A iniciativa da AlgarOrange decorre nos dias 20 e 21 de agosto e pretende aproximar os visitantes de um dos produtos mais emblemáticos da região.
Cinco unidades hoteleiras do Algarve vão oferecer mais de duas mil laranjas aos seus hóspedes nos dias 20 e 21 de agosto, numa iniciativa destinada a divulgar os Citrinos do Algarve com Indicação Geográfica Protegida (IGP).
A ação é promovida pela AlgarOrange — Associação de Operadores dos Citrinos do Algarve e abrange o Amendoeira Golf Resort, em Alcantarilha, o Golden Club Cabanas, em Tavira, o Hotel Vasco da Gama, em Monte Gordo, o Monchique Resort & Spa e o Occidental Faro.
Segundo a associação, o objetivo é dar a conhecer aos visitantes a laranja produzida na região, distinguida pelo sabor doce e equilibrado, pela casca fina e pelo elevado teor de sumo. A iniciativa procura também reforçar a ligação entre a hotelaria e a produção agroalimentar local.
“Ao juntarmos a hotelaria à produção local, mostramos que os Citrinos do Algarve IGP são muito mais do que um produto agrícola: são um símbolo de identidade e de qualidade que queremos ver reconhecido além-fronteiras”, afirma José Oliveira, presidente da AlgarOrange.
A promoção integra o projeto Internacionalizar + Algarve 3.0 — Promoção do Reconhecimento Internacional da Região do Algarve, que prevê, até dezembro, várias ações nos setores agroalimentar, turismo, tecnologia, saúde e mar.
O projeto é desenvolvido em copromoção pela AlgarOrange, NERA — Associação Empresarial da Região do Algarve, Associação de Turismo do Algarve, Comissão Vitivinícola do Algarve, Região de Turismo do Algarve e Universidade do Algarve. Conta com cofinanciamento do Programa Regional ALGARVE 2030, do Portugal 2030 e da União Europeia.
Os Citrinos do Algarve IGP são produzidos numa área geográfica delimitada da região e amadurecem na árvore. Distinguem-se pela casca fina, colorida e brilhante, pelo elevado teor de sumo e pelo equilíbrio entre doçura e acidez.
A indicação geográfica protegida é uma denominação da União Europeia que reconhece produtos cuja qualidade, reputação ou outra característica está essencialmente ligada à sua origem geográfica.
A localidade da Guia, concelho de Albufeira, prepara-se para acolher mais uma edição das suas tradicionais festas que decorrem nos dias 29 e 30 de agosto. O recinto do Polidesportivo abre as portas a partir das 19h00, com entrada gratuita para todos os que queiram juntar-se à festa.
O evento preserva a sua vertente religiosa, com as celebrações litúrgicas em honra de Nossa Senhora da Guia e de São Luís. No sábado, dia 29, às 20h30, realiza-se a Missa e Procissão a partir da Capela de Nossa Senhora da Guia. Já no domingo, 30 de agosto, pelas 18h00, a Missa e Procissão partem da Igreja Matriz.
Além dos habituais petiscos nas tasquinhas, da doçaria regional e da gastronomia típica do Algarve, a edição deste ano conta com um cartaz musical de peso. A primeira noite conta com as atuações de Emanuel & Tânia e do cantor angolano Bonga, uma das vozes mais reconhecidas da música lusófona. No domingo, a animação prossegue com Humberto Silva e com a cantora Ruth Marlene, terminando a festa com um espetáculo de fogo de artifício.
Para Dinis Nascimento, presidente da Junta de Freguesia da Guia, “esta é uma festa com uma identidade muito própria, onde a nossa gente se junta para manter vivas as suas tradições e acolher quem nos visita. Fica o convite a todos para virem até à Guia, saborear a nossa comida, assistir aos espetáculos e partilhar connosco esta grande festa.”
As Festas da Guia são organizadas pela Junta de Freguesia da Guia, com o apoio do Município de Albufeira, o envolvimento das associações locais e a colaboração da Paróquia da Guia nas cerimónias religiosas.
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, visitou na segunda-feira, 17 de agosto, vários programas juvenis desenvolvidos em Altura com o apoio do Ministério e do Município de Castro Marim.
A visita começou na sede da associação juvenil Young Link, instalada na antiga Escola Primária de Altura, onde a governante conheceu o programa “Férias 5.0”, integrado nas “Férias Ativas de Verão” promovidas pela autarquia.
Destinada a crianças e jovens entre os seis e os dez anos, a iniciativa resulta de uma parceria entre o Município de Castro Marim, o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e a Young Link.
O programa procura aproximar os participantes das áreas tecnológica e científica através de atividades relacionadas com robótica, programação, inteligência artificial e comunicação digital. A oferta inclui ainda visitas, jogos e outras ações de ocupação dos tempos livres.
No mesmo espaço, Margarida Balseiro Lopes contactou com os participantes do programa “Jovens pelo Ambiente” e entregou os respetivos certificados. A iniciativa pretende estimular o espírito crítico e envolver os jovens na valorização do espaço público e na proteção ambiental, através de atividades como a limpeza urbana e a salinicultura.
A ministra assistiu também a uma aula de folclore dirigida aos participantes das “Férias Ativas de Verão”. A atividade foi promovida pela Associação Cultural Amendoeiras em Flor, com o objetivo de divulgar as tradições locais junto das gerações mais novas.
Durante a visita foi igualmente apresentada uma atividade de pintura de um mural, realizada e assinada por jovens do concelho na antiga Escola Primária de Altura.
A deslocação contou com a participação do presidente do IPDJ, Ricardo Gonçalves, do vice-presidente do organismo, Paulo Santos, e do diretor regional, Ricardo Pinto.
Os municípios e as juntas de freguesia do Algarve estão convidados a participar na primeira Conferência “Heróis da Fruta”, marcada para 10 de setembro, em Lisboa. O encontro dará a conhecer os dados mais recentes sobre os hábitos alimentares das crianças nas escolas portuguesas, incluindo informação por concelho.
Promovida pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI), a conferência decorre entre as 10h00 e as 13h00, no Auditório do Metro de Lisboa, no Alto dos Moinhos, sob o tema “15 Anos a Inspirar Escolas Mais Saudáveis”.
A iniciativa reunirá especialistas em saúde pública, investigadores e decisores políticos para analisar os resultados alcançados pelo método “Heróis da Fruta” ao longo dos últimos 15 anos. O programa inclui ainda um debate sobre a redução das desigualdades sociais e a importância do investimento na prevenção da obesidade infantil, apontada pela organização como a doença crónica mais prevalente em idade pediátrica em Portugal.
Um dos principais momentos será a apresentação de uma radiografia nacional dos hábitos alimentares das crianças nas escolas, com dados relativos a cada concelho. A informação foi apurada em colaboração com o Instituto de Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (ISAMB/FMUL).
O debate sobre políticas públicas de saúde baseadas em evidência científica contará com Maria João Gregório, diretora do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável da Direção-Geral da Saúde; José Silva Nunes, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade; Santi F. Gómez, coordenador de investigação da Gasol Foundation, de Espanha; José Camolas, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa; e Glória Ferreira, diretora ibérica do BNP Paribas Cardif.
Raquel Martins, investigadora do ISAMB/FMUL, apresentará um artigo recentemente publicado na revista European Journal of Nutrition e um trabalho científico sobre as desigualdades socioeconómicas no consumo de fruta em ambiente escolar, distinguido num congresso internacional.
O programa inclui igualmente os testemunhos de Carla Teodoro, professora do primeiro ciclo, Ana Duarte, nutricionista, e Elsa Lemos, encarregada de educação, que irão partilhar a experiência prática de aplicação do método.
A conferência dará também a conhecer os resultados de um projeto-piloto desenvolvido no último ano letivo na freguesia da Ajuda, em Lisboa. Segundo a APCOI, a iniciativa testou uma versão otimizada do “Heróis da Fruta” e demonstrou ser possível aumentar significativamente a eficácia do método com um investimento adicional de cerca de dez euros por criança.
Estes resultados estarão em análise no painel “Quanto Vale Investir em Educação para a Saúde?”, que terá uma intervenção de abertura de Jo Jewell, responsável global da iniciativa Cities for Better Health. Participam também Jorge Marques, presidente da Junta de Freguesia da Ajuda, Helena Novais, diretora de Corporate Affairs da Novo Nordisk Portugal, e um representante da Câmara Municipal de Lisboa.
Mário Silva, presidente da APCOI e moderador da conferência, considera que as autarquias são essenciais para alargar o projeto a todo o território.
“Ao fim de 15 anos, sabemos o que funciona nas escolas portuguesas e quanto custa. O que falta agora é escala, e essa não se faz sem as autarquias”, afirma, apelando ao envolvimento dos técnicos municipais das áreas da educação, alimentação escolar e saúde.
A Praça Marquês de Pombal, em Vila Real de Santo António, recebeu no dia 15 de agosto a 32.ª edição do Festival de Folclore do Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha. O evento juntou centenas de residentes e visitantes numa noite dedicada à música, à dança, aos trajes e às tradições de várias regiões portuguesas.
O festival começou às 21h00 e contou com a participação de cinco formações. Além do grupo anfitrião, pertencente à Associação Cultural de Vila Real de Santo António, atuaram o Grupo de Danças e Cantares de Alpiarça, do distrito de Santarém, e o Rancho Folclórico Danças e Cantares do Passil, de Alcochete.
O programa incluiu ainda as atuações do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Aguçadoura, da Póvoa de Varzim, e do Grupo Folclórico da Casa do Povo de Lanheses, de Viana do Castelo.
A diversidade dos grupos participantes proporcionou ao público uma viagem pelas tradições etnográficas de diferentes zonas do país, através dos cantares, das danças e dos trajes representativos de cada região.
Para João Borralho Calafate, ensaiador do Grupo Etnográfico Santo António de Arenilha, as 32 edições do festival representam um percurso de dedicação ao património local e nacional.
“O folclore não é o passado esquecido, é o passado vivo, que dança, que canta e que se renova através das gerações. É a nossa herança cultural no seu estado mais puro e alegre”, afirmou.
Durante a noite realizou-se também a tradicional entrega de lembranças institucionais aos grupos participantes. A cerimónia contou com a presença da vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Patrícia Jerónimo, da chefe do Gabinete da Cultura, Sara Brito, e da presidente da Junta de Freguesia de Vila Real de Santo António, Ana Gomes.
A 32.ª edição do festival foi organizada pela Associação Cultural de Vila Real de Santo António, com o apoio da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, contando igualmente com a colaboração do comércio local.
Câmara Municipal de Portimão continua a inovar e a melhorar os serviços prestados aos cidadãos
No âmbito da contínua aposta na modernização administrativa, digitalização e desmaterialização de procedimentos para maior conforto do munícipe, a Câmara Municipal de Portimão disponibiliza, desde o dia 14 de agosto de 2026, a possibilidade de marcação online, para participação dos cidadãos nas Reuniões de Câmara.
Através de formulário próprio, a inscrição prévia para intervenção no período dedicado aos cidadãos passa assim a ser possível, estando limitada a 10 pessoas, com intervenções que terão a duração máxima de 3 minutos cada uma.
As inscrições encerram 24 horas antes do início da respetiva Reunião de Câmara Ordinária, sendo validadas pela Unidade Orgânica responsável pela sua gestão administrativa e recebendo o munícipe um e-mail com a confirmação da sua inscrição.
O acesso ao formulário de inscrição de participação no período dedicado aos cidadãos, será efetuado no site da Câmara Municipal de Portimão, em https://reunioes.cm-portimao.pt/inscricao-publico
Albufeira assinala esta quinta-feira, 20 de agosto, os 522 anos da entrega do foral por D. Manuel I. O programa do Dia do Município inclui cerimónias institucionais, uma inauguração, atividades de segurança e socorro e o espetáculo de videomapping e piromusical “ALUMIA”.
As comemorações começam às 9h30, nos Paços do Concelho, com o hastear da bandeira ao som do Hino Nacional. Às 10h00, serão simbolicamente entregues dois veículos aos Bombeiros Voluntários de Albufeira, numa ação de reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em benefício da população.
Segue-se, às 10h30, a colocação da fotografia de José Carlos Rolo na Galeria dos Presidentes, situada no primeiro andar dos Paços do Concelho. O retrato passa a integrar o espaço institucional dedicado aos antigos presidentes da Câmara Municipal de Albufeira.
Às 11h30, na Estrada do Alfamar, será inaugurado o novo Parque de Estacionamento e Passadiços Albufeira Nascente. Segundo o Município, a infraestrutura permitirá aumentar a oferta de estacionamento e melhorar as condições de circulação pedonal e de acesso naquela zona do concelho.
Durante a tarde, as celebrações concentram-se na Praça dos Pescadores. A partir das 15h00, estará patente uma mostra de viaturas, equipamentos e recursos das forças de segurança e socorro, proporcionando ao público um contacto mais próximo com os profissionais e com os meios utilizados nas operações realizadas no concelho.
Às 17h00, realiza-se uma sessão alargada de formação em Suporte Básico de Vida. A iniciativa ensinará os participantes a reconhecer situações de emergência e a prestar os primeiros cuidados até à chegada das equipas de socorro. A sessão contará com tradução e adaptação em Língua Gestual Portuguesa.
O programa prossegue às 18h00, também na Praça dos Pescadores, com a apresentação pública do “Albufeira Carpe Nox 2027”, evento que integrará as celebrações da passagem de ano no concelho.
As comemorações terminam nos Paços do Concelho com “ALUMIA”, um espetáculo de videomapping e piromusical dedicado à história e à identidade de Albufeira. Estão previstas cinco sessões, às 21h30, 22h00, 22h30, 23h00 e 23h30.
O Dia do Município recorda a entrega do foral a Albufeira por D. Manuel I, em 1504, e reúne iniciativas dedicadas à memória do concelho, ao reconhecimento dos seus agentes e à apresentação de novos projetos.
O movimento “Salvar a Meia Praia” convocou uma concentração para esta quarta-feira, 19 de agosto, às 14h00, junto aos Paços do Concelho de Lagos. O grupo exige transparência nos processos urbanísticos e avaliações ambientais atualizadas para os empreendimentos hoteleiros previstos nas Dunas Douradas.
Após a concentração, os participantes pretendem assistir à reunião ordinária da Câmara Municipal de Lagos e apresentar declarações durante o período destinado à intervenção do público.
O movimento, formado por residentes do concelho e constituído integralmente por voluntários, manifesta preocupação com os projetos hoteleiros previstos para uma zona dunar que considera ambientalmente sensível.
“Esta questão vai muito além de um único projeto. Trata-se de saber se decisões que afetam uma zona costeira protegida e valorizada pelo público estão a ser tomadas de forma transparente, com base no conhecimento científico atual e colocando firmemente o interesse público no centro”, afirma Becca Williams, membro do grupo.
A comissão de cidadãos reivindica o acesso público aos processos de planeamento, para que a população possa conhecer as propostas e analisar os procedimentos realizados até ao momento.
O movimento defende também que não sejam emitidas licenças de construção sem a realização das avaliações necessárias e o cumprimento da legislação ambiental atualmente em vigor. Segundo o comunicado divulgado pelo grupo, o planeamento inicial e eventuais autorizações remontarão a 1988.
“Não somos contra o desenvolvimento. Somos contra um desenvolvimento que aconteça à custa das dunas, do ambiente e do futuro da Meia Praia. Quando estes ecossistemas frágeis desaparecerem, nenhuma quantia de dinheiro poderá recuperá-los”, sustenta Graça Bastos, também integrante do movimento.
Para fundamentar as preocupações com o litoral, o grupo cita um relatório da Greenpeace Portugal que estima que 40% das praias algarvias poderão estar em risco de desaparecer até 2100, caso não sejam adotadas medidas urgentes de adaptação.
A iniciativa pretende chamar a atenção para o impacto dos empreendimentos sobre as dunas e incentivar o envolvimento dos cidadãos nas decisões relacionadas com o futuro da Meia Praia.
Civic movement gathers in Lagos over proposed Meia Praia hotel developments
The “Save Meia Praia” movement has called a gathering for Wednesday, 19 August, at 2:00 pm, outside Lagos Town Hall. The group is demanding transparency in the planning process and updated environmental assessments for the hotel developments proposed for the Dunas Douradas area.
Following the gathering, participants plan to attend the regular meeting of Lagos Municipal Council and deliver statements during the public participation period.
The movement, formed by local residents and run entirely by volunteers, has expressed concern about the hotel developments planned for what it describes as an environmentally sensitive dune system.
“This goes far beyond a single project. It is about whether decisions affecting a protected and publicly valued coastline are being made transparently, based on current scientific knowledge and with the public interest firmly at the centre,” said group member Becca Williams.
The citizens’ committee is calling for public access to the planning files so that residents can understand the proposals and review the procedures followed to date.
The movement also argues that no construction permits should be issued without the necessary assessments and full compliance with current environmental legislation. According to the group’s press release, the original planning process and any associated permissions may date back to 1988.
“We are not against development. We are against development that comes at the expense of Meia Praia’s dunes, environment and future. Once these fragile ecosystems are gone, no amount of money can bring them back,” said fellow group member Graça Bastos.
To support its concerns about the coastline, the movement cites a Greenpeace Portugal report estimating that 40% of Algarve beaches could be at risk of disappearing by 2100 unless urgent adaptation measures are introduced.
The initiative aims to draw attention to the potential impact of the developments on the dunes and encourage greater public involvement in decisions concerning the future of Meia Praia.
Os Paços do Concelho de Olhão recebem, no dia 28 de agosto, o espetáculo “200 anos em movimento”, uma viagem audiovisual e teatral pela história da Câmara Municipal. A apresentação começa às 22h30, no Largo Sebastião Martins Mestre.
O espetáculo de videomapping, apresentado pelo Município de Olhão e pelo Artelier? – Teatro de Rua, integra o programa comemorativo do Bicentenário da Câmara Municipal e terá cerca de 70 minutos de duração.
A data escolhida possui um significado histórico particular. Foi em 28 de agosto de 1826 que ficou registada a primeira ata existente no Arquivo Municipal, documento que assinala o início formal do funcionamento da estrutura camarária olhanense.
Projetado sobre a fachada dos Paços do Concelho, “200 anos em movimento” revisitará acontecimentos, protagonistas e momentos marcantes dos dois séculos de atividade do Município. A criação recorre a uma linguagem contemporânea e foi concebida especificamente para aquele espaço, propondo uma nova leitura da história e da identidade de Olhão.
Além da componente audiovisual, a iniciativa inclui teatro participativo e reúne atores profissionais e participantes de vários projetos locais. Estarão envolvidos elementos da Universidade Sénior, do Grupo de Teatro Sénior de Olhão, do AlmaMonca, projeto sediado em Moncarapacho, e jovens ligados à Casa Municipal da Juventude Hugo Charrão.
A produção resulta de vários meses de trabalho, que envolveram pesquisa histórica, investigação junto da comunidade e uma releitura artística dos 200 anos de percurso da Câmara Municipal.
Aberto à população e aos visitantes, o espetáculo pretende transformar o espaço público num ponto de encontro entre memória, comunidade, tecnologia e criação artística.
A CCDR Algarve promove, no dia 4 de setembro, o workshop “Segurança Alimentar e Nutricional – Saborear o Algarve 2030: Rede, Inovação e Consumo Local”. A iniciativa decorre no Centro de Experimentação Agrária de Tavira, a partir das 14h30, integrada na Feira da Dieta Mediterrânica.
O encontro marca o arranque dos debates regionais que irão contribuir para a Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, prevista para o segundo semestre de 2026.
Promovido pelo Ministério da Agricultura e do Mar, através do Gabinete de Planeamento, Políticas e Administração Geral (GPP), em articulação com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, o workshop pretende ouvir os diferentes intervenientes do sistema agroalimentar da região.
Produtores, investigadores, autarquias, entidades de saúde, associações de consumidores e organizações de ação social serão convidados a identificar os principais desafios, prioridades e oportunidades do território nos domínios da alimentação e da nutrição.
A sessão de abertura contará com a participação do vice-presidente da CCDR Algarve, Fernando Severino. Segue-se uma apresentação do enquadramento estratégico nacional e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, a cargo do GPP, bem como a divulgação de boas práticas desenvolvidas na região, entre as quais a iniciativa “Saborear o Algarve 2030 – Rede, Inovação e Consumo Local”.
O programa inclui oficinas participativas organizadas em torno de três áreas: produção, consumo e saúde.
Na área da produção, dinamizada por João Santana, serão discutidos os circuitos curtos de abastecimento alimentar, as compras públicas destinadas à restauração coletiva e o reforço da capacidade dos produtores locais para enfrentarem as alterações climáticas e a volatilidade dos preços.
A oficina dedicada ao consumo, facilitada por João Cassinello, abordará a redução do desperdício alimentar, a aproximação dos consumidores à origem dos produtos e a promoção da Dieta Mediterrânica.
Na área da saúde, sob orientação de José Paulo Jesus, o debate incidirá na adoção de padrões alimentares saudáveis e acessíveis, sobretudo entre as populações mais vulneráveis, e na prevenção das doenças crónicas associadas à alimentação.
As conclusões serão apresentadas por Miguel Costa e irão contribuir para a elaboração de um mapa nacional de boas práticas e para a definição de propostas de políticas públicas a levar à Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional.
Intervenção de manutenção, a cargo dos serviços de conservação e restauro do Museu de Portimão, visa preservar uma das referências artísticas e culturais da zona ribeirinha de Alvor
O Município de Portimão está a realizar uma intervenção de manutenção na escultura «Ao Pescador», da autoria do escultor João Cutileiro, localizada na zona ribeirinha de Alvor. Os trabalhos, desenvolvidos de forma faseada pelos serviços de conservação e restauro do Museu de Portimão, têm como objetivo assegurar a preservação da obra e minimizar fatores de degradação que afetam o seu estado de conservação e a leitura da peça.
A intervenção decorre na sequência da identificação de algumas marcas recentes de pichagem na frente e numa das faces laterais da escultura. Antes do início da limpeza, foram realizados testes localizados, de forma a avaliar a resposta da superfície pétrea e a definir o procedimento mais adequado, privilegiando uma intervenção controlada e de menor impacto possível sobre o material original.
A remoção das marcas está a ser efetuada manualmente e por pequenas áreas, através da aplicação controlada de solvente e da utilização de material absorvente. Este método permite limitar a dispersão dos pigmentos e reduzir o risco de alteração da superfície da pedra.
Os primeiros resultados revelam uma redução muito significativa das marcas nas superfícies já intervencionadas, estando prevista a continuidade dos trabalhos numa fase subsequente.
Com cerca de quatro metros de altura, a escultura «Ao Pescador» representa um pescador segurando um peixe e constitui uma homenagem à bravura, à dedicação e à ligação secular das gentes de Alvor à atividade marítima e piscatória.
A obra foi encomendada pela Câmara Municipal de Portimão a João Cutileiro no âmbito de um vasto projeto de intervenção na zona ribeirinha de Alvor e foi inaugurada a 12 de dezembro de 2000, numa cerimónia presidida pelo então Secretário de Estado da Administração Marítima e Portuária, José Adelmo Gouveia Bordalo Junqueiro.
Ao longo dos anos, esta escultura “Ao Pescador” afirmou-se como um elemento de referência da paisagem ribeirinha de Alvor e como uma expressão artística da identidade e da memória da comunidade local, assumindo igualmente relevância no património cultural do Município de Portimão.
A atual intervenção integra a estratégia municipal de conservação preventiva do património artístico, assente na inspeção periódica, na manutenção programada e no acompanhamento das condições de exposição das obras instaladas no espaço público.
Através desta ação, o Município de Portimão reforça o compromisso com a salvaguarda do património artístico municipal, contribuindo para a preservação da obra de João Cutileiro e para que esta continue a ser fruída pela comunidade e por todos aqueles que visitam a zona ribeirinha de Alvor.
O Município de São Brás de Alportel volta a atribuir o Vale + Educação no ano letivo 2026/2027, reforçando o seu compromisso com o apoio às famílias, a promoção da igualdade de oportunidades no acesso à educação e a dinamização do comércio local.
Consciente do esforço financeiro que representa o arranque de um novo ano letivo para muitas famílias, o Município mantém esta medida de apoio, integrada no Plano de Apoio à Família e implementada desde o ano letivo de 2015/2016. A medida consubstancia-se na atribuição de um vale de 25 euros por aluno para a aquisição de cadernos de atividades e/ou material escolar nas papelarias aderentes do concelho.
A medida, com investimento do município, é viabilizada com a colaboração do Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas e da Associação de Pais e Encarregados de Educação, entidades com as quais o município formalizou o acordo que regula a atribuição do Vale + Educação para o ano letivo de 2026-2027, mantendo o apoio de 25 euros por aluno dos ensinos básico e secundário público do concelho.
O Vale + Educação visa apoiar a aquisição de material escolar e reforçar a articulação entre famílias, escolas e comércio local.
Trata-se de uma medida de apoio à aquisição de material escolar e cadernos de atividades criada em 2015 que abrange as famílias residentes no concelho com alunos inscritos no ensino público do 1.º ciclo ao ensino secundário.
O valor definido para cada aluno no ano letivo 2026/2027 mantém-se nos 25,00 euros, desdobrado em dois vales de 12,50 euros, tal como nos seis anos letivos anteriores e deve ser utilizado nas papelarias locais aderentes.
Podem beneficiar do Vale + Educação todos os alunos matriculados no Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas, com residência comprovada no concelho. Estão igualmente abrangidos os alunos do ensino secundário residentes no concelho que frequentem outros agrupamentos por inexistência de oferta formativa local.
O Município mantem este apoio como complemento à gratuitidade dos manuais escolares assegurada pelo Estado, permitindo às famílias fazer face a outras despesas indispensáveis ao percurso escolar dos seus educandos.
O levantamento dos vales será realizado presencialmente na Câmara Municipal, a partir de 17 de agosto, nos dias úteis, das 9h00 às 17h00, mediante identificação do encarregado de educação ou do próprio aluno (se maior de idade).
A validade dos vales estende-se até 31 de outubro de 2026.
Um investimento municipal de 35 mil euros, uma aposta na igualdade e no futuro!
Pinheiro/Castro, no setor feminino, e Sousa/Sousa, no masculino, conquistaram os títulos nacionais na Grande Final do Campeonato Nacional de Voleibol de Praia, disputada entre 14 e 16 de agosto, na Praia dos Pescadores, em Albufeira.
O areal da Praia dos Pescadores recebeu, durante três dias, 60 jogos que envolveram 16 duplas femininas e outras tantas masculinas. A competição atraiu numeroso público a um dos locais mais emblemáticos da cidade, num ambiente marcado pela técnica, resistência e espírito de equipa dos atletas.
Na competição feminina, Pinheiro/Castro sagrou-se campeã nacional ao vencer Maia/Coelho por 2-0, com os parciais de 21-11 e 21-13. O terceiro lugar foi conquistado por Santos/Maia, após uma vitória por 2-0 frente a Loureiro/Paquete, com os resultados de 21-14 e 22-20.
No quadro masculino, Sousa/Sousa subiu ao lugar mais alto do pódio depois de derrotar Iglésias/Pedrosa por 2-0, com os parciais de 21-14 e 21-13. Pombeiro/Reis terminou na terceira posição, ao superar Silveira/Andrade, também por 2-0, com os resultados de 21-14 e 26-24.
O vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo, esteve presente no encerramento da prova e participou na cerimónia de entrega dos prémios, que reconheceu o mérito dos atletas e destacou a importância da realização de uma competição nacional desta dimensão no concelho.
A prova disputada em Albufeira correspondeu à sexta e última etapa do Circuito Nacional de Voleibol de Praia de 2026, depois das passagens por Espinho, Carcavelos, Matosinhos, Macedo de Cavaleiros e Portimão. A atribuição de pontuação a dobrar para o ranking nacional reforçou a importância de cada encontro nesta fase decisiva.
Organizada pela Federação Portuguesa de Voleibol, com o apoio da Câmara Municipal de Albufeira, a Grande Final integrou a programação oficial de Albufeira – Cidade Europeia do Desporto 2026. A realização do evento reforçou a ligação do concelho às modalidades de praia e aproximou atletas, residentes e visitantes, em pleno coração da cidade.
Um trabalho de investigação desenvolvido pelo Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) do Destacamento da GNR de Portimão permitiu esta semana identificar e constituir arguido um homem pela morte de vários cães recém-nascidos, encontrados no interior de um saco numa zona florestal do concelho de Monchique.
Segundo informações apuradas, os factos ocorreram há cerca de um mês e meio, quando, durante a verificação de uma descarga ilegal de resíduos numa zona de mato, os militares localizaram, entre os materiais abandonados, um saco de plástico fechado, no interior do qual encontravam-se seis cães recém-nascidos, já sem vida.
Perante os factos constatados, o NPA deu início a diversas diligências de investigação, à procura de determinar a proveniência dos resíduos, apurar a origem dos animais e identificar o presumível responsável pelo seu abandono.
Dos indícios encontrados e de sucessivas diligências realizadas no terreno, foi possível apurar a identidade do presumível responsável e chegar a uma propriedade onde foi localizada uma cadela com sinais de ter dado à luz recentemente.
A investigação contou com o apoio da médica-veterinária do Município de Monchique, que procedeu à observação do animal, contribuindo para consolidar os elementos recolhidos pelos militares.
Confrontado com os factos apurados, o homem terá admitido o abandono dos animais numa zona de mato. Na sequência da investigação, o homem foi agora constituído arguido, tendo os factos de natureza criminal sido comunicados ao tribunal competente.
Foram igualmente apuradas infrações de natureza contraordenacional, ficando o responsável sujeito aos respetivos procedimentos legais.
Importa salientar que atos desta natureza não são apenas socialmente censuráveis, podendo também configurar a prática de crime de morte e maus-tratos a animais de companhia, sem prejuízo da eventual responsabilidade contraordenacional pelas restantes infrações detetadas.
Uma investigação que demonstra a importância do trabalho desenvolvido no terreno pelo NPA onde cada elemento recolhido acabou por ser determinante para reconstruir os factos, chegar ao presumível responsável e garantir o devido apuramento de responsabilidades.
“Foi-nos recusada a consulta quando a pedimos pela primeira vez, em Fevereiro deste ano. Voltámos a pedir a consulta e apenas recebemos resposta favorável há dois dias e depois de muita persistência”, lembra Alexandra Soares, presidente da Direcção da ‘Associação Miradouro da Luz’ e apoiante do ‘Movimento Saving Meia Praia”. “Dissemos que caso não nos fosse dada autorização, teríamos de recorrer a tribunal para conseguir ver as plantas e procedimento”, avisa, nesta entrevista exclusiva ao ‘Litoralgarve’, a advogada.
E aproveita para deixar recados aos sucessivos executivos camarários de Lagos por não terem usado “toda a sua competência para restringir a construção em zonas que, evidentemente, deveriam estar libertas de edifícios”, a poucos metros de distância do areal da Meia Praia. Houve “maus juízos políticos”, acusa Alexandra Soares, lamentando, também, a inércia, com “falta de coragem política”, da Administração Central sobre a ocupação do litoral algarvio.
José Manuel Oliveira
Meia-Praia/Lagos
Litoralgarve – Como decorreu a reunião realizada no dia 30 de Julho, em defesa da Meia-Praia, na zona de Lagos? O que disseram os populares presentes no encontro?
Alexandra Soares – Os organizadores da reunião, designadamente os fundadores do ‘Movimento Saving Meia Praia’, ficaram muito satisfeitos com a quantidade de pessoas que compareceu na reunião do passado dia 30 de Julho. Sei mesmo que as suas expectativas foram superadas. No essencial, os populares manifestaram a sua indignação pela continuidade da construção na costa portuguesa e em especial no Algarve.
“Erros do passado continuam a ser praticados” ao nível urbanístico em Lagos
“O poder local continua a promover a ocupação das zonas costeiras, atropelando o ambiente, a beleza das praias e arribas, destruindo ‘habitats’ e provocando a erosão das zonas costeiras, aniquilando áreas naturais e ignorando as alterações climáticas.”
“Houve mesmo quem transmitisse a ideia de que até a praia nos querem tirar.”
“Estamos todos cansados de tanta construção grande com prejuízo de zonas específicas.”
Prosseguindo:
– Erros do passado continuam a ser praticados. Lagos era conhecida por estar ainda um pouco livre do excesso de grande construção. Mas nos últimos anos está já a ficar descaracterizada e o poder local continua a promover a ocupação das zonas costeiras, atropelando o ambiente, a beleza das praias e arribas, destruindo ‘habitats’ e provocando a erosão das zonas costeiras, aniquilando áreas naturais e ignorando as alterações climáticas. Houve, também, quem se lembrasse das tradições da população de Lagos em eventos da Meia Praia, que em toda a sua extensão era usada para eventos populares e festas populares. O apelo da população é que se faça o que for possível para manter os espaços naturais da cidade e que lhe dão a sua beleza característica. Também se falou na ausência de equipamentos colectivos e culturais. No fundo, a ideia transversal que pairou é que estamos todos cansados de tanta construção grande com prejuízo de zonas específicas, as quais, pela sua localização e especificidade, deveriam ser melhor aproveitadas para benefício da população. Houve mesmo quem transmitisse a ideia de que até a praia nos querem tirar.
E acrescenta:
– Chamo a atenção de que este Movimento [Saving Meia Praia] é um Movimento coordenado por um grupo de cidadãos independente da Associação Miradouro da Luz, associação a que presido. Este grupo, em defesa da Meia Praia, contactou-me para que os representasse juridicamente e lhes prestasse assistência jurídica. Foi, no entanto, decidido que a Associação Miradouro da Luz iria cooperar com este grupo de cidadãos, pelo que recusei a intervenção como advogada do grupo.
Neste momento, é o grupo de cidadãos ‘Saving Meia Praia’ que maioritariamente gere e organiza as acções de defesa da Meia Praia, mas em colaboração com a Associação Miradouro da Luz. Naturalmente, o meu ‘know-How’, que vem da minha profissão, em especial na área do ambiente e urbanismo, é usado ao máximo, mas a Associação Miradouro da Luz e o Movimento em defesa da Meia Praia são assessorados juridicamente por uma equipa legal independente de mim.
“Desconhecemos a existência de avaliações ambientais no âmbito da ocupação de zonas de dunas e limítrofes, e em concreto deste projecto.”
“Não conseguimos compreender como é que os sucessivos executivos camarários não usaram toda a sua competência para restringir a construção em zonas que evidentemente deveriam estar libertas de edifícios. É falta de vontade porque mecanismos legais são mais que muitos. Tratou-se claramente de maus juízos políticos.”
Litoralgarve – Quais serão as repercussões pela prevista construção de um hotel, ao que se sabe com três andares e uma cave, perto da zona das Dunas Douradas?
Alexandra Soares – Essa é uma resposta que devia ser dirigida a quem aprovou o hotel com a densidade pretendida. Desconhecemos a existência de avaliações ambientais no âmbito da ocupação de zonas de dunas e limítrofes, e em concreto deste projecto.
Naturalmente, essa resposta tem um teor científico, cujo conteúdo tem de ser claro e transparente. E vamos procurar essa resposta. Para já podemos apenas dizer que nos parece evidente que a zona em questão pela sua importância para a cidade deveria ter sido objecto de um planeamento muito mais rigoroso do que aparenta ter sido. Não conseguimos compreender como é que os sucessivos executivos camarários não usaram toda a sua competência para restringir a construção em zonas que evidentemente deveriam estar libertas de edifícios. É falta de vontade porque mecanismos legais são mais que muitos. Tratou-se, claramente, de maus juízos políticos. Não se tratou do bem colectivo, de Lagos e das pessoas. E também nos preocupa a qualidade das praias, já que é de conhecimento geral que o equipamento de saneamento básico está sobrecarregado e tanta construção tão grande aumentará obviamente a sobrecarga.
“Há, de facto, uma falta de transparência por parte do município e dos departamentos técnicos que, para já, me dão a transmitir a mensagem de que o assunto é algo que não deve ser de conhecimento público.”
“Penso que o facto de estar ainda em tramitação é o argumento que utilizam, apesar de descabido. Mesmo quando tivemos uma reunião com a arquitecta da Câmara, gestora do processo, tivemos alguma dificuldade em ver detalhes e não pudemos tirar fotografias.”
Litoralgarve – O que sabe em concreto deste projecto? O que viu, e quando, na planta a que teve acesso na Câmara Municipal de Lagos? Que impacto terá?
Alexandra Soares – Foi-nos recusada a consulta quando a pedimos pela primeira vez, em Fevereiro deste ano. Voltámos a pedir aconsulta e aguardamos resposta. Tivemos que dizer que caso não nos fossedada autorização, teríamos de recorrer a tribunalpara conseguir ver as plantas e procedimento. Há,de facto, uma falta de transparência por parte do município e dosdepartamentos técnicos nos actos de gestão urbanística com esta importância que, para já, me dão atransmitir a mensagem de que o assunto é algo que não deve ser de conhecimento público. Penso que ofacto de estar ainda em tramitação é o argumentoque utilizam, apesar de descabido. Mesmo quandotivemos uma reunião com a arquitecta da Câmara,gestora do processo, tivemos alguma dificuldade emver detalhes e não pudemos tirar fotografias.
Litoralgarve – E o que vai ser feito a partir de agora pelos participantes nesta reunião e pelo Movimento criado em defesa da Meia-Praia?
Alexandra Soares – Parece-me que o Movimento está a crescer e estáconvicto de que valerá a pena fazer tudo o que tiverao seu alcance para tentar travar a execução daobra. Há um grupo já muito organizado de muitas pessoas com muitas ideias e energia ativista e estão cheias de vontade em contribuir para uma estratégia de defesa. A contribuição de todos é essencial porque, infelizmente, a luta contra interesses instalados é exasperante, por vezes, exigindo muita força e união.
“Enquanto a obra não estiver consolidada haverá hipótese de fazer o que deve ser feito para evitar a sua execução. Não conseguimos entender como é que uma obra tem início sem sequer estarem as especialidades aprovadas, isto, numa obra desta envergadura.”
Litoralgarve – Qualquer tomada de posição poderá chegar tarde?
Alexandra Soares – Na nossa opinião, enquanto a obra não estiver consolidada haverá hipótese de fazer o que deve ser feito para evitar a sua execução. Não conseguimos entender como é que uma obra tem início sem sequer estarem as especialidades aprovadas, isto, numa obra desta envergadura. No caso, a Câmara Municipal de Lagos considerou haver justificação para o este início tão antecipado. No entanto, não compreendemos os fundamentos. Não nos convenceram. E uma das coisas que pretendo confirmar quando consultar o processo é se a requalificação da lagoa [situada nas proximidades – n.r.d.] está já no âmbito dos trabalhos que foram iniciados e se já há parecer da Associação Portuguesa do Ambiente (APA) para esta requalificação que tem um procedimento independente, apesar de em conexão com os trabalhos do hotel. Não conseguimos ainda esta explicação e esta informação.
“A maior culpa é da Câmara Municipal de Lagos, que optou por não usar as suas competências de planeamento no interesse da cidade. Não o fez quando aprovou o Plano de Urbanização da Meia Praia e não o fez quando alterou o loteamento.”
“Também há culpa da Administração Central que protela a aprovação de instrumentos de gestão territoriais, os quais visam a protecção da costa.”
“Há muitos interesses económicos dos promotores imobiliários e de alguns proprietários que invocam direitos adquiridos. Naturalmente estes pretendem maximizar os seus investimentos.”
“Não posso criticar os promotores imobiliários, de todo, a não ser que ultrapassem os limites da lei e adoptem práticas de corrupção, cuja percepção é alta em Portugal, como sabemos.”
“Mas os direitos adquiridos não são absolutos e existem razões ponderosas e de maior que justificam a sua restrição. E o próprio Regulamento Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial prevê a possibilidade de restrição.”
Litoralgarve – Quem será o responsável pela concretização daquele projecto? De quem é a culpa?
Alexandra Soares – Na nossa opinião, a maior culpa é da Câmara Municipal de Lagos, que optou por não usar as suas competências de planeamento no interesse da cidade. Não o fez quando aprovou o Plano de Urbanização da Meia Praia e não o fez quando alterou o loteamento. Também há culpa da Administração Central que protela a aprovação de instrumentos de gestão territoriais, os quais visam a proteção da costa. Há muitos interesses económicos dos promotores imobiliários e de alguns proprietários que invocam direitos adquiridos. Naturalmente estes pretendem maximizar os seus investimentos. Não posso criticar os promotores imobiliários, de todo, a não ser que ultrapassem os limites da lei e adoptem práticas de corrupção, cuja percepção é alta em Portugal, como sabemos. Mas, reforço, os direitos adquiridos não são absolutos e existem razões ponderosas e de maior que justificam a sua restrição. E o próprio Regulamento Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial prevê a possibilidade de restrição. É uma questão de proporcionalidade e necessidade. Por exemplo, a entrada em vigor do POC – Programa de Ordenamento da Orla Costeira tem sido protelada indefinidamente por falta de coragem política e por cedências que vão sendo feitas, segundo cremos. Este POC já podia estar em vigor, é uma imposição legal a sua aprovação e vai contribuir muito para a proteção de zonas costeiras.
“O Ministério Público tem o dever de representar o Estado na protecção do ambiente e de zelar pelo cumprimento da lei, investigando e até propondo acções administrativas.”
“Todos sabemos que o Ministério Público é uma instituição que, actualmente, tem poucos recursos humanos e outras dificuldades que fazem com que, na sua prática corrente, os magistrados estejam desatentos a estas questões. Mas tem havido evolução favorável.”
Litoralgarve – Uma queixa ao Ministério Público de Lagos, alegando eventual falta de transparência, como já se fala, poderia ajudar a travar o processo?
Alexandra Soares – O Ministério Público tem o dever de representar oEstado na protecção do ambiente e de zelar pelocumprimento da lei, investigando e até propondoacções administrativas. Todos sabemos que o Ministério Público é umainstituição que, actualmente, tem poucos recursoshumanos e outras dificuldades que fazem com que, nasua prática corrente, os magistrados estejamdesatentos a estas questões. Mas tem havidoevolução favorável.
Litoralgarve – Como encara o futuro da Meia-Praia?
Alexandra Soares – Infelizmente, penso que corremos bem o risco de perder o ‘ex-líbris’ da cidade e a sua beleza natural.
Litoralgarve – E quem é a senhora Rebecca Williams, que lançou este Movimento em defesa da Meia-Praia, na zona de Lagos?
Alexandra Soares – Tem nacionalidade americana e sei que está integrada. E defende Lagos como muitos outros deveriam defender.
“Constituímos a Associação Miradouro da Luz, em 2008, com o objectivo de defender espaços verdes e urbanos de Lagos e em especial da Luz. Considerávamos que Lagos ainda estava preservada de construção na sua linha de costa, mas sabíamos da proliferação de pedidos de licenciamento à construção.”
“Na altura, focámos a nossa luta contra a construção e um hotel de 6-7 andares no topo do morro a que chamamos Cerrinho do Caracol e conseguimos a sua qualificação como zona verde. Chorei de alegria quando recebi a carta da Câmara Municipal de Lagos com essa qualificação.”
“Temos sempre muito apoio de muitas pessoas. Confesso que ser activista é muito desafiante, nos faz questionarmos muito sobre a razão, porque nos envolvemos tanto em assuntos e estamos dispostos a ter tantos contratempos.”
Litoralgarve – A senhora faz parte da Associação Miradouro da Luz, nesta freguesia do concelho de Lagos. O que tem sido feito nesse sentido em defesa do ambiente? Que construções já foram evitadas?
Alexandra Soares – Constituímos a Associação Miradouro da Luz, em2008, com o objectivo de defender espaços verdes eurbanos de Lagos e em especial da Luz.Considerávamos que Lagos ainda estavapreservada de construção na sua linha de costa, massabíamos da proliferação de pedidos delicenciamento à construção. Na altura, focámos anossa luta contra a construção de um hotel de 6-7andares no topo do morro a que chamamos Cerrinhodo Caracol e conseguimos a sua qualificação comozona verde. Chorei de alegria quando recebi a cartada Câmara Municipal de Lagos com essa qualificação.
Posteriormente,temos intervindo na luta contra outros projectos deconstrução massiva ao longo da costa da Vila daLuz. Temos algumas acções judiciais pendentes e sempre que achamos necessário desencadeamos acções de sensibilização pública sobre o objecto da nossa luta.
Litoralgarve – E como reage a população?
Alexandra Soares – Temos sempre muito apoio de muitas pessoas. Confesso que ser activista é muito desafiante, nos faz questionarmos muito sobre a razão em nos envolvermos tanto em assuntos que não nos afetam diretamente e estarmos dispostos a ter tantos contratempos. Mas a verdade é que o ambiente urbano e paisagístico está diretamente ligado à qualidade de vida e também com a dignidade humana. E se é verdade que que a generalidade das pessoas tem problemas sérios na sua vida que as levam a desvalorizar este tipo de questões, também é verdade que atualmente é exigível que o poder político e em especial o local zele por uma boa organização das cidades em que vivemos. Isto ainda que grande parte da população possa eventualmente desvalorizar o tema.
“Somos objecto de ameaças, constrangimentos, maus dizeres e maus tons, críticas e chegamos a ser odiados por alguns, uma sensação que preferia não sentir.”
“Há sempre quem se manifeste de uma forma muito rude e mal-educada.”
“Felizmente, temos já um quadro legislativo muito vasto de protecção do ambiente e existem sempre muitas pessoas que apelam à nossa intervenção, prestando apoio e exigindo que façamos algo.”
Litoralgarve – Que contratempos e obstáculos sente?
Alexandra Soares – Sofremos ameaças, passamos por constrangimentos variados, somos objeto de maus dizeres e maus tons, críticas e chegamos a ser odiados por alguns, uma sensação que preferia não sentir. Mas há sempre quem se manifeste de uma forma muito rude e mal-educada. Pode ser mesmo muito desagradável. Depois, temos, claro, pouco apoio das instituições públicas.
“Sinto que, na maioria das vezes, os serviços públicos tomam partido do promotor imobiliário e reagem connosco como se fosse uma luta de partes.”
“Tenho grande capacidade de sacrifício e supero as injustiças se estiver convicta da minha razão, ainda que beneficie pouco.”
“O meu pai era um altruísta. A minha mãe não tanto, mas muito teimosa e lutadora, uma mulher de armas. Acho que misturei tudo em mim e sou incapaz de me calar se sinto que posso fazer algo. E nunca me arrependi do que fiz. Sempre aprendi muito.”
Litoralgarve – A que nível?
Alexandra Soares – Sinto que, na maioria das vezes, os serviços públicos tomam partido do promotor imobiliário e reagem connosco como se fosse uma luta de partes. Felizmente, temos já um quadro legislativo muito vasto de protecção do ambiente e existem sempre muitas pessoas que apelam à nossa intervenção, prestando apoio e exigindo que façamos algo.
E aproveita para sublinhar:
– Por fim, costumo dizer que há coisas que não se explicam, são porque são e eu sou assim porque sou. Tenho grande capacidade de sacrifício e supero as injustiças se estiver convicta da minha razão, ainda que beneficie pouco. O meu pai era um altruísta. A minha mãe não tanto, mas muito teimosa e lutadora, uma mulher de armas. Acho que misturei tudo em mim e sou incapaz de me calar se sinto que posso fazer algo em defesa dos valores que acredito. E nunca me arrependi do que fiz. Sempre aprendi muito. O trabalho e as reivindicações da Associação Miradouro da Luz podem ser seguidos no seu ‘site’ https://www.associacao-miradouro-luz.org/
Pelas 19h00 do dia 14 de agosto, a rápida intervenção da GNR evitou uma tragédia junto à Estação Ferroviária de Tunes, envolvendo um homem de 57 anos.
O alerta foi dado por um comerciante local, depois de o cidadão ter manifestado desespero e intenções suicidas durante uma conversa informal.
Perante a gravidade das palavras, o comerciante contactou as autoridades. Os militares deslocaram-se ao local e encontraram o homem numa ponte pedonal ainda em construção, situada sobre a linha ferroviária em construção ainda inacessível ao público, à qual tinha subido através dos andaimes. Segundo foi apurado, o cidadão, com indícios de depressão, aguardava a passagem de um comboio para concretizar as suas intenções.
Segundo testemunhas, perante uma situação de perigo iminente, os guardas iniciaram um diálogo com o homem. Mantendo sempre uma postura calma e próxima, conseguiram conquistar a sua confiança, demovê-lo e convencê-lo a abandonar o local em segurança.
O homem foi posteriormente transportado de ambulância para o Hospital de Portimão, onde recebeu o necessário acompanhamento psicológico e psiquiátrico.
A atuação destes militares não se limitou ao cumprimento de uma missão. Exigiu serenidade, sensibilidade e capacidade para encontrar as palavras certas num momento decisivo. Foi uma intervenção discreta, mas de enorme importância, que evitou uma tragédia e salvou uma vida.
Um incêndio deflagrou na quinta-feira, dia 13, num restaurante localizado na freguesia de Budens, no concelho de Vila do Bispo. O alerta foi dado pelas 13h56, na sequência de um incêndio num equipamento de extração.
Por se tratar de uma ocorrência em estabelecimento de hotelaria e restauração, foram cumpridos os critérios de triangulação diferenciada, tendo sido despachados, para além dos meios do Corpo de Bombeiros de Vila do Bispo, um Veículo de Combate a Incêndios de Lagos e o Veículo Tanque do Corpo de Bombeiros de Aljezur.
A equipa do restaurante teve uma intervenção rápida e eficaz, procedendo de imediato ao alerta e à evacuação do estabelecimento. À chegada dos bombeiros, o incêndio encontrava-se já dominado, fruto da pronta intervenção da equipa do restaurante.
Os bombeiros procederam então às necessárias manobras de ventilação do espaço e de consolidação, garantindo a segurança do local e a inexistência de focos ativos ou risco de reacendimento.
No local estiveram quatro veículos dos bombeiros, com um total de 14 operacionais, uma viatura da GNR com dois elementos e dois elementos do Serviço Municipal de Proteção Civil de Vila do Bispo.
Não foram identificados danos materiais substanciais, para além da necessidade de reparação do equipamento de extração afetado. Face aos reduzidos danos registados, prevê-se que o restaurante possa retomar a sua atividade e reabrir ao público brevemente.
A ocorrência fica marcada pela rápida e eficaz intervenção da equipa do estabelecimento, que procedeu prontamente ao alerta e à evacuação, bem como pela resposta célere dos meios de emergência mobilizados, permitindo controlar a situação sem consequências de maior.
Tem 17 anos e foi levado por operacionais dos Bombeiros Voluntários Aljezur numa ambulância para um hospital do Algarve. Antes foi-lhe prestada assistência a cargo de elementos do «Projecto SeaWatch», que se encontravam a realizar uma ação de patrulha na praia, através de uma viatura no areal.
José Manuel Oliveira
Um jovem surfista, de 17 anos e nacionalidade austríaca, foi hospitalizado, após ter sido atingido por uma prancha na cabeça, quando estava na praia da Amoreira, no concelho de Aljezur, na tarde da passada terça-feira, dia 11 de Agosto.
Alerta foi dado por nadadores-salvadores
Em comunicado, o Gabinete de Imagem e Relações Públicas da Autoridade Marítima Nacional, com sede em Lisboa, indica que, “na sequência de um alerta recebido pelas 17h03, através dos nadadores-salvadores de serviço na praia, os elementos do Projeto “SeaWatch”, que se encontravam a realizar uma ação de patrulha, auxiliaram prontamente a vítima”, tendo-a “transportado, com recurso à viatura «Amarok», do areal até à ambulância dos Bombeiros Voluntários de Aljezur.”
Em seguida, o jovem surfista foi encaminhado numa ambulância para uma unidade hospitalar pelos bombeiros daquela localidade do barlavento algarvio.
Trinta e duas viaturas atribuídas ao Instituto de Socorros a Náufragos, em 2026, reforçam o «Projecto SeaWatch» na vigilância balnear ao longo da costa portuguesa
Recorde-se que, no ano de 2026, o «Projecto SeaWatch» reforça a vigilância balnear, em Portugal, com 32 viaturas atribuídas ao Instituto de Socorros a Náufragos, incluindo modelos «Volkswagen Amarok» e «ID. Buzz,» como explica a Autoridade Marítima Nacional. A iniciativa tem por objectivo a prevenção e o salvamento ao longo da costa, com especial incidência em praias não vigiadas do país.
A 30.ª edição do Festival da Sardinha, realizada entre 4 e 9 de agosto, recebeu 145.729 entradas na zona ribeirinha de Portimão, o valor mais elevado da história do evento.
O recorde anterior tinha sido alcançado em 2024, com 133 mil entradas. Em 2022, o festival contabilizou 110 mil.
O último dia do certame, domingo, concentrou a maior afluência, com 36.331 entradas. O pico de permanência no recinto ocorreu às 23h15, quando estavam presentes 20.095 pessoas, numa noite marcada pelo concerto dos Xutos & Pontapés.
Ao longo dos seis dias foram consumidos 2.515 quilos de sardinha, confecionados pelas cinco coletividades do concelho presentes no recinto. Os números divulgados não incluem os visitantes dos restaurantes aderentes e dos espaços de animação instalados noutros pontos da zona ribeirinha, como o Petinga Park e o palco Música no Jardim.
A organização destacou também os resultados alcançados na gestão dos resíduos. Segundo a Empresa Municipal de Água e Resíduos de Portimão (EMARP), o festival produziu 19.560 quilos de resíduos, dos quais 10.740 quilos foram encaminhados para valorização e reciclagem, o equivalente a 55% do total.
Entre os materiais recuperados encontram-se 8.600 quilos de resíduos orgânicos, 1.160 quilos de vidro, 520 quilos de embalagens de plástico e metal e 460 quilos de papel e cartão. Os restantes 8.820 quilos de resíduos indiferenciados seguiram para aterro.
“Chegámos à 30.ª edição com o melhor resultado de sempre. Estes números são das coletividades, dos expositores e de todos os que trabalharam no festival”, afirmou o presidente da Câmara Municipal de Portimão, Álvaro Bila.
O autarca salientou ainda que esta foi a edição em que mais resíduos foram encaminhados para reciclagem. “Crescer e ser sustentável não são coisas incompatíveis. É assim que queremos continuar”, acrescentou.
O Festival da Sardinha regressa à zona ribeirinha de Portimão entre 3 e 8 de agosto de 2027.
Um foi registado na zona de Sagres e outro no concelho de Odemira. Não há indicações de danos materiais ou pessoais.
José Manuel Oliveira
A terra voltou a tremer no Sul de Portugal, mas para já não existem informações de que tivesse provocado danos materiais ou pessoais.
Segundo informação do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, pelas 00h13m. do dia 10 de Agosto de 2026, “foi sentido nas estações da Rede Sísmica do Continente um sismo de magnitude 2.5” na escala de ‘Richter “e cujo epicentro se localizou a cerca de 6 quilómetros a Este-Sudeste do Cabo de S. Vicente”, na zona de Sagres, situada no concelho de Vila do Bispo, barlavento algarvio.
Ainda não foi recebida qualquer informação pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera de que tenha sido sentido o sismo registado no Cabo de São Vicente
Até à elaboração deste comunicado, “não foi recebida nenhuma informação, confirmando que este sismo tenha sido sentido”, refere o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, acrescentando que “se a situação o justificar será emitido novo comunicado.”
Já um sismo de magnitude 3.4 na escala de ‘Richter’, com epicentro a 18 quilómetros a Este de Odemira, acabou por ser sentido nos concelhos de Almodôvar, Beja, Ourique e Santiago do Cacém
Mais tarde, pelas 03h.08m. foi registado “um sismo de magnitude 3.4 (Richter) e cujo epicentro se localizou a cerca de 18 kms. a Este de Odemira”, no Baixo Alentejo. “De acordo com a informação disponível até ao momento, não causou danos pessoais ou materiais e foi sentido com intensidade máxima IV/V na escala de Mercalli modificada, no concelho de Odemira”, revela o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Este sismo foi, ainda, “sentido com menor intensidade nos concelhos de Almodôvar, Beja, Ourique e Santiago do Cacém”, adianta aquele organismo.