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Free Flow exige nova organização de pagamentos de empresas com frotas

22 October 2026 at 20:53

A expansão do sistema Free Flow, modelo de cobrança de pedágio eletrônico sem cancelas, tem transformado a rotina operacional e financeira de empresas que administram frotas de veículos no Brasil.

Diferentemente das praças tradicionais, em que a quitação da tarifa ocorre de forma imediata no momento da passagem, a tecnologia registra a circulação dos veículos por meio de pórticos de leitura automática de placas e etiquetas, permitindo o pagamento posterior da tarifa.

A mudança de formato exige maior controle das companhias sobre trajetos, valores cobrados e prazos de quitação. O gerenciamento ganha camadas de complexidade em operações com múltiplos motoristas utilizando diferentes rodovias concessionadas ao longo do dia, exigindo rotinas estruturadas de prestação de contas, autorização de desembolsos e conciliação bancária para evitar pendências financeiras.

Riscos de inadimplência e multas por evasão

No modelo sem barreira física, a passagem por um pórtico não garante a quitação automática do valor caso o veículo não possua uma tag de cobrança cadastrada e vinculada a um meio de pagamento ativo. Nessas situações, cabe ao gestor da frota ou ao motorista consultar os registros junto às concessionárias para efetuar o pagamento dentro do prazo regulamentar.

A desatenção aos prazos de vencimento das tarifas acarreta penalidades previstas no CTB (Código de Trânsito Brasileiro). O não pagamento do pedágio no período estipulado é considerado infração grave por evasão de pedágio, sujeita a multa no valor de R$ 195,23, além do lançamento de cinco pontos na CNH do condutor ou proprietário.

Adaptação do setor financeiro e meios de pagamento

Para responder às demandas do novo modelo, o mercado de gestão de pagamentos busca adaptar opções de quitação que se encaixem na rotina corporativa do departamento de contas a pagar. Entre as alternativas adotadas pelas empresas está a recarga antecipada de carteiras digitais corporativas, modalidade que reserva saldo para a quitação automática de passagens dos veículos cadastrados, evitando pagamentos individuais após cada deslocamento.

Plataformas especializadas têm expandido os meios de quitação, integrando opções tradicionais como o boleto bancário, que se soma ao Pix e ao cartão de crédito, permitindo que os custos com pedágios sejam processados dentro do fluxo regular de aprovação de fornecedores.

“Em empresa, o pagamento de fornecedor passa pelo financeiro, com boleto, aprovação e conciliação. Até agora, o gestor de frota precisava de um cartão corporativo ou de um Pix avulso para pagar pedágio. Com o boleto, a recarga entra na rotina do contas a pagar e o saldo fica disponível para todos os veículos”, afirma Pedro Hermano, CEO do Pedágio Eletrônico.

Com mais de 70 pórticos de Free Flow já em operação pelo país, o avanço da infraestrutura exige que as empresas mantenham mapeamento constante dos trajetos percorridos pelas frotas, garantindo a conformidade fiscal e operacional dos veículos em circulação.

O que é pedágio free flow e como funciona

Mercedes investe cerca de meio bilhão de euros em IA para acelerar produção

22 October 2026 at 20:18

A Mercedes-Benz anunciou um investimento de cerca de meio bilhão de euros para ampliar a aplicação de inteligência artificial em todas as etapas de desenvolvimento de seus veículos.

Por meio da nova iniciativa digital, batizada de PLM.AI (Product Lifecycle Management Artificial Intelligence), a montadora alemã passa a integrar dados, aplicativos e processos de engenharia em uma arquitetura unificada de dados.

A proposta busca estruturar o fluxo digital de informações entre diferentes departamentos em tempo real. Atualmente, os agentes de inteligência artificial da empresa atuam em etapas isoladas, como a otimização de custos de materiais, processos de homologação, identificação de falhas em protótipos e desenvolvimento de sistemas de software.

Redução de testes físicos e otimização de peso

Um dos principais impactos da nova plataforma será a redução da dependência de testes físicos na fase de engenharia. Com o auxílio de simulações digitais e análise preditiva de dados, a empresa prevê cortar pela metade a necessidade de ensaios com veículos reais ao longo do processo de homologação.

A tecnologia também será aplicada para avaliar, em tempo real, os impactos de mudanças estruturais nos automóveis. Em projetos de redução de peso, por exemplo, os agentes virtuais conseguem mensurar simultaneamente os efeitos de uma alteração de peça sobre custos, padrões de segurança, componentes de hardware e viabilidade de produção em série.

Parcerias tecnológicas e governança de dados

Para a implementação da estrutura de software, a Mercedes firmou parcerias estratégicas com a Siemens e a CONTACT Software. A Siemens fornecerá ferramentas de validação digital para a criação de “gêmeos digitais” dos veículos, enquanto a CONTACT colocará à disposição a base modular necessária para conectar os sistemas de dados.

A montadora informou que manterá a propriedade total e o controle sobre os dados operacionais e de inteligência artificial. As equipes humanas de engenharia e design permanecerão como as responsáveis finais por todas as decisões de produto antes do envio para a produção em massa.

Novo Mercedes GLC 300 é capaz de detectar desgaste de peças

 

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