❌

Normal view

Este paraíso esconde vulcões e piratas

19 August 2026 at 21:18

// Se já estiver a falar, para o áudio e repõe o botão
if (window.speechSynthesis.speaking) {
window.speechSynthesis.cancel();
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
return;
}

// 1. Seleciona o bloco de texto do artigo (lógica original do Guia Algarve)
const artigo = document.querySelector('.entry-content') || document.querySelector('.post-content') || document.body;

// 2. Guarda o texto na memória
let textoFinal = artigo.innerText;

// 3. Remove a frase do botão para ela não ser lida
textoFinal = textoFinal.replace("🔊 Ouvir este artigo", "").replace("Ouvir este artigo", "");
textoFinal = textoFinal.trim();

if (textoFinal.length === 0) return;

// 4. Configura a voz
const mensagem = new SpeechSynthesisUtterance(textoFinal);
mensagem.lang = 'pt-PT';

// 5. Quando o áudio terminar sozinho, o botão volta ao normal
mensagem.onend = function() {
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
};

// 6. Muda o texto do botão para indicar que se pode parar
botao.innerHTML = "⏹ Parar Áudio";

// 7. Começa a ler
window.speechSynthesis.speak(mensagem);
}

// Garante que o áudio para se o utilizador fechar ou mudar de página
window.onbeforeunload = function() {
window.speechSynthesis.cancel();
};

A vila da Luz, um dos polos turísticos mais importantes de Lagos, esconde um passado que mistura geologia, piratas e uma forte ligação ao mar.

A sua paisagem é marcada pela Rocha Negra, uma falésia escura que testemunha a atividade de um vulcão extinto há mais de dez mil anos, formado por lava de erupções ocorridas há 70 milhões de anos.

É neste cenário que a presença humana se faz sentir há vários milénios, muito antes dos registos oficiais da sua fundação, em 1673.

Ao longo dos séculos, a vila cresceu virada para o oceano. A pesca da sardinha e da baleia ganhou grande força nos séculos XV e XVI, durante a época dos Descobrimentos.

Para proteger os pescadores dos ataques de piratas, corsários e das armadas espanholas, foi construída no século XVII a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, um dos melhores exemplares da arquitetura militar da época no Algarve.

A religião também sempre foi central nesta antiga aldeia. Originalmente chamada de Nossa Senhora da Luz em honra da sua Santa Padroeira, a vila abriga a Igreja de Nossa Senhora da Luz, um Imóvel de Interesse Público.

O monumento mistura os estilos gótico, manuelino e barroco, guardando uma inscrição de 1521, um teto em abóbada estrelada e uma pia batismal única com sete quinas.

A modernidade chegou a partir de 1928 com os primeiros banhistas, dando início ao turismo que ditaria a mudança do nome para Praia da Luz.

Hoje, a freguesia cresce focada no futuro, procurando equilibrar o desenvolvimento urbano com a preservação da sua essência histórica e rural.

Leia também: Esta praia esconde o segredo da batata

Leia todas as notícias da região em: www.algarvemarafado.com

Está mesmo quase a chegar grande evento algarvio que vai ter concertos de Nininho Vaz Maia, Sara Correia, Tony Carreira e muitos mais

18 August 2026 at 20:40

A FATACIL está mesmo quase a chegar e promete voltar a ser um dos principais certames do verão algarvio.

Esta grande feira, que alia as vertentes da gastronomia, do artesanato, do turismo, da agricultura e da música, decorre em Lagoa, entre os dias 21 e 30 de agosto.

Como sempre, pelo palco principal vão passar nomes bem conhecidos dos portugueses.

O popular cantor romântico Tony Carreira será o primeiro a dar música aos muitos milhares de pessoas que ali se desloquem, logo na noite de abertura, na sexta-feira, dia 21 de agosto.

Outros dos principais cabeças de cartaz desta edição são Sara Correia, no dia 26, Quim Barreiros, no dia 27, e Nininho Vaz Maia, que atua no dia 29.

Para além destes grandes concertos no palco principal, o evento vai ter outros espetáculos num palco secundário com artistas do concelho e da região, celebrando o talento local.

Outro dos grandes destaques do cartaz é um programa internacional de equitação.

No que ao palco principal diz respeito, o cartaz musical é o seguinte:

O programa completo é o seguinte:

21 de agosto, sexta: Tony Carreira

22 de agosto, sábado: Festa M80

23 de agosto, domingo: Hybrid Theory

24 de agosto, segunda: Vizinhos

25 de agosto, terça: Plutónio

26 de agosto, quarta: Sara Correia

27 de agosto, quinta: Quim Barreiros

28 de agosto, sexta: Richie Campbell

29 de agosto, sábado: Nininho Vaz Maia

30 de agosto: Os Quatro e Meia

Leia todas as notícias da região em: www.algarvemarafado.com

O segredo para um dia perfeito no concelho de Albufeira começa aqui

18 August 2026 at 18:21

Situada longe da pressão dos núcleos urbanos e rodeada por sistemas naturais sensíveis, a Praia de São Rafael, em Albufeira, é um autêntico refúgio de areia dourada e águas cristalinas.

Localizada junto ao empreendimento turístico com o mesmo nome, esta zona balnear destaca-se pela sua beleza cénica e pela atmosfera exclusiva de uma praia equipada, mas de uso condicionado.

O que torna São Rafael verdadeiramente única é o seu cenário geológico.

O areal é abraçado por arribas calcárias que, moldadas pela força do mar e da chuva, criaram esculturas naturais fascinantes.

Em seu redor, entre arcos, algares e leixões, a natureza exibe aqui toda a sua criatividade.

Nas dunas, as plantas salgadeiras completam o quadro: ao início ou final do dia, é possível ver os cristais de sal a brilhar nas suas folhas.

Nas suas imediações existem pelo menos duas outras praias, pequenas, mas deslumbrantes, que também vale bem a pena visitar.

Uma delas, a encantadora Praia dos Arrifes, situa-se a nascente e a outra, a idílica e quase secreta Praia do Ninho das Andorinhas, do lado contrário.

Já não se fazem cidades assim. Esta levou só dois anos a ser construída

16 August 2026 at 17:52

Vila Real de Santo António (VRSA) não é uma localidade comum, pois nasceu em 1774 de um plano geométrico quase obsessivo do Marquês de Pombal.

O seu principal objetivo era marcar a fronteira portuguesa frente à Espanha. E rapidamente! Daí que VRSA tenha demorado apenas cerca de… dois anos a ser construída.

No século XVIII, a unidade de medida padrão para desenhar ruas e edifícios era o palmo de craveira, que equivalia a exatamente 22 centímetros.

Como o Iluminismo exigia uma simetria perfeita, o coração de VRSA reflete essa regra ao milímetro, sendo que cada um dos lados da atual Praça do Marquês de Pombal mede rigorosamente 330 palmos, o que dá cerca de 72,6 metros.

Isso permitiu que toda a malha urbana passasse do papel à realidade num tempo recorde, num feito de engenharia militar e planeamento sem precedentes para a época.

Farol

A nível geográfico, este concelho possui uma curiosa característica.

Conta com três freguesias, mas a de Vila Nova de Cacela está fisicamente isolada das restantes.

Isto significa que para ir de Monte Gordo ou da sede do concelho até Cacela é obrigatório atravessar a freguesia de Altura, que pertence ao concelho vizinho de Castro Marim, funcionando como uma verdadeira “ilha” territorial.

Outro elemento curioso é o facto de, embora ostentando a designação de Vila, VRSA é, na verdade, uma cidade, tendo obtido esse estatuto em 11de março de 1988.

Centro Cultural António Aleixo

Leia também: Esta praia esconde o segredo da batata

Leia todas as notícias da região em: www.algarvemarafado.com

Este farol famoso destruiu um local de fé

15 August 2026 at 19:22

O Farol da Ponta da Piedade, situado no concelho de Lagos, vai muito além de uma simples torre que guia os marinheiros no mar.

Leia também: Esta praia esconde o segredo da batata

Localizado numa das paisagens mais impressionantes do Algarve, este monumento guarda uma história rica que mistura religião, debates antigos e o avanço da tecnologia no mar.

Para que o farol pudesse ser construído foi necessário derrubar um espaço religioso muito antigo, a Ermida de Nossa Senhora da Piedade. A compra foi feita pelo Ministério da Marinha, em 1911, por cerca de 250 mil réis.

Esta demolição causou muita tristeza e revolta na população local, já que o templo tinha séculos de história e era muito visitado por pescadores e devotos.

Apesar dos protestos, a segurança da costa falou mais alto e o projeto seguiu em frente.

O farol começou a funcionar no dia 1 de julho de 1913, com uma torre de pedra de 9 metros de altura e casas para os faroleiros ao lado.

Leia também: O santo que nasceu em Lagos e se tornou o terror das tempestades

Ao longo dos anos, a tecnologia do local mudou bastante para acompanhar os novos tempos. No início, a luz funcionava com um candeeiro a petróleo que alcançava cerca de 20 milhas de distância.

Mais tarde, em 1952, o farol recebeu eletricidade e, poucos anos depois, ganhou um sistema a gás para garantir que a luz não se apagasse em caso de falha.

Hoje em dia, tudo funciona de forma totalmente elétrica e automática, emitindo flashes de luz branca a cada 7 segundos que podem ser vistos a cerca de 37 quilómetros de distância.

Atualmente, o farol de paredes brancas cria um contraste perfeito com o amarelo das rochas gigantes e o azul-turquesa do oceano.

O local deixou de ser apenas um aviso para os barcos e tornou-se um dos pontos turísticos e miradouros mais fotografados de Portugal.

É o ponto de partida perfeito para os visitantes que querem fazer passeios de barco pelas famosas grutas da região ou caminhar pelos passadiços de madeira para assistir a um pôr do sol inesquecível.

Conheça o forte que ‘morreu’ na praia

Leia todas as notícias da região em: www.algarvemarafado.com

Portimão: segredos, polémicas e memórias à beira do rio

14 August 2026 at 20:19

A atual Praça Teixeira Gomes é muito mais do que um espaço de passagem. É o ponto de encontro onde a história de Portimão se cruza com o Rio Arade.

Saiba aqui mais sobre Portimão

Batizada em 1950, em honra de Manuel Teixeira Gomes — ilustre portimonense, escritor, diplomata e antigo Presidente da República —, esta praça de raiz oitocentista mantém-se como um dos locais mais emblemáticos e frequentados da cidade.

Recuando aos anos 20, a praça fervilhava de vida com os seus famosos “cafés-restaurantes” e bailes sociais. Hoje, esse espírito de convivência permanece bem vivo.

Graças às suas inúmeras esplanadas, ao lago central e à vista privilegiada para o rio, a praça é o local de eleição tanto para os locais como para os visitantes que procuram relaxar e desfrutar do ambiente marítimo de Portimão.

Conheça aqui a estação de Portimão que ficava no concelho de… Lagoa

Durante décadas, o centro da praça foi dominado por um coreto, inaugurado em 1925, que servia de palco principal para concertos e cerimónias oficiais.

Embora o coreto original tenha sido polemicamente demolido nos anos 60 para dar lugar ao atual monumento escultórico em homenagem a Teixeira Gomes, a memória não se perdeu.

Em 2010, a Junta de Freguesia de Portimão construiu uma réplica do antigo coreto, instalada a poucos metros de distância, em plena zona ribeirinha, devolvendo à cidade um dos seus símbolos mais queridos.

Compreendendo o espaço entre o Jardim Bívar e a icónica Casa Inglesa, a Praça Teixeira Gomes continua a ser o cenário onde a identidade de Portimão se renova todos os dias, entre um café à beira-rio e a contemplação da estátua do seu filho mais ilustre.

Conheça a ponte de Portimão que um deputado ‘roubou’ a Silves

Some in Gaza’s youngest generation may not even know what toys are

14 August 2026 at 18:53
Displaced Palestinians Children play inside a damaged building at the Islamic University in Gaza City on April 18, 2026. Photo by Saeed Jaras / Middle East Images / AFP via Getty Images

This article was originally published by Truthout on Aug. 13, 2026. It is shared here under a  Creative Commons (CC BY-NC-ND 4.0) license.

While humanitarian associations’ coverage of Gaza focuses on how to provide food, medicine, and shelter, another devastating consequence of wars is the loss of childhood itself.

According to various reports and estimates, tens of thousands of children have been killed or injured in Israel’s war on Gaza, and many more have been affected by the loss of one or both parents. Large numbers of people have been displaced amid widespread destruction and ongoing genocide since 2023.

It is an unbelievable set of statistics that illustrate the systematic killing of childhood in Gaza and the erasure of new generations from Palestinian society. However, according to Save the Children, an estimated 105,000 to 110,000 children have been born in the Gaza Strip during the war — a new generation born alongside the immense number of children killed.

A New Generation Born Amid War

These children are born with nothing but suffering. Many mothers give birth in makeshift tents, in winter or the heat of summer, under bombardment, and with severely limited medical care. Many children experience starvation, displacement, and the loss of family members and lives around them.

Israel is not only preventing normal life but also restricting the entry of toys into Gaza. A wide range of goods, including toys, have been subject to restrictions entering the Strip. Some in the newest generation of Palestinians in Gaza may not even know what toys or games are.

Regarding the war’s impact, Truthout interviewed Italian psychologist and psychotherapist Damiano Rizzi, president of Fondazione Soleterre, an Italian humanitarian organization founded in 2002 that works to protect the physical and psychological well-being of people across the world.

Rizzi works in the West Bank and supports psychosocial programs for children affected by war in both the West Bank and Gaza.

“Children have trauma that affects emotional regulation, communication, language, and trust in the world,” Rizzi says, describing how war impacts the mental state of children. He explained that when trauma is repeated without a root solution, it becomes more complex and appears more as post-traumatic stress disorder, aggressive behaviors, lack of self-awareness, and difficulties in dealing with relationships.

“Trauma becomes permanent because there is almost no experience of an ‘after’ in which children finally feel safe.”

The normal daily life of a 2- or 3-year-old child has lost much of its meaning and is instead filled with fear. The ability to play with toys is not a secondary aspect of childhood; it is a crucial part of a child’s ability to develop, learn, engage with life, and build essential skills. Instead of doing so, many children in Gaza now are growing up searching for water, standing in food lines, and falling asleep to the sound of explosions.

I have seen this play out in the experience of my 5-year-old brother Yamen, who has lived in Gaza throughout the war and continues to suffer there, since he was not able to come with me on my student visa to Italy. “I really want to have a toy,” Yamen said during a video call I had with my family, who remain in Gaza.

Yamen is one of those children who have lost the experience of childhood. He was only three years old when the war began, so he no longer remembers the toys he once had.

He used to have many toys, but he lost many of them amid the chaos of displacement and the destruction of our neighborhood. Later, during the intense starvation conditions that we faced in Gaza in 2025, when we ran out of fuel and firewood with which to cook, we were forced in desperation to burn Yamen’s remaining plastic toys to make a fire. Too young to understand what was happening, Yamen innocently helped us by bringing more of his little plastic cups and toy dishes to feed the flames so we could prepare a meal. Wanting to help us, he was unaware that we were destroying the last pieces of what had once been his childhood.

Yamen’s young mind cannot fully grasp that he once owned so many toys and that they were all lost. He longs to play, go to kindergarten, and make new friends. However, Israel’s restrictions have shaped even his simplest dreams, where something as small as a toy becomes a reminder of the childhood he might have had before the war.

Children in the Strip are also deprived of the right to education; over 90 percent of Gaza’s school buildings have either been destroyed or repurposed as shelters for families displaced by the war. Instead of attending classes, many children now live in school buildings, having lost both their homes and access to education.

Parents Cannot Provide Safety

When a child like my brother asks for a toy, he is not asking for a simple material possession. He is asking for something ordinary: the right to play, imagine, and experience a moment of normal childhood.

Children usually look to their parents for reassurance that the world around them is safe. In Gaza, however, many parents are themselves terrified, exhausted, and overwhelmed by the daily struggle to survive. They spend hours searching for food, clean water, or a safe place to shelter, leaving little emotional energy to comfort their children or help them feel secure. Instead of protecting their children from fear, many parents are forced to endure that fear alongside them. The psychological burden of war affects entire families, making it far more difficult for children to find the stability and reassurance they need during their earliest years of development.

For many children, there are no gardens to play in, no toys, no regular activities, and no functioning schools. Countless children have also lost relatives, neighbors, and friends. The ordinary experiences that define childhood have been stripped away, leaving many parents unable to give their children a sense of normalcy. Children used to calm themselves through the reassurance of trusted adults, but what if the adults are themselves traumatized?

Recovery Seems Far Off in Gaza

Healing is nearly impossible when children remain trapped in the same environment that caused the trauma. “Trauma becomes permanent because there is almost no experience of an ‘after’ in which children finally feel safe,” Rizzi said, explaining why many children in Gaza are unable to recover psychologically. As long as displacement, destruction, deprivation of basic rights, disease, and daily suffering continue, they are denied the safety and stability necessary for healing. Instead of leaving trauma behind, these children are forced to relive it day after day during the most formative years of their lives.

When a child like my brother asks for a toy, he is not asking for a simple material possession. He is asking for something ordinary: the right to play, imagine, and experience a moment of normal childhood. When even toys become difficult to access, it reveals the extent to which war has disrupted the most basic elements of children’s lives.

The loss of access to toys is not only about the absence of objects. It reflects the broader destruction of childhood itself — the memories, skills, imagination, and emotional development that shape a generation. The consequences of war extend beyond physical injuries; they also affect the minds and futures of children who are growing up surrounded by fear and loss.

Children in Gaza are growing up shaped by memories that no child should ever have to experience. They are learning the language of loss and fear before they have the chance to discover the possibilities of life. The damage in Gaza affects more than homes and buildings; it reaches a generation that is being shattered by this war even amid the so-called ceasefire.

Está quase a chegar o dia em que a fé entra pelo rio adentro

13 August 2026 at 19:01

A pitoresca vila de Ferragudo (concelho de Lagoa) prepara-se para reviver uma das suas tradições mais profundas e emotivas com a chegada da grandiosa Procissão em Honra de Nossa Senhora da Conceição.

Trata-se de um evento religioso e cultural que atrai todos os anos centenas, ou mesmo milhares de moradores e visitantes, unidos pela fé e pela beleza de uma celebração única no Algarve.

O momento mais aguardado e marcante desta festividade é o deslumbrante percurso sobre as águas do Rio Arade, onde o rio se transforma num cenário de devoção e onde a terra e o mar se unem numa homenagem tocante aos que fazem da pesca a sua vida.

A edição deste ano está agendada para o próximo sábado, dia 15 de agosto, tendo o seu início marcado para as 18h00 no Largo da Igreja, de onde a imagem da padroeira sairá para descer as principais ruas da vila em direção à zona do Salva-Vidas.

É precisamente junto ao rio, perante uma grande multidão de fiéis e curiosos, que se realiza a tradicional bênção das embarcações e dos pescadores, num momento de grande recolhimento onde se pede proteção para os homens que enfrentam o mar todos os dias.

Logo a seguir, os andores são cuidadosamente colocados a bordo de barcos engalanados para dar início à viagem náutica pelas águas do Arade, num cortejo marítimo muito bonito que é acompanhado de perto por dezenas de embarcações locais e por todos os navegantes que se queiram juntar.

Após o emocionante percurso na água, a procissão regressa a terra firme para percorrer as restantes ruas da vila, subindo calmamente de volta até terminar com o regresso solene à Igreja, fechando com chave de ouro um dia de grande emoção, cor e união comunitária que mantém bem viva a identidade desta terra piscatória.

Leia todas as notícias da região em: www.algarvemarafado.com

Esta igreja guarda uma estátua milagrosa que os pescadores salvaram

11 August 2026 at 17:41

No interior da Igreja Matriz de Alvor há uma imagem que, reza a lenda local, deu misteriosamente à costa, tendo sido recolhida e colocada com profunda reverência no altar pelos antigos pescadores. É a esta célebre e milagrosa escultura do “Senhor Jesus” que os fiéis ainda hoje prestam grande devoção.

Leia também: Este barco levou a população de Alvor a declarar ‘guerra’ à Marinha Portuguesa

O grande destaque arquitetónico da Igreja Matriz de Alvor vai por inteiro para o seu pórtico principal. Esta autêntica joia de pedra é legitimamente considerada a mais bela e trabalhado expressão do estilo manuelino em toda a região algarvia.

A estrutura ostenta uma decoração exuberante, repleta de motivos detalhados e inspirados na fauna e flora locais, combinados com cenas bélicas expressivas e uma forte simbologia religiosa.

Erguido originalmente na década de 1520, o monumento afirma-se como o grande ex-líbris histórico desta vila do concelho de Portimão.

A sua construção decorreu sob os auspícios da influente família Ataíde, alcaides-mores da localidade, tendo sido muito provavelmente impulsionada por Álvaro de Ataíde (filho).

A história da edificação está profundamente interligada com as grandes dinâmicas da Coroa Portuguesa, tendo-se seguido à trágica morte do rei D. João II em Alvor, em 1495.

Leia também: A vila de pescadores que conquistou o turismo mundial e viu morrer o “Príncipe Perfeito”

Décadas mais tarde, em 1573, o jovem rei D. Sebastião visitou a localidade para inspecionar as casas outrora habitadas pelo “Príncipe Perfeito”.

Ao longo dos séculos, a gestão do templo cruzou-se com os grandes senhores da terra, desde os condes de Odemira até à poderosa família Távora — cujo condado em Alvor se extinguiu devido ao trágico processo político de Belém, no século XVIII.

Ao longo do tempo, a Igreja de Alvor resistiu a abalos sísmicos, incluindo os de 1755 e 1969, e passou por reconstruções setecentistas, com destaque para a torre sineira e o retábulo de Joaquim José Rasquinho.

Intervenções polémicas nos anos 1970 destruíram elementos originais, como o coro-alto, mas alertas do Museu Nacional de Arte Antiga, em 1977, travaram a destruição da talha dourada e imagens sacras.

Atualmente, a estrutura sobrevive como um testemunho de arte e resiliência, apesar da pressão urbanística.

Para além da famosa escultura e do portal, o interior da igreja guarda tesouros artísticos de enorme valor histórico, como altares em talha dourada, azulejos setecentistas e capelas particulares.

Leia também: Nesta casa algarvia morreu um famoso rei português

Leia todas as notícias da região em: www.algarvemarafado.com

Grandes concertos no Algarve: Calema, Mariza, Daniela Mercury e muitos mais

10 August 2026 at 18:31

O Festival do Marisco de Olhão, um dos maiores e mais emblemáticos eventos do verão algarvio, abriu portas esta segunda-feira, dia 10 de agosto. 

Quem se deslocar ao Jardim Pescador Olhanense até sábado, dia 15 de agosto, poderá apreciar alguns dos mais afamados e populares pratos da gastronomia ligada ao mar, sobretudo os que incluem mariscos e bivalves da Ria Formosa.

A música também marca forte presença no evento.

O primeiro nome de peso a subir ao palco é Matias Damásio, que tem concerto marcado para esta noite.

Amanhã, terça-feira, há a atuação de Deejay Telio e, na quarta-feira, o principal espetáculo musical fica por conta da dupla Némanus.

Para os últimos três dias foram programados os concertos de Calema (5ª feira, 13), Mariza (6ª feira) e da cantora brasileira Daniela Mercury, no sábado.

Novidades desta edição

Segundo informa a Câmara de Olhão, nesta edição, para responder à elevada afluência, a organização estruturou uma nova área de venda de marisco que promete reduzir de forma significativa os tempos de espera e dar uma maior fluidez a todo o serviço de atendimento.

Na zona dedicada à street food, a oferta diversifica-se com a estreia absoluta do Poke Market, trazendo opções frescas e saudáveis que se juntam aos tradicionais hambúrgueres e pizzas.

O paladar regional fica ainda mais doce, com a presença da conhecida pastelaria Kubidoce, que leva ao recinto as suas especialidades inspiradas na tradição e identidade do concelho, com especial destaque para os doces Floripes e Moncarapachense.

A inovação tecnológica também marca esta edição através da distribuição de pulseiras com códigos QR em praias e locais estratégicos da região. Ao ler o código, o público ganha acesso direto a uma comunidade oficial no WhatsApp, que funciona como um guia digital interativo que disponibiliza informações em tempo real sobre estacionamentos disponíveis, acessos rodoviários, portas de entrada e a localização exata dos espaços de restauração.

Esta mesma plataforma servirá, no final do evento, para os visitantes responderem a um inquérito de satisfação focado na melhoria contínua do festival.

Em paralelo, e aproveitando o facto de os icónicos Mercados de Olhão serem semifinalistas nacionais no concurso Novas 7 Maravilhas de Portugal, o recinto acolhe um espaço exclusivo dedicado a esta candidatura, onde os interessados podem aprofundar o conhecimento sobre este património histórico e receber brindes oficiais da campanha.

O preço dos bilhetes

Os ingressos podem ser adquiridos através da Ticketline (aqui) e da respetiva rede de distribuição autorizada, permitindo aos visitantes garantir desde já o acesso a vários dias de música, gastronomia e animação.

Os bilhetes diários custam 13 euros (exceto nos dias em que atuam os Calema e Daniela Mercury, em que sobem para 16 euros) e os passes de 5 dias podem ser adquiridos por 77 euros.

Esta terra é conhecida como a Santorini do Algarve (com vídeo)

9 August 2026 at 02:01

Localizada no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, a aldeia de Burgau, em Vila do Bispo, deve o seu nome aos pequenos búzios que abundam nas suas rochas.

Conhecida como a “Santorini portuguesa”, esta vila algarvia encanta pelas suas ruelas estreitas e pedonais, ladeadas por casas brancas de contornos azuis e repletas de flores.

O passeio por entre o casario termina invariavelmente no mar, onde barcos de pesca recordam a forte tradição marítima da zona — que, no século XVI, era um ponto estratégico para a faina do atum. 

Atualmente, embora o turismo e o alojamento local sejam o motor económico, Burgau preserva a sua essência.

A praia, situada numa baía protegida por falésias, oferece águas tranquilas e um areal extenso.

Para quem procura a melhor vista, o topo da arriba a nascente revela um cenário deslumbrante que explica por que razão este destino é cada vez mais procurado, sem nunca perder a sua alma típica.

VÍDEO:

YouTube Video

A igreja que vigia o centro histórico de Lagos há mais de cinco séculos

8 August 2026 at 02:01

Situada numa zona nevrálgica de Lagos, encostada às antigas muralhas e com a frente voltada para a Praça do Infante, a Igreja de Santa Maria é um marco incontornável para quem percorre o centro histórico daquela cidade.

A sua história é feita de resiliência: construída originalmente em 1498 como Igreja da Misericórdia, o templo sobreviveu ao devastador sismo de 1755 – que destruiu a antiga igreja paroquial, levando Santa Maria a assumir esse papel – e a um grave incêndio em 1888.

Arquitetonicamente, o edifício que hoje admiramos é um exemplar do estilo neoclássico, fruto das importantes obras de recuperação ao longo dos séculos.

A sua fachada destaca-se pela simetria perfeita, com duas torres sineiras laterais que emolduram o portal central, uma janela de sacada e um nicho para imagem.

No interior, a nave única revela um ambiente de sobriedade e elegância, enriquecido por retábulos da segunda metade do século XVIII e três capelas colaterais.

É um testemunho vivo da evolução de Lagos, onde a arquitetura de defesa das muralhas se cruza com a imponência da fé.

Esta praia de Portimão dispensa apresentações

7 August 2026 at 02:01

Ícone incontornável do Algarve, a Praia da Rocha é muito mais do que um destino, é uma experiência completa.

Com um areal imenso que se estende por mais de um quilómetro, se não aprecia particularmente a areia sob os pés, pode, ainda assim, percorrê-la em toda a sua extensão através de um passadiço.

Se o esforço abrir o apetite pode entrar num restaurantes que vai encontrar pelo caminho.

Destaque, também, para a Área Desportiva, onde se realizam jogos e torneios das mais variadas modalidades desportivas de praia.

O extenso areal é, igualmente, um cenário ideal para a realização de grandes concertos musicais.

E é isso que acontece todos os anos, com os muitos que compõem o festival AfroNation.

A energia da marginal é contagiante: entre hotéis, o Casino e uma vida noturna de referência, as opções são quase infinitas.

Pode ainda aproveitar para dar um saltinho à marina ou, então, subir à Fortaleza de Santa Catarina, um dos miradouros mais fantásticos do Algarve.

Mas o verdadeiro segredo da Rocha continua a ser a sua beleza natural.

Por isso, não espanta que seja uma das praias mais procuradas do Algarve.

A praia secreta que vai testar o seu fôlego (e recompensar a alma)

6 August 2026 at 02:01

Se procura aquele Algarve que ainda se sente virgem e selvagem, a Praia de Vale dos Homens, perto do Rogil, no concelho de Aljezur, é o seu destino.

Mas prepare-se: o acesso não se faz por um caminho qualquer. É através de uma imponente escadaria de madeira com quase 300 degraus que se desce até este areal dourado.

Como diz o ditado, “para baixo todos os santos ajudam”, mas é na subida que o corpo sente o esforço.

Felizmente, a autarquia pensou nisso e instalou bancos estratégicos onde pode descansar enquanto enche os pulmões com o perfume da maresia e das estevas.

Ao chegar lá abaixo, a recompensa é absoluta.

Rodeada por enormes arribas de xisto que parecem muralhas naturais, esta praia no concelho de Aljezur é o refúgio perfeito para quem foge das multidões.

Quando a maré vaza, o cenário transforma-se e surgem pequenas piscinas entre as rochas, ideais para explorar com calma.

É um daqueles recantos onde o tempo parece parar e onde a natureza manda em tudo.

Embora o acesso exija algum preparo físico, a vista panorâmica durante o percurso e o sossego que encontra no areal fazem de Vale dos Homens uma experiência obrigatória.

É o Algarve no seu estado mais puro: exigente, deslumbrante e profundamente revigorante.

Esta igreja é dos pescadores

5 August 2026 at 02:01

No coração da zona histórica de Olhão, onde hoje se cruzam turistas de todo o mundo, ergue-se um monumento que conta a história de um povo que transformou a humildade em grandeza: a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

A sua construção, iniciada em 1698, é um verdadeiro testemunho da força da comunidade local. Na fachada, uma inscrição imortaliza a origem do templo: “À custa dos homens do mar deste povo se fez este templo novo, no tempo em que só haviam umas palhotas”.

O que começou como uma pequena capela de pescadores evoluiu para a atual Igreja Matriz, um edifício barroco de planta longitudinal que hoje domina a baixa da cidade.

Ao entrar, somos recebidos por uma nave única e imponente, onde se destacam cinco altares e uma capela-mor quadrangular coberta por uma cúpula oitavada. O interior é um tesouro de arte sacra, exibindo um retábulo e arco triunfal em talha dourada, obra do prestigiado entalhador Manuel Francisco Xavier. No teto, um fresco delicado e a imagem da padroeira, Nossa Senhora do Rosário, completam o cenário de devoção.

A fachada principal, reformulada na segunda metade do século XVIII com um impressionante coroamento triangular, é considerada uma das mais belas de todo o Algarve. Classificada como Imóvel de Interesse Público, a Igreja Matriz não sobreviveu apenas ao terramoto de 1755, mas tornou-se o símbolo máximo da identidade de Olhão, unindo o mar, a fé e a arquitetura barroca num só lugar.

A vila de pescadores que conquistou o turismo mundial e viu morrer o “Príncipe Perfeito”

4 August 2026 at 02:01

// Se já estiver a falar, para o áudio e repõe o botão
if (window.speechSynthesis.speaking) {
window.speechSynthesis.cancel();
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
return;
}

// 1. Seleciona o bloco de texto do artigo (lógica original do Guia Algarve)
const artigo = document.querySelector('.entry-content') || document.querySelector('.post-content') || document.body;

// 2. Guarda o texto na memória
let textoFinal = artigo.innerText;

// 3. Remove a frase do botão para ela não ser lida
textoFinal = textoFinal.replace("🔊 Ouvir este artigo", "").replace("Ouvir este artigo", "");
textoFinal = textoFinal.trim();

if (textoFinal.length === 0) return;

// 4. Configura a voz
const mensagem = new SpeechSynthesisUtterance(textoFinal);
mensagem.lang = 'pt-PT';

// 5. Quando o áudio terminar sozinho, o botão volta ao normal
mensagem.onend = function() {
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
};

// 6. Muda o texto do botão para indicar que se pode parar
botao.innerHTML = "⏹ Parar Áudio";

// 7. Começa a ler
window.speechSynthesis.speak(mensagem);
}

// Garante que o áudio para se o utilizador fechar ou mudar de página
window.onbeforeunload = function() {
window.speechSynthesis.cancel();
};

Muito antes de ser o refúgio balnear que hoje atrai milhares de turistas, Alvor foi o cenário de um dos momentos mais marcantes da História de Portugal.

Foi ali que o rei D. João II faleceu, em 1495, após falharem os tratamentos nas Caldas de Monchique.

Este trágico episódio mudou o destino da terra que, por vontade expressa do “Príncipe Perfeito”, foi elevada a vila pelo seu sucessor, D. Manuel I.

Com raízes que recuam a um entreposto fundado por Aníbal Barca (Portus Hannibalis) e a um posterior castro celtibérico, a localidade soube reinventar-se ao longo dos séculos sem perder a sua profunda ligação ao mar.

A evolução do mar para o turismo

Historicamente, Alvor consolidou-se como um lugar de forte vocação marítima e piscatória.

Durante séculos, a subsistência da população dependeu do mar, da pesca e das suas salinas.

Nas últimas décadas, a terra operou uma transição extraordinária: de uma pacífica comunidade de pescadores, transformou-se numa importante estância turística internacional. Este crescimento foi impulsionado por um contínuo desenvolvimento económico e social que devolveu à localidade a importância dos seus tempos áureos.

As pragas de Alvor são uma das imagens de marca desta terra e das gentes.

Nascidas no seio da comunidade piscatória tradicional, os chamados “Alvoreiros”, estas pragas eram expressões e dizeres utilizados habitualmente durante discussões, picardias ou desavenças entre vizinhos e familiares.

Herança histórica e artística

A era de grande prosperidade deixou marcas profundas no património.

O maior exemplo é a sua deslumbrante Igreja Matriz, erguida no século XVI.

Este templo é célebre por exibir portais de estilo manuelino incrivelmente trabalhados, repletos de pormenores decorativos que testemunham a riqueza artística da época dos Descobrimentos.

Leia também: Este barco levou a população de Alvor a declarar ‘guerra’ à Marinha Portuguesa

A zona ribeirinha e o esplendor da ria

Hoje, a alma de Alvor continua ligada às suas águas, mas com foco no lazer.

A requalificada zona ribeirinha é o ponto de encontro por excelência, convidando a passeios junto aos barcos tradicionais.

Daí abre-se o cenário idílico da Ria de Alvor, uma das zonas húmidas mais importantes do Algarve.

Este ecossistema estende-se num labirinto de canais e sapais, servindo de refúgio a várias espécies de aves e bivalves.

A poucas centenas de metros do centro da vila, a paisagem transforma-se num cenário balnear de excelência. Alvor é emoldurada por praias de areias douradas, como a vasta Praia de Alvor e a icónica Praia dos Três Irmãos, famosa pelas suas falésias.

Para unir este património de forma sustentável, foi construído o famoso passadiço de madeira de Alvor, que serpenteia ao longo das dunas, ligando a zona ribeirinha à praia com vistas deslumbrantes sobre o oceano.

Leia todas as notícias da região em: www.algarvemarafado.com

Contra a pobreza, o trabalho que une e escuda

O que é hoje um pobre? Qual o padrão de vida digno que coletivamente se entende ter de ser assegurado a todos? No momento de definir instrumentos estatísticos e políticas sociais de combate à pobreza fazem-se escolhas que podem reduzir, ou aprofundar, a dependência económica estrutural e a insegurança ontológica da maioria da população. O que é um pobre? A pergunta ressurge num momento em que os afetos coletivos em torno desta «categoria social» se mostram cada vez mais polarizados: à (…)

- 2026/08 / Cartografia e Infografia
❌