Poupe para a reforma. Que benefícios fiscais pode aproveitar


Despacho publicado esta sexta-feira sobe para €16 mil milhões o teto para Certificados de Aforro e do Tesouro em 2026 e corta €10,5 mil milhões nos limites para Obrigações e Bilhetes do Tesouro

Despacho publicado esta sexta-feira sobe para €16 mil milhões o teto para Certificados de Aforro e do Tesouro em 2026 e corta €10,5 mil milhões nos limites para Obrigações e Bilhetes do Tesouro

A forte procura das famílias portuguesas e pequenos aforradores levou o Governo a aumentar em 60% o limite à emissão de Certificados de Aforro e do Tesouro para este ano, passando de dez mil milhões de euros para 16 mil milhões.
O ministro das Finanças considera que o interesse pelos certificados “tem vindo a exceder significativamente as previsões” iniciais e que, portanto, “será necessário proceder a uma alteração do limite anteriormente aprovado para a emissão destes instrumentos”, segundo o despacho publicado esta sexta-feira em Diário da República.
A subida da Euribor tem levado os portugueses a investirem as suas poupanças nos Certificados de Aforro, que já contam com 5,2 mil milhões de euros de subscrições líquidas de resgates nos primeiros nove meses do ano, de acordo com os dados revelados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.
Quanto aos Certificados do Tesouro, continuam a registar mais saídas do que entradas, acumulando um saldo negativo de 1,4 mil milhões até setembro, isto apesar do lançamento de uma nova série em julho com condições de remuneração mais atraentes, mas que ainda não convencem os aforradores.
Miranda Sarmento explica que, perante o reforço da aposta das famílias nos certificados, já não será preciso ao Estado financiar-se no mercado no montante que se previa inicialmente. Razão pela qual baixou o limite às emissões de Obrigações do Tesouro de 35 mil milhões para 27,5 mil milhões de euros e de Bilhetes do Tesouro de 18 mil milhões para 15 mil milhões.
Por outro lado, e tendo em conta “que várias entidades do setor público administrativo apresentam consideráveis disponibilidades financeiras, e que se antecipa que parte significativa dessas disponibilidades se mantenha e transite para o próximo ano, sendo possível a sua utilização para a constituição de certificados especiais de dívida de curto prazo (CEDIC)”, foi amento o limite para a emissão destes instrumentos de 32 mil milhões para 36,5 mil milhões.
Neste episódio do podcast Contas Poupança, Pedro Andersson entrevista Francisca Guedes de Oliveira, administradora do Banco de Portugal, para perceber quem pode ter uma conta de serviços mínimos. Ouça aqui

Neste episódio do podcast Contas Poupança, Pedro Andersson entrevista Francisca Guedes de Oliveira, administradora do Banco de Portugal, para perceber quem pode ter uma conta de serviços mínimos. Ouça aqui

A Mega-Sena realiza nesta quinta-feira (22) o concurso 3073, com prêmio estimado em R$ 200 milhões.
A pedido do CNN Money, Michael Viriato, estrategista da Casa do Investidor, realizou um levantamento mostrando quanto rende uma aplicação do valor integral do prêmio, considerando o atual patamar da taxa básica de juros em 13,75%.
A poupança segue com o “menor” retorno, tanto no curto quanto no longo prazo: em um mês, a aplicação renderia pouco mais de R$ 1 milhão e, após um ano, o ganho seria de R$ 16 milhões.
A melhor opção estaria nos CDBs de bancos médios, considerando uma remuneração de 110% do CDI.
Neste caso, os mesmos R$ 200 milhões renderiam R$ 1,8 milhão em apenas um mês e R$ 24,7 milhões em um ano.
O levantamento apresenta os ganhos em percentuais e em reais da poupança, do Tesouro Direto (considerado o título pós-fixado, o Tesouro Selic), CDBs e fundos DI, que acompanham o CDI e a taxa Selic.
As contas já consideram os rendimentos líquidos, ou seja, descontados do Imposto de Renda que incide sobre os ganhos. Apenas a poupança é livre de cobranças.
A simulação considera taxa de administração de 0,5% para os fundos DI e de 0,2% para Tesouro Selic, embora a cobrança varie entre fundos e corretoras.
O sorteio da Mega-Sena será realizado às 21h, no Espaço da Sorte, em São Paulo, e será transmitido ao vivo pelas redes sociais da Caixa.
Neste episódio do podcast Contas Poupança, Pedro Andersson responde à dúvida de um ouvinte que tem um PPR com maus resultados e não sabe o que fazer às suas poupanças

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Neste episódio do podcast Contas-poupança, parto de um comentário de um bancário que levanta uma questão incómoda: será que a responsabilidade é sempre das instituições ou também é dos clientes e dos cidadãos que não procuram informar-se?


© ANA MARTINGO/OBSERVADOR

