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Após Flávio dizer que Lula não tem celular, presidente diz ter ganhado um

21 October 2026 at 23:52

O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), disse no início da noite desta quarta-feira (21) ter ganhado um celular do governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT). A declaração ocorre após o adversário, Flávio Bolsonaro (PL), rebater que o petista “não tem celular” depois que Lula propôs o “desafio” de quebrar os sigilos dos dois candidatos ao senador.

Durante ato de campanha em Belo Horizonte, Lula disse que, agora, começaria a fazer parte do canal “Exército do Lula”, criado e administrado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG).

“Queira dar recado para o general [André] Janones. Qual é a novidade, Janones? Eu nunca tive um celular, agora ganhei um celular do governador do Piauí. A partir de amanhã, vou ter um celular e vou fazer parte do ‘Exército do Lula’, e quero convidar todos vocês para entrar no nosso exército para a gente chegar a 10 milhões até sexta”, disse Lula aos apoiadores mineiros.

Nas redes sociais, o petista ainda publicou um vídeo recebendo o aparelho ao lado de Fonteles e Janones, e pedindo que os apoiadores entrem no canal de WhatsApp. “Está aqui a arma da nossa guerra”, diz Lula na gravação.

Flávio disse que Lula “não tem celular”

No debate da Band no último domingo (18), Lula propôs a Flávio o “desafio” de quebrar os sigilos bancário e telefônico dos dois candidatos ao Planalto para, segundo ele, “saber quem é corrupto nesse país” e para “se apurar quem é que faz corrupção nesse país, quem é que enriqueceu ilicitamente”.

Ao final do encontro, porém, Flávio rebateu que achou a proposta “engraçada” porque, segundo ele, Lula “não tem celular”.

“Eu fiquei feliz com o desempenho, pude falar de propostas e, finalmente, pude rebater várias mentiras aqui. Inclusive, uma foi engraçada: ele propõe a quebra de sigilo telefônico quando ele não tem celular. Minhas contas estão sempre abertas, tudo o que é meu está declarado à Receita”, pontuou.

Na terça (20), Lula apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento que autoriza a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares desde que o candidato do PL (Partido Liberal) faça o mesmo.

Nesta quarta, Flávio disse aceitar o desafio, mas impôs algumas condições, como a quebra do sigilo de Marcola, ex-chefe de gabinete da Presidência, e também liberar os dados do cartão corporativo da primeira-dama, Janja da Silva.

“Agora segura aí marginal. Você não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. O Lula tem o Marcola do lado dele. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios. Então eu abro meu sigilo do telefone sim, mas o Marcola tem que abrir o dele, concorda?”, disse Flávio durante agenda em Guarulhos, região Metropolitana de São Paulo.

“Pra eu abrir meu sigilo, você [Lula] vai abrir o sigilo do Instituto Lula. E tem mais uma condição: você vai abrir o sigilo do seu cartão corporativo e da Janja”, afirmou.

Nesta tarde, o senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da equipe de campanha do presidente, respondeu que o chefe do Planalto vai aceitar as condições apresentadas pelo adversário.

Segundo Camilo, como mostrou a CNN, representantes da campanha de Lula irão ao TSE na quinta-feira (22), às 11h, para protocolar a resposta às exigências do senador, com uma autorização para a quebra dos sigilos.

“De todas as condicionantes que ele colocou o presidente só tem a dizer que não se opõe absolutamente nada. Contanto que ele [Flávio] também cumpra e abra tudo que está sendo pedido”, afirmou.

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

Vox Radar: STF dá lugar a sigilo, Luchsinger e debate nas redes no 2° turno

21 October 2026 at 22:36

Pesquisa Vox Radar divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que houve movimento nos temas mais discutidos nas redes sociais na semana após o primeiro turno das eleições e agora, na semana decisiva do pleito.

Nesta semana, a conversa girou em torno do desafio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de abrir os sigilos bancários, da entrevista de Roberta Luchsinger à CNN e da repercussão do debate da Band do último domingo (18).

Os temas mais comentados desta semana substituíram a crise no STF (Supremo Tribunal Federal), o fim da escala 6×1 e o caso Master, que tiveram maior repercussão das redes quando os eleitores falavam sobre o resultado do primeiro turno.

Agora, quatro dias antes do segundo turno, os temas mais discutidos são fatos da própria campanha: a quebra de sigilos; as declarações de Luchsinger sobre Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; o debate da Band; as decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o canal “Exército do Lula”, coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG); e o futuro do Bolsa Família.

Segundo a pesquisa, a concentração dos assuntos também mudou. Na semana após o primeiro turno, o tema de maior repercussão tinha 28% das menções. A quebra de sigilos, que agora ocupa a primeira posição, tem 30%, mais que o segundo e terceiro colocados juntos.

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De acordo com o instituto, somados, os cinco temas da semana após o primeiro turno favoreciam Flávio em 54% dos comentários, e Lula, em 24%. O cenário se inverteu nesta semana: os assuntos favorecem Lula em 59%, e Flávio, em 37%.

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O que se diz em cada pauta decisiva

  • Quebra de sigilos

Em relação à quebra de sigilos, 75% dizem que “Flávio esconde algo”, enquanto 19% que “o desafio é teatro, ou Lula é quem esconde”. Já 4% acreditam que “Lula é transparente”.

Na terça (20), Lula apresentou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento que autoriza a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de familiares desde que o candidato do PL (Partido Liberal) faça o mesmo.

O “desafio” foi proposto por Lula durante o debate da TV Band, no último domingo (18).

“Eu tomei a atitude de desafiar ele a abrir o sigilo do telefone, o sigilo bancário, para saber quem é corrupto nesse país. Todo mundo acusa todo mundo e não apura nada. Então, vamos apurar. Eu me disponho e vou ficar fazendo o desafio para ele até o próximo debate, para que a gente faça a abertura do nosso sigilo bancário e telefônico, para se apurar quem é que faz corrupção nesse país, quem é que enriqueceu ilicitamente nesse país. Porque não é possível ficar nessa acusação barata de um com o outro”, declarou ao final do encontro.

Flávio rebateu dizendo que achou a proposta “engraçada” porque, segundo ele, Lula “não tem celular”.

“Eu fiquei feliz com o desempenho, pude falar de propostas e, finalmente, pude rebater várias mentiras aqui. Inclusive, uma foi engraçada: ele propõe a quebra de sigilo telefônico quando ele não tem celular. Minhas contas estão sempre abertas, tudo o que é meu está declarado à Receita”, explicou.

Posteriormente, Flávio propôs novas condicionantes e Lula aceitou.

  • Luchsinger, Lulinha e INSS

Sobre o segundo tema, 73% acreditam que “Lula protege o filho, ou a culpa é de Lulinha”, 11% dizem que “não há provas, é perseguição”, e 5% “cobram investigação”.

No último sábado (17), a empresária Roberta Luchsinger deu uma entrevista exclusiva à CNN. Na ocasião, ela afirmou que pretende fazer uma delação premiada e acusou o presidente Lula de proteger o filho.

Luchsinger também rebateu falas e críticas públicas de Lula a ela e abordou os encontros que diz ter presenciado entre Lulinha e integrantes do governo.

A Polícia Federal investiga Luchsinger e Lulinha desde julho, por suposto favorecimento de empresas em órgãos do governo federal.

Nos últimos meses, Luchsinger foi alvo de mandados de busca e apreensão, teve bens e valores bloqueados e foi submetida à determinação de uso de tornozeleira eletrônica no âmbito da Operação Sem Desconto.

  • Debate na Band

Em relação ao debate da Band, também promovido pelo jornal Estadão e pelas emissoras de rádio e televisão Cultura, Gazeta e Jovem Pan, 28% disseram que “Lula venceu o debate”, 9% opinaram que “ninguém venceu, foi baixaria”, e 7% que “Flávio venceu o debate”.

Flávio e Lula se enfrentaram no debate da Band a uma semana do segundo turno da eleição presidencial.

O senador e o presidente apresentaram propostas, como mudanças no SUS (Sistema Único de Saúde) e na segurança pública, mas também trocaram acusações relembrando os nomes de Roberta Luchsinger e de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, no primeiro confronto direto entre eles na televisão neste pleito.

O evento também foi marcado por confusão envolvendo as duas comitivas, que no último bloco protagonizaram discussões que interromperam as considerações finais dos candidatos.

  • TSE e “Exército do Lula”

Sobre o assunto, 20% fazem “críticas a Janones”, 19% dizem que “é censura contra Lula”, e 7% alegam que “o TSE favorece Flávio”.

O canal “Exército do Lula” foi criado por André Janones como uma das frentes de mobilização da campanha petista após o resultado do primeiro turno das eleições no dia 4 de outubro, em que Flávio recebeu 47,03% dos votos, enquanto o atual presidente recebeu 45,16%.

Nas últimas semanas, o canal foi suspenso e voltou ao ar algumas vezes após decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A campanha do petista registou o canal na Justiça Eleitoral como forma de manter o grupo ativo, após determinação do presidente do Tribunal Nunes Marques.

  • Bolsa Família

Sobre o benefício social, 34% comentaram que “Flávio vai cortar ou acabar com o programa”, 16% “defendem o programa”, e 12% que a “antecipação é compra de voto”.

Nesta semana, o governo federal decidiu pagar o auxílio com reajuste antes da eleição, após antecipar as datas de pagamento. Os repasses de outubro começaram a ser depositados nas contas dos beneficiários a partir de segunda-feira (19), seguindo os reajustes realizados pelo governo federal em meados de setembro.

Como mostrou a CNN, o reajuste foi editado na véspera do anúncio da medida.

Ao mesmo tempo, na segunda, a administradora Daniella Marques, coordenadora de campanha de Flávio Bolsonaro em temas econômicos, afirmou que o Bolsa Família terá um período de transição de dois anos caso o candidato seja eleito presidente da República.

A fala teve grande repercussão nas redes e a campanha do petista usou a declaração para dizer que Flávio, caso eleito, acabaria com o programa social — informação já desmentida pelo senador.

Para realizar o levantamento, a Vox analisou 7.682.845 comentários em publicações do Instagram entre 14 e 20 de outubro.

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

Gerp: 48% dos eleitores desaprovam governo Lula; 46%, aprovam

21 October 2026 at 22:00

O presidente da República e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), registra um cenário de empate técnico na avaliação de seu governo, segundo dados da pesquisa Gerp divulgada nesta quarta-feira (21).

O levantamento mostra que 48% dos eleitores desaprovam o trabalho realizado pelo Planalto, enquanto a fatia dos que aprovam a gestão é de 46%.

Outros 6% não souberam ou não responderam ao questionamento.

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Metodologia

A pesquisa Gerp entrevistou 2.400 eleitores, entre os dias 19 e 21 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,55%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-03835/2026.

Confira a íntegra da pesquisa abaixo:

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais

Meio/Ideia: Flávio tem 51,1% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 48,9%

21 October 2026 at 11:00

Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (21) mostra que, em simulação de segundo turno para as eleições presidenciais, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem em empate técnico nos votos válidos, considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Segundo o levantamento, Flávio registra 51,1% das intenções, enquanto Lula marca 48,9%.

A pesquisa, que exclui brancos, nulos e indecisos neste recorte, aponta uma diferença de apenas 2,2 pontos entre os candidatos.

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O que são votos válidos?

Votos válidos são aqueles dados diretamente a um candidato ou, nas eleições proporcionais, a uma legenda partidária. Votos em branco e nulos não entram no cálculo que define os vencedores.

Isso significa que a porcentagem apresentada na apuração não considera necessariamente todas as pessoas que compareceram às urnas. Ela é calculada apenas sobre os votos válidos.

Metodologia

A pesquisa Meio/Ideia entrevistou 1.500 eleitores, entre os dias 15 e 19 de outubro, por meio de pesquisa telefônica. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada pelo Meio/Ideia está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08251/2026.

Confira a íntegra da pesquisa abaixo

Eleições 2026: veja as principais datas do ano eleitoral

 

A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais
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