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Falta de funcionários obrigou escolas a suspender atividades letivas

21 October 2026 at 20:47

VTM

Em Vila Real, algumas escolas tiveram que suspender as atividades letivas. A escola de São Pedro foi uma delas. Segundo a diretora, Rita Mendes, a escola não conseguiu iniciar as atividades letivas às 8h00 devido à ausência de funcionários em áreas como a portaria, os diferentes pisos do edifício e o bar. A decisão foi tomada por razões de segurança, uma vez que a falta de pessoal compromete as condições necessárias para assegurar o normal funcionamento das aulas.

A adesão à greve dos trabalhadores não docentes rondou os 30%, de acordo com uma estimativa avançada pela diretora. No entanto, Rita Mendes sublinha que esta percentagem deve ser analisada tendo em conta a falta de pessoal que já se faz sentir na escola. Segundo a diretora, o estabelecimento já funciona com um número reduzido de assistentes operacionais.

Apesar da interrupção das atividades letivas, os serviços administrativos mantiveram-se abertos e os professores continuaram a trabalhar.

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Hoje passei por aqui

15 October 2026 at 18:32

VTM

Trago-o ao meu Visto do Marão por dois motivos: o ato em si, aquele momento da apresentação, vivido por detrás do Alvão e, claro, pela obra literária, perfeitamente integrada na Literatura de Viagens.

A sensibilidade para as coisas da cultura, de uns e a capacidade criativa de outros fazem acontecer atividades deveras interessantes por estas nossas terras. A apresentação do livro “A Minha Volta A Portugal – Hoje passei por aqui”, de Luís Filipe Silva, natural de uma das aldeias daquela freguesia e que se dispôs a percorrer os 308 concelhos do seu país – “se Deus quiser, o tempo permitir e a polícia deixar” – constituiu um belíssimo momento cultural que também incluiu música e um sketch alusivo à terra – solo – à nossa terra – o local, a comunidade, o país. A dar razão, mesmo que antecipada, ao Presidente da República, no seu discurso em Chaves: «a cultura é uma forma de afirmar a nossa identidade, de abrir horizontes e de aproximar Portugal do mundo».

O livro, que tive a incumbência de apresentar, é uma obra que se enquadra claramente na literatura de viagens. Ali se encontram marcas claras que os nossos escritores cultivaram. É o tom “oralizante” do narrador, tal como marcas de bom humor, de Garret; a descoberta humanista de “Pequenos Mundos, ou a reflexão sobre a humanidade, sobre as comunidades, denunciando desigualdades e isolamento, ou o pendor “realista e documental”, tal como Ferreira de Castro; ou “alguém que se deixa afetar pelo que vê, que observa com vagar e que interage com as gentes locais”, que se foca “nos detalhes subtis, na paisagem moldada pelo trabalho e na memória coletiva”, consciente de que a viagem “opera no espaço físico – estradas, caminhos, aldeias – e no espaço interior a busca pelas origens e a consciência crítica”, tal como acontece em Saramago, autor que inspirou este outro Viajante.

Em Ribeira de Pena, com muito a propósito, fala da “história, não a lenda, da construção da ponte de arame para quebrar o isolamento da terra do Padre Álvaro Pimenta” e agarra o tema de Camilo Castelo Branco, que explora também em Vila Real, com especial realce na visita a Vilarinho da Samardã, onde encontrou um sobrinho trineto do escritor. Não deixa passar em claro, na visita à Vila Velha, a cantilena dos sinos na Festa de S. Brás. Numa sequência que, nesta 1.ª parte, o leva pelo interior Norte e Centro até à ilha das Flores.

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