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Brasil defende criação de corredores ecológicos ampliados para baleias

22 October 2026 at 03:56

As baleias-jubarte, que migram das águas próximas à Antártica para se reproduzir no litoral brasileiro, poderão ser beneficiadas por uma proposta em discussão na COP17 da Biodiversidade, realizada entre 19 e 30 de outubro, em Yerevan, na Armênia. A iniciativa brasileira busca fortalecer a proteção dos corredores ecológicos utilizados por espécies migratórias. 

A proposta brasileira, que deve ser discutida durante a conferência, quer aumentar o papel da conectividade ecológica nas políticas internacionais de conservação para alinhamento com o Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, aprovado em 2022.

A iniciativa de proteção dos locais de origem e destino, não elimina os riscos enfrentados pelos animais durante os deslocamentos. Ao longo das migrações, as baleias passam por áreas costeiras e oceânicas e ficam sujeitas a diferentes ameaças como colisões com embarcações, poluição e ruídos submarinos. 

A proteção tem como objetivo atender as necessidades das rotas percorridas por espécies que se deslocam por grandes distâncias ao longo de seu ciclo de vida, como as baleias-jubarte.  

A espécie se alimenta nas águas frias do Atlântico Sul e migra para regiões tropicais durante o período reprodutivo. A região Banco dos Abrolhos, localizado entre o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, é a principal área de reprodução da espécie no Atlântico Sul. No período entre junho e novembro, as baleias procuram as águas mais quentes e rasas da região para acasalar, dar à luz e amamentar os filhotes.

“A proposta de conectividade ecológica busca fortalecer uma abordagem que considere as diferentes áreas utilizadas pelas espécies ao longo de seu ciclo de vida e permita coordenar medidas de conservação entre elas”, analisa Marina Corrêa, analista de Oceanos da WWF-Brasil.

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Legislação brasileira

No Brasil, a legislação reconhece os corredores ecológicos como instrumentos de conservação. A Lei nº 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), define esses corredores como porções de ecossistemas que conectam unidades de conservação e permitem o deslocamento de espécies e o fluxo genético. Já o Decreto nº 4.340/2002 estabelece regras para seu reconhecimento e sua integração à gestão das áreas protegidas. 

Dessa forma, a criação de um quinto elemento dedicado à conectividade ecológica no programa da CDB pode fortalecer as orientações internacionais para o planejamento e a gestão dessas regiões. A aprovação também pode impulsionar a articulação entre países, já que muitas rotas migratórias ultrapassam fronteiras nacionais. 

Baleias também fazem parte da economia do Brasil

Além da importância ambiental, a presença das baleias-jubarte no litoral brasileiro contribui para as economias costeiras, especialmente em regiões que desenvolveram atividades de turismo de observação.

De acordo com o Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), ligado à Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo, 120 mil pessoas devem viajar anualmente para o Litoral Norte motivadas pelo avistamento de baleias. A atividade representa uma movimentação financeira direta de R$ 138 milhões por temporada.

Um levantamento divulgado em 2020 pelo Instituto Baleia Jubarte e pela ONG Great Whale Conservancy, elaborado com a participação de pesquisadores do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Universidade Duke, nos Estados Unidos, estimou que as grandes baleias presentes na costa brasileira contribuem com serviços ecológicos avaliados em 82,5 bilhões de dólares ao longo de suas vidas.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

Solidão pode tirar até seis anos de vida saudável

22 October 2026 at 03:20

Um estudo apontou que cerca de metade dos adultos americanos sofrem de solidão, enquanto quase o mesmo percentual está socialmente isolado. A análise “A solidão pode roubar quase 6 anos de boa saúde”, divulgada pela revista científica Science Daily, no início de outubro, aponta que a solidão e o isolamento social são generalizados nos Estados Unidos.  

Além das consequências para a saúde, os problemas destacados pelo estudo continuam sendo negligenciados como questões urgentes de saúde pública. 

Os pesquisadores da Escola de Medicina Pública e Tropical Celia Scott Weatherhead da Universidade de Tulane tentaram quantificar esse impacto. Eles descobriram que a solidão e o isolamento social estavam associados à perda de quase seis anos de vida livre de transtornos mentais como depressão e ansiedade.  

A especialista destacou que a solidão pode afetar a saúde por dois caminhos que se reforçam: as alterações biológicas e as mudanças no comportamento. 

Como a solidão afeta o organismo? 

A psiquiatra Elaine Bida, ressalta que a solidão persistente pode colocar o organismo em um estado de alerta contínuo, como se a pessoa estivesse permanentemente diante de uma ameaça. 

“Esse processo pode provocar alterações na produção de cortisol, o hormônio relacionado ao estresse, além de favorecer processos inflamatórios e alterações no funcionamento do sistema imunológico. Com o tempo, essas mudanças podem contribuir para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e metabólicas”, afirma a psiquiatra.  

Além disso, existe também um impacto sobre o comportamento.  

“Pessoas que se sentem solitárias podem dormir pior, praticar menos atividades físicas, alimentar-se de maneira inadequada e apresentar maior dificuldade para manter os cuidados com a própria saúde”, aponta.  

O estigma da solidão  

A solidão foi tratada por muito tempo como uma questão exclusivamente emocional. Hoje, ela também já é entendida como um comportamento que pode afetar o funcionamento do organismo, interferindo na resposta ao estresse, no sistema imunológico e na saúde cardiovascular. 

Segundo o estudo, aos 50 anos, pessoas que vivenciavam simultaneamente solidão e isolamento social apresentaram, em comparação àquelas que não vivenciavam nenhuma dessas condições: 

  • Homens: 5,8 anos a menos de vida livre de transtornos mentais e 1,7 ano a menos de vida livre das doenças físicas avaliadas. 
  • Mulheres: 3,7 anos a menos de vida livre de transtornos mentais e 2,4 anos a menos de vida livre das doenças físicas avaliadas. 

“Esses números não significam necessariamente viver menos, mas passar menos anos da vida sem desenvolver as doenças investigadas”, destaca Elaine.  

A condição é reversível? 

A especialista indica que a condição é reversível, tal qual os impactos. Porém, os resultados dependam de cada pessoa e das intervenções utilizadas. 

“Não basta simplesmente incentivar alguém a sair de casa ou frequentar ambientes movimentados. As intervenções psicológicas, especialmente aquelas que ajudam a modificar pensamentos negativos sobre si mesmo e sobre os relacionamentos, podem contribuir para reconstruir a confiança, fortalecer a autoestima e desenvolver habilidades sociais”, disse.  

Além disso, atividades físicas, participação comunitária e oportunidades de convivência também são importantes, sobretudo quando favorecem relações verdadeiramente significativas, aponta a psiquiatra.  

 

*Sob supervisão de Thiago Félix

Pernambuco registra seis mortes por dengue em 2026

22 October 2026 at 01:05

A Secretaria de Saúde do estado de Pernambuco divulgou, nesta quarta-feira (21), um novo boletim epidemiológico de arboviroses com dados entre janeiro e outubro deste ano. Os dados apontaram para um aumento de 31,8% em relação ao número de casos de dengue, em comparação ao mesmo período do ano anterior na região.  

Os números abrangem dados sobre o período entre o dia 4 de janeiro de 2026 até o dia 17 de outubro deste mesmo ano. 

Quanto a dengue, foram 12.595 casos confirmados, sendo 713 graves, além de seis óbitos confirmados e 17 sob investigação. Assim, os números apontam para um aumento de 31,8% dos casos notificados em comparação ao mesmo período de 2025.  

Foram 433 casos confirmados de Chikungunya, apresentando um crescimento de 15,9% de casos notificados, em relação ao mesmo período do ano passado.  

Já em relação aos casos de Zika, foram 1.374 casos notificados, 115 prováveis, porém nenhum confirmado. De forma geral, houve um aumento de 11,0% nos casos notificados. Além disso, 17 gestantes foram incluídas nos casos notificados.  

Números da pasta indicam as regiões do estado do Pernambuco que estão com risco de transmissão considerando o índice de infestação. Os dados apontam que 8,70% do estado está com “risco alto” para a situação de risco de surto, atingindo 16 municípios. Já 57% estão caracterizados como “risco moderado”, em situação de alerta, sendo 105 cidades. Outros 33,1% está com “risco baixo”, situação satisfatória, o que abrange 61 municípios.  

*Sob supervisão de André Rigue

Bombeiros resgatam cachorro preso em destroços em Niterói

22 October 2026 at 00:28

O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro salvou, nesta quarta-feira (21), um cachorro que estava sob destroços em Niterói. O animal estava desaparecido desde a última sexta-feira (16).  

O cãozinho Romário foi encontrado cinco dias após dois irmãos serem resgatados após o desabamento de um imóvel na cidade.  

As equipes do 3º Grupamento de Bombeiro Militar (3º GBM) só foram acionados, na manhã desta quarta-feira (21), após moradores ouvirem sons do animal.  

Segundo a nota, o animal estava assustado e acuado, o que fez com que os agentes tivessem que agir com mais cautela para realizar a retirada de Romário dos escombros.  

A ação também teve a participação dos donos do cachorro, que ajudaram a atrair o animal com a própria voz e com alimentos. A iniciativa fez com que ele se acalmasse diante da situação e não se deslocasse para áreas de difícil acesso.  

*Sob supervisão de André Rigue

Rio de Janeiro cria primeira unidade para diagnosticar TEA em adultos

21 October 2026 at 23:00

A Secretaria de Saúde do Rio de Janeiro divulgou, nesta quarta-feira (21), que o Centro Estadual de Diagnóstico para o Transtorno do Espectro Autista (CedTEA), voltado para maiores de 18 anos, é a primeira unidade do estado a oferecer atendimento especializado para adultos que buscam avaliação sobre o TEA. 

O CedTEA 18+ é uma nova unidade administrada pela Fundação Saúde, que realiza a avaliação para o diagnóstico em oito encontros com profissionais de diversas especialidades para que se chegue a um diagnóstico preciso.  

O atendimento começa com o acolhimento pela assistência social para entender o contexto da vida do paciente, e conta com consultas de psiquiatria e de neuropsicologia. 

Só nestes três primeiros meses de funcionamento, 78 adultos foram encaminhados ao local para a investigação da suspeita diagnóstica. Entre as principais queixas entre os pacientes, estão as dificuldades de interação social.  

A investigação feita pela unidade também pode identificar características semelhantes a outras condições do neurodesenvolvimento que não o TEA. 

*Sob supervisão de André Rigue

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