Setembro foi o segundo mais quente de sempre

© ANGELO CARCONI/EPA

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O Projeto Emc2 ‘Explorar Matos de Camarinha da Costa’ (MARE-ARNET) que divulga as camarinhas realizou um workshop no evento ‘Conversas Climáticas Intergeracionais’ decorrido na Fortaleza de Sagres de 5 a 6 de outubro de 2026.
Neste workshop Alexandra Abreu Lima (Investigadora do MARE-ARNET e INIAV, I.P.) apresentou resultados do projeto Emc2 e coordenou uma visita às camarinhas que existem na Fortaleza de Sagres.
Os participantes ficaram a conhecer esta planta – Corema album (L.) D. Don. -, espécie que só existe em Portugal e Espanha (sendo por isso um endemismo ibérico), cujas plantas femininas dão as camarinhas, pequenos frutos comestíveis de cor branca.

Esta espécie tem uma distribuição cada vez menor na Península Ibérica onde ocorre ao longo de 1500 quilómetros de costa, desde ‘Camariñas’ (Corunha) até ‘Punta Camarinal’ (Cádiz), sendo que as populações do Sul podem ser mais sensíveis às alterações climáticas.
Sublinhe-se que o evento foi organizado numa colaboração entre o ICLEI Europe, o European Heritage Hub, a Europa Nostra, a Youth Heritage Europe e o Bureau da Marca do Património Europeu.
O programa que contou com apresentações de especialistas, workshops participativos e visitas ao Promontório de Sagres permitiu uma troca de ideias sobre formas como o sector cultural e criativo pode contribuir para a ação climática e um desenvolvimento sustentável em cenários de alterações climáticas.

M. Alexandra Viegas Abreu Lima, enquanto coordenadora do Projeto Emc2, informa ainda que o mesmo é financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT, Portugal), através dos projetos estratégicos UID/04292/2025 e UID/PRR/4292/2025 ao MARE e o projeto LA/P/0069/2020
(https://doi.org/10.54499/LA/P/0069/2020) ao ARNET – Aquatic Research Network.

VTM
Vila Real é uma das cinco cidades que faz parte do Programa de Ação para a Resiliência e Restauro da Natureza em Áreas Urbanas (PRO NAT.URBE), que pretende reforçar a resposta ao calor extremo com redes de abrigos climáticos.
O programa é orientado para o restauro da natureza em contexto urbano, a adaptação às alterações climáticas e o reforço da resiliência dos territórios.
Segundo o despacho publicado em Diário da República, o PRO NAT.URBE estabelece uma estratégia entre 2026-2035 para aumentar os espaços verdes e o coberto arbóreo, recuperar linhas de água, criar corredores ecológicos e desimpermeabilizar os solos, a promoção da conectividade ecológica e o desenvolvimento de redes de conforto e abrigos climáticos.
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