O Palmeiras não perdeu tempo e publicou provocações ao Flamengo nas redes sociais após a eliminação do rival na semifinal da Copa Libertadores. O time paulista enfrentará o Estudiantes, da Argentina, na grande decisão do torneio.
O Verdão fez duas postagens direcionadas ao time carioca. Em uma delas, divulgou a previsão do tempo de Montevidéu, no Uruguai, cidade que sediará a final. A legenda dizia: “que os bons ventos soprem novamente a nosso favor em Montevidéu”.
A postagem remete à final de 2021, também disputada na capital uruguaia, quando o Palmeiras venceu o Flamengo. Na ocasião, torcedores rubro-negros alegaram que o vento forte atrapalhou os cânticos nas arquibancadas.
“Desfrutem”
O Palmeiras também ironizou uma publicação antiga do Flamengo, que tinha a legenda “desfrutem”. O clube alviverde respondeu que desfrutaria “com humildade”.
A frase original do Flamengo foi postada quando o clube carioca assumiu a liderança do Campeonato Brasileiro, ultrapassando o próprio Palmeiras. A publicação fazia referência a uma fala do técnico Abel Ferreira.
A final da Copa Libertadores entre Palmeiras e Estudiantes será realizada em 28 de novembro, um sábado, no Estádio Centenário, em Montevidéu, Uruguai.
Esse texto foi gerado por inteligência artificial com base no conteúdo produzido pela Itatiaia. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN Brasil.
Antigo algoz do Flamengo, Deyverson revelou o motivo de não ter provocado após a eliminação do Rubro-Negro na semifinal da Copa Libertadores para o Estudiantes, ocorrida nessa quinta-feira (22). Após 0 a 0 no tempo regulamentar, o clube argentino venceu por 3 a 2 nas penalidades.
“Pessoal, não vou zoar ninguém. Eu também fui eliminado! Mais que seja uma grande final”, escreveu, em uma rede social.
Estudiantes e Palmeiras vão se encontrar na grande final da Copa Libertadores em 28 de novembro, no Estádio Centenário, no Uruguai. Quem se sagrar campeão, dará ainda ao seu país o posto de maior vencedor da história da competição.
Ao todo, os clubes argentinos conquistaram 25 taças da Libertadores, mesmo número conquistado pelos brasileiros, que venceram as últimas sete edições e igualou o feito dos “hermanos”.
Sendo assim, Estudiantes e Palmeiras também vão carregar a responsabilidade de tornar o seu respectivo país o maior vencedor da história da Libertadores.
O Estudiantes de La Plata fez história na noite desta quinta-feira (22) ao derrotar o Flamengo nos pênaltis e avançar para a final da Copa Libertadores. Na grande decisão, o clube vai encarar o Palmeiras, que eliminou o Fluminense neste meio de semana.
Se dentro de campo o Estudiantes colhe os frutos, os bastidores em solo argentino revelam um clube engajado em uma das maiores rupturas institucionais da história do futebol sul-americano.
Ao contrário da esmagadora maioria das equipes de seu país, historicamente organizadas como associações civis sem fins lucrativos, o clube de La Plata transformou-se na principal trincheira a favor da abertura para o modelo de Sociedades Anônimas Desportivas (SADs) na Argentina.
Sob a liderança convicta de seu presidente, o ex-jogador Juan Sebastián Verón, o “Pincha” assumiu um posicionamento solitário e corajoso no cenário local, batendo de frente com a ideologia vigente e as rígidas diretrizes da Associação de Futebol Argentino (AFA).
Segundo Eduardo Carlezzo, advogado especialista em direito desportivo e sócio do Carlezzo Advogados, a briga do Estudiantes a favor da abertura para o modelo de Sociedades Anônimas Desportivas (SADs) na Argentina não é em vão.
“O Brasil já passou por esse debate. A SAF trouxe investimento, profissionalizou a gestão e devolveu competitividade a clubes que estavam afundados em dívidas. A Argentina não precisa copiar o modelo brasileiro, mas precisa ao menos dar aos seus clubes o direito de escolher que caminho querem seguir”, acrescentou.
Esse embate institucional não ocorre no vácuo e reflete uma guerra política que se arrasta há anos na Argentina. Desde que assumiu o poder, o presidente Javier Milei transformou a liberação das SADs em uma de suas grandes bandeiras para modernizar o desporto e atrair capital estrangeiro, mas o processo encontra-se atualmente num forte impasse jurídico.
Embora o governo federal tente forçar a abertura comercial por meio de decretos de necessidade e urgência, a AFA, controlada por Claudio “Chiqui” Tapia, tem conseguido travar as medidas nos tribunais e chegou a alterar o seu próprio estatuto para prever a punição com desfiliação imediata de qualquer clube que adote capitais externos. Nesse tabuleiro de pressões que divide o país, o Estudiantes desponta praticamente como o único clube de peso a desafiar o sistema da federação.
O próprio Verón chegou a sofrer uma dura suspensão de três meses imposta pelo tribunal disciplinar da entidade máxima argentina após incidentes e protestos públicos contra os mandos da AFA, explicitando o preço político pago por bater de frente com o status quo.
Nesse tabuleiro de pressões, intimidações coletivas e ameaças de retaliação que dividem o governo federal e a federação, o Estudiantes desponta praticamente como o único clube de peso a abraçar abertamente as reformas propostas pela gestão de Milei. O próprio Verón chegou a sofrer duras suspensões do tribunal disciplinar da entidade máxima argentina após protestar publicamente contra o sistema centralizador da AFA, explicitando o preço político pago por desafiar o status quo do futebol local.
Estudiantes está na semifinal da Libertadores • @EdelpOficial
Para Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento norte-americana, a abertura para constituição das SADs na Argentina promoveria no país um conjunto de mudanças maior e mais célere do que vimos no Brasil. No entanto, com frutos sendo colhidos a médio e longo prazo.
“O equilíbrio no âmbito técnico e esportivo, demandaria alguns anos, e não seria atingido ainda nessa década. Na próxima, certamente. De imediato, teríamos uma significativa redução de interesse dos investidores qualificados, europeus e norte-americanos na aquisição das ações dos clubes brasileiros, com a concorrência dos argentinos por seus recursos”, disse, antes de completar:
“Ainda que o futebol no país vizinho tenha abdicado do calendário alinhado com o europeu, e tenham inchado sua primeira divisão, já vivenciaram um cenário ideal, o que nunca tivemos, por conta da forma como nossas federações estaduais “capturam” datas e dinheiro dos nossos principais clubes”, explicou.
Para além do alinhamento ideológico, a atuação nos bastidores já se reflete na prática por meio de uma profunda reestruturação interna. O clube vem promovendo a profissionalização de seus departamentos administrativos através de um ousado pré-acordo milionário de 30 anos firmado com o magnata norte-americano Foster Gillett, que prevê a injeção de 150 milhões de dólares destinados à modernização do Estádio UNO Jorge Luis Hirschi, à ampliação do centro de treinos e ao investimento no plantel e nas categorias de base.
O projeto adota uma engenharia jurídica de modelo híbrido de cogestão, na qual o Estudiantes não será vendido e manterá a sua identidade associativa nas mãos dos sócios, mas passará a partilhar receitas de bilheteira, prêmios de competições e transferências de atletas com o investidor.
Ao blindar o futebol de interferências políticas passionais e implementar auditorias e planejamentos corporativos típicos do mercado de capitais, o clube comandado por “La Brujita” Verón pretende pavimentar o caminho para a modernização financeira.
Após 14 anos de exílio e burocracia, o clube inaugurou em 2019 um conceito de “estádio vivo”, que funciona 365 dias por ano e gera receitas constantes, reduzindo drasticamente a dependência financeira dos dias de jogo.
O projeto, orçado em cerca de 45 milhões de dólares, foi financiado através de uma engenharia financeira saudável que uniu a venda de ativos, capitais próprios e patrocínios estratégicos, recorrendo a apenas 5 milhões de dólares de crédito bancário.
No plano institucional, o UNO posicionou o Estudiantes na vanguarda global ao tornar-se o primeiro estádio do mundo com certificação ambientalEDGE, atraindo marcas multinacionais associadas à tecnologia e à sustentabilidade, como a Telecom (Flow) e a Philips/Signify.
A nível comercial, o Estudiantes reconfigurou a exploração do seu espaço físico através do “Mercado Uno”, um vibrante polo gastronómico e comercial integrado na base da bancada principal que opera diariamente para o público em geral. Entre os principais destaques está o León Bar & Bistro, um restaurante premium com vista direta para o relvado nos dias sem jogo, além de escritórios corporativos arrendados e parques de estacionamento privativos.
Estádio Jorge Luis Hirschi, casa do Estudiantes, recebe o jogo desta quinta • Foto: Marcelo Endelli/Getty Images
“O Estudiantes mostra como os investimentos internacionais e o planejamento patrimonial podem transformar a estrutura de um clube. A modernização do Estádio UNO vai além da experiência nos dias de jogos: o espaço deixa de ser apenas um palco esportivo e passa a funcionar como um ativo estratégico para a geração de receitas e a sustentabilidade financeira da instituição”, destaca Heraldo Evans, diretor comercial da Recoma, empresa especializada em infraestrutura esportiva.
No plano desportivo e de lazer, o clube realizou uma concessão de longo prazo do seu ginásio polidesportivo para a rede Sport Club, garantindo um encaixe antecipado de 1 milhão de dólares para a amortização do projeto. A comercialização de ativos corporativos atingiu o seu expoente máximo com a construção de duas linhas verticais de camarotes VIP e assentos premium — geridos em parceria com a empresa Experiencia Fútbol, que adiantou cerca de 6 milhões de dólares ao clube —, esgotando os espaços através de contratos de direito de uso anual altamente lucrativos.
“Hoje, estádios e arenas precisam ir além do futebol. Espaços como camarotes e restaurantes têm potencial para se tornarem verdadeiros pontos turísticos. Funcionando durante o ano inteiro com shows, eventos, jogos e até experiências gastronômicas, a ideia é transformar o torcedor ocasional em um frequentador desses ambientes e atrair outros públicos”, afirma Leo Rizzo, CEO da Soccer Hospitality, empresa especializada em ambientes premium, que possui camarotes em doze estádios brasileiros.
Os impactos financeiros diretos desta transformação ficaram consolidados no encerramento do mais recente exercício fiscal do clube, onde o Estudiantes registou um expressivo superávit contável de 457 milhões de pesos e uma impressionante redução de 21,47% no seu passivo total.
Impulsionado pelo orgulho da nova casa, o clube viu a sua massa associativa disparar para a marca histórica de 63.002 sócios ativos, gerando um crescimento contínuo na arrecadação de quotas. Com um aumento de 95% nas receitas de publicidade e marketing, o Estudiantes conseguiu expandir os investimentos no seu plantel profissional e reduzir as suas dívidas operacionais, provando que a modernização patrimonial é o alicerce definitivo para o sucesso desportivo a longo prazo.
Por fimn, essa busca por novos rumos institucionais motivou um bombástico encontro recente e secreto no Estádio Monumental de Núñez entre Verón e o presidente do River Plate, Stefano Di Carlo. O objetivo central da reunião foi selar uma aliança política histórica e criar uma mesa de trabalho permanente para formular propostas conjuntas sobre os calendários, a renegociação de receitas de transmissão televisiva e a descentralização do poder político exercido por Tapia na AFA.
Embora o River Plate tenha reafirmado o seu compromisso tradicional com o modelo de associação civil sem fins lucrativos e não pretenda transformar-se em empresa, a diretoria “millonaria” partilha do profundo descontentamento do Estudiantes com os rumos organizativos e com a qualidade do futebol nacional.
Ao blindar o futebol de interferências políticas passionais e implementar auditorias e planejamentos de mercado típicos do mundo corporativo, o clube comandado por “La Brujita” Verón pretende criar um formato de gestão híbrido que garanta competitividade internacional a longo prazo.
Herói do Estudiantes contra o Flamengo, Fernando Muslera falou após a partida nessa quinta-feira (22), no jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores. O goleiro uruguaio pegou três penalidades na vitória por 4 a 2 da equipe de La Plata, em pleno Maracanã.
O arqueiro se mostrou feliz por conseguir dar a volta por cima, após falhar na Copa do Mundo. Além disso, projetou o retorno a Montevideo. O estádio Centenário sediará a final da Libertadores.
“Me sinto orgulhoso e feliz. Pessoalmente, o futebol sempre te dá uma nova chance. Vou jogar novamente no lendário estádio que sediará a Copa do Mundo. É uma honra para mim estar naquele campo”.
Palmeiras x Estudiantes na Libertadores
Estudiantes e Palmeiras vão se encontrar na grande final da Copa Libertadores em 28 de novembro, no Estádio Centenário, no Uruguai. Quem se sagrar campeão, dará ainda ao seu país o posto de maior vencedor da história da competição.
Ao todo, os clubes argentinos conquistaram 25 taças da Libertadores, mesmo número conquistado pelos brasileiros, que venceram as últimas sete edições e igualou o feito dos “hermanos”.
Sendo assim, Estudiantes e Palmeiras também vão carregar a responsabilidade de tornar o seu respectivo país o maior vencedor da história da Libertadores.
Fernando Muslera foi o grande herói da classificação do Estudiantes para a final da Libertadores, defendendo três pênaltis na disputa contra o Flamengo na noite de quinta-feira (22).
Aos 40 anos, o goleiro vive uma reviravolta pessoal positiva na temporada, depois de ser um dos maiores destaques negativos da Copa do Mundo.
Defendendo o Uruguai, Muslera acumulou falhas e foi um dos responsáveis pela eliminação precoce da seleção ainda na fase de grupos, com apenas dois pontos conquistados.
O veterano, herói da classificação da Copa de 2010 contra Gana, quando defendeu dois pênaltis, falhou nos três jogos da fase de grupos em 2026, contra Arábia Saudita, Cabo Verde e Espanha.
No confronto de estreia, deu um rebote para o meio da área que resultou no gol da Arábia Saudita, no empate em 1 a 1. Contra Cabo Verde, Muslera cometeu um erro ao organizar mal a barreira na cobrança de falta de Kevin Pina e falhou ao sair da área no segundo tento do time africano, no duelo que terminou em 2 x 2.
Na derrota para a Espanha, o único gol do jogo também contou com falha do goleiro. O meia Álex Baena recebeu um cruzamento da direita e finalizou. A bola foi no centro do gol e Muslera encostou nela, mas não conseguiu realizar a defesa.
Depois da Copa do Mundo, Muslera voltou em baixa ao Estudiantes. E, antes da situação melhorar para o goleiro, ela piorou. No jogo contra o Independiente, o primeiro depois da pausa para o Mundial, Muslera teve nova falha bizarra.
Por desatenção, o goleiro deixou passar uma falta cobrada por um companheiro em sua direção. A bola acabou roubada pelo adversário que não perdoou e marcou o segundo gol do Independiente, decretando o placar de 2 a 0.
Carregando a desconfiança da torcida e precisando dar uma resposta, o goleiro seguiu como titular e deixou de ser o holofote por atuações ruins.
Na Libertadores, não sofreu falhas e se mostrou importante na caminhada da equipe, principalmente no jogo desta quarta-feira (22) contra o Flamengo.
Em entrevista coletiva após o jogo na noite de quinta-feira (22), o técnico do Rubro-negro carioca destacou que a experiência foi determinante para decidir quem cobraria as penalidas.
“No futebol, só erra quem bate. Não coloquei os mais jovens, coloquei os mais consagrados, que estão habituados a bater pênaltis nos clubes e nas seleções. Mas só falha quem está lá dentro, e eles tentaram. Mais do que ninguém, queriam fazer o gol. Não vale a pena apontar o dedo aqui”, disse o treinador.
Jardim evitou responsabilizar individualmente os jogadores que desperdiçaram as cobranças, mas deixou claro que não orienta o jeito que devem bater, deixando a cargo dos atletas.
Sinceramente, não é agora, que sou treinador do Flamengo, que vou ensinar jogadores desse nível, alguns deles com centenas de jogos, a bater pênaltis. Com certeza, eles batem melhor do que eu. Eles precisam tomar as melhores decisões e, se optaram por aquela forma, foi porque tentaram assumir a responsabilidade daquela maneira. Com certeza, não é o treinador que vai falar: “Bate no lado, bate no meio, bate rasteiro”. Cada jogador tem que assumir a responsabilidade, sejam os nossos ou os do adversário.
Leonardo Jardim, técnico do Flamengo
O técnico também afirmou que a equipe passou a última semana treinando pênaltis, já mapeando essa possibilidade.
“Durante a semana, treinamos em duas sessões e tivemos um período final dedicado aos pênaltis. Muitos deles, na série de três cobranças, tiveram 100% de eficácia. Mas, como disse, agora é fácil eu estar aqui apontando o dedo. A responsabilidade é sempre do treinador, e os jogadores deram o seu melhor, tanto nos pênaltis quanto no jogo”, disse.
A final da Libertadores deste ano terá gosto de revanche para o Palmeiras. O Estudiantes, que eliminou o Flamengo na noite dessa quinta-feira (22), conquistou o primeiro de seus quatro títulos continentais em 1968, justamente contra o Verdão, que estreava em decisões continentais. No próximo dia 28 de novembro, a equipe paulista terá chance de buscar o tetra da América contra o algoz de 58 anos atrás.
O palco será o mesmo de 1968, mas que também foi o da conquista do bi: o Centenário, em Montevidéu. Em 2021, o Palmeiras levantou a taça na capital uruguaia ao superar o Flamengo por 2 a 1, em partida marcada pelo erro do volante Andreas Pereira - hoje no próprio Alviverde - que resultou no gol do atacante Deyverson, que assegurou o título.
A expectativa, aliás, era pelo repeteco daquela decisão. Seria inédito que os mesmos times se encontrassem pela terceira vez em uma final de Libertadores. Em 2025, os dois rivais disputaram a taça mais importante do continente no Estádio Monumental de Lima (Peru). O Rubro-Negro ganhou por 1 a 0, gol do zagueiro Danilo, na revanche de 2021.
O Flamengo, porém, não fez a parte que lhe cabia e decepcionou os cerca de 70 mil torcedores que tomaram o Maracanã na expectativa pela sexta final de Libertadores do clube - seria a quarta em oito anos. No tempo normal, mesmo com um homem a mais durante quase todo o segundo tempo, o time não saiu do zero com o Estudiantes, repetindo o placar do jogo de ida, no Estádio Jorge Luís Hirschi, em La Plata.
Mas o pior viria na disputa de pênaltis, que terminou com vitória do Estudiantes por 3 a 2. Marcado por falhas na última Copa do Mundo, o goleiro uruguaio Fernando Muslera defendeu as cobranças do volante Jorginho (batedor oficial do time carioca), do meia Lucas Paquetá (custou R$ 315 milhões aos cofres rubro-negros, sendo a contratação mais cara da história do clube) e do atacante Bruno Henrique.
Na última quarta-feira (21), o Palmeiras avançou à oitava decisão de Libertadores ao eliminar o Fluminense. O Verdão perdeu por 1 a 0 no Nubank Parque, gol do volante Hércules, e também dependeu dos pênaltis, mas se deu melhor e ganhou por 5 a 3. O goleiro Carlos Miguel salvou a cobrança do meia Nonato e foi o herói alviverde. Uma semana antes, no Maracanã, o time paulista havia ganhado por 2 a 1.
Topo da América
O Brasil está presente, de forma ininterrupta, em finais de Libertadores desde 2019. De lá para cá, esta será apenas a terceira vez, em oito edições, que a decisão não é 100% brasileira. No primeiro ano da estatística, o Flamengo levantou a taça contra o River Plate. Em 2023, o Fluminense conquistou o título diante de outro argentino, o Boca Juniors.
A final deste ano isolará Brasil ou Argentina como país com mais títulos da Libertadores. Os dois acumulam 25 conquistas, sendo que o futebol brasileiro nunca ocupou sozinho o topo do ranking.
Em 1963, o bi do Santos levou o Brasil à liderança com as mesmas duas conquistas do Uruguai - ambas do Peñarol. Dois anos depois, a dupla teve a companhia da Argentina, com as taças em sequência levantadas pelo Independiente.
O tri do Peñarol, em 1965, significou a retomada da liderança pelo Uruguai. Os argentinos se igualaram aos vizinhos em 1967, após o título do Racing, e se isolaram no ano seguinte graças ao Estudiantes. Em 2025, por fim, o Brasil voltou a dividir o topo da estatística após 60 anos.
Flamengo v Estudiantes La Plata - Estadio Maracana, Rio Janeiro, Brazil - October 22, 2026 Flamengo's Bruno Henrique has his penalty saved by Estudiantes La Plata's Fernando Muslera REUTERS/Ricardo Moraes - REUTERS/Ricardo Moraes/ Proibido reprodução
O técnico do Flamengo, Leonardo Jardim, analisou a eliminação na semifinal da Copa Libertadores, em pleno Maracanã, para o Estudiantes-ARG, na noite desta quinta-feira (22). O time carioca não conseguiu vencer nenhum jogo contra os argentinos e caiu nos pênaltis.
O técnico apontou como crucial para a eliminação a boa marcação do Estudiantes, junto aos erros do Flamengo para chegar na área do adversário.
“O jogo foi dominado por nós. Fala-se muito de dados, muita posse de bola e, em termos de efetividade, não tivemos presença na área. Não fomos capazes de criar mais. O Estudiantes é uma equipe que fez uma excelente campanha. Só perderam para a gente na fase de grupos”, lembrou.
Jardim ainda explicou a demora para modificar a equipe, já que os argentinos tiveram Rodríguez expulso, logo nos primeiros minutos do segundo tempo.
“Em relação às mudanças, fizemos quando achamos necessárias. Depois da expulsão, eles estavam jogando em bloco baixo. O Arrascaeta é um jogador que podia nos dar um jogo entrelinhas. Depois, mantivemos alguns por mais tempo, como Paquetá e Pedro. Arriscamos na parte final. São jogadores que entraram com dificuldades nos passes curtos. Não conseguimos ter presença dentro da área. Eles fecharam o bloco”, disse.
Volta de Arrascaeta
A grande surpresa da equipe foi a presença de Arrascaeta no banco de reservas. O jogador, que teve que operar o punho, entrou na segunda etapa e ainda converteu sua cobrança de pênalti.
“Essa semana trabalhou o físico. Fiz três ou quatro treinos dele com o grupo. Com certeza era um jogador que dificilmente iria entrar de início por causa do impacto do jogo. Quando estavam com o bloco baixo, ele era o melhor jogador que temos em pequenos espaços. Ele seria a solução para a necessidade. Se estivéssemos ganhando não iríamos precisar dele. Ele entrou para tentar ajudar no que era possível, como todos que entraram”, revelou.
O Flamengo agora só tem a Série A do Campeonato Brasileiro em disputa. O Rubro-Negro volta a campo na segunda-feira (26), novamente no Maracanã, diante do Atlético-MG, às 20h (de Brasília).
O Flamengo está eliminado da Copa Libertadores. Depois de novo empate sem gols no jogo de volta da semifinal, no Maracanã, nesta quinta-feira (22), o Estudiantes eliminou o clube carioca nos pênaltis. VEJA OS MELHORES MOMENTOS:
O Rubro-Negro ainda teve quase um tempo inteiro com um a mais, após a expulsão de Baltasar Rodríguez, no início da etapa complementar. Mesmo assim, abusou dos cruzamentos sem criar jogadas perigosas pelos flancos, algo que facilitou a marcação do valente time argentino.
Com o resultado, o Flamengo dá adeus ao sonho do bicampeonato consecutivo e o quinto título no total. Quem vai em busca do penta é o Estudiantes, que chega em sua primeira final desde 2009.
Fim da linha para o Flamengo na Copa Libertadores da América. O time rubro-negro foi eliminado pelo Estudiantes-ARG na noite desta quinta-feira (22), em pleno Maracanã, Rio de Janeiro, na disputa por pênaltis.
Sem alcançar a final, o clube carioca deixou de embolsar pelo menos 7 milhões de dólares (R$ 35,5 milhões), concedido pela Conmebol ao vice-campeão do torneio.
Fase de grupos: 1 milhão de dólares (R$ 5,15 milhões)
Vitória na fase de grupos: 340 mil de dólares (R$ 1,75 milhão)
Oitavas de final: 1,25 milhão de dólares (R$ 6,44 milhões)
Quartas de final: 1,7 milhão de dólares (R$ 9 milhões)
Semifinal: 2,3 milhões de dólares (R$ 11,85 milhões)
Vice-campeão: 7 milhões de dólares (R$ 36 milhões)
Campeão: 25 milhões de dólares (R$ 129 milhões)
O Flamengo deu adeus ao sonho do pentacampeonato da Copa Libertadores. Mesmo com um jogador a mais, a equipe carioca não conseguiu superar a defesa do Estudiantes, da Argentina, e foi eliminada nos pênaltis, no Maracanã.
Após a partida, Bruno Henrique não escondeu a frustração com a queda rubro-negra. O atacante avaliou que o Flamengo fez uma boa partida, mas teve dificuldades para transformar o domínio em oportunidades de gol durante os 90 minutos.
O camisa 27 também lamentou o desempenho da equipe na disputa por pênaltis. Jorginho, Lucas Paquetá e o próprio Bruno Henrique pararam no goleiro Muslera, que teve papel decisivo na classificação do time argentino.
“É difícil falar. Fizemos um bom jogo, mas não conseguimos concluir em gol. Pênalti a gente sabe que é difícil, tem que ganhar. Batemos mal, não conseguimos concluir três pênaltis. Ficamos todos chateados com essa eliminação. A gente queria muito passar e chegar na final”, declarou o atacante.
A torcida do Flamengo deu um show à parte no confronto diante do Estudiantes-ARG pela semifinal da Copa Libertadores. O confronto marcou o maior público do futebol brasileiro em 2026.
Estiveram no Maior do Mundo 72.492 presentes, com 65.916 pagantes. A renda teve uma alta marca de R$ 13.149.227,50. A presença da torcida só perde para o jogo da NFL, no mês de setembro, que contou com 72.792 presentes.
Antes dessa partida, o maior público do Brasil também era do Flamengo e na mesma Copa Libertadores. No duelo contra o Cruzeiro 72.481 presentes. O Fla venceu o jogo por 2 a 1 e avançou para as quartas de final.
O Rubro-Negro, inclusive, está envolvido em todos os cinco maiores públicos do ano. Além de quatro como mandante no Maracanã, a Supercopa do Brasil, vencida pelo Corinthians, no Mané Garrincha, também entrou na lista.
O Flamengo está eliminado da Copa Libertadores. Depois de novo empate sem gols no jogo de volta da semifinal, no Maracanã, nesta quinta-feira (22), o Estudiantes eliminou o clube carioca nos pênaltis. VEJA OS MELHORES MOMENTOS:
O Rubro-Negro ainda teve quase um tempo inteiro com um a mais, após a expulsão de Baltasar Rodríguez, no início da etapa complementar. Mesmo assim, abusou dos cruzamentos sem criar jogadas perigosas pelos flancos, algo que facilitou a marcação do valente time argentino.
Com o resultado, o Flamengo dá adeus ao sonho do bicampeonato consecutivo e o quinto título no total. Quem vai em busca do penta é o Estudiantes, que chega em sua primeira final desde 2009.
O jogo
Jogando em casa, o Flamengo teve mais posse de bola (65% a 35%) e volume no primeiro tempo, mas, assim como no jogo de ida, não conseguiu transformar em finalizações que assustassem Muslera. Mais uma vez, a equipe foi para o vestiário sem chutar na direção do gol.
O Estudiantes soube sofrer e ainda teve as melhores chances da etapa inicial em sequência. Primeiro, Pírez cabeceou para dentro da área e Rossi salvou, com a ajuda de Alex Sandro no rebote. Logo na cobrança de escanteio seguinte, Baltasar Rodríguez experimentou de fora da área e acertou a trave.
Para quem queria chegar à final, o Flamengo fez pouco. E a torcida, que apoiou o tempo inteiro com a bola rolando, aproveitou para deixar o seu protesto no final do primeiro tempo. Leonardo Jardim precisava mexer para mudar a dinâmica da partida.
O português não mudou no intervalo, mas antes do relógio marcar cinco minutos no segundo tempo, o Flamengo ganhou uma motivação a mais. Baltasar Rodríguez recebeu o segundo cartão amarelo ao matar contra-ataque de Samuel Lino, e o Estudiantes ficou com um a menos.
A partir daí, o jogo virou um autêntico ataque contra defesa. Os argentinos, em bloco baixo, não conseguiam nem armar um contra-ataque com um expulso, enquanto o Flamengo buscava o gol da classificação de maneira incessante.
O problema é que o Rubro-Negro não conseguia jogada mais agudas e apostava demais em cruzamentos, sempre afastados pela defesa do Estudiantes. Jardim lançou Arrascaeta, Bruno Henrique e companhia, sem sucesso.
Foi Plata que quase marcou, após lançamento primoroso de Paquetá, mas Muslera garantiu o empate com saída corajosa do gol. Os visitantes demonstraram valentia para segurar o resultado.
Da marca da cal, o Flamengo falhou demais. Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique pararam em Muslera, um goleiro que apresentou dificuldades em cobranças de pênalti. Estava escrito nas estrelas, e o Estudiantes se classificou.
Chegou a hora da decisão
Agora vale o título. O Estudiantes vai enfrentar o Palmeiras na final da Copa Libertadores, marcada para o dia 28 de novembro (sábado), no Estádio Centenário de Montevidéu. A Conmebol ainda não divulgou o horário da decisão.
O Flamengo goleou o Fluminense por 3 a 1, nesta quinta-feira (22), no estádio Luso Brasileiro, no Rio de Janeiro. A partida foi válida pela volta das quartas de final da Copa do Brasil Feminina.
Os gols da partida foram marcados por Laysa Costa, Kaylane e Jucinara. Nath Rodrigues diminuiu para as Tricolores.
Com o resultado, as Rubro-Negras garantiram a classificação para a semifinal da competição. No jogo de ida, o Flu venceu por 2 a 1. No agregado, o Fla ganhou por 4 a 3, de virada.
Além do Flamengo, Internacional, Red Bull Bragantino e Bahia também estão na disputa pela taça.
O adversário da semifinal será definido por sorteio, na sexta-feira (23), às 15h (de Brasília), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no Rio de Janeiro. Além dos confrontos, serão definidos também os mandos de campo.
O Flamengo é o quarto e último classificado às semifinais da Copa do Brasil Feminina. Nesta quinta-feira (22), as Meninas da Gávea venceram o clássico contra o Fluminense por 3 a 1 no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro.
O Rubro-Negro precisava vencer por dois gols ou mais de diferença após a derrota por 2 a 1 no jogo de ida, há uma semana, no mesmo local. A equipe tricolor tinha a vantagem do empate.
Os confrontos das semifinais serão conhecidos por meio de sorteio nesta sexta-feira (23), às 15h (horário de Brasília), na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que fica na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Na ocasião, também serão definidos os mandos dos jogos de ida e volta.
Os primeiros 45 minutos do Flamengo foram avassaladores. Aos dez, a volante Ju Ferreira levantou na área pela esquerda, buscando Cristiane. A bola desviou na zagueira Nath Rodrigues e sobrou no pé da atacante, que rolou para a lateral Jucinara chutar forte e abrir o placar.
Aos 19 minutos, a zagueira Gislaine saiu jogando errado e Djeni aproveitou. A capitã lançou na área, a volante Karina não conseguiu cortar, a bola subiu e a meia Kaylane se antecipou a Nath Rodrigues para tocar na saída da goleira Kemelli e ampliar o marcador.
As Meninas da Gávea aumentaram a fatura aos 33, com Laysa. Na sequência de uma cobrança de escanteio, a atacante recebeu da zagueira Núbia na meia-lua e finalizou, acertando o cantinho esquerdo de Kemelli.
Sete minutos depois, um susto. Atingida por uma bolada no rosto, Cristiane desabou no gramado, sentindo o joelho na queda, tendo que sair de campo de maca. Com tontura e sem condições de retornar, a artilheira deu lugar à volante Letícia.
O Fluminense mudou de postura na volta do intervalo e se lançou ao ataque. Aos 25, a zagueira Sofia - que tinha entrado em campo três minutos antes - foi expulsa após falta sobre a atacante Carioca, deixando o Flamengo com uma a menos.
Aos 36, Carioca foi derrubada na área pela meia Anna Luiza. Pênalti que Nath Rodrigues converteu. O Tricolor pressionou em busca do segundo gol, que levaria o confronto para as penalidades, mas o Rubro-Negro se segurou e celebrou a classificação.
Bahia entre os quatro
Campeão brasileiro há três semanas, o São Paulo deu adeus à Copa do Brasil. Na noite da última quarta-feira (21), as Soberanas foram novamente superadas pelo Bahia, desta vez por 1 a 0, no Brinco de Ouro da Princesa, em Campinas (SP). Na sexta-feira passada (16), as Mulheres de Aço ganharam o jogo de ida no Batistão, em Aracaju, por 2 a 1.
O gol do triunfo baiano saiu no início do segundo tempo. Aos seis minutos, Wendy Carballo lançou Roqueline na ponta direita. Ela ajeitou de primeira para a também atacante Cássia finalizar e encobrir a goleira Carlinha.
O Bahia repete a campanha do ano passado, quando também avançou às semifinais. Na ocasião, as tricolores foram derrotadas pela Ferroviária. Em 2026, as Mulheres de Aço também se colocaram entre as quatro melhores no Campeonato Brasileiro, eliminando o Palmeiras nas quartas de final e caindo apenas para o Corinthians.
Os outros dois classificados foram conhecidos na última terça-feira (20). O Internacional avançou ao vencer o Atlético-MG nos pênaltis, por 4 a 3, após um empate sem gols no tempo normal na Arena MRV, em Belo Horizonte. No primeiro jogo, os times ficaram no 1 a 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre.
Já o Red Bull Bragantino eliminou a Ferroviária, mesmo com a derrota por 3 a 2 no Estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista (SP). As Bragantinas tinham ganhado a ida por 2 a 0 na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). Com a saída das Guerreiras Grenás, campeãs em 2014, o vencedor da Copa do Brasil deste ano será inédit
Estudiantes de La Plata e Flamengo se enfrentam às 21h30 desta quinta-feira (22), no Maracanã, no jogo de volta da semifinal da Copa Libertadores.
Na partida de ida, o Flamengo conseguiu segurar o Estudiantes e empatou em 0 a 0. Agora, o Rubro-Negro, atual campeão do torneio, vai decidir a classificação para a final no Maracanã, diante da sua torcida.
Quem vencer estará na final contra o Palmeiras, que garantiu a classificação após eliminar o Fluminense, na última quarta-feira. Um novo empate levaria a decisão para os pênaltis.
Flamengo: Rossi; Emerson Royal, Léo Ortiz, Léo Pereira e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Paquetá; Carrascal, Pedro e Samuel Lino; Técnico: Leonardo Jardim.
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