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Ana Rita Arruda a magia da lã entre a tradição e a arte contemporânea

16 October 2026 at 18:38
Photo: @copyright

Da herança têxtil da Covilhã à criação de esculturas tridimensionais, Ana Rita Arruda transforma fibras de lã em peças que desafiam os limites do artesanato e da arte contemporânea. Depois de uma carreira na tradução, encontrou na feltragem a sua verdadeira vocação, dedicando-se à exploração das formas orgânicas, à experimentação artística e à formação de novas gerações.

A ligação de Ana Rita Arruda aos têxteis nasceu entre memórias familiares, tradições artesanais e o fascínio pelas cores e texturas dos tecidos. Natural da Covilhã, cidade profundamente marcada pela indústria têxtil, cresceu num ambiente onde o saber-fazer manual ocupava um lugar especial. A avó materna, professora de trabalhos manuais no antigo liceu de meninas da cidade, dominava técnicas como o bordado, o croché, o tricô e a costura, transmitindo-lhe, desde cedo, a proximidade com este universo criativo. Em criança, Ana Rita sonhava ser estilista. Fascinava-a a diversidade de tecidos e a possibilidade de transformar materiais em peças únicas. O percurso profissional, porém, começou longe das artes têxteis. Formou-se em Línguas e trabalhou durante vários anos como tradutora e intérprete de neerlandês, alemão e inglês, sem nunca abandonar por completo o interesse pelos trabalhos manuais. A mudança decisiva surgiu através do encontro com uma artista têxtil neerlandesa que, ao conhecer os trabalhos que Ana Rita desenvolvia nos tempos livres, reconheceu o seu potencial e a convidou a aprender uma nova técnica de feltragem. A experiência revelou-se determinante: em apenas três anos, deixou a tradução para se dedicar a tempo inteiro à criação artística. Hoje, a feltragem é a base de um trabalho que transforma fibras de lã soltas em esculturas sólidas e formas tridimensionais.

Sem necessidade de tecnologia complexa, o processo depende sobretudo das mãos, da água, do sabão e de um trabalho físico persistente. Através da fricção, as fibras entrelaçam-se e compactam-se, dando origem a materiais resistentes e a formas surpreendentes. Trata-se de uma técnica ancestral, preservada em diferentes tradições artesanais, nomeadamente na Mongólia, em Marrocos e na Turquia, que Ana Rita reinventa através de uma linguagem artística contemporânea. No seu ateliê, no Porto, encontra o espaço ideal para experimentar materiais, desenvolver ideias e explorar novas possibilidades. As suas criações inspiram-se frequentemente nas estruturas e formas da natureza: intestinos, ondas de água, moluscos e líquenes são algumas das referências que alimentam o seu imaginário. O resultado são peças de forte expressão orgânica, onde o contraste entre materiais, texturas e acabamentos assume um papel central. 

A lã, de aparência baça e suave, pode combinar-se com superfícies brilhantes ou elementos de maior rigidez, criando esculturas que oscilam entre o acolhedor e o inquietante, o familiar e o misterioso. Algumas parecem quase vivas, evocando formas animais ou organismos que poderiam existir num universo desconhecido. Por detrás da aparente delicadeza destas obras está um processo exigente, que requer tempo, experimentação e capacidade de superar obstáculos. Para Ana Rita, criar implica investigar, inventar e aceitar que o erro faz parte do caminho até à concretização de uma peça.

Os desafios variam consoante a dimensão e a complexidade do trabalho. Se as peças mais pequenas exigem precisão e atenção ao detalhe, as esculturas de grandes dimensões colocam dificuldades físicas consideráveis. Quando molhada, a lã pode tornar-se extremamente pesada, chegando uma única peça a atingir os 15 quilos. Dobrar, movimentar e organizar o material exige, por isso, técnicas específicas e, em determinados projetos, a colaboração de assistentes.

Entre os trabalhos que marcaram o seu percurso está O Caos e a Diva, criado para o New Hand Lab, na Covilhã. Instalado numa antiga fábrica, este espaço conjuga património industrial têxtil, criação artística e colaboração entre profissionais. A obra de Ana Rita explora o conceito matemático do caos através de uma forma entrelaçada que evoca uma borboleta, cruzando a feltragem tradicional com o tufting, técnica que permite inserir fios numa superfície com recurso a ferramentas específicas. A criação artística não esgota a atividade de Ana Rita Arruda. 

A formação e a partilha de conhecimento ocupam também um lugar importante no seu percurso. Ao longo dos anos, colaborou com instituições como a Escola Secundária Soares dos Reis e a Escola Secundária António Arroio, contribuindo para aproximar os estudantes das possibilidades expressivas das artes têxteis. Quando começou a trabalhar com feltragem, a oferta formativa nesta área em Portugal era praticamente inexistente. Perante essa realidade, assumiu o compromisso de divulgar a técnica, promover a aprendizagem e contribuir para a criação de uma comunidade em torno desta prática artística, levando-a a escolas e universidades. O seu trabalho demonstra que as técnicas tradicionais não têm de permanecer confinadas ao passado. Pelo contrário, podem constituir um ponto de partida para novas linguagens, cruzamentos disciplinares e formas de expressão. O futuro de Ana Rita Arruda passa pela participação em exposições, novos projetos e residências artísticas, incluindo uma experiência prevista na Estónia. Entre as áreas que pretende continuar a explorar está a ligação entre o têxtil e a tecnologia, nomeadamente através da soft robotics, ou robótica suave, procurando novas possibilidades de integração com a feltragem. Entre formações, encomendas personalizadas para arquitetos e colaborações multidisciplinares, a artista continua a alargar os horizontes de uma matéria-prima tão antiga quanto versátil. Na sua obra, a lã deixa de ser apenas um material associado à tradição para assumir novas formas, volumes e significados. O percurso de Ana Rita Arruda mostra como a memória artesanal pode alimentar a inovação e como, através da experimentação e da persistência, uma fibra natural se pode transformar numa expressão singular da arte contemporânea.

Paulo Perdiz/MS

Tarte de Abóbora, Amêndoa e Coco

16 October 2026 at 18:30
Créditos: MDC Media Group

Ingredientes

  • 1 massa folhada
  • Manteiga para untar a tarteira
  • 500 g de puré de abóbora
  • 180 g de açúcar
  • 4 ovos
  • 100 g de coco ralado
  • 100 g de amêndoa moída
  • 2 colheres de sopa de farinha
  • Raspa de limão
  • Canela q.b.
  • Baunilha
  • Uma pitada de sal
  • Amêndoa laminada
  • Açúcar em pó para polvilhar

Modo de preparacão

Unte uma tarteira com manteiga. Forre-a com a massa folhada e pique o fundo com um garfo. Levar a tarteira ao frio durante 10 minutos ajuda a manter a massa bem estaladiça. Numa taça à parte, coloque o puré de abóbora. 

Junte o açúcar, os ovos, o coco ralado, a amêndoa moída, a farinha, a raspa de limão, a canela, a baunilha e uma pitada de sal. Misture tudo muito bem até obter um creme homogéneo. 

Certifique-se de que a abóbora está bem escorrida para evitar um recheio demasiado líquido. Deite o creme sobre a massa folhada e espalhe uniformemente. Polvilhe a superfície com amêndoa laminada. Pressione ligeiramente a amêndoa laminada para que não se solte durante a cozedura. Leve ao forno pré-aquecido a 200°C durante cerca de 40 minutos, ou até a tarte ficar dourada e firme. 

Se a amêndoa começar a dourar demasiado depressa, cubra a tarte com folha de alumínio nos últimos minutos. Retire do forno e deixe arrefecer completamente. Antes de servir, polvilhe generosamente com açúcar em pó. 

Esta tarte fica ainda mais saborosa depois de repousar algumas horas, permitindo que os sabores se intensifiquem. Bom apetite!

Rosa Bandeira/MS

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Procura-se!… Um bocadinho mais “de classe”. Todos querem ser alguém. Poucos se lembram de ser Gente

16 October 2026 at 18:28
Cartoon by Stella Jurgen

Há coisas que não se aprendem na escola. A classe, por exemplo. Não estou a falar daquela classe que vem no boletim de notas, nem da classe económica do avião, embora esta última já tenha pouca coisa de classe e muito de económica. Falo da outra. Da classe de saber estar, saber vestir, saber comer, saber trabalhar, saber respeitar e, sobretudo, saber viver em comunidade. E, meus amigos, essa classe anda pelas ruas em vias de extinção. 

Comecemos pela roupa, que é um assunto delicado. Não porque cada um não tenha o direito de vestir o que quiser, que tem, e muito bem. Mas há uma diferença entre vestir aquilo de que gostamos e vestir aquilo que calhou estar mais à mão. Há também uma coisa chamada ocasião. Parece simples, mas pelos vistos já exige formação. Uma noite de marchas não é uma gala do fado. Uma gala do fado não é o jantar dos chicharros. E o jantar dos chicharros, por muito importante que seja — e sabemos que é — também não é propriamente a cerimónia de entrega dos Óscares. Cada momento tem o seu ambiente, a sua roupa, o seu bocadinho de bom senso. Não é preciso ir buscar um alfaiate a Paris para aparecer bem vestido, mas também não é necessário aparecer numa gala do fado com o mesmo entusiasmo têxtil com que se vai comprar pão ao domingo de manhã. Roupa cara não dá classe. Se desse, bastava comprar a etiqueta. Classe é saber o que vestir, quando e como.

Depois temos a classe à mesa. Ah, a mesa… Essa grande prova de carácter. Basta haver um almoço ou jantar comunitário e lá aparece o arquiteto do prato. A pessoa chega ao buffet e começa a construir uma obra que desafia as leis da gravidade: arroz, massa, batatas, carne, salada, sobremesa, mais um bocadinho de tudo porque “é só para provar”. O prato fica tão cheio que já não é um prato, é um condomínio. E depois, com toda a serenidade, olha para a travessa e pergunta: “Ainda há mais?”. Classe é perceber isso. É não encher o prato como se amanhã fechassem os supermercados. É servir o que se vai comer, voltar depois se ainda houver e, sobretudo, lembrar que há outras pessoas à mesa. Porque comunidade também é isto: não sermos sempre nós primeiro.

E depois há a classe na profissão, que é outra espécie em vias de extinção. Sobretudo quando aparecem câmaras, fotógrafos, entrevistas e aquela maravilhosa oportunidade de mostrar ao mundo que também estávamos lá. Parece que, mal aparece uma máquina fotográfica, desenvolve-se em algumas pessoas uma espécie de atração magnética pelo enquadramento. Há uma câmara? Lá vai alguém passar à frente. Há um fotógrafo agachado a tentar conseguir uma imagem? É precisamente por ali que alguém decide atravessar. Há uma entrevista a decorrer? É o momento perfeito para passar mesmo atrás do entrevistado, de preferência devagar, para garantir que fica bem registado. Meus amigos, não é preciso. Todos conseguimos o melhor plano. Acreditem. Não precisamos de estragar a fotografia ou a imagem do colega para conseguirmos a nossa. Há espaço para todos, há trabalho para todos e, no fim, todos queremos a melhor imagem. E às vezes, claro, acontece. Estamos longe em pensamentos, distraídos, preocupados com outra coisa, a tentar resolver cinco problemas ao mesmo tempo e, quando damos por nós, já atravessámos a frente da câmara de alguém. Acontece. E sabem o que se faz? “Desculpa.” E segue-se a vida. Pedimos desculpa. Simples. É uma palavra pequenina, mas tem uma classe enorme.

Aliás, talvez o problema seja mesmo esse: perdemos o hábito das palavras simples. Obrigado. Desculpa. Com licença. Faça favor. Não é preciso muito mais para uma comunidade funcionar melhor. Mas hoje parece que até pedir licença é uma afronta. Há pessoas que entram numa fila como se tivessem comprado prioridade vitalícia. Chegam depois de toda a gente, olham para a fila, fazem uma cara de quem acabou de descobrir uma injustiça histórica e começam lentamente a aproximar-se da frente. E ninguém sabe exatamente como aconteceu, mas cinco minutos depois já estão três pessoas atrás de quem estava primeiro. Na estrada é igual. O pisca parece ter-se tornado um acessório opcional. Dar passagem é visto como um ato de generosidade extraordinária. E agradecer quando alguém nos deixa passar? Isso então já é quase diplomacia internacional.

Também nas redes sociais a classe anda desaparecida. Toda a gente tem opinião sobre tudo, o que é perfeitamente legítimo. O problema é que agora parece obrigatório insultar quem discorda. Antigamente dizia-se: “Não concordo consigo.” Hoje, antes de chegarmos à parte do “não concordo”, já fomos informados sobre a nossa inteligência, a nossa família, a nossa profissão e, se houver tempo, até sobre os nossos antepassados. Discordar não é faltar ao respeito. Faltar ao respeito é achar que só podemos ter razão se o outro for tratado como um idiota.

E depois há aquela necessidade permanente de competir. “Eu fiz.” “Eu fiz melhor.” “Eu tenho.” “Eu tenho mais.” “Eu conheço.” “Eu conheço melhor.” “Eu estive lá.” “Eu estive lá três vezes.” Há pessoas que não conversam, fazem classificações. Até o jantar dos chicharros pode transformar-se numa competição internacional de quem conhece mais gente, quem tem a melhor mesa, quem tirou a melhor fotografia e quem conseguiu chegar mais perto da banda. E, no meio disto tudo, esquecemo-nos de uma coisa muito simples: ninguém está a entregar medalhas. Embora muitos só queiram andar de medalhinha no peito. Classe é também perceber que o outro tem falhas, aceitar as suas imperfeições e compreender que ninguém é perfeito. É saber respeitar, sem julgar, e ter empatia mesmo quando não concordamos. A classe não está no carro que conduzimos, na roupa que vestimos, no dinheiro que temos ou no tamanho da casa. Está na maneira como tratamos os outros. Está em saber esperar. Está em saber ouvir. Está em não interromper. Está em deixar comida para quem vem atrás. Está em perceber que há ocasiões diferentes e que não precisamos de aparecer sempre vestidos como se tivéssemos acabado de sair de uma sessão. Está em respeitar os outros e a forma de ser dos outros. Talvez a maior classe de todas seja perceber que não somos mais importantes do que os outros. Que o nosso trabalho vale, mas o trabalho dos outros também. Que a nossa fotografia é importante, mas a fotografia do colega também. Que queremos comer, mas os outros também. Que gostamos de estar bem vestidos, mas não precisamos de transformar cada jantar numa passadeira vermelha. Que podemos ter opinião sem precisar de esmagar a opinião alheia.

Classe não custa dinheiro. Não se compra numa loja, não vem numa marca e não se mede pelo tamanho da carteira. Vem de casa, aprende-se com os outros e demonstra-se nos pequenos gestos: num “bom dia”, num “obrigado”, num “desculpa” e no respeito por quem nos rodeia. Classe é saber estar, saber trajar e respeitar os trajes do nosso folclore. É não falar nem bater com os talheres no prato enquanto alguém discursa. É não passar à frente da câmara dos outros para conseguir a melhor fotografia. Classe é também saber organizar festas comunitárias sem amontoar tudo. Às vezes, mais simples é mais bonito, mais elegante e mais barato. Menos excessos, mais bom gosto. No fundo, todos podemos comer, vestir bem e aparecer na fotografia. Mas nem todos percebemos que a verdadeira classe está na atitude, no respeito e na educação.

E já agora: menos com menos dá mais. Menos vaidade, menos exagero e menos exibicionismo dão mais classe, mais respeito e uma comunidade onde dá gosto estar. Ainda!. Sejam felizes.

Romulo Ávila/MS

Cidade de Toronto apresenta novos projetos pré-aprovados de habitações multifamiliares “made-in-Toronto”

16 October 2026 at 18:26
Photo: @copyright

A Cidade de Toronto está a expandir o seu programa de plantas de construção pré-aprovadas com o lançamento de novos projetos para edifícios de quatro (fourplex) e seis fogos (sixplex), como forma de acelerar a construção de habitações em toda a cidade.

Os novos projetos, que se adaptam tanto a lotes largos como estreitos, desenvolvem o programa já existente de plantas pré-aprovadas da cidade para anexos residenciais (garden and laneway suites), explica um comunicado. “Estes novos projetos criados em Toronto tornam mais fácil adicionar mais habitações a propriedades residenciais”, indica a nota. “Ao disponibilizar projetos de construção sem custos, os proprietários beneficiam de um ponto de partida no processo de design.”

As plantas cumprem o Código de Construção de Ontário e incluem opções para recursos sustentáveis, estacionamento de bicicletas, armazenamento de resíduos, entre outros. Foram igualmente desenvolvidas tendo a acessibilidade, a resiliência climática, os custos e a facilidade de construção como critérios fundamentais. Os projetos foram criados por um gabinete de arquitetura selecionado através de um concurso público, acrescenta o comunicado. Esta iniciativa complementa o Catálogo de Projetos Habitacionais da Sociedade Canadiana de Hipotecas e Habitação (CMHC). Atualmente, a construção de fourplexes é permitida em toda a cidade, enquanto a de sixplexes varia consoante a localização. Se um edifício multifamiliar cumprir os requisitos de zoneamento, os proprietários podem candidatar-se diretamente à licença de construção, sem ter de recorrer ao Comité de Ajustamento.

As novas plantas de habitações multifamiliares podem ser utilizadas para preparar a candidatura à licença de construção, sendo submetidas ao processo de análise da autarquia. Ressalve-se que os requerentes continuam obrigados a contratar um profissional de projeto qualificado para assumir a responsabilidade pelo design e elaborar os desenhos e informações específicos necessários para a sua propriedade.

DCN/MS

Província vai começar a remover troço de ciclovias em Toronto após vitória em tribunal

16 October 2026 at 18:26
Photo: @copyright

A província afirma que os trabalhos para remover as ciclovias num troço de uma das principais artérias de Toronto vão começar na próxima semana.

A medida surge depois de o tribunal superior de Ontário ter anulado, em agosto, uma decisão que bloqueava a tentativa do governo de remover ciclovias protegidas ao longo de troços da Bloor Street, Yonge Street e University Avenue, em Toronto.

Dakota Brasier, porta-voz do Ministro dos Transportes, Prabmeet Sarkaria, afirmou que os trabalhos para reinstalar as faixas de rodagem para veículos na Bloor Street West vão ter início na terça-feira.

Um tribunal de primeira instância tinha impedido o governo provincial no ano passado de substituir as ciclovias protegidas por faixas para automóveis, contudo, o Tribunal de Apelo de Ontário considerou que essa sentença tinha, na prática, criado o direito a ciclovias onde este não existia.

Desde então, a província tem avançado com o seu plano para reformular a rede ciclável, apesar das objeções da autarquia.

No mês passado, o governo lançou um concurso público para estudar e projetar opções para restabelecer o tráfego automóvel nos troços com ciclovias das vias afetadas, acrescentando que o concorrente vencedor deverá também procurar formas de reter ou reconfigurar as ciclovias “onde façam sentido e não agravem o congestionamento”.

DCN/MS

Ministra da Indústria pressiona proprietário americano da Stelco a apresentar plano de salvaguarda de empregos em 5 dias

16 October 2026 at 18:25
Mélanie Joly. CBC

O governo federal está a aumentar a pressão sobre o proprietário americano da Stelco Holdings Inc. devido aos despedimentos iminentes na fábrica de aço sediada em Hamilton, Ontário.

A Ministra da Indústria, Mélanie Joly, enviou na segunda-feira uma carta ao presidente da Stelco, Paul Simon, manifestando a sua “extrema desilusão” relativamente ao plano da empresa para despedir até 500 trabalhadores em resposta às tarifas americanas e a outras pressões de mercado.

O Canadá deu luz verde à empresa americana Cleveland-Cliffs para adquirir a Stelco em 2024, ao abrigo da Lei de Investimento do Canadá (Investment Canada Act), que regula aquisições por entidades estrangeiras. A aprovação do negócio por parte do Canadá ficou condicionada à manutenção do número de empregos sindicalizados e da maioria dos postos de trabalho não sindicalizados por parte do novo proprietário, lembrou Joly. Essas condições não perdem a validade apenas porque “a estratégia empresarial ou as condições de mercado mudaram”, escreveu na missiva.

“Isto é particularmente relevante neste caso, no qual a Cleveland-Cliffs alegou que as perturbações comerciais estão a afetar as suas operações na fábrica de Hamilton Works, não obstante o apoio público prestado pelo seu presidente executivo às medidas tarifárias da Secção 232”, referiu Joly.

Lourenco Goncalves, presidente executivo da Cleveland-Cliffs, apoiou publicamente as tarifas americanas sobre o aço, afirmando que constituem um “passo necessário” para travar as importações de aço a preços de dumping. Na carta, Joly afirmou querer ver o plano da Cleveland-Cliffs para cumprir todos os compromissos assumidos na aquisição original. A ministra solicitou uma resposta no prazo de cinco dias úteis, sob pena de o governo considerar avançar com ações judiciais.

Se a produtora de aço não cumprir, Otava poderá recorrer ao tribunal superior, onde um juiz poderá ordenar à empresa que cumpra as suas obrigações, impor sanções ou até mesmo determinar a venda do negócio, explicou Joly.

Ron Wells, presidente do sindicato United Steelworkers local 1005, que representa os trabalhadores da fábrica da Stelco em Hamilton, disse estar satisfeito por o governo federal ter agido “muito rapidamente”. “Da última vez demoraram muito a reagir”, afirmou, referindo-se a um litígio anterior envolvendo a fábrica sob a alçada de outro proprietário. “Na altura, tivemos de fazer lobbying para conseguir que reagissem.”

DCN/MS

Cristiano Ronaldo é “o maior ativo do Mundo a nível de futebol”, diz Reinaldo Teixeira

16 October 2026 at 18:22
Créditos: JN

O presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) defendeu que o diálogo e o bom senso podem resolver incidente com o avançado Cristiano Ronaldo na seleção, remetendo eventuais sanções para o Conselho de Disciplina (CD).

“Acredito que, com diálogo, com bom senso, as coisas vão resolver-se”, afirmou Reinaldo Teixeira, à margem da inauguração da segunda fase do Centro de Formação da Associação de Futebol do Porto.

O dirigente escusou-se a mais considerações sobre o abandono do capitão da seleção do estágio, assim como do processo disciplinar instaurado na sexta-feira, pelo CD da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). Ainda assim, classificou Ronaldo como “o maior ativo do mundo a nível de futebol” e manifestou a esperança de um entendimento que beneficie o futebol português, Portugal e a imagem do país no exterior.

Questionado sobre a importância de uma eventual suspensão ou multa, o presidente da LPFP sublinhou a necessidade de todos os intervenientes respeitarem as regras. “O que é importante é que todos nós, agentes desportivos, cumpramos os regulamentos”, afirmou, recordando que cabe ao CD da FPF, enquanto órgão autónomo, tomar uma decisão. O dirigente assinalou ainda que o próprio Cristiano Ronaldo fez referência à questão disciplinar no comunicado que divulgou.

JN/MS

Liga Conferência: Sporting de Braga cai com estrondo em Copenhaga

16 October 2026 at 18:21
Créditos: JN

O Sporting de Braga foi até ao Parken Stadium para defrontar a equipa do Copenhaga, na primeira jornada da fase de liga única da Liga Conferência, onde acabou por sair derrotado pela margem mínima.

Foi uma estreia cinzenta na sua participação na Liga Conferência e entrou com o pé esquerdo na competição europeia, depois de uma derrota por 3-0 em Copenhaga.

Carlos Vicens mexeu em massa no onze titular e acabou por ser em demasia para o gosto das dinâmicas bracarenses.

Não é a melhor fase para o Braga. Depois do empate nos Açores frente ao Santa Clara (0-0) e da derrota com o Sporting (2-3), os minhotos caíram com estrondo na Dinamarca e vão já para três jogos sem conhecer o sabor da vitória.

Na segunda parte, um golo de Elyounoussi (49 m) e o bis de Cornelius (79 m e 86 m) ditaram uma dura derrota para os arsenalistas e um regresso azedo do avançado dinamarquês Jonas Wind ao Parken, onde nasceu para o mundo do futebol pela mão da formação do Copenhaga.

JN/MS

Benfica goleia o Celtic na noite de Jhon Durán

16 October 2026 at 18:21
Créditos: JN

O Benfica recebeu e bateu o Celtic, na Luz, por 4-1, carimbando assim a segunda vitória na Liga Europa. Marco Silva mexeu e muito na equipa inicial do Benfica para a receção ao Celtic. Durán foi a grande figura na partida. O avançado Jhon Durán foi o grande destaque ao apontar dois golos.

Num arranque afirmativo, as águias cedo desataram o nó. Jhon Durán, de grande penalidade, abriu as contas com uma panenka e bisou na partida aos 36 minutos. Pelo meio, Bah (23 m) também deixaria marca na partida, ao responder a um cruzamento de régua e esquadro de Prestianni.

O Celtic ainda procurou responder ao futebol ofensivo das “águias”, mas viu a bola esbarrar nos ferros por duas vezes, na mesma jogada, na passagem do minuto 28.

Após o descanso, os escoceses, que tinham pela frente um trabalho muito complicado, ainda reduziram pelo colombiano Camilo Durán, aos 63 minutos, mas não serviu para contornar a tendência. Até ao fecho, Pavlidis (89 m) acabaria por marcar o quarto para as tropas de Marco Silva.

Desta forma, o Benfica soma a segunda vitória em outros tantos jogos e chega aos seis pontos na fase de liga da Liga Europa.

JN/MS

Liga Europa: Sunderland dá a volta ao Torreense com um golo ao cair do pano

16 October 2026 at 18:20

O Torreense perdeu com os ingleses do Sunderland, em Leiria, num encontro em que deu muita luta, esteve a ganhar, mas acabou por sofrer a reviravolta para lá dos 90 minutos.

Após a surpreendente vitória no reduto dos noruegueses Lillestrom, por 1-2, a formação orientada por Luís Tralhão voltou a dar o ar da sua graça frente ao Sunderland, da Liga inglesa, e por muito pouco não conquistou mais um ponto na caminhada de sonho na Liga Europa.

Numa primeira parte de equilíbrio, acabou por ser a formação orientada por Luís Tralhão a abrir as hostes com um momento de inspiração de Volnei Feltes (37 m). O central brasileiro, com espaço, correu pelo campo e atirou para um grande golo de fora da área, levando assim a formação portuguesa da Liga 2 em vantagem para o intervalo.

No entanto, na segunda metade, o Sunderland acabaria por repor a igualdade, por intermédio de Jules Ahoka (67 m). Até ao fecho, os “Black Cats” apertaram e conseguiram consumar a reviravolta na compensação com um golaço de Sadiki (90+3 m).

Desta feita, o Torreense soma a primeira derrota na fase de liga da Liga Europa e segue com três pontos em dois jogos realizados.

JN/MS

Montenegro avisa críticos do Governo: “podem esperar sentados”

16 October 2026 at 17:59
Créditos: JN

Luís Montenegro deixou um aviso claro a quem critica a atuação do seu Governo e antevê um eventual fracasso. “Podem esperar sentados”, disse o líder do PSD numa ideia que também foi defendida pelo presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, no jantar de comemoração do primeiro ano da vitória autárquica na Invicta. Pelo meio dos discursos, houve ainda a recusa do líder do PSD a uma possível coligação com o Chega.

Sem nunca referir o nome do antigo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, Montenegro avisou que, por estes dias, se alguns estão a ansiar o seu “insucesso político”, como “se diz aqui no Porto, é caso para dizer que têm de esperar sentados”. Além disso, avisou que “este PSD não precisa, não deve e o país não ganha nada se estiver acorrentado ao Chega”.

Estas declarações surgiram imediatamente a seguir a Pedro Duarte ter afirmado que “o PSD quer preocupar-se com os portugueses e não com carreiras individuais de ninguém” e que o partido “está de forma convicta com Luís Montenegro”.

Se a convergência neste tema era clara, os líderes social-democratas também partilham da opinião no que toca à importância do combate ao tráfico de droga, a nível local e nacional. O primeiro-ministro assinalou que este crime é o “pai e a mãe” de todos os outros e que requer uma “estratégia transversal”. “O combate ao tráfico de droga é prioritário na estratégia nacional. Temos neste crime a origem de grande parte do sentimento de insegurança e da ocorrência de outros crimes que atentam contra os princípios elementares da regulação económica do país”, salientou.

Pedro Duarte corroborou a visão, até porque tem na segurança uma das suas prioridades. “Atenção ao fenómeno da droga e toxicodependência, que está a disseminar nos grandes centros urbanos. Temos de ter respostas adequadas porque o problema de insegurança está relacionado com este fenómeno”.

JN/MS

Transparência conclui que Ventura teve conduta grave ao distorcer factos num vídeo

16 October 2026 at 17:58
Créditos: JN

A Comissão Parlamentar da Transparência concluiu que o presidente do Chega teve uma conduta institucional “grave” ao adulterar factos num vídeo que publicou sobre uma suposta ausência de deputados no Parlamento a uma sexta-feira à tarde.

Estas conclusões sobre o comportamento de André Ventura tiveram na véspera apenas os votos contra do Chega, tendo sido aprovadas pelos restantes partidos. Este inquérito sobre a conduta de André Ventura surgiu por determinação do presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, na sequência de participações apresentadas pela Iniciativa Liberal e PS.

No passado 10 de julho, o presidente do Chega publicou nas redes sociais um vídeo visando transmitir a ideia de que, nessa sexta-feira, os deputados do PSD, PS, IL e Livre não se encontravam a trabalhar e estariam em incumprimento das respetivas funções. Perante este episódio, a Comissão Parlamentar de Transparência concluiu que a publicação deste vídeo por parte de André Ventura constitui “um comportamento inadequado e inaceitável (…), não só porque não preserva a dignidade e a credibilidade do órgão de soberania Assembleia da República nem prestigia a instituição parlamentar, como também porque afeta os deveres de urbanidade, lealdade institucional e de respeito devidos entre deputados(as)”.

De acordo com o teor do parecer aprovado, que se encontra publicado no portal da Comissão de Transparência, “a gravidade deste comportamento” do presidente do Chega “é acentuada pela omissão, na publicação que fez nas suas redes sociais, de que, nesse dia, não havia trabalhos parlamentares devido à realização do Congresso do Livre, circunstância que conhecia (não tinha como desconhecer)”.

Por isso, assistiu-se a “uma clara tentativa de adulteração da verdade dos factos, fazendo transparecer para o exterior a ideia de que não estava ninguém, nesse dia, na Assembleia da República, o que não corresponde, de todo, à verdade”.

JN/MS

Luís Neves pede auditoria ao Siresp e à Secretaria-Geral do MAI

16 October 2026 at 17:57
Créditos: JN

O ministro da Administração Interna anunciou que vai solicitar à Inspeção-Geral de Finanças uma “ampla auditoria” a “toda a contratação e a toda a atividade” da Secretaria-Geral do MAI e do Siresp. Luís Neves afirmou ainda que está “permanentemente disponível” para prestar todos os esclarecimentos sobre o organismo e o sistema de comunicações de emergência do Estado.

Numa declaração sem direito a perguntas da comunicação social, e sem nunca se referir diretamente à polémica que levou à demissão de Ricardo Carrilho da Secretaria-Geral do MAI, Luís Neves afirmou que está disponível para prestar “todos e quaisquer esclarecimentos” nos “locais próprios” e “às autoridades próprias, sejam elas quais forem”. “É isso que sucederá, tal e qual já sucedeu no passado em mais de uma ocasião. Prestarei, de uma forma absolutamente transparente e tranquila, todos os esclarecimentos sobre qualquer matéria”, afirmou o governante, depois da tomada de posse do novo secretário-geral do MAI, o major-general da GNR Nuno Parreira da Silva.

“Instruí os meus serviços para rapidamente, ainda esta semana, solicitarmos à Inspeção-Geral de Finanças uma ampla auditoria a toda a contratação e a toda a atividade que diz respeito a esta matéria, à Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna e ao próprio Siresp. 

O Siresp foi auditado até 2024 e o que eu peço, e o que eu vou pedir, é que toda esta área possa ser devidamente auditada por uma instituição de reconhecido mérito e sobretudo do ponto de vista daquilo que é a legalidade e a formalidade dos atos”, anunciou Luís Neves.

JN/MS

Otava anuncia 430 milhões de dólares para formação e recrutamento de trabalhadores em artes e ofícios qualificados

16 October 2026 at 17:55
Créditos: CBC

O governo federal planeia ajudar a financiar novas infraestruturas, equipamentos e esforços de recrutamento por parte de sindicatos e outras organizações para formar trabalhadores, no âmbito de um grande anúncio de financiamento.

O Secretário de Estado do Trabalho, John Zerucelli, anunciou esta quinta-feira um apoio financeiro no valor de 430 milhões de dólares.

O financiamento visa ajudar a cumprir o objetivo anunciado na atualização económica da primavera, intitulado Team Canada Strong, um plano para recrutar, formar e contratar entre 80.000 a 100.000 novos trabalhadores em artes e ofícios qualificados com a certificação Red Seal, reconhecida a nível nacional, até 2030-31.

Esta iniciativa insere-se num esforço contínuo para colmatar um défice superior a 20.000 trabalhadores qualificados por ano. Surge também num momento em que a proposta de lei C-39 dos Liberais, destinada a acelerar a aprovação e construção de grandes projetos, avança no Parlamento.

A verba será disponibilizada parcialmente através do Programa de Formação e Inovação Sindical (UTIP) e parcialmente através dos fundos afetados na atualização económica da primavera, dividindo-se em três eixos distintos.

O primeiro eixo ajudará a financiar investimentos em equipamentos para sindicatos, politécnicos/faculdades e outras organizações que formem trabalhadores nos ofícios abrangidos pelo Red Seal. O governo federal cobrirá temporariamente até 70% do custo dos equipamentos de formação, um aumento em relação aos anteriores 50%.

O segundo eixo, focado nas infraestruturas, destina-se a ajudar sindicatos e organizações formadoras a expandir ou construir centros de formação geridos por sindicatos, aumentando a capacidade em todo o país. O governo pretende ajudar a financiar projetos prontos a arrancar (shovel-ready) cujas obras possam iniciar-se até à próxima primavera.

O terceiro eixo, dedicado à inovação, oferecerá financiamento a organizações e sindicatos com propostas para recrutar, reter e formar profissionais dos ofícios Red Seal, incluindo o apoio aos aprendizes na progressão para a certificação.

Isto poderá incluir iniciativas como a integração de inteligência artificial ou o auxílio no recrutamento de aprendizes através de novos programas.

CBC/MS

Polícia de Durham alerta para rede de predadores online ‘The Com’ que manipula crianças para cometer atos criminosos

16 October 2026 at 17:54
Créditos: CBC

A polícia de Durham está a alertar a população para uma rede online de predadores que aborda crianças na internet e as manipula no sentido de praticarem atos criminosos.

As autoridades têm vindo a responder a vários incidentes que se julga estarem associados a esta rede, conhecida como “The Com” (abreviatura de “The Community” ou “A Comunidade”), revelou a sargento Janalyn Dowdle num vídeo publicado na terça-feira na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter.

A polícia informou que a rede tem como alvo crianças e adolescentes com idades compreendidas entre os 8 e os 17 anos, recorrendo a táticas de aliciamento (grooming), manipulação, coação e intimidação.

Os infratores “frequentemente conquistam a confiança das vítimas, criam um ambiente de segredo através do medo ou da vergonha e pressionam os jovens a participar em atividades prejudiciais ou perigosas”, de acordo com um comunicado do Serviço de Polícia Regional de Durham (DRPS).

Entre essas atividades inclui-se a coação de crianças para participarem em crimes, tais como ataques cibernéticos e chamadas falsas para o número de emergência 911 — uma prática conhecida como swatting.

O DRPS está atualmente a investigar um incidente de swatting que levou ao confinamento de segurança (lockdown) na Escola Secundária Católica Monsignor Paul Dwyer, em Oshawa, na passada sexta-feira, e “está a analisar eventuais ligações” a esta rede, informou por e-mail o sargento em funções Nicholas Gluckstein.

Em fevereiro deste ano, a polícia adiantou já ter associado a esta rede uma série de ameaças feitas a uma escola primária em Pickering.

A “The Com” poderá também manipular as vítimas para que estas partilhem imagens ou vídeos desadequados e de exploração sexual, bem como para que pratiquem atos de automutilação ou violência contra terceiros ou animais, indicou a polícia na publicação no X.

“Estão a exigir coisas verdadeiramente horríveis aos nossos jovens na região”, afirmou a detetive-constável Taryn Snow, da unidade de crimes cibernéticos da polícia de Durham.

As crianças podem ser forçadas a obedecer sob ameaças como a divulgação de informações privadas (doxing), a exposição pública ou o envio de falsos alarmes policiais à sua residência (swatting), alertaram as autoridades.

O porta-voz da Polícia Regional de York, sargento James Dickson, afirmou que o seu serviço não tem conhecimento, até ao momento, de incidentes diretamente ligados à “The Com”.

CBC/MS

Em Toronto, a luta pelas ciclovias continua nas ruas e nos tribunais

16 October 2026 at 17:53
Créditos: Francisco Pegado

Centenas de pessoas juntaram-se em Toronto para impedir a remoção das ciclovias, numa demonstração de união e participação cívica em defesa de uma cidade mais segura e acessível.

A concentração começou na terça-feira, 13 de outubro, às 17h00, no Tom Riley Park, e prolongou-se pela noite, junto à Bloor Street West, em Etobicoke. Ciclistas e membros da comunidade impediram temporariamente os trabalhos, levando os camiões de construção a abandonar o local.

O Governo de Ontário pretende remover cerca de 19 quilómetros de ciclovias protegidas nas ruas Bloor, Yonge e University Avenue, para dar mais espaço ao trânsito automóvel.

Para os manifestantes, esta é também uma questão de segurança, qualidade de vida e mobilidade sustentável.

A luta continua nos tribunais

“As ciclovias salvam vidas… Fazem-me sentir segura”, afirmou Maria Maioo, ciclista presente no protesto. A 13 de outubro, a Cycle Toronto e a organização ambientalista Ecojustice anunciaram que vão pedir autorização para recorrer ao Supremo Tribunal do Canadá, após uma decisão desfavorável do Tribunal de Recurso de Ontário.

Em 2025, o Tribunal Superior tinha decidido a favor dos defensores das ciclovias. Contudo, em agosto de 2026, o Tribunal de Recurso reverteu essa decisão, considerando que o tribunal de primeira instância tinha ultrapassado os limites da sua função ao interferir nas decisões políticas do Governo.

Agora, as organizações pretendem que o Supremo Tribunal analise questões constitucionais relacionadas com o direito à vida e à segurança.

O ministro dos Transportes de Ontário, Prabmeet Sarkaria, garantiu que a remoção das ciclovias vai prosseguir, apesar dos protestos. “Estas ciclovias vão ser removidas”, afirmou na rede social X.

Apesar da posição do Governo, ciclistas e residentes prometem continuar os protestos por uma mobilidade mais segura e sustentável.

FP/MS

Brazil Film Fest Toronto celebra o cinema brasileiro na sua 18.ª edição

16 October 2026 at 17:52
Crédito: Brazil Film Fest Toronto

O Brazil Film Fest Toronto regressa ao TIFF Lightbox, em Toronto, nos dias 9, 10 e 11, para celebrar a diversidade e a criatividade do cinema brasileiro.

Na sua 18.ª edição, o festival apresenta uma seleção de mais de 20 filmes, entre longas-metragens, curtas-metragens e documentários, que revelam a riqueza cultural e a pluralidade das histórias brasileiras.

O festival promove o encontro entre culturas, reunindo espectadores, cineastas e profissionais da indústria cinematográfica num espaço de partilha de ideias, experiências e diferentes perspetivas sobre o mundo.

Segundo a organização, o objetivo é reforçar os laços culturais entre o Brasil e o Canadá, dar maior visibilidade ao cinema brasileiro e fomentar o diálogo artístico num ambiente de diversidade e inovação.

O cinema é, afinal, uma expressão da memória e da identidade dos povos, uma arte que atravessa fronteiras, aproxima culturas e nos convida a descobrir o mundo através de outros olhares.

FP/MS

Crianças votam na Árvore do Ano de Toronto para 2027

16 October 2026 at 17:50
Créditos: Francisco Pegado

A Câmara Municipal de Toronto promoveu, nos dias 10 e 11 de outubro, o Kids Vote Weekend, uma iniciativa que convidou as crianças a votar na sua árvore preferida e a aprender como funciona o processo eleitoral.

Cinco espécies estiveram a votação: Tilia (Basswood), Bétula-Branca (Paper Birch), Carvalho-Vermelho (Red Oak), Bordo-Açucareiro (Sugar Maple) e Pinheiro-Branco (White Pine).

A árvore vencedora será anunciada após as eleições municipais de 26 de outubro. Em 2027, a espécie escolhida será destacada através de iniciativas ambientais, incluindo plantações especiais e distribuição de árvores jovens.

Ewan, um dos jovens participantes, salientou a importância de poder expressar a sua opinião: “É ótimo. Mesmo sendo uma votação sobre árvores, é muito bom poder dar a nossa opinião “é importante aprender como funciona o processo eleitoral.”

A iniciativa municipal juntou crianças e famílias para incentivar a participação cívica desde cedo e sensibilizar os mais jovens para a importância das árvores na cidade.

FP/MS

LiUNA Local 183 atribui mais de um milhão de dólares em bolsas de estudo a 116 estudantes

16 October 2026 at 17:41
Membros da LiUNA 183 e os 116 estudantes da 28.ª edição anual da LiUNA Local 183 Scholarship Trust Fund. @LiUNA

A LiUNA Local 183 assinalou a 28.ª edição anual da LiUNA Local 183 Scholarship Trust Fund, atribuindo mais de um milhão de dólares canadianos em bolsas de estudo a 116 estudantes, filhos e netos de membros ativos e reformados do sindicato, para apoiar a continuidade dos seus estudos pós-secundários e a concretização dos seus objetivos académicos e profissionais.

Durante a cerimónia, Jack Oliveira, Business Manager da LiUNA Local 183, felicitou os estudantes e as respetivas famílias, destacando os sacrifícios feitos pelos pais para proporcionar melhores oportunidades aos filhos “nunca se esqueçam das vossas origens e dos sacrifícios que as vossas famílias fizeram para vos proporcionar um futuro melhor”, afirmou. O responsável revelou ainda que foram recebidas mais de 600 candidaturas este ano.

Também Joseph Mancinelli, vice-presidente internacional da LiUNA e diretor para o Canadá, salientou o orgulho dos membros em apoiar os filhos “esta noite, celebramos não só as conquistas académicas dos estudantes, mas também o orgulho dos nossos membros por poderem apoiar os seus filhos e netos”, destacou.

Durante a cerimónia, conversámos com alguns dos estudantes distinguidos, que partilharam a sua emoção e gratidão pelo apoio recebido.

Entre os bolseiros, Emma Saraiva Almeida, da University of Guelph-Humber, sublinhou que o apoio lhe permitirá dedicar mais tempo aos estudos, reduzindo as preocupações com as despesas escolares “o esforço e o trabalho que dediquei aos estudos valeram a pena”, afirmou, agradecendo à organização pela oportunidade.

Para Tushig Ariunjargal, do Centennial College, receber a bolsa foi motivo de orgulho “é uma honra receber esta bolsa de estudo», declarou, agradecendo à LiUNA Local 183 pelo reconhecimento.

Já Aaron Baldeo, da University of Toronto, destacou o impacto do apoio na sua família, reconhecendo o esforço dos pais para financiar a sua educação “os meus pais trabalham muito para pagar a minha educação e sei que esta bolsa os vai ajudar bastante”, explicou, acrescentando que deseja que o apoio também contribua para aliviar os encargos dos pais.

Por sua vez, Keiliah La-Lowe, também da University of Toronto, salientou o significado pessoal desta distinção “enquanto jovem negra, este reconhecimento mostra-me que a comunidade continua a acreditar nos jovens”, afirmou, considerando a bolsa um incentivo para investir no futuro e alcançar os seus objetivos profissionais.

Emma Travassos, da George Brown Polytechnic, expressou igualmente a sua gratidão “é uma honra receber o apoio da LiUNA Local 183”, afirmou, destacando a diferença que estas iniciativas fazem na vida dos estudantes.

Os testemunhos destacam a importância das bolsas no apoio às famílias, no reconhecimento do mérito académico e na criação de melhores oportunidades para o futuro dos jovens.

Desde 2006, a Local 183 Scholarship Trust Fund já atribuiu mais de 11 milhões de dólares em bolsas de estudo, apoiando mais de 1.200 beneficiários.

A iniciativa reafirma o compromisso da LiUNA Local 183 com a educação, reconhecendo o mérito académico, apoiando as famílias e criando melhores oportunidades para as próximas gerações.

FP/MS

LiUNA! Local 183 destaca formação, segurança e inovação na construção

16 October 2026 at 17:41
LiUNA! Local 183 destaca formação, segurança e inovação na construção. Créditos: Francisco Pegado

LiUNA! Local 183 Industry Awareness Event 2026 reuniu profissionais, empresas e parceiros para celebrar os resultados da formação, apresentar novas tecnologias e promover a segurança na indústria da construção.

Um dos momentos altos foi a entrega dos prémios anuais. Tevon Nurse e Isabella Labao receberam o Apprentice of the Year, enquanto a Dagmar Construction foi distinguida com o Vic Soncin Commitment to Training Employer Appreciation Award, pelo seu compromisso com a formação.

Jack Oliveira, Business Manager da LiUNA Local 183, destacou a importância de reconhecer o mérito dos aprendizes e de preparar os profissionais do futuro “é  um dia muito importante para celebrarmos o bom trabalho dos nossos aprendizes e reconhecermos aqueles que mais se destacaram ao longo do programa de formação”, afirmou.

O dirigente salientou ainda a importância da participação feminina, sublinhando que a distinção atribuída a uma mulher este ano transmite uma mensagem positiva aos futuros profissionais. Agradeceu também às empresas parceiras pelo apoio prestado ao centro de formação, nomeadamente através da disponibilização de materiais para os cursos, e aos órgãos de comunicação social comunitários pela divulgação da iniciativa.

Sandro Pinto, diretor executivo da LiUNA Local 183 Training and Rehabilitation Fund, destacou a intensa atividade do centro, nomeadamente a renovação de milhares de certificações de segurança “a inovação tecnológica é fundamental para a indústria da construção. Temos de continuar a actualizar os nossos programas e a trabalhar em conjunto com os sindicatos e as empresas para acompanhar essa evolução”, afirmou.

Entre as prioridades para o próximo ano,Sandro Pinto apontou a melhoria dos programas de formação, o recrutamento de novos profissionais e o aumento da participação feminina “não é possível garantir o futuro da indústria da construção sem uma maior participação das mulheres”, salientou.

A colaboração das empresas esteve igualmente em evidência. Cintya Prazares-Mare, presidente da Senso Group Building Supplies, recordou o apoio recebido da comunidade portuguesa no início da empresa. 

“Começámos por ser uma empresa pequena e foi sobretudo a comunidade portuguesa que nos apoiou e nos ajudou a chegar onde estamos hoje. Por isso, sentimos que é importante retribuir esse apoio. Estes encontros permitem conhecer os formandos que concluem os seus programas e estabelecer contactos com outros profissionais”afirmou.

Leigh Crawford, responsável territorial da Milwaukee Tool, destacou que o compromisso da empresa vai além do fornecimento de ferramentas, incluindo o contacto directo com os trabalhadores e o apoio ao sindicato.

Já Dal Hennig, director de operações da Action First Aid, salientou os cerca de 30 anos de experiência da empresa na formação em primeiros socorros e a colaboração com o Local 183 nesta área.

O evento demonstrou como a parceria entre sindicatos, centros de formação e empresas contribui para desenvolver competências, melhorar a segurança e preparar os profissionais para os desafios da construção. Num sector em constante evolução, investir na formação é também investir no futuro dos trabalhadores e da indústria.

FP/MS

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