❌

Normal view

“O que se passa na infância não fica na infância”: Obra de 52 autores apresentada em Loulé

14 October 2026 at 07:02

É apresentado na próxima sexta-feira, pelas 18h30, no Polo Casimiro de Brito, em Almancil, da Biblioteca Municipal de Loulé, o livro “O que se passa na infância não fica na infância” Tomo III, por Catarina Silva Almeida. 

O momento, integrado na iniciativa “Livros Abertos”, contará com dois dos 52 autores, Ana Poeta, Rui Diniz Monteiro, bem como João Pedro Gaspar e Paulo Guerra, coordenadores da obra.

«Por considerarmos que a infância é um chão que percorremos durante a vida toda, só há que constatar que as vítimas precoces – as crianças que o sistema de promoção e proteção entende que devem ser retiradas às suas famílias biológicas, muitas vezes para delas serem protegidas – têm a vida toda para sofrerem as consequências dessas experiências adversas.

 “O que se passa na infância, não fica na infância”, obra editada pela Editora d’Ideias, recorre a 52 personalidades – ligadas pessoalmente ou profissionalmente à proteção das crianças e ao seu saudável desenvolvimento -, reunindo um conjunto de abordagens pessoais e multidisciplinares, remetendo para as consequências irreversíveis e duradouras das experiências adversas na infância – personifica uma campanha que visa prevenir os mau- tratos na infância, idealizada pela entidade que, em Portugal, se dedica a apoiar quem cresceu em acolhimento, a PAJE – Plataforma de Apoio a Jovens (Ex)acolhidos.

A obra e a campanha, qual manifesto, parte da premissa de que é fundamental contrariar a invisibilidade da adversidade e do trauma vivido na infância por cada um de nós, tornando-se, assim, imperioso que os vários contextos e os seus profissionais estejam imbuídos e capacitados de uma abordagem sensível ao trauma, que permita reconhecê-lo, bem como aos seus efeitos, e responder-lhe de forma hábil e reparadora. Para que a onda cresça! E para que cada um de nós faça o que lhe compete – estar atento, denunciar, integrar e tratar o trauma infantil antes que «o monstro tome conta de nós». (João Pedro Gaspar e Paulo Guerra)

Rui Diniz Monteiro é engenheiro, professor do ensino básico e secundário, e Hipno terapeuta com licenciatura em Psicologia. A fazer voluntariado desde há mais de 50 anos, apoiante ativo da campanha “Nem Mais Uma Palmada!”, palestrante e professor da disciplina “Sabedoria, Civilização e Felicidade” em universidades sénior.

Ana Poeta é cientista social, mestre em Educação de Adultos e Desenvolvimento Local, ativista há mais de 30 anos, atualmente trabalha na área do Bem-Estar Animal.

«Pátio do Cunha» leva a comédia à portuguesa ao Algarve em outubro

14 October 2026 at 07:00

Carlos Cunha e o seu elenco prometem duas tardes e noites de muito humor e boa disposição em Ferragudo e São Brás de Alportel.

A comédia teatral «Pátio do Cunha» está de regresso aos palcos algarvios no final de outubro, com duas apresentações que prometem arrancar muitas gargalhadas ao público. Protagonizado pelo prestigiado ator Carlos Cunha, o espetáculo conta ainda com Érika Mota, Nuno Pires e Lígia Ferreira, num elenco que dá vida a uma comédia com o sabor inconfundível da revista à portuguesa.

Com muito humor, ritmo e vivacidade, «Pátio do Cunha» retrata a essência das relações humanas e as situações caricatas do quotidiano, num registo divertido e próximo do público. Uma oportunidade para desfrutar do melhor da tradição do teatro de comédia à portuguesa, num espetáculo que promete momentos de descontração, boa disposição e muitas gargalhadas.

A digressão pelo Algarve inclui duas sessões, em Ferragudo e São Brás de Alportel, com convites para o público da região se juntar a esta celebração do humor nacional.

Duas datas para rir no Algarve

Ferragudo — 24 de outubro, às 21h30

O espetáculo sobe ao palco da ACD Ferragudo na noite de sábado, 24 de outubro. As reservas podem ser efetuadas através dos números 282 460 340 ou 968 555 854.

São Brás de Alportel — 25 de outubro, às 16h30

No domingo, 25 de outubro, «Pátio do Cunha» chega ao Cineteatro Jaime Pinto, em São Brás de Alportel, para uma sessão marcada para as 16h30. Os bilhetes têm o preço de 15 euros e estão disponíveis através da Ticketline, na Galeria Municipal e no próprio dia, a partir das 15h30.

Com um elenco experiente e uma abordagem cómica que cruza o quotidiano com as situações mais inesperadas, «Pátio do Cunha» promete conquistar o público algarvio com o humor e a espontaneidade que caracterizam a comédia à portuguesa.

Uma proposta para reunir família e amigos e aproveitar o final de outubro com muitas gargalhadas.

Serviço

  • Espetáculo: «Pátio do Cunha»
  • Elenco: Carlos Cunha, Érika Mota, Nuno Pires e Lígia Ferreira
  • 24 de outubro, às 21h30: ACD Ferragudo
  • 25 de outubro, às 16h30: Cineteatro Jaime Pinto, São Brás de Alportel
  • Bilhetes para São Brás de Alportel: 15 euros
  • Reservas para Ferragudo: 282 460 340 / 968 555 854

“Barragem da Foupana é uma falsa solução para a seca, que destrói o património natural do Algarve” – considera a Almargem

13 October 2026 at 22:54

A Almargem – Associação de Defesa do Património Cultural e Ambiental do Algarve submeteu um parecer negativo ao projeto da Barragem da Foupana.

A Almargem considera um atentado ambiental, e um potencial desastre financeiro, o investimento de 90 milhões de euros que ameaça transformar-se num “elefante branco” sem água.

A ribeira da Foupana é um dos últimos cursos de água livres do Algarve. Enquanto que a maioria dos rios do Sul foi profundamente alterada por barragens e espécies exóticas, na Foupana, cerca de dois terços dos peixes existentes são espécies autóctones que ali encontram o seu último refúgio. Erguer uma parede de betão significa destruir este ecossistema único.

O “fim da linha” para a vida na ribeira

A alteração do curso da ribeira e a criação de uma albufeira terão um impacto devastador sobre a fauna aquática:   

  • Risco de extinção local do Saramugo: Este pequeno peixe, um dos mais ameaçados da Península Ibérica, é incapaz de sobreviver em águas paradas. A albufeira significará o seu desaparecimento definitivo naquele troço.   
  • Bloqueio de peixes migradores: A parede da barragem impedirá a subida e descida de espécies emblemáticas como o Sável, a Savelha, a Enguia-europeia e a Lampreia-marinha. Sem o sinal dos peixes jovens a descer o rio, os adultos do mar deixarão de entrar na bacia do Guadiana.   
  • Isolamento e Invasão: Espécies nativas como a Boga-do-Guadiana e o Barbo-de-cabeça-pequena ficam encurraladas, tornando-se presa fácil para peixes exóticos invasores predadores (como o Achigã) que proliferam em albufeiras.   
  • Colapso dos mexilhões de água doce: Os mexilhões-de-rio (náiades em perigo de extinção) precisam das guelras dos peixes nativos para se reproduzirem. Sem estes peixes, as náiades desaparecerão também do vale.   

Da serra à praia, os impactes são múltiplos

  • Ameaça ao Lince-Ibérico: A albufeira vai inundar e cortar o corredor natural desta espécie, empurrando-os para as estradas e aumentando o risco de atropelamento.   
  • Perda de floresta e património: Ficarão submersos mais de 500 hectares de vegetação protegida, 70 hectares de azinhais, plantas raras e dezenas de moinhos tradicionais de rodízio e sítios arqueológicos romanos e medievais.   
  • Agravamento da erosão nas praias: Ao reter cerca de 10 milhões de m³ de areias e sedimentos, a barragem vai privar as praias e dunas do Sotavento do material necessário para combater o recuo da linha de costa.   

Aposta em alternativas sustentáveis

A Almargem sublinha que a verdadeira resiliência hídrica não passa por reter mais rios expostos à evaporação, mas sim por gerir a água de forma integrada:   

  • Resolver as fugas nas tubagens: Em vários concelhos do Algarve, grandes volumes de água potável perdem-se em roturas na rede. Reparar as tubagens gera mais água útil do que toda a barragem da Foupana.   
  • Guardar água no subsolo: Infiltrar a água das chuvas nos aquíferos subterrâneos (como Querença-Silves), protegendo-a do sol, da evaporação e da contaminação a um custo muito inferior.   
  • Reutilizar a água das ETAR: Usar água reciclada para a rega, poupando a água potável das barragens existentes para o consumo das populações.   

Participe na Consulta Pública até 16 de outubro

A Almargem exige à Agência Portuguesa do Ambiente a emissão de uma Declaração de Impacte Ambiental Desfavorável e apela a todos os cidadãos para que submetam a sua oposição ao projeto no portal Participa.pt (Processo de AIA n.º 3837) até ao dia 16 de outubro.

❌