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Ataques a petroleiros avançam de Ormuz para águas próximas ao Iraque

22 October 2026 at 10:30

Os ataques a navios petroleiros se espalharam recentemente do Estreito de Ormuz para águas próximas ao Iraque, segundo a UKMTO (Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido), agência britânica de monitoramento do tráfego marítimo.

De acordo com um alerta emitido pela agência nesta quinta-feira (22), um navio-tanque foi atingido por um projétil não identificado a 30 milhas náuticas a sudeste de Al-Faw, no Iraque, na terça-feira (20).

A tripulação foi considerada segura, e não houve relatos de danos à embarcação.

As águas próximas a Al-Faw são uma rota de navegação fundamental para embarcações que acessam os portos do sul do Iraque e as instalações de exportação de petróleo em alto-mar. A região fica distante do Estreito de Ormuz.

Em um alerta separado, a UKMTO informou que outro petroleiro foi atingido por um projétil não identificado e pegou fogo na terça-feira, em águas próximas a Omã, na entrada oeste do Estreito de Ormuz.

O incêndio foi extinto, e todos os membros da tripulação estão em segurança, segundo a agência.

Os alertas não revelaram os nomes dos petroleiros atingidos nem quem realizou os ataques.

Irã já colocou minas no Estreito de Ormuz em outra guerra; entenda

Netanyahu alimenta el temor a un nuevo ataque a Irán a días de las elecciones en Israel y EE UU

21 October 2026 at 17:02

Apenas quedan seis días para las elecciones en Israel, pero las conversaciones sobre los comicios suelen terminar con un: “Bueno, si no hay una guerra antes, claro”. No es casual. El primer ministro, Benjamín Netanyahu, viene subrayando casi a diario su deseo de otro conflicto con Irán (tras el que inició en febrero junto con EE UU) y ha subido el tono este miércoles, al señalar que el régimen de Teherán “aún no ha aprendido la lección”, así que ha ordenado su derrocamiento al ejército y al Mosad, los servicios secretos en el exterior.

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© Amir Levy (Getty Images)

Benjamín Netanyahu, en un acto de campaña en Dimona, en el sur de Israel, este miércoles.

Irã está pronto para diplomacia, mas vai se defender, diz ministro

21 October 2026 at 14:45

O Irã está pronto para a diplomacia, mas se defenderá, escreveu o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, em um artigo publicado no Financial Times nesta quarta-feira (21).

“Embora o Irã esteja firmemente empenhado em buscar uma solução pacífica e digna para o conflito, também estamos totalmente preparados para nos defender”, escreveu ele.

O ministro afirmou que a Casa Branca não demonstrou disposição para chegar a um entendimento e que há poucos motivos para esperar qualquer progresso no momento.

Irã não negociará com EUA até cumprimento de exigências, diz mídia

O Irã informou ao comandante do Exército do Paquistão nesta terça-feira (20) que não haverá negociações com os Estados Unidos até que suas exigências sejam atendidas, segundo a mídia iraniana, ressaltando o endurecimento de sua postura, apesar dos esforços de mediação do Paquistão, o principal interlocutor.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, discutiu os esforços de mediação e os desdobramentos regionais com o marechal de campo Asim Munir em Teerã, de acordo com a Nournews.

O Paquistão é um mediador fundamental entre os EUA e o Irã. Seus esforços anteriores com ambas as partes resultaram em um acordo de paz provisório assinado em junho, mas o chamado Memorando de Islamabad rapidamente fracassou, em meio a novos confrontos semanas depois.

Munir também se reuniu com o presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Baqer Qalibaf.

O representante iraniano afirmou que os EUA não poderão conquistar a confiança do regime iraniano até que cumpra as sete condições apresentadas pelo Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz no mês passado, de acordo com um comunicado iraniano sobre a reunião.

As condições do Irã incluem, entre outras exigências, o fim do bloqueio americano aos seus portos, o fim das sanções dos EUA às suas exportações de petróleo, bem como o fim das hostilidades em todas as frentes regionais.

O chefe de segurança do Irã, Mohsen Rezaei, transmitiu uma mensagem semelhante durante uma reunião separada com Munir, afirmando que não haverá negociações até que as exigências sejam atendidas, segundo a mídia iraniana.

Rezaei também afirmou que todos os materiais nucleares enriquecidos permaneceriam no Irã, reiterando a posição do líder supremo, o aiatolá Mojtaba Khamenei, de que o urânio quase apto para uso militar não deveria ser enviado para o exterior.

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou neste mês que o Irã deve fazer uma redução “significativa” em sua capacidade de enriquecimento de urânio para satisfazer as exigências americanas e pôr fim à guerra entre os dois países, que já dura oito meses.

Israel, os Estados Unidos e outros países ocidentais há muito acusam o Irã de buscar armas nucleares, apontando, entre outras coisas, para sua iniciativa de enriquecer urânio a 60%, um nível muito superior ao necessário para usos civis e mais próximo dos 90% exigidos para a fabricação de armas.

O Irã nega estar buscando desenvolver armas nucleares.

Análise: Israel pode mudar governo, mas não estratégia contra Irã

21 October 2026 at 13:58

A eleição em Israel na próxima semana pode mudar o primeiro-ministro, mas não a estratégia do país: o Irã continuará sendo seu principal adversário, a força militar seguirá como instrumento preferencial e a criação de um Estado palestino permanecerá distante, afirmam autoridades regionais e analistas.

Isso ocorre porque as premissas estratégicas que sustentam a política israelense foram consolidadas após os ataques de 7 de outubro de 2023 contra comunidades no sul de Israel, realizados pelo grupo militante palestino Hamas, e pelas guerras em Gaza, no Líbano e no Irã.

A política de segurança de Israel pode se tornar ainda mais rígida, segundo os analistas. Uma vitória do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com o apoio de aliados de extrema direita, poderia incentivá-lo a intensificar a guerra contra o Irã, ampliar o controle israelense sobre a Cisjordânia ocupada e deixar a diplomacia ainda mais em segundo plano.

A doutrina de segurança israelense agora se apoia em três pilares: enfraquecer o Irã, manter zonas de amortecimento além das fronteiras do país e usar a força para dissuadir inimigos.

A verdadeira divergência entre os candidatos está no grau, e não na direção, afirmam os analistas: quão agressivamente Israel conduzirá suas guerras, até onde ampliará os assentamentos judaicos na Cisjordânia e se algum líder optará pela diplomacia.

De Teerã a Riad, a eleição de terça-feira não é vista como um possível ponto de virada, mas como um teste para saber se o Oriente Médio está entrando em um período de confronto prolongado, no qual as guerras diminuem e se intensificam sem que os conflitos subjacentes sejam resolvidos.

“Se Netanyahu for eleito, fará o que achar que quer fazer”, afirmou Aviv Bushinsky, ex-assessor do primeiro-ministro. “A expansão dos assentamentos continuará. As guerras contra o Irã, o Hamas e o Hezbollah continuarão.”

“O que vemos agora é o que veremos depois da eleição, talvez de forma ainda mais agressiva”, disse. “Enquanto o Irã estiver nessa situação, é perda de tempo falar sobre a Palestina.”

No domingo, Netanyahu afirmou que Israel precisa priorizar a “prevenção e a ofensiva em vez da contenção e da defesa”, incluindo ataques preventivos para impedir ameaças emergentes, além de estabelecer o país como potência regional e maximizar sua independência na produção de armamentos.

Por que a política dificilmente mudará

A eleição coloca o Likud, partido de direita de Netanyahu, e seus aliados ultranacionalistas contra uma oposição liderada pelo ex-chefe militar Gadi Eisenkot, do partido Yashar.

O analista palestino Ghassan al-Khatib não vê perspectiva de uma mudança fundamental na política em relação aos palestinos. Segundo ele, os partidos israelenses disputam espaço com posições cada vez mais rígidas, enquanto a opinião pública se desloca ainda mais para a direita.

Knesset, Likud: Entenda os principais termos da eleição de Israel

“O conteúdo da política permanece o mesmo: não a um Estado palestino e sim à expansão dos assentamentos. Nesse ponto, todos concordam”, afirmou.

Um governo liderado pelos adversários de Netanyahu poderia tentar recuperar a posição internacional de Israel, restringindo parte da violência dos colonos ou promovendo a expansão dos assentamentos com menos alarde. Mas essas mudanças representariam uma alteração de estilo, e não de conteúdo, segundo al-Khatib.

Michael Young, do Carnegie Middle East Center, afirmou que o aparato de segurança israelense e boa parte da classe política compartilham uma visão estratégica centrada no enfrentamento ao Irã, na manutenção de uma “defesa avançada” e na preservação da dissuasão militar, o que reduz o espaço para grandes mudanças políticas.

Joost Hiltermann, do International Crisis Group, que realizou pesquisas na Cisjordânia, afirmou que o aumento da violência dos colonos, a crescente frustração palestina e a ausência de uma “perspectiva política” criaram condições explosivas, nas quais até mesmo um pequeno incidente poderia desencadear uma revolta mais ampla.

“Polvo venenoso”

Algumas autoridades regionais questionam se o confronto de Israel com o Irã se tornou o princípio organizador da segurança no Oriente Médio, independentemente de quem vencer a eleição.

Os elogios do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Netanyahu, a quem chamou de “um grande primeiro-ministro guerreiro”, reforçaram a expectativa de que o líder israelense tentará concluir a campanha contra Teerã caso permaneça no poder.

Netanyahu deixou claro que suas ambições vão além de conter o Irã: ele pretende derrubar os governantes religiosos do país.

“Concluir a tarefa significa derrubar o regime terrorista no Irã, a cabeça do polvo venenoso”, afirmou em um discurso nesta semana.

Analistas militares e políticos, porém, questionam se algo menos que uma invasão terrestre conjunta dos Estados Unidos e de Israel seria capaz de levar Teerã a abandonar o que considera seus interesses fundamentais de segurança em uma luta que vê como existencial.

Após sobreviver a meses de guerra, o Irã pode apostar que conseguirá resistir por mais tempo que seus adversários, mantendo a pressão por meio de aliados regionais.

“Isso é um atoleiro”, afirmou Young. “Os iranianos conseguem resistir mais tempo que Trump.”

O Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, em Gaza, foram enfraquecidos, mas a rede mais ampla de grupos alinhados ao Irã sobreviveu. Segundo os analistas, o conflito também pode reforçar a determinação de Teerã de buscar uma capacidade de dissuasão nuclear.

Apesar da preocupação que Netanyahu provoca no mundo árabe, alguns líderes do Golfo ainda o consideram o político israelense com maior probabilidade de manter o Irã sob pressão.

Isso cria um dilema para esses países. Eles se opõem ao que consideram políticas expansionistas de Netanyahu, mas querem limitar a influência iraniana.

“As políticas de Netanyahu em Gaza, na Cisjordânia, na Síria e no Líbano são prejudiciais”, afirmou Abdulaziz Sager, presidente do Gulf Research Center. “Quanto ao Irã, é necessário um acordo antes que o conflito se intensifique ainda mais. Se o papel do Irã não for contido, a região poderá estar caminhando para 50 anos de hegemonia iraniana.”

Entenda o que é o campo de gás de South Pars no Irã e sua importância

 

Reino Unido aprova campo de gás no Mar do Norte em meio à crise energética

21 October 2026 at 13:51

O governo do Reino Unido aprovou o desenvolvimento de um novo e importante campo de gás no Mar do Norte, chamado de Jackdaw, que poderá iniciar a produção ainda este mês, em um momento em que a guerra no Oriente Médio intensifica as preocupações globais com a segurança energética.

A decisão, alvo de duras críticas por parte de grupos ambientalistas, ocorre três meses após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificar as reservas de petróleo e gás do Reino Unido no Mar do Norte como “inestimáveis” e manifestar apoio a eventuais planos que permitissem a exploração na região.

Manifestantes se reuniram em Londres contra o início dos trabalhos de Jackdow nesta quarta-feira (21).

Manifestantes se reúnem em Londres contra o campo de gás de Jackdaw.
Manifestantes se reúnem em Londres contra o campo de gás de Jackdaw. • REUTERS

O anúncio coincide com a divulgação, nesta quarta-feira (21), de um novo relatório da ONU sobre o clima, o qual aponta que o planeta ultrapassará, inevitavelmente, a meta de aquecimento de 1,5 grau celsius estabelecida pelo Acordo de Paris nos próximos anos — um dado que evidencia os efeitos cada vez mais acentuados das mudanças climáticas.

O governo britânico afirmou que a decisão de autorizar o campo de gás Jackdaw — situado a cerca de 241 quilômetros a leste de Aberdeen, na Escócia — está alinhada ao seu compromisso legal de reduzir as emissões de carbono e alcançar a neutralidade nas emissões de gases de efeito estufa até meados desta década.

“Espera-se que a decisão sobre o projeto Jackdaw aumente a produção nacional de gás em cerca de 6% no seu auge — reforçando o suprimento de gás do Reino Unido ao longo de sua vida útil, que pode chegar a 11 anos, fortalecendo nossa segurança energética, protegendo centenas de empregos e acrescentando cerca de £ 2,9 bilhões (aproximadamente R$ 19,5 bilhões) a economia britânica”, informou o governo em um comunicado nesta quarta-feira (21).

O campo de gás Jackdaw “começará a fornecer gás para residências e empresas britânicas já a partir do final deste mês”, acrescentou o comunicado.

No pico de produção, o Jackdaw poderá produzir gás suficiente para aquecer o equivalente a cerca de 1,4 milhão de residências no Reino Unido, segundo a Adura — a joint venture entre a Shell e a Equinor responsável pelo desenvolvimento do projeto.

O governo também anunciou a criação de um novo Fundo de Riqueza Energética (Energy Wealth Fund), que, segundo o comunicado, utilizará receitas fiscais provenientes do petróleo e gás do Mar do Norte para investir em projetos de energia renovável e de baixo carbono.

O fundo começará com um aporte inicial de 2 bilhões de libras esterlinas (13 bilhões de reais).

Jackdaw terá impacto limitado nas contas de energia

O governo britânico tem enfrentado críticas, por parte de alguns setores, de que suas políticas climáticas prejudicaram a indústria e a segurança energética.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Andy Burnham, afirmou nesta quarta-feira (21) que o governo adotou uma abordagem “pragmática” em relação ao Mar do Norte.

“Em um momento em que as pessoas estão passando por grandes dificuldades, é correto que busquemos, de forma responsável, maximizar as reservas de energia existentes no Reino Unido que poderiam ajudar”, acrescentou ele.

Na realidade, contudo, é improvável que um aumento na produção de petróleo e gás no Mar do Norte contribua de forma significativa para ampliar a oferta de energia ou reduzir os preços.

“O projeto Jackdaw reduziria a dependência de importações e melhoraria a resiliência do abastecimento, mas apenas até certo ponto”, afirmou Sam Street, diretor da consultoria Frontier Economics e coautor de dois relatórios recentes sobre a produção de petróleo e gás no Mar do Norte. “O Reino Unido continuaria dependendo de importações, inclusive da Europa.”

Um aumento na produção interna também teria pouco impacto na redução das contas de energia. “Os preços do gás no Reino Unido estão fortemente atrelados aos preços europeus, que, por sua vez, são influenciados pelo custo (global) do gás natural liquefeito”, disse Street à CNN.

“Aumentar a produção interna de gás não cria uma fonte adicional de energia barata para os consumidores do Reino Unido”, acrescentou ele. “Os produtores nacionais não têm motivo para vender a preços substancialmente inferiores aos que poderiam obter nos mercados europeus.”

Impulso a empregos e à arrecadação de impostos

Pelo lado positivo, o projeto Jackdaw deve gerar receitas fiscais adicionais para o governo e também pode impulsionar a atividade econômica e o emprego na cadeia de suprimentos de petróleo e gás, segundo Street.

Dois importantes sindicatos do Reino Unido, o GMB e o Unite — que vinham pressionando o governo a dar prosseguimento às perfurações no Mar do Norte —, manifestaram apoio à decisão em comunicados separados, divulgados nesta quarta-feira (21).

“O governo de Andy Burnham merece verdadeiro reconhecimento por fazer a coisa certa pelo nosso país”, afirmou Gary Smith, secretário-geral do sindicato GMB, mencionando a segurança energética.

Sharon Graham, secretária-geral do sindicato Unite, disse que a decisão abrirá espaço para garantir novos empregos aos trabalhadores do Mar do Norte. “Embora, naturalmente, apoiemos a meta de emissões líquidas zero, não podemos permitir uma transição que resulte em desemprego”, acrescentou.

Campo de petróleo de Rosebank é o próximo

O governo do Reino Unido precisará agora decidir se aprova o campo de petróleo de Rosebank, situado ao largo da costa das ilhas Shetland, na Escócia, que possui reservas estimadas em cerca de 300 milhões de barris de petróleo.

O argumento a favor da aprovação é “igualmente sólido”, segundo Neil McCulloch, CEO da Adura.

No entanto, Jess Ralston, analista sênior de energia da Energy & Climate Intelligence Unit — uma organização sem fins lucrativos voltada para as mudanças climáticas —, afirmou que 90% do petróleo e gás da bacia do Mar do Norte já foram extraídos. “O único caminho para a segurança no emprego a longo prazo é realizar a transição para a energia eólica e outros setores de energia limpa”, acrescentou ela em um comunicado.

O grupo ambientalista Uplift alertou que novos campos de petróleo e gás são incompatíveis com limites climáticos seguros. “As ondas de calor severas, as secas e os incêndios florestais que afetaram o Reino Unido neste verão, assim como os fenômenos meteorológicos cada vez mais extremos ao redor do mundo, demonstram a rapidez com que o risco climático aumenta a cada fração de grau”, declarou a Uplift em um comunicado.

“Seria extremamente irresponsável por parte do governo do Reino Unido agravar, de forma consciente, esses impactos ao autorizar o projeto Rosebank.”

Casa Habibi: el delicioso hummus que se esconde en el distrito financiero de Madrid

20 October 2026 at 04:25

El hummus de Casa Habibi es uno de los mejores de Madrid: suave pero consistente, denso, hecho con un buen tahini y perfectamente sazonado con sal y ajo. Por encima lleva un puñado de garbanzos, una pizca de comino y pimentón, y un generoso chorro de aceite de oliva virgen extra español. “Es uno de los ingredientes que nunca importo, porque en España hay un aceite de oliva excelente”, explica Wasim Al Naser, propietario siriopalestino del recién inaugurado restaurante Casa Habibi.

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© Leah Pattem

Wasim Al Naser, propietario de Casa Habibi, es sirio de origen palestino y cocina los platos con los que creció

El respaldo de Trump a Netanyahu llega tarde en el incierto panorama de las elecciones en Israel

19 October 2026 at 14:15

El respaldo de Donald Trump a Benjamín Netanyahu para las elecciones del próximo día 27 en Israel ha llegado tan a última hora y tras tantas semanas evitándolo que difícilmente cambie ya el curso de unos comicios inciertos. Netanyahu ansiaba desde hace meses esta expresión pública de apoyo, para presentarse como un dirigente “en otra liga” (como en su campaña de 2019 saludando a líderes mundiales) que cosecha como nadie la gran alianza con EE UU. Pero Trump venía evitando efectuarla, a causa del deterioro de la relación mutua (a raíz del fallido intento en febrero de derrocar al régimen iraní, de cuya viabilidad Netanyahu convenció a Trump), así que llegó este domingo casi como una sorpresa. A ocho días de las elecciones, sin embargo, un 39% de israelíes dice que “nada” cambiará ya su voto y otro 45% que solo un cambio en la situación de seguridad, el coste de la vida o un escándalo político, según una encuesta de la radiotelevisión pública. De hecho, el anuncio apenas ha modificado en Polymarket, el mayor mercado de predicción del mundo, el porcentaje de quienes apuestan a que Netanyahu seguirá como primer ministro tras los comicios, un 29%.

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© Jonathan Ernst (REUTERS)

Benjamín Netanyahu y Donald Trump, en Mar-a-Lago (EE UU), en diciembre de 2025.

La guerra en Oriente Medio, ¿la oportunidad para un nuevo esquema de alianzas en la región?

17 October 2026 at 23:01
Un grupo de hombres porta dagas tradicionales en Sanaa, la capital de Yemen, controlada por los hutíes

Cuando Donald Trump desató su furia sobre Irán a finales de febrero, el resto del planeta se echó a temblar. No era para menos. Casi ocho meses después, el estrecho de Ormuz continúa bloqueado –no lo estaba antes del comienzo de la guerra– y los precios se encuentran por las nubes. Sin embargo, más allá del impacto en los bolsillos el conflicto está provocando un efecto dominó en Oriente Medio. Y es que, los misiles de Irán y sus aliados siguen cayendo por toda la región, lo que ha llevado al resto de países a reconsiderar sus afinidades.

Bien está que el conflicto entre Estados Unidos y la República Islámica se ha estancando desde hace meses, aunque en los últimos días se han intensificado los ataques a petroleros en Ormuz. Sin embargo, el foco ahora está en Yemen. Allí, una ofensiva de los rebeldes hutíes a principios de septiembre ha cogido por sorpresa a sus enemigos: el gobierno oficial del país y Arabia Saudí.

En cuestión de semanas, Riad ha visto cómo su poderío militar en la región es incapaz de hacer frente a un grupo insurgente de un país vecino. Sus ataques contra el aeropuerto de la capital saudí han dejado un reguero de muertos. También la empresa petrolera estatal –que engloba en torno al 10% de la producción mundial– ha sido objetivo de los hutíes. Los rebeldes están golpeando donde más duele.

El nuevo frente ha puesto de manifiesto que la lógica de alianzas en Oriente Medio ha cambiado. El estatus de major non-NATO ally ("aliado importante no-OTAN") de Arabia Saudí da buena cuenta del lugar privilegiado de los saudíes en la red de socios de Washington. Al menos así era hasta ahora. Pero, cuando el príncipe heredero Mohamed bin Salmán pidió auxilio a Donald Trump para frenar los ataques hutíes, éste le cerró la puerta en las narices.

EEUU ni está ni se le espera

A lo largo de estos meses, Trump ha mostrado su incapacidad o, directamente, indiferencia hacia la protección de sus aliados en el Golfo. Este semana, una investigación de Reuters ha desvelado que los ataques de Irán y sus aliados han alcanzado 135 objetivos críticos para las cadenas de suministro energético en la región. Mientras los misiles llovían sobre sus socios, la Casa Blanca miraba hacia otro lado.

Washington estaba centrado en los ataques contra sus bases militares en la región, cuyos daños ha tratado de minimizar durante estos meses. Sin embargo, la cadena CBS reveló el pasado mes de septiembre imágenes que mostraban los daños generalizados y la destrucción en múltiples posiciones estadounidenses en todo Oriente Medio como resultado de los ataques.

Manifestación contra de Arabia Saudí en Sanaa, la capital de Yemen, controlada por los hutíes
Manifestación contra de Arabia Saudí en Sanaa, la capital de Yemen, controlada por los hutíes | EFE/EPA/YAHYA ARHAB

La sensación de abandono en los Estados del Golfo es generalizada. Se suponía que las bases estadounidenses eran su garantía de seguridad. En cambio, esas instalaciones han sido el principal motivo por el que han sufrido los ataques de Irán. Y la Casa Blanca no ha movido un dedo para evitarlos.

Ahora, con su no intervención para auxiliar a los saudíes, EEUU refuerza aún más esta percepción. En un análisis para el Centro de Estudios Estratégicos e Internacionales, un think tank con sede en Washington, Michael Ratney lo explica así: "La reticencia de Estados Unidos a involucrarse alimenta la percepción de que ha abandonado a un socio en su momento de mayor necesidad. Mientras Arabia Saudí, su aliado, está siendo atacado, el presidente estadounidense le dice al mundo que no lo está ayudando". En este mismo análisis, sugiere que Riad buscará nuevos socios, como bien demuestra el reciente Pacto de la Meca.

Turquía y Pakistán al rescate

El pasado agosto Arabia Saudí, Pakistán y Turquía firmaron el Pacto de la Meca. Algunos analistas lo han definido como una "OTAN musulmana", bien está que solo lo componen tres países. Aunque en un primer momento los pakistaníes y los turcos se mostraron reacios a ayudar a Riad, finalmente han aceptado acudir en su auxilio. Tropas enviadas por Islamabad ya se encuentran en suelo saudí, mientras que en el caso de Ankara, el Parlamento turco debe dar el visto bueno.

Un acuerdo de este tipo pone a Irán en un lugar especialmente comprometido. Los saudíes son unos de sus principales rivales en la región. Sin embargo, el presidente iraní, Masoud Pezeshkian, ha valorado la triple alianza como "un paso adelante" en la unión entre musulmanes, asegurando que su país está "listo" para participar en el proceso.

Prisioneros leales al Gobierno oficialista de Yemen liberados este sábado por los hutíes
Prisioneros leales al Gobierno oficialista de Yemen liberados este sábado por los hutíes | EFE/EPA/YAHYA ARHAB

Tras conocerse el acuerdo, el Institute for National Security Studies, un think tank israelí vinculado a la Universidad de Tal Aviv, analizó las implicaciones del pacto para Irán. Aunque el declive de la hegemonía militar estadounidense en la región es una pequeña victoria para la República Islámica, el acuerdo entraña riesgos. ¿Y si en un futuro supusiese una amenaza?

Fuentes iraníes consultadas por El Independiente se limitan a subrayar que el Pacto de la Meca es un acuerdo de defensa, no ofensivo. Además, señalan que Pakistán es un buen aliado de Teherán. No obstante, algunos análisis publicados en medios iraníes han cargado contra Islamabad, a quien acusan de estar jugando a dos bandas.

Las milicias hutíes de Yemen forman parte del Eje de Resistencia, la red de alianzas orquestada por Teherán contra EEUU, Israel y sus aliados. A su vez, son enemigos de Arabia Saudí, que apoya al Gobierno oficialista yemení, en guerra con los rebeldes desde hace más de una década. Así, Pakistán, amigo de los ayatolás, colabora ahora con los saudíes para acabar con los socios iraníes en la región.

El factor israelí

Quizás el elemento más complicado de encajar en la ecuación sea Israel. El periódico Haaretz ha revelado los supuestos planes de Benjamín Netanyahu para unirse a Arabia Saudí en los ataques contra los hutíes. El primer ministro israelí anda buscando la normalización de las relaciones con los saudíes desde hace tiempo. Sumarse a su ofensiva contra las milicias rebeldes sería un buen aliciente.

No obstante, el príncipe israelí se muestra reticente a dar este paso. Aunque Riad y Tel Aviv colaboren al margen de los canales oficiales, aunar a Netanyahu a su alianza contra los hutíes son palabras mayores. Las fuentes iraníes consultadas por este medio no creen que esto vaya a suceder. También descartan que la República Islámica acudiese en auxilio de los rebeldes de Yemen si Israel se uniese a los ataques. Están centrados en su propia guerra con EEUU.

Cartel en contra de Benjamín Netanyahu en el centro de Teherán
Cartel en contra de Benjamín Netanyahu en el centro de Teherán | EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH

Además, está la barrera de Turquía, con quien Israel mantiene una intensa rivalidad desde hace meses. Hasta el punto de que Netanyahu ha llegado a afirmar que este país "es el nuevo Irán". La pugna entre estos dos Estados tiene mucho que ver con Siria, donde el Gobierno de Recep Tayyip Erdoğan ha ido ganando influencia desde la llegada del islamista Ahmed al Sharaa al poder. Desde Tel Aviv ven la creciente cooperación entre Damasco y Ankara como una amenaza a sus intereses en los Altos del Golán, territorio sirio que ocupan desde hace dos años.

De hecho, el portal estadounidense Axios aseguró a principios de mes que el Gobierno sirio estaba barajando también la posibilidad de enviar tropas a Yemen a luchar contra los hutíes. Un movimiento sorpresa desmentido por Damasco, aunque siguen llegando informes que apuntan en esta dirección.

Así, mientras los combates se recrudecen en Yemen –donde los desplazados internos superan los 233.000, según la Organización Internacional para las Migraciones–, el juego continúa en el tablero geopolítico en Oriente Medio. El vació dejado por Washington está siendo aprovechado por las potencias regionales, aunque todavía no queda claro hacia dónde terminarán de realinearse estos nuevos intereses.

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