A Praia da Torralta é muito mais do que um destino de sol e mar, é um ícone que marcou uma era no turismo de Portimão e do Algarve.
Como o próprio nome indica, situa-se junto à zona, onde funcionou o empreendimento turístico com a mesma denominação.
Desde essa altura que aquela praia passou a ser uma das preferidas de quem visita a região algarvia.
O seu cartão de visita é irrecusável: águas cristalinas e tépidas que banham um extenso areal de areias douradas e finas que faz com que no areal nunca haja falta de espaço para mais um banhista.
Localizada estrategicamente entre a Praia de Alvor e a Praia dos Três Irmãos, a Torralta oferece um horizonte a perder de vista sob um mar de vários tons de azul, garantindo as melhores condições de conforto e segurança para dias retemperadores à beira-mar.
A praia beneficia da também da proximidade à típica vila de Alvor e conta com uma boas rede de infraestruturas hoteleiras e de restauração.
Uma das suas maiores mais-valias é o moderno passadiço, que permite longas caminhadas com vista quase infinita para o oceano.
Este percurso pedestre é um convite para caminhar entre monumentos históricos, praças animadas e a brisa do Rio Arade.
1. O Coração Comercial: Da Rua do Comércio à Praça da República
Alameda da Praça da República
Comece a manhã na Rua do Comércio e Rua Vasco da Gama. Este eixo é o pulmão comercial de Portimão, onde o movimento das lojas tradicionais reflete o quotidiano da cidade. No centro, a Praça da República (Alameda) serve de ponto de união, oferecendo um espaço amplo onde se destaca o monumental Colégio dos Jesuítas (1660), um gigante barroco que guarda o túmulo do seu fundador, D. Diogo Gonçalves.
2. Espiritualidade e Nobreza: Da Matriz ao Largo 1º de Dezembro
Suba até à Igreja Matriz, onde o portal tardo-gótico do século XV resiste como a memória mais antiga da fundação da vila. Desça depois para o Largo 1º de Dezembro, um “livro de história a céu aberto”.
A não perder: Os 10 bancos de azulejo de 1930 que narram a história de Portugal e a imponente fachada do Palacete Sárrea Prado (Teatro TEMPO).
3. Memória Política e Literária: Casa Manuel Teixeira Gomes
Siga em direção ao rio para visitar a casa natal do “Presidente-Escritor”. Esta casa oitocentista de traça simples algarvia é um refúgio de cultura. Espreite o pátio central e imagine a vida da família Gomes, que aliava aqui o negócio da exportação de figos à fruição do jardim nas traseiras.
A poucos metros, entre na Praça Teixeira Gomes. Batizada em 1950, esta praça de raiz oitocentista é a sala de visitas da cidade.
O Coreto: Repare na réplica do coreto original (destruído nos anos 60 e reconstruído em 2010), que devolveu à cidade um símbolo dos antigos bailes sociais. É o local ideal para um café com vista para o Arade.
5. Passeio pela Zona Ribeirinha: Arte e Tradição
Inicie a caminhada pela frente ribeirinha, que funciona como uma galeria de arte ao ar livre graças às esculturas feitas em vários simpósios.
Tradição: Passe pela zona onde o Festival da Sardinha acontece e observe as embarcações de recreio junto ao Clube Naval.
Antiga Lota: Quase a chegar à Ponte Velha, descubra este edifício de 1916. Originalmente uma central elétrica, tornou-se o local icónico onde o peixe era descarregado em cabazes. Hoje, após uma reabilitação profunda, acolhe o posto de turismo e espaços culturais, mantendo viva a alma do cais.
Termine o roteiro na antiga Fábrica de Conservas “São Francisco” (Féu Hermanos), atualmente transformada em museu. No exterior, um enorme guindaste recorda o tempo em que o cais fervilhava com a indústria conserveira. No interior, deixe-se envolver pela premiada exposição “Portimão, Território e Identidade”, o remate perfeito para compreender a simbiose entre a cidade e o rio.
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A imprensa continua a desempenhar um papel fundamental nessa campanha eleitoral, por maior que seja a mudança na comunicação, hoje nas mãos das big techs. Não apenas por sua credibilidade em relação à fidelidade dos fatos, mas por trazer à tona as revelações que serão depois reinterpretadas, reembaladas, disseminadas, viralizadas e até ignoradas – um processo, como sabemos, bastante sujeito à distorção para efeito de propaganda eleitoral.
No noticiário, as informações aparecem fragmentadas, às vezes trazendo pequenos detalhes de um caso complexo demais para acompanhar — e o que se grava é o que se destaca no título. Por isso tantas vezes se cunhou apelidos para os casos mais notórios: privataria, mensalão, Lava-Jato, “rachadinhas” e, nesta campanha, “Caso Master”, “Dark Horse”, “escândalo do INSS”, “caso Lulinha”.
Mas é importante deixar claro para o leitor a diferença entre atores, escândalos, e gravidade das acusações em relação ao interesse público. Um exemplo é a confusão entre o escândalo do INSS — que não só ganhou um título, mas um personagem com apelido carismático, o careca do INSS — e a investigação por lobby por fornecimento de canabidiol que atinge o filho do presidente.
Ao investigar o caso do furto do dinheiro dos aposentados por descontos ilegais nas aposentadorias, a PF envolveu Lulinha em acusações que não se comprovaram, a de que teria influenciado ou obtido alguma vantagem no escândalo do INSS. Os policiais partiram então para a investigação do que se havia obtido em relação ao filho do presidente: sua ligação com a lobista Roberta Luchsinger e desta com o careca do INSS.
Pela maneira e o timing em que acusações e investigações foram divulgadas, muita gente ficou com a impressão de que se tratava do mesmo escândalo. Mas, na verdade, o caso Lulinha é referente a outro inquérito, o que investiga o lobby para obter contratos não efetivados com o Ministério da Saúde. Julgue o eleitor se fazer lobby é uma acusação tão grave quanto roubar aposentados, mas a diferenciação é importante como sabem os que exploram politicamente o escândalo.
Até porque, com esse gancho, buscou-se equiparar o suposto crime de Lulinha com outro escândalo — o de investimentos de entidades de previdência de servidores estaduais em papéis fraudados do banco Master. Neste caso, os acusados são governantes e políticos ligados ao campo oposto, como o ex-governador do Rio de Janeiro e pré-candidato ao Senado na chapa de Flávio Bolsonaro, Cláudio Castro (PL), que investiu quase 1 bilhão de reais da Previdência Rio no banco de Daniel Vorcaro.
O que nos leva a outro escândalo com impacto na campanha, esse bem documentado e com envolvimento direto do candidato do PL à presidência, Flávio Bolsonaro, flagrado pedindo dinheiro a Vorcaro — em áudios gravados — para o filme Dark Horse, uma biografia fantasiada do ex-presidente Jair Bolsonaro com fins políticos. Segundo o The Intercept Brasil, pelo menos 10,6 milhões de dólares foram efetivamente pagos por Vorcaro e parte deste valor foi destinada ao fundo Havengate, sediado no Texas, que tem entre seus controladores o advogado de Eduardo Bolsonaro, Paulo Calixto.
Mas, apesar das provas de que Flávio pediu dinheiro ao ex-banqueiro e de que milhões de dólares foram enviados a um fundo no Texas controlado pelo advogado de Eduardo, não se teve mais notícias sobre o caso, que tem por trás o lobby de Eduardo, Paulo Figueiredo e do próprio Flávio por interferência dos Estados Unidos nas eleições brasileiras – já em curso, como a Públicanão nos deixa esquecer.
Enquanto isso, multiplicaram-se os vazamentos seletivos sobre o caso de Lulinha, e de Marcola, chefe do gabinete de Lula na presidência, que aceitou dinheiro e presentes da lobista Roberta, ao que se sabe, pelos mesmo lobby por contratos de fornecimento de canabidiol que não foram efetivados pelo Ministério da Saúde. Do lado de lá, a imprensa não tem revelado muita coisa, talvez pela maior dificuldade de investigar.
Nesta terça-feira, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, conhecido por participar do grupo Prerrogativas e agora defensor de Lulinha, pediu mais uma vez à PF que investigue o vazamento de informações sigilosas feito de forma “fracionada, recorrente e cronologicamente ajustada ao calendário eleitoral” sobre o filho do presidente, um procedimento que se assemelha ao caso Lava-Jato, em que informações vazadas seletivamente alimentaram o noticiário contra Lula, até que a interferência política no processo fosse desnudada pela Vaza-Jato, e a condenação anulada pelo STF.
Se a imprensa tem que noticiar o que recebe de informação, é preciso ter cautela com falsas equiparações, sobretudo ao lidar com informações provenientes de um lado só. Para complicar, o diretor da PF e o ministro do STF, André Mendonça, protagonistas na investigação de ambos os casos, estão em guerra, e isso em plena campanha eleitoral. Além disso, dados do caso Lulinha foram compartilhados com a CPI do INSS, portanto com parlamentares da oposição, o que aumenta a desconfiança sobre os vazamentos.
Andrei Rodrigues, da PF, acusa Mendonça, indicado para o cargo por Jair Bolsonaro, de dirigir politicamente as investigações e expõe o descompasso entre as revelações sobre o caso Lulinha/Marcola e Dark Horse/Flávio Bolsonaro. Por sua vez, Mendonça acusa Andrei de atrapalhar as investigações sobre o filho do presidente, embora o fato mais comprometedor para o diretor da PF se localize do lado de lá — o do Master, já que Andrei participou de pelo menos uma comemoração luxuosa de Vorcaro, em Londres.
O efeito eleitoral dos escândalos é evidente, com a queda de Flávio entre abril e junho, quando o Dark Horse apareceu na imprensa, seguida de recuperação progressiva a partir de julho, quando a investigação sobre os Bolsonaro, a direita e Vorcaro aparentemente perdeu fôlego. Já Lula perdeu pontos, especialmente nas últimas pesquisas, enquanto o noticiário sobre seu filho ganhava temperatura.
Para impedir que a campanha descambe para acusações oportunistas, desviando dos assuntos importantes para o país, a imprensa tem que cobrar transparência por parte da PF e do STF, denunciar manipulações e transmitir as informações com a cautela e o equilíbrio que os eleitores merecem, principalmente em eleições com ameaças inéditas por parte de um país estrangeiro e com o domínio das redes pela extrema direita.
A Ponta da Piedade, no concelho de Lagos, é um verdadeiro tesouro natural no Algarve, famoso pelas suas falésias deslumbrantes esculpidas pelo tempo.
Uma das formas mais económicas e incríveis de explorar esta costa é através dos seus magníficos passadiços de madeira, que oferecem um dos melhores trilhos pedestres da região.
Ao longo do caminho, o oceano Atlântico serve de cenário para um espetáculo inesquecível de luzes e cores, revelando paisagens deslumbrantes, praias espetaculares e rochedos com formas surpreendentes.
O percurso total estende-se ao longo do topo das arribas e começa com um troço inicial de cerca de um quilómetro e meio a dois quilómetros que liga a Praia de Dona Ana ao Farol, passando por miradouros fantásticos entre a Praia do Pinhão e a icónica Praia do Camilo, com a cidade de Lagos a vislumbrar-se bem lá ao fundo.
Em seguida, o passeio entra no segundo troço, de cerca de dois quilómetros e meio, entre o Farol da Ponta da Piedade e a Praia do Canavial.
Por fim, para quem deseja completar toda a caminhada, existe uma ligação extra de cerca de um quilómetro a partir da Praia do Canavial que leva os visitantes até à Praia de Porto de Mós.
Pelo caminho, pode ir vendo o vai e vem incessante dos barcos de turismo, a levar e trazer os clientes às grutas da Ponta da Piedade.
Essa é, de resto, uma outra forma recomendada de conhecer esta zona. Se o quiser fazer de imediato, perto do farol há uma escadaria que o leva até um pequeno cais onde costumam encontrar-se barcos que o podem levar a dar uma volta.
Juntando tudo, acaba por se percorrer um número considerável de quilómetros (sobretudo se depois tiver de se voltar ao ponto de origem), mas vale bem a pena.
E, se o atraso for grande, até vai ter o bónus de deleitar-se com um magnífico pôr do sol.
Em Lagoa está a decorrer até domingo, dia 30 de agosto, mais uma edição da FATACIL.
Quem se deslocar ao espaço vai poder encontrar centenas de stands de artesanato, comércio e indústria, muitas opções ao nível da restauração e espetáculos equestres.
Mas, o que leva muita gente à FATACIL é a música.
Grandes figuras do panorama nacional têm passado por lá nos primeiros dias e vão continuar até ao último dia.
Para já, o destaque maior vai para os Vizinhos, que atuaram esta segunda-feira e fizeram a melhor ‘casa’, em termos de visitantes.
O grupo alentejano conseguiu levar a Lagoa mais de 24 mil pessoas, o que é – até agora – o recorde deste ano, acima até do que fez o popular cantor romântico Tony Carreira, que atuou no primeiro dia.
No sábado, o palco principal recebeu uma Festa M80 e, no domingo, atuou o grupo Hybrid Theory.
Esta noite, a música fica por conta do rapper Plutónio; amanhã, quarta-feira, vai fazer-se ouvir a voz potente de Sara Correia e na quinta-feira, o humor e as músicas malandrecas de Quim Barreiros vão animar quem aí se deslocar.
Richie Campbell é o senhor que se segue, na sexta-feira, e no sábado vai, de certeza, registar-se mais uma grande enchente, uma vez que para essa noite está agendado um concerto de Nininho Vaz Maia.
A edição deste ano da FATACIL encerra no domingo, com uma atuação do grupo Os Quatro e Meia.
Erguendo-se sobre imponentes falésias, este farol, situado no concelho de Lagoa, guarda histórias fascinantes que vão muito além da sua imponente torre e da luz que guia os navegantes.
Tudo começou a 1 de dezembro de 1920, data em que o Farol de Alfanzina foi oficialmente estabelecido e começou a funcionar.
Naquela época, o seu funcionamento dependia do esforço humano, com a rotação da luz a ser gerada manualmente por uma pesada máquina de relojoaria alimentada a vapor de petróleo.
O progresso tecnológico trouxe grandes mudanças nas décadas seguintes, começando com a eletrificação através de geradores próprios em 1950, seguida pela ligação à rede pública e total automatização no início dos anos 80, até culminar numa remodelação completa com motores e sistemas modernos em 2004.
Hoje em dia, além de continuar a cumprir a sua missão de segurança marítima com alta tecnologia, o monumento tornou-se uma paragem obrigatória e um ponto de referência inesquecível para os amantes da natureza que percorrem o famoso Trilho dos Sete Vales Suspensos, considerado um dos percursos pedestres mais bonitos de toda a Europa.
A Rua da Barroca é uma das artérias mais emblemáticas de Lagos, um autêntico arquivo vivo de pedra e mar.
Famosa pelos seus arcos pitorescos, esta rua foi, durante séculos, a marginal da cidade, onde as águas da Ribeira de Bensafrim batiam diretamente no seu paredão até à década de 60.
Estrategicamente integrada no sistema defensivo das muralhas, a rua estendia-se entre o Baluarte de D. Manuel (mais tarde conhecido como “da Porta Nova”) e as estruturas do antigo Hospital Militar (atual Messe).
Mas a história da Barroca recua muito antes das muralhas medievais.
Escavações geoarqueológicas revelaram vestígios de um estabelecimento fenício do século VIII a.C., provando que este pedaço de terra junto ao mar é habitado há quase três milénios.
// Se já estiver a falar, para o áudio e repõe o botão
if (window.speechSynthesis.speaking) {
window.speechSynthesis.cancel();
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
return;
}
// 1. Seleciona o bloco de texto do artigo (lógica original do Guia Algarve)
const artigo = document.querySelector('.entry-content') || document.querySelector('.post-content') || document.body;
// 2. Guarda o texto na memória
let textoFinal = artigo.innerText;
// 3. Remove a frase do botão para ela não ser lida
textoFinal = textoFinal.replace("🔊 Ouvir este artigo", "").replace("Ouvir este artigo", "");
textoFinal = textoFinal.trim();
if (textoFinal.length === 0) return;
// 4. Configura a voz
const mensagem = new SpeechSynthesisUtterance(textoFinal);
mensagem.lang = 'pt-PT';
// 5. Quando o áudio terminar sozinho, o botão volta ao normal
mensagem.onend = function() {
botao.innerHTML = "🔊 Ouvir este artigo";
};
// 6. Muda o texto do botão para indicar que se pode parar
botao.innerHTML = "⏹ Parar Áudio";
// 7. Começa a ler
window.speechSynthesis.speak(mensagem);
}
// Garante que o áudio para se o utilizador fechar ou mudar de página
window.onbeforeunload = function() {
window.speechSynthesis.cancel();
};
A vila da Luz, um dos polos turísticos mais importantes de Lagos, esconde um passado que mistura geologia, piratas e uma forte ligação ao mar.
A sua paisagem é marcada pela Rocha Negra, uma falésia escura que testemunha a atividade de um vulcão extinto há mais de dez mil anos, formado por lava de erupções ocorridas há 70 milhões de anos.
É neste cenário que a presença humana se faz sentir há vários milénios, muito antes dos registos oficiais da sua fundação, em 1673.
Ao longo dos séculos, a vila cresceu virada para o oceano. A pesca da sardinha e da baleia ganhou grande força nos séculos XV e XVI, durante a época dos Descobrimentos.
Para proteger os pescadores dos ataques de piratas, corsários e das armadas espanholas, foi construída no século XVII a Fortaleza de Nossa Senhora da Luz, um dos melhores exemplares da arquitetura militar da época no Algarve.
A religião também sempre foi central nesta antiga aldeia. Originalmente chamada de Nossa Senhora da Luz em honra da sua Santa Padroeira, a vila abriga a Igreja de Nossa Senhora da Luz, um Imóvel de Interesse Público.
O monumento mistura os estilos gótico, manuelino e barroco, guardando uma inscrição de 1521, um teto em abóbada estrelada e uma pia batismal única com sete quinas.
A modernidade chegou a partir de 1928 com os primeiros banhistas, dando início ao turismo que ditaria a mudança do nome para Praia da Luz.
Hoje, a freguesia cresce focada no futuro, procurando equilibrar o desenvolvimento urbano com a preservação da sua essência histórica e rural.
A FATACIL está mesmo quase a chegar e promete voltar a ser um dos principais certames do verão algarvio.
Esta grande feira, que alia as vertentes da gastronomia, do artesanato, do turismo, da agricultura e da música, decorre em Lagoa, entre os dias 21 e 30 de agosto.
Como sempre, pelo palco principal vão passar nomes bem conhecidos dos portugueses.
O popular cantor romântico Tony Carreira será o primeiro a dar música aos muitos milhares de pessoas que ali se desloquem, logo na noite de abertura, na sexta-feira, dia 21 de agosto.
Outros dos principais cabeças de cartaz desta edição são Sara Correia, no dia 26, Quim Barreiros, no dia 27, e Nininho Vaz Maia, que atua no dia 29.
Para além destes grandes concertos no palco principal, o evento vai ter outros espetáculos num palco secundário com artistas do concelho e da região, celebrando o talento local.
Outro dos grandes destaques do cartaz é um programa internacional de equitação.
No que ao palco principal diz respeito, o cartaz musical é o seguinte:
Situada longe da pressão dos núcleos urbanos e rodeada por sistemas naturais sensíveis, a Praia de São Rafael, em Albufeira, é um autêntico refúgio de areia dourada e águas cristalinas.
Localizada junto ao empreendimento turístico com o mesmo nome, esta zona balnear destaca-se pela sua beleza cénica e pela atmosfera exclusiva de uma praia equipada, mas de uso condicionado.
O que torna São Rafael verdadeiramente única é o seu cenário geológico.
O areal é abraçado por arribas calcárias que, moldadas pela força do mar e da chuva, criaram esculturas naturais fascinantes.
Em seu redor, entre arcos, algares e leixões, a natureza exibe aqui toda a sua criatividade.
Nas dunas, as plantas salgadeiras completam o quadro: ao início ou final do dia, é possível ver os cristais de sal a brilhar nas suas folhas.
Nas suas imediações existem pelo menos duas outras praias, pequenas, mas deslumbrantes, que também vale bem a pena visitar.
Uma delas, a encantadora Praia dos Arrifes, situa-se a nascente e a outra, a idílica e quase secreta Praia do Ninho das Andorinhas, do lado contrário.
Vila Real de Santo António (VRSA) não é uma localidade comum, pois nasceu em 1774 de um plano geométrico quase obsessivo do Marquês de Pombal.
O seu principal objetivo era marcar a fronteira portuguesa frente à Espanha. E rapidamente! Daí que VRSA tenha demorado apenas cerca de… dois anos a ser construída.
No século XVIII, a unidade de medida padrão para desenhar ruas e edifícios era o palmo de craveira, que equivalia a exatamente 22 centímetros.
Como o Iluminismo exigia uma simetria perfeita, o coração de VRSA reflete essa regra ao milímetro, sendo que cada um dos lados da atual Praça do Marquês de Pombal mede rigorosamente 330 palmos, o que dá cerca de 72,6 metros.
Isso permitiu que toda a malha urbana passasse do papel à realidade num tempo recorde, num feito de engenharia militar e planeamento sem precedentes para a época.
Farol
A nível geográfico, este concelho possui uma curiosa característica.
Conta com três freguesias, mas a de Vila Nova de Cacela está fisicamente isolada das restantes.
Isto significa que para ir de Monte Gordo ou da sede do concelho até Cacela é obrigatório atravessar a freguesia de Altura, que pertence ao concelho vizinho de Castro Marim, funcionando como uma verdadeira “ilha” territorial.
Outro elemento curioso é o facto de, embora ostentando a designação de Vila, VRSA é, na verdade, uma cidade, tendo obtido esse estatuto em 11de março de 1988.
Localizado numa das paisagens mais impressionantes do Algarve, este monumento guarda uma história rica que mistura religião, debates antigos e o avanço da tecnologia no mar.
Para que o farol pudesse ser construído foi necessário derrubar um espaço religioso muito antigo, a Ermida de Nossa Senhora da Piedade. A compra foi feita pelo Ministério da Marinha, em 1911, por cerca de 250 mil réis.
Esta demolição causou muita tristeza e revolta na população local, já que o templo tinha séculos de história e era muito visitado por pescadores e devotos.
Apesar dos protestos, a segurança da costa falou mais alto e o projeto seguiu em frente.
O farol começou a funcionar no dia 1 de julho de 1913, com uma torre de pedra de 9 metros de altura e casas para os faroleiros ao lado.
Ao longo dos anos, a tecnologia do local mudou bastante para acompanhar os novos tempos. No início, a luz funcionava com um candeeiro a petróleo que alcançava cerca de 20 milhas de distância.
Mais tarde, em 1952, o farol recebeu eletricidade e, poucos anos depois, ganhou um sistema a gás para garantir que a luz não se apagasse em caso de falha.
Hoje em dia, tudo funciona de forma totalmente elétrica e automática, emitindo flashes de luz branca a cada 7 segundos que podem ser vistos a cerca de 37 quilómetros de distância.
Atualmente, o farol de paredes brancas cria um contraste perfeito com o amarelo das rochas gigantes e o azul-turquesa do oceano.
O local deixou de ser apenas um aviso para os barcos e tornou-se um dos pontos turísticos e miradouros mais fotografados de Portugal.
É o ponto de partida perfeito para os visitantes que querem fazer passeios de barco pelas famosas grutas da região ou caminhar pelos passadiços de madeira para assistir a um pôr do sol inesquecível.
Batizada em 1950, em honra de Manuel Teixeira Gomes — ilustre portimonense, escritor, diplomata e antigo Presidente da República —, esta praça de raiz oitocentista mantém-se como um dos locais mais emblemáticos e frequentados da cidade.
Recuando aos anos 20, a praça fervilhava de vida com os seus famosos “cafés-restaurantes” e bailes sociais. Hoje, esse espírito de convivência permanece bem vivo.
Graças às suas inúmeras esplanadas, ao lago central e à vista privilegiada para o rio, a praça é o local de eleição tanto para os locais como para os visitantes que procuram relaxar e desfrutar do ambiente marítimo de Portimão.
Durante décadas, o centro da praça foi dominado por um coreto, inaugurado em 1925, que servia de palco principal para concertos e cerimónias oficiais.
Embora o coreto original tenha sido polemicamente demolido nos anos 60 para dar lugar ao atual monumento escultórico em homenagem a Teixeira Gomes, a memória não se perdeu.
Em 2010, a Junta de Freguesia de Portimão construiu uma réplica do antigo coreto, instalada a poucos metros de distância, em plena zona ribeirinha, devolvendo à cidade um dos seus símbolos mais queridos.
Compreendendo o espaço entre o Jardim Bívar e a icónica Casa Inglesa, a Praça Teixeira Gomes continua a ser o cenário onde a identidade de Portimão se renova todos os dias, entre um café à beira-rio e a contemplação da estátua do seu filho mais ilustre.
While humanitarian associations’ coverage of Gaza focuses on how to provide food, medicine, and shelter, another devastating consequence of wars is the loss of childhood itself.
According to various reports and estimates, tens of thousands of children have been killed or injured in Israel’s war on Gaza, and many more have been affected by the loss of one or both parents. Large numbers of people have been displaced amid widespread destruction and ongoing genocide since 2023.
It is an unbelievable set of statistics that illustrate the systematic killing of childhood in Gaza and the erasure of new generations from Palestinian society. However, according to Save the Children, an estimated 105,000 to 110,000 children have been born in the Gaza Strip during the war — a new generation born alongside the immense number of children killed.
A New Generation Born Amid War
These children are born with nothing but suffering. Many mothers give birth in makeshift tents, in winter or the heat of summer, under bombardment, and with severely limited medical care. Many children experience starvation, displacement, and the loss of family members and lives around them.
Israel is not only preventing normal life but also restricting the entry of toys into Gaza. A wide range of goods, including toys, have been subject to restrictions entering the Strip. Some in the newest generation of Palestinians in Gaza may not even know what toys or games are.
Regarding the war’s impact, Truthout interviewed Italian psychologist and psychotherapist Damiano Rizzi, president of Fondazione Soleterre, an Italian humanitarian organization founded in 2002 that works to protect the physical and psychological well-being of people across the world.
Rizzi works in the West Bank and supports psychosocial programs for children affected by war in both the West Bank and Gaza.
“Children have trauma that affects emotional regulation, communication, language, and trust in the world,” Rizzi says, describing how war impacts the mental state of children. He explained that when trauma is repeated without a root solution, it becomes more complex and appears more as post-traumatic stress disorder, aggressive behaviors, lack of self-awareness, and difficulties in dealing with relationships.
“Trauma becomes permanent because there is almost no experience of an ‘after’ in which children finally feel safe.”
The normal daily life of a 2- or 3-year-old child has lost much of its meaning and is instead filled with fear. The ability to play with toys is not a secondary aspect of childhood; it is a crucial part of a child’s ability to develop, learn, engage with life, and build essential skills. Instead of doing so, many children in Gaza now are growing up searching for water, standing in food lines, and falling asleep to the sound of explosions.
I have seen this play out in the experience of my 5-year-old brother Yamen, who has lived in Gaza throughout the war and continues to suffer there, since he was not able to come with me on my student visa to Italy. “I really want to have a toy,” Yamen said during a video call I had with my family, who remain in Gaza.
Yamen is one of those children who have lost the experience of childhood. He was only three years old when the war began, so he no longer remembers the toys he once had.
He used to have many toys, but he lost many of them amid the chaos of displacement and the destruction of our neighborhood. Later, during the intense starvation conditions that we faced in Gaza in 2025, when we ran out of fuel and firewood with which to cook, we were forced in desperation to burn Yamen’s remaining plastic toys to make a fire. Too young to understand what was happening, Yamen innocently helped us by bringing more of his little plastic cups and toy dishes to feed the flames so we could prepare a meal. Wanting to help us, he was unaware that we were destroying the last pieces of what had once been his childhood.
Yamen’s young mind cannot fully grasp that he once owned so many toys and that they were all lost. He longs to play, go to kindergarten, and make new friends. However, Israel’s restrictions have shaped even his simplest dreams, where something as small as a toy becomes a reminder of the childhood he might have had before the war.
Children in the Strip are also deprived of the right to education; over 90 percent of Gaza’s school buildings have either been destroyed or repurposed as shelters for families displaced by the war. Instead of attending classes, many children now live in school buildings, having lost both their homes and access to education.
Parents Cannot Provide Safety
When a child like my brother asks for a toy, he is not asking for a simple material possession. He is asking for something ordinary: the right to play, imagine, and experience a moment of normal childhood.
Children usually look to their parents for reassurance that the world around them is safe. In Gaza, however, many parents are themselves terrified, exhausted, and overwhelmed by the daily struggle to survive. They spend hours searching for food, clean water, or a safe place to shelter, leaving little emotional energy to comfort their children or help them feel secure. Instead of protecting their children from fear, many parents are forced to endure that fear alongside them. The psychological burden of war affects entire families, making it far more difficult for children to find the stability and reassurance they need during their earliest years of development.
For many children, there are no gardens to play in, no toys, no regular activities, and no functioning schools. Countless children have also lost relatives, neighbors, and friends. The ordinary experiences that define childhood have been stripped away, leaving many parents unable to give their children a sense of normalcy. Children used to calm themselves through the reassurance of trusted adults, but what if the adults are themselves traumatized?
Recovery Seems Far Off in Gaza
Healing is nearly impossible when children remain trapped in the same environment that caused the trauma. “Trauma becomes permanent because there is almost no experience of an ‘after’ in which children finally feel safe,” Rizzi said, explaining why many children in Gaza are unable to recover psychologically. As long as displacement, destruction, deprivation of basic rights, disease, and daily suffering continue, they are denied the safety and stability necessary for healing. Instead of leaving trauma behind, these children are forced to relive it day after day during the most formative years of their lives.
When a child like my brother asks for a toy, he is not asking for a simple material possession. He is asking for something ordinary: the right to play, imagine, and experience a moment of normal childhood. When even toys become difficult to access, it reveals the extent to which war has disrupted the most basic elements of children’s lives.
The loss of access to toys is not only about the absence of objects. It reflects the broader destruction of childhood itself — the memories, skills, imagination, and emotional development that shape a generation. The consequences of war extend beyond physical injuries; they also affect the minds and futures of children who are growing up surrounded by fear and loss.
Children in Gaza are growing up shaped by memories that no child should ever have to experience. They are learning the language of loss and fear before they have the chance to discover the possibilities of life. The damage in Gaza affects more than homes and buildings; it reaches a generation that is being shattered by this war even amid the so-called ceasefire.
A pitoresca vila de Ferragudo (concelho de Lagoa) prepara-se para reviver uma das suas tradições mais profundas e emotivas com a chegada da grandiosa Procissão em Honra de Nossa Senhora da Conceição.
Trata-se de um evento religioso e cultural que atrai todos os anos centenas, ou mesmo milhares de moradores e visitantes, unidos pela fé e pela beleza de uma celebração única no Algarve.
O momento mais aguardado e marcante desta festividade é o deslumbrante percurso sobre as águas do Rio Arade, onde o rio se transforma num cenário de devoção e onde a terra e o mar se unem numa homenagem tocante aos que fazem da pesca a sua vida.
A edição deste ano está agendada para o próximo sábado, dia 15 de agosto, tendo o seu início marcado para as 18h00 no Largo da Igreja, de onde a imagem da padroeira sairá para descer as principais ruas da vila em direção à zona do Salva-Vidas.
É precisamente junto ao rio, perante uma grande multidão de fiéis e curiosos, que se realiza a tradicional bênção das embarcações e dos pescadores, num momento de grande recolhimento onde se pede proteção para os homens que enfrentam o mar todos os dias.
Logo a seguir, os andores são cuidadosamente colocados a bordo de barcos engalanados para dar início à viagem náutica pelas águas do Arade, num cortejo marítimo muito bonito que é acompanhado de perto por dezenas de embarcações locais e por todos os navegantes que se queiram juntar.
Após o emocionante percurso na água, a procissão regressa a terra firme para percorrer as restantes ruas da vila, subindo calmamente de volta até terminar com o regresso solene à Igreja, fechando com chave de ouro um dia de grande emoção, cor e união comunitária que mantém bem viva a identidade desta terra piscatória.
No interior da Igreja Matriz de Alvor há uma imagem que, reza a lenda local, deu misteriosamente à costa, tendo sido recolhida e colocada com profunda reverência no altar pelos antigos pescadores. É a esta célebre e milagrosa escultura do “Senhor Jesus” que os fiéis ainda hoje prestam grande devoção.
O grande destaque arquitetónico da Igreja Matriz de Alvor vai por inteiro para o seu pórtico principal. Esta autêntica joia de pedra é legitimamente considerada a mais bela e trabalhado expressão do estilo manuelino em toda a região algarvia.
A estrutura ostenta uma decoração exuberante, repleta de motivos detalhados e inspirados na fauna e flora locais, combinados com cenas bélicas expressivas e uma forte simbologia religiosa.
Erguido originalmente na década de 1520, o monumento afirma-se como o grande ex-líbris histórico desta vila do concelho de Portimão.
A sua construção decorreu sob os auspícios da influente família Ataíde, alcaides-mores da localidade, tendo sido muito provavelmente impulsionada por Álvaro de Ataíde (filho).
Décadas mais tarde, em 1573, o jovem rei D. Sebastião visitou a localidade para inspecionar as casas outrora habitadas pelo “Príncipe Perfeito”.
Ao longo dos séculos, a gestão do templo cruzou-se com os grandes senhores da terra, desde os condes de Odemira até à poderosa família Távora — cujo condado em Alvor se extinguiu devido ao trágico processo político de Belém, no século XVIII.
Ao longo do tempo, a Igreja de Alvor resistiu a abalos sísmicos, incluindo os de 1755 e 1969, e passou por reconstruções setecentistas, com destaque para a torre sineira e o retábulo de Joaquim José Rasquinho.
Intervenções polémicas nos anos 1970 destruíram elementos originais, como o coro-alto, mas alertas do Museu Nacional de Arte Antiga, em 1977, travaram a destruição da talha dourada e imagens sacras.
Atualmente, a estrutura sobrevive como um testemunho de arte e resiliência, apesar da pressão urbanística.
Para além da famosa escultura e do portal, o interior da igreja guarda tesouros artísticos de enorme valor histórico, como altares em talha dourada, azulejos setecentistas e capelas particulares.