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Received — 15 October 2026 ⏭ A Voz de Trás-os-Montes

PSD diz que adiamento de reunião com ministra foi “oportunidade perdida de diálogo”

15 October 2026 at 18:07

VTM

A Comissão Política Distrital do PSD de Vila Real lamenta o adiamento da reunião entre a ministra da Saúde e a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT), agendada para quarta-feira, para discutir a organização dos cuidados de saúde na região e a criação de uma Unidade Local de Saúde (ULS) própria.

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, os social-democratas explicam que a ministra não pôde comparecer por motivos de saúde pessoal, mas que o secretário de Estado da Gestão da Saúde estava presente e disponível para realizar a reunião. Também o Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro tinha sido convocado.

Segundo o PSD, o encontro pretendia esclarecer os autarcas sobre a situação da Unidade Hospitalar de Chaves e os procedimentos necessários à criação da futura ULS do Alto Tâmega e Barroso. Estava igualmente prevista a discussão do plano de negócios e do perfil assistencial da nova entidade.

A estrutura distrital do PSD considera que os autarcas presentes recusaram realizar a reunião apenas devido à ausência da ministra, optando pelo adiamento dos trabalhos. Na sua perspetiva, a decisão representou “uma oportunidade perdida de diálogo, de esclarecimento e de construção de soluções” para a organização dos cuidados de saúde na região.

“Num assunto tão importante como a saúde, o que se exige é diálogo institucional, capacidade de entendimento e disponibilidade para encontrar soluções”, defende o PSD, que considera que o diálogo não deve ser substituído pelo confronto político quando está em causa a resposta às necessidades das populações.

No comunicado, rejeitam ainda que o adiamento possa ser transformado numa acusação política de desconsideração pelo Alto Tâmega e Barroso. Afirmam que o Governo respeita a região e os seus autarcas, mas sublinham que a disponibilidade para o diálogo institucional “não pode significar aceitar ultimatos políticos”.

O PSD de Vila Real espera que a próxima reunião, apontada para a terceira semana de novembro, permita retomar a discussão e encontrar soluções para os cuidados de saúde na região, em vez de alimentar polémicas político-partidárias.

Os deputados eleitos pelo PSD no círculo eleitoral de Vila Real reafirmam, por sua vez, o compromisso de continuar a defender a valorização dos recursos humanos e dos cuidados de saúde prestados na Unidade Hospitalar de Chaves, bem como a criação da ULS do Alto Tâmega e Barroso, tanto na Assembleia da República como junto do Governo.

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Bispo pede “Revalorização” do Domingo

15 October 2026 at 17:11

VTM

Na mensagem de novo ano pastoral, D. António Augusto Azevedo assume existirem três linhas orientadoras para o momento atual, “marcado por incertezas e desafios”.

Isso requer da Igreja “um discernimento mais atento e, por parte dos cristãos, maior consciência e um forte compromisso com a missão”.

Destaca o prelado que “o mundo precisa que sejamos testemunhas da vida nova e da paz de Jesus Ressuscitado. Não podemos desistir de ser anunciadores do evangelho da esperança e construtores de uma magnífica humanidade”.

Com o lema para o próximo triénio “Em Cristo (re)construímos comunidades vivas”, o novo ano pastoral na diocese de Vila Real será marcado por três grandes “linhas orientadoras”, como afirmou o bispo, D. António Augusto Azevedo. A “revalorização da celebração do Domingo”, a iniciação da vida cristã para crianças e adolescentes através da catequese e o cuidado pastoral a idosos e doentes.

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Agricultores transmontanos alertam para “situação limite” do setor primário

15 October 2026 at 16:40

VTM

As organizações de agricultores, cooperativas e produtores agroflorestais de Trás-os-Montes e Alto Douro manifestaram apoio às reivindicações da CAP, que exige ao Governo um pacote extraordinário de 140 milhões de euros para compensar o aumento dos custos de produção e recuperar a competitividade do setor face a Espanha.

Francisco Pavão, da Associação de Produtores em Proteção Integrada de Trás-os-Montes e Alto Douro (APPITAD), destaca à VTM a “subida abrupta dos fatores de produção, fertilizantes e combustível, que nos limita muito sermos competitivos, sobretudo, perante os nossos vizinhos espanhóis, que têm apoios completamente diferenciados e muito superiores aos portugueses”.

Diz Francisco Pavão que “o agricultor é sempre aquele que é o elo mais fraco da cadeia, aquele que perde, defendendo uma política de apoio aos agricultores que acompanhe as medidas adotadas pelos restantes países europeus.

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“António Cabral é uma referência identitária para o concelho”

15 October 2026 at 15:34

VTM

O mural resultou das Oficinas de Cerâmica promovidas em várias localidades do concelho, no âmbito do projeto “Território Vivo – Cultura para Todos”. Cada participante contribuiu com uma peça de barro, posteriormente integrada na composição final, transformando o trabalho individual numa homenagem partilhada à figura de António Cabral.

De acordo com o presidente da Câmara de Alijó, José Paredes, “António Cabral continua, hoje, muito presente no imaginário deste território e, de um modo muito especial, em Castedo do Douro, a sua terra natal”. O autarca acrescenta que “pela sua poesia, que é intemporal, e pelo seu trabalho no estudo e divulgação dos jogos populares, António Cabral é uma referência identitária para o concelho de Alijó”.

Memória

A inauguração contou com a presença de familiares do escritor, num momento de reconhecimento da importância de preservar e transmitir o seu legado às gerações mais novas. A escolha de Castedo do Douro, terra natal do autor, reforçou a ligação entre a obra, a comunidade e a identidade local.

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Concelho conta com mais três novos Postos de Emergência Médica

15 October 2026 at 10:04

VTM

O concelho de Alijó passou a dispor de quatro Postos de Emergência Médica (PEM), com a entrada em funcionamento de três novas valências em Favaios, Pinhão e Sanfins do Douro, que se juntam à já existente nos Bombeiros Voluntários de Alijó, desde o dia 1 de outubro.

Os novos postos resultam de protocolos entre o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e as respetivas associações humanitárias. Em Alijó e Sanfins do Douro, o serviço funciona 24 horas por dia, durante todo o ano, enquanto em Favaios e no Pinhão está assegurado entre as 8h00 e as 20h00, pelo menos até ao final deste ano, existindo a forte possibilidade de passarem, também, a funcionar durante todo o dia.

Ambição antiga

Para Vítor Sequeira, comandante dos Bombeiros de Favaios, a concretização do PEM representa o cumprimento de uma ambição antiga. “Era algo que ambicionávamos há cerca de oito anos”, afirmou à VTM, sublinhando que a nova resposta reforça significativamente a disponibilidade de meios no concelho.

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Received — 14 October 2026 ⏭ A Voz de Trás-os-Montes

Três barracas destruídas após incêndio em Mateus

14 October 2026 at 15:14

VTM

O alerta, de acordo com o comandante dos Bombeiros da Cruz Verde, José Salcedas, aconteceu às 00h50 de sábado, tendo sido mobilizados para o local 32 operacionais e sete veículos de três corporações. Além da Cruz Verde, estiveram presentes bombeiros da Cruz Branca e de Sabrosa.

À chegada dos meios de socorro, explicou José Salcedas à VTM, o fogo já tinha atingido a zona das barracas, com o combate a centrar-se, sobretudo, nessa área. O resultado acabou por ser a total destruição de três barracas, assim como duas viaturas.

Albino Nascimento é um dos moradores que perdeu os seus pertences no incêndio. Segundo contou à VTM, as chamas propagaram-se rapidamente e várias botijas de gás rebentaram, obrigando os moradores a fugir. No local, diz, estavam três casais, um deles com uma filha, menor de idade.

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Bombeiros pedem rapidez no pagamento de apoio extraordinário aos combustíveis

14 October 2026 at 14:14

VTM

A posição surge após a publicação, em Diário da República, do Decreto-Lei n.º 199/2026, que atribui apoios a diferentes setores afetados pelo aumento dos custos dos combustíveis. O diploma prevê uma dotação máxima de três milhões de euros para empresas de transportes de táxis, entidades do setor social e associações humanitárias de bombeiros.

No caso das corporações, o apoio incide sobre o gasóleo rodoviário e a gasolina utilizados em veículos de socorro, combate a incêndios e transporte de doentes. O valor definido é de 10 cêntimos por litro, considerando um consumo de referência de 1200 litros mensais por viatura nos veículos de classe S (Super) das associações humanitárias e de 400 litros nos restantes veículos.

Para a federação distrital, a medida é positiva, mas deve ser acompanhada por uma resposta célere aos problemas que continuam pendentes na aplicação do anterior regime de apoio aos combustíveis. A estrutura distrital manifesta “profundo descontentamento” relativamente ao Decreto-Lei n.º 80-A/2026, de 31 de março, alegando que várias associações do distrito ainda não receberam qualquer verba, apesar de terem cumprido os procedimentos de candidatura. Nas corporações que já receberam pagamentos, a federação afirma que estes foram feitos “de forma tardia” e que os valores ficaram abaixo do que era expectável.

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Received — 13 October 2026 ⏭ A Voz de Trás-os-Montes

Mais de 600 escuteiros reunidos em encontro regional

13 October 2026 at 18:59

VTM

Organizado pelo Agrupamento 1115 de Montalegre, o encontro ficou marcado pela “fé, pela amizade e pelo compromisso educativo”, sublinha o CNE da região de Vila Real em comunicado.

A celebração da Eucaristia foi presidida por D. António Augusto Azevedo, bispo de Vila Real, e reafirmou a “dimensão espiritual do Escutismo e a importância da fé na vivência da Promessa e da Lei escutista”.

Fátima Fernandes, presidente da Câmara de Montalegre, recebeu os escuteiros e destacou o papel do escutismo na “formação das novas gerações, enquanto movimento que promove valores fundamentais como a solidariedade, a responsabilidade, o respeito pelo próximo, a entreajuda e o compromisso com a comunidade”.

Já António Escudeiro, Chefe Regional do Corpo Nacional de Escutas (CNE), este encontro foi muito mais do que uma concentração de escuteiros. “É o momento de nos voltarmos a encontrar, fortalecer amizades e renovar os laços que nos unem nesta grande família escutista”, disse o dirigente regional do CNE.

O movimento tem um papel educativo numa sociedade em que os valores e as referências parecem, por vezes, perder importância junto dos mais jovens, realçou António Escudeiro durante o encontro.

O CNE inspira-se na “fé cristã e nos princípios fundamentais de Deus, da Pátria e da família”, procurando “transmitir valores que começam em casa, se fortalecem no escutismo e se revelam nas escolhas e atitudes de cada um”, realça o documento do movimento.

No final desta iniciativa, António Escudeiro agradeceu ao Agrupamento 1115 pelo empenho na organização e ao município de Montalegre pelo apoio prestado, “deixando uma palavra de reconhecimento a todos os que contribuíram para o sucesso da iniciativa”.

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Received — 12 October 2026 ⏭ A Voz de Trás-os-Montes

Fontelas apresenta exposição à AF Vila Real por atitudes da equipa de arbitragem

12 October 2026 at 17:14

VTM

O Futebol Clube de Fontelas apresentou uma exposição formal à Associação de Futebol de Vila Real (AFVR) e ao respetivo Conselho de Arbitragem, na sequência dos acontecimentos registados no encontro frente ao Pedras Salgadas, referente à última jornada da Divisão de Honra. Em causa estão alegados comentários depreciativos, respostas consideradas desrespeitosas e comportamentos que a direção do clube entende serem incompatíveis com as responsabilidades da equipa de arbitragem.

Em declarações à VTM sobre o sucedido, Hugo Ermida, presidente do FC Fontelas, fez questão de separar a contestação à postura dos árbitros da análise ao jogo e ao resultado. “Não depende de questão de resultados ou que a arbitragem, de alguma forma, tenha influenciado nisso. Não é uma situação dessas”, disse, acrescentando que o desagrado está relacionado com a forma como, alegadamente, os elementos dessa equipa terão interagido com os atletas visitantes.

“Árbitro nunca pode tomar partido de maneira nenhuma”

“Sabemos perfeitamente que ia ser um jogo bastante complicado e temos noção da diferença qualitativa de uma equipa para a outra”, declarou o responsável do Fontelas. Segundo Hugo Ermida, durante a partida, os reparos feitos pelos da sua equipa a algumas decisões do trio de arbitragem terão recebido respostas acompanhadas de sorrisos e de uma postura que considerou provocatória.

O presidente deu como exemplo uma situação em que um jogador terá sido impedido de prosseguir o seu movimento em direção à bola pelo árbitro. Quando questionado sobre a razão pela qual não interrompeu o jogo, este terá respondido que não tinha de o fazer porque a bola não lhe tinha tocado.

“Tudo bem, é uma decisão dele, mas era mais fácil dizer isto do que estar a rir-se”, relatou o responsável, frisando que a contestação não se prende com a interpretação técnica do lance, mas com a forma como a resposta terá sido dada.

Uma outra situação apontada pelo presidente diz respeito uma suposta falta atacante na área da sua equipa, quando um elemento da arbitragem terá comentado que a queda “parece uma piscina”.

O presidente considera que este tipo de interação ultrapassa a discussão sobre decisões de arbitragem. “Uma coisa é uma má decisão e qualquer jogador tem de perceber isso. Outra coisa é estar em campo e ter o senhor que mais tem de ter mão no jogo a provocar”, afirmou.

O responsável entende que a forma de comunicar com os atletas pode contribuir para aumentar a tensão dentro de campo e tornar o jogo mais agressivo. “Um árbitro nunca pode tomar partido de maneira nenhuma em jogos”, defendeu, argumentando que os jogadores podem reagir ao comportamento que atribuem à equipa de arbitragem.

O presidente referiu ainda um episódio após o encontro, junto à saída do recinto desportivo. De acordo com a sua versão, um elemento da arbitragem terá entrado no carro e, ao sair, perante jogadores e adeptos do Fontelas, terá piscado o olho e sorrido. Hugo Ermida interpretou o gesto como “uma atitude clara de provocação”.

O clube sustenta, no comunicado oficial, que o desagrado “não se prende apenas com decisões técnicas tomadas durante a partida”, mas com “um conjunto de atitudes, comentários e gestos” que considera incompatíveis com o respeito exigido aos agentes desportivos.

“Não tem a ver exclusivamente connosco”

Apesar das críticas, Hugo Ermida ressalvou que não pretende generalizar a todos os árbitros nem colocar em causa a dificuldade da função. “Sabemos que o erro humano na arbitragem está inerente”, afirmou, lembrando que o futebol distrital não dispõe de videoárbitro.

A intenção, explicou, é levar a AFVR e o Conselho de Arbitragem a analisar situações que o clube considera não serem exclusivas do Fontelas. “Não tem a ver exclusivamente connosco. Aconteceu connosco, temos de ser nós a relatar o assunto. Mas isto é geral”, declarou.

Hugo Ermida reconheceu que o comunicado partilhado nas suas redes sociais poderá ter consequências para o clube, mas garantiu que a direção decidiu avançar para marcar uma posição. “Independentemente de qualquer tipo de consequência que possa trazer, marcamos uma posição clara”, afirmou.

No comunicado, o FC Fontelas sublinha que não pretende alimentar polémicas, mas entende que não pode ficar em silêncio perante aquilo que considera ter atentado contra a dignidade dos seus atletas, dirigentes e instituição. “O respeito não pode depender do resultado, do clube ou do momento do jogo”, escreve o clube, que solicita às entidades competentes a análise dos acontecimentos e a tomada das medidas que considerem adequadas.

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