta forma, e em última análise, o maior significado deste Prémio, é o impacto positivo e duradouro que o mesmo conseguiu deixar na vida das pessoas e em particular, dos jovens, o futuro do nosso Município.

Quais foram as razões e necessidades que estiveram na origem do(s) projeto(s) distinguidos?

O Município de Figueira de Castelo Rodrigo pretendia que a Loja Social fosse impulsionada. Essa dinâmica passaria pela criação de eventos, como pequenas Feiras dedicadas à troca de roupa, ações de esclarecimento sobre reciclagem e reutilização de roupa. Considerando o Programa CLDS 5G – Figueira Inclusiva a decorrer neste Município e respetivamente os seus eixos de intervenção e ações surge o convite ao Agrupamento de Escolas de Figueira de Castelo Rodrigo para participarem num workshop dedicado à reciclagem e reutilização de roupa, promovendo uma reflexão prática sobre sustentabilidade, responsabilidade individual e valorização dos recursos.

Que principais desafios enfrentaram no desenvolvimento e concretização do(s) projeto(s) — e de que forma foram superados?

Ao longo do projeto, foram identificados alguns constrangimentos relacionados com a adesão das crianças às atividades propostas, bem como alguma resistência, por parte de determinados encarregados de educação, em autorizar a participação dos seus educandos no momento de apresentação do projeto à comunidade. Apesar de se terem tratado de situações pontuais, o empenho, a dedicação e a colaboração dos Professores do Agrupamento revelaram-se fundamentais para ultrapassar as dificuldades identificadas, contribuindo decisivamente para a concretização das atividades previstas e para o cumprimento dos objetivos estabelecidos.

De que maneira o(s) projeto(s) distinguidos têm impactado a vida da comunidade local? Pode partilhar algum exemplo concreto?

Mais do que uma atividade pontual, “ReVestir o Futuro” constituiu uma experiência educativa integrada, promovendo valores de cidadania ativa, responsabilidade ambiental e economia circular. A iniciativa permitiu sensibilizar os jovens para a redução do desperdício têxtil, estimular a criatividade e reforçar a ligação entre a escola, o município e a comunidade.

O projeto culminou com a realização de um desfile de moda sustentável integrado na Feira das Amendoeiras em Flor 2026, onde foram apresentados os trabalhos desenvolvidos pelos alunos, demonstrando o potencial transformador da reutilização e da inovação criativa na construção de um futuro mais sustentável.

Esta iniciativa afirma-se como um exemplo de boa prática local, capaz de conjugar educação ambiental, participação comunitária e valorização dos recursos existentes, contribuindo para a formação de cidadãos mais conscientes, responsáveis e comprometidos com os desafios da sustentabilidade.

Quais são as perspetivas de futuro em relação a este(s) projeto(s)? Pretendem dar continuidade, expandi-los ou adaptá-los a outras áreas?

Pretendemos dar continuidade a este projeto, alargando o seu âmbito a toda a comunidade, com especial enfoque na população mais envelhecida, promovendo uma dinâmica intergeracional que favoreça a partilha de experiências, conhecimentos e saberes entre diferentes gerações.

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“Os territórios de baixa densidade podem ser protagonistas de projetos inovadores”


Combater as desigualdades no acesso à educação financeira e às tecnologias digitais é o objetivo da Coruja-Academy, um projeto do Município de Castanheira de Pera distinguido na 7.ª edição do Prémio Autarquia do Ano – Grupo Mosqueteiros. A iniciativa envolve cerca de 100 alunos do concelho, através de sessões semanais em contexto escolar, e desenvolve também um trabalho diário com Pessoas com Deficiência Cognitiva e Intelectual. Através de aprendizagens adaptadas a diferentes públicos, o projeto procura reforçar competências financeiras e digitais, promover a autonomia e contribuir para uma sociedade mais inclusiva.

O que representa para a vossa autarquia ter sido distinguida no Prémio Autarquia do Ano 2026 – Grupo Mosqueteiros?

Esta distinção representa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo Município de Castanheira de Pera na promoção da inovação educativa, da inclusão social e da igualdade de oportunidades. É também um incentivo à continuidade de políticas públicas que demonstram que os territórios de baixa densidade podem ser protagonistas de projetos inovadores, com impacto real na vida das pessoas.

Quais foram as razões e necessidades que estiveram na origem do projeto distinguido?

A Coruja-Academy surgiu da necessidade de combater as desigualdades no acesso à educação financeira e às tecnologias digitais, particularmente em territórios de baixa densidade. Identificaram-se também necessidades específicas ao nível da autonomia e inclusão das Pessoas com Deficiência Cognitiva e Intelectual. O projeto foi, assim, concebido para desenvolver competências essenciais desde a infância, promover a inclusão e preparar a comunidade para os desafios de uma sociedade cada vez mais digital.

Que principais desafios enfrentaram no desenvolvimento e concretização do projeto – e de que forma foram superados?

Um dos principais desafios foi introduzir conteúdos complexos, como a blockchain e a Web3, em contextos educativos onde estas matérias são pouco comuns, tornando-os acessíveis e relevantes para diferentes públicos. A resposta passou pela adaptação das metodologias pedagógicas, pela continuidade das sessões e pela articulação entre o Município, a Coruja-Academy, a CERCICAPER e a Universidade Católica Portuguesa, assegurando uma intervenção integrada e ajustada às necessidades dos participantes.

De que maneira o projeto distinguido tem impactado a vida da comunidade local? Pode partilhar algum exemplo concreto?

O projeto envolve atualmente cerca de 100 alunos do concelho, através de sessões semanais em contexto escolar, e desenvolve uma intervenção diária junto de Pessoas com Deficiência Cognitiva e Intelectual. Tem contribuído para o desenvolvimento de competências financeiras e digitais, reforçando a autonomia, a confiança e a participação social. Um exemplo concreto é a intervenção na CERCICAPER, onde as aprendizagens são adaptadas às capacidades individuais e integradas no quotidiano, promovendo a autonomia e a inclusão efetiva dos participantes.

Quais são as perspetivas de futuro em relação ao projeto? Pretendem dar continuidade, expandi-lo ou adaptá-lo a outras áreas?

O Município pretende dar continuidade à Coruja-Academy, consolidando o trabalho desenvolvido e reforçando o seu impacto junto de crianças, jovens e pessoas em situação de maior vulnerabilidade. A ambição passa por aprofundar as aprendizagens, alargar progressivamente as oportunidades de participação e fortalecer as parcerias existentes. Pela sua estrutura adaptável, o projeto apresenta também potencial para ser replicado noutros territórios e servir de inspiração a novas respostas de inovação educativa e inclusão social.

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