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TSE manda PL apagar post que associa Lula ao PCC e ao Comando Vermelho

22 October 2026 at 19:52

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) determinou nesta quinta-feira (22) que o PL retire das redes sociais uma publicação que associa o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à proteção do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do CV (Comando Vermelho). A decisão é da ministra Estela Aranha e atende a pedido da Coligação Brasil Pronto pra Mais contra o Diretório Nacional do PL.

A publicação foi veiculada nos perfis do partido no Instagram e no Facebook e questiona o sigilo de até 15 anos imposto pelo governo a três telegramas da Embaixada do Brasil em Washington. Em destaque, a peça trazia a pergunta: “Por que estão protegendo terroristas?”.

Os telegramas são de janeiro a maio deste ano, antes de o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciar o enquadramento de facções brasileiras como organizações terroristas. O governo justificou o sigilo dizendo que os papéis são “imprescindíveis à segurança da sociedade” e que a divulgação poderia prejudicar negociações e relações internacionais.

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Para a ministra, a propaganda do PL ultrapassou a crítica ao sigilo dos documentos e sugere, “sem respaldo fático idôneo”, que Lula ou o governo atuariam para proteger ou favorecer organizações criminosas.

Estela afirmou que a associação entre os telegramas sigilosos, as duas facções e o termo “terroristas” leva o eleitor a concluir que a restrição de acesso aos documentos teria sido imposta com a finalidade de proteger esses grupos.

A decisão segue a linha do plenário do TSE, que, na semana passada, julgou ações envolvendo associações de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL) ao crime organizado. Os ministros estabeleceram que campanhas podem criticar políticas de segurança pública e explorar episódios concretos envolvendo adversários, mas não podem usá-los para atribuir a candidatos vínculos, apoio ou proteção a facções sem comprovação.

A remoção das publicações que ultrapassavam esse limite foi determinada por unanimidade.

Nesta quinta, Estela determinou a remoção imediata do conteúdo e proibiu o PL de publicar, impulsionar ou reproduzir material idêntico ou substancialmente equivalente que associe, sem provas, agentes políticos, candidatos, partidos ou coligações à proteção, ao favorecimento ou à defesa de organizações criminosas ou terroristas. A liminar ainda será submetida ao plenário do TSE.

Michelle repete estratégia do primeiro turno e evita agendas com Flávio

22 October 2026 at 19:21

A ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF) tem repetido no segundo turno a mesma estratégia adotada no primeiro: evitar participar de agendas de campanha ao lado de Flávio Bolsonaro (PL).

“Todos os indicativos são de que não vai ter [participação dela], ela vai ser peça bem lateralizada, ficando somente com aquele vídeo”, afirmou a analista de Política Isabel Mega durante o Bastidores CNN desta quinta-feira (22).

De acordo com informações apuradas pela analista, havia a expectativa por parte do núcleo duro da campanha de que ela estivesse mais presente e participasse de atos no segundo turno.

“Ela chegou a marcar essa participação em agendas mais de uma vez, mas depois desmarcava e não aparecia”, relatou Mega.

A única participação efetiva registrada até o momento foi um vídeo gravado em conjunto, utilizado na propaganda política de Flávio Bolsonaro, no qual os dois mal se olharam.

Prioridade ao Distrito Federal

Em vez de acompanhar Flávio Bolsonaro em agendas pelo Brasil, Michelle tem direcionado seus esforços ao apoio à reeleição de Celina Leão (PP) ao governo do Distrito Federal. Segundo Mega, a proximidade geográfica facilita essa escolha:

“Michelle usa como mote o fato de que ela precisa ficar em casa cuidando do marido, Jair Bolsonaro. Como Celina está ao alcance, ela sai de casa, participa de alguma agenda e volta, sem ferir a justificativa.”

A analista destacou ainda que a própria campanha de Flávio Bolsonaro foi construindo um caminho independente, sem contar com Michelle como peça central.

Diante da ausência dela, a estratégia passou a apostar em outros acenos ao público feminino, como a presença da esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro, e da ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, que atua como coordenadora econômica da campanha.

Histórico de tensões

A relação entre Michelle e Flávio Bolsonaro nunca foi próxima. Ainda durante a pré-campanha, a tensão veio a público quando Michelle divulgou um vídeo extenso expondo o enteado e demonstrando descontentamento com a postura dele em relação a ela.

Após o episódio, houve uma reaproximação pública, com Michelle gravando novos vídeos dizendo que perdoava Flávio, até chegar à inserção na propaganda política dele. No entanto, a participação efetiva parou por aí.

Mega destacou que Michelle possui prestígio eleitoral e carisma próprios, tendo sido a senadora mais votada pelo Distrito Federal.

O âncora Gustavo Uribe afirmou que a ex-primeira-dama não deseja ganhar um ministério caso o enteado vença a eleição, preferindo seguir no Senado. Mega acrescentou que é mais factível que Michelle participe ativamente da gestão de Celina Leão no DF do que no Planalto com Flávio.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Rua, redes e debate: As investidas de Flávio e Lula

22 October 2026 at 19:00

A três dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentram esforços em três frentes simultâneas: a mobilização nas ruas, a disputa de narrativas nas redes sociais e a preparação para o último debate presidencial, marcado para sexta-feira (23) na TV Globo.

Segundo a âncora da CNN Tainá Falcão, ao Bastidores CNN, ao longo da semana, ambos os candidatos percorreram diferentes regiões do país em busca de votos. Flávio Bolsonaro também cumpriu agenda intensa, com visitas ao Pará, ao Amazonas, a São Paulo e ao Ceará.

Lula passou por Porto Alegre (RS), São Luís (MA), Juazeiro (CE), Petrolina (PE) e Belo Horizonte (MG), sempre acompanhado por governadores, políticos e lideranças regionais.

Disputa nas redes sociais

No campo digital, as estratégias das campanhas se tornaram cada vez mais agressivas. A campanha de Flávio Bolsonaro aposta na crítica ao custo de vida da população, responsabilizando o governo Lula pela situação.

A estratégia inclui ainda ataques relacionados ao endividamento das famílias e a investigações que envolvem pessoas próximas a Lula, com ênfase nas suspeitas sobre Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do candidato petista, e nos esquemas ligados ao INSS.

Do outro lado, a campanha de Lula passou a recuperar declarações antigas de Flávio Bolsonaro, com destaque para comentários da coordenadora de campanha em temas econômicos do senador, Daniella Marques, questionando o futuro dos benefícios sociais — em especial, se o Bolsa Família seria mantido em um eventual governo Flávio.

Também foram resgatados episódios históricos do candidato do PL, como o voto contrário à licença-maternidade de servidoras do Rio de Janeiro, em 2009, e sua atuação como advogado de um policial acusado de matar uma menina de 5 anos, em Niterói.

Encerramento da campanha no sábado

Os dois candidatos planejam encerrar a campanha no sábado (24) com atividades nos três maiores colégios eleitorais do país. Lula tem previsto um ato com artistas e apoiadores no Rio de Janeiro, além de passagem por São Paulo.

Flávio Bolsonaro vai a Belo Horizonte para o chamado “Bloco do Nikolas”, evento promovido pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) nos moldes de um bloco de carnaval, e depois segue para o Rio de Janeiro, onde está prevista uma carreata na Barra da Tijuca até a casa de Jair Bolsonaro (PL).

Segundo a analista de Política da CNN Larissa Rodrigues, a presença dos candidatos nas ruas ganhou peso crescente nesta reta final, algo que não foi tão evidente no primeiro turno.

“Quem acabou puxando essa linha da manifestação na rua com a presença dos presidenciáveis foi o próprio PT“, afirmou, lembrando que a participação de Lula em um evento não estava prevista e foi anunciada de última hora por Guilherme Boulos.

Diante da mobilização petista nas ruas e da aproximação nas pesquisas, Flávio Bolsonaro também passou a intensificar sua presença física na campanha. Para Larissa, apesar do protagonismo das redes sociais nesta eleição, a campanha nas ruas se revelou um fator decisivo neste final de segundo turno.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Israel faz exercício militar perto do Irã antes da eleição, diz site

22 October 2026 at 18:31

A Força Aérea de Israel realizou um exercício militar na segunda-feira (19) perto da fronteira do Irã. A operação contou com dezenas de caças e aeronaves de reabastecimento em voo, e acontece a cerca de uma semana das eleições parlamentares israelenses.

Segundo o site Axios, o exercício foi realizado a mais de 1.280 quilômetros de Israel, e a rota seguida foi compatível com a de um possível ataque contra o Irã, passando pelo espaço aéreo da Síria e do Iraque.

De toda forma, à medida que as aeronaves militares israelenses se aproximavam da fronteira iraniana, faziam o retorno e voltavam para Israel, ainda de acordo com fontes ouvidas pela Axios.

Israel notificou os Estados Unidos com antecedência e classificou a operação como um exercício de treinamento voltado para “projeção de poder”. Com isso, o objetivo seria evitar que o Irã lançasse ataques antes das eleições.

Autoridades americanas e israelenses pontuaram à Axios que a missão não foi incomum, mas o site ponderou que ela poderia ter levado a um erro de cálculo que reacendesse a guerra.

“Algumas fontes americanas relataram ter a impressão de que Israel esperava que os iranianos disparassem contra as aeronaves, o que forneceria uma justificativa para lançar ataques contra o Irã”, destaca a reportagem.

A Fox News também noticiou que a Força Aérea de Israel fez o exercício militar perto do Irã.

Trump decide não atacar o Irã antes de eleições

Os exercícios militares de Israel são feitos em um momento delicado da guerra no Oriente Médio. Sem acordo para fim definitivo do conflito, a navegação no Estreito de Ormuz continua com níveis reduzidos, o que influencia alta no preço do combustível pelo mundo.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, chegaram a discutir no início de outubro a possibilidade de lançarem mais ataques contra o Irã, ainda de acordo com a Axios.

O site relata que o premiê disse ao líder americano que informações de inteligência indicam que o Irã estaria tentando reconstruir seu programa nuclear — o principal motivo do início da guerra.

Trump pareceu inclinado a retomar os ataques, mas, posteriormente, decidiu não realizar uma nova operação militar, destacou a Axios.

O presidente dos EUA, inclusive, afirmou publicamente que não atacará o Irã até as Midterms, as Eleições de Meio de Mandato, que acontecerão em 3 de novembro.

Ele também prevê que o conflito no Oriente Médio terá fim após essa votação.

Por fim, a Axios destacou que o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel, tenente-general Eyal Zamir, “não permitirá qualquer atividade militar injustificada que possa comprometer” as eleições parlamentares israelenses de 27 de outubro, segundo fontes.

Ataque terrestre contra o Irã seria perigoso e difícil; entenda

Equipe de Lula diz que presidente aceitou termos colocados por Flávio

22 October 2026 at 18:29

A equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (22) ter concordado com as exigências do adversário Flávio Bolsonaro (PL) para a divulgação da quebra de sigilo dos dois candidatos.

Lula e a advogada de Flávio, a ex-ministra Maria Claudia Bucchianeri, assinaram, na sede do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), uma petição em que aceitam a quebra de seus respectivos sigilos, de familiares e empresas associadas.

A informação foi anunciada pelos coordenadores da campanha petista, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, e o senador Camilo Santana (PT-CE), após encontro entre as campanhas no TSE. Uma foto veiculada mostra a assinatura também de Bucchianeri.

“O presidente Lula não tem nenhuma restrição, não colocou nenhuma restrição”, afirmou Edinho em entrevista a jornalistas no TSE.

Camilo afirmou que, inicialmente, houve divergência entre as campanhas sobre a inclusão na autorização da Alcaraz Holding, uma empresa pertencente ao advogado Willer Tomaz, que supostamente teria ligação com Flávio. Segundo ele, ao final, a equipe do candidato do PL aceitou a condição para incluir as informações sobre a companhia na abertura do sigilo.

Lula assinou digitalmente o documento e Bucchianeri assinou com procuração de Flávio. O documento foi elaborado pela campanha do petista. A petição indica que o texto não significa reconhecimento de titularidade ou de propriedade direta ou indireta de contas ou empresas de terceiros.

O acordo também prevê que, após o envio das informações pelos órgãos e pelas empresas de telefonia, os dados sejam divulgados simultaneamente em um site de acesso público.

“É bom lembrar que é bom lembrar que o presidente Lula fez o desafio no domingo e o Flávio Bolsonaro só foi se posicionar na quarta-feira, ontem […] É importante que abra antes das eleições para que o povo brasileiro possa saber quem é quem e poder tomar sua decisão domingo”, declarou Camilo.

“Duelo de sigilos”

A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza as campanhas. Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros. Ao impor uma série de condições, o senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Entre as exigências para a apresentação, o candidato do PL pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

 

Vai abrir o sigilo? Flávio exige acesso antecipado a material de Lula

22 October 2026 at 19:09
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) afirmaram ter chegado a um acordo para autorizar a abertura dos sigilos dos presidenciáveis, de familiares e de pessoas e empresas ligadas a eles. Apesar da tratativa firmada nesta quinta-feira, 22, as equipes ainda divergem sobre a entrega dos documentos.Os representantes de Flávio querem conferir primeiro o material apresentado pelo petista, enquanto o PT exige que as autorizações sejam protocoladas simultaneamente.As campanhas têm até as 23h59 desta quinta para apresentar os documentos. Em seguida, caberá ao ministro André Mendonça, relator da petição no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), analisar o pedido e decidir sobre a liberação das informações.Por meio de suas equipes jurídicas, os candidatos assinaram uma petição autorizando o levantamento imediato de dados próprios e de registros de familiares. No caso de Flávio, a autorização abrange todas as contas bancárias no Brasil e no exterior, além da empresa Alcazar Holdings. Campanhas divergem sobre entregaA advogada da campanha de Flávio, Maria Cláudia Bucchianeri, afirmou, segundo O Globo, que os documentos necessários já estão reunidos. A entrega, no entanto, só será feita depois que a equipe verificar se Lula apresentou todas as informações previstas nas exigências do PL.Segundo a advogada, a conferência pretende identificar possíveis inconsistências no material apresentado pelo presidente. “Se a gente confirmar que tudo que ele se comprometeu ele trouxe, será imediatamente”, declarou. Ela também defendeu que a transparência não seja parcial.A campanha de Lula, por sua vez, rejeita condicionar a apresentação dos documentos à análise prévia dos dados do presidente. Os petistas defendem que as informações sejam entregues ao mesmo tempo e afirmam que não apresentarão o material enquanto Flávio não fizer o mesmo.O senador Camilo Santana (PT-CE), integrante da coordenação da campanha de Lula, esteve no TSE nesta quinta para protocolar a resposta formal às exigências do adversário. Na véspera, ele havia afirmado que o presidente não tinha objeções aos pedidos apresentados pelo senador do PL.Representantes se reuniram no TSEO Tribunal Superior Eleitoral recebeu, nesta quinta-feira, representantes das duas campanhas para tratar da apresentação das informações relacionadas ao chamado “desafio dos sigilos”, proposto pelos presidenciáveis durante o debate da Band, no último domingo, 18.Integrantes da equipe de Lula chegaram à sede da Corte por volta das 11h, segundo a CNN. Entre eles estavam o presidente nacional do PT, Edinho Silva; Camilo Santana; os ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e Paulo Pereira, do Empreendedorismo; e a deputada federal Camila Jara (PT-MS).Pouco depois, chegaram a advogada Maria Cláudia Bucchianeri e o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), representantes da campanha de Flávio Bolsonaro.Na quarta, 21, Flávio havia afirmado que aceitaria apresentar seus dados, desde que Lula entregasse primeiro os dele. Diante da condição, a campanha petista compareceu ao TSE para formalizar sua resposta às exigências do adversário.PL lista exigências Entre as condições apresentadas pelo PL está a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.O partido também solicitou documentos sobre as relações do governo federal com o empresário Daniel Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso relacionado a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).A lista inclui ainda informações sobre os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde 2023, a agenda da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, anterior a fevereiro de 2025, e os registros de visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada.Flávio também cobrou dados sobre o uso de helicópteros e as despesas do palácio presidencial. Entre os pontos levantados pela campanha está, ainda, a possível apresentação de informações sobre uma empresa da qual o senador supostamente seria sócio do advogado Willer Tomaz.A análise do TSE deverá definir os próximos passos para a eventual liberação dos dados. Até o fim do prazo estabelecido, a principal divergência entre as campanhas permanece sendo a ordem de apresentação dos documentos.

Partido Missão, de Renan Santos, quer se consolidar como oposição a Flávio

22 October 2026 at 17:49

O Partido Missão, que teve Renan Santos como candidato à Presidência nas eleições de 2026, busca se consolidar como uma oposição a Flávio Bolsonaro (PL). Integrantes da legenda afirmaram à analista de política Isabel Mega que, em caso de vitória do senador, o partido pretende fazer oposição ao seu governo.

A posição, no entanto, não representa apoio a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. O partido também dirige críticas a Lula, buscando demarcar uma postura independente diante dos dois candidatos que disputam a Presidência.

“Eles quiseram construir esse posicionamento ao longo de todo o pleito eleitoral. A posição de ataques ao presidente Lula já era conhecida, mas eles dividiram esses ataques”, afirmou Mega durante o Live CNN desta quinta-feira (22).

A analista lembrou que, em alguns momentos, a campanha de Renan Santos chegou a atacar mais Flávio Bolsonaro do que Lula, sinalizando o posicionamento que o partido pretende consolidar.

Internamente, há uma percepção de que, entre os eleitores dos candidatos eliminados no primeiro turno, como Augusto Cury (Avante), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), o eleitorado do Missão seria o que mais poderia render votos à esquerda.

“Ainda assim, a avaliação interna de membros do partido é de que esse eleitor tende primeiro a anular o voto do que caminhar com a esquerda”, destacou Mega.

Atrito com Pablo Marçal agita debates internos

Um fato novo agitou os debates internos do partido nesta semana: uma declaração de Pablo Marçal (PRTB-SP), que vem sendo um aliado de primeira ordem de Flávio neste segundo turno.

Em entrevista a um podcast, Marçal atacou o eleitorado do Missão. “Você que votou no Renan, fica com esse voto, anula, põe onde você quiser e acabou.”

A declaração incomodou o partido e gerou uma resposta pública de Renan Santos.

“Se você é um eleitor meu, entenda, eles chamaram você de esquisitão, você é um esquisitão e eu sou um nazista. Votem em quem vocês quiserem, mas, se você é meu eleitor e está disposto a pagar esse mico, achando que você está salvando o Brasil, eu já falei: Você está perdendo seu tempo”, declarou Renan.

O candidato também afirmou considerar a possibilidade de ele mesmo nem votar no segundo turno.

Segundo Mega, os votos do eleitorado do Missão não podem ser desprezados. Renan Santos obteve cerca de 2% dos votos válidos no primeiro turno, totalizando 2.675.887 votos.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Luana Piovani detona Roberto Justus após apoio a Flávio Bolsonaro: “Desprezo”

22 October 2026 at 17:16

Luana Piovani se tornou uma das famosas mais “ativas” na disputa presidencial deste ano. Na quarta-feira (21), a atriz não escondeu sua indignação ao ver que Roberto Justus havia declaro voto em Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições.

A loira compartilhou um vídeo do empresário em que ele conta estar preocupado com o futuro do País. “Venho aqui como pai, como avô, como empresário e como cidadão brasileiro preocupado com o futuro do meu País”, declarou ele.

Em seus stories do Instagram, Piovani afirmou que Justus é uma “péssima influência” para as mulheres da família. “Que bela bosta, Roberto Justus! Minha preguiça por você já tem outro nome: desprezo. Sempre péssima influência, pras moças tudo [sic] que te cercam”, disse.

A atriz ainda aproveitou para fazer menção a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. De acordo com mensagens obtidas ela Polícia Federal, os empresários discutiram, desde 2024, um investimento na SteelCorp, empresa da qual o apresentador é sócio.

Nas conversas, um empréstimo que poderia ser convertido em participação na companhia. Uma negociação que envolvia R$ 143 milhões e uma proposta de recompra de R$ 130 milhões. No entanto, a operação enfrentou dificuldades e gerou cobranças de Roberto.

“Vai chupar o saco do Vorcaro e passar vergonha que é o que você merece”, completou a atriz.

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Flávio acena às mulheres enquanto Lula prioriza microempreendedores

22 October 2026 at 17:08

Na reta final das eleições, as campanhas dos dois candidatos à Presidência intensificaram esforços para conquistar segmentos específicos do eleitorado. Segundo a analista de política Isabel Mega, Flávio Bolsonaro (PL) busca reduzir a rejeição entre as mulheres, e Lula (PT) aposta em medidas para os microempreendedores.

A estratégia da propaganda eleitoral de Flávio inclui a exaltação da influência feminina na vida do candidato, com destaque para a mãe dele e para a esposa, Fernanda Bolsonaro, que aparece em peças publicitárias afirmando ser ele “o Bolsonaro moderado”.

A campanha também apresentou o programa “Brasil por Elas”, com propostas voltadas especificamente ao público feminino.

“Isso é fruto de uma preocupação com a rejeição que Flávio Bolsonaro tem junto ao público feminino, o presidente Lula tem uma rejeição menor. Flávio é mais votado por homens e Lula por mulheres”, afirmou Mega durante o Live CNN desta quinta-feira (22).

A campanha petista tem explorado esse ponto, especialmente nas mídias sociais, associando a postura mais agressiva de Flávio no debate a gatilhos negativos para as mulheres. Segundo Mega, a campanha de Flávio trata os acenos ao eleitorado feminino como uma espécie de vacina contra essas críticas.

Lula e a disputa pelo voto dos empreendedores

Do outro lado, a campanha de Lula passou a disputar com mais afinco o público dos microempreendedores, segmento historicamente mais próximo do discurso de Flávio Bolsonaro, em grande parte pela influência do empresário e político Pablo Marçal (PRTB-SP).

Como resposta, a campanha petista conseguiu aprovar um pacote no Congresso Nacional, incluindo a elevação do teto do MEI, além de lançar outras medidas voltadas a esse público.

“A gente ainda não sabe bem ao certo como isso vai entrar em acordo com as contas públicas, como isso será bancado. O governo foi lançando medidas e mais medidas, e há uma preocupação com a responsabilidade fiscal por trás disso”, observou Mega.

Nos bastidores da campanha de Flávio, há ainda pressão para que o candidato adote uma postura menos influenciada pelo estilo beligerante de Marçal no próximo debate, marcado para sexta-feira (23), embora Marçal siga sendo considerado peça importante e seja cotado para um eventual “ministério da prosperidade”.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Equipe de Flávio quer analisar documentos de Lula antes de entregar sigilo

22 October 2026 at 17:04

A equipe jurídica do senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), quer analisar os papéis referentes a quebras de sigilo entregues pela campanha do adversário e presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), antes de entregar também em definitivo a própria documentação relativa a Flávio.

A intenção é verificar se a campanha de Lula está entregando todos os documentos conforme o acordado em desafios públicos ao longo dos últimos dias.

Participarão dessa análise, por parte de Flávio, os advogados da campanha, Maria Cláudia Bucchianeri e Tracy Reinaldet, além do senador eleito e ex-procurador da República, Deltan Dallagnol (Novo-PR). O senador e ex-juiz federal, Sergio Moro (PL-PR), também é cotado para ajudar à distância.

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A equipe ainda não sabe se conseguirá analisar toda a papelada no próprio TSE (Tribunal Superior Eleitoral), onde ocorreu a entrega no final da manhã desta quinta-feira (22), nem em quanto tempo.

A equipe jurídica informou à reportagem que está já levando também à Corte os documentos solicitados por Lula para entregá-los de imediato, desde que todo o restante por parte dos petistas a satisfaça.

Deltan afirmou ter sido “escalado” para analisar a “completude” dos documentos entregues pela equipe de Lula. Segundo ele, a análise mira também, por exemplo, as documentações do Instituto Lula e de aliados históricos do petista.

“A história de Lula precisa ser resgatada por meio desses documentos”, disse em entrevista a jornalistas no TSE. Deltan declarou ainda que, em um segundo momento, a análise busca identificar supostos indícios de enriquecimento ilícito e de ocultação patrimonial.

Para Maria Claudia Bucchianeri, a documentação de Lula precisa apresentar uma “transparência real”. Ela reiterou que a campanha de Flávio também apresentará toda a documentação, imediatamente, caso Lula tenha feito o mesmo.

“Se ele [Lula] verdadeiramente trouxe os documentos que a gente pediu, como ele disse que faria, nós reafirmamos aqui em público: aquilo que a gente peticionou, vamos trazer e será bastante rápido”, declarou a advogada.

Após a reunião das duas campanhas no TSE nesta manhã, as equipes de Flávio e Lula acordaram a “abertura total e simultânea” dos respectivos sigilos com a divulgação em site de acesso público.

“Duelo” de sigilos

A três dias do segundo turno, o “desafio dos sigilos” ocupa o centro da campanha presidencial e mobiliza os comitês de Flávio e Lula.

Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros.

O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições se Flávio também cumprir sua parte.

 

"Guerra dos sigilos": campanhas de Lula e Flávio vão ao TSE

22 October 2026 at 16:27
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu, nesta quinta-feira, 22, os representantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), para tratar da apresentação de informações relacionadas ao chamado “desafio dos sigilos”, proposto pelos dois presidenciáveis.Integrantes da equipe de Lula chegaram à sede da Corte por volta das 11h, segundo a CNN. Entre eles estavam o presidente nacional do PT, Edinho Silva; o senador Camilo Santana (PT-CE); os ministros Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, e Paulo Pereira, do Empreendedorismo; e a deputada federal reeleita Camila Jara (PT-MS).Pouco depois, chegaram a advogada Maria Claudia Bucchianeri e o senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR), representantes da campanha de Flávio Bolsonaro.Lula deve aceitar condições apresentadas pelo PLO desafio foi proposto por Lula no último domingo, 18, durante o debate da Band. Na quarta-feira, 21, Flávio afirmou que aceitaria apresentar seus dados, desde que o petista entregasse primeiro os dele.Diante da condição, a campanha de Lula marcou presença no TSE para esta quinta-feira. Segundo informações apuradas pela publicação, o PT deve confirmar que aceita todas as exigências apresentadas pelo adversário.Fontes ouvidas pela emissora sob reserva, porém, afirmaram que esperam que Flávio também cumpra sua parte. Entre as dúvidas levantadas está a possível apresentação de informações sobre uma empresa da qual o senador supostamente seria sócio do advogado Willer Tomaz.PL apresenta lista de exigênciasEntre as condições apresentadas pelo PL estão a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, ex-chefe de gabinete de Lula.O partido também solicitou documentos sobre as relações do governo federal com o empresário Daniel Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso relacionado a fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Flávio cobrou ainda informações sobre os gastos do cartão corporativo da Presidência da República desde 2023, a agenda da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, anterior a fevereiro de 2025, e os registros de visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada.A lista inclui também informações sobre o uso de helicópteros e as despesas do palácio presidencial.

Análise: Tempo curto é entrave em duelo de sigilos

22 October 2026 at 16:21

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) confirmou à CNN o comparecimento de representantes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para dar sequência ao chamado “desafio dos sigilos”, proposto por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate da Band, realizado no último domingo (18).

Segundo a analista de Política da CNN Isabel Mega, ao Live CNN, o tempo curto até o segundo turno das eleições é um entrave para o “duelo de sigilos”.

A informação foi confirmada pela advogada Maria Claudia Bucchianeri, integrante do time jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro, que afirmou que não haverá recuo e que o desafio está aceito.

A campanha de Lula já havia marcado desde a noite anterior o comparecimento ao TSE para registrar oficialmente sua posição. Segundo apuração da CNN, a expectativa é que os dois lados sacramentem, nos autos, a aceitação de todas as condições impostas mutuamente.

Condições cruzadas e desconfiança mútua

Lula impôs uma série de condições ao propor o desafio, e Flávio respondeu com suas próprias exigências, incluindo questões relacionadas ao cartão corporativo e aos sigilos do ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.

A troca de contrapropostas gerou um clima de cautela nos bastidores dos dois lados, com cada passo sendo calculado antes de qualquer entrega de documentos.

Inicialmente, o bolsonarismo enxergava o desafio como uma isca e defendia que Flávio Bolsonaro não a mordesse. Após uma análise de cenário, no entanto, a campanha decidiu aceitar o desafio, impondo suas próprias condições.

Do lado de Lula, há suspeita de que a campanha de Flávio pode não entregar tudo sobre aquilo que a Polícia Federal vem apontando como suspeita — incluindo a suspeita que Flávio seria sócio do advogado Willer Tomás em uma empresa.

O desafio do tempo

A três dias do segundo turno, o prazo para que o impasse seja resolvido é extremamente curto. As quebras de sigilo precisam ser enviadas oficialmente aos órgãos competentes e, posteriormente, os sigilos precisam ser devolvidos — um processo que, habitualmente, demora dias para ser concluído.

Além disso, uma abertura de sigilo requer autorização judicial, o que torna ainda mais complexo o encaminhamento de um pedido espontâneo das campanhas. O TSE, até o momento, não deu clareza sobre como as etapas do processo poderão ser cumpridas dentro do prazo disponível.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Ministros do TSE criticam campanha eleitoral baseada em acusações de crimes

22 October 2026 at 16:00

Os ministros Dias Toffoli e Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), criticaram nesta quinta-feira (22) o que classificaram como uma frequência excessiva de acusações criminais nas campanhas eleitorais deste ano.

Durante sessão plenária, os magistrados defenderam que o debate eleitoral seja centrado em propostas e projetos políticos, e não em ataques pessoais.

“Essa propaganda negativa desconstrói a necessidade de projetos políticos de nação. Ficar falando fulano é isso, ciclano é aquilo, amigo de fulano fez isso, assessor de fulano fez isso… isso não é campanha eleitoral. Me desculpe, mas isso é vergonhoso”, afirmou Toffoli.

Estela também criticou o excesso de acusações e afirmou que o TSE tentou uma conversa com as campanhas dos candidatos para debater o tema.

“Se a propaganda eleitoral virar acusações de participação em crime organizado, não temos campanha eleitoral. Isso não pode ser o foco dos debates, até porque, se os candidatos estão com o registro de candidatura aprovado na justiça eleitoral, é porque não são faccionados”, disse.

As manifestações ocorreram durante o julgamento de uma ação movida por uma colega de Flávio Bolsonaro (PL) que pedia a retirada de uma propaganda da coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A peça reproduziu a frase “Flávio é amigo de bandido, amigo de meliante” e, em seguida, exibiu uma fotografia de um grupo do qual ela fazia parte. Por maioria, os ministros decidiram permitir a veiculação da publicidade, desde que o rosto da mulher fosse borrado.

As declarações ocorrem também em meio à repercussão do chamado “desafio dos sigilos”, que tem ocupado o centro dessa reta final de campanha presidencial.

As campanhas de Lula e Flávio foram ao TSE na manhã desta quinta para acompanhar o que a equipe do presidente informou ser o protocolo de sua resposta às condições impostas pelo senador.

Entenda o desafio dos sigilos

Lula lançou o desafio no debate da Band, no domingo (18). Na terça (20), apresentou ao TSE e ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma autorização para abrir os sigilos bancário, fiscal e telefônico dele e de seus familiares dos últimos oito anos, desde que o adversário fizesse o mesmo.

Em petição ao TSE na quarta, dirigida ao ministro André Mendonça, Flávio chamou a oferta de “gaveta vazia” e afirmou que o patrimônio do rival não está em seu nome, mas no de terceiros.

O senador autorizou o levantamento de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos e dos de empresas das quais é sócio ou administrador. Disse também não se opor à abertura das mensagens que trocou com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em contrapartida, apresentou uma lista de exigências. Pediu a abertura dos sigilos telefônico, telemático, bancário e fiscal do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, e documentos sobre as relações do governo com Vorcaro e com a lobista Roberta Luchsinger, investigada no caso INSS.

Cobrou ainda os gastos do cartão corporativo da Presidência desde 2023, a agenda de Janja anterior a fevereiro de 2025, quando a primeira-dama passou a divulgá-la, e informações sobre as visitas dos filhos do presidente ao Palácio da Alvorada, o uso de helicóptero e as despesas do palácio.

O senador Camilo Santana (PT-CE), da campanha do petista, disse que o presidente aceitará todas as condições se Flávio também cumprir sua parte.

 

MPF amplia ofensiva contra Meta no período eleitoral

22 October 2026 at 15:23

O MPF (Ministério Público Federal) intensificou suas ações contra a Meta Platforms, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, diante de denúncias de bloqueios em massa e restrições arbitrárias de perfis durante o período eleitoral de 2026. A apuração é do analista de Política da CNN Teo Cury, ao Live CNN.

A ofensiva ocorre em paralelo à atuação do MPE (Ministério Público Eleitoral), que também apurou a conduta da empresa e concluiu que a Meta não cumpriu todas as determinações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O parecer do MPE, apresentado por Alexandre Espinosa, vice-procurador-geral eleitoral que atua perante o TSE, avaliou as respostas fornecidas pela empresa e concluiu que elas não foram suficientes.

O documento, ao qual o âncora da CNN Gustavo Uribe teve acesso, sugere a aplicação de multa por descumprimento de decisão judicial, sem indicar valores específicos.

O que a Meta descumpriu segundo o MPE

De acordo com o MPE, a Meta não atendeu à exigência de disponibilização de estatísticas e filtros na ferramenta de inteligência artificial, nem garantiu o processamento igualitário das denúncias recebidas dentro das plataformas. O órgão também citou diferenças nas respostas da ferramenta de tradução utilizada nas plataformas da empresa.

O relatório aponta, porém, que a empresa cumpriu algumas determinações, como a reversão das restrições na conta de anúncios de campanha, a suspensão de anúncios eleitorais não contratados pelas candidaturas e a reposição da entrega de impulsionamento não servido.

Houve ainda cumprimento parcial da exigência de revisão humana prévia das restrições às contas de anúncio.

Origem da disputa no TSE

O caso teve início após questionamento do Partido dos Trabalhadores ao TSE, alegando que a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) era alvo de restrições na entrega de anúncios e de desabilitação da conta de anúncios.

A campanha também apontou a aprovação de anúncios pagos do exterior sem rótulo, conteúdo sintético em período vedado e perfis de inteligência artificial.

Diante das alegações, o ministro do TSE Marco Aurélio Bellizze determinou que a Meta prestasse esclarecimentos sobre o equilíbrio no tratamento das campanhas de Lula e de Flávio Bolsonaro (PL).

A empresa afirmou ter cumprido todas as determinações, mas o ministro solicitou que o MPE avaliasse as respostas. A Meta atribuiu os problemas identificados a falhas algorítmicas, afirmando não ter controle total sobre elas e que estaria trabalhando para resolvê-las.

MPF atua em diversas frentes

Além da atuação do MPE perante o TSE, o MPF também intensificou sua ofensiva por outras vias. Por meio da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, o órgão apresentou recomendações à Meta cobrando garantia de liberdade de expressão nas publicações realizadas no Facebook e no Instagram, bem como maior transparência na metodologia de distribuição de conteúdo nas plataformas.

A transparência na distribuição de conteúdo é apontada como um dos pontos centrais das críticas feitas pelas campanhas na reta final do período eleitoral.

Com o segundo turno a apenas três dias, o tempo para que novas decisões sejam tomadas e efetivamente cumpridas é considerado bastante restrito. A expectativa agora é pela decisão de Belizze com base no parecer do MPE e em todo o histórico do caso.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.

Revelado: a festa secreta e o presente de luxo de Flávio Bolsonaro

22 October 2026 at 15:19
O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, participou de um passeio de lancha no Lago Paranoá, em Brasília, em julho de 2020, durante a pandemia de Covid-19, ao lado de empresários ligados à negociação da vacina Covaxin com o governo federal.Segundo reportagem publicada pela revista piauí, o encontro também teria envolvido garotas de programa e terminou com o senador recebendo um relógio Rolex de um dos empresários.A publicação afirmou ter cruzado depoimentos de pessoas ligadas ao episódio, documentos de quebras de sigilo encaminhados a comissões parlamentares e dados de rastreamento de voos para reconstituir os acontecimentos.Os envolvidos na "festinha"A reportagem, que reconstruiu o episódio a partir de depoimentos, documentos e registros de voos, afirma que a confraternização ocorreu em 17 de julho de 2020. Entre os participantes estavam Danilo Trento, empresário ligado à Precisa Medicamentos, e Francisco Maximiano, dono da empresa, além do agente de viagens Raphael Barão.Na época, a Precisa negociava com o governo do então presidente Jair Bolsonaro a aquisição de doses da Covaxin, vacina desenvolvida pelo laboratório indiano Bharat Biotech. O contrato tornou-se alvo de investigação da CPI da Pandemia, no Senado, em meio a suspeitas de irregularidades.Passeio de lancha e entrega de relógioDe acordo com a piauí, Flávio Bolsonaro chegou à embarcação acompanhado do amigo Alexandre Santini, então seu sócio em uma franquia da loja de chocolates Kopenhagen no Rio de Janeiro. O passeio teria reunido empresários e três garotas de programa.A publicação relata que, durante a confraternização, o senador teria descido à cabine da lancha acompanhado de mulheres. Ao final do encontro, segundo a reportagem, Danilo Trento retirou um relógio Rolex do próprio pulso e o entregou a Flávio.A matéria também relaciona o episódio a uma reportagem anterior do site PlatôBR, publicada em setembro deste ano, que noticiou encontros do senador com garotas de programa e o recebimento de um relógio Rolex. Segundo a citada publicação, o modelo seria um Submariner Date, avaliado em R$ 305 mil, comprado pelo advogado Alan Belaciano. Empresários estavam ligados à negociação da CovaxinA reportagem destaca que Trento e Maximiano buscavam ampliar os negócios da Precisa Medicamentos com o governo federal durante a pandemia. A empresa atuava como intermediária do laboratório indiano Bharat Biotech nas tratativas para fornecer a Covaxin ao Ministério da Saúde.O contrato previa o pagamento de R$ 80 por dose, valor superior aos preços mencionados na reportagem para as vacinas da Pfizer, de aproximadamente R$ 56,30, e da AstraZeneca, de R$ 18.As negociações despertaram suspeitas após o servidor do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda, e seu irmão, o então deputado federal Luis Miranda, relatarem possíveis irregularidades. O contrato acabou cancelado antes da realização do primeiro pagamento.Durante os trabalhos da CPI da Pandemia, Flávio Bolsonaro saiu em defesa da Precisa e elogiou publicamente a atuação de Emanuela Medrades, diretora da empresa. O relatório final da comissão recomendou o indiciamento de 78 pessoas, entre elas Flávio, Trento e Maximiano.Reunião com o BNDES-A piauí também relata que, em outubro de 2020, Flávio participou de uma reunião virtual com o então presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, e Francisco Maximiano. O encontro tratou de uma proposta empresarial na área de telecomunicações.À época, o banco informou que houve reuniões com representantes da empresa, mas que nenhum financiamento foi contratado. Flávio afirmou que pediu ao presidente do BNDES que ouvisse uma proposta para ampliar o acesso à internet nas regiões Norte e Nordeste e negou manter relação comercial ou financeira com Maximiano.A reportagem ainda menciona viagens internacionais do senador relacionadas ao setor de turismo e telecomunicações, incluindo uma passagem por Las Vegas, em janeiro de 2020, na mesma época em que Danilo Trento também esteve na cidade.Senador e demais citados reagemProcurado pela publicação, Flávio Bolsonaro não se manifestou. Além dele, Danilo Trento não respondeu às perguntas após receber os detalhes da pauta, enquanto os advogados de Francisco Maximiano também não retornaram aos contatos.

Impasse na Justiça Eleitoral deixa 1,8 milhão de votos sub judice

22 October 2026 at 15:03
Nas últimas eleições, os eleitores brasileiros destinaram 1,8 milhão de votos a candidatos que disputaram o pleito com os registros indeferidos pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), mas que aguardavam a apreciação de recursos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Consideradas anuladas sub judice, essas votações permanecem sob incerteza jurídica e têm o potencial de reconfigurar a composição de vagas nas Assembleias Legislativas e na Câmara dos Deputados, além de influenciar a definição de segundo turno em disputas estaduais — a exemplo do que ocorreu com Anthony Garotinho (Republicanos) no Rio de Janeiro.Analistas do direito eleitoral ressaltam que essa indefinição prolongada pós-apuração decorre do calendário enxuto reservado à Justiça Eleitoral para apreciar todos os registros até o dia da votação. Por outro lado, as agremiações partidárias opõem-se à antecipação dos prazos para evitar a obrigação de selar coligações e alianças de forma prematura.Prazos apertadosA legislação atual determina que as solicitações de registro ocorram até 15 de agosto, véspera do arranque da propaganda eleitoral. O Poder Judiciário dispõe de prazo até 20 dias antes do pleito para analisar eventuais impugnações, o que concede aproximadamente um mês para a apreciação global dos requerimentos. No entanto, o teto temporal costuma ser extrapolado.De acordo com dados da Corte Superior, foram registrados mais de 20 mil pedidos nestas eleições gerais, número que ultrapassou a marca de 400 mil no pleito municipal de 2024. O volume inviabiliza o julgamento definitivo de todas as postulações com pendências judiciais em tempo hábil. Enquanto candidaturas sem questionamentos são deferidas em poucos dias, contestações complexas demandam mais tempo de instrução.Raio-X dos votos sob incertezaA maior parcela dos sufrágios sub judice foi direcionada a postulantes às Assembleias Legislativas (612 mil), vindo em seguida os concorrentes ao Senado (390 mil), à Câmara dos Deputados (381 mil) e aos governos estaduais (374 mil), de acordo com levantamento realizado logo após a votação de 4 de outubro.O Rio de Janeiro concentrou o maior volume de votos pendentes no país, somando 732 mil. Mesmo excluindo o desempenho de Garotinho (274 mil), o estado permaneceria no topo do ranking. O cenário fluminense se justifica pela postura do TRE-RJ, que rigorizou os critérios para barrar candidatos associados a facções e ao crime organizado. Esse processo exigiu a requisição e o compartilhamento de provas sigilosas de inquéritos criminais, estendendo a duração dos julgamentos. Resistências políticasO ex-ministro do TSE Henrique Neves alertou durante conversa com a imprensa, que cumprir o cronograma vigente em casos contenciosos é impraticável:"A simples soma dos prazos previstos na Lei Complementar 64 [Lei das Inelegibilidades], entre o protocolo do registro e as datas de julgamento no TSE, se todas as fases forem cumpridas, são 54 dias. Se houver oposição de embargos de declaração em todas as decisões, soma-se 76 dias. Isso considerando apenas os prazos processuais, sem incluir os prazos de tramitação interna", destacou Neves.Apesar dos alertas, a proposta encontrou forte oposição dos partidos. A ex-deputada Margarete Coelho (PP-PI), relatora da matéria na época, explicou que a antecipação forçaria a realização das convenções partidárias em maio — atualmente feitas em agosto. A mudança exigiria a definição de chapas e federações com mais de quatro meses de antecedência, gerando um hiato expressivo até o início real da campanha.Um novo Código Eleitoral foi votado e aprovado pela Câmara dos Deputados em 2023, estabelecendo o limite de registro para 14 de agosto, e o texto segue sob análise no Senado Federal.Impactos nas urnas e no mandatoA indefinição sobre os votos de Anthony Garotinho ilustra a magnitude do problema: no dia do pleito, a votação recebida por ele foi descartada do cálculo dos percentuais válidos. Quatro dias depois, o TSE ratificou o indeferimento baseado em condenação por improbidade que gerou suspensão de direitos políticos. Com o descarte definitivo de seus votos, Douglas Ruas (PL), presidente da Alerj, alcançou 50,88% dos votos válidos e foi declarado eleito em primeiro turno — antes da confirmação, ele registrava 49,27%.O segundo colocado, Eduardo Paes (PSD), acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) pleiteando a realização do segundo turno. Paes argumenta que a nulidade de votos só deveria ocorrer em casos de erro de digitação ou manifestação nula deliberada pelo eleitor, sustentando que anular os sufrágios após a apuração desconsidera a escolha consciente do cidadão.No campo legislativo, a validação de votos sub judice também pode redefinir o quociente partidário e alterar bancadas:Assembleia do RJ: João Drumond (PRD), que teve a candidatura vetada pelo TRE-RJ por suposta ligação com o jogo do bicho e crime organizado, obteve 55 mil votos. O candidato nega as acusações e aguarda julgamento de recurso no TSE. Se os votos forem validados, ele garante vaga na Alerj.Câmara dos Deputados: Ricardo Abrão (PSDB) recebeu 63 mil votos após ter o registro indeferido sob acusação de envolvimento em compra de votos em Nilópolis em 2024. Ele nega o ato ilícito e aguarda manifestação da Corte Superior para saber se assumirá o mandato em Brasília.

Jerônimo provoca Flávio sobre sigilos: “Tem coisa debaixo do lençol”

22 October 2026 at 14:32
“Se ele não entregou, é porque tem alguma coisa debaixo do lençol.” Essa é a conclusão do governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), sobre o fato de o senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), ainda não ter apresentado à Justiça Eleitoral uma petição autorizando a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico.Em entrevista exclusiva ao portal A TARDE nesta quinta-feira, 22, Jerônimo afirmou que o desafio lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, é legítimo porque garante a transparência necessária ao eleitor em uma eleição acirrada.Para o governador, a atitude de Flávio levanta suspeitas de desonestidade.“Eles têm um conceito sobre política que é muito perverso com a gente. Fica tratando Lula como ladrão, mas não conseguem provar. Lula fez um desafio e cumpriu, já entregou os documentos autorizando a abertura dos sigilos. Flávio veio com uma contrapartida e Lula disse que tudo bem. Estamos na expectativa”, afirmou.Jerônimo lembrou ainda que, até o momento, Flávio não apresentou notas fiscais ou uma prestação de contas detalhada, com recibos, sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, que conta a história política do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio não prestou contas do dinheiro que pegou para o filme do pai e nunca prestou contas sobre outras ações com o Banco Master. Esse é um bom desafio Jerônimo Rodrigues - Governador da Bahia Embora o senador tenha alegado publicamente e em sabatinas que as contas “já foram prestadas” por meio de um laudo pericial da própria produtora, agências reguladoras, checagens de fatos e a Polícia Federal contestam essa afirmação.Último debate do 2º turnoLula e Flávio Bolsonaro voltam a se enfrentar nas urnas no próximo domingo, 25, quando será realizada a votação do segundo turno das eleições de 2026.Antes disso, no entanto, os dois devem ficar cara a cara no último debate da eleição, promovido pela TV Globo nesta sexta-feira, 23. Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Lula (PT) - Foto: Nelson Almeida/AFP Ainda durante a entrevista, Jerônimo afirmou que o debate será uma “ótima oportunidade” para Flávio explicar, com transparência, questões de interesse público.“Espero que o debate de amanhã possa ser elucidativo, que Flávio possa se explicar. Se ele não entregar, alguma coisa está debaixo do lençol”, concluiu. Entenda o desafio dos sigilosO embate começou no debate da TV Band, no último domingo, 18, quando Lula desafiou Flávio a autorizar a abertura dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos dois candidatos e de seus familiares.Na terça-feira, 20, Lula apresentou ao TSE uma autorização para abrir os sigilos dele e os de familiares referentes aos últimos oito anos, condicionada à adoção da mesma medida pelo adversário. Na quarta-feira, 21, Flávio apresentou uma petição ao TSE, dirigida ao ministro André Mendonça, na qual classificou a oferta de Lula como “gaveta vazia”. Depois, Flávio impôs 19 exigências para autorizar a quebra dos próprios sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos. Entre elas está o acesso a dados do cartão corporativo da Presidência.

Jerônimo detona Nikolas Ferreira após vídeo: "Não conhece a Bahia"

22 October 2026 at 14:28
O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), criticou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pelo uso de imagens captadas na cidade de Luís Eduardo Magalhães (oeste do estado) para conteúdos sobre o Nordeste. Em entrevista ao Grupo A TARDE, nesta quinta-feira, 22, o petista afirmou que a abordagem do parlamentar teve repercussão negativa e apresentou uma visão preconceituosa da região.Na ocasião, Jerônimo destacou a importância econômica da cidade para a Bahia e para o país, especialmente na produção agropecuária. “Não dá para a gente imaginar que a imagem da Bahia ou do Nordeste seja manchada por alguém que nem conhece. Não conhece o Nordeste, não conhece a Bahia”, declarou.O governador afirmou que, se conhecesse a realidade regional, Nikolas Ferreira poderia ter utilizado as imagens para valorizar o trabalho da população nordestina, em vez de associar a região a aspectos negativos.Governador defende valorização do NordesteJerônimo também ressaltou a contribuição das condições climáticas nordestinas para a economia, citando a geração de energia e a produção de frutas. Segundo ele, as características naturais da região devem ser reconhecidas como vantagens, e não utilizadas para reforçar estereótipos.“O sol nordestino é uma benesse para nós, para a geração de energia, para a produção de frutas, e não é um malefício”, afirmou.O petista defendeu ainda que o debate político respeite as diferenças regionais e reconheça a contribuição de cada parte do país.“Ninguém sai daqui para poder falar mal do povo do Sul. Ninguém sai daqui para falar mal do povo do Sudoeste. Pelo contrário, minha fala na Avenida Paulista foi: ‘O Brasil é um só’. E o Brasil é um só, com suas características”, declarou.Jerônimo cobra respeito à classe trabalhadoraAo comentar a repercussão do episódio, o governador defendeu o reconhecimento da importância econômica de Luís Eduardo Magalhães e da população que trabalha na região.Jerônimo afirmou que existem desafios sociais que precisam ser enfrentados, mas criticou o uso dessas questões para desqualificar os nordestinos. O deputado federal Nikolas Ferreira - Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados “Não dá para a gente ter que ouvir um comportamento desse esdrúxulo de uma pessoa que nem conhece o Nordeste”, disse.O governador concluiu defendendo que o debate político nacional seja conduzido com respeito às diferentes regiões e às suas populações. Ver esse post no Instagram Um post compartilhado por A TARDE (@atardeoficial)

Governador alerta para risco em obras na Bahia se Flávio vencer

22 October 2026 at 14:00
O governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), revelou o temor de que o Estado possa ficar sem recursos federais caso Flávio Bolsonaro (PL) seja eleito Presidente da República no 2º turno do pleito, que acontece no próximo domingo, 25.O titular do Palácio de Ondina foi o entrevistado, nesta quinta-feira, 22, na rádio A TARDE FM. O encontro foi conduzido pelo apresentador e jornalista Jefferson Beltrão e contou com a presença do editor de Política do portal A TARDE, Eduardo Dias, e da head do Massa!, Juliana Nobre. "Eu temo sim que, com o próximo presidente, nós não teremos as mesmas condições financeiras. A Bahia me deu a oportunidade de governar por mais quatro anos. E, para a Bahia, mesmo quem é da oposição, o melhor é que seja o Lula eleito presidente", disse Jerônimo.

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