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Ronaldo apologises for Portugal walkout and says he remains available

7 October 2026 at 09:16
UEFA Nations League - Norway vs Portugal

Cristiano Ronaldo has apologised to Portugal supporters and his teammates for walking out of the national team camp, while insisting he remains available to represent his country once any disciplinary

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Pedro Proença convenceu Cristiano Ronaldo a ficar na seleção após Mundial2026

6 October 2026 at 23:12

O presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, demoveu Cristiano Ronaldo de terminar a carreira na seleção portuguesa após o Mundial2026, afirmou hoje o avançado, que concordou com a contratação de Jorge Jesus para selecionador.

“Após o Mundial2026, preparei uma carta aos portugueses, que ainda guardo, com as palavras que lhes quero dirigir quando abandonar, definitivamente, a nossa equipa. No final da competição, logo no voo de regresso dos Estados Unidos, o presidente da FPF pediu e insistiu que eu ponderasse a decisão de sair porque a FPF queria que eu continuasse”, detalhou.

Menos de uma semana depois de ter deixado a concentração da equipa das ‘quinas’, em Copenhaga, Ronaldo deu conta, “na primeira pessoa e de forma direta”, das “circunstâncias que envolveram o último estágio da seleção nacional”, recordando, numa carta a que a Lusa teve acesso, o regresso a Portugal após a eliminação frente à Espanha, nos ‘oitavos’ do último Mundial.

“Logo a seguir pediu que lhe desse a minha opinião sobre o nome do atual Selecionador e que ele estava a ponderar, a par de outros nomes que não me revelou. Respondi ao presidente da FPF que, em minha opinião, seria a escolha certa”, recordou.

Por isso, no dia em que o atual selecionador foi apresentado, Ronaldo diz ter ficado “genuinamente feliz pela escolha”.

“Era a opção certa, como os resultados vão comprovando”, reiterou Ronaldo, sem nunca escrever o nome de Jorge Jesus, o técnico que orientou o ‘seu’ Al Nassr rumo ao título saudita, na época passada.

O avançado, de 41 anos, assumiu um encontro com o treinador, de 72, no final das suas férias, na Cidade do Futebol, em Oeiras, onde acordaram o plano de utilização para os primeiros quatro jogos da Liga das Nações.

“O selecionador disse-me nesse dia que contava comigo e que a minha presença era fundamental para o seu projeto”, vincou, recordando ainda ter recebido o técnico, a seu pedido, na sua casa, em Lisboa, antes do estágio da equipa das ‘quinas’.

“A conversa foi tranquila e todos os princípios combinados em agosto foram mantidos”, acrescentou.

Cristiano Ronaldo recusou ser dispensado dos jogos na Dinamarca e na Noruega, até por ser capitão, tendo alinhado na receção aos noruegueses, em Lisboa, sem pensar que pudesse ser o último jogo pela equipa das ‘quinas’.

“Joguei o jogo de Alvalade, e apesar de substituído, não fiz nenhum problema. Coloquei a braçadeira eu mesmo ao Bruno Fernandes, longe de imaginar que pudesse estar a dar os últimos passos, como atleta e capitão da seleção nacional. O importante desse dia, para mim, foi a nossa vitória. Ganhar é sempre bom, em Portugal e pelo meu País, ainda melhor”, reconheceu.

Depois, deixou o relvado após não ter jogado frente à Noruega sem saudar os adeptos lusos e abandonou o estágio da seleção, em Copenhaga, reiterando ter-se disponibilizado, a Jesus e a Proença, para terminar a carreira internacional.

“Aliás, numa conversa que mantive com o presidente da FPF e com o selecionador na manhã do dia dessa conferência de imprensa, podem confirmar seguramente, reafirmei que se não me quisessem ali mo dissessem. Bastava serem francos comigo. Eu aceitaria isso e prometi que prepararíamos algo bonito, como sonho que aconteça, e ninguém ficaria zangado. Lembro-me como se fosse hoje. Responderam em uníssono que não. Que o meu lugar era na seleção nacional”, vincou.

Agora, o antigo avançado de Sporting, Manchester United, Real Madrid e Juventus, após apresentar os pedidos de desculpas por escrito aos adeptos e companheiros de seleção, assume-se como responsável.

Aproveitando a abertura que Proença e Jesus lhe deixaram para o regresso à seleção, Ronaldo disponibiliza-se para cumprir um castigo e regressar a tempo de ser homenageado.

“Tenho ouvido muito falar em jogos de despedida, que tenho que ter uma despedida digna e que a FPF me quer dar essa oportunidade. Aprendi na vida, com fome e sem nada para comer muitas vezes, que ninguém dá nada a ninguém. Posso prometer a todos os meus fãs, naturalmente e em especial a todos os portugueses, que faremos um ou mais jogos de despedida, haverá tempo para isso. Mas quando penso na seleção o que eu penso mesmo é em competir”, rematou.

Cristiano Ronaldo, de 41 anos, é o recordista de jogos (com 234), e golos pela seleção portuguesa (146), tendo capitaneado a equipa das ‘quinas’ nos triunfos no Campeonato da Europa de 2016 e nas edições de 2019 e 2025 da Liga das Nações.

O avançado foi titular na vitória caseira por 1-0 frente ao País de Gales, na primeira jornada do Grupo A4 da Liga das Nações, em 24 de setembro, tendo sido suplente não utilizado no triunfo na visita à Noruega (2-1), três dias depois, e abandonado o relvado insatisfeito, sem se juntar aos companheiros de seleção nos agradecimentos aos adeptos lusos.

Após este episódio, o presidente da FPF, Pedro Proença, viajou para a capital dinamarquesa, tendo, na passada quarta-feira, dia 30 de setembro, Ronaldo abandonado o estágio da equipa das ‘quinas’, na sequência da conferência de imprensa de antevisão ao jogo com a Dinamarca, do selecionador Jorge Jesus.

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Ronaldo quebra silêncio e pede desculpa. Está disponível “como sempre” para ganhar pela seleção

6 October 2026 at 19:38

O avançado Cristiano Ronaldo assumiu-se hoje disponível “como sempre” para “competir e ganhar” pela seleção portuguesa de futebol, numa mensagem escrita em que pede desculpa aos adeptos e companheiros por ter abandonado a equipa das ‘quinas’.

“Se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com golos espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa Seleção. Esta é, acreditem, a mais pura das verdades”, escreveu Ronaldo.

No passado dia 30 de setembro, Ronaldo abandonou o estágio da seleção portuguesa, que preparava os jogos do Grupo A4 da Liga das Nações frente a Dinamarca e Noruega, tendo hoje acusado o selecionador Jorge Jesus de quebra de confiança na carta a que a Lusa teve acesso.

“Devo também um pedido de desculpas aos meus companheiros de Seleção por ter abandonado o estágio. Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do selecionador, […] eu não o devia ter feito. A responsabilidade é exclusivamente minha”, escreveu, mostrando-se preparado para as consequências disciplinares da sua atitude.

O capitão nacional pede ainda desculpa aos portugueses, mas justifica que a quebra da palavra tem, para si, “um impacto definidor”.

Comunicado de Ronaldo na íntegra:

Tal como prometi, decidi contar, na primeira pessoa e de forma direta, as circunstâncias que envolveram o último estágio da Seleção Nacional.

Após o Mundial 2026 preparei uma carta aos portugueses, que ainda guardo, com as palavras que lhes quero dirigir quando abandonar, definitivamente, a nossa equipa.

No final da competição, logo no voo de regresso dos Estados Unidos, o Presidente da Federação pediu e insistiu que eu ponderasse a decisão de sair porque a FPF queria que eu continuasse.

Logo a seguir pediu que lhe desse a minha opinião sobre o nome do atual Selecionador e que ele estava a ponderar, a par de outros nomes que não me revelou.

Respondi ao Presidente da Federação que, em minha opinião, seria a escolha certa.

Por isso, no dia em que o atual Selecionador foi apresentado fiquei genuinamente feliz pela escolha. Era a opção certa, como os resultados vão comprovando.

Poucos dias depois recebi um primeiro contacto do novo selecionador nacional a dizer que gostava de estar comigo pessoalmente. Respondi que sim e agendámos para o final das minhas férias.

Encontrámo-nos na Cidade do Futebol onde o meu clube fazia estágio de pré-temporada.

O Selecionador disse-me nesse dia que contava comigo e que a minha presença era fundamental para o seu projeto. Apresentou-me, logo ali, um plano para a minha participação. Disse-me que jogaria o primeiro jogo e o último e que por razões de gestão física iria fazer sempre três a quatro mudanças por jogo.

Nessa altura colocou-me a hipótese de eu não viajar com a Seleção para Noruega e Dinamarca. Propôs-me que fizesse o primeiro jogo e ficasse em Portugal, para depois me juntar de novo antes do jogo do Dragão.

Recusei de imediato esta proposta. Parecia-me evidente que não a poderia aceitar. Não seria por não jogar os jogos no estrangeiro que deixaria de capitanear a nossa equipa. Esse privilégio de ficar em Portugal não seria um bom exemplo.

O Selecionador acabou por concordar com a minha análise.

Esta conversa foi acompanhada pelo Simão Coutinho, diretor Desportivo do Al Nassr, pessoa a quem reportava o atual selecionador durante toda a época passada e um dos responsáveis pela sua contratação pelo clube em 2025.

Na véspera do estágio começar o Selecionador deslocou-se a minha casa, em Lisboa, para ter nova conversa comigo, a seu pedido. A conversa foi tranquila e todos os princípios combinados em agosto foram mantidos.

Joguei o jogo de Alvalade, e apesar de substituído, não fiz nenhum problema. Coloquei a braçadeira eu mesmo ao Bruno Fernandes, longe de imaginar que pudesse estar a dar os últimos passos, como atleta e capitão da Seleção Nacional. O importante desse dia, para mim, foi a nossa vitória. Ganhar é sempre bom, em Portugal e pelo meu País, ainda melhor.

À hora de almoço do dia do jogo na Noruega um adjunto do selecionador veio à mesa onde o grupo estava a almoçar e informou-me que o Selecionador me queria falar. Para minha absoluta surpresa, o selecionador perguntou-me se estava bem para jogar 30 minutos. Eu estava totalmente focado na minha recuperação física, integrado com os meus companheiros como sempre e a pensar que não jogaria naquele dia. Sem nenhum problema.

Este pedido era algo fora do meu plano de recuperação física e de treino – porque apenas iria jogar dia 4 no Dragão – mas obviamente disse que sim. Respondeu-me que então estivesse preparado porque jogaria 30 min.

O resto todos conhecem. Aqueci desde o intervalo, vi os minutos a passar e não fui chamado. O Selecionador tinha-me falhado com a sua palavra.

No fim do jogo só queria que tudo acabasse com a vitória e ficar sozinho. Não fui cumprimentar os adeptos. Uma falha que é apenas da minha responsabilidade e que não deveria ter acontecido. Peço desculpa aos portugueses que ali nos apoiaram intensamente, peço desculpa aos adeptos e peço desculpa aos que, sem serem portugueses, ali se possam ter deslocado para me ver e a quem eu possa ter desiludido.

Passado 48 horas tivemos uma conversa, eu, o Selecionador e o Simão Coutinho uma vez que tinha sido ele a acompanhar as nossas conversas de Agosto.

Foi um momento profundo, muito frontal, sem qualquer tipo de filtro.

Concordamos que só havia uma maneira de encerrar este “caso”: que o Selecionador repetisse o que acabara de me dizer ali em privado, na presença do Simão Coutinho, mas na Sala de Imprensa.

O que foi combinado era simples: o Selecionador começaria a conferência de imprensa por este tema, procurando encerrar o assunto contando a verdade. Diria que nunca pedi para jogar minutos nenhuns, que foi o Selecionador e mais ninguém, quem me propôs o plano para este estágio e que foi um erro colocar-me a aquecer para não entrar e que se voltasse a acontecer não o faria.

Acabamos essa reunião com o Selecionador a pedir-me um abraço, a prometer-me que ia dizer na conferência o que acabara de me dizer a mim e que o assunto se ultrapassava. Eu não jogaria na Dinamarca e jogaria o jogo do Dragão. Tudo isto na presença do Simão Coutinho, sempre.

A pedido do selecionador, decorreu depois uma reunião entre ele mesmo, o Simão Coutinho e o Tiago Craveiro em videoconferência, em que se resumiu aquilo que falámos.

Foi produzido um pequeno documento que eu mesmo validei e que, com o meu conhecimento, foi entregue ao Selecionador, tal como ele havia solicitado.

A conferência foi o que se conhece: a postura não teve nada a ver com a nossa reunião, ouvi expressões e uma agressividade que julgo não merecer, uma atitude de quero, posso e mando que nunca me manifestou, nem de perto nem de longe, em privado, na véspera.

As notas que validei eram as seguintes:

“Acho importante, até porque é a verdade, esclarecer algumas coisas antes de falar da Dinamarca:

  1. Propus ao Cristiano eu mesmo, sem mais ninguém, um plano para ele, esta época desportiva, na Seleção Nacional. Foi uma conversa demorada e muito boa.
  2. Sei o quanto ele vive e Ama a Seleção e o peso que tem no Mundo, mais ainda, o peso e a influência positiva que tem na Seleção há 24 anos consecutivos.
  3. O plano que propus ao Cristiano foi aceito.
  4. Ele nunca questionou as minhas opções. Foi exemplar, leal e profissional.
  5. Do plano que tracei para ele não constava o jogo da Noruega. No entanto, senti que ele tinha conseguido recuperar fisicamente do primeiro jogo e avisei-o que poderia ter de o utilizar. O Cristiano concordou.
  6. Errei ao colocar alguém da dimensão de Pelé ou Maradona a aquecer para depois não o colocar em jogo. Se fosse hoje não o faria.
  7. Para encerrar o assunto: Eu quero o Cristiano na Seleção Nacional. Aliás não quero pouco, quero muito. Felizmente ele também acredita em mim. Acreditou no Al Nassr e aqui também.
  8. Sobre não ter cumprimentado os adeptos. Já falámos sobre isso. Quem faz mais de 230 jogos pela Seleção não recebe de mim lições de Amor a Portugal. Foi um momento de frustração que não apaga coisa nenhuma. É o jogador que mais autógrafos dá, que mais selfies tira, que mais acarinha os adeptos. Não inventemos problemas onde eles não existem. Quando não estamos contentes reagimos. Foi só isso.”

Nenhuma destas notas dizia, portanto, que o selecionador me pedisse sequer desculpa. Era a segunda vez, que me estava a faltar à palavra dada.

Decidi abandonar o estágio sem esperar por mais nenhuma quebra de palavra. Para mim a verdade ainda é a coisa mais importante na relação entre as pessoas. Por muito que doa, que me digam a verdade.

Aliás, numa conversa que mantive com o Presidente da FPF e com o Selecionador na manhã do dia dessa conferência de imprensa, podem confirmar seguramente, reafirmei que se não me quisessem ali mo dissessem. Bastava serem francos comigo. Eu aceitaria isso e prometi que prepararíamos algo bonito, como sonho que aconteça, e ninguém ficaria zangado.

Lembro-me como se fosse hoje. Responderam em uníssono que não. Que o meu lugar era na Seleção Nacional.

Nunca, em nenhum momento me intrometi em qualquer decisão técnica ou tática de qualquer treinador ou selecionador em quase 25 anos de carreira. Aceito, é melhor ou pior, o que me propõem fazer. Respeito a decisão e quando me faltam à palavra, sinto que o meu lugar não é ali.

Devo também um pedido de desculpas aos meus companheiros de Seleção por ter abandonado o estágio. Apesar da absoluta quebra de confiança na palavra do Selecionador, como poderá testemunhar quem assistiu a estas conversas, eu não o devia ter feito. A responsabilidade é exclusivamente minha.

Peço desculpa aos portugueses mais uma vez, mas a quebra da palavra tem, para mim, um impacto definidor. Senti que, a partir dali, a minha permanência iria apenas prejudicar o grupo de trabalho e fiz o que sempre disse que faria se não me sentisse útil: peguei nas malas e saí.

A consequência deste meu ato deve ser avaliada e punida pela Federação Portuguesa de Futebol. Entendo que a punição não deve ter atenuantes. Não sou um jogador qualquer, sou capitão de equipa e isso constitui uma agravante. Já pedi desculpa, mas sei que as atitudes têm de ter consequências. Quem está no futebol como estou sabe que, independentemente do estatuto de cada um, as regras são iguais para todos.

A este propósito, tenho ouvido muito falar em jogos de despedida, que tenho que ter uma despedida digna e que a Federação me quer dar essa oportunidade.

Aprendi na vida, com fome e sem nada para comer muitas vezes, que ninguém dá nada a ninguém. Posso prometer a todos os meus fãs, naturalmente e em especial a todos os portugueses, que faremos um ou mais jogos de despedida, haverá tempo para isso.

Mas quando penso na seleção o que eu penso mesmo é em competir. Foi nisso que pensei no dia em que me deram a notícia da morte do meu Pai. Estava em estágio da nossa Seleção e lá decidi ficar até terminar o jogo do dia seguinte. Fiz por isso pelo País o que jamais faria por clube algum.

Portanto se estiver bem fisicamente, a jogar no meu clube, com golos espero, a seguir ao cumprimento da suspensão que me for aplicada, estarei disponível, como sempre estive até hoje, para competir e ganhar pela nossa Seleção.

Esta é, acreditem, a mais pura das verdades.

Cristiano Ronaldo
6 de Outubro de 2026

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Piers Morgan defende Cristiano Ronaldo e ataca escândalo do Manchester City em novo episódio do “Football Uncensored”

5 October 2026 at 22:26
AF! No mais recente episódio do seu programa “Football Uncensored”, transmitido a 5 de outubro de 2026, Piers Morgan dedicou grande parte da emissão a dois dos maiores temas do futebol mundial: o escândalo das 114 acusações contra o Manchester City e a polémica saída de Cristiano Ronaldo da concentração de Portugal após um alegado […]

Jorge Jesus volta a desdramatizar saída de Ronaldo do estágio

5 October 2026 at 09:08

O selecionador português Jorge Jesus voltou no domingo a desdramatizar a saída de Cristiano Ronaldo do estágio e colocou no capitão a decisão de continuar a representar os lusos, apurados para os quartos de final da Liga das Nações.

“Para mim, nunca foi um caso, mas uma coisa que achava normal como treinador. Há princípios inegociáveis para mim, mas, como não houve nada de especial em relação à minha autoridade, ele será convocável na próxima vez, caso esteja a jogar no Al Nassr e queira regressar à seleção”, sublinhou o técnico, em conferência de imprensa no Estádio do Dragão, no Porto.

Jorge Jesus falava no fim da vitória com reviravolta de Portugal na receção à Noruega (2-1), em jogo da quarta e antepenúltima jornada do Grupo A4 da Liga das Nações, que colocou a equipa lusa na próxima fase da prova.

Na quarta-feira, Cristiano Ronaldo abandonou, por decisão própria, o estágio da seleção, na véspera da vitória nacional na Dinamarca (4-2), para a terceira ronda da mais recente competição europeia de seleções.

“Ele não pode cobrar uma amizade de um ano numa situação que não dá para entender. Quantos é que aqueceram e não entraram hoje? Vai haver algum problema? Não. Com o Cristiano é diferente, porque é um símbolo da seleção, mas não houve problema para mim. Falámos antes desta convocatória e podemos falar antes da próxima, mas ele é que vai decidir”, acrescentou o técnico, que se sagrou campeão saudita com o Al Nassr em 2025/26, na companhia dos internacionais Cristiano Ronaldo e João Félix.

Reiterando a mensagem transmitida minutos antes na zona de entrevistas rápidas, Jorge Jesus rejeitou que tenha de pedir desculpas ao capitão, utilizado pela última vez na vitória sobre o País de Gales (1-0), em 24 de setembro, em Lisboa, na estreia na Liga das Nações e sob orientação do sucessor do espanhol Roberto Martínez.

“Houve muitas pessoas que se meteram no caso e que fizeram com que isto parecesse um problema. Acham que isto é motivo para o Ronaldo acabar de uma maneira para a outra? Ele sabe que isto não dura para sempre, mas eu gostava que se despedisse como quer da seleção”, notou.

Os lusos jogaram pela primeira vez em território nacional desde a saída de Ronaldo, que, nas redes sociais, garantiu que “a seu tempo” dirá “a verdade a todos os portugueses sobre as razões” que o levaram a abandonar a comitiva, após ter conversado com o presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), Pedro Proença, já depois do anúncio de Jorge Jesus de que o dianteiro, de 41 anos, não seria titular na Dinamarca.

“Uma das coisas que disse ao Cristiano era que ele não podia acabar de jogar pela seleção num Campeonato do Mundo a perder e a chorar. Tinha de acabar a jogar e por isso é que esteve no primeiro jogo. Era para jogar aqui, mas, face ao que aconteceu, tudo foi diferente. Eu sou selecionador e convoco quem quero”, terminou Jorge Jesus, cujo nome foi alvo de um misto de assobios e aplausos do público antes da partida, ao ser anunciado na instalação sonora do recinto durante a apresentação das equipas.

Em declarações à RTP Notícias, Pedro Proença afirmou que o caso não passou de um “mal-entendido” e será resolvido com “tranquilidade nos próximos dias”, esperando o regresso do capitão à seleção em novembro.

Cristiano Ronaldo tem um recorde mundial de 234 internacionalizações e 146 golos pela seleção principal de Portugal, com a qual conquistou o Euro2016 e as Ligas das Nações de 2019 e 2025, sendo que o defesa central Rúben Dias, numa ocasião, e o médio Bruno Fernandes, por duas, assumiram a braçadeira na ausência do capitão nos últimos três encontros.

Portugal, detentor do troféu e recordista de conquistas (2019 e 2025), está pela segunda vez nos ‘quartos’ da Liga das Nações, ao assegurar uma das duas vagas, sendo que ainda faltará confirmar o primeiro lugar da ‘poule’ na janela internacional de novembro.

Os lusos têm 12 pontos, contra seis da Dinamarca, segunda classificada, que ganhou no País de Gales (1-0) e vai visitar Braga na próxima jornada, enquanto os britânicos, terceiros, e a Noruega, última, somam três cada.

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The bursting of the Cristiano Ronaldo bubble

2 October 2026 at 19:03

On December 6, 2022, hours before facing Switzerland in the last 16 of the Qatar World Cup, Portugal coach Fernando Santos summoned Cristiano Ronaldo to his room at the team hotel. “I explained to him that he would not start that night because he lacked match rhythm, and he took it badly,” the coach recalled. It was the trigger for a crisis that four years later still consumes time and energy at a federation that has failed to promote an extraordinary generation of talent without subordinating it to the contradiction of playing for a footballer who achieved greatness thanks to his dynamism but is now 41 and has long struggled to move around the field.

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© PATRICIA DE MELO MOREIRA (AFP)

Cristiano Ronaldo during the game against Wales on September 24.
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