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Loulé acolhe IX Encontro de História

1 October 2026 at 07:04

O Cineteatro Louletano recebe, nos dias 2 e 3 de outubro, o IX Encontro de História de Loulé.

O encontro reúne investigadores, académicos e a comunidade local para debater o passado, a identidade e o património do concelho, através de uma perspetiva científica e multidisciplinar.

A sessão de abertura está marcada para a manhã de sexta-feira, dia 2, às 9h30, seguindo-se a conferência inaugural proferida pelo prestigiado professor universitário, arqueólo e historiador, José d’Encarnação, sob o tema “Inscrições para a História de Loulé”.

Ao longo dos dois dias, o programa organiza-se em sete painéis temáticos que abordarão a evolução histórica do concelho sob diversos ângulos. No primeiro dia, o primeiro debate irá focar-se sobre “Arqueologia e Património”, apresentando os resultados preliminares das escavações nas obras do Centro Histórico de Loulé (2ª fase) e os vestígios arqueológicos pré-históricos da Praia do Forte Novo, em Quarteira. Seguem-se os painéis sobre o “Ensino e o Património Arquivístico”, “Sociedade e Minorias” (com enfoque na comunidade judaica em Loulé nos finais do século XV) e “Homens e Guerra”. O dia encerrará com o lançamento do Caderno do Arquivo nº 21, agendado para as 17h00.

No sábado, dia 3 de outubro, os trabalhos recomeçam às 9h00, com painéis dedicados à “Arquitetura Civil e Religiosa”, à “Estigmatização Social e Divergências”, encerrando com “Personalidades – Vida e Obra”, onde será prestada homenagem a figuras marcantes para a cultura local e nacional, como José da Costa Mealha, Maria Aliete Galhoz e Joaquim Romero Magalhães.

A tarde de sábado será reservada a visitas culturais pelo património do concelho, a partir das 14h30, e ao lançamento oficial das “Atas do VIII Encontro de História de Loulé”, programado para as 16h30, imediatamente antes da sessão de encerramento.

O IX Encontro de História de Loulé é uma organização da Câmara Municipal de Loulé e do Arquivo Municipal Joaquim Romero Magalhães, contando com o apoio científico e institucional da Universidade do Algarve (UAlg), do Centro de Estudos em Arqueologia, Artes e Ciências do Património, da Universidade de Coimbra, e do CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades, da Universidade de Évora.

X Meia Maratona de Faro regressa a 10 de abril de 2027 com novidades e aposta na experiência dos atletas

1 October 2026 at 06:55

Prova foi apresentada este sábado, dia 19, no Forum Algarve, e promete muita animação, reforço dos abastecimentos e a medalha mais bonita do País

“X Corre onde o sol te encontra”. Este é o mote da X Meia Maratona de Faro – edição de Homenagem a Artur Lara Ramos, que foi apresentada no passado sábado, dia 19, no Forum Algarve, e que vai ter lugar no próximo dia 10 de abril de 2027, com várias novidades e uma aposta reforçada na experiência dos participantes. A X Meia Maratona de Faro, que mantém o percurso homologado e se afirma como um dos momentos de referência do calendário desportivo do concelho, conta igualmente com um novo padrinho, o atleta Isaac Nader (campeão do mundo dos 1500 metros), juntando-se à madrinha de sempre, a campeã olímpica e mundial Rosa Mota, numa ligação simbólica entre o passado e o futuro do atletismo nacional e desta prova.

Na vertente competitiva, a X Meia Maratona de Faro – que além dos míticos 21,0975 quilómetros vai também contar com a distância de 10km e caminhada – vai também reforçar a sua atratividade, duplicando o prémio monetário para o primeiro classificado. Para os atletas em geral, existe também novo incentivo: será sorteado um prémio monetário entre todos os atletas que concluam a prova. Entre as novidades, está também o reforço da animação e dos pontos de abastecimento ao longo do trajeto, melhorando substancialmente a experiência de prova e dando melhores condições aos atletas participantes.

A X Meia Maratona de Faro prepara ainda uma outra grande surpresa: a medalha de participação promete ser um dos símbolos desta edição “e a mais bonita do País”, garantiu Rui Costa, da Associação de Atletismo do Algarve. Também Carlos Luís, vereador da Câmara Municipal de Faro, reforçou que esta edição da X Meia Maratona será “o início de uma nova era na história desta prova, visando proporcionar experiência imersiva a todos os participantes, promovendo o território da cidade e do concelho”. Além do vereador da Câmara Municipal de Faro, a apresentação oficial da X Meia Maratona de Faro contou ainda com a presença de Rui Costa, da Associação de Atletismo do Algarve, Marco Coutinho, CEO da Frimarc – empresa local com reconhecimento a nível nacional que se assume como patrocinador principal da prova – e de Sérgio Santos, diretor do Forum Algarve, outra entidade que se associará a este grande evento desportivo.

Super El Niño pode afetar preços dos alimentos, água e risco de incêndios em Portugal

1 October 2026 at 06:32

O fenómeno climático conhecido como El Niño pode ter impactos que vão muito além das alterações meteorológicas. Em Portugal, os seus efeitos podem refletir-se na disponibilidade de água, na agricultura, nos preços dos alimentos e no risco de incêndios, bem como aumentar a ocorrência de episódios de chuva intensa, cheias e inundações.

A intensidade e a forma como estes efeitos se manifestam dependem da evolução das condições atmosféricas e oceânicas. Períodos prolongados de calor e de baixa precipitação podem aumentar a pressão sobre rios, albufeiras e aquíferos, sobretudo nas regiões mais vulneráveis à seca.

Mais pressão sobre a água

A redução da precipitação e o aumento das temperaturas podem diminuir a disponibilidade de água para consumo, agricultura e atividades económicas. A situação exige uma gestão cuidadosa dos recursos hídricos, incluindo a proteção das nascentes, rios e zonas húmidas, a redução de perdas nas redes de abastecimento e o uso mais eficiente da água.

A responsabilidade, porém, não deve recair apenas sobre os cidadãos. O planeamento das reservas de água, a gestão das albufeiras e a preparação para períodos de escassez são fundamentais para garantir a segurança hídrica.

Seca e chuva intensa podem coexistir

Um período seco não significa necessariamente ausência total de chuva. Depois de semanas ou meses com pouca precipitação, uma chuva muito intensa pode provocar inundações e enxurradas.

Quando o solo está muito seco e compactado, a sua capacidade de absorver rapidamente grandes volumes de água pode ser reduzida. Em zonas urbanas, sistemas de drenagem insuficientes podem agravar o problema. Em áreas de encosta, a saturação rápida do solo pode aumentar o risco de movimentos de terras.

Do campo para o supermercado

A agricultura está entre os setores mais expostos às alterações das condições meteorológicas. A falta de água pode reduzir a produtividade, aumentar as necessidades de rega e elevar os custos de produção. Episódios de chuva intensa, por outro lado, podem danificar culturas, dificultar colheitas e afetar estradas e transportes.

Estas dificuldades podem chegar ao consumidor através dos preços. Se a produção agrícola diminuir ou os custos de energia, água e transporte aumentarem, alguns produtos alimentares poderão ficar mais caros.

Os efeitos podem ser particularmente relevantes em culturas importantes para Portugal, como o olival, a vinha, os cereais, os frutos e os produtos hortícolas.

Maior risco de incêndios

O calor, a baixa humidade e a vegetação seca criam condições favoráveis à propagação rápida de incêndios rurais. Uma pequena ignição pode transformar-se num incêndio de maiores dimensões, sobretudo em períodos de condições meteorológicas adversas.

Além dos prejuízos ambientais e económicos, os incêndios afetam a qualidade do ar e podem representar riscos para a saúde, especialmente para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.

Preparação é essencial

Perante fenómenos meteorológicos extremos, a prevenção e o acompanhamento dos avisos oficiais assumem particular importância. A proteção civil, os municípios, as entidades responsáveis pela gestão da água, os agricultores, as empresas e a população têm todos um papel a desempenhar.

Poupar água, evitar comportamentos que possam provocar incêndios, manter os terrenos limpos e acompanhar os avisos meteorológicos e da proteção civil são algumas das medidas que podem contribuir para reduzir riscos.

O El Niño é um fenómeno natural e os seus efeitos em Portugal não são iguais em todas as regiões. Ainda assim, períodos de maior calor, seca ou precipitação intensa mostram a importância de reforçar a preparação e a capacidade de resposta.

Mais do que prever todos os impactos, o desafio passa por estar preparado para diferentes cenários e transformar a informação meteorológica em medidas concretas de prevenção.

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