❌

Normal view

CCDR NORTE defende reforço da cooperação inter-regional para a competitividade europeia

15 October 2026 at 11:16

VTM

Na sua intervenção, a Região Norte defendeu o “reforço do papel das regiões” nas políticas europeias de inovação, destacando a importância das Estratégias de Especialização Inteligente, da articulação de investimentos e do desenvolvimento de novas cadeias de valor industriais através da cooperação inter-regional.

O debate incidiu também sobre o futuro dos Planos de Parceria Nacionais e Regionais, do Fundo Europeu para a Competitividade e do Horizonte Europa.

A CCDR NORTE sublinhou a necessidade de os futuros instrumentos europeus valorizarem as prioridades e especificidades de cada território, promovendo uma articulação efetiva entre inovação, competitividade e coesão territorial. “A Europa será mais competitiva quando transformar a diversidade das suas regiões numa vantagem comum: mais cooperação, mais inovação e mais valor para os territórios”, sintetiza a posição defendida pela Região Norte.

Esta participação reafirma o compromisso da CCDR NORTE com a cooperação europeia e a internacionalização do ecossistema regional de inovação, promovendo a valorização das capacidades científicas, tecnológicas e empresariais da Região e a sua integração em redes de colaboração europeias.

A Vanguard Initiative é uma rede de 25 regiões europeias que promove a cooperação inter-regional, com base nas Estratégias de Especialização Inteligente, para impulsionar a inovação industrial e desenvolver novas cadeias de valor. A Região Norte faz parte da iniciativa desde 2013, participando neste esforço conjunto de reforço da competitividade e da capacidade de inovação da indústria europeia.

The post CCDR NORTE defende reforço da cooperação inter-regional para a competitividade europeia appeared first on A Voz de Trás-os-Montes.

Pandemias: ONU aprova declaração por mais cooperação entre países

14 October 2026 at 13:20

Logo Agência Brasil

A Assembleia Geral das Nações Unidas (ONU) aprovou, na última segunda-feira (12), declaração política sobre prevenção, preparação e resposta a pandemias. Apesar de não ter caráter vinculante para os países-membros, o documento apela por maior cooperação no enfrentamento de futuras emergências sanitárias e foi comemorado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O texto deveria ter sido adotado por consenso em uma reunião de alto nível realizada em 25 de setembro, durante a Assembleia Geral da ONU, o que não foi possível devido a objeções dos Estados Unidos (EUA) e de outros países.

Notícias relacionadas:

A declaração política, divulgada nesta semana, contou com 153 votos a favor e apenas três contrários, dos EUA, Israel e Argentina. Nova Zelândia e Paraguai se abstiveram.

Um ponto importante, entretanto, permanece inconcluso: o anexo do Acordo de Pandemias da OMS, que trata de um sistema para que os países compartilhem amostras e dados genéticos, além de vacinas, tratamentos e diagnósticos.

As negociações esbarraram em impasses entre interesses de países em desenvolvimento, dos Estados Unidos e de nações de alta renda da Europa. As conversas devem ser retomadas em maio do próximo ano, na Assembleia Mundial da Saúde.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, ressaltou a importância de finalizar essas negociações, para que o Acordo de Pandemias possa ser aberto à assinatura dos Estados-membros e ratificado como lei internacional.

“O mundo avançou muito desde a covid-19. Convocamos os países a cumprirem agora os compromissos que assumiram”, disse.

Brasil

Como membro da ONU, o Brasil deverá atender ao apelo da organização por maior cooperação no enfrentamento de futuras emergências sanitárias. O país ainda vive as consequências dos graves erros cometidos pelo Poder Público na condução da resposta à pandemia de covid-19.

De acordo com especialistas, o negacionismo do então presidente Jair Bolsonaro e os conflitos com autoridades sanitárias enfraqueceram a consistência das mensagens de prevenção.

O país enfrentou escassez de insumos para testes e limitações laboratoriais no início da crise. A testagem insuficiente dificultou a identificação de cadeias de transmissão e a adoção de medidas precoces. 

O relatório final da CPI da Pandemia apontou a divulgação de tratamentos sem eficácia comprovada e falhas na condução federal.

A CPI também denunciou atrasos e problemas nas negociações de vacinas, além da promoção de medicamentos sem eficácia comprovada contra a covid-19. 

Equidade

A declaração política aprovada nesta semana pelos membros da ONU tem, entre suas prioridades, o aprimoramento dos sistemas de monitoramento, a expansão da capacidade de produção e pesquisa e desenvolvimento local e regional e a garantia de financiamento sustentável.

Os Estados-membros também destacaram a necessidade urgente de concluir as negociações sobre o anexo, como um componente fundamental para que o Acordo de Pandemias da OMS ajude a promover uma resposta global mais equitativa, coordenada e eficaz a futuras ameaças pandêmicas.

Acesso a tratamentos

O sistema de Acesso a Patógenos e Compartilhamento de Benefícios (PABS, na sigla em inglês), previsto no anexo do acordo, prevê que os farmacêuticos participantes disponibilizem à OMS acesso rápido equivalente a 20% de sua produção em tempo real no caso de uma nova pandemia.

Isso inclui vacinas, terapias e diagnósticos seguros, eficazes e de qualidade para o patógeno causador de eventual emergência pandêmica.

A distribuição desses produtos aos países será feita com base no risco e nas necessidades de saúde pública, com especial atenção às necessidades dos países em desenvolvimento.

❌