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A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria) promoveu esta terça-feira, 8 de setembro, no Auditório da Escola Superior de Saúde de Santarém (ESSS), o 1.º Encontro de Literacia em Saúde da ULS Lezíria, em parceria com a ESSS / Universidade Politécnica de Santarém e a Rede Académica de Literacia em Saúde. Subordinado ao tema “Conhecimento que capacita, literacia que transforma”…
A utilização da luz com finalidade terapêutica vem ganhando espaço em diferentes áreas da saúde. Entre essas tecnologias está o ILIB — Intravascular Laser Irradiation of Blood, uma modalidade de fotobiomodulação sistémica investigada principalmente por seus possíveis efeitos sobre inflamação, stress oxidativo, circulação e metabolismo celular.
Embora tenha se tornado bastante popular nos últimos anos, compreender corretamente o que é o ILIB, como ele funciona e quais benefícios já possuem respaldo científico é fundamental para que a técnica seja utilizada de maneira responsável.
O que é ILIB?
O ILIB surgiu originalmente como uma técnica em que uma fibra óptica era inserida por via intravenosa para irradiar diretamente o sangue com laser de baixa potência.
Posteriormente, foram desenvolvidas abordagens não invasivas nas quais a luz é aplicada externamente sobre vasos sanguíneos superficiais, especialmente sobre a artéria radial, localizada na região do punho.
Na literatura científica mais atual, esta última abordagem é denominada fotobiomodulação vascular transcutânea — VPBM (Vascular Photobiomodulation), embora comercialmente ainda seja frequentemente chamada de “ILIB” ou “ILIB modificado”. (PubMed)
A técnica faz parte do conceito de fotobiomodulação (PBM), que utiliza luz em comprimentos de onda específicos e em baixa intensidade para produzir respostas biológicas sem provocar aquecimento ou destruição dos tecidos.
Como a fotobiomodulação age no organismo?
A ação da fotobiomodulação está relacionada principalmente à interação da luz com estruturas celulares capazes de absorver energia luminosa.
Entre os mecanismos propostos está a influência sobre a atividade mitocondrial, especialmente sobre componentes da cadeia respiratória celular. Como consequência, podem ocorrer alterações na produção de ATP — a principal molécula energética utilizada pelas células — e na sinalização celular.
Também são estudadas alterações relacionadas a:
produção de óxido nítrico;
microcirculação;
metabolismo energético;
espécies reativas de oxigénio;
mecanismos antioxidantes;
mediadores da resposta inflamatória.
Uma revisão sistemática publicada em 2024 avaliou estudos sobre ILIB e encontrou alterações em citocinas relacionadas à resposta inflamatória e aumento de óxido nítrico. Entretanto, apenas seis estudos preencheram os critérios da revisão, demonstrando que a evidência disponível ainda é limitada. (PubMed)
O ILIB realmente ajuda a “desinflamar” o organismo?
A expressão “desinflamar o corpo” é bastante utilizada popularmente, porém cientificamente é mais apropriado falar em modulação da resposta inflamatória.
Uma revisão publicada em 2025 analisou oito ensaios clínicos randomizados, envolvendo 340 participantes. Os trabalhos avaliaram diferentes condições clínicas e encontraram resultados relacionados à redução de marcadores como IL-6 e TNF-α, diminuição de marcadores de stress oxidativo, redução de dor e melhoria de alguns indicadores de qualidade de vida. Não foram relatados eventos adversos graves nesses estudos. (PubMed)
Isso não significa, entretanto, que o ILIB funcione como uma espécie de “detox” capaz de neutralizar os efeitos de uma alimentação rica em açúcar, excesso de sal, álcool ou produtos ultraprocessados.
A fotobiomodulação deve ser entendida como terapia complementar. Sono adequado, alimentação equilibrada, atividade física, hidratação e tratamento das alterações metabólicas continuam sendo fundamentais para o controlo da inflamação sistémica.
Principais benefícios estudados
Os estudos disponíveis sugerem que a fotobiomodulação vascular pode estar relacionada a:
Modulação da inflamação Algumas pesquisas demonstramalterações de citocinas pró e anti-inflamatórias.
Redução do stress oxidativo A técnica vem sendo investigada pela capacidade de modular mecanismos envolvidos na produção e neutralização de espécies reativas de oxigénio.
Microcirculação e função vascular O óxido nítrico participa da regulação vascular e alguns estudos sugerem que sua disponibilidade pode ser influenciada pela fotobiomodulação.
Metabolismo e função mitocondrial A PBM é estudada pela capacidade de modificar processos associados à produção de energia celular.
Dor e recuperação tecidual A fotobiomodulação possui aplicações estudadas em diferentes condições relacionadas à dor e reparação de tecidos.
Apesar desses resultados, uma revisão integrativa publicada em 2025, que reuniu 37 trabalhos sobre ILIB e fotobiomodulação vascular, concluiu que as diferenças entre protocolos, parâmetros dos aparelhos e metodologias ainda impedem afirmar categoricamente sua eficácia para todas as aplicações propostas. (PubMed)
Para quem o ILIB pode ser indicado?
A literatura investiga a fotobiomodulação sistémica como terapia complementar em diferentes situações relacionadas a:
processos inflamatórios;
stress oxidativo elevado;
alterações circulatórias;
determinadas condições metabólicas;
condições musculoesqueléticas e dolorosas;
recuperação e reparação tecidual.
A indicação deve sempre considerar a condição individual, os parâmetros do equipamento, a formação do profissional e a legislação que regulamenta a utilização do dispositivo.
É importante reforçar que ILIB ou VPBM não substituem diagnóstico médico, medicamentos prescritos ou tratamentos específicos para doenças sistémicas.
Contraindicações e cuidados
A literatura científica ainda não apresenta uma lista universal e definitiva de contraindicações específicas para ILIB/VPBM. Revisões sobre a técnica apontam justamente a necessidade de estudos mais robustos para definir melhor protocolos, dosimetria, segurança em longo prazo e indicações clínicas. (PubMed)
Por isso, antes da aplicação devem ser avaliados fatores como:
utilização de medicamentos ou substâncias fotossensibilizantes;
doenças ou condições sistémicas relevantes;
alterações hematológicas importantes;
gravidez, devido à limitação de estudos específicos;
condições oncológicas ativas ou em acompanhamento, que exigem avaliação individualizada;
presença de alterações cutâneas no local onde o equipamento será aplicado;
sensibilidade individual e características específicas do equipamento.
A utilização de proteção ocular adequada e o cumprimento dos parâmetros recomendados para cada dispositivo também são fundamentais.
Um consenso internacional publicado em 2025 considera a fotobiomodulação, dentro de parâmetros apropriados, uma modalidade geralmente segura e destaca que a luz vermelha utilizada em PBM não demonstrou induzir dano ao DNA. (PubMed)
Quanto tempo dura uma sessão?
Não existe um tempo universal de aplicação para todas as modalidades e equipamentos.
Entretanto, protocolos de 30 minutos são bastante encontrados em pesquisas queutilizam aplicação transcutânea sobre a artéria radial.
Um estudo com 28 mulheres, por exemplo, utilizou laser vermelho de 660 nm e 100 mW durante 30 minutos sobre a artéria radial. Os pesquisadores identificaram modificações em alguns metabólitos plasmáticos após a aplicação, embora tenham ressaltado que o impacto geral sobre o metaboloma foi pequeno e que novas pesquisas são necessárias. (PubMed Central (PMC))
O tempo, frequência e número total de sessões, entretanto, não devem ser copiados de maneira automática, porque comprimento de onda, potência, energia, área irradiada e objetivo terapêutico interferem diretamente na dose recebida.
Fotobiomodulação é uma terapia dependente de dose.
E QUAL A RELAÇÃO ENTRE ILIB E SAÚDE CAPILAR?
Este é um ponto particularmente interessante para a tricologia.
O folículo piloso é uma estrutura metabolicamente ativa e extremamente sensível às condições do organismo.
Inflamação, stress oxidativo, alterações metabólicas, deficiências nutricionais, alterações hormonais, stress psicológico e algumas doenças sistémicas podem interferir no ciclo capilar.
Nesse contexto, uma terapia capaz de modular determinadas vias inflamatórias e oxidativas pode teoricamente ser interessante como coadjuvante dentro de um protocolo tricológico global.
Entretanto, existe uma diferença científica muito importante:
ILIB/VPBM não é a mesma coisa que aplicar fotobiomodulação diretamente no couro cabeludo.
As evidências atualmente disponíveis para crescimento capilar são muito mais robustas para a fotobiomodulação local do couro cabeludo (LLLT/PBM) do que para ILIB.
Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2024 avaliou 38 estudos e 3.098 pacientes. Entre os pacientes com alopecia androgenética, a fotobiomodulação de baixa intensidade aplicada diretamente para tratamento capilar produziu aumento significativo da densidade dos fios quando comparada ao placebo. (PubMed)
Outra meta-análise envolvendo 15 estudos e 795 pacientes também encontrou aumento significativo da densidade capilar com fotobiomodulação em indivíduos com alopecia androgenética. (PubMed)
Uma revisão sistemática anterior igualmente demonstrou resultados favoráveis tanto em homens quanto em mulheres com alopecia androgenética. (PubMed)
Portanto, atualmente podemos afirmar que existe evidência clínica razoável para fotobiomodulação aplicada diretamente no couro cabeludo na alopecia androgenética.
Por outro lado, ainda não existem evidências clínicas suficientes para afirmar que o ILIB isoladamente seja capaz de provocar crescimento capilar ou tratar alopecias.
Essa diferenciação é essencial.
Como o ILIB pode ser inserido dentro de um protocolo tricológico?
Em vez de considerá-lo um tratamento isolado contra queda de cabelo, uma abordagem mais coerente é utilizá-lo, quando indicado, como parte de uma estratégia integrativa.
O protocolo pode envolver:
avaliação detalhada do couro cabeludo e dos fios;
tricoscopia;
investigação da provável causa da queda;
fotobiomodulação diretamente no couro cabeludo;
tratamentos específicospara equilíbrio da microbiota e oleosidade;
terapias voltadas à barreira cutânea;
orientação nutricional e médica quando necessária;
e fotobiomodulação sistémica como terapia complementar em pacientes criteriosamente selecionados.
A escolha dependerá do diagnóstico ou da hipótese tricológica.
Eflúvio telógeno, alopecia androgenética, alopecia areata, alterações inflamatórias e doenças cicatriciais são condições completamente diferentes e não devem receber um protocolo único simplesmente porque todas apresentam queda de cabelo.
Luz como aliada, e não como solução isolada
A fotobiomodulação representa uma das áreas mais interessantes da terapêutica contemporânea e possui mecanismos biológicos plausíveis e um corpo científico crescente.
Entretanto, ciência também significa reconhecer os limites da evidência.
Até o momento, estudos sobre ILIB e fotobiomodulação vascular demonstram resultados promissores principalmente em mecanismos associados à inflamação, stress oxidativo e função celular, mas ainda existe grande heterogeneidade de protocolos e necessidade de ensaios clínicos maiores e padronizados.
Na saúde capilar, as evidências são mais consistentes para a aplicação de fotobiomodulação diretamente no couro cabeludo, especialmente na alopecia androgenética.
Por isso, a verdadeira evolução da tricologia não está simplesmente em utilizar mais tecnologias, mas em saber por que, quando e para quem cada tecnologia deve ser utilizada.
A terapia deve estar sempre baseada em avaliação individualizada, conhecimento do ciclo capilar, compreensão das alterações sistémicas e utilização consciente das ferramentas disponíveis.
Referências científicas selecionadas
Díaz L. et al. The clinical efficacy of intravascular laser irradiation of blood (ILIB): A narrative review of randomized controlled trial. Photodiagnosis and Photodynamic Therapy. 2025. PMID: 40324571. (PubMed)
Brassolatti P. et al. Systemic photobiomodulation: an integrative review of evidence for intravascular laser irradiation of blood and vascular photobiomodulation. Lasers in Medical Science. 2025. PMID: 39847118. (PubMed)
Influence of Intravascular Laser Irradiation of Blood (ILIB) on inflammatory cytokines and nitric oxide in vivo: a systematic review. 2024. PMID: 38433159. (PubMed)
Maghfour J. et al. Evidence-based consensus on the clinical application of photobiomodulation. Journal of the American Academy of Dermatology. 2025;93(2):429–443. PMID: 40253006. (PubMed)
Low-Level Laser and LED Therapy in Alopecia: A Systematic Review and Meta-Analysis. Dermatologic Surgery. 2024. PMID: 39404126. (PubMed)
Gupta AK, Bamimore MA. Factors influencing the effect of photobiomodulation in the treatment of androgenetic alopecia: A systematic review and analyses of summary-level data. Dermatologic Therapy. 2020;33(6):e14191. (PubMed)
Coluna de saúde/beleza Fabiana Fukuda tricologista e cabeleireira
Artigo escrito por Joana Carvalho e Branco, médica gastrenterologista e vogal da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia (SPG) O que é a colangite biliar primária? A colangite biliar primária (CBP) é uma doença crónica e autoimune do fígado, em que o sistema imunitário começa a atacar as pequenas vias biliares localizadas dentro do fígado. A bílis […]
As inscrições decorrem, numa 1.ª fase, até ao dia 18 de setembro na Junta de Freguesia de Quarteira e online através do website da Freguesia. A 2.ª fase tem início no dia 12 de outubro.
Iniciou ontem a 1.ª fase das inscrições para a Academia do Saber, iniciativa do programa da Junta de Freguesia de Quarteira – Quarteira Longevidade com Qualidade. Além da Academia do Saber, o programa inclui também outras três iniciativas regulares: Danças Sociais, Teatro Sénior e Ginástica Seniores em Movimento, cujas inscrições tiveram início no dia 24 de agosto.
Com o propósito de contribuir para a manutenção de uma longevidade ativa e saudável e para a valorização pessoal e social da população com mais de 50 anos, o programa Quarteira Longevidade com Qualidade completa, em 2026, 10 anos de funcionamento. «São 10 anos de um projeto que nos deixa bastante orgulhosos. São mais de 800 alunos seniores envolvidos; uma agradável diversidade de aulas e módulos lecionados, uma enorme disponibilidade e entrega dos nossos monitores e o profissionalismo das colaboradoras da Junta de Freguesia de Quarteira: esta é a receita para o sucesso do programa Quarteira Longevidade com Qualidade.», refere João Romão, Presidente da Junta de Freguesia de Quarteira. «Sabemos a importância destas dinâmicas na nossa comunidade e, no fundo, o que me deixa mais feliz é o impacto que as atividades têm diretamente na qualidade de vida de cada uma destas pessoas. É simplesmente fantástico!», sublinha o autarca.
Para o ano letivo 2026/2027, a Academia do Saber conta com 54 módulos teóricos e práticos, lecionados por 49 professores em regime de voluntariado, em áreas como artes, saúde, atividade física, línguas, desenvolvimento pessoal, tecnologia e história.
Além das iniciativas regulares do programa, são ainda promovidas, ao longo do ano, atividades pontuais de entrada livre como sessões informativas, exposições e oficinas práticas.
Os períodos de inscrição para o programa Quarteira Longevidade com Qualidade são os seguintes:
Academia do Saber (+50 anos): 1.ª fase de 7 a 18 de setembro e 2.ª fase a partir de 12 de outubro;
Danças Sociais (+50 anos): 1.ª fase de 24 de agosto a 4 de setembro e 2.ª fase a partir de 16 de setembro;
Ginástica Seniores em Movimento (+50 anos): a partir de 24 de agosto;
Teatro Sénior (+60 anos): 1.ª fase de 24 de agosto a 4 de setembro e 2.ª fase a partir de 16 de setembro.
As inscrições podem ser realizadas presencialmente na Junta de Freguesia ou através do website.
O Teatro Sénior é dinamizado pelo Coletivo JAT – Janela Aberta Teatro, as Danças Sociais pela Associação Arabesque Family e a Ginástica Seniores em Movimento pela Associação Movimento é Vida.
O Programa Quarteira Longevidade com Qualidade é um projeto da Junta de Freguesia de Quarteira com o apoio da Câmara Municipal de Loulé.
A Unidade Local de Saúde da Lezíria (ULS Lezíria), através do seu Grupo de Trabalho para a Operacionalização do Plano de Literacia em Saúde, promove, no próximo dia 8 de setembro, o 1.º Encontro de Literacia em Saúde. A iniciativa terá lugar no Auditório da Escola Superior de Saúde de Santarém (ESSS), contando com o apoio desta instituição e da Rede Académica de Literacia em Saúde.
A presença de vasos linfáticos (que, entre outras funções, ajudam o organismo a combater infeções) no interior do osso tem sido bastante debatida. Agora, um novo estudo vem mostrar que estes vasos são parte integrante do tecido ósseo e que têm um papel ativo na reparação dos ossos. Esta descoberta, liderada pelo Instituto Multidisciplinar do […]
A fibrose pulmonar idiopática (FPI) é uma das doenças fibróticas do interstício mais frequentes e talvez a mais grave: não tratada, associa-se a uma expectativa de sobrevivência mediana entre 3 e 5 anos após o diagnóstico. No Dia Mundial desta doença, assinalado a 7 de setembro, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) alerta para a […]
A Unidade Local de Saúde do Médio Tejo (ULS Médio Tejo), através da Unidade de Cuidados na Comunidade de Abrantes (UCC Abrantes) e em parceria com o Contrato Local de Desenvolvimento Social – 5.ª Geração (CLDS 5G), desenvolveu sessões de capacitação de cuidadores em Abrantes, Bemposta e Pego. A iniciativa pretendeu apoiar os profissionais que assumem diariamente a responsabilidade de cuidar de…
Uma academia dedicada à sensibilização, capacitação e apoio às famílias na área do autismo vai ser apresentada em Tomar no dia 12 de setembro, durante uma iniciativa solidária, prevendo desenvolver 128 ações em 2027, anunciou hoje a organização. A ideia é transformar a mobilização criada em torno do Trail Solidário pelo Autismo numa resposta permanente no território de Tomar e do Médio Tejo…
Um estudo, desenvolvido por uma equipa do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC) e do GeneT – Centro de Excelência em Terapia Génica, revela novos dados que podem contribuir para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas para a doença de Machado-Joseph. Esta doença afeta o cérebro e as capacidades motoras, tendo […]
Artigo de Opinião de João Madaleno, Assistente Hospitalar Graduado de Medicina Interna, Serviço de Medicina Interna e Unidade de Transplantação Hepática de Adultos da Unidade Local de Saúde de Coimbra, membro da Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) Assinalado a 13 de setembro, o Dia Internacional da Consciencialização para a Colangite Biliar Primária […]
Artigo de opinião de Lino Vieira da Fonseca, neurocirurgião, Hospital CUF Descobertas – Lisboa, CRI Coluna ULS São José, membro da Direção da Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral No Dia Internacional da Lesão da Coluna Vertebral, o desafio é transformar conhecimento em ação. Prevenir os traumatismos, reconhecer precocemente os sinais de alerta e […]
Em setembro assinala-se o Mês da Sensibilização para os Cancros do Sangue. A Câmara Municipal de Loulé junta-se oficialmente à Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) como parceiro institucional no relançamento da campanha “O sangue que há em mim”, este ano sob o mote “Se eu mandasse”, e desafia as pessoas a usarem o poder da sua voz.
Com o objetivo de amplificar a consciencialização sobre as doenças hemato-oncológicas, a campanha deste ano foca-se na transição da identificação de problemas para a procura de soluções concretas, partindo da experiência direta de quem vive a doença e dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde.
O mote desafia-nos a refletir sobre tudo o que pode contribuir para cuidados mais humanos, mais próximos e mais equitativos. A campanha pretende, assim, promover uma comunicação mais positiva e estimular uma intervenção cívica empática e informada, capaz de transformar a experiência de quem vive com doença hemato-oncológica.
Para estruturar estas propostas, a APCL desafiou 9 profissionais de saúde e 11 doentes a responderem a questões divididas em quatro eixos estratégicos: diagnóstico e acesso aos cuidados, humanização, organização dos serviços do SNS e apoio ao doente durante e após os tratamentos. As respostas revelam uma forte sintonia e serão divulgadas progressivamente ao longo de todo o mês de setembro.
Em Portugal, os cancros do sangue representam cerca de 7,8% de todos os tumores diagnosticados. O Município de Loulé reforça, através deste apoio institucional, o seu compromisso com a promoção da literacia em saúde, a equidade no acesso aos cuidados e a construção de uma comunidade mais informada e empática para com os doentes e cuidadores.
A nível nacional, a campanha arranca oficialmente no dia 3 de setembro, em Lisboa, e assinalará várias datas específicas ao longo do mês, como o Dia Mundial da Leucemia (4/09) e o Dia Mundial do Linfoma (15/09). Toda a informação e conteúdos serão partilhados nos canais digitais da APCL e das entidades parceiras, entre as quais a Autarquia de Loulé.
Fundada em 2002 por sobreviventes e médicos do IPO de Lisboa, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia tem como missão apoiar doentes e famílias, financiar a investigação científica e aumentar a literacia em saúde. Em 2023, inaugurou a Casa Porto Seguro para acolher doentes deslocados em tratamento.
Uma investigação desenvolvida na Faculdade de Educação e Psicologia da Universidade Católica Portuguesa (FEP-UCP) realizada com agentes da PSP da Área Metropolitana do Porto indica que mais de 35% dos profissionais sofrem de stress elevado, mas o estigma ainda impede a maioria de procurar ajuda especializada. Como lidam os agentes da Polícia de Segurança Pública […]
Com o aproximar de um novo ano letivo, a campanha “Olhe pelas Suas Costas” volta a sensibilizar pais, encarregados de educação e escolas para a importância da utilização correta das mochilas escolares. Apesar de fazerem parte da rotina diária dos alunos, as mochilas continuam a representar um fator de risco para a saúde da coluna […]
A Administração Central do Sistema de Saúde, a Unidade Local de Saúde do Algarve, a Associação de Municípios Loulé/Faro e as duas autarquias assinaram esta manhã uma adenda ao Acordo Estratégico do Hospital Central do Algarve, celebrado no início do ano, com vista a assegurar as acessibilidades e infraestruturas exteriores do futuro equipamento.
Este momento, presidido pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, formaliza o empenho direto dos dois Municípios na viabilização desta infraestrutura há muito aguardada na região e que se prevê esteja concluída em 2031.
Num financiamento conjunto de 1 milhão de euros, repartido em partes iguais, pretende-se não só garantir os acessos ao Hospital e áreas de estacionamento, mas também assegurar a implementação das redes de água e esgotos, gás, eletricidade, comunicações e iluminação pública.
Adicionalmente, foram investidos perto de 10 milhões de euros na aquisição dos terrenos no Parque das Cidades onde o hospital será edificado, estando ainda prevista a compra de mais alguns terrenos num valor que poderá rondar os 2 milhões de euros.
Enquanto porta-vozes de uma região, Telmo Pinto e António Pina destacaram a relevância deste Hospital para o Algarve e transmitiram um forte sentido de urgência para que o processo avance sem novos adiamentos.
“Um Serviço Nacional de Saúde forte e robusto é aquele que responde às necessidades reais de todas as regiões, e o Algarve, que tanto contribui para o Produto Interno Bruto deste país, que acolhe milhões de visitantes todos os anos, não pode continuar a ser a única região do país sem um Hospital Central”, afirmou o autarca de Loulé.
O edil farense, por seu turno, lembrou que os Municípios de Faro e Loulé têm vindo a ser chamados para contribuir “mais do que os outros” para este esforço, o que “não significa que os louletanos ou os farenses tenham direito a mais saúde que todos os algarvios”.
No dia em que foi dado mais um passo para esta aspiração dos algarvios, a ministra da Saúde recordou que este é um projeto com mais de 23 anos. “O Algarve, durante muito tempo, era um código postal menos presente na agenda política na área da saúde. É inadiável que o Hospital e outros processos, como garantir a cobertura nos cuidados de saúde primários em toda a região, se desenvolvam”, disse.
A responsável da pasta lembrou que o trabalho dos municípios é determinante para atrair e fixar profissionais de saúde na região e lembrou que este futuro Hospital será um dos mais relevantes do SNS pela “componente científica e de desenvolvimento em termos do cluster da saúde”. Numa região universitária, com cursos ligados à área da saúde, este Hospital trará “uma perspetiva de desenvolvimento nacional e internacional”, frisou Ana Paula Martins.
Num dia importante para a região, Tiago Botelho, presidente da ULS, anunciou que terminou há dias o concurso para escolher a entidade que vai fazer o projeto e a construção e manutenção do Hospital. O responsável agradeceu o empenho das autarquias na “repartição de responsabilidades e encontro desta solução”. “Cada dia estamos mais perto, com passos concretos, de termos um novo hospital. Os algarvios merecem, os profissionais de saúde precisam de instalações à altura dessa excelência”, afirmou.
Recorde-se que este novo compromisso com um projeto de âmbito regional soma-se ao esforço financeiro que a Câmara Municipal de Loulé tem realizado na área da saúde. Nos últimos anos, o concelho investiu mais de 17,5 milhões de euros na modernização de infraestruturas locais, como o Centro de Saúde Universitário, o edifício do INEM e a requalificação de centros de saúde (Loulé, Quarteira, Almancil ou Tôr).