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Trabalhadores das escolas de Albufeira ameaçam greve de cinco dias em novembro

19 October 2026 at 19:27

Os assistentes operacionais das escolas de Albufeira denunciaram esta segunda-feira uma crescente sobrecarga de trabalho, que dizem ter sido agravada pelo fim da contratação externa dos serviços de limpeza, situação que levou à pré-convocatória de uma semana de greve para novembro.

O protesto decorreu em frente à Câmara Municipal de Albufeira e foi promovido pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.TO.P), reunindo “cerca de uma centena e meia” de trabalhadores dos três agrupamentos escolares do concelho, segundo fonte sindical citada pela Lusa.

Daniel Martins, dirigente do sindicato, considera que a escassez de profissionais é “um problema nacional”, mas sustenta que, em Albufeira, os assistentes operacionais “andam exaustos” porque “são paus para toda a obra”, acumulando um elevado número de tarefas.

Entre as funções desempenhadas pelos trabalhadores no concelho algarvio estão o acompanhamento e a vigilância dos alunos, o apoio às refeições, os serviços de manutenção e a assistência a crianças com necessidades educativas especiais, entre outras, enumerou o sindicalista.

Sindicato alerta para sobrecarga após fim da limpeza externa

“Toda uma panóplia de situações que nem sequer integram o conjunto de funções que lhes são atribuídas e que eles fazem de bom grado, mas sem a formação devida”, sustentou o dirigente do S.TO.P.

Este problema, acrescentou, foi agravado pelo fim do contrato de prestação de serviços de limpeza nas escolas do concelho, no final de setembro, causando “uma sobrecarga extra”.

“Se as colegas já estavam sobrecarregadas de trabalho, agora ainda lhes foi atribuído mais trabalho. As limpezas, sendo função delas, tinham sido privatizadas, mas essa subcontratação terminou agora. As colegas não aguentam, muitas estão a meter baixa, outras estão a dar mais uma hora ao final do dia para pôr as coisas no mínimo exequível. Quem paga são as crianças, que não têm escolas em condições”, afirmou Daniel Martins.

Segundo o S.TO.P, a situação pode comprometer a segurança dos alunos, uma vez que os assistentes operacionais têm de dividir o tempo entre a limpeza dos espaços e a vigilância das crianças.

“Ou existem funcionários para limpar ou funcionários para vigiar, o que não podem é estar a fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Isso significa que a segurança está em causa”, alertou o dirigente sindical.

Trabalhadores admitem greve entre 9 e 13 de novembro

Num plenário realizado hoje, os profissionais aprovaram a entrega de um caderno reivindicativo à Câmara de Albufeira, esperando “obter respostas até final do mês de outubro”, revelou Daniel Martins.

Já está agendado um novo plenário, com marcha pelas ruas da cidade, para 04 de novembro, em que será avaliada e ratificada uma greve de uma semana, já pré-convocada para os dias 09 a 13 de novembro, “dependendo do que a câmara responder”, destacou o dirigente do S.TO.P.

Câmara anuncia novas contratações e investimento em vigilância

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Albufeira, Rui Cristina (Chega), considerou as críticas injustas e revelou que, até final deste ano letivo, a autarquia espera contratar cerca de uma centena de profissionais para as escolas.

“A partir de amanhã [terça-feira], vão entrar 20 novos assistentes operacionais. Vamos apresentar em reunião de câmara uma proposta de concurso para contratar mais 35 assistentes operacionais, além de 14 cozinheiros, e contamos ter disponíveis mais 30 em colaboração com o Instituto de Emprego e Formação Profissional”, referiu.

A Câmara de Albufeira vai investir também 150 mil euros em serviços de vigilância na entrada das escolas, libertando assistentes operacionais para as suas funções, acrescentou o autarca eleito pelo Chega, lembrando que a contratação externa para a limpeza “tinha um custo de mais de 1 milhão de euros”.

“Não há nenhum município no Algarve em que os assistentes operacionais não façam limpezas. Compreendo muitas das suas queixas, acho que estes profissionais têm de ser valorizados, mas no dia a dia vão ter de cumprir o que está no seu contrato”, defendeu.

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Madalena Santos conquista bronze mundial e leva karaté de Faro ao pódio na Polónia

19 October 2026 at 18:30

Novo bronze mundial colocou Madalena Santos, atleta do Karate Clube de Faro, entre as melhores do mundo na categoria de Kumite Cadetes Feminino +61 kg, no Campeonato do Mundo de Cadetes, Juniores e Sub-21 de Karaté, disputado entre 14 e 18 de outubro, em Bielsko-Biała, na Polónia.

A medalha reforça um ano de destaque internacional para a jovem karateca farense, que já em fevereiro se tinha sagrado campeã da Europa de Cadetes, na mesma categoria, no Campeonato da Europa realizado em Limassol, no Chipre.

Com estes dois resultados, Madalena Santos junta um título europeu a uma medalha mundial numa temporada em que se afirmou nas principais competições internacionais do seu escalão.

Do título europeu ao pódio mundial

O terceiro lugar alcançado na Polónia dá continuidade ao percurso internacional da atleta, que voltou a representar o Karate Clube de Faro numa competição de elevado nível.

Para o clube farense, o resultado confirma o trabalho desenvolvido na formação e preparação de atletas para provas internacionais, destacando também o contributo da equipa técnica e de todos os que acompanham o percurso desportivo de Madalena Santos.

A conquista assume igualmente particular significado para o karaté algarvio, ao colocar novamente uma atleta da região num pódio internacional.

Madalena Santos reforça percurso internacional

Depois do ouro europeu conquistado no Chipre e do bronze mundial agora alcançado na Polónia, Madalena Santos consolida o seu percurso entre as principais atletas jovens do karaté português na categoria de Kumite Feminino +61 kg.

O Karate Clube de Faro felicitou a atleta pela prestação no Campeonato do Mundo, considerando a medalha um resultado de destaque para o clube, para Faro e para o Algarve.

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João Félix vive “sensação incrível” após colocar Olhanense na quarta eliminatória da Taça de Portugal

19 October 2026 at 18:01

O guarda-redes João Félix continua a viver a “sensação incrível” de ter sido decisivo na passagem do Olhanense, da primeira divisão distrital do Algarve, à quarta eliminatória da Taça de Portugal, depois de defender e converter um penálti no desempate frente ao Oliveira do Hospital.

Em declarações à agência Lusa, o jogador recordou o momento vivido no domingo no Estádio José Arcanjo, em Olhão, onde a formação algarvia afastou uma equipa do Campeonato de Portugal e prolongou o percurso na ‘prova rainha’.

Depois de um empate 1-1 que se manteve após o prolongamento, o apuramento teve de ser decidido através das grandes penalidades. Ao fim de 17 tentativas, João Félix acabou por assumir o papel decisivo.

O guarda-redes travou o remate de Lucas Silva, também guarda-redes do Oliveira do Hospital, antes de assumir a cobrança seguinte e converter a grande penalidade que confirmou a qualificação do Olhanense.

Guarda-redes recorda momento decisivo

“Não me passou grande coisa pela cabeça. Foi pegar na bola, ter confiança no penálti decisivo, marcar e ajudar a equipa a ganhar”, comentou João Félix.

O momento fez lembrar o desempate entre Portugal e a Inglaterra, no Europeu de 2004, quando Ricardo, guarda-redes da seleção portuguesa, cometeu proeza semelhante.

“Nem me lembrei disso, mas, quando cheguei ao balneário, os meus colegas começaram logo a falar disso e lembrámo-nos”, recordou, entre risos.

Ao telemóvel do guarda-redes do Olhanense têm chegado desde domingo “várias mensagens” de felicitações, algumas delas de antigos colegas na formação do Benfica, como Diogo Prioste e José Melro.

“Não me sinto um herói porque foi um trabalho extraordinário da equipa para chegarmos aos penáltis. É claro que a decisão de penáltis é mais focada nos guarda-redes, mas, até chegar à minha vez, houve outros colegas meus que marcaram”, considerou o atleta da equipa algarvia.

Olhanense é a única equipa dos distritais ainda em prova

O Olhanense é a única equipa dos campeonatos distritais ainda em prova na Taça de Portugal, mas João Félix rejeita qualquer título de ‘equipa-sensação’.

“O nosso objetivo é o campeonato. Vamos tentar vencer o adversário que vier na Taça de Portugal, sabendo que vai ficando cada vez mais difícil”, frisou.

Sonho de defrontar um ‘grande’ permanece

Em relação ao sonho de jogar frente a um ‘grande’, o ‘guardião’ não esconde que tem um “impacto diferente”.

“Todos os jogadores o preferem, mas, se não acontecer, já é muito bom estarmos na quarta eliminatória da Taça de Portugal”, concluiu.

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