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MPF amplia ofensiva contra Meta no período eleitoral

22 October 2026 at 15:23

O MPF (Ministério Público Federal) intensificou suas ações contra a Meta Platforms, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, diante de denúncias de bloqueios em massa e restrições arbitrárias de perfis durante o período eleitoral de 2026. A apuração é do analista de Política da CNN Teo Cury, ao Live CNN.

A ofensiva ocorre em paralelo à atuação do MPE (Ministério Público Eleitoral), que também apurou a conduta da empresa e concluiu que a Meta não cumpriu todas as determinações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O parecer do MPE, apresentado por Alexandre Espinosa, vice-procurador-geral eleitoral que atua perante o TSE, avaliou as respostas fornecidas pela empresa e concluiu que elas não foram suficientes.

O documento, ao qual o âncora da CNN Gustavo Uribe teve acesso, sugere a aplicação de multa por descumprimento de decisão judicial, sem indicar valores específicos.

O que a Meta descumpriu segundo o MPE

De acordo com o MPE, a Meta não atendeu à exigência de disponibilização de estatísticas e filtros na ferramenta de inteligência artificial, nem garantiu o processamento igualitário das denúncias recebidas dentro das plataformas. O órgão também citou diferenças nas respostas da ferramenta de tradução utilizada nas plataformas da empresa.

O relatório aponta, porém, que a empresa cumpriu algumas determinações, como a reversão das restrições na conta de anúncios de campanha, a suspensão de anúncios eleitorais não contratados pelas candidaturas e a reposição da entrega de impulsionamento não servido.

Houve ainda cumprimento parcial da exigência de revisão humana prévia das restrições às contas de anúncio.

Origem da disputa no TSE

O caso teve início após questionamento do Partido dos Trabalhadores ao TSE, alegando que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era alvo de restrições na entrega de anúncios e de desabilitação da conta de anúncios.

A campanha também apontou a aprovação de anúncios pagos do exterior sem rótulo, conteúdo sintético em período vedado e perfis de inteligência artificial.

Diante das alegações, o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta prestasse esclarecimentos sobre o equilíbrio no tratamento das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL).

A empresa afirmou ter cumprido todas as determinações, mas o ministro solicitou que o MPE avaliasse as respostas. A Meta atribuiu os problemas identificados a falhas algorítmicas, afirmando não ter controle total sobre elas e que estaria trabalhando para resolvê-las.

MPF atua em diversas frentes

Além da atuação do MPE perante o TSE, o MPF também intensificou sua ofensiva por outras vias. Por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, o órgão apresentou recomendações à Meta cobrando garantia de liberdade de expressão nas publicações realizadas no Facebook e no Instagram, bem como maior transparência na metodologia de distribuição de conteúdo nas plataformas.

A transparência na distribuição de conteúdo é apontada como um dos pontos centrais das críticas feitas pelas campanhas na reta final do período eleitoral.

Com o segundo turno a apenas três dias, o tempo para que novas decisões sejam tomadas e efetivamente cumpridas é considerado bastante restrito. A expectativa agora é pela decisão de Belizze com base no parecer do MPE e em todo o histórico do caso.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Revelado: a festa secreta e o presente de luxo de Flávio Bolsonaro

22 October 2026 at 15:19
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, participou de um passeio de lancha no Lago Paranoá, em Brasília, em julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19, ao lado de empresários ligados à negociação da vacina Covaxin com o governo federal.Segundo reportagem publicada pela revista piauí, o encontro também teria envolvido garotas de programa e terminou com o senador recebendo um relógio Rolex de um dos empresários.A publicação afirmou ter cruzado depoimentos de pessoas ligadas ao episódio, documentos de quebras de sigilo encaminhados a comissões parlamentares e dados de rastreamento de voos para reconstituir os acontecimentos.Os envolvidos na "festinha"A reportagem, que reconstruiu o episódio a partir de depoimentos, documentos e registros de voos, afirma que a confraternização ocorreu em 17 de julho de 2020. Entre os participantes estavam Danilo Trento, empresário ligado à Precisa Medicamentos, e Francisco Maximiano, dono da empresa, além do agente de viagens Raphael Barão.Na época, a Precisa negociava com o governo do então presidente Jair Bolsonaro a aquisição de doses da Covaxin, vacina desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. O contrato tornou-se alvo de investigação da CPI da Pandemia, no Senado, em meio a suspeitas de irregularidades.Passeio de lancha e entrega de relógioDe acordo com a piauí, Flávio Bolsonaro chegou à embarcação acompanhado do amigo Alexandre Santini, então seu sócio em uma franquia da loja de chocolates Kopenhagen no Rio de Janeiro. O passeio teria reunido empresários e três garotas de programa.A publicação relata que, durante a confraternização, o senador teria descido à cabine da lancha acompanhado de mulheres. Ao final do encontro, segundo a reportagem, Danilo Trento retirou um relógio Rolex do próprio pulso e o entregou a Flávio.A matéria também relaciona o episódio a uma reportagem anterior do site PlatôBR, publicada em setembro deste ano, que noticiou encontros do senador com garotas de programa e o recebimento de um relógio Rolex. Segundo a citada publicação, o modelo seria um Submariner Date, avaliado em R$ 305 mil, comprado pelo advogado Alan Belaciano. Empresários estavam ligados à negociação da CovaxinA reportagem destaca que Trento e Maximiano buscavam ampliar os negócios da Precisa Medicamentos com o governo federal durante a pandemia. A empresa atuava como intermediária do laboratório indiano Bharat Biotech nas tratativas para fornecer a Covaxin ao Ministério da Saúde.O contrato previa o pagamento de R$ 80 por dose, valor superior aos preços mencionados na reportagem para as vacinas da Pfizer, de aproximadamente R$ 56,30, e da AstraZeneca, de R$ 18.As negociações despertaram suspeitas após o servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, e seu irmão, o então deputado federal Luis Miranda, relatarem possíveis irregularidades. O contrato acabou cancelado antes da realização do primeiro pagamento.Durante os trabalhos da CPI da Pandemia, Flávio Bolsonaro saiu em defesa da Precisa e elogiou publicamente a atuação de Emanuela Medrades, diretora da empresa. O relatório final da comissão recomendou o indiciamento de 78 pessoas, entre elas Flávio, Trento e Maximiano.Reunião com o BNDES-A piauí também relata que, em outubro de 2020, Flávio participou de uma reunião virtual com o então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, e Francisco Maximiano. O encontro tratou de uma proposta empresarial na área de telecomunicações.À época, o banco informou que houve reuniões com representantes da empresa, mas que nenhum financiamento foi contratado. Flávio afirmou que pediu ao presidente do BNDES que ouvisse uma proposta para ampliar o acesso à internet nas regiões Norte e Nordeste e negou manter relação comercial ou financeira com Maximiano.A reportagem ainda menciona viagens internacionais do senador relacionadas ao setor de turismo e telecomunicações, incluindo uma passagem por Las Vegas, em janeiro de 2020, na mesma época em que Danilo Trento também esteve na cidade.Senador e demais citados reagemProcurado pela publicação, Flávio Bolsonaro não se manifestou. Além dele, Danilo Trento não respondeu às perguntas após receber os detalhes da pauta, enquanto os advogados de Francisco Maximiano também não retornaram aos contatos.

Impasse na Justiça Eleitoral deixa 1,8 milhão de votos sub judice

22 October 2026 at 15:03
Nas últimas eleições, os eleitores brasileiros destinaram 1,8 milhão de votos a candidatos que disputaram o pleito com os registros indeferidos pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), mas que aguardavam a apreciação de recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Consideradas anuladas sub judice, essas votações permanecem sob incerteza jurídica e têm o potencial de reconfigurar a composição de vagas nas Assembleias Legislativas e na Câmara dos Deputados, além de influenciar a definição de segundo turno em disputas estaduais — a exemplo do que ocorreu com Anthony Garotinho (Republicanos) no Rio de Janeiro.Analistas do direito eleitoral ressaltam que essa indefinição prolongada pós-apuração decorre do calendário enxuto reservado à Justiça Eleitoral para apreciar todos os registros até o dia da votação. Por outro lado, as agremiações partidárias opõem-se à antecipação dos prazos para evitar a obrigação de selar coligações e alianças de forma prematura.Prazos apertadosA legislação atual determina que as solicitações de registro ocorram até 15 de agosto, véspera do arranque da propaganda eleitoral. O Poder Judiciário dispõe de prazo até 20 dias antes do pleito para analisar eventuais impugnações, o que concede aproximadamente um mês para a apreciação global dos requerimentos. No entanto, o teto temporal costuma ser extrapolado.De acordo com dados da Corte Superior, foram registrados mais de 20 mil pedidos nestas eleições gerais, número que ultrapassou a marca de 400 mil no pleito municipal de 2024. O volume inviabiliza o julgamento definitivo de todas as postulações com pendências judiciais em tempo hábil. Enquanto candidaturas sem questionamentos são deferidas em poucos dias, contestações complexas demandam mais tempo de instrução.Raio-X dos votos sob incertezaA maior parcela dos sufrágios sub judice foi direcionada a postulantes às Assembleias Legislativas (612 mil), vindo em seguida os concorrentes ao Senado (390 mil), à Câmara dos Deputados (381 mil) e aos governos estaduais (374 mil), de acordo com levantamento realizado logo após a votação de 4 de outubro.O Rio de Janeiro concentrou o maior volume de votos pendentes no país, somando 732 mil. Mesmo excluindo o desempenho de Garotinho (274 mil), o estado permaneceria no topo do ranking. O cenário fluminense se justifica pela postura do TRE-RJ, que rigorizou os critérios para barrar candidatos associados a facções e ao crime organizado. Esse processo exigiu a requisição e o compartilhamento de provas sigilosas de inquéritos criminais, estendendo a duração dos julgamentos. Resistências políticasO ex-ministro do TSE Henrique Neves alertou durante conversa com a imprensa, que cumprir o cronograma vigente em casos contenciosos é impraticável:"A simples soma dos prazos previstos na Lei Complementar 64 [Lei das Inelegibilidades], entre o protocolo do registro e as datas de julgamento no TSE, se todas as fases forem cumpridas, são 54 dias. Se houver oposição de embargos de declaração em todas as decisões, soma-se 76 dias. Isso considerando apenas os prazos processuais, sem incluir os prazos de tramitação interna", destacou Neves.Apesar dos alertas, a proposta encontrou forte oposição dos partidos. A ex-deputada Margarete Coelho (PP-PI), relatora da matéria na época, explicou que a antecipação forçaria a realização das convenções partidárias em maio — atualmente feitas em agosto. A mudança exigiria a definição de chapas e federações com mais de quatro meses de antecedência, gerando um hiato expressivo até o início real da campanha.Um novo Código Eleitoral foi votado e aprovado pela Câmara dos Deputados em 2023, estabelecendo o limite de registro para 14 de agosto, e o texto segue sob análise no Senado Federal.Impactos nas urnas e no mandatoA indefinição sobre os votos de Anthony Garotinho ilustra a magnitude do problema: no dia do pleito, a votação recebida por ele foi descartada do cálculo dos percentuais válidos. Quatro dias depois, o TSE ratificou o indeferimento baseado em condenação por improbidade que gerou suspensão de direitos políticos. Com o descarte definitivo de seus votos, Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj, alcançou 50,88% dos votos válidos e foi declarado eleito em primeiro turno — antes da confirmação, ele registrava 49,27%.O segundo colocado, Eduardo Paes (PSD), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pleiteando a realização do segundo turno. Paes argumenta que a nulidade de votos só deveria ocorrer em casos de erro de digitação ou manifestação nula deliberada pelo eleitor, sustentando que anular os sufrágios após a apuração desconsidera a escolha consciente do cidadão.No campo legislativo, a validação de votos sub judice também pode redefinir o quociente partidário e alterar bancadas:Assembleia do RJ: João Drumond (PRD), que teve a candidatura vetada pelo TRE-RJ por suposta ligação com o jogo do bicho e crime organizado, obteve 55 mil votos. O candidato nega as acusações e aguarda julgamento de recurso no TSE. Se os votos forem validados, ele garante vaga na Alerj.Câmara dos Deputados: Ricardo Abrão (PSDB) recebeu 63 mil votos após ter o registro indeferido sob acusação de envolvimento em compra de votos em Nilópolis em 2024. Ele nega o ato ilícito e aguarda manifestação da Corte Superior para saber se assumirá o mandato em Brasília.

Jerônimo provoca Flávio sobre sigilos: “Tem coisa debaixo do lençol”

22 October 2026 at 14:32
“Se ele não entregou, é porque tem alguma coisa debaixo do lençol.” Essa é a conclusão do governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), sobre o fato de o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ainda não ter apresentado à Justiça Eleitoral uma petição autorizando a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico.Em entrevista exclusiva ao portal A TARDE nesta quinta-feira, 22, Jerônimo afirmou que o desafio lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, é legítimo porque garante a transparência necessária ao eleitor em uma eleição acirrada.Para o governador, a atitude de Flávio levanta suspeitas de desonestidade.“Eles têm um conceito sobre política que é muito perverso com a gente. Fica tratando Lula como ladrão, mas não conseguem provar. Lula fez um desafio e cumpriu, já entregou os documentos autorizando a abertura dos sigilos. Flávio veio com uma contrapartida e Lula disse que tudo bem. Estamos na expectativa”, afirmou.Jerônimo lembrou ainda que, até o momento, Flávio não apresentou notas fiscais ou uma prestação de contas detalhada, com recibos, sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a história política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio não prestou contas do dinheiro que pegou para o filme do pai e nunca prestou contas sobre outras ações com o Banco Master. Esse é um bom desafio Jerônimo Rodrigues - Governador da Bahia Embora o senador tenha alegado publicamente e em sabatinas que as contas “já foram prestadas” por meio de um laudo pericial da própria produtora, agências reguladoras, checagens de fatos e a Polícia Federal contestam essa afirmação.Último debate do 2º turnoLula e Flávio Bolsonaro voltam a se enfrentar nas urnas no próximo domingo, 25, quando será realizada a votação do segundo turno das eleições de 2026.Antes disso, no entanto, os dois devem ficar cara a cara no último debate da eleição, promovido pela TV Globo nesta sexta-feira, 23. Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) - Foto: Nelson Almeida/AFP Ainda durante a entrevista, Jerônimo afirmou que o debate será uma “ótima oportunidade” para Flávio explicar, com transparência, questões de interesse público.“Espero que o debate de amanhã possa ser elucidativo, que Flávio possa se explicar. Se ele não entregar, alguma coisa está debaixo do lençol”, concluiu. Entenda o desafio dos sigilosO embate começou no debate da TV Band, no último domingo, 18, quando Lula desafiou Flávio a autorizar a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares.Na terça-feira, 20, Lula apresentou ao TSE uma autorização para abrir os sigilos dele e os de familiares referentes aos últimos oito anos, condicionada à adoção da mesma medida pelo adversário. Na quarta-feira, 21, Flávio apresentou uma petição ao TSE, dirigida ao ministro André Mendonça, na qual classificou a oferta de Lula como “gaveta vazia”. Depois, Flávio impôs 19 exigências para autorizar a quebra dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. Entre elas está o acesso a dados do cartão corporativo da Presidência.

Jerônimo detona Nikolas Ferreira após vídeo: "Não conhece a Bahia"

22 October 2026 at 14:28
O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pelo uso de imagens captadas na cidade de Luís Eduardo Magalhães (oeste do estado) para conteúdos sobre o Nordeste. Em entrevista ao Grupo A TARDE, nesta quinta-feira, 22, o petista afirmou que a abordagem do parlamentar teve repercussão negativa e apresentou uma visão preconceituosa da região.Na ocasião, Jerônimo destacou a importância econômica da cidade para a Bahia e para o país, especialmente na produção agropecuária. “Não dá para a gente imaginar que a imagem da Bahia ou do Nordeste seja manchada por alguém que nem conhece. Não conhece o Nordeste, não conhece a Bahia”, declarou.O governador afirmou que, se conhecesse a realidade regional, Nikolas Ferreira poderia ter utilizado as imagens para valorizar o trabalho da população nordestina, em vez de associar a região a aspectos negativos.Governador defende valorização do NordesteJerônimo também ressaltou a contribuição das condições climáticas nordestinas para a economia, citando a geração de energia e a produção de frutas. Segundo ele, as características naturais da região devem ser reconhecidas como vantagens, e não utilizadas para reforçar estereótipos.“O sol nordestino é uma benesse para nós, para a geração de energia, para a produção de frutas, e não é um malefício”, afirmou.O petista defendeu ainda que o debate político respeite as diferenças regionais e reconheça a contribuição de cada parte do país.“Ninguém sai daqui para poder falar mal do povo do Sul. Ninguém sai daqui para falar mal do povo do Sudoeste. Pelo contrário, minha fala na Avenida Paulista foi: ‘O Brasil é um só’. E o Brasil é um só, com suas características”, declarou.Jerônimo cobra respeito à classe trabalhadoraAo comentar a repercussão do episódio, o governador defendeu o reconhecimento da importância econômica de Luís Eduardo Magalhães e da população que trabalha na região.Jerônimo afirmou que existem desafios sociais que precisam ser enfrentados, mas criticou o uso dessas questões para desqualificar os nordestinos. O deputado federal Nikolas Ferreira - Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados “Não dá para a gente ter que ouvir um comportamento desse esdrúxulo de uma pessoa que nem conhece o Nordeste”, disse.O governador concluiu defendendo que o debate político nacional seja conduzido com respeito às diferentes regiões e às suas populações. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por A TARDE (@atardeoficial)

Governador alerta para risco em obras na Bahia se Flávio vencer

22 October 2026 at 14:00
O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), revelou o temor de que o Estado possa ficar sem recursos federais caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito Presidente da República no 2º turno do pleito, que acontece no próximo domingo, 25.O titular do Palácio de Ondina foi o entrevistado, nesta quinta-feira, 22, na rádio A TARDE FM. O encontro foi conduzido pelo apresentador e jornalista Jefferson Beltrão e contou com a presença do editor de Política do portal A TARDE, Eduardo Dias, e da head do Massa!, Juliana Nobre. "Eu temo sim que, com o próximo presidente, nós não teremos as mesmas condições financeiras. A Bahia me deu a oportunidade de governar por mais quatro anos. E, para a Bahia, mesmo quem é da oposição, o melhor é que seja o Lula eleito presidente", disse Jerônimo.

Campanhas de Flávio e Lula vão ao TSE para tratar de quebras de sigilo

22 October 2026 at 13:50

Representantes dos candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram nesta quinta-feira (22) ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tratar da apresentação das quebras de sigilo pessoais dos dois presidenciáveis e de aliados.

Integrantes da equipe de Lula chegaram ao TSE por volta de 11h. Compareceram o presidente nacional do PT, Edinho Silva; o senador Camilo Santana (PT-CE); o ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral); o ministro Paulo Pereira (Empreendedorismo); e a deputada reeleita Camila Jara (PT-MS).

Pouco depois, também chegaram à sede da Corte Eleitoral a advogada Maria Claudia Bucchianeri e o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), representando a campanha de Flávio.

O “desafio dos sigilos” foi pautado por Lula no último domingo (18), durante debate da Band. Na quarta-feira (21), Flávio impôs condições para aceitar o desafio e disse que só apresentará seus dados depois que o petista entregar os dele. A campanha de Lula marcou, então, para estar no TSE ao final da manhã desta quinta-feira.

Segundo apurou a CNN, o PT entregará a resposta de Lula e confirmará que aceita todas as condições. Sob reserva, fontes afirmam que é preciso que Flávio cumpra o lado dele e levantam dúvida se o senador entregará dados sobre a empresa em que supostamente seria sócio do advogado Willer Tomaz.

Na lista de exigências apresentadas pelo PL estão: abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Daniel Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Flávio cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

Flávio gasta R$ 74 milhões em campanha, R$ 8 milhões a mais que Lula

22 October 2026 at 13:27
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declararam, respectivamente, R$ 74,6 milhões e R$ 65,7 milhões em despesas de campanha até as 14h de quarta-feira, 21.Do total, o candidato à Presidência Flávio declarou R$ 65,1 milhões referentes a gastos até o primeiro turno e R$ 9,5 milhões depois da primeira etapa da disputa, segundo levantamento do Poder360 com base em dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).Ele arrecadou R$ 95,5 milhões ao longo da campanha, por meio dos fundos partidário e eleitoral, além de doações de pessoas físicas.Já o presidente Lula gastou R$ 65,6 milhões até 4 de outubro e declarou R$ 36.000 até o momento referentes ao segundo turno.O atraso é comum, pois os candidatos têm semanas depois do pleito para prestar contas. Somadas todas as receitas, o petista acumulou R$ 118,4 milhões até agora.Limite de gastosO TSE estipulou, para as eleições de 2026, o limite de gastos da campanha presidencial em R$ 133,4 milhões ao longo do pleito. São R$ 88,9 milhões para o primeiro turno e R$ 44,5 milhões para o segundo turno.As despesas declaradas por Lula equivalem a 49,3% do limite permitido. As de Flávio correspondem a 55,9%.Que dia acontece o segundo turno das Eleições 2026?O segundo turno da eleição para presidente da República será disputado pelos candidatos Flávio Bolsonaro e Lula. Com isso, os eleitores voltam às urnas para o segundo turno no dia 25 de outubro de 2026, um domingo.No primeiro turno, Flávio terminou a apuração em primeiro lugar, com 47,03% dos votos válidos, o equivalente a 56.103.033 votos. Lula ficou em segundo, com 45,16%, ou 53.870.724 votos.A eleição presidencial é decidida em segundo turno quando nenhum candidato obtém mais da metade dos votos válidos no primeiro turno.

Antigo comissário europeu Pierre Moscovici demite-se do Tribunal de Contas Europeu

22 October 2026 at 13:17

O antigo comissário europeu e ex-presidente do Tribunal de Contas francês Pierre Moscovici demitiu-se hoje, por motivos pessoais, do Tribunal de Contas Europeu (TCE), numa altura em que se aproxima a eleição presidencial em França.

“O colégio do Tribunal de Contas Europeu tomou hoje […] conhecimento da demissão do seu membro francês, Pierre Moscovici. Pierre Moscovici informou hoje o órgão máximo de decisão do Tribunal de Contas Europeu, representado pelo seu presidente, Tony Murphy, de que se demitia do cargo de membro em representação de França, por motivos pessoais”, indica o TCE em comunicado.

O antigo comissário europeu, ministro e deputado francês tinha iniciado funções como membro do Tribunal de Contas Europeu em 01 de janeiro deste ano, para um mandato de seis anos.

Como determinado pelas regras europeias, Pierre Moscovici permanecerá em funções até ser substituído.

O sucessor será nomeado pelo Conselho da União Europeia, sob proposta do Governo francês e após consulta ao Parlamento Europeu.

O Tribunal de Contas Europeu é a instituição independente responsável por auditar as receitas e despesas da União Europeia.

Os seus relatórios e pareceres contribuem para fiscalizar a gestão do orçamento comunitário e a execução das políticas europeias.

A demissão de Pierre Moscovici surge numa altura em que França se prepara para as eleições presidenciais de 2027, com a primeira volta prevista para abril, tendo o antigo comissário europeu invocado, em declarações a meios de comunicação franceses, a intenção de “contribuir para o debate público” no país.

Moscovici, de nacionalidade francesa, foi comissário europeu dos Assuntos Económicos e Financeiros, da Fiscalidade e da União Aduaneira entre 2014 e 2019, durante a presidência de Jean-Claude Juncker na Comissão Europeia.

Foi também ministro da Economia e das Finanças de França, deputado e primeiro presidente do Tribunal de Contas francês, antes de assumir funções no Tribunal de Contas Europeu.

Moscovici foi filiado no Partido Socialista francês entre 1984 e 2020.

Indexa/Broadcast: Flávio tem 50,6% dos votos válidos; Lula, 49,4%

22 October 2026 at 13:15

Em um cenário estimado para o segundo turno da disputa presidencial, o senador Flávio Bolsonaro (PL) recebe 50,6% das intenções de voto. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por sua vez, recebe a preferência de 49,4% dos entrevistados. Os dados foram aferidos pelo instituto Indexa/Broadcast e divulgados nesta quinta-feira (22).

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O cenário considera somente os votos válidos, ou seja, descartados brancos e nulos, assim como no critério adotado pelo TSE. O resultado configura um empate técnico na margem de erro, que é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Na última pesquisa divulgada pelo instituto, na semana anterior, Flávio pontuava 51% e Lula 49%.

Resultado do primeiro turno das Eleições 2026

Com 100% das urnas apuradas, Flávio teve 47,03%, com 56,1 milhões de votos. Lula chegou a 45,16%, com 53,8 milhões. O resultado mostra que os candidatos disputarão o segundo turno da eleição de 2026, marcado para o dia 25 de outubro.

Com pouco menos de dois pontos percentuais de diferença, a margem de votos observada entre Flávio Bolsonaro e Lula foi a menor desde a redemocratização.

Metodologia

A Indexa/Broadcast entrevistou 2.000 eleitores em todo o país, entre os dias 20 e 21 de outubro, através de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Agência Estado e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-02348/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

Governador faz aceno à oposição na Bahia: "Não posso castigar o povo"

22 October 2026 at 12:36
O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quinta-feira, 22, que os prefeitos que fizeram oposição à sua gestão serão recebidos em seu gabinete, da mesma forma como ocorreu ao longo dos primeiros quatro anos dele à frente do Palácio de Ondina.O petista foi entrevistado no programa Café das 7, da rádio A TARDE FM. O evento foi conduzido pelo apresentador Jefferson Beltrão e contou com as presenças do editor de Política do portal A TARDE; e da head do Massa!, Juliana Nobre. "Eu tenho um conceito de que, quando a Bahia coloca uma pessoa para ser governador, chega a um tamanho que não deve ter vaidade. Houve prefeitos que me trataram mal, mas, mesmo assim, serão recebidos no meu gabinete", afirmou."Eu não posso castigar o povo castigando a prefeita ou prefeito. Eu os tratarei com a diplomacia necessária. Havendo projetos estratégicos, farei", completou o titular do Palácio de Ondina.

Jerônimo Rodrigues critica bolsonarismo e arremata: "O Brasil é um só"

22 October 2026 at 12:27
O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou o comportamento adotado pelo bolsonarismo no país e afirmou que o Brasil "é um só", ao contrário do comportamento adotado pelo pensamento político. Para o chefe do Palácio de Ondina, o grupo divide o país e as famílias.O petista foi entrevistado durante o programa Café das 7, da A TARDE FM. Participaram do encontro o apresentador da rádio, Jefferson Beltrão; o editor de Política do portal A TARDE, Eduardo Dias; e a head do Massa!, Juliana Nobre. "O comportamento do grupo bolsonarista foi sempre este: dividir as famílias, separar as igrejas e dividir o país. O Brasil é um só. É um comportamento fora do tom da civilidade. Os bolsonaristas torcem para que os EUA joguem uma bomba no Brasil. E, quando não vem a bomba, tem as atitudes de um governo que fez questão de reafirmar que não acredita na ciência, enquanto prefeitos e governadores viviam a angústia da Covid-19", analisou.Veja vídeo: Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por A TARDE (@atardeoficial)

Como a eleição em Israel impacta a negociação pelo fim da guerra no Líbano?

22 October 2026 at 12:00

Os conflitos no Oriente Médio são parte central da campanha eleitoral em Israel para o Parlamento, conhecido como Knesset. A votação acontecerá no dia 27 de outubro e definirá o futuro do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Tanto o governo quanto a oposição tentam ter controle das narrativas sobre os conflitos. De um lado, o governo de Netanyahu afirma que as ações eram necessárias e garantiram a segurança de Israel; do outro, a oposição critica e diz que os objetivos não foram concluídos e causaram danos ao país.

Uma das guerras que ainda não chegou ao fim é a batalha no Líbano, contra o Hezbollah. Além dos ataques aéreos, que deixaram milhares de mortos, Israel avançou pelo território libanês e capturou uma área que avançava cerca de 10 km pelo país vizinho.

Um cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos fez com que a fase mais intensa desse conflito ficasse para trás. Ainda assim, não houve um acordo para o fim definitivo das hostilidades.

Israel quer o desarmamento completo do Hezbollah, enquanto o grupo libanês se nega a baixar as armas e exige que as forças israelenses deixem o Líbano completamente.

Desta maneira, a comunidade internacional acompanha de perto as eleições israelenses para avaliar o futuro das negociações.

A eleição em Israel pode afetar as negociações no Líbano?

Samuel Feldberg, doutor em Ciências Políticas pela USP e pesquisador da Universidade de Tel Aviv, avalia que não haverá grandes mudanças na política externa israelense após a votação, mesmo se a oposição a Benjamin Netanyahu vencer.

O especialista explica que os candidatos de maior relevância são ligados aos militares e têm experiência na área de segurança, como, por exemplo, Gadi Eisenkot. Ele foi ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas de Israel e é o principal cotado para assumir o cargo de primeiro-ministro, caso vença Netanyahu.

Outros postulantes também ocuparam cargos importantes, como Avigdor Lieberman, ex-ministro da Defesa.

“As negociações com o governo do Líbano provavelmente vão continuar, mesmo se houver uma alternância de governo. E as demandas em relação à pressão sobre o Hezbollah com certeza vão continuar, mesmo que o governo não seja esse de Netanyahu”, pontua Feldberg.

Cortejo fúnebre do então comandante máximo do Hezbollah, Ali al-Debs, morto em um ataque de drone israelense, na vila de Nabatieh, no sul do Líbano, em 16 de fevereiro de 2024
Cortejo fúnebre do então comandante máximo do Hezbollah, Ali al-Debs, morto em um ataque de drone israelense, na vila de Nabatieh, no sul do Líbano, em 16 de fevereiro de 2024 • dpa/picture alliance via Getty I

Karina Calandrin, professora de Relações Internacionais do Ibmec-SP, concorda que ainda haverá pressão da sociedade israelense para que o grupo libanês se desarme e não represente mais uma ameaça para o país.

“A eleição pode mudar os instrumentos e o grau de disposição para negociar, mas provavelmente não eliminará o consenso israelense de que o Hezbollah não pode reconstruir no sul do Líbano a capacidade militar que possuía antes dessas guerras”, analisa.

Uma pesquisa de junho da Universidade Hebraica de Jerusalém, em colaboração com o Instituto Agam, revelou que apenas 12,2% dos entrevistados acreditavam que Israel alcançou a maioria dos objetivos abrangidos pela ideia de “vitória total”, que incluía, segundo a pesquisa, eliminar a ameaça do Hezbollah no Líbano, entre outros pontos.

Outros 61,3% disseram que Israel não alcançou esses objetivos “de forma alguma”, enquanto 26,5% avaliaram que Israel alcançou “alguns” de seus objetivos.

João Miragaya, assessor do Instituto Brasil-Israel e mestre em História pela Universidade de Tel Aviv, diz que é possível que um novo governo israelense tente chegar a um acordo com o governo libanês para o desarmamento do Hezbollah, que poderia terminar em um acordo de paz.

De toda forma, o especialista destaca que o processo seria complicado, ponderando que o “Hezbollah faria de tudo para atrapalhar” as negociações.

 

Entenda o que é o Hezbollah e como surgiu o grupo libanês

 

PoderData/AYA: Lula é rejeitado por 47%; Flávio, por 45%

22 October 2026 at 11:32

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta quinta-feira (22), aponta que 47% dos eleitores rejeitam o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da disputa presidencial. Neste índice, o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 45%.

Quando questionados sobre o petista, 46% responderam que o candidato é o único em quem votariam, enquanto 5% disseram que poderiam votar nele e 2% disseram não saber. Já quanto ao postulante do PL, foram 47% os que disseram que somente votariam nele, enquanto 5% afirmaram poder votar e 3% responderam não saber.

Metodologia

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 4.000 eleitores, entre os dias 19 e 20 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07926/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

PoderData/AYA: Flávio tem 51% dos votos válidos no 2º turno; Lula, 49%

22 October 2026 at 11:31

Pesquisa PoderData/AYA, divulgada nesta quinta-feira (22), mostra que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem 51% das intenções de voto para o segundo turno, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 49%.

O cenário considera somente os votos válidos, ou seja, descartados brancos e nulos. O resultado configura um empate técnico na margem de erro, que é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos.

Esta é a quinta rodada testada pelo instituto desde a definição do primeiro turno. Na pesquisa divulgada na última segunda-feira (19), Flávio tinha 52% ante 48% de Lula, portanto, o candidato do PL oscilou um ponto para baixo enquanto o petista um para cima, variações que ocorrem dentro da margem de erro.

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Metodologia

A pesquisa PoderData/AYA entrevistou 4.000 eleitores, entre os dias 19 e 20 de outubro, por meio de entrevista por telefone. A margem de erro do levantamento é de 1,6 ponto percentual, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

O levantamento foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-07926/2026.

Confira a íntegra do levantamento abaixo

Chapa de Flávio Bolsonaro pode ser cassada pelo TSE por abuso de poder

22 October 2026 at 11:25
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para pedir a cassação da chapa formada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) e pelo candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL). A ação foi protocolada na quarta-feira, 21, e acusa a chapa adversária de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. Alfredo Gaspar e Flávio Bolsonaro - Foto: Evaristo Sá/AFP Segundo os advogados de Lula, a candidatura de Flávio teria sido beneficiada pelo direcionamento de publicações nas redes sociais, enquanto conteúdos relacionados ao presidente teriam sido restringidos pelas plataformas da Meta. A ação também questiona o uso de ferramentas de inteligência artificial. A campanha petista alega que a geração de imagens sobre Lula estava bloqueada, enquanto a criação de conteúdos relacionados a Flávio Bolsonaro era permitida. A Meta nega ter favorecido qualquer candidatura.O processo foi distribuído ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, do TSE. Ainda não há prazo para a decisão do relator.

Duelo dos sigilos marca véspera de último debate entre Lula e Flávio

22 October 2026 at 11:05
A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) reservam esta quinta-feira, 22, para reuniões com as equipes de campanha em Brasília. A expectativa é que os candidatos alinhem as últimas estratégias de atos, discursos e redes sociais nesta reta final de segundo turno, além de se prepararem para o debate presidencial da TV Globo, marcado para sexta, 23, no Rio de Janeiro. Além disso, Lula e Flávio estão envolvidos no chamado “desafio dos sigilos”. Após o candidato do PL apresentar uma série de exigências para aceitar a proposta de Lula de abrir dados sigilosos, a campanha petista informou que irá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira para formalizar a resposta do presidente.Agenda de LulaLula permanecerá no Palácio da Alvorada e não terá compromissos públicos nesta quinta-feira. A decisão de preservar o presidente também está relacionada à preparação para o debate da TV Globo e à preocupação da campanha com a voz dele, que apareceu mais rouca que o habitual durante compromissos na quarta-feira, 21.A equipe petista cancelou agendas e gravações para evitar sobrecarregar o presidente antes do último debate da campanha. Enquanto o presidente permanece sem agenda pública, representantes de sua campanha irão ao TSE às 11h para apresentar a resposta ao desafio dos sigilos. O objetivo é formalizar a aceitação das condições apresentadas por Flávio e cobrar que o adversário também cumpra a parte dele.Agenda de Flávio BolsonaroFlávio também deve passar o dia em reuniões com integrantes da campanha e aliados em Brasília. Entre eles está o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que estará na capital federal.O senador não tem compromissos públicos previstos durante o dia. Às 19h, porém, fará uma transmissão ao vivo em seu canal no YouTube, como costuma ocorrer às quintas-feiras.A expectativa é que Flávio também não cumpra agenda pública na sexta-feira, quando deverá estar no Rio de Janeiro para se preparar para o debate com Lula. O que está em jogo no duelo dos sigilosO embate começou no debate da TV Band, no último domingo, 18, quando Lula desafiou Flávio a autorizar a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares.Na terça-feira, 20, Lula apresentou ao TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma autorização para abrir seus sigilos e os de familiares referentes aos últimos oito anos, condicionada à adoção da mesma medida pelo adversário.Na quarta-feira, 21, Flávio apresentou uma petição ao TSE, dirigida ao ministro André Mendonça, na qual classificou a oferta de Lula como “gaveta vazia”. Flávio depois autorizou a quebra dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos, incluindo os de suas empresas. No entanto, condicionou a medida ao atendimento de exigências, como o acesso a dados do cartão corporativo da Presidência, às agendas dos palácios e a informações de outros inquéritos, como o que apura irregularidades no INSS.

O Grande Debate: Abstenção ou indeciso pode decidir o 2º turno?

22 October 2026 at 10:13

O comentarista da CNN José Eduardo Cardozo e o empresário Leonardo Bortoletto debateram, na quarta-feira (21), em O Grande Debate (de segunda a sexta-feira, às 23h), sobre “Abstenção ou indeciso: quem decide o 2º turno?”

O percentual de eleitores indecisos na pesquisa espontânea da Quaest dobrou em uma semana, passando de 7% para 14%, segundo levantamento divulgado na última quarta-feira (21). O cenário revela uma disputa extremamente acirrada, com Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente empatados, cada um com 40% das intenções de voto.

Diante desse quadro de absoluta indefinição, o debate sobre o que pode determinar o resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026 ganhou força. Entre os fatores em análise estão a abstenção e o comportamento dos eleitores indecisos.

Abstenção tende a crescer no segundo turno

Leonardo Bortoletto avalia que os votos dos dois candidatos já estão, em grande medida, consolidados, e que a margem de mobilização adicional é muito pequena nas horas que antecedem a eleição.

Para ele, a abstenção deve seguir o padrão histórico das eleições presidenciais brasileiras após a redemocratização, quando o índice de eleitores que não comparecem às urnas tende a ser maior no segundo turno do que no primeiro. “A abstenção, eu acredito que vai seguir a regra histórica das últimas eleições, com exceção da última”, afirmou Bortoletto.

O analista lembrou ainda que, no segundo turno, estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais não têm eleições para governador, o que reduz a mobilização dos palanques estaduais.

Além disso, a campanha de deputados federais, estaduais e senadores também não está mais em curso, fatores que tendem a diminuir o engajamento do eleitorado. “Eu acredito que ainda a definição está no indeciso”, concluiu.

Qualquer fator pode ser decisivo na disputa

José Eduardo Cardozo concordou com a análise sobre o enfraquecimento dos palanques estaduais, mas destacou que o clima de acirramento político pode, por outro lado, motivar eleitores que não votaram no primeiro turno a comparecerem no segundo.

“O calor político pode motivar pessoas a votarem”, disse Cardozo, citando o exemplo de eleitores que afirmaram ter deixado de votar no primeiro turno e que pretendem fazê-lo no segundo.

Para Cardozo, dada a margem técnica de erro de 2% nas pesquisas, qualquer variável — seja maior ou menor abstenção, seja a decisão dos indecisos — pode ser suficiente para alterar o resultado final.

“Realmente, a abstenção e indecisos podem determinar a pequena margem de diferença do resultado final”, afirmou. Ele classificou a eleição como uma das mais disputadas da história recente do país, prevendo uma apuração que pode se estender “até os instantes finais sem saber, possivelmente, quem será o vencedor”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Eleições: A TARDE prepara cobertura especial com correspondentes em toda a Bahia e Brasília

22 October 2026 at 10:01
O Grupo A TARDE fará uma cobertura completa do segundo turno das eleições, no próximo domingo, 25, com transmissão ao vivo, contando com correspondentes em diferentes cantos da Bahia e apuração das urnas em tempo real.Assim como no primeiro turno, a pluralidade será a marca da cobertura de A TARDE nesta segunda etapa eleitoral. Para isso, a apuração contará com equipes nos seguintes locais:Salvador;Brasília;Camaçari;Luís Eduardo Magalhães;Juazeiro;e Feira de Santana.A transmissão, que consagra o Grupo como um dos principais veículos multiplataformas do Norte-Nordeste, será comandada pelos jornalistas Eduardo Dias, editor de política de A TARDE, e Juliana Nobre, head de conteúdo do Núcleo Massa!, direto dos estúdios do A TARDE Play, no YouTube, com início previsto para as 8h, momento em que as seções eleitorais são abertas em todo o país."A cobertura do Grupo A TARDE irá repetir o sucesso do primeiro turno, mantendo credibilidade e aproximação com o eleitor ao trazer representantes de pontos estratégicos da Bahia. É um momento decisivo para nossa política, com a definição do próximo presidente, e nosso público merece uma cobertura de excelência", diz Eduardo Dias, editor de política do portal A TARDE.  Cobertura colaborativa: público poderá enviar informações pelo WhatsAppComo um grande avanço em relação à primeira transmissão, a nova cobertura traz um marco inédito: a construção colaborativa do jornalismo junto com o público, que poderá enviar relatos, fotos e atualizações em tempo real direto pelo WhatsApp.Essa sinergia amplia as fronteiras do estúdio e garante um olhar plural sobre o pleito em todo o estado, contando já com participações e confirmações registradas em municípios como Jacobina, Morro do Chapéu, Teixeira de Freitas, Itamaraju e Alagoinhas, além de diversas outras cidades baianas, reforçando o diferencial do Grupo.Apuração voto a voto a partir das 17hA partir das 17h, horário oficial do encerramento da votação, a transmissão do A TARDE Play acompanha a apuração ao vivo dos votos. Com espelhamento dos dados direto do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) no portal A TARDE, os apresentadores detalham e debatem tudo em tempo real.Cronograma da Transmissão Especial:Das 8h às 10h: Abertura das urnas e primeiros votos;A partir das 17h: Apuração ao vivo junto ao TRE/TSE e entradas de repórteres.Acompanhe toda a programação ao vivo se inscrevendo no canal A TARDE Play no YouTube e ativando as notificações para não perder nenhum boletim do dia decisivo nas urnas

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