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Lula e Trump: entre a crise e a negociação – com Celso Amorim

30 August 2026 at 08:00

Após semanas de tensão entre Brasil e Estados Unidos, o presidente Lula conversou por telefone com Donald Trump na última sexta-feira, 21 de agosto. A ligação, que durou mais de uma hora e meia, teve dentro dos principais temas as atuais medidas envolvendo a segurança pública e economia, e também as acusações contra autoridades brasileiras. Segundo nota do Governo Federal, a conversa foi para retomada de um novo canal de diálogo e de negociações entre os países.

Em entrevista ao Pauta Pública, gravada no mesmo dia da ligação, Celso Amorim, chefe da Assessoria Especial do Presidente da República, reforçou que a conversa teve um tom positivo, que não se limitou aos temas bilaterais, mas reforçaram o compromisso de cooperação sem a necessidade de interferências dos EUA nas questões nacionais. “O presidente Lula e o presidente Trump fizeram a nuvem, agora as equipes técnicas têm que fazer chover”, afirma Amorim.

Na entrevista com Andrea Dip, ele analisa o resultado da conversa, comenta as medidas adotadas pelo governo norte-americano e os desafios das negociações comerciais. Ele também fala sobre as pressões geopolíticas sobre o Brasil e a necessidade de fortalecer a defesa e a independência do país na área industrial e militar. “Diante desse mundo, é como uma apólice de seguro. É evidente que você prefere que não aconteça nada, mas você tem que estar preparado se acontecer.”

Celso Amorim é chefe da Assessoria Especial do Presidente da República

Leia os principais pontos da conversa e ouça o podcast completo abaixo.

EP 231 Lula e Trump: entre a crise e a negociação – com Celso Amorim

28 de agosto de 2026 · Ex-chanceler e Assessor especial da Presidência analisa a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos

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Quais foram os principais temas tratados no telefonema entre Lula e Trump? Qual era o clima e qual seu balanço sobre essa conversa?

O balanço da conversa é o mais positivo possível. Eu acho que os dois presidentes tiveram uma conversa muito respeitosa, com muita empatia. O presidente Lula não se limitou a temas bilaterais, ele falou de temas globais, e o presidente Trump se estendeu em colocar a posição dele, mostrar qual é a visão dele de mediação e o papel que os Estados Unidos têm realizado, o que pode ser feito. O presidente Lula enfatizou a importância do Conselho de Segurança, um lugar onde as grandes potências que podem decidir têm que conversar.

Em geral, dentro do clima desse espírito brasileiro de que, quando possível, sempre coopera para a paz, mas tendo clareza de que os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU [China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia] têm uma responsabilidade primária nisso. E, obviamente, os Estados Unidos, como ainda é a maior potência do mundo, têm uma responsabilidade especial.[…] Na parte bilateral, os temas que foram tratados são os que estão na nota oficial, não houve nenhum tema diferente.

Os dois temas principais foram o comércio e a cooperação no combate ao crime organizado, que as equipes se reúnam, voltem a se reunir e trabalhar. O presidente Lula descreveu um pouco o que nós temos feito aqui. E, digamos, foi crítico da medida americana comercial, claramente, que os motivos não correspondiam à realidade.

O presidente Trump não contestou, não posso dizer também se concordou, mas ele concordou com a importância de voltar a conversar e preparar as equipes para isso. Então, o clima foi muito bom. Eu acho que o que se espera de uma conversa entre chefes de Estado é isso, é criar o clima e depois as equipes têm que encontrar a solução. Às vezes, as equipes são mais difíceis do que os governantes, mas isso é um problema para mais tarde.

O senhor avalia as ações tomadas pelo governo Trump, em relação ao Brasil, como ilegais ou inconstitucionais?

Constitucionais segundo a Constituição dos Estados Unidos eu não posso julgar. A Suprema Corte americana já fez isso no passado em relação à primeira onda de tarifaço. Enfim, eu sempre me lembro do primeiro encontro – não o primeiríssimo, porque o primeiro foi antes da posse – mas o primeiro encontro do presidente Lula com o presidente Bush na Casa Branca, no Salão Oval, quando o presidente Lula entrou, o presidente Bush disse assim, “olha, nós temos diferenças, nós vamos tratar daquilo que nos aproxima.”

Enfim, eu achei que o clima foi um pouco também esse, sem necessariamente falar em diferença, mas que é muito respeitoso da parte do presidente Trump. As colocações que nós fizemos, muito interessado em discutir e apresentar a posição norte-americana sobre temas globais. Eu acho muito respeito por um estadista, que o presidente Lula é, não é qualquer pessoa que liga para o presidente dos Estados Unidos. Eu tenho muita vivência nisso, quem liga para o presidente dos Estados Unidos e fala sobre a guerra no Irã, por exemplo, e ele se dá ao trabalho de explicar as posições dos Estados Unidos? Agora, eu tinha um chefe, que era ministro do exterior muitos anos atrás, ele dizia que “a gente faz a nuvem, agora a gente não pode fazer chover.” Então, o presidente Lula e o presidente Trump fizeram a nuvem, agora as equipes técnicas têm que fazer chover.

Vários analistas veem um aumento constante das pressões dos Estados Unidos sobre o Brasil por acesso a recursos nos próximos anos e para conter a influência da China, independente de ser um governo republicano ou democrata. Alguns até pensam na possibilidade de uma escalada militar envolvendo o Brasil pela sua importância geopolítica na nova economia. Como fugir dessa encruzilhada?

O Brasil, como um país grande que é, tem que tratar da sua defesa. Nós temos que trabalhar nessa conversa. Nós conversamos com todos e torcemos, e se pudermos vamos colaborar para que eles tenham uma relação pacífica entre si. Isso não é bom só para o Brasil, isso é bom para o mundo. Diante desse mundo, é como uma apólice de seguro. É evidente que você prefere que não aconteça nada, mas você tem que estar preparado se acontecer. Eu fui ministro da Defesa, como você sabe, e naquela época fizemos investimentos importantes, entre eles o Gripen [aeronave supersônica], mas a Comissão da Verdade foi o tema dominante. Então, as atenções se voltavam mais para isso, mas eu acho que nós temos que dar uma grande importância à defesa nacional.

Isso pode envolver cooperação com outros países, mas tem que envolver também um grau forte de independência na área industrial ou militar. Isso eu acho que é fundamental. Não é para atacar ninguém, não, mas é que se alguém quiser nos atacar, tem que pensar duas vezes. A questão é a seguinte: não é que você vai ganhar uma guerra contra o país A ou contra o país B, que tem bomba atômica, etc. É que você tem que ser capaz de causar um dano que seja suficiente para ele pensar duas vezes antes de te atacar. Senão, você fica dominado a priori.

O Convite ao Interior está de regresso com novas atividades até Novembro

30 August 2026 at 07:56

Experiências de etnobotânica, polinizadores, investigação comunitária e atividades para famílias marcam a temporada de Outono do programa cultural da Cooperativa QRER que alia natureza e cultura no interior do Algarve.

A Cooperativa QRER dá continuidade ao programa Convite ao Interior, que chega à sua 3ª edição com um conjunto de atividades diversificadas a decorrer entre Setembro e Novembro, e estreia uma nova plataforma para divulgação e inscrição.

O programa deste Outono organiza-se em torno de sete eixos temáticos:  Artes e Ofícios da Paisagem; Atividades Artísticas para Famílias; Paisagens Rurais e os seus Polinizadores; Algarve, Spoken; Cocriação do Mapa das Hortas, Pomares e Cultivos de Querença; Rodas de Conexão e Finais de Tarde no Jardim. Reúne propostas que vão desde percursos na natureza para reconhecer plantas, polinizadores e ecossistemas locais, as missões de investigação comunitária para iniciar um mapa das hortas e pomares de Querença, oficinas artísticas para famílias e ainda um curso de português para estrangeiros, a partir da vida e da cultura local.  

Entre os principais destaques a acontecer brevemente está a atividade “Etnobotânica do Barrocal: Paisagem, plantas e usos”, na Fonte Filipe em Querença e inclui uma prova de produtos locais, e o workshop “Construir Bio-alojamentos para Polinizadores”, no jardim junto à sede da QRER, ambas a 19 de Setembro, ou a saída de campo à Benémola para descobrir “O que vive à volta da água”, assim como o arranque do “Algarve, Spoken: Learn Portuguese through local life”, um curso com 6 módulos, de português para estrangeiros que vivem no Algarve e querem desenvolver a aprendizagem de português ao mesmo tempo que aprofundam o conhecimento da cultura local.

Os meses seguintes trazem novas saídas de campo, atividades de etnobotânica e o arranque da missão de investigação comunitária para a cocriação do Mapa das Hortas e Pomares de Querença, com intervenção entre os sítios do Pombal e da Adega, a 3 de Outubro. Haverá ainda outras novidades e ciclos temáticos a apresentar em breve.

As atividades são coorganizadas por cooperadores da QRER e envolvem convidados especialistas de diferentes áreas e membros da comunidade local. Os preços variam entre os 10€ e os 20€, com exceção do curso de português para estrangeiros que, pela sua natureza e dimensão tem um valor mais elevado. Já as atividades da missão de investigação comunitária não têm custos de participação, na medida em convidam quem se inscreve a dar um contributo concreto para a cocriação do Mapa das Hortas, Pomares e Cultivos de Querença.

Informações para Inscrição:

A programação completa, preços e inscrições estão disponíveis na nova plataforma www.convite.qrer.pt .

O Convite ao Interior é um programa anual cofinanciado pelo Município de Loulé, através do Apoio ao Movimento Associativo Cultural e Recreativo, e pela CCDR Algarve, através do Programa de Apoio a Iniciativas Culturais Regionais de Carácter Não Profissional.

Sobre a Cooperativa QRER

A QRER, Cooperativa para o Desenvolvimento dos Territórios de Baixa Densidade desenvolve projetos de valorização do património natural e cultural do interior do Algarve. O Convite ao Interior é um programa cultural pensado para afirmar o interior do Algarve como um espaço de cultura e criatividade e para dar a conhecer este território através de quem nele vive e trabalha.

Enchentes no Nepal e Tibete mostram que recuperação de desastres anteriores é crucial

29 August 2026 at 08:00

As inundações repentinas na fronteira entre Nepal e Tibete destruíram casas, estradas, pontes e projetos locais de geração de energia hidrelétrica. A inundação do rio Bhote Koshi está afetando 50 mil moradores. Mais de 500 pessoas morreram, e centenas estão desaparecidas, incluindo turistas estrangeiros.

Essa região do Himalaia ainda não havia se recuperado das inundações do rio Bhote Koshi em 2025, que mataram nove pessoas ao arrastar uma “ponte da amizade” que ligava o Nepal à China, interrompendo o comércio e o transporte por meses.

No Sri Lanka, as recentes inundações e deslizamentos de terra atingiram comunidades que ainda estavam se recuperando do ciclone Ditwah, que havia causado danos generalizados há nove meses. Com pouco tempo para se recuperar do ciclone, as comunidades ficaram sem proteção contra novas inundações. Mais de 15 mil pessoas foram diretamente afetadas e 6.800 pessoas foram deslocadas em agosto deste ano.

A gestão do risco de desastres geralmente considera a intensidade da próxima inundação, incêndio florestal, ciclone ou seca. Mas os exemplos do Nepal e do Sri Lanka mostram duas dimensões que costumam ser negligenciadas: quão rapidamente uma comunidade consegue se recuperar e se isso acontecerá antes da chegada do próximo desastre.

Raramente um desastre deixa um lugar exatamente como ele era antes. E quando um segundo desastre acontece, estradas e pontes ainda podem estar danificadas, enquanto famílias já podem ter gastado suas economias. Empresas ainda podem estar em dificuldades. Governos podem continuar financiando a reconstrução, enquanto hospitais e outros serviços públicos permanecem sob pressão.

Se outro evento extremo ocorrer antes que esses sistemas tenham se recuperado, ele não encontrará a mesma comunidade que existia antes do primeiro desastre. Encontrará um lugar com menor resiliência e infraestrutura enfraquecida.

Povoado no centro-norte do Nepal soterrado após inundações na fronteira com o Tibete

Uma maneira útil de compreender esse fenômeno é entender o chamado “intervalo de recuperação” (recovery gap, em inglês): a relação entre o tempo necessário para a recuperação antes de outro desastre capaz de causar danos.

Imagine duas comunidades que passam por inundações semelhantes. Em uma delas, o último grande desastre ocorreu há dez anos. As casas foram reconstruídas, a infraestrutura foi reparada e os recursos de emergência foram repostos.

Na outra, o desastre mais recente aconteceu há seis meses. As estradas continuam em reconstrução, as famílias ainda estão deslocadas ou endividadas, e as autoridades públicas continuam pagando pela reconstrução. A nova inundação pode ser fisicamente semelhante nos dois locais. Suas consequências, porém, podem não ser.

Uma recuperação incompleta pode aumentar substancialmente as perdas no longo prazo. Um estudo de 2025 sobre inundações recorrentes nas Filipinas constatou que as perdas causadas por estas tragédias aumentaram 40% entre 2000 e 2018 devido à recuperação incompleta.

Isso sugere que as perdas provocadas por desastres recorrentes nem sempre são simplesmente cumulativas. O primeiro desastre pode alterar as condições em que o segundo desastre ocorre, fazendo com que os efeitos das tragédias subsequentes sejam muito mais graves.

A recuperação tem tempos diferentes

A recuperação costuma ser descrita como algo binário, como se uma comunidade conseguisse ou não se reerguer. Na realidade, trata-se mais de uma escala gradual.

O fornecimento de eletricidade e água potável pode ser restabelecido em poucos dias. Mas uma estrada danificada pode levar meses para ser reparada. A reconstrução de moradias pode levar anos. Empresas podem reabrir, enquanto ainda carregam dívidas substanciais.

As finanças das famílias, os ecossistemas e o bem-estar psicológico podem se recuperar em escalas de tempo completamente diferentes.

Assim, um lugar pode parecer recuperado de acordo com um indicador, mas continuar altamente vulnerável de acordo com outro.

Foram necessários mais de dez anos para que Nova Orleans, nos Estados Unidos, conseguisse se recuperar significativamente após o furacão Katrina, em 2005. Embora as operações básicas de emergência e o restabelecimento de energia tenham levado de semanas a meses, a reconstrução completa dos bairros, a estabilização da população e grandes melhorias no sistema de proteção contra inundações se estenderam por 15 anos ou mais. E isso em um dos países mais ricos do mundo.

A recuperação também é desigual. Famílias de maior renda podem contar com seguros, poupança e acesso a crédito. Famílias mais pobres frequentemente têm menos recursos para reparar suas casas, substituir seus pertences ou absorver a perda de renda.

No caso do furacão Katrina, muitas famílias de baixa renda que tinham seguro contra furacões tiveram seus pedidos de indenização negados porque os danos foram considerados decorrentes das inundações provocadas pelo rompimento dos diques, e não do furacão. Portanto, não é apenas o intervalo entre os desastres que importa.

Essa questão ganha importância à medida que as mudanças climáticas alteram a frequência ou a intensidade dos eventos extremos. Se a reconstrução exige cinco anos, mas outro evento capaz de causar danos ocorre dois anos depois, o intervalo entre os desastres começa a competir com o tempo necessário para a recuperação. Isso deveria mudar a forma como administramos o risco de desastres.

Medir a recuperação, não apenas os danos

Em geral, os governos são bons em registrar as perdas imediatas: edifícios danificados, pessoas deslocadas, infraestrutura destruída e custos financeiros. Mas também precisam saber o que permanece sem reparos meses ou anos depois.

O monitoramento da recuperação deve incluir moradia, funcionamento da infraestrutura, atividade empresarial, situação financeira das famílias, serviços públicos e deslocamento. Não temos de perguntar apenas o quanto perdemos, mas também o quanto ainda estamos vulneráveis.

Os desastres não são ocorrências isoladas. Inundações, incêndios florestais, secas e tempestades são frequentemente avaliados de forma separada. Essas avaliações são essenciais, mas as comunidades vivenciam esses eventos com a mesma infraestrutura, economia e população.

A estrada danificada por um evento pode ser necessária para uma evacuação durante o próximo. Um sistema elétrico enfraquecido hoje pode estar abastecendo hospitais ou serviços de água amanhã. As avaliações de risco deveriam, portanto, considerar sequências plausíveis de eventos e as condições em que os sistemas críticos podem se encontrar quando outro desastre ocorrer.

Isso não significa prever a ordem exata dos futuros desastres. Significa abandonar a suposição de que cada novo desastre encontra um sistema plenamente recuperado.

A recuperação não deve ser vista apenas como a etapa final do desastre que acabou de acontecer. Ela também é uma preparação para o que vier. Restaurar a infraestrutura, apoiar as famílias e reabrir rapidamente os serviços essenciais pode reduzir a vulnerabilidade para o próximo evento.

Mas reconstruir os mesmos sistemas vulneráveis recria os mesmos riscos. A recuperação deve, portanto, combinar rapidez com adaptação: infraestrutura mais resistente, planejamento de emergência aprimorado e mais apoio a comunidades que, de outra forma, levariam mais tempo para se recuperar.

Ao perguntar “qual a gravidade do próximo desastre?”, também deveríamos perguntar “o quão recuperados estaremos quando ele chegar?”. Porque o próximo desastre não começa do zero. Ele herda o que o anterior deixou para trás.

Fim de semana em São Brás de Alportel

29 August 2026 at 07:02

Este fim de semana , surpreenda-se em São Brás de Alportel.

Sábado, 29

A manhã começa no Mercado Municipal, com mais uma edição dos Sábados no Mercado. No Espaço Animação, há demonstração gastronómica apresentada pela Chef Ana Rita Clemente.

À noite, a partir das 20h00, a Sociedade Recreativa Alportelense convida para uma Noite de Fados ao Luar, com Beatriz Pereira e Yasmin da Silva, acompanhada de jantar. Uma iniciativa da Sociedade Recreativa Alportelense.

Também às 20h00, o Oribá Café Cultural recebe um Sunset, numa iniciativa do próprio espaço, para encerrar o fim de semana ao ritmo da música e do convívio.Este fim-de-semana convida ainda a passar pelo Polidesportivo Gonçalo Assunção para assistir à 1ª Meia Maratona de Futsal promovida pela Casa do Benfica de São Brás de Alportel.

Este fim-de-semana convida ainda a passar pelo Polidesportivo Gonçalo Assunção para assistir à 1ª Meia Maratona de Futsal promovida pela Casa do Benfica de São Brás de Alportel.

         
 











Sábado, 29A manhã começa no Mercado Municipal, com mais uma edição dos Sábados no Mercado. No Espaço Animação, há demonstração gastronómica apresentada pela Chef Ana Rita Clemente.À noite, a partir das 20h00, a Sociedade Recreativa Alportelense convida para uma Noite de Fados ao Luar, com Beatriz Pereira e Yasmin da Silva, acompanhada de jantar. Uma iniciativa da Sociedade Recreativa Alportelense.Também às 20h00, o Oribá Café Cultural recebe um Sunset, numa iniciativa do próprio espaço, para encerrar o fim de ao ritmo da música e do convívio.Este fim-de-semana convida ainda a passar pelo Polidesportivo Gonçalo Assunção para assistir à 1ª Meia Maratona de Futsal promovida pela Casa do Benfica de São Brás de Alportel.Já sabe… em São Brás de Alportel, Viva Mais!


“Trail entre a Serra e o Mar” estreou-se em São Brás de Alportel

29 August 2026 at 07:00

São Brás de Alportel acolheu, a 9 de agosto, a primeira edição do “Trail Entre a Serra e o Mar”, uma iniciativa que convidou os participantes a percorrer alguns dos cenários naturais únicos que marcam a identidade do concelho.

Com paisagens entre a serra e o mar como pano de fundo, a prova aliou desporto, natureza e descoberta do território, proporcionando aos participantes uma experiência marcada pela beleza das paisagens algarvias.

A iniciativa coube à Associação Cultural Sambrasense, com o apoio do Município de São Brás de Alportel, que aposta na realização deste evento como um eixo prioritário na estratégia de valorização desportiva e turística do território. 

“Foi muito importante ver concretizada esta primeira edição do Trail Entre a Serra e o Mar, uma aposta fundamental no potencial do nosso território, vivido através do desporto. São iniciativas como esta, que aliam atividade física, natureza e convívio, que contribuem para dar a conhecer São Brás de Alportel e para valorizar da nossa paisagem e dos trilhos que estão ao dispor destas atividades”, reagiu a presidente da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, Marlene Guerreiro, no final da prova.

A iniciativa foi organizada pela Associação Cultural Sambrasense, e contou com o apoio da Associação de Atletismo do Algarve, do Município de São Brás de Alportel e da Junta de Freguesia de São Brás de Alportel.

Entre trilhos, serra e horizonte, esta primeira edição mostrou também a riqueza de um território que se descobre passo a passo, em contacto com a natureza e com o desafio do desporto.

No término da prova, estiveram presentes na cerimonia de entrega de troféus, todos os elementos do executivo a tempo inteiro: a Presidente Marlene Guerreiro, a Vereadora Mónica Inácio e o Vice-Presidente com o Pelouro do Desporto, Pedro Ornelas, bem como o Presidente da Assembleia Municipal, Vitor Guerreiro.

Trump threats overshadow Brazil’s presidential election

28 August 2026 at 17:40
An American flag is reflected off bulletproof glass as U.S. President Donald Trump watches the end of the NTT INDYCAR Series on August 23, 2026 in Washington, DC. Photo by Mike Kropf/Getty Images

President Luiz Inácio Lula da Silva launched his campaign for a fourth and final term before thousands of supporters in São Bernardo do Campo, promising to keep fighting poverty and investing in Brazil’s future. His challenger: Senator Flavio Bolsonaro, running in place of his father, former far-right President Jair Bolsonaro, who is under house arrest after being convicted of attempting a coup. US President Donald Trump has backed the Bolsonaros with tariffs, visa revocations, and open pressure — what experts call a new era of US dominance over Latin America.

Michael Fox reports from São Paulo, with voices from Lula’s campaign launch, evangelical Bolsonaro supporters on the streets of São Paulo, and foreign relations professor Igor Fuser.

Credits:

  • Filmed and edited by Michael Fox 
Transcript

The campaigns are underway ahead of Brazil’s October elections

And U.S. President Donald Trump is doing his best to sway the vote…

“Lula, Lula!”

Thousands of supporters of leftist president Luiz Inácio Lula da Silva attended his campaign launch in mid August.

Karen Silva

“We came to support Lula, especially in his last election. And we believe that we are going to win. This is a fact.”

They filled May 1st Stadium in Sao Bernardo do Campo….

A place, where Lula led an iconic metal workers strike and rally in 1979.

They say Lula has changed their lives. 

Raimunda Silva Santos

“Yeah, he changed my life. He changed the life of my whole family.”

During his years in office, he promoted education, health and social programs. He helped to lift millions from poverty. They have not forgotten.

Raimunda Silva Santos

“Wow, this is the greatest joy of my life. I’m 76 years old. I’m so happy. Lula is coming to stay. He’s an incredible person. He’s helped a lot of people there in the northeast. We owe a lot to Lula.”

They want him back for a fourth and final term.

Valmir Lima, Movement of People Affected by Dams

“Lula will win with the strength of social movements, of the movements of people affected by dams, all the social movements that are helping on his campaign. And all of civil society.”

Applause

Lula has promised to continue to fight poverty, promote industry, create jobs and invest in Brazil’s future.

Lula

“What kind of a future do you want for the Brazilian people if you don’t invest in education? What future do you want for the Brazilian people if you don’t invest in health? What future do you want if you don’t invest in jobs?” 

Lula

“We need to win these elections. To elect our people to congress so we can do everything we need to do for this country.”

Lula’s challenger is the son of the former far-right president Jair Bolsonaro. 

His name is Flavio Bolsonaro. He’s a Senator and he launched his campaign in his hometown of Rio de Janeiro.

Flavio Bolsonaro 

“Come with me and rescue our nation. Brazil above all. God above everyone. Brazil above all. God above everyone!”

Flavio is in the race, because his father is under house arrest. 

Former president Jair Bolsonaro was first barred from running for spreading lies about the country’s electoral system. Last year, he was convicted of attempting to carry out a coup to return to power.

His son, Flavio, has attacked the left, and promised to fight crime and insecurity, cut bureaucracy, promote private business and privatizations, and develop close ties with the United States

He spoke at the US Conservative Political Action Conference in March.

Flavio 

“Let me look you in the eyes and tell you,“we will win.”

Much of his discourse, and that of his supporters, is wrapped in a religious language of good versus evil.

“You are the son of hope. You are the first born. You received the legacy of representing your father. And now, for everything that is more sacred on the face of the earth, honor your father. Honor his days on earth.”

That goes over well with his evangelical supporters, an important base for Bolsonaro and far-right politicians in Brazil.

Glayson Araujo is a youth pastor at an evangelical church in a working class neighborhood of São Paulo. He joined others on the streets in mid August to promote Bolsonaro and other far-right candidates running for local office.

Glayson Araujo

“I believe that Flavio Bolsonaro is the only viable candidate, who can beat Lula and the Workers Party.”

Glayson Araujo

“I am a Christian here, I behave as a Christian, but I am also a political activist. Here on the streets to defend my beliefs.”

Flavio Bolsonaro also has powerful support in high places.

In particular… from Donald Trump.

The U.S. president is a longtime ally of his father, Jair Bolsonaro. 

Last year, Trump imposed 50% tariffs on Brazil, in part, because of the country’s trial against the former president. In May, Trump met with Flavio Bolsonaro at the White House. In June, he reposted an article over Truth Social that said Brazil was his next big challenge. He recently imposed new tariffs on the country and revoked the U.S. visa of the Brazilian ambassador.

Igor Fuser is a professor of foreign relations at Brazil’s ABC Federal University.

Igor Fuser

“This is not just about the United States trying to remove the government of a left-wing party, the workers Party or a left-wing leader, which is Lula. It’s about subjecting Brazil to the policies of the United States. And Brazil, being the largest country in Latin America, is precisely the biggest obstacle to the American project of global dominance of the Western Hemisphere.”

Over the last year, Trump has pushed the United States into a new era of dominance over Latin America the likes of which the region has not seen in decades.

Boat strikes in the Caribbean. The U.S. invasion of Venezuela and the kidnapping of president Nicolas Maduro. The oil blockade on Cuba.

And Trump throwing his weight around… and meddling in elections across Latin America.

It is all justified by a renewed Monroe Doctrine…

Pete Hegseth

”President Trump has established the Trump corollary of the Monroe Doctrine, the Donroe Doctrine. And the War Department is implementing it as fast as we can.”

Brazil is the latest battleground.

Igor Fuser

“So, it is clear that the United States is doing everything, and will do everything possible to prevent the re-election of Lula in the next elections.”

Fuser says that if Flavio Bolsonaro wins, he will bow to Trump and the United States.

Igor Fuser

“Brazil will become a country under the tutelage of the United States, a colony, or almost a colony, of the United States, as it already happens with Argentina, Colombia, Venezuela, and many others. And if Lula is victorious in these elections, we will live a very intense period of confrontation between the two countries.”

Fuser says the U.S. stated dominance over Latin America imposed by Trump is analogous to the control of the Soviet Union over the Eastern Bloc countries during the Cold War, under a Russian foreign policy imposed by Soviet leader Leonid Brezhnev in 1968.

Igor Fuser 

“So, Czechoslovakia, Hungary, Poland, Bulgaria, all those countries were formally independent countries, with their own government, their own laws, their representation in the United Nations, but these countries were not autonomous, they did not have sovereignty. Any movement that they made that clashed with the interests of the Soviet Union was repressed. Some of them were invaded, etc. So, we are living in Latin America a Brezhnev Doctrine, capitalist, imperialist, dictated by Donald Trump.”

Lula has accused Trump of trying to influence Brazil’s October election. Lula’s allies are taking action ahead of the vote…. to stand up to Trump and to push for Lula’s reelection. Brazil has denied visas to U.S. State Department officials who they feared wanted to travel to Brazil to cast doubt about the country’s electoral system. People are hitting the streets to campaign for Lula, who has long stood against U.S. intervention in Latin America. Over the next two months, Brazil will be a key battleground for Latin American sovereignty against Trump’s attack on the region. 

For The Real News, I’m Michael Fox. Sao Paulo, Brazil.

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As Lula faces off against Flavio Bolsonaro, Trump's tariffs and threats loom over Brazil's October vote — the latest battleground in his push for dominance over Latin America.

Inside Kazakhstan’s new political era: EU Reporter journalist Derya Soysal questions President Tokayev after historic Kurultai vote

28 August 2026 at 09:20

EU Reporter journalist Derya Soysal was among the members of the press given direct access to President Kassym-Jomart Tokayev in Astana after he cast his vote in Kazakhstan’s first elections to the newly established Kurultai — an opportunity that offered a rare first-hand insight into the President’s thinking on political reform, government, youth, artificial intelligence and the country’s future direction.

For a journalist covering the rapidly changing political landscape of Central Asia, there are moments when being in the room matters.

For EU Reporter journalist Derya Soysal (pictured with President Kassym-Jomart Tokayev) Kazakhstan’s historic Kurultai election provided precisely such an opportunity.

After President Kassym-Jomart Tokayev cast his vote in the country’s first election to the newly established Kurultai, Soysal was among the journalists with privileged access to the President during the press briefing that followed.

It gave EU Reporter a first-hand opportunity to hear Tokayev address some of the most important questions facing Kazakhstan as the country enters a new political chapter.

The exchanges went far beyond election day itself.

Questions ranged from the consequences of constitutional reform and the creation of the Vice Presidency to the future composition of the government, the role of younger politicians and the increasingly important place of artificial intelligence in Kazakhstan’s economic and social development.

The result was a revealing picture of how Tokayev sees the next phase of his country’s transformation.

A historic political moment

Tokayev himself described the election as a historic milestone and the beginning of a new stage in Kazakhstan’s development.

The establishment of the Kurultai forms part of a much broader restructuring of the country’s political institutions.

During the briefing, the President was questioned about what ordinary citizens should expect from the constitutional reforms, how the newly created Vice Presidency would operate and what role the Kazakhstan People’s Council would play.

Tokayev portrayed the changes as essential components of a renewed political system.

He stressed the importance of the Vice Presidency as an institution capable of supporting effective governance during difficult periods, while describing the Kazakhstan People’s Council as a mechanism intended to strengthen public participation and national cohesion.

But the President’s vision was not restricted to political architecture.

He also pointed to ambitious infrastructure and development programmes encompassing healthcare facilities, rehabilitation centres, urban modernisation and environmental projects.

The question everyone wanted answered

Among the most politically sensitive questions put to Tokayev concerned his own future.

Could he stand again for President?

Following recent constitutional developments concerning his eligibility for a future presidential election, journalists pressed Tokayev on whether he intended to seek another term.

His response was deliberately cautious.

While acknowledging that the legal possibility exists, Tokayev rejected speculation about a future campaign as premature.

Instead, he argued that Kazakhstan should be concentrating on the immediate challenges of modernisation, economic growth, social development and stability in an increasingly unpredictable international environment.

It was a response that sought to move attention away from political succession and back towards the governing agenda.

What kind of politicians does Kazakhstan need?

Soysal’s access to the presidential briefing also provided an opportunity to hear Tokayev set out his expectations of the people who will serve in the new political institutions.

Asked what qualities Kurultai deputies should possess, the President emphasised responsibility and accountability.

Members, he said, should be judged by the quality of the legislation they adopt, whether they fulfil promises made to voters and whether the programmes they pursue genuinely contribute to Kazakhstan’s development.

A recurring theme throughout the briefing was generational change.

Tokayev again argued that Kazakhstan needs younger people to play a greater role in public life.

New faces and new thinking, he suggested, will be essential if the country is to maintain momentum in the years ahead.

A new government — but not change for change’s sake

The creation of the Kurultai also has consequences for the government.

Journalists therefore questioned Tokayev about the future administration and whether Kazakhstan should expect major personnel changes.

The President praised the work of the existing government but confirmed that changes would come.

At the same time, he cautioned against replacing officials simply to create the appearance of political renewal.

For Tokayev, modernisation appears to mean continuous institutional renewal rather than political theatre: bringing in new energy and expertise where necessary while retaining effective administration.

Was the election genuinely competitive?

Another important exchange concerned political competition.

Asked whether the campaign had demonstrated genuine competition, Tokayev pointed to televised debates, public engagement and particularly strong interest among younger voters.

He characterised the electoral process as another milestone in Kazakhstan’s continuing political modernisation and said the campaign had brought new political voices and new ideas into public debate.

For an international audience, however, the question of political pluralism remains one of the key issues against which Kazakhstan’s reforms will ultimately be judged.

The significance of the new institutions will therefore depend not only upon their constitutional design, but on how independently and effectively they operate in practice.

The generation that will inherit Kazakhstan

Young people repeatedly returned to the centre of the discussion.

With a significant number of younger candidates participating in the electoral process, Tokayev was asked whether this generation could genuinely transform the country’s political system.

His answer was notable for combining optimism with a measure of realism.

He acknowledged that not every young official promoted into senior positions in recent years had been successful.

Nevertheless, Tokayev insisted that Kazakhstan must continue putting its confidence in younger generations.

For a country with a comparatively young population, he suggested, long-term success will depend heavily upon the responsibility, engagement and leadership of its youth.

Politics is also about culture

Some of the most revealing exchanges witnessed by Soysal moved beyond constitutions and elections.

Tokayev was questioned about his repeated calls for greater civic responsibility, discipline, respect and public ethics.

The President argued that national modernisation cannot be measured solely in economic growth rates or institutional reforms.

It also requires changes in behaviour and public culture.

He connected those ideas with the Taza Kazakhstan initiative, explaining that cleanliness should be understood both literally and symbolically — encompassing respect for public spaces but also ideas of dignity, moral responsibility and civic consciousness.

From smartphones to artificial intelligence

Perhaps the most forward-looking discussion concerned Kazakhstan’s digital ambitions.

Artificial intelligence has become a central part of Tokayev’s political and economic agenda.

Asked to assess progress in digitalisation, the President argued that Kazakhstan had already completed an important first stage in constructing a digital state by making electronic public services widely accessible.

Citizens can now carry out administrative tasks from home that once required lengthy bureaucratic procedures.

But Tokayev made clear that he regards this as only the beginning.

The next challenge, he said, is to move artificial intelligence and digital technology beyond conferences, presentations and policy documents and turn them into instruments that deliver practical economic benefits.

He highlighted entrepreneurs, farmers and regional communities as groups that should increasingly be able to use technology to improve productivity and generate income.

His message was strikingly simple: the smartphone should no longer be regarded merely as an entertainment device but as an instrument of economic opportunity.

The value of being in the room

For EU Reporter, Soysal’s participation in the presidential briefing provided something increasingly valuable in international reporting: direct access to the political decision-maker at the centre of the story.

Rather than interpreting Tokayev’s position through official statements alone, she was able to witness at first hand how the President responded when confronted with questions about political succession, institutional change, government performance and the expectations of Kazakhstan’s younger generation.

Soysal’s access is particularly significant at a moment when Kazakhstan is seeking to redefine both its domestic political institutions and its place internationally.

The country occupies an increasingly important strategic position between Europe and Asia, while its economic, energy and diplomatic relationships with the European Union continue to develop.

Understanding the direction Kazakhstan takes therefore matters well beyond its own borders.

A country debating what comes next

What emerged from the presidential exchange in Astana was not simply a discussion about one election.

It was a debate about what kind of Kazakhstan should emerge from the reforms now under way.

How much influence will the new institutions exercise?

Will younger politicians genuinely reshape public life?

Can artificial intelligence translate into economic opportunity outside Kazakhstan’s major cities?

And how far will political modernisation alter the relationship between the state and its citizens?

Those questions will not be answered by one election or one presidential press briefing.

But Derya Soysal’s privileged position inside that briefing gave EU Reporter readers a valuable first-hand view of how Kazakhstan’s President himself answers them.

As the first Kurultai begins its work, the importance of the election may ultimately be judged not by the symbolism of its creation, but by what Kazakhstan’s new political institutions actually deliver.

For the moment, however, one thing is clear: the country has entered a new phase, and the political conversation about what comes next has already begun.

Derya Soysal is an EU Reporter journalist covering European and international affairs. She attended President Kassym-Jomart Tokayev’s press briefing in Astana following his vote in Kazakhstan’s first Kurultai elections.

Journal of Contemporary China

28 August 2026 at 09:16

Le ralentissement des investissements liés aux nouvelles routes de la soie suggère que la Chine mise actuellement davantage sur des accords de libre-échange pour asseoir son « pouvoir structurel ». (Vol. 35, n° 161, septembre, bimestriel, gratuit en ligne. — Denver.)

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