O incêndio que deflagrou esta segunda-feira, 19 de outubro, numa zona de mato na Salema, freguesia de Budens, concelho de Vila do Bispo, foi dado como dominado às 14h09, cerca de 40 minutos após o alerta.
O alerta foi registado às 13h29, tendo sido mobilizados 12 operacionais, apoiados por três viaturas, das corporações de bombeiros de Vila do Bispo, Aljezur e Lagos.
Até ao momento, não há informação disponível sobre a dimensão da área ardida ou as causas do incêndio.
Junta de Freguesia de Monchique e a Paróquia local promovem os espectáculos, com entrada livre.A direção técnica está a cargo da artista musical Svetlana Bakushina, oriunda da Sibéria e radicada no Algarve.
José Manuel Oliveira
Numa iniciativa da Junta de Freguesia de Monchique, com o apoio da Paróquia, realiza-se de 17 de Outubro a 07 de Novembro, nesta localidade do interior algarvio e sempre a partir das 16h00, o 5º. Festival de Música de Câmara VilaNova, cuja direção técnica está a cargo de Svetlana Bakushina. Oriunda da Sibéria e radicada no Algarve, esta artista musical é uma conhecida pianista, compositora e cineasta.
Três concertos na Igreja Matriz de Monchique, em Outubro, e um, a 07 de Novembro, na sala Manuel Martins da Junta de Freguesia
Os quatro concertos juntam, em dias diferentes, guitarra portuguesa, violoncelo, guitarra clássica e canto lírico. Todos os espetáculos que decorrem durante o mês de Outubro realizam-se na Igreja Matriz de Monchique. A 7 de Novembro será na sala Manuel Martins, na Junta de Freguesia.
Em comunicado enviado aos órgãos de informação, a Junta de Freguesia de Monchique indica que Ricardo Martins dá início ao Festival ao subir ao palco no dia 17 de Outubro, com uma atuação de guitarra portuguesa, enquanto a 24 será a vez de Seibas Gamboa, em violoncelo, e Juan León em guitarra clássica. Já no dia 31, “Michele Tomaz e Denise Yamaoca encerram o mês com canto lírico a duas vozes”, acrescenta a nota de imprensa. Todos os espectáculos que decorrem em Outubro têm lugar na Igreja Matriz de Monchique, com entrada livre.
Este festival teve início há cinco anos com a designação de VilaNova, numa alusão à designação de Monchique, mencionado no alvará de D. José I, de 16 de Janeiro de 1773, aquando da criação do concelho
No último dia do Festival VilaNova, 7 de Novembro, a música sobe a palco aberto, também com início pelas 16h00. “A única condição imposta aos participantes, quer sejam amadores, estudantes ou profissionais é que toquem música de câmara e se inscrevam, por SMS, através do telemóvel 925 130 231”, refere a Junta de Freguesia de Monchique.
Este festival teve início há cinco anos com a designação de VilaNova, numa alusão à designação de Monchique, mencionado no alvará de D. José I, de 16 de Janeiro de 1773, aquando da criação do concelho, esclarece a autarquia serrana.
Presidente da Junta de Freguesia de Monchique, José Gonçalo Duarte: “Festival traz ao Algarve uma oportunidade de usufruir de música de câmara de grande qualidade num espaço com ótimas condições acústicas, que é a nossa Igreja Matriz.”
E “permite uma grande proximidade entre os intérpretes e os ouvintes.”
“Este festival traz ao Algarve uma oportunidade de usufruir de música de câmara de grande qualidade num espaço com ótimas condições acústicas, que é a nossa Igreja Matriz”, sublinha o presidente da Junta de Freguesia de Monchique, José Gonçalo Duarte.
Por outro lado, lembra que este género musical se desenvolveu na Europa a partir do século XVII, tendo alcançado “o seu auge nos períodos barroco e classicismo.” E “permite uma grande proximidade entre os intérpretes e os ouvintes”, conclui o autarca.
Curso de 50 horas pretende valorizar o calçado tradicional algarvio e transmitir um saber-fazer artesanal a novos públicos
O Loulé Criativo, projeto da Câmara Municipal de Loulé, em parceria com o CEARTE – Centro de Formação Profissional para o Artesanato e Património, promove, entre 29 de outubro e 21 de novembro, o curso de formação certificada “Fabrico Manual de Sapato de Ourelo”, orientado pelo mestre sapateiro Fernando Gonçalves.
O sapato de ourelo é uma expressão singular do património artesanal algarvio, tradicionalmente associado às comunidades piscatórias e rurais da região. Produzido a partir de tiras de tecido, distingue-se pela conjugação de técnicas de construção de calçado e de tecelagem, sendo o sapato tecido diretamente sobre uma forma de madeira.
Mais do que recuperar uma peça de calçado tradicional, esta formação pretende despertar o interesse de novos públicos pelo universo da construção artesanal de calçado, um ofício que enfrenta atualmente importantes desafios de continuidade, nomeadamente a escassez de mestres e a reduzida renovação geracional.
Ao longo de 50 horas, os participantes terão oportunidade de aprender as diferentes etapas de construção do sapato de ourelo, desde a preparação dos materiais e da forma até à tecelagem, montagem, aplicação da sola e acabamentos finais.
A iniciativa insere-se na estratégia do Loulé Criativo de salvaguarda e valorização dos saberes-fazer tradicionais, procurando simultaneamente criar condições para o desenvolvimento de novas abordagens ao calçado artesanal, através do cruzamento entre tradição, criatividade e inovação.
A formação é gratuita e certificada, destinando-se a adultos com idade igual ou superior a 18 anos, empregados ou desempregados. Decorrerá no Palácio Gama Lobo, em Loulé, em horário pós-laboral às quintas e sextas-feiras, das 18h30 às 21h30, e aos sábados, das 10h00 às 18h00.
A Comunidade Intermunicipal do Algarve promoveu, esta semana, a primeira sessão pública regional referente ao Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve (PMUS Algarve 2.0), um instrumento estratégico desenvolvido pela AMAL para definir o futuro dos transportes e acessibilidades na região.
A iniciativa decorreu no Centro de Emprego e Formação Profissional do Algarve – IEFP (Areal Gordo), em Faro, no passado dia 13, e contou com a intervenção do Prof. José Manuel Viegas, especialista na área de transportes, que abordou algumas das questões críticas para a mobilidade sustentável e conduziu uma mesa-redonda sobre os desafios e oportunidades para a mobilidade na região, com as participações da AMAL, da Universidade do Algarve e da Almargem, a que se seguiu uma discussão aberta.
O PMUS Algarve 2.0 é um instrumento estratégico que pretende definir as orientações para uma mobilidade mais sustentável, acessível, eficiente e adaptada às necessidades de quem vive, trabalha ou visita o Algarve. Estará também alinhado com os objetivos nacionais e europeus de descarbonização e de melhoria da qualidade de vida das populações. O apoio técnico no terreno e a apresentação do diagnóstico estão a ser conduzidos pela consultora TIS, em colaboração com especialistas, como é o caso do Professor José Manuel Viegas. Através destas sessões públicas regionais, a AMAL pretende assegurar um processo transparente, participativo e colaborativo, permitindo que a população contribua para a definição das prioridades e das soluções que irão moldar o futuro da mobilidade no Algarve.
Ao longo do seu desenvolvimento, o PMUS Algarve irá integrar um conjunto alargado de atividades, nomeadamente a caracterização e diagnóstico da situação atual (em fase de conclusão), a construção de cenários prospetivos e a definição de uma estratégia e plano de ação. Este processo está a ser desenvolvido de forma participada, envolvendo entidades públicas, agentes económicos, stakeholders e a população em geral, garantindo que as soluções propostas refletem as necessidades e expectativas do território. Neste contexto, já foram realizados dois workshops com stakeholders, assim como três inquéritos lançados online a toda a população.
Foi, também, desenvolvido um site (https://pmus-algarve.tis.pt/), que constitui um canal privilegiado de comunicação e interação com a comunidade, acompanhando todas as fases de desenvolvimento do Plano. Através deste site, serão disponibilizadas informações atualizadas sobre o projeto, bem como os principais resultados intermédios, documentos de trabalho e iniciativas de participação pública. Será, igualmente, possível aceder e participar em inquéritos, consultas e outras ações.
Entre as principais metas do Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Algarve destacam-se a melhoria da segurança rodoviária e da saúde pública, a promoção de um sistema mais acessível e inclusivo para todos os cidadãos, bem como o reforço do bem-estar da comunidade e da atratividade dos centros urbanos. O PMUS 2.0 pretende, ainda, incentivar a utilização de modos de transporte mais sustentável, garantindo uma mobilidade ambientalmente responsável, que permita reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, a poluição atmosférica, o ruído e o consumo energético.
O plano abrangerá todo o território algarvio e procurará desenvolver soluções integradas e adaptadas às necessidades atuais e futuras da região.
O projeto “Primeira Braçada” regressou esta semana ao Complexo das Piscinas Municipais de Olhão, após um período de interrupção. Promovida pelo município, a iniciativa destina-se às turmas do 4.º ano do 1.º ciclo do ensino básico do concelho e pretende desenvolver competências para uma relação mais segura e autónoma com o meio aquático.
As aulas centram-se na adaptação à água, ajudando os alunos a ultrapassar receios, ganhar confiança e adquirir competências básicas de segurança e sobrevivência em ambiente aquático.
Além destas aprendizagens, o projeto incentiva hábitos de higiene e comportamentos adequados à utilização das piscinas, proporcionando experiências motoras diversificadas num ambiente seguro.
A iniciativa tem também uma dimensão socioeducativa, ao promover a inclusão e a igualdade de oportunidades. Segundo a autarquia, para algumas crianças, a participação na “Primeira Braçada” representa o primeiro contacto com uma piscina.
O município destaca o entusiasmo dos alunos no primeiro dia de atividades e sublinha a importância de uma aprendizagem progressiva, que permita explorar a água e reforçar a confiança nas próprias capacidades.
Com o regresso do projeto, a Câmara Municipal de Olhão pretende contribuir para o bem-estar e o desenvolvimento das crianças, promovendo competências úteis para a segurança e a prática de atividades aquáticas ao longo da vida.
No âmbito das comemorações do Dia Municipal para a Igualdade, a Câmara Municipal de Vila do Bispo promove, no próximo dia 24 de outubro, pelas 14h30, os workshops «(Des)Igualdades», no Auditório do Centro Cultural de Vila do Bispo.
A iniciativa integra atividades informativas, ações de sensibilização e dinâmicas participativas sobre temas como a igualdade de género, a violência doméstica, o namoro saudável, as migrações, a saúde mental e a segurança da população idosa, com especial enfoque na prevenção de burlas.
As sessões serão dinamizadas por representantes de várias entidades, nomeadamente da Guarda Nacional Republicana (GNR), da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) de Vila do Bispo, da Universidade do Algarve (UALG), da área da Saúde e do GAVA/Taipa, proporcionando momentos de reflexão e partilha de conhecimentos sobre estas temáticas.
A participação destas entidades pretende contribuir para o reforço da informação e da sensibilização da comunidade, promovendo uma sociedade mais inclusiva, segura e livre de discriminação.
Programa
14h30 | Abertura
Luís Paixão – Vice-Presidente da Câmara Municipal de Vila do Bispo
Igualdade de Género
Sara Horta – GAVA/Taipa
Violência Doméstica: Atrás das Portas Fechadas – O Custo do Silêncio e o Poder da Igualdade e da Educação
Paulo Jorge Carvalhosa da Costa – Cabo da GNR
Namoro Saudável
Saúl Maurício – CPCJ de Vila do Bispo
Coffee break
Idosos em Segurança: Burlas
Miguel Frade – GNR
Migrações
Maria Helena Martins – Docente da Universidade do Algarve
Saúde Mental
Arlete Lourenço – Enfermeira especialista em Saúde Mental
Debate e encerramento
21h30 – «Vou-te³»
Espetáculo de stand-up interativo da autoria de Sincera Mente, drag queen e comediante, no Pavilhão Clésio Ricardo, em Sagres.
Os bilhetes estarão à venda a partir de 19 de outubro, através da Ticketline e na Tesouraria da Câmara Municipal de Vila do Bispo. No próprio dia do espetáculo, os bilhetes poderão também ser adquiridos no local, entre as 19h00 e as 21h00, mediante disponibilidade.
A população sénior, com idade igual ou superior a 65 anos, e os funcionários da Câmara Municipal de Vila do Bispo beneficiam de um desconto de 50% no preço dos bilhetes. Para usufruir deste desconto, os bilhetes deverão ser adquiridos presencialmente na tesouraria da autarquia, até sexta-feira, dia 23 de outubro.
Estas iniciativas decorrem no âmbito do Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação de Vila do Bispo, reforçando o compromisso do município com a promoção da igualdade de oportunidades, o respeito pela diversidade e a prevenção de todas as formas de discriminação e violência.
O Turismo do Algarve promove, entre 14 e 17 de outubro, mais uma edição do Incentivo Algarve, iniciativa que reconhece o desempenho dos profissionais das agências de viagens que mais se destacam na comercialização do destino. Este ano, o programa reúne 11 agentes de viagens nacionais, sete da região Norte e quatro da região Centro, indicados pelos principais operadores turísticos como alguns dos profissionais com melhores resultados de vendas do Algarve.
Ao longo de quatro dias, os participantes são convidados a aprofundar o seu conhecimento sobre o destino, através de um programa especialmente concebido para proporcionar um contacto direto com o território e com a sua oferta turística. Mais do que uma iniciativa de reconhecimento comercial, o Incentivo Algarve pretende reforçar o conhecimento e a capacidade de recomendação dos profissionais que diariamente promovem a região junto dos seus clientes.
Com base em Faro, o programa combina experiências ligadas à natureza, gastronomia, cultura, desporto e atividades ao ar livre, num itinerário que valoriza a diversidade e a autenticidade da oferta turística regional. Entre momentos de descoberta, convívio e contacto com o território, os participantes terão oportunidade de conhecer diferentes dimensões do Algarve, num conjunto de experiências que serão reveladas ao longo da visita, preservando o elemento surpresa que caracteriza esta iniciativa.
“O Incentivo Algarve é uma forma de reconhecer o trabalho dos agentes de viagens que contribuem diretamente para a afirmação do nosso destino no mercado nacional. Queremos que estes profissionais conheçam o Algarve para além da sua oferta mais tradicional, que descubram novas experiências e que levem consigo mais conhecimento e novos argumentos para recomendar a região aos seus clientes. O contacto direto com o território, com as pessoas e com a autenticidade da nossa oferta é uma das formas mais eficazes de promover o destino”, sublinha André Gomes, Presidente do Turismo do Algarve.
A iniciativa reforça também a proximidade entre o Turismo do Algarve e os profissionais do setor, valorizando o papel das agências de viagens na promoção do destino junto dos turistas portugueses. Ao dar visibilidade a experiências complementares ao sol e mar, contribui igualmente para os objetivos de diversificação da oferta turística e de valorização do território, em linha com as prioridades do Plano de Marketing Estratégico do Turismo do Algarve 2028.
O Incentivo Algarve 2026 realiza-se no âmbito da Estratégia Turismo 2027 (ET27), dando continuidade a uma iniciativa que aproxima os profissionais da distribuição turística do destino e reforça a sua capacidade de promover a riqueza e a diversidade das experiências que a região tem para oferecer.
“Por mim, aquela zona seria uma frente de mar sem construção. A Meia-Praia devia ser toda uma zona de calçadão”, defende o presidente da Câmara Municipal de Lagos. E em tempo de polémicas, devido à construção de mais hotéis e empreendimentos turísticos nessa área e a pouca distância do mar, aproveitou para deixar um alerta: “Em 1988, se tivesse sido feito [o que estava planeado], infelizmente teríamos a Meia-Praia parecida a Quarteira e Armação de Pêra. Felizmente, esse alvará não foi concretizado.”
Por outro lado, nesta sexta-feira, dia 16 de Outubro, à tarde, o Movimento ‘Salvar a Meia Praia’, liderado pela cidadã norte-americana Rebecca Williams, leva a efeito, num restaurante, uma “reunião de trabalho e de acerto do funcionamento” para gerir estratégias nesta zona de Lagos. Isto, numa altura em que empresários preparam o avanço de novas construções turísticas.
José Manuel Oliveira
Dia 19 de Agosto de 2026 – quarta-feira, 14h00. «Meia Praia para o Povo», «Proteger Meia Praia», «Juntos pela Meia Praia», «A Hands off Meia Praia», «+Natureza – Betão», «Defender a Meia Praia» e «Save Meia Praia».
É o que se podia ler em placas e cartazes erguidos por populares concentrados em frente à entrada principal do edifício dos Paços do Concelho de Lagos Século XXI, situado na zona de São João, para contestar a prevista construção, nesta fase, de um hotel de cinco estrelas e de apartamentos turísticos, perto da zona onde se encontra instalado o empreendimento «Dunas Douradas», junto à linha férrea, nesta cidade.
Esta manifestação, que teve lugar durante uma hora, foi promovida pelo Movimento Cívico «Salvar a Meia Praia» e, como constatou no local o ‘Litoralgarve», reuniu mais de 70 populares, na sua maioria ingleses residentes em Lagos, além da sua fundadora e presidente interina, a norte-americana Rebecca Williams, há vários anos aqui radicada. A manifestação contou com a presença da advogada Alexandra Soares, presidente da Direcção da «Associação Miradouro da Luz», além de outros cidadãos portugueses.
«Salve a Meia Praia! Salve a Meia Praia! Salve a Meia Praia!», gritaram, a certa altura, os populares concentrados junto ao edifício camarário, enquanto se ouviam toques de buzinas de automóveis, em sinal de apoio. Esta reacção por parte de condutores levou, posteriormente, sete populares, junto a outros apoiantes, a erguer o mesmo número de cartazes e placas em defesa da Meia Praia, voltados para a rotunda situada em frente ao edifício dos Paços do Concelho de Lagos Século XXI. À medida que os carros passavam nessa zona, ouviam-se mais buzinadelas a apoiar a iniciativa. Enquanto isso, um colaborador do Movimento Cívico «Salve a Meia Praia» distribuía folhetos, em português e inglês, a contestar o “excesso de construção” naquela zona de Lagos, com a imagem da área indicada como local proposto para o novo projecto urbanístico, que já tem alvarás aprovados pelo município.
O mesmo folheto convida a visitar o ‘site’ do Movimento «SALVARAMEIAPRAIA.ORG», apelando “Goste, Siga e Partilhe”, acrescentando: “Ajude-nos a proteger a Meia Praia para as próximas gerações”.
“Noventa e nove por cento das pessoas aqui presentes são estrangeiras. E os portugueses? Os portugueses são uns cobardes! Completamente cobardes!” – desabafou uma senhora, após a manifestação junto ao edifício camarário.
“Árvores centenárias foram derrubadas” na zona junto à Escola das Naus e do edifício da CP, onde está prevista a construção de mais dois hotéis, também na Meia Praia.”
Já um vereador admitiu que o presidente do executivo municipal, socialista Hugo Pereira, “está a pôr-se a jeito” para uma investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público à Câmara de Lagos. “Ele é o responsável político”, observou, lamentando a “falta de transparência ao nível da gestão.”
Pouco depois, os manifestantes começaram a entrar no auditório do edifício camarário, para participar numa reunião ordinária, a partir das 15h00, na qual, durante o período destinado ao público, alguns dos populares, fundadores e apoiantes do Movimento Cívico «Salvar a Meia Praia» já se tinham inscrito a fim de contestar os projectos urbanísticos e colocar várias perguntas ao executivo municipal, presidido pelo socialista Hugo Pereira.
Enquanto aguardava pelo início da reunião, uma senhora, sentada, junto à recepção, não escondia a sua indignação pela pouca participação de portugueses neste encontro de contestação. “Noventa e nove por cento das pessoas aqui presentes são estrangeiras. E os portugueses? Os portugueses são uns cobardes! Completamente cobardes!” – desabafou a senhora. “Tem toda a razão”, reagiu um popular, sentado a seu lado.
Por seu turno, uma outra senhora lamentou: “Árvores centenárias foram derrubadas” na zona junto à Escola das Naus e do edifício da CP, onde está prevista a construção de mais dois hotéis, também na Meia Praia.
Já um vereador admitiu que o presidente do executivo municipal, de maioria socialista, Hugo Pereira, “está a pôr-se a jeito” para haver uma investigação da Polícia Judiciária e do Ministério Público à Câmara de Lagos. “Ele é o responsável político”, lamentando a “falta de transparência ao nível da gestão.”
“Não somos contra o desenvolvimento. Somos contra um desenvolvimento que aconteça à custa das dunas, do ambiente e do futuro da Meia Praia. Quando estes ecossistemas frágeis desaparecerem, nenhuma quantia monetária poderá recuperá-los”, afirmou Graça Bastos, membro do Movimento Cívico em defesa desta zona de Lagos
Neste momento, para o Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’ em causa está a construção de dois hotéis e de um bloco de apartamentos turísticos, numa área de cerca de 11 mil metros quadrados, cujo alvará de construção foi emitido em 1988 e revisto em 2008.
O movimento defende que um projecto “desta dimensão e sensibilidade ambiental não deve avançar sem cumprir todas as leis” e requisitos ambientais actualmente em vigor, nomeadamente os relacionados com uma bacia existente no local, que os cidadãos consideram um importante ecossistema.
“Não somos contra o desenvolvimento. Somos contra um desenvolvimento que aconteça à custa das dunas, do ambiente e do futuro da Meia Praia. Quando estes ecossistemas frágeis desaparecerem, nenhuma quantia monetária poderá recuperá-los”, afirmou Graça Bastos, membro do movimento.
Do “mamarracho” à entrada de Lagos, onde estava o Hotel São Cristóvão, à “destruição da jóia da coroa” na Meia-Praia, entre vários exemplos de “caos urbanístico”, acusa António Santos
Por sua vez, António Santos, conhecido pelas suas polémicas intervenções em reuniões do município lacobrigense, apontou vários exemplos daquilo que considera tratar-se a “destruição há décadas” desta cidade, “com caos urbanístico”, sob a responsabilidade camarária, destacando “o edifício Montana [com apartamentos turísticos] em cima da praia da Dona Ana; a escada que caiu na Casa do Senhor Canelas, devido à acção da natureza, junto à praia do Pinhão”; “o ‘mamarracho’ já concluído à entrada da cidade de Lagos, onde estava o Hotel São Cristóvão; dois hotéis que estão a ser construídos junto à estação da CP; e agora é a Meia-Praia.” “Tem sido a destruição da jóia da coroa de Lagos”, lamentou.
“Quais as razões técnicas ou outras para que tivesse autorizado a escavação [de um hotel] antes da licença deconstrução?”, questiona a advogada Alexandra Soares, entre outras perguntas dirigidas ao edil lacobrigense, Hugo Pereira
Já Alexandra Soares, advogada, presidente da Direcção da «Associação Miradouro da Luz» e apoiante do Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’, em Lagos, durante esta sessão pública da autarquia, sublinhou: “Em Novembro de 2025, foi aprovada a arquitectura de hotel condicionada ao deferimento da licença para a reabilitação da lagoa, procedimento este ainda em tramitação (tanto que não me deixam consultar), pelo que ainda não foi aprovado. No dia 06 de Agosto de 2026, foi emitido despacho deferindo a escavação até à profundidade do piso de menor cota, nos termos de uma autorização especial de acordo com 81º Regime Jurídico da Urbanização e Edificação, e cuja aprovação é feita nas condições das informação 35864/2026-DS e 43004/2026 DS, com início previsto para 01 de Setembro de 2026.”
E acrescentou: “Estas duas informações técnicas apenas reproduzem o pedido, a existência de uma aprovação da arquitectura e a caução a apresentar, fixando um prazo de 4 meses para a escavação. Não encontramos nada com fundamentos técnicos para início da licença de construção estar emitida. O 81º. do Regime Jurídico da Urbanização e Edificação permite de facto o início dos trabalhos antes da licença desde que a arquitectura esteja aprovada, sendo competência do senhor Presidente a decisão. Pela natureza excecional desta circunstância e por implicar uma decisão do senhor presidente, esta decisão administrativa tem que ser fundamentada ao abrigo do dever de fundamentação.”
“Assim, questionamos o seguinte:
1- Quais as razões técnicas ou outras para que tivesse autorizado a escavação antes da licença de construção? Qual a opinião do senhor Presidente que o levou a decidir favoravelmente?
2- O senhor Presidente consegue assegurar que a escavação não interfere com as condições da reabilitação da lagoa que vierem a ser aprovadas?
3- Estas condições são conhecidas? Se sim, quais são?
4- Pela natureza do assunto, ou seja, reabilitação de uma lagoa que pelo valor natural que possuía no passado deveria ter sido protegida ab initio (desde o início) pela Câmara Municipal de Lagos, não deveria haver agora um dever especial de cuidado em vez de uma aceleração de procedimento, e sem permitir à população que conheça o que a Câmara pretende agora fazer para o restauro ambiental?”
E a concluir:
– “Na sequência da resposta do senhor Presidente tomámos conhecimento de que a reabilitação da Lagoa encontra-se a aguardar parecer da Agência Portuguesa do Ambiente. O senhor Presidente disse, ainda, que o parecer favorável da Agência Portuguesa do Ambiente ao processo de licenciamento da bacia de retenção (Lagoa) seria essencial para que o hotel fosse construído nos termos aprovados. Sem as condições da Agência Portuguesa do Ambiente não há hotel, foi mais ao menos assim que ele se exprimiu. Ora, após a nossa intervenção e pela resposta do senhor Presidente nos termos que acabei de referir concluímos mesmo que não existe fundamento para o início dos trabalhos a 01 de Setembro. Mais: não está preenchido o requisito legal da aprovação do projecto já que este está condicionado à verificação de condições que o senhor Presidente confessou ainda estarem em processo de análise.”
Presidente da Câmara Municipal de Lagos, Hugo Pereira: “Em 1988, se tivesse sido feito [o que estava planeado], infelizmente teríamos a Meia-Praia parecida a Quarteira e Armação de Pêra. Felizmente, esse alvará não foi concretizado. Em 1988, não aconteceu nada, como não aconteceu desde então para a frente.”
Durante a sua intervenção, Hugo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Lagos, afirmou que preferia que todo o lado da Meia-Praia, desde a Escola das Naus até ao apeadeiro, a partir das traseiras da estação, “não tivesse qualquer tipo de construção.” “Mas há coisas…”, observou.
“Quando cá cheguei – recordou – muitas delas já lá estavam; já outras tinham direitos adquiridos. Um alvará de 1981, na altura, era muito mais castrador para a Meia-Praia. Em 1988, o alvará foi aprovado para estes terrenos, na altura das pessoas proprietárias. Do lado direito da estrada da Meia-Praia, eles eram proprietários de muitos mais terrenos.”
Nesse sentido, aproveitou para deixar um alerta: “Em 1988, se tivesse sido feito [o que estava planeado], infelizmente teríamos a Meia-Praia parecida a Quarteira e Armação de Pêra. Felizmente, esse alvará não foi concretizado. Em 1988, não aconteceu nada, como não aconteceu desde então para a frente.”
Um novo Plano “reduziu a possibilidade de construir em todo o lado direito da Meia-Praia”. Desde 2007, existe um alvará válido até hoje que dá a capacidade para construir dois hotéis e um bloco de apartamentos turísticos. “Se me perguntarem se gosto, direi que não!”
“Já lá estão muitas coisas construídas, alguns hotéis, já lá há moradores e eu gostava que não morassem. Mas eu não posso fazer nada. As casas já lá estão.”
Passados alguns anos, um novo Plano “reduziu a possibilidade de construir em todo o lado direito da Meia-Praia”, assinalou Hugo Pereira. Desde 2007, existe um alvará válido até hoje que dá a capacidade para construir dois hotéis e um bloco de apartamentos turísticos. “Se me perguntarem se gosto, direi que não! Como também não gosto daquele prédio construído antes da rotunda de acesso ao Hotel Vila Galé, até àquela esquina. Como também não gosto de nenhuma daquelas casas que estão por detrás da Escola das Naus. Por mim, aquela zona seria uma frente de mar sem construção. A Meia-Praia devia ser toda uma zona de calçadão”, defendeu o autarca.
E prosseguiu nas suas críticas: “Já lá estão muitas coisas construídas, alguns hotéis, já lá há moradores e eu gostava que não morassem. Mas eu não posso fazer nada. As casas já lá estão.”
“Há coisas que posso fazer; há coisas que não posso fazer.”
“Antes de serem construídas, já compravam junto dos proprietários dos terrenos por 10, 20 milhões e eles ficavam com esse valor. Só que 10, 15, 20 milhões [de euros] também não são coisa pouca. Há coisas que posso fazer; há coisas que não posso fazer”, notou Hugo Pereira.
“Na Meia-Praia, a alternativa seria muitos milhões de euros para adquirir os terrenos, onde estão previstos novos hotéis e empreendimentos turísticos.”
“Agora se me perguntarem se gosto daquilo, digo que não. Como também não gosto daquele edifício que vai para o lado do Pingo Doce. A alternativa teria sido comprar o terreno por 10, 15 milhões de euros, impostos nossos. Obviamente, não posso fazer. Se pudesse fazer de forma leve, faria. Na Meia-Praia, a alternativa seria muitos milhões de euros para adquirir os terrenos, onde estão previstos novos hotéis e empreendimentos turísticos”, salientou.
“Também não gosto de todos aqueles edifícios que lá estão e nos quais alguns de vocês moram.”
“Também não gosto de todos aqueles edifícios que lá estão e nos quais alguns de vocês moram”, observou Hugo Pereira, numa alusão aos residentes em apartamentos e que agora contestam hotéis e empreendimentos turísticos na Meia-Praia. “E eu também gostaria que não morassem em sítios onde foram construídos”, adiantou, referindo-se a prédios junto a uma rotunda.
“Vou deixar as coisas menos bem.”
“Vivemos num Estado de Direito.”
“Indigno-me com a situação na Meia-Praia, em Lagos, a terra onde nasci.”
“Vou deixar as coisas menos bem”, reconheceu, a certa altura, o edil lacobrigense, frisando que “vivemos num Estado de Direito.” “Indigno-me com a situação na Meia-Praia, em Lagos, a terra onde nasci.”
“Se me perguntarem se concordo, respondo: não gosto nem daquilo, nem de outras construções que lá estão. Que fique bem presente!”, insistiu Hugo Pereira.
“Não abdicarei de uma situação: uma bacia com funções com todas as condições obrigatórias”, impostas pela Agência Portuguesa do Ambiente. “Só assim funcionará lá um hotel. A aprovação está condicionada à requalificação da lagoa. De outra maneira, não farão lá o hotel.”
Por outro lado, referindo-se à polémica em torno de um espaço a que chamam lagoa, foi peremptório ao dizer: “Dunas? Não é terreno de dunas. Não é uma lagoa natural. É uma bacia de retenção ou de contenção de águas. Aquilo que lá está era entulho, lixo, vergonhoso, deixou de ter manutenção, sem condições na zona envolvida.”
E deixou um aviso aos investidores: “Não abdicarei de uma situação: uma bacia com funções com todas as condições obrigatórias”, impostas pela Agência Portuguesa do Ambiente. “Só assim funcionará lá um hotel. A aprovação está condicionada à requalificação da lagoa. De outra maneira, não farão lá o hotel.”
“Lagos tem poucos hotéis de cinco estrelas.”
“Há procura para a oferta? Há!”
“Pode fazer crescer o turismo de qualidade.”
Apesar das críticas apontadas a novas construções turísticas na Meia-Praia, Hugo Pereira não duvida de que “Lagos tem poucos hotéis de cinco estrelas”. “Há procura para a oferta? Há!”, observou o autarca, considerando que uma unidade hoteleira desse nível “pode fazer crescer o turismo de qualidade” nesta cidade.
Nuno Marques, arquitecto e vereador da aliança democrática na câmara municipal de Lagos: “o que fizemos em vinte anos de plano de urbanização da meia-praia?”
Numa declaração política no Período de Antes da Ordem do Dia nessa reunião da Câmara Municipal de Lagos a 19 de Agosto de 2026, o arquitecto Nuno Marques, vereador da Aliança Democrática, sem pelouro atribuído, em alusão à presença maciça de elementos do Movimento Cívico ‘Salvar a Meia do excesso de construção’ e de outros populares, começou por “saudar todos os cidadãos que aqui vieram exercer um direito fundamental: participar e questionar as decisões que dizem respeito ao futuro de Lagos, particularmente, da Meia-Praia. Faço-o, também, com uma circunstância pessoal que considero relevante.”
Após recordar que foi vereador desta autarquia, entre 2001 e 2012, período ao longo do qual “acompanhei a evolução, a discussão e a aprovação do Plano de Urbanização da Meia-Praia”, Nuno Marques observou e questionou: “Duas décadas depois, confronto-me com múltiplas questões que então discutíamos. E por isso a pergunta que, hoje, devemos fazer é simples: o que foi feito pelo Município durante todo este tempo, para concretizar ou, quando necessário, alterar o modelo que foi definido, apesar das discordâncias então afirmadas?”
“Também não se diga que, por existirem esses direitos, o Município tenha ficado sem instrumentos ou mecanismos para intervir ou mitigar os efeitos negativos dessa urbanização.”
“O próprio Plano de Urbanização da Meia-Praia reconheceu essa realidade e previu alguns mecanismos para a transformar: previu a possibilidade de alteração do alvará, a concretização do Passeio Marítimo e de obras de urbanização e privilegiou a via de uma solução negociada e concertada com os titulares de direitos.”
“O que fez o Município, ao longo destas duas décadas, para procurar uma solução diferente, melhor, além da encontrada em 2008?”
“Poderiam ter-se reaberto as negociações. Poderia ter-se estudado uma alteração do Plano.Poderia ter-se ao menos tentado uma solução perequativa que reduzisse alguma pressão construtiva junto da praia. Nem ao menos para os 3 lotes existentes na área destinada ao Passeio Marítimo, entre bairros, isso aconteceu.”
“Planear não é apenas dizer onde se pode construir. É tentar procurar continuamente a melhor solução territorial para aquilo que se pode construir. E esta nossa preocupação não é nova.”
E prosseguiu: “Convém fazermos uma clarificação importante: os direitos urbanísticos na origem dos atuais projectos na Unidade Operativa de Planeamento e Gestão 2 não foram criados pelo Plano de Urbanização da Meia-Praia. Têm origem no loteamento de 1988, com o alvará 19/88, posteriormente alterado várias vezes a partir de 2008. Ou até, se quisermos, em intenções conhecidas desde, pelo menos, os anos 60 do século passado. Mas também não se diga que, por existirem esses direitos, o Município tenha ficado sem instrumentos ou mecanismos para intervir ou mitigar os efeitos negativos dessa urbanização. O próprio Plano de Urbanização da Meia-Praia reconheceu essa realidade e previu alguns mecanismos para a transformar: previu a possibilidade de alteração do alvará, a concretização do Passeio Marítimo e de obras de urbanização e privilegiou a via de uma solução negociada e concertada com os titulares de direitos.”
“Por conseguinte, a pergunta tem de ser essa: o que fez o Município, ao longo destas duas décadas, para procurar uma solução diferente, melhor, além da encontrada em 2008?”, interrogou o vereador Nuno Marques.
“Poderiam ter-se reaberto as negociações. Poderia ter-se estudado uma alteração do Plano. Poderia ter-se ao menos tentado uma solução perequativa que reduzisse alguma pressão construtiva junto da praia. Nem ao menos para os 3 lotes existentes na área destinada ao Passeio Marítimo, entre bairros, isso aconteceu”, alertou, em jeito de crítica.
Em seguida, deixou um recado: “Planear não é apenas dizer onde se pode construir. É tentar procurar continuamente a melhor solução territorial para aquilo que se pode construir. E esta nossa preocupação não é nova.”
“Em 2007, a hotelaria tradicional em Lagos estava de rastos. Era necessário investimento. Mas defendíamos – e defendemos – que esse investimento deveria ser acompanhado por um forte investimento no espaço público, no ambiente urbano e por uma relação mais justa entre benefícios privados e encargos de urbanização.”
“E aqui chegamos a outra questão que permanece por resolver: o Passeio Marítimo.O Plano de Urbanização da Meia-Praia previu-o expressamente para esta mesma Unidade Operativa de Planeamento e Gestão 2, onde estes novos empreendimentos turísticos irão nascer. Existe projecto, mas a requalificação tarda emmerecer a prioridade que merece.”
“A capacidade construtiva privada avança enquanto a qualificação pública fica para depois.E o mesmo acontece com as acessibilidades gerais.”
Ao continuar a sua intervenção por escrito, Nuno Marques lembrou: “Em 2007, a hotelaria tradicional em Lagos estava de rastos. Era necessário investimento. Mas defendíamos – e defendemos – que esse investimento deveria ser acompanhado por um forte investimento no espaço público, no ambiente urbano e por uma relação mais justa entre benefícios privados e encargos de urbanização. E aqui chegamos a outra questão que permanece por resolver: o Passeio Marítimo. O Plano de Urbanização da Meia-Praia previu-o expressamente para esta mesma Unidade Operativa de Planeamento e Gestão 2, onde estes novos empreendimentos turísticos irão nascer. Existe projecto, mas a requalificação tarda em merecer a prioridade que merece.”
“Não podemos aceitar uma execução assimétrica do Plano: a capacidade construtiva privada avança enquanto a qualificação pública fica para depois. E o mesmo acontece com as acessibilidades gerais”, lamentou o vereador Nuno Marques, perante a curiosidade da plateia.
“Surgiram novos empreendimentos e outros estão em construção, mas continuamos com uma única ligação da Meia-Praia à cidade, que já não responde adequadamente às necessidades. E essa insuficiência torna-se ainda mais preocupante quando se perspectiva a construção de mais 500 fogos no Telheiro.”
E adiantou: “Em 2007, alertávamos para a insuficiência do único acesso à Meia-Praia, através do entroncamento do Molião, e defendíamos a salvaguarda de novas ligações pedonais e rodoviárias a Lagos.”
“A criação de uma ligação pedonal ao centro da cidade de Lagos, atravessando a linha de caminho-de-ferro e o rio, também está prevista no Plano de Urbanização da Meia-Praia (ver n.o 1, do artigo 79.o). Passaram quase vinte anos desde a entrada em vigor do Plano de Urbanização da Meia-Praia”, vincou este vereador da oposição.
“Entretanto, surgiram novos empreendimentos e outros estão em construção, mas continuamos com uma única ligação da Meia-Praia à cidade, que já não responde adequadamente às necessidades. E essa insuficiência torna-se ainda mais preocupante quando se perspectiva a construção de mais 500 fogos no Telheiro”, frisou Nuno Marques.
“Não podemos continuar a licenciar e a programar crescimento urbano sem resolver previamente as condições territoriais que o suportam – as infraestruturas, os equipamentos, os espaços verdes. Que Meia-Praia, que território, queremos construir edeixar para o futuro?”
“Uma Meia-Praia onde a edificação avança sem que as acessibilidades, as infraestruturas, o espaço público, os equipamentos, a arborização, o Passeio Marítimo e a qualificação ambiental em geral acompanhem esse crescimento?Ou uma Meia-Praia onde o investimento privado seja acompanhado de uma verdadeira contrapartida territorial e de uma visão de conjunto?”
Já na parte final da sua declaração política, este vereador da Aliança Democrática deixou mais recados aos actuais responsáveis socialistas do executivo municipal lacobrigense e, implicitamente, a técnicos da autarquia, com várias perguntas: “Não podemos continuar a licenciar e a programar crescimento urbano sem resolver previamente as condições territoriais que o suportam – as infraestruturas, os equipamentos, os espaços verdes. Que Meia-Praia, que território, queremos construir e deixar para o futuro? Uma Meia-Praia onde a edificação avança sem que as acessibilidades, as infraestruturas, o espaço público, os equipamentos, a arborização, o Passeio Marítimo e a qualificação ambiental em geral acompanhem esse crescimento? Ou uma Meia-Praia onde o investimento privado seja acompanhado de uma verdadeira contrapartida territorial e de uma visão de conjunto?”
“É essa a discussão que proponho que todos façamos. Porque alguns destes direitos urbanísticos podem ter começado em 1988 ou em 2008. Mas a responsabilidade pública sobre o futuro da Meia-Praia é nossa e é de hoje”, concluiu Nuno Marques.
O lamento do vereador do Chega Paulo Rosário Dias: “Quando um vereador eleito solicita informação à própria Câmara sobre uma matéria de relevância pública e essa informação demora semanas ou meses a ser disponibilizada, temos necessariamente de questionar o grau de transparência e eficiência desse modelo de governação.E, nesse aspecto, penso que Lagos está muito longe de ser um exemplo de autarquia transparente.”
Já o vereador do Chega na Câmara Municipal de Lagos, Paulo Rosário Dias, em declarações ao ‘Litoralgarve’, ao ser questionado sobre o surgimento do Movimento Cívico ‘Salve a Meia Praia’ e o facto de ter sido formado por uma cidadã norte-americana e por ingleses residentes em Lagos, disse: “Como pessoa de causas sempre apreciei os movimentos espontâneos das comunidades. Acho positivo que os cidadãos de bem, independentemente da nacionalidade ou do passaporte, se mobilizem e participem de forma civilizada na defesa daquilo que entendem serem os interesses comuns do seu bairro ou da sua cidade.”
E lembrou: “Há uns bons anos atrás eu próprio desempenhei um papel na organização de algumas causas regionais, como a defesa da Lagoa dos Salgados ou a contestação aos contratos ruinosos da exploração de petróleo no Algarve, em que ambas resultaram em vitória.”
“Sejam causas defendidas por classes mais elitistas ou classes mais humildes, há que ter presente que ninguém é dono da verdade. E por isso o diálogo, a transparência e a participação informada são mais importantes do que a necessidade de cada um a provar que tem razão”, sublinhou Paulo Rosário Dias.
– Admite que haja falta de transparência ao nível dos serviços da autarquia e do presidente do executivo, na gestão urbanística?
– “Aí está. Para mim, a verdadeira questão a exigir é transparência. Verifico que a gestão socialista da Câmara de Lagos nos últimos anos caracteriza-se por um modelo de governação excessivamente centralizado e por uma tendência para concentrar as decisões num circuito demasiado fechado. Isso é particularmente evidente na área do urbanismo.
Contra a posição da oposição, o Presidente Hugo Pereira concentrou em si as competências que a lei permite delegar no presidente da Câmara, o que reduz significativamente a intervenção dos restantes vereadores na gestão urbanística. Na prática, os vereadores da oposição não participam na decisão sobre grande parte dos processos urbanísticos e não dispõem da informação necessária para acompanhar aquilo que é licenciado no concelho em tempo útil.
Dou um exemplo concreto: enquanto vereador na Câmara Municipal de Lagos, solicitei há mais de um mês elementos básicos relativos aos licenciamentos na Meia Praia. Reforcei esse pedido posteriormente ao senhor Presidente em reuniões de Câmara e os meus colegas vereadores da oposição também mostraram interesse, e até ao momento, continuamos todos sem a informação solicitada.
Não estou, com isto, a acusar ninguém de qualquer comportamento suspeito; estou a falar de uma realidade que posso verificar: quando um vereador eleito solicita informação à própria Câmara sobre uma matéria de relevância pública e essa informação demora semanas ou meses a ser disponibilizada, temos necessariamente de questionar o grau de transparência e eficiência desse modelo de governação.
E, nesse aspecto, penso que Lagos está muito longe de ser um exemplo de autarquia transparente.
“Fiquei impressionado com as declarações do Presidente na reunião de Câmara de dia 19 de Agosto. Que repetiu publicamente não contrariar direitos adquiridos, mas que não gosta daqueles empreendimentos, nem sequer da urbanização Dunas Douradas, e que por ele, todo o lado direito da estrada da Meia Praia seria um calçadão.”
“Ora este tipo de declarações estão perigosamente mais próximas das posições dos ambientalistas mais radicais do que de uma visão séria de desenvolvimento para Lagos.”
– Como vai reagir o Chega?
– Os cidadãos contam com o CHEGA para uma posição de responsabilidade e respeito perante movimentos apartidários, continuando a ouvir as preocupações da população, a fiscalizar e exigir transparência no Município. Mas sublinho que não somos nem contra o investimento privado nem contra o desenvolvimento do território.
Aliás, fiquei impressionado com as declarações do Presidente na reunião de Câmara do dia 19 de Agosto. Que repetiu publicamente não contrariar direitos adquiridos, mas que não gosta daqueles empreendimentos, nem sequer da urbanização Dunas Douradas, e que por ele, todo o lado direito da estrada da Meia Praia seria um calçadão. Ora este tipo de declarações estão perigosamente mais próximas das posições dos ambientalistas mais radicais do que de uma visão séria de desenvolvimento para Lagos.
Nós defendemos um desenvolvimento planeado, equilibrado e competente. Com transparência e participação, regras claras e instrumentos de planeamento actualizados e adaptados aos novos tempos, tendo presente que Lagos precisará sempre de investimento e de ter uma Câmara amiga de quem quer acrescentar valor a esta cidade.
‘Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’ promove “reunião de trabalho e de acerto de funcionamento” para gerir estratégias
Entretanto, segundo apurou o nosso Jornal, nesta sexta-feira, dia 16 de Outubro, à tarde, o Movimento Cívico ‘Salvar a Meia Praia’, liderado pela cidadã norte-americana, Rebecca Williams’, leva a efeito, num restaurante, uma “reunião de trabalho e de acerto do funcionamento” para gerir estratégias naquela zona de Lagos.
Hotéis de cinco e três estrelas, um SPA, Centro de Congressos e aldeamento turístico projectados para a Meia-Praia
De acordo com um documento facultado ao ‘Litoralgarve’, são estes os projectos turísticos previstos para a Meia-Praia, em Lagos, o que tanta contestação está a provocar:
QUADRO DE ÁREAS
LOTE 52
Hotel
SPA
Área do lote: 59.659 m2
Área de construção: 11.650 m2
Volumetria: 54.520 m3
Área de implantação: 6.800 m2
Pisos: 3 + cave
149 quartos
298 camas
Estacionamento:
99
16
LOTE 53
Hotel
Centro de Congressos
Área do lote: 34.348 m2
Área de construção: 12.950 m2
Volumetria: 58.640 m3
Área de implantação: 6.850 m2
Pisos: 3 + cave
178 quartos
356 camas
Estacionamento
119
100
LOTE 4
Aldeamento turístico
Área do lote: 36.482 m2
Área de construção: 12.000 m2
Volumetria: 55.200 m3
Área de implantação: 5.470 m2
Pisos: 3 + cave
Tipologias: 70 – T0 e 82 – T1
Estacionamento
175
205
LOTE 18
Estabelecimento hoteleiro de 3 estrelas
Área do lote: 1.900 m2
Área de construção: 720 m2
Volumetria: 2.300 m3
Área de implantação: 720 m2
1 piso
12 quartos / 24 camas
Estacionamento
8
Deste modo, e conforme refere o mesmo documento, os quatro lotes terão, no total, “130.489 m2, uma área de construção de 36.600 m2, uma volumetria de 168.360 m3 e uma área de implantação de 19.840 m2.
O número de quartos ascende a 339 e haverá capacidade para 722 ao nível de estacionamento.
Camas : “982”. “Para o somatório da capacidade global, foram contabilizadas as camas dos Lotes 52, 53 e 18, bem como a capacidade máxima do Lote 4 (Aldeamento Turístico), que é de 304 camas, conforme indicação do Turismo de Portugal”, acrescenta o documento.
Suspeito de 44 anos foi detido pela Polícia Judiciária por cinco alegados crimes de abuso sexual de crianças. A vítima, de 11 anos, era filha da então companheira.
A Polícia Judiciária deteve um homem de 44 anos por suspeitas da prática de cinco crimes de abuso sexual de crianças, alegadamente cometidos entre abril de 2025 e abril de 2026, numa residência na zona de Silves.
Segundo a PJ, o suspeito vivia com a criança, de 11 anos, por manter uma relação amorosa com a mãe. O relacionamento terminou após os factos terem sido conhecidos.
De acordo com a investigação, o homem aproveitava os momentos em que a mãe estava ausente ou noutra divisão da habitação para abordar a criança e praticar os alegados abusos. A PJ refere que o suspeito procurava manter a vítima em silêncio através da oferta de presentes.
A situação foi revelada em agosto deste ano, quando a criança contou o sucedido a um colega de escola. Este transmitiu a informação aos pais, que alertaram a escola e, posteriormente, a mãe da vítima. A progenitora denunciou os factos às autoridades locais e à Polícia Judiciária.
A investigação, conduzida pelo Departamento de Investigação Criminal de Portimão, permitiu recolher elementos de prova que sustentaram a detenção do suspeito fora de flagrante delito.
O homem, vigilante de profissão, será presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.
O inquérito é dirigido pelo Ministério Público de Silves.
O X Capítulo da Confraria do Bacchus de Albufeira realiza-se no próximo domingo, 25 de outubro. O evento traz ao concelho representantes de cerca de duas dezenas de confrarias enogastronómicas de todo o país para celebrar as tradições, a amizade e a cultura do vinho e dos produtos regionais.
O programa começa às 9h45, na Igreja de São José, em Ferreiras, com a receção das confrarias, confrades e convidados, acompanhada por um pequeno-almoço. Segue-se, às 11h00, a homilia e a homenagem aos confrades falecidos, assim como a cerimónia de entronização. Neste momento alto da manhã, serão formalmente constituídos os novos confrades da instituição.
Às 12h15, as atenções viram-se para as ruas de Ferreiras com o desfile das confrarias. O cortejo, aberto a toda a população e visitantes, enche a freguesia de cor com a passagem dos participantes trajados a rigor com as suas capas, insígnias e estandartes.
Entre as presenças confirmadas estão a Confraria do Vinho de Carcavelos, Confraria do Presunto e Cebola do Douro, Tâmega e Sousa, Real Confraria do Alvarinho, Confraria dos Sabores Poveiros, Confraria Gastronómica e Enófila Terras de Carregal do Sal, Confraria Enogastronómica da Madeira, Confraria dos Vinhos do Douro, Confraria da Vitela Assada de Fafe, Confraria do Covilhete, Confraria do Frango da Guia, Confraria Gastronómica Serra do Caldeirão, Confraria Olhanense do Litão, Confraria do Atum, Confraria de Vila do Conde, Confraria Arinto de Bucelas, Confraria do Frango na Púcara e a Confraria do Frango do Campo.
A jornada de convívio termina a partir das 13h00 no Hotel Auramar, em Albufeira, com o almoço de confraternização e a tradicional entrega de prendas entre as entidades presentes.
Fundada em 2007, a Confraria do Bacchus de Albufeira dedica-se à defesa e promoção do património gastronómico e vitivinícola nacional. É a entidade responsável pela organização da Grande Mostra de Vinhos de Portugal em Albufeira, evento que este ano cumpriu a sua 15.ª edição e consolidou o seu lugar como o maior do género a sul do Tejo e um dos maiores a nível nacional. A Confraria organiza também o Concurso de Vinhos Nacionais, certame certificado pelo Instituto da Vinha e do Vinho que celebrou este ano a sua 11.ª edição, na qual distinguiu um total de 38 vinhos classificados mediante prova cega.
A atividade “Alte pela Janela do Tempo” está de regresso e, este mês, veste-se de festa para integrar as comemorações do Dia Internacional do Património Cultural Imaterial. A sessão acontece esta sexta-feira, 16 de outubro, pelas 14h30, no Polo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte.
Mais do que recordar o passado, esta iniciativa é uma homenagem àquilo que identifica a comunidade: os saberes, as tradições, as práticas e as estórias que atravessam gerações e continuam a dar vida a esta terra.
Através da projeção de fotografias antigas, os participantes são convidados a embarcar numa viagem pelo património de Alte, reconhecendo rostos, lugares e memórias que fazem parte da identidade cultural deste território.
Porque o património só permanece vivo quando é vivido, partilhado e transmitido, a organização apela à participação na atividade para uma partilha de memórias, contribuindo para manter viva a identidade cultural da comunidade.
O Dia Internacional do Património Cultural Imaterial é celebrado anualmente a 17 de outubro. A data foi oficialmente proclamada pela UNESCO em novembro de 2023, servindo para reconhecer e valorizar a diversidade de saberes, tradições orais, rituais, festas e competências artísticas que passam de geração em geração.
Cidadão estrangeiro, de 46 anos, foi localizado após um alerta relacionado com uma tentativa de agressão a uma mulher. Era procurado para cumprir pena de prisão por homicídio e ofensas graves à integridade física.
A Polícia Judiciária deteve, na zona de Vila Real de Santo António, um cidadão estrangeiro de 46 anos sobre o qual pendia um mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades judiciárias polacas para cumprimento de uma pena de prisão por crimes de homicídio e ofensas à integridade física graves.
A operação foi conduzida pela Diretoria do Sul da PJ, com a colaboração da Polícia Marítima do Comando Local de Vila Real de Santo António.
Segundo a Polícia Judiciária, o homem foi identificado na sequência de uma tentativa de agressão a uma mulher, que alertou as autoridades para a presença do suspeito naquela zona, desencadeando a intervenção policial.
As diligências permitiram confirmar a identidade do homem e a existência do mandado de detenção europeu emitido pelas autoridades polacas.
Sem domicílio em território nacional, o detido será presente ao Tribunal da Relação de Évora, para aplicação de uma medida de coação e apreciação da sua entrega à Polónia.
No próximo dia 25 de novembro, pelas 14h30, o Município de Lagoa promove o Encontro Anual de Boas Práticas de Sustentabilidade, no auditório do Centro Cultural Convento de São José, em Lagoa.
A iniciativa tem como principal objetivo partilhar experiências, projetos e estratégias desenvolvidas no âmbito da sustentabilidade e da implementação da Agenda 2030.
A sessão terá início com a apresentação do ISM2026 – Índice de Sustentabilidade Municipal, pela CESOP – Universidade Católica, ferramenta que permite avaliar o desempenho dos municípios relativamente aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), contribuindo para o conhecimento da realidade local e para o reforço das políticas públicas sustentáveis.
Ao longo da tarde serão apresentadas práticas municipais nas dimensões Pessoas e Planeta, destacando projetos nas áreas da educação, cultura, participação jovem, modernização administrativa e sustentabilidade ambiental. Entre as iniciativas em destaque encontram-se o projeto “Lagoa a Ler e a Contar”, a programação cultural acessível, a Agenda Estratégica para a Participação Jovem, o Balcão Único descentralizado, a Semana Verde, o Sistema de Cadastro Arbóreo Municipal e o Projeto EcoEscolas.
O encontro contará ainda com a participação, na Rúbrica Convidado Local, de Correia & Santinha Lda, detentora do Parque Aquático Slide&Splash, que apresentará as boas práticas de sustentabilidade implementadas.
Com esta iniciativa, o Município de Lagoa pretende reforçar a importância do trabalho desenvolvido em prol da sustentabilidade, incentivar a partilha de conhecimento e promover uma cultura organizacional alinhada com os ODS, envolvendo toda a comunidade na construção de um concelho mais sustentável, inclusivo e preparado para o futuro. Junte-se a nós e fique a conhecer as Boas Práticas de Sustentabilidade existentes no Município de Lagoa e o que o futuro reserva seguindo o roteiro dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A entrada é livre!
No próximo dia 24 de outubro, às 21h30, o Pavilhão Clésio Ricardo, em Sagres, recebe “Vou-te³”, um espetáculo de stand-up interativo da autoria de Sincera Mente, drag queen e comediante.
Através de uma narrativa dinâmica e aberta à interação, Sincera Mente cria uma ligação direta com o público, tornando cada espetáculo único e imprevisível. A participação do público é também parte integrante da atuação, pois é convidado a sugerir temas que servirão de ponto de partida para momentos de improviso em palco.
Com uma trajetória artística iniciada em 2009, Sincera Mente destaca-se como comediante, cantora, bailarina e performer. Uma palhaça deslumbrante ou uma intérprete hilariante? Uma coisa é certa: a artista não passa despercebida. Entre o humor e a expressividade, surpreende e diverte, captando a atenção do público e despertando gargalhadas espontâneas.
Esta iniciativa realiza-se no âmbito do Plano Municipal para a Igualdade e Não Discriminação de Vila do Bispo, reforçando o compromisso do município com a promoção da igualdade, do respeito pela diversidade e da não discriminação.
Os bilhetes estarão à venda a partir de 19 de outubro, através da Ticketline e na Tesouraria da Câmara Municipal de Vila do Bispo.
No próprio dia do espetáculo, os bilhetes poderão também ser adquiridos no local, entre as 19h00 e as 21h00, mediante disponibilidade.
A população sénior, com idade igual ou superior a 65 anos, e os funcionários da Câmara Municipal de Vila do Bispo beneficiam de um desconto de 50% no preço dos bilhetes. Para usufruir deste desconto, os bilhetes deverão ser adquiridos presencialmente na tesouraria da Câmara Municipal, até sexta-feira, dia 23 de outubro.
O ténis internacional feminino está de regresso a Loulé para a sexta edição do Loulé Ladies Open, torneio integrado no circuito mundial ITF Women’s World Tennis Tour, na categoria W35, que decorrerá entre os dias 19 e 25 de outubro, nos campos do Clube de Ténis de Loulé, com os apoios da Câmara Municipal de Loulé e da Federação Portuguesa de Ténis.
A espanhola Angela Fita Boluda, 226ª classificada do ranking mundial, surge como o principal destaque do elenco de participantes, numa competição que volta a reunir jogadoras de diferentes nacionalidades e que promete uma semana de ténis de elevado nível competitivo.
Entre as representantes nacionais, as atenções estarão especialmente centradas em Angelina Voloshchuk, número 333 do ranking mundial, que encabeça a participação portuguesa e procurará aproveitar a oportunidade de competir perante o público nacional.
Ao longo das suas edições, o Loulé Ladies Open tem vindo a afirmar-se como uma referência na descoberta e valorização de jovens talentos, acolhendo jogadoras que, posteriormente, alcançaram posições de destaque no panorama internacional.
Entre os exemplos mais expressivos encontram-se Mirra Andreeva, número 5 do ranking mundial, vencedora de Roland-Garros em 2026, e Maja Chwalińska, atual número 22. As duas jogadoras, que passaram pelo Loulé Ladies Open numa fase anterior das suas carreiras, protagonizaram a final de singulares do torneio parisiense, numa demonstração do talento que já passou pelos campos do Clube de Ténis de Loulé.
A presença destas jogadoras no historial da competição demonstra a importância dos torneios ITF enquanto plataformas de desenvolvimento e projeção internacional, oferecendo às atletas a possibilidade de conquistar pontos para o ranking mundial, adquirir experiência competitiva e dar passos decisivos nas suas carreiras.
Mais do que uma competição internacional, o Loulé Ladies Open representa, assim, uma oportunidade privilegiada para o público acompanhar de perto algumas das jogadoras que poderão vir a afirmar-se nos principais palcos do ténis mundial.
A realização da sexta edição reforça também a aposta do concelho de Loulé na organização de eventos desportivos internacionais, contribuindo para a promoção do território e para a dinamização desportiva e turística da região.
O torneio assume igualmente uma importante dimensão de promoção do ténis feminino e de aproximação da modalidade à comunidade local, particularmente aos jovens praticantes, que terão a oportunidade de contactar de perto com a realidade do ténis profissional.
Durante sete dias, o Clube de Ténis de Loulé voltará a ser palco de encontros internacionais, dando continuidade a uma competição que tem vindo a consolidar a sua presença no calendário do ténis feminino.
Supermercado no Nova Vila Retail Park representa um investimento superior a 6,5 milhões de euros. A cadeia anunciou também a abertura de uma loja em Faro para 12 de novembro.
A Mercadona abriu esta quinta-feira, 15 de outubro, a sua primeira loja no Algarve, em Portimão. Situado na Rua dos Custódios, no Nova Vila Retail Park, o supermercado conta com uma equipa de 100 trabalhadores, todos com contratos sem termo desde o primeiro dia, segundo a empresa.
A construção da nova superfície representou um investimento superior a 6,5 milhões de euros. Com esta abertura, a cadeia passa a ter 77 lojas em Portugal, alargando a sua presença a um novo distrito.
O supermercado dispõe de uma área de vendas de 1.900 metros quadrados e integra as secções de talho, peixaria, charcutaria, pastelaria e padaria, frutas e legumes, perfumaria, cuidado do lar, animais de estimação e garrafeira.
A oferta inclui ainda uma zona de Pronto a Comer, com serviço de self-service e pratos preparados para levar ou consumir num espaço próprio dentro da loja.
Os clientes têm acesso aos 839 lugares de estacionamento partilhados com o Nova Vila Retail Park, incluindo dois destinados ao carregamento de veículos elétricos. Estão também disponíveis espaços para estacionar bicicletas e trotinetes.
No âmbito da sua estratégia de prevenção do desperdício alimentar, a Mercadona estabeleceu um protocolo de colaboração com o Banco Alimentar do Algarve. O acordo prevê a entrega diária de produtos que deixaram de reunir condições para comercialização, mas que mantêm todas as garantias de segurança para consumo.
Portimão recebe a oitava das 12 lojas que a empresa prevê inaugurar em Portugal durante este ano, depois das aberturas em Lisboa, Viseu, Covilhã, Abrunheira, Alhos Vedros, Beja e Vila Real.
A expansão no Algarve prossegue já no próximo mês. A Mercadona anunciou a abertura da sua primeira loja em Faro para 12 de novembro, na Rua Tito Olívio, n.º 437.
A Biblioteca Municipal de Loulé e o seu polo de Quarteira recebem, no próximo sábado, dia 17, um conjunto de atividades dirigidas aos mais novos e às suas famílias, com propostas que aliam a música, a expressão artística e a leitura, promovendo o desenvolvimento infantil e o gosto pelos livros desde a primeira infância.
O programa inclui sessões de sensibilização musical para bebés e crianças, um atelier de pintura inspirado na obra do autor e ilustrador francês Hervé Tullet e duas iniciativas dedicadas à partilha de histórias em família.
A manhã começa com a atividade “Pequenos sons, grandes sorrisos”, dinamizada por Ricardo Jorge, com sessões às 10h00, para bebés dos 0 aos 30 meses, e às 11h00, para crianças dos 2 anos e meio aos 5 anos. Ambas decorrem na Biblioteca Municipal de Loulé e destinam-se a crianças acompanhadas por um adulto.
A experiência musical assume um papel importante no desenvolvimento infantil, sobretudo nos primeiros anos de vida. Através de conteúdos adequados, do contacto com diferentes estímulos sonoros e da exploração sensorial, os bebés e as crianças são convidados a observar, imitar e experimentar, desenvolvendo capacidades físicas, cognitivas, sociais e emocionais.
Cada sessão tem uma duração aproximada de 40 minutos, sendo permitida a participação de cada bebé ou criança numa única sessão por professor.
Também na manhã de sábado, às 10h30, a Biblioteca Municipal de Loulé acolhe um atelier de pintura inspirado na obra de Hervé Tullet, dinamizado por Joana Charneco.
Pensada para crianças dos 4 aos 10 anos, acompanhadas por um adulto, esta atividade propõe uma experiência artística livre, divertida e interativa. A partir de algumas das obras do autor e ilustrador francês, os participantes são convidados a explorar cores, formas e movimentos, através da pintura e do desenho, contribuindo para a criação de uma grande obra coletiva.
Num ambiente onde não há respostas certas ou erradas, o atelier pretende estimular a imaginação, a experimentação e a criatividade, valorizando a expressão individual e a criação em conjunto.
A tarde é dedicada à leitura e à descoberta de histórias. Às 15h30, a Biblioteca Municipal de Loulé promove mais uma sessão da “Hora do Conto para Pais e Filhos”, dirigida a famílias, com a leitura do livro “Vem aí o lobo!”, de Émile Jadoul.
Às 16h00, o programa prossegue no Polo da Biblioteca Municipal em Quarteira, com a iniciativa “Conta-me um conto”, que apresenta a história “As emoções do pequeno gato ansioso”, de Audrey Bouquet e Fabien Öckto Lambert. A sessão convida miúdos e graúdos a partilharem momentos de leitura e a descobrirem histórias que dão espaço à imaginação e à expressão das emoções.
A participação nas atividades está sujeita a inscrição prévia, através do e-mail biblioteca@cm-loule.pt
Recorde-se que, até 29 de outubro, o edifício-sede da Biblioteca Municipal de Loulé recebe a Exposição “E em vez do medo? Arteopatia – A arte como cura”.
Através da arte podemos transformar o medo em coragem, criatividade e expressão. Esta exposição reúne trabalhos realizados por alunos do 5º, 6º, 7º e 8º anos da EB 2, 3 São Pedro do Mar, Quarteira, no âmbito do projeto Ponto de Encontro do Plano Nacional das Artes, desenvolvido pela Biblioteca Municipal de Loulé e o Agrupamento de Escolas Dra. Laura Ayres, Quarteira.
Partindo da pergunta “E em vez do medo”, os alunos exploram emoções, medos, e estratégias para os enfrentar, através de mapas mentais, cartazes e criações artísticas. O percurso culminou na construção de “Caixas Cura para o Medo”, objetos que traduzem, de forma criativa e simbólica, diferentes formas de lidar com aquilo que nos assusta.
Com esta programação, a Biblioteca Municipal de Loulé reforça a sua aposta na promoção da leitura, da criatividade e do desenvolvimento infantil, proporcionando experiências culturais e educativas que aproximam os livros, a música e as artes das crianças e das suas famílias.
O grupo de teatro do Polo de Educação ao Longo da Vida de Pêra sobe ao palco no próximo sábado, dia 17 de outubro, pelas 21h00, para apresentar a peça original «Reunião de Condomínio», no Centro Pastoral de Pêra. O espetáculo, de entrada livre, assinala o início de mais um ciclo de teatro sénior do concelho de Silves, que irá decorrer até ao final de novembro.
Promovida pelo Município de Silves, a iniciativa tem como objetivo possibilitar uma forma de ocupação criativa dos utentes, sendo um meio de combater o isolamento, a depressão e a promoção da interação física e mental dos utentes destes Polos, tornando o processo de socialização dos seniores mais dinâmico na comunidade.
A autarquia convida todos a assistir às produções originais dos grupos de teatro sénior dos Polos de Educação ao Longo da Vida do concelho de Silves.
Conheça os locais e a programação completa do Ciclo de Teatro Sénior:
» 17 outubro | Grupo do Polo de Educação ao Longo da Vida de Pêra com a peça “Reunião de Condomínio” | 21h00 | Centro Pastoral de Pêra, em Pêra;
» 25 de outubro | Grupo do Polo de Educação de São Marcos da Serra com a peça “O Pátio das Intrigas” | 17h00 | Teatro Mascarenhas Gregórios, em Silves;
» 7 de novembro | Grupo do Polo de Educação de Silves com a peça “Prédio n. º13” | 21h00 | Teatro Mascarenhas Gregórios, em Silves;
» 8 de novembro | Grupo do Polo de Educação de São Bartolomeu de Messines com a peça “O Capuchinho veio à Vila” | 17h00 | Teatro Mascarenhas Gregórios, em Silves;
» 13 de novembro | Grupo do Polo de Educação de São Bartolomeu de Messines com a peça “O Capuchinho veio à Vila” | 21h00 | Sociedade de Instrução e Recreio Messinense, em São Bartolomeu de Messines;
» 20 de novembro | Grupo do Polo de Educação de Pêra com a apresentação da peça “A Reunião de Condomínio” | 21h00 | Teatro Mascarenhas Gregórios, em Silves;
» 21 de novembro | Grupo do Polo de Educação de Armação de Pêra com a apresentação da peça “O verdadeiro tesouro” | 21h00 | Teatro Mascarenhas Gregórios, em Silves;
» 22 de novembro | Grupo do Polo de Educação de Tunes com a apresentação da peça “Entretanto na estação” | 17h00 | Teatro Mascarenhas Gregórios, em Silves.
Ter um cancro do pulmão, já é por si só, um fardo. Mas este fardo aumenta exponencialmente quando a cabeça começa a funcionar: será que tenho cura?; Não quero ter dores; não quero morrer com falta de ar; será que vou ver o meu neto casar?. É incontornável. Tentamo-nos distrair, mas em pouco tempo já estamos a pensar em todas estas questões outra vez. Eu quero que a minha vida avance, mas…
Queremos cuidar do cancro e, de repente, deixamos de cuidar da pessoa.
61% dos doentes com cancro do pulmão reportam sintomas psicológicos negativos após o diagnóstico. Admira-me não ser 100%. Ninguém recebe uma notícia de cancro e fica igual. Tudo muda naquele momento.
Já sabemos quais são os 4 sintomas mais experienciados: tristeza (58.5%), medo (56.5%), ansiedade (56.3%) e incerteza (55.2%). Medo de sofrer, medo que os tratamentos não resultem, medo dos efeitos secundários.
A família sofre em silêncio para que o doente não perceba. O doente sofre porque sabe do impacto na família: 9 em cada 10 doentes tem a sua vida afetada após o diagnostico (vida social, trabalho, rotinas).
E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.
Depois do primeiro impacto do diagnóstico, vem o estigma. Primeiro o estigma internalizado – sentimentos de culpa, de vergonha, arrependimento e auto-culpabilização. Em seguida vem o estigma externalizado (vindo dos outros) – traduz-se em atitudes de julgamento, discriminação e falta de empatia por parte de familiares, colegas e até profissionais de saúde, que frequentemente associam a doença a um comportamento de risco autoimputável. Importa ressalvar que 15 a 20% dos tumores do pulmão ocorrem em não fumadores.
A evidência científica demonstra que o estigma está associado a maior sofrimento psicológico, depressão, ansiedade e pior qualidade de vida. Os doentes estigmatizados tendem a atrasar a procura de cuidados médicos, a ocultar o diagnóstico e a apresentar menor adesão terapêutica — fatores que comprometem diretamente os resultados clínicos e a sobrevivência. Paradoxalmente, as campanhas de saúde pública antitabágicas, embora essenciais na prevenção, podem reforçar inadvertidamente a perceção de culpabilidade nos doentes.
E continuamos a tratar do cancro, sem cuidar da pessoa.
Os doentes com cancro do pulmão acarretam assim 2 pesos: a doença em si e o julgamento silencioso dos outros. Todos temos um papel para reduzir este fardo. Nós pessoas, nós profissionais de saúde.
A saúde mental deve caminhar de braço dado com o tratamento oncológico. Uma mente forte traduz-se num corpo são. O caminho não precisa ser feito sozinho e não se faz do dia para a noite, faz-se caminhando. O diagnóstico atinge o corpo, mas é a saúde mental que determina como é que o doente enfrenta cada dia da sua jornada.
Projeto será apresentado esta sexta-feira, 16 de outubro, às 19h00, na Biblioteca Municipal José Saramago. A iniciativa aposta na modernização do comércio local e na transição digital.
O Município de Odemira apresenta esta sexta-feira, dia 16 de outubro, o Bairro Comercial e Criativo de Odemira, numa sessão pública marcada para as 19h00, no auditório da Biblioteca Municipal José Saramago.
O projeto pretende dinamizar o centro urbano, valorizar o comércio local e criar condições para atrair novas iniciativas empresariais. A sessão dará a conhecer os objetivos e as oportunidades desta intervenção, que tem no envolvimento dos comerciantes e empresários locais um dos fatores essenciais para a sua concretização.
A valorização dos espaços e das estruturas que marcam a identidade do centro urbano constitui uma das prioridades, reforçando a sua função enquanto lugares de encontro e de vivência comunitária. A iniciativa procura também incentivar o empreendedorismo e a renovação do tecido empresarial.
Outro dos eixos centrais é a transição digital dos negócios, através da adoção de soluções tecnológicas nas vendas, nos pagamentos, na logística, no marketing e na comunicação. O objetivo é reforçar a competitividade das atividades económicas existentes e contribuir para um centro urbano mais dinâmico e atrativo.
No âmbito do projeto, está agendado para 23 de outubro o Dia do Bairro Comercial e Criativo, com atividades abertas a toda a população. A programação pretende divulgar a marca, aproximar a comunidade do comércio local e incentivar a descoberta dos espaços, negócios e experiências de Odemira.
O Bairro Comercial e Criativo é promovido pelo Município de Odemira, em parceria com o NERBE/AEBAL – Associação Empresarial do Baixo Alentejo e Litoral, e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).