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Mobi.E quer garantir interoperabilidade nos carregamentos elétricos e nos transportes públicos

21 October 2026 at 16:11

A Mobi.E não quer reduzir-se às suas novas obrigações no âmbito do novo regime da mobilidade elétrica. A empresa pública está a lançar produtos que pretendem facilitar a interoperabilidade tanto no carregamento de carros elétricos como no pagamento com cartão bancário nos transportes públicos.

Com o novo regime da mobilidade elétrica, a Mobi.E deixou de ser Entidade Gestora da Rede de Mobilidade Elétrica (EGME). Antes, dedicava-se a controlar, de forma centralizada, os fluxos de energia, informação e pagamentos da rede pública. A empresa pública passará a encarnar o papel de Entidade Agregadora de Dados para a Mobilidade Elétrica (EADME), sendo responsável por recolher dados do setor e entregá-los ao Instituto da Mobilidade e Transportes.

Pelo meio, no período de transição, que se estende até ao final de 2027, a Mobi.E vai fazendo estes dois papéis. Mas é também neste interregno que a empresa de mobilidade se está a preparar para a fase seguinte, quando o novo regime estiver plenamente em vigor, na qual espera exceder as suas obrigações como agregadora de dados e passar a atuar no mercado liberalizado, em concorrência.

“Queremos ser realmente uma empresa de tecnologia do Estado, dedicada à mobilidade”, afirma António Veiga Ferrão, presidente do conselho de administração da Mobi.E. A empresa está a preparar “um conjunto de produtos” não só dentro da área de carregamentos elétricos mas também noutros campos da mobilidade, como os transportes públicos.

Nós queremos ser realmente uma empresa de tecnologia do Estado, dedicada à mobilidade.

A empresa avançou por esta via porque, aquando da mudança de regime, foi necessário fazer a pergunta de em que moldes seria a Mobi.E necessária. “A primeira conclusão é que o utilizador final e os operadores acreditam que é necessário interoperabilidade”, isto é, que seja possível, no caso da mobilidade elétrica, usar os diferentes postos de carregamento sem entraves, independentemente do fornecedor escolhido, indica Ferrão. E vai mais longe: “Nós acreditamos que o utilizador de um veículo elétrico não vai querer abdicar dessa parte. Ele vai escolher o operador que lhe trouxer a interoperabilidade”.

Nesse sentido, a Mobi.E quis posicionar-se como “uma das opções” que os operadores teriam para facilitar que a interoperabilidade se mantenha no novo regime. Estes podem estabelecer acordos diretamente entre sim mas, uma vez que “a transição entre regimes não é uma coisa fácil” e há muitas questões a serem resolvidas, a Mobi.E decidiu criar uma plataforma para facilitar isto mesmo. Chamou-lhe Mobi.hub.

A nova plataforma é em tudo semelhante àquela que a Mobi.E usava anteriormente, quando era a peça central da mobilidade elétrica. Serve agora para os Operadores de Ponto de Carregamento (OPC) se encontrarem com os Provedores de Serviços de Mobilidade Elétrica (eMSP, na sigla em inglês), que são as entidades ou empresas que fazem a ponte entre o condutor de um veículo elétrico e as redes de postos de carregamento, e assim facilitar a interoperabilidade. A grande diferença face ao passado é que a plataforma é opcional e acrescenta alguns serviços que a empresa entende serem importantes para os operadores, como uma gestão mais automatizada de disputas.

Em relação ao interesse dos operadores na solução, Sílvia Amaral, administradora com o pelouro da Mobilidade Elétrica, reconhece que a resposta, para já, “não é muito concreta”, que têm preferido não partilhar o que irão fazer. Contudo, garante, têm reconhecido que este serviço é “uma mais-valia” e que é “mais rápido e mais fácil” fazer a transição através do hub. “Se algum operador sentisse que tem o poder suficiente para fechar a sua rede, já teria tido o timing para o fazer”, acrescenta António Veiga Ferrão, para rematar: “há muito interesse em estar ligado a nós”. A Mobi.E diz que já está pronta para começar a assinar contratos.

Ainda no que diz respeito aos carregamentos elétricos, a Mobi.E vai lançar a Mobi.charge, outro produto direcionado aos OPC que não possuem uma plataforma própria e que os ajuda a gerir a sua rede de postos de carregamento. Através desta plataforma podem fazer a gestão de arranque e fim de carregamento, tratar da faturação e ter acesso a todas as informações e alertas em relação à operação da sua rede. Outra das vantagens é o smart pricing, permitindo adaptar tarifários consoante as horas do dia ou tempo de carregamento, exemplificou Sílvia Marçal.

Interoperabilidade também nos transportes públicos

“Estamos a trabalhar muito empenhados no transporte público e na interoperabilidade do transporte público”, afirma António Veiga Ferrão. Nesta frente, já estão alguns compromissos firmados: a Mobi.E assinou, há cerca de um mês, um protocolo com vários operadores de transporte público para a disseminação da utilização do cartão bancário como meio de pagamento do transporte público. São eles a CP, Metro Lisboa, Metro do Porto, Transportes Metropolitanos de Lisboa e Transportes Metropolitanos do Porto, Transtejo Softlusa e Metro Mondego.

Estamos a trabalhar muito empenhados no transporte público e na interoperabilidade do transporte público.

A Mobi.E quer gerir os pagamentos por cartão a uma escala nacional, para acelerar a adoção dessas soluções para operadores mais pequenos, o que atualmente é algo que “requer muito investimento e uma competência técnica muito forte”, explica o presidente da Mobi.E.

Os utilizadores de passes já estão “muito bem servidos”, considera o mesmo administrador. Mas o mesmo não se passa, entende, com quem usa os transportes públicos de forma pontual, na sua cidade ou naquelas que visita. A ideia é “trazer os utilizadores para o transporte público sem necessidade de onboarding adicionais”.

O objetivo é que este produto esteja disponível no primeiro semestre de 2027.

No futuro, com um sistema disseminado, poderia até reproduzir-se um passe mensal através do cartão bancário: a pessoa pode utilizar o cartão até ao limite desse passe, explica. E esta solução pode aplicar-se aos TVDE? “Esse é um desafio de longo prazo”, remata António Ferrão.

A Mobi.E, apesar de mudar a estética do logótipo para assinalar o novo capítulo, afirma que vai manter a marca por uma questão de reconhecimento da mesma, até internacional, apesar de o foco passar a ser mais alargado do que simplesmente a mobilidade elétrica. Sobre o resto da “bagagem” que traz como incumbente, e se não se tornará um risco para a concorrência, Ferrão rejeita: “Não atuaríamos se não estivéssemos super claros de quais são os nossos limites, qual é a transparência que temos aos nossos preços, às nossas condições”.

O presidente da empresa garante que a Mobi.E não irá “capitalizar uma posição dominante”, de forma a tornar-se altamente lucrativa e não orientada ao cidadão final. “O cidadão final é o nosso acionista final”, baliza. Ao mesmo tempo, garante, esta entidade não irá atuar abaixo de custo, respeitando uma lógica de “custo e lucro razoável”.

(Notícia atualizada pela última vez às 16h56 com mais informação)

Portugal regista sétima menor subida do diesel na União Europeia em setembro

21 October 2026 at 11:45

O preço dos combustíveis e lubrificantes para o transporte pessoal aumentou em 31,4% na União Europeia (UE) em setembro, face ao mesmo mês de 2025. A subida ultrapassa a verificada nos meses anteriores: em agosto o salto foi de 23,8% e em julho de 16,9%, em termos homólogos. Setembro foi um mês de aumentos superiores aos de agosto e julho em 26 dos Estados Membros.

Houve quatro países que, no nono mês do ano, assistiram a subidas superiores a 40% nos combustíveis. São eles a Bulgária (42,2%), Estónia (40,6%) e Lituânia (40,2%). Portugal insere-se no grupo de 12 países que registaram subidas acima de 30%: os preços em território português aumentaram 30,3%, colocando o país sensivelmente a meio da tabela.

Hungria, Irlanda e Suécia apresentaram as subidas mais modestas, com o primeiro destes países a registar apenas 6,9% e os restantes 17,7% e 19,9%, respetivamente.

Portugal entre os países com menores subidas no diesel e gasolina

Já olhando à evolução de agosto para setembro, o aumento foi de 5,9% nos preços do diesel e de 6,7% na gasolina: no caso do diesel nota-se um abrandamento face ao registado entre julho e agosto, enquanto na gasolina houve uma aceleração.

Neste horizonte, Espanha destaca-se como o país onde os preços menos encareceram (2,4%), seguida da Croácia (2,5%) e Roménia (3%). Portugal não chegou a este pódio, mas ficou em sétimo lugar entre os países europeus com as subidas mais modestas, ao registar um aumento de 5,1% nos preços do gasóleo. Em oposição, Suécia (12,8%), Polónia (9,7%) e Letónia (10,3%) foram os países do bloco europeu com um maior salto mensal nestes preços.

Na gasolina, os maiores aumentos registaram-se igualmente na Suécia (13,8%) e Polónia (9,7%), mas também na Estónia (9,5%). No extremos oposto posicionaram-se o Chipre (3,8%), a Roménia (4,2%) e a Eslovénia (4,6%). Em Portugal, a subida foi de 5,9%, a nona menor subida na UE.

COP31. Fim dos combustíveis fósseis é “absolutamente essencial” e implementação é “prioritária”

21 October 2026 at 07:13

O Parlamento Europeu vai votar, esta quarta-feira, a resolução que deverá guiar a ação da União Europeia na 31.ª Conferência das Partes (COP31), a cimeira do Clima que é organizada anualmente pelas Nações Unidas. A eurodeputada que chefiará a delegação do Parlamento Europeu, a portuguesa Lídia Pereira, espera que o bloco se bata para que seja acordada uma eliminação gradual dos combustíveis fósseis e para que se implementem os compromissos já firmados, mais do que criar novas metas.

“É uma COP em que o prioritário é a implementação de todos os acordos que têm vindo a ser assinados. A prioridade é de facto respeitar as metas que já existem. Não…

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Hotéis, cafés e restaurantes apontam custos e dificuldades operacionais da Volta

19 October 2026 at 07:08

A associação que representa os restaurantes, cafés e hotéis considera que o sistema Volta não está, na prática, a apresentar soluções adequadas à realidade operacional destes estabelecimentos. A prioridade, na ótica do setor, é densificar a rede de quiosques, mas pedem também uma recolha direta nos estabelecimentos “mais flexível” e uma resposta mais rápida a avarias nos equipamentos. Para já, apontam ter “custos adicionais, perda de tempo e constrangimentos operacionais” com o sistema.

“O principal problema é o desajuste entre o modelo de funcionamento do Sistema de Depósito e Reembolso (SDR) e a realidade operacional do canal HORECA [restaurantes, cafés, bares e várias tipologias de estabelecimentos de alojamento turístico]”, afirma a porta-voz da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Ana Jacinto, em resposta ao ECO/Capital Verde.

A associação não coloca em causa a existência do sistema, mas vinca que é necessário garantir que a rede de recolha tem escala, proximidade e modelos operacionais compatíveis com a realidade de negócios que movimentam diariamente grandes quantidades de embalagens.

A porta-voz assinala que, “em teoria”, existem diferentes possibilidades de encaminhamento das embalagens, desde os pontos de recolha nos supermercados até aos quiosques, passando pela recolha direta nos estabelecimentos. “O problema é que nenhuma destas soluções responde ainda, de forma suficientemente abrangente e simples, às necessidades específicas do HORECA”, consideram estes estabelecimentos.

O problema é que nenhuma destas soluções responde ainda, de forma suficientemente abrangente e simples, às necessidades específicas do HORECA.

Ana Jacinto

Porta-voz da AHRESP

Os quiosques Volta são considerados “uma resposta mais adequada”, já que permitem entregar grandes quantidades de embalagens de uma só vez. O problema é que “a sua cobertura territorial continua longe de responder a toda a concentração de estabelecimentos HORECA”.

Neste sentido, a AHRESP define como “a primeira prioridade” acelerar e densificar a rede de quiosques Volta mas, além de aumentar o número, considera ainda “fundamental” colocá-los onde estão os estabelecimentos, em zonas de elevada concentração de restauração, bebidas e alojamento turístico, com bons acessos e horários compatíveis com a atividade das empresas.

“Neste processo, os municípios podem desempenhar um papel importante, nomeadamente facilitando a disponibilização de espaços adequados”, indica Ana Jacinto.

Em relação ao sistema de recolha direta, através do qual a SDR Portugal vai aos estabelecimentos buscar as embalagens, a associação aponta também algumas dificuldades. Em primeiro lugar, é obrigatório registar previamente os sacos onde se armazenam as embalagens recolhidas numa aplicação própria, uma tarefa administrativa adicional.

Em segundo lugar, o levantamento sem custos exige um mínimo de quatro sacos cheios. “Para muitos estabelecimentos, particularmente os de pequena dimensão, armazenar quatro sacos de 240 litros até à recolha é um problema real de espaço e de operação”, afirma Jacinto. De forma a responder a estas questões, os estabelecimentos defendem “uma recolha direta mais flexível”, quer ao nível das quantidades mínimas, quer da frequência, bem como uma simplificação “significativa” dos procedimentos de adesão e utilização.

O que resta, “muitas vezes”, é o uso das máquinas Voltas instaladas nos supermercados, que exige a deslocação de trabalhadores e a introdução de embalagens uma a uma, “consumindo tempo e recursos humanos”. “Quando existem avarias, indisponibilidade ou falta de capacidade dos equipamentos, o problema agrava-se”, denuncia a AHRESP.

Nestes casos, os empresários são obrigados a encontrar alternativas, mobilizando trabalhadores e meios de transporte para encaminhar as embalagens. “É igualmente necessário reforçar a fiabilidade dos equipamentos e melhorar os mecanismos de apoio técnico e resolução rápida de problemas”, afirma a associação.

Empresas queixam-se de custos e tempo exigidos

“As dificuldades identificadas traduzem-se em custos adicionais, perda de tempo e constrangimentos operacionais para as empresas”, resume a porta-voz da AHRESP. A mesma fonte explica que os estabelecimentos têm de assegurar a separação e o armazenamento temporário das embalagens, muitas vezes em espaços já limitados e necessários à atividade diária, conciliando esta operação com exigências de higiene, segurança alimentar e gestão de resíduos.

Em paralelo, Ana Jacinto fala de exigências administrativas “significativas”, associadas ao registo nos portais, à configuração de acessos, à utilização das aplicações e à resolução de problemas técnicos. Para muitas destas empresas, que dispõem de equipas administrativas dedicadas, estes procedimentos representam um encargo “particularmente relevante”.

Um sistema que depende da colaboração dos estabelecimentos tem de lhes proporcionar condições operacionais que permitam cumprir as suas obrigações sem comprometer o seu funcionamento.

Ana Jacinto

Porta-voz da AHRESP

Por fim, quando o encaminhamento das embalagens é difícil ou demora a concretizar-se, os estabelecimentos enfrentam dificuldades em fechar este circuito financeiro e operacional, considerando a recuperação do valor dos depósitos pagos na aquisição das bebidas.

“Um sistema que depende da colaboração dos estabelecimentos tem de lhes proporcionar condições operacionais que permitam cumprir as suas obrigações sem comprometer o seu funcionamento” e sem transferir para as empresas “encargos operacionais e económicos desproporcionados”, remata a associação.

A mesma entidade diz manter um diálogo aberto com a SDR Portugal e entidades governamentais competentes, tendo já reportado os constrangimentos e insistindo na apresentação de “respostas concretas e urgentes”. Enquanto estas não surgem, a recomendação é que os estabelecimentos continuem a cumprir as regras aplicáveis e escolham, entre as soluções disponíveis, aquela que melhor se adapta à sua operação.

No final da passada sexta-feira, a propósito do envio de um plano para a higiene urbana ao ministério do Ambiente, a SDR Portugal reconheceu em comunicado que “subsistem desafios” e entre eles destaca a necessidade de desenvolver soluções mais adequadas para o canal HORECA. Aponta também que deve ser melhorado o acesso da população à rede instalada, e deve ser alargado o serviço a zonas do país menos cobertas e a espaços de elevada circulação, como terminais de transportes aéreos e terrestres.

É através de uma maior articulação entre as entidades responsáveis que a SDR Portugal pretende acelerar a implementação dos quiosques Volta, uma medida considerada “estruturante” para responder à devolução de grandes quantidades de embalagens, afirma a associação sem fins lucrativos responsável pelo sistema.

Gestora da Volta já entregou plano para higiene urbana ao Governo

16 October 2026 at 18:46

A SDR Portugal, responsável pelo sistema de depósito e reembolso conhecido por Volta, entregou esta sexta-feira um “plano de cooperação” para prevenir e mitigar os desafios de limpeza urbana associados ao funcionamento do sistema.

A associação garante que o plano contém medidas “concretas”, mas opta por não as especificar. São ao todo 14, divididas por quatro eixos estratégicos, complementados por um eixo transversal de governação e monitorização.

“O principal objetivo é reforçar a proximidade e a cooperação com as entidades responsáveis pela gestão de resíduos e pela limpeza urbana”, nomeadamente municípios, juntas de freguesia e Sistemas de Gestão de Resíduos Urbanos (SGRU), indica num comunicado.

A ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, pediu à SDR Portugal que apresentasse um plano de higienização na sequência de incidentes verificados em cidades. Sobretudo em grandes centros urbanos, como Lisboa, alguns cidadãos, ao procurar embalagens nos contentores, acabam por deixar lixo espalhado pela via pública. O autarca da capital, Carlos Moedas, acusou o Volta de criar problemas e custos à cidade, pedindo que o sistema fosse cancelado.

Sobre esta questão da higiene urbana, a SDR Portugal afirma apenas no comunicado que propõe “uma atuação concertada com os seus parceiros para responder a alguns dos impactos sociais que têm sido observados”. Enquadra ainda que estes “fenómenos” ocorrem num contexto marcado por desafios “históricos” de limpeza urbana e por uma “crescente pressão” decorrente da atividade turística.

A entidade reconhece que “subsistem desafios”, e, entre eles, destaca a necessidade de desenvolver soluções mais adequadas para o canal HoReCa (hotelaria, restaurantes e cafés). Aponta também que deve ser melhorado o acesso da população à rede instalada, e deve ser alargado o serviço a zonas do país menos cobertas e a espaços de elevada circulação, como terminais de transportes aéreos e terrestres.

É através de uma maior articulação entre as entidades responsáveis que a SDR Portugal pretende acelerar a implementação dos quiosques Volta, uma medida considerada “estruturante” para responder à devolução de grandes quantidades de embalagens, uma necessidade sobretudo do canal HoReCa.

“A SDR Portugal reafirma a sua disponibilidade para colaborar com o Governo, os municípios, as juntas de freguesia e as entidades gestoras de resíduos na procura de soluções concretas, respeitando o quadro legal e as competências de cada entidade”, conclui a associação sem fins lucrativos, responsável pelo sistema.

A SDR dá também conta de que já foram devolvidas mais de 500 milhões de embalagens nos mais de 3.000 pontos volta automáticos, pontos Volta manuais e nos oito quiosques Volta existentes.

Geração e capacidade instalada da EDP registam subidas ligeiras até setembro

16 October 2026 at 17:49

A EDP EDP 1,84% divulgou esta sexta-feira que registou subidas ligeiras tanto na geração como na capacidade instalada ao longo dos primeiros nove meses do ano, quando comparados com os mesmos meses do ano anterior.

Estes dados constam dos dados operacionais previsionais das cotadas do grupo EDP, que são divulgados antes da apresentação de resultados relativos ao terceiro trimestre. Estes estão marcados para 6 de novembro, no caso da casa-mãe, e para 5 de novembro, no que toca à EDP Renováveis.

A geração de eletricidade da EDP no conjunto dos primeiros três trimestres do ano elevou-se apenas 0,5% face aos nove meses do ano anterior, atingindo os 48,3 terawatts-hora (TWh). A empresa regista um salto particularmente elevado na geração por bombagem, que subiu 20% neste período para os 2,1 TWh. Cerca de metade da atividade de bombagem ocorreu precisamente no terceiro trimestre, com reservatórios nos 51%, em linha com a média histórica

O grupo indica que 92% de toda a geração foi baseada em energias renováveis, com a energia eólica a ocupar a maior fatia (46%), seguida da hídrica (26%) e da solar (20%).

A capacidade instalada da EDP ficou-se nos 33 gigawatts (GW) nos nove meses até setembro, subindo 2% face ao período homólogo. No caso das renováveis, que correspondem a 20,5 GW e cresceram 4%, a subida foi suportada por 1,9 GW de adições de capacidade, das quais 56% se verificaram nos Estados Unidos.

A procura por eletricidade na Península Ibérica cresceu 3,2% no mesmo horizonte temporal, “impulsionada pelo crescimento de clientes, maior consumo e mobilidade elétrica“, lê-se no documento. A EDP destaca que os veículos elétricos e híbridos representaram 41% dos novos registos automóveis em Portugal em agosto, acima da média de 32% na UE.

O preço médio do mercado grossista no terceiro trimestre foi de 124 euros por MWh, aumentando 10 euros por MWh face à média dos nove meses homólogos. A carteira de clientes no mercado liberalizado português manteve-se estável nos 3,4 milhões, mas os volumes vendidos cresceram 7%, impulsionados por um maior consumo médio.

Em paralelo, olhando para o segmento de distribuição de eletricidade, o crescimento foi igualmente a um dígito, de 3%, para atingir os 70,2 TWh. O crescimento foi de 2% na Península Ibérica, à boleia dos 3% em Portugal. Em Espanha a distribuição de eletricidade reduziu 2%, refletindo uma interrupção temporária de um grande cliente industrial. No Brasil o salto foi de 4%, impulsionado por temperaturas mais elevadas no terceiro trimestre.

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