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CMVM aplicou 347 mil euros em coimas no terceiro trimestre

23 October 2026 at 15:00

A Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) aplicou coimas no valor total de 347 mil euros no terceiro trimestre deste ano, no âmbito de 13 processos de contraordenação decididos entre julho e setembro, revelou hoje o regulador.

De acordo com a CMVM, no período em análise foram proferidas decisões em 13 processos de contraordenação, dos quais seis estavam relacionados com violações de deveres de intermediação financeira, quatro com a atividade dos organismos de investimento coletivo, dois com a atuação dos auditores e um com violações de deveres de informação ao mercado.

Das decisões tomadas, resultaram dez coimas, num montante global de 347 mil euros, além de quatro arquivamentos e duas admoestações.

No terceiro trimestre, a CMVM instaurou ainda cinco novos processos de contraordenação: um relativo à atividade dos organismos de investimento coletivo, um a violações dos deveres de intermediação financeira, um a violações de deveres de informação ao mercado, um a deveres de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo e um relacionado com a atuação dos auditores.

No final de setembro, encontravam-se em curso 52 processos de contraordenação no regulador dos mercados. A atuação dos auditores concentrava o maior número de processos pendentes, com 18, seguindo-se a atividade dos organismos de investimento coletivo, com nove, e as violações de deveres de intermediação financeira, com oito.

Estavam ainda em curso sete processos relacionados com deveres de combate ao branqueamento de capitais e financiamento do terrorismo, seis referentes a deveres de informação ao mercado, três relativos a deveres de negociação em mercado e um ligado à atividade de peritos avaliadores de imóveis.

A CMVM adianta ainda que, no final do terceiro trimestre, não existiam processos de contraordenação pendentes de decisão nos tribunais.

Wall Street abre no vermelho

23 October 2026 at 14:38

Wall Street abre a sessão desta sexta-feira 23 de outubro em queda. O S&P 500 desce 0,50% para os 7.625,36 pontos, o Nasdaq desvaloriza 0,34% para os 25.920,26 pontos, e o Dow Jones quebra 1,04% para os 52.316,48 pontos.

“Wall Street arranca em baixa, prolongando as perdas expressivas de ontem [22 de outubro] que se sentiram no setor tecnológico. Enquanto aguardam por dados preliminares de atividade na indústria e serviços dos Estados Unidos em outubro, os investidores vão-se mostrando receosos, numa altura em que os preços do petróleo continuam a subir, com o crude a ultrapassar os 101 dólares por barril em Nova Iorque. A época de apresentação de contas vai aumentar de intensidade na próxima semana, com Alphabet, Microsoft, Amazon e Intel entre os grandes nomes, o que, atendendo à envolvente atual, pode estar a justificar esta maior cautela, enquanto buscam sinais de retorno dos elevados gastos em inteligência artificial e data centers (ou centros de dados. Hoje 23 de outubro há a realçar as contas da Western Digital, que até superaram as expetativas e levaram a uma revisão em Outlook, mas com a primeira reação a ser negativa”, diz a research do Millennium.

Europa está no vermelho

As principais bolsas europeias estão a negociar no vermelho. O DAX (Alemanha) quebra 1,06% para os 25.101,71 pontos, o CAC 40 (França) desliza 0,83% para os 7.746,44 pontos, e o FTSE 100 (Reino Unido) desce 0,60% para os 10.660,94 pontos.

O AEX (Países Baixos) desce 0,20% para os 1.127,54 pontos, o IBEX 35 (Espanha) quebra 0,23% para os 18.870,25 pontos, e o FTSE MIB (Itália) desvaloriza 0,54% para os 48.122,50 pontos. O PSI (Portugal) desliza 0,18% para os 9.220,84 pontos.

O petróleo está a negociar em alta com o brent a subir 1,71% para os 115,11 dólares e o crude valoriza 2,11% para os 101,57 dólares.

O euro está a cair 0,18%, face ao dólar, para os 1,11974 dólares e o euro quebra 0,03%, face à libra, para as 0,83724 libras.

Musk enriqueceu cerca de um milhão de dólares por minuto num ano

23 October 2026 at 14:02

Elon Musk, que é atualmente o mais rico do mundo, viu a sua fortuna crescer 530 mil milhões de dólares (473 mil milhões de euros), entre 12 de outubro de 2025 e 12 de outubro de 2026, de acordo com os dados da BestBrokers, baseados na lista de multimilionários da Forbes.

Isso é o equivalente a enriquecer a uma média de 1,45 mil milhões de dólares por dia (1,3 mil milhões de euros), ou cerca de um milhão de dólares por minuto (890 mil euros). “Os seus ganhos, por si só, são cerca de 150 mil milhões de dólares (134 mil milhões de euros) superiores a toda a fortuna de 380 mil milhões de dólares (339 mil milhões de euros) da segunda pessoa mais rica do mundo, Jeff Bezos”, assinalam os dados compilados pelo portal.

Na lsita dos mais enriqueceram entre 12 de outubro de 2025 e 12 de outubro de 2026 depois de Elon Musk (SpaceX e Tesla) e Jeff Bezos (Amazon e Blue Origen) surge Michael Dell (Dell) com mais 139 mil milhões de dólares, ou 124 mil milhões de euros) (ou 341 milhões de euros por dia), Larry Page (Google) com mais 90 mil milhões de dólares, ou 80 mil milhões de euros (ou 221 milhões de euros por dia), Sergey Brin (Google) com 81 mil milhões de dólares, ou 72 mil milhões de euros (ou 200 milhões de euros por dia), Giancarlo Devasini (Tether): com mais 66 mil milhões de dólares, ou 58 mil milhões de euros (ou 163 milhões de euros por dia), Jensen Huang (Nvidia) com mais 39 mil milhões de dólares, ou 34 mil milhões de euros (ou 96 milhões de euros por dia), Paolo Ardoino (Tether) com mais 28 mil milhões de dólares, ou 25 mil milhões de euros (ou 69 milhões de euros por dia), Jean-Louis van der Velde (Tether) com mais 28 mil milhões de dólares ou 25 mil milhões de euros (ou 69 milhões de euros por dia, e Liang Wenfeng (DeepSeek) com mais 28 mil milhões de dólares ou 25 mil milhões de euros (ou 69 milhões de euros por dia).

Os dados revelam que existem 3.382 multimilionários no mundo com um fortuna combinada de 20,57 biliões de dólares (18,38 biliões de euros), “com quase metade desta riqueza concentrada” nos Estados Unidos. “Os 985 multimilionários norte-americanos representam menos de um terço do total global, mas possuem 9,42 biliões de dólares (8,41 biliões de euros), mais de 4,5 vezes os 2,01 biliões de dólares (1,80 biliões de euros) detidos pelos 519 multimilionários da China. A Índia ocupa o terceiro lugar, com 231 multimilionários e uma fortuna de 990,3 mil milhões de dólares (884,6 mil milhões de euros). A Alemanha lidera a Europa, com 206 multimilionários que possuem uma fortuna combinada de 897,1 mil milhões de dólares (801,3 mil milhões de euros), enquanto o Brasil lidera a América do Sul, com 307,5 ​​mil milhões de dólares (274,6 mil milhões de euros)”, refere a BestBrokers.

“Durante a maior parte da história recente, a riqueza extrema foi construída lentamente, muitas vezes ao longo de gerações, em setores consolidados como o bancário, o petrolífero e o industrial. Hoje, algumas das maiores fortunas estão a ser feitas em empresas que ainda não atingiram o seu potencial máximo. Mesmo Elon Musk e Jeff Bezos, cujas fortunas foram construídas com a Tesla e a Amazon, devem grande parte do seu crescimento recente a empresas de foguetões, avaliadas com base nas expectativas dos investidores para o futuro do espaço e da inteligência artificial. Cada vez mais, as maiores fortunas estão a ser construídas não com base no valor atual de uma empresa, mas sim no valor que os investidores acreditam que poderá ter amanhã”, disse Stanislava Savisheva, da BestBrokers.

Embratur e Porto Digital impulsionam internacionalização de startups brasileiras de turismo em Portugal

23 October 2026 at 10:52

A tecnologia brasileira aplicada ao turismo ganha espaço no mercado europeu por meio do Conexão Luso-BR, uma iniciativa da Embratur em parceria com o Porto Digital. Cinco startups brasileiras iniciaram, na última segunda-feira (19), em Aveiro, Portugal, uma imersão voltada à internacionalização de seus negócios, à conexão com potenciais clientes e à apresentação de soluções tecnológicas para o setor turístico. O programa também contempla cinco empresas portuguesas que desenvolvem oportunidades comerciais no Brasil, fortalecendo o intercâmbio de inovação entre os dois países.

A iniciativa oferece apoio à mobilidade dos participantes, infraestrutura de integração aos ecossistemas locais e acompanhamento especializado em regulação, tributação e vendas B2B. O objetivo é ampliar o acesso das empresas a novos mercados, estimular parcerias comerciais e fortalecer a competitividade das soluções tecnológicas aplicadas ao turismo.

O Diretor de Gestão e Inovação da Embratur, Roberto Gevaerd, visitou a sede do Cais do Porto em Aveiro para se encontrar com os integrantes das empresas selecionadas. A agenda oficial na Europa inclui a participação dos empreendedores em uma atividade da ApexBrasil durante o Web Summit, no mês de novembro. Além disso, as startups farão apresentações de negócios no Demo Day do programa, realizado na estrutura do estande brasileiro durante o evento tecnológico em Lisboa.

“A troca de experiências com o ecossistema português é fundamental para amadurecer as soluções brasileiras e prepará-las para a escala global. Portugal é a nossa porta de entrada para a União Europeia, a terceira maior economia do mundo. Ao fortalecer a tecnologia nacional e apresentá-la em eventos como o Web Summit, elevamos o patamar do turismo internacional no Brasil, tornando nossos destinos e serviços mais competitivos, modernos e atraentes para o viajante global”, disse Roberto Gevaerd.

Entre as empresas participantes da imersão em Aveiro estão soluções focadas em IA, distribuição B2B e inteligência de dados.

Just Travel: Plataforma B2B de distribuição turística em e-commerce white label, que permite a agências, operadoras e pequenos e médios meios de hospedagem terem lojas virtuais com marca própria e venderem inventário por canais alternativos às grandes OTAs (Online Travel Agencies), ampliando as reservas diretas.

Vent: Plataforma de software de inteligência operacional e comercial que cruza dados internos de hotéis, resorts e parques com dados de clima, eventos, feriados e mobilidade. A solução utiliza inteligência artificial para prever ocupação e fluxo de visitantes, recomendando decisões estratégicas sobre equipes, preços e campanhas.

Eluvi: Travel tech que transforma o marketing de influência em um canal mensurável de aquisição para hotéis. Atua desde a seleção de criadores até a gestão de campanhas e análise de resultados, com foco em aumentar reservas diretas e reduzir a dependência das OTAs.

iFriend: Marketplace e infraestrutura B2B de distribuição global de experiências turísticas, que conecta agências e operadoras a um amplo inventário de atividades e guias. A ferramenta utiliza IA para organizar ofertas e recomendações sem a necessidade de integrações individuais com cada fornecedor.

SmartTalks: Plataforma conversacional multicanal, nativa em inteligência artificial, que integra agentes virtuais treinados com a base de conhecimento de cada empresa, CRM, atendimento humano e automações voltadas para reservas e relacionamento com hóspedes.

© DIVULGAÇÃO

A iniciativa busca ampliar o acesso das empresas a novos mercados, estimular parcerias comerciais e fortalecer a competitividade das soluções tecnológicas

Bolsas da Ásia sobem, mas petróleo e temores com IA limitam ganhos

23 October 2026 at 12:04

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira (23), recuperando-se de perdas registradas mais cedo, mas preocupações persistentes com investimentos em inteligência artificial e a alta do petróleo limitaram os ganhos.

O índice sul-coreano Kospi subiu 0,30% em Seul, para 5.550,30 pontos, após chegar a recuar para perto de 5.300 pontos, o menor nível em mais de seis meses. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,69%, para 23.093,37 pontos. Já em Tóquio, o Nikkei caiu 0,34%, para 62.693,16 pontos.

Na China continental, o pregão foi positivo, com alta de 0,89% do Xangai Composto, para 3.690,48 pontos, e de 2,44% do Shenzhen Composto, para 2.212,99 pontos. Em Taiwan, o mercado não operou devido a feriado.

Ações ligadas à IA seguem voláteis, com receios de que o custo mais alto de financiamento prejudique investimentos em data centers e chips. Ontem, o Nasdaq recuou 2,6% em Nova York, após balanços da Meta e da Tesla reforçarem esse sentimento.

O avanço do petróleo, sustentado por tensões no Oriente Médio, também restringiu o apetite por risco. No fim da madrugada, o WTI avançava 0,50%, para US$ 100 o barril.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou praticamente estável, com alta marginal de 0,02% do S&P/ASX 200, para 8.795,20 pontos.

Petróleo ainda é termômetro da economia? Entenda influência

Atividade na Zona Euro abranda para mínimos de quatro meses com custos em alta e turbulência em França

23 October 2026 at 11:03

A atividade do setor privado na Zona Euro cresceu em outubro ao ritmo mais lento dos últimos quatro meses, pressionada pela subida dos custos de produção e pela contração da economia francesa.

O PMI compósito, calculado pela S&P Global a partir de inquéritos a cerca de cinco mil empresas, desceu 2,3%, de 53,1 pontos em setembro para 51,9 pontos em outubro, segundo a estimativa preliminar divulgada esta sexta-feira. Foi o quarto mês consecutivo de aumento da atividade, mas o mais fraco dessa sequência – um valor acima de 50 indica expansão, pelo que a economia da região continua a crescer, mas a um ritmo menor.

“A economia da Zona Euro inicia o quarto trimestre com as empresas a reportarem um crescimento ainda robusto, sendo o PMI preliminar consistente com um crescimento do PIB a um ritmo trimestral de 0,3%”, refere Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence.

O abrandamento atingiu a indústria e os serviços: o índice de atividade nos serviços passou de 53 para 51,7 pontos, o valor mais baixo em dois meses. Na indústria transformadora, o índice de produção recuou de 53,6 para 52,4 pontos, também um mínimo de quatro meses, e o PMI industrial desceu de 52,9 para 52,4 pontos, o nível mais baixo em três meses.

Em França, a produção do setor privado voltou a diminuir, depois de em setembro ter registado a primeira subida em dez meses. A Alemanha e o conjunto dos restantes países continuaram a crescer, mas com menos intensidade.

Os preços foram o outro ponto de pressão. Os industriais indicaram uma subida “acentuada e acelerada” dos custos de produção, muitas vezes associada a custos mais elevados com energia, combustíveis e transportes, a mais forte desde maio e acima da média do ano até agora.

Os preços cobrados pelas empresas subiram a um ritmo mais lento do que em setembro na Alemanha e em França, mas aceleraram no conjunto dos restantes países.

Chris Williamson refere que “a chave para o abrandamento mais generalizado é a nova escalada das pressões inflacionistas observada durante o mês”, acrescentando ainda que “as taxas de juro mais elevadas também começam a fazer-se sentir, travando a procura”, e que o cenário de crescimento sustentado e inflação persistentemente elevada “irá provavelmente alimentar mais especulação sobre uma política de aperto mais agressiva por parte do BCE”.

Os dados sublinham a situação difícil que a França enfrenta, com o PMI a indicar que a economia está a deslizar para a contração, numa altura em que a confiança das empresas atinge o nível mais baixo desde 2012, se excluirmos a pandemia.

Chris Williamson

Economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence

Os dados mostram ainda que as novas encomendas aumentaram ao ritmo mais lento da atual sequência de quatro meses, com melhorias modestas na indústria e nos serviços. Além disso, o emprego ficou praticamente inalterado, com um aumento residual, e a criação de postos de trabalho nos serviços desceu para o nível mais baixo em cinco meses.

Em França o emprego diminuiu, enquanto na Alemanha e no resto da região aumentou. “A contratação ficou entretanto perto da estagnação, já que a entrada de novas encomendas arrefeceu e mostra apenas um crescimento escasso”, destaca Chris Williamson.

Os dados da S&P Global revelam ainda que a confiança empresarial desceu para o nível mais baixo em cinco meses, com uma quebra particularmente forte na indústria.

Em França, o pessimismo associado à instabilidade e à incerteza política contrastou com o sentimento positivo nas restantes economias. “Os dados sublinham a situação difícil que a França enfrenta, com o PMI a indicar que a economia está a deslizar para a contração, numa altura em que a confiança das empresas atinge o nível mais baixo desde 2012, se excluirmos a pandemia”, refere Chris Williamson.

Os dados finais de outubro serão publicados a 2 de novembro, para a indústria, e a 4 de novembro, para os serviços e o índice compósito.

Subida dos juros da dívida “é risco de mercado e não risco de país”, diz Miranda Sarmento

23 October 2026 at 10:32

O ministro das Finanças, Joaquim Miranda Sarmento, afirmou esta sexta-feira que, num “ambiente de turbulência dos mercados da dívida pública na Zona Euro, que tem levado a um agravar das taxas de juro”, Portugal tem escapado a esta tendência.

O responsável das Finanças associou a estabilidade do spread dos juros da dívida nacional a dez anos face à alemã com a mesma maturidade, que serve de métrica de risco no mercado, à trajetória de redução da dívida pública e melhorias de rating da República.

“No caso de Portugal, o nosso spread face à dívida alemã tem se mantido estável, a nossa subida das taxas de juro é risco de mercado e não risco de país. Quando as taxas sobem as nossas também sobem, mas é importante mantermos essa estabilidade”, afirmou na audição na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP) que marca o pontapé de saída da discussão na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027 (OE2027).

Na apresentação inicial aos deputados, o ministro das Finanças repetiu largamente a apresentação do OE2027 feita no dia 8 de outubro e salientou o “equilíbrio orçamental, com a redução da dívida pública” como o fator mais importante do documento.

Esta afirmação está alinhada com o que já tinha dito o secretário de Estado Adjunto e do Orçamento, José Maria Brandão de Brito, que considerou, no debate parlamentar sobre a Conta Geral do Estado de 2025, que as obrigações soberanas portuguesas são “tidas como ativos de refúgio”, o que atribui a uma “postura de responsabilidade e tranquilidade na gestão financeira do Estado”.

Brandão de Brito justificou ainda que a confiança dos investidores tem sido ganha num período de “grande instabilidade geopolítica”, o que associou aos “pequenos excedentes orçamentais que têm permitido reduzir a dívida pública em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) de forma sustentável“.

A proposta de OE2027 vai ser discutida e votada na generalidade entre 27 e 28 de outubro e tem já aprovação garantida, depois de o PS ter anunciado a abstenção. Depois segue para a apreciação na especialidade, com as audições aos vários ministros e entidades a começar no dia 29 de outubro e estendendo-se até 6 de novembro, dia em que está prevista a audição da ministra do Trabalho e do ministro das Finanças.

O dia 6 de novembro marca também o fim do prazo para as propostas de alteração dos partidos. Depois das audições, o parlamento vai preparar os guiões para a maratona de votações, que arranca no dia 18 de novembro e culmina na votação final global a 24 de novembro.

⛽Gasolina vai descer e gasóleo vai subir ligeiramente na próxima semana

23 October 2026 at 10:17

Os combustíveis vão voltar a ter um comportamento diferenciado na próxima semana. O gasóleo, o combustível mais usado em Portugal, deverá subir um cêntimo e a gasolina descer oito cêntimos, de acordo com os dados do Automóvel Club de Portugal (ACP).

Estas tendências ainda podem sofrer alterações para ter em conta o fecho das cotações do Brent esta sexta-feira e o comportamento do mercado cambial. Mas, para saber quanto vai pagar na bomba segunda-feira quando for abastecer, é necessário esperar pela publicação da nova portaria com o desconto temporário e extraordinário do ISP a vigorar na próxima semana e que o Executivo optou por não reforçar mas apenas prolongar até dezembro.

De qualquer forma, com esta previsão, os preços permanecerão acima dos dois euros por litro (2,185 no caso do gasóleo e 2,015 na gasolina).

Mantém-se em vigor o limiar de subida nos dez cêntimos, para apoiar os combustíveis, a contar a partir da semana de 2 a 6 de março, antes do ataque concertado dos Estados Unidos e de Israel ao Irão, que levou à disseminação do conflito pelo Médio Oriente e ao encerramento do Estreito de Ormuz. Desde então o gasóleo regista um aumento acumulado de 54,5 cêntimos e a gasolina de 39,6 cêntimos, sem ter em conta as previsões para a próxima semana.

Esta semana, inicialmente, a expectativa era de que os preços do diesel iriam subir 4,5 cêntimos e os da gasolina descer 1,5 cêntimos por litro. Mas, com a atualização do apoio do Governo, as cotações finais da matéria-prima e o comportamento do mercado cambial, afinal, o gasóleo subiu 2,7 cêntimos e a gasolina desceu 1,1 cêntimos.

Brent caminha para terceiro ganho semanal

Os contratos futuros do Brent, que servem de referência para o mercado europeu, estão esta sexta-feira a subir 0,54% para os 113,78 dólares por barril, mas já estiveram a cotar nos 114 dólares esta amanhã, o valor mais elevado desde o máximo de quatro anos de 114,44 dólares atingido a 4 de maio. O Brent caminha assim para a terceira semana consecutiva de ganhos.

A nova escalada nos preços é justificada pelo intensificar dos ataques houthis contra alvos sauditas, que aumentaram os riscos de abastecimento no Médio Oriente, e as notícias de possíveis novos ataques dos EUA contra o Irão.

Os militantes houthis no Iémen, apoiados pelo Irão, reivindicaram a autoria dos recentes ataques ao porto de Yanbu, na Arábia Saudita, no Mar Vermelho, bem como de ataques mortíferos contra um campo petrolífero e um aeroporto do maior exportador mundial de petróleo bruto. Por outro lado, as Forças Armadas norte-americanas e israelitas terão, alegadamente, elaborado planos para novos ataques após as eleições intercalares do próximo mês, sendo provável que as infraestruturas energéticas do Irão sejam um alvo-chave.

“Os preços do petróleo continuam vulneráveis a reviravoltas bruscas impulsionadas por desenvolvimentos diplomáticos”, sublinha Linh Tran,analista de mercados na XS.com, numa nota enviada ao ECO. “A curto prazo, penso que o petróleo continuará em alta enquanto os riscos relacionados com as infraestruturas e o transporte marítimo permanecerem por resolver. No entanto, um regresso aos 100 dólares não é suficiente para confirmar uma recuperação sustentada”, alerta.

Apesar da escalada das tensões regionais e das ameaças à navegação no Estreito de Ormuz, as exportações de crude do Golfo Pérsico recuperaram para níveis próximos dos pré-guerra. Na Europa, a Ucrânia intensificou esta semana os seus ataques a refinarias russas, no contexto de um acordo entre os EUA e a Rússia relativo ao fornecimento de gasóleo.

Forte procura leva Governo a aumentar em 60% limite à emissão de certificados

23 October 2026 at 10:03

A forte procura das famílias portuguesas e pequenos aforradores levou o Governo a aumentar em 60% o limite à emissão de Certificados de Aforro e do Tesouro para este ano, passando de dez mil milhões de euros para 16 mil milhões.

O ministro das Finanças considera que o interesse pelos certificados “tem vindo a exceder significativamente as previsões” iniciais e que, portanto, “será necessário proceder a uma alteração do limite anteriormente aprovado para a emissão destes instrumentos”, segundo o despacho publicado esta sexta-feira em Diário da República.

A subida da Euribor tem levado os portugueses a investirem as suas poupanças nos Certificados de Aforro, que já contam com 5,2 mil milhões de euros de subscrições líquidas de resgates nos primeiros nove meses do ano, de acordo com os dados revelados esta quinta-feira pelo Banco de Portugal.

Quanto aos Certificados do Tesouro, continuam a registar mais saídas do que entradas, acumulando um saldo negativo de 1,4 mil milhões até setembro, isto apesar do lançamento de uma nova série em julho com condições de remuneração mais atraentes, mas que ainda não convencem os aforradores.

Miranda Sarmento explica que, perante o reforço da aposta das famílias nos certificados, já não será preciso ao Estado financiar-se no mercado no montante que se previa inicialmente. Razão pela qual baixou o limite às emissões de Obrigações do Tesouro de 35 mil milhões para 27,5 mil milhões de euros e de Bilhetes do Tesouro de 18 mil milhões para 15 mil milhões.

Por outro lado, e tendo em conta “que várias entidades do setor público administrativo apresentam consideráveis disponibilidades financeiras, e que se antecipa que parte significativa dessas disponibilidades se mantenha e transite para o próximo ano, sendo possível a sua utilização para a constituição de certificados especiais de dívida de curto prazo (CEDIC)”, foi amento o limite para a emissão destes instrumentos de 32 mil milhões para 36,5 mil milhões.

Prata atinge mínimo desde novembro de 2025

23 October 2026 at 09:36

A prata atingiu durante a sessão de quinta-feira 22 de outubro um mínimo de novembro de 2025, quando negociou nos 54,17 dólares, tendo por base os dados do Investing. Atualmente o metal desvaloriza mais de 24% desde o início do ano e desceu mais de 15% no último mês.

O mínimo da prata veio também acompanhado de um mínimo de três meses do ouro quando o metal negociou perto dos quatro mil dólares por onça durante a sessão de 22 de outubro.

“Os preços do ouro não beneficiaram da queda acentuada das ações [na quinta-feira 22 de outubro] e da redução significativa dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), com o rendimento do título a 10 anos a cair abaixo dos 5%”, referiram os analistas da ING, numa nota transcrita pelo Investing. “O mercado do ouro parece mais focado nos preços mais elevados do petróleo e no que isso pode significar para a inflação — e, em última análise, para a política dos bancos centrais”, acrescentaram.

Volvo corta mais 2.500 postos de trabalho e ações afundam 30%

23 October 2026 at 09:24

A Volvo Cars anunciou esta sexta-feira que vai cortar 2.500 postos de trabalho adicionais, na sua grande maioria na Suécia, depois de ter registado uma forte deterioração dos prejuízos operacionais, que levam as ações a recuarem quase 30%.

Detida pelos chineses da Geely, a montadora sueca reportou uma perda operacional de 3,7 mil milhões de coroas suecas (cerca de 330 milhões de euros) no terceiro trimestre, que compara com o lucro de 5,8 mil milhões de coroas suecas no mesmo período do ano passado. Os analistas do Citi esperavam uma perda de apenas 724 milhões de coroas suecas.

“O terceiro trimestre foi muito desapontante e reflete um ano que se está a tornar vem mais desafiantes do que esperávamos inicialmente. O nosso plano de turnaround em curso precisa por isso de um reforço decisivo”, disse o CEO Hakan Samuelsson, citado pela Reuters.

A Volvo, que já tinha anunciado um plano de corte de custos de 23 mil milhões de coroas suecas, vai reduzir gastos indiretos e custos variáveis em mais cinco mil milhões.

As últimas medidas vão afetar cerca de 6% da força de trabalho da Volvo, incluindo 2.000 empregos na Suécia, através do término dos contratos de consultores, rotatividade natural e planos de saídas. A fabricante automóvel já tinha cortado 3.000 postos anteriormente.

Em reação às contas, as ações da Volvo estão a cair 30,1% para 9,87 coroas suecas, o valor mais baixo de sempre.

Ouro atinge mínimo de três meses

23 October 2026 at 09:17

O ouro atingiu um mínimo de três meses durante a sessão de quinta-feira 22 de outubro quando negociava nos 4.013 dólares por onça. O metal já caiu mais de 7% desde o início do ano e no último mês desceu mais de 6%.

“Os preços do ouro não beneficiaram da queda acentuada das ações [na quinta-feira 22 de outubro] e da redução significativa dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (EUA), com o rendimento do título a 10 anos a cair abaixo dos 5%”, referiram os analistas da ING, numa nota transcrita pelo Investing. “O mercado do ouro parece mais focado nos preços mais elevados do petróleo e no que isso pode significar para a inflação — e, em última análise, para a política dos bancos centrais”, acrescentaram.

Na sessão de quinta-feira 22 de outubro vários índices bolsistas fecharam o dia com quedas. No caso dos índices norte-americanos o Nasdaq desvalorizou mais de 2,5% enquanto que o S&P 500 caiu 1,21%. O Dow Jones fechou no verde com um avanço de 0,02%. Nas bolsas europeias o índice português (PSI) desceu 1,46%. Destaca-se ainda a queda de 1,07% do DAX (Alemanha), da quebra de 2,54% do FTSE MIB (Itália), da quebra de 2,12% do IBEX 35 (Espanha), e a descida de 1,39% do CAC 40 (França).

Juros da dívida sobem a dois anos e descem a cinco e 10 anos

23 October 2026 at 08:59

Os juros da dívida portuguesa subiam hoje a dois anos e desciam a cinco e a 10 anos face a quinta-feira, enquanto os da Alemanha e França também recuavam no prazo mais longo.

Às 08:35 em Lisboa, os juros a 10 anos baixavam para 3,904%, contra 3,906% na quinta-feira.

Os juros a cinco anos também cediam, para 3,468%, contra 3,472%.

Em sentido contrário, os juros a dois anos avançavam, para 3,156%, contra 3,153% na véspera.

Os juros da Grécia e de Itália subiam em todos os prazos, enquanto os de Espanha recuavam no prazo mais curto e avançavam nos dois prazos mais longos.

Os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha, considerada a mais segura da Europa, desciam, para 3,311%, contra 3,332%, bem como os da dívida francesa, para 5,058%, contra 5,073% na véspera, um máximo desde julho de 2002.

O prémio de risco de França, o diferencial dos juros a 10 anos em relação aos da Alemanha, continuava a subir, para cerca de 174 pontos base, em máximos dos últimos 15 anos e acima dos de Itália, Espanha, Grécia e Portugal.

Já os juros dos Estados Unidos subiam para 4,969%, contra 4,955% na quinta-feira.

Juros da dívida soberana em Portugal, Espanha, Grécia e Itália às 08:35:

2 anos…5 anos…10 anos

Portugal

23/10…….3,156…3,468…..3,904

22/10…….3,153…3,472…..3,906

Espanha

23/10…….3,199…3,545…..4,048

22/10…….3,202…3,548…..4,045

Grécia

23/10…….3,284…3,844…..4,401

22/10…….3,206…3,837…..4,398

Itália

23/10…….3,565….4,055…..4,581

22/10…….3,564….4,051…..4,575

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

Bancos europeus vão poder libertar mais capital para conceder crédito a empresas e famílias

23 October 2026 at 07:03

Conselho e Parlamento Europeu chegaram a um acordo político para relançar o mercado de titularização, o mecanismo que permite aos bancos agrupar créditos, transformá-los em títulos e vendê-los a investidores para libertar capital e conceder novos empréstimos.

Este entendimento, que é o primeiro grande resultado legislativo da União da Poupança e dos Investimentos, foi fechado na noite de quarta-feira em Estrasburgo e foi descrito pela comissária europeia Maria Luís…

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Sob pressão dos mercados e com Eliseu em disputa, França tenta reduzir o défice sem agravar tensão social

23 October 2026 at 07:03

O que começou como um protesto estudantil às portas de um liceu nos arredores de Paris rapidamente se alastrou a uma onda de contestação e violência que vai muito para além das fronteiras da capital francesa e de reivindicações por mais recursos para as escolas e os professores. O descontentamento dos franceses estende-se ao custo de vida, à perda de poder de compra e à degradação dos serviços públicos, colocando o Governo perante um dilema cada vez mais difícil: como reduzir um défice que deverá atingir 5,4% do PIB este ano, num país onde a despesa pública absorve mais de 57% da riqueza produzida, sem agravar a pressão sobre as famílias ou comprometer o Estado social?

O desafio é agravado pelo aumento dos custos de financiamento da dívida, que deixa o Executivo com menos margem para responder às necessidades da população. A proposta de Orçamento do Estado para…

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Investidores da Unbabel em risco de perder benefício fiscal

23 October 2026 at 07:02

A queda da Unbabel deixa dívidas que poderão chegar aos 28,6 milhões de euros. Mas dois dos seus credores, que investiram na empresa, estão em risco de perder o acesso a benefícios fiscais obtidos através dos seus investimentos. A situação ameaça avolumar as perdas resultantes do colapso da startup especializada em traduções com inteligência artificial (IA).

Em causa está o SIFIDE, um benefício fiscal que permite descontar em IRC os investimentos em atividades de Investigação e Desenvolvimento (I&D), mediante certas condições. Dado que a Unbabel desenvolvia atividades de…

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Rating de França e 4 outras coisas que precisa de saber para começar o dia

A dívida soberana francesa vai ser avaliada esta sexta-feira pela Moody's, num momento de instabilidade política e social no país, e poderá haver um corte da notação. Por cá, os investidores vão reagir aos resultados da Navigator, enquanto o INE divulga os dados relativos aos preços da habitação a nível local.

Rússia anuncia aumento da produção de gasolina e gasóleo após acordo com os EUA

"O mercado mostra uma dinâmica positiva tanto para a gasolina como para o gasóleo: a produção aumentou e estão a acumular-se reservas", indica um comunicado no final de uma reunião presidida pelo primeiro vice-ministro russo, Alexandr Nóvak.

Wall Street encerra mista com Nasdaq a ceder mais de 2,50%

22 October 2026 at 21:36

A bolsa de Nova Iorque encerrou sessão, desta quinta-feira, mista apenas com Dow Jones em terreno positivo e com o Nasdaq a perder mais de 2,50%.

Assim, o Dow Jones somou 0,02% para 52.866,85 pontos, o S&P 500 cedeu 1,21% para 7.663,39 pontos e o tecnológico Nasdaq recuou 2,60% para 26.008,86 pontos.

Wall Street caiu na quinta-feira, após os investidores analisarem os resultados das grandes empresas de tecnologia como Meta e Tesla, ao mesmo tempo em que se registou uma forte alta nos preços do petróleo, tensões no mercado de dívida e crescentes dúvidas sobre o financiamento da inteligência artificial (IA).

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