O percentual de eleitores indecisos na pesquisa espontânea da Quaest dobrou em uma semana, passando de 7% para 14%. O levantamento divulgado nesta quarta-feira (21) mostra Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente empatados no quadro, com 40% das intenções de voto cada.
Nessa modalidade, o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos. O eleitor informa espontaneamente em quem pretende votar no segundo turno, marcado para domingo (25).
Na rodada anterior, divulgada em 14 de outubro, Flávio tinha 43%, e Lula, 42%. Os entrevistados que indicam voto branco, nulo ou dizem que não irão votar passaram de 8% para 6%.
Metodologia
A Quaest entrevistou 2.154 eleitores, entre os dias 17 e 20 de outubro, por meio de entrevista presencial. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Grupo Globo e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08535/2026.
A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais
A maior vantagem de Flávio aparece entre os entrevistados que escolheram Renan: 90,9% dizem que votarão no senador, enquanto 9,1% optam por Lula.
Entre os eleitores de Zema, os percentuais são de 77,8% e 22,2%, respectivamente.
No grupo que votou em Caiado, Flávio marca 53,8%, contra 30,8% de Lula. Outros 10,3% indicam voto branco ou nulo, e os demais não sabem.
Entre os eleitores de Cury, Lula tem 48,3%, enquanto Flávio registra 36,2%. Os que pretendem votar em branco ou anular somam 15,5%.
Como ficam os quatro grupos somados
Considerando conjuntamente os entrevistados que escolheram Cury, Caiado, Zema ou Renan no primeiro turno, Flávio alcança 58,1% das intenções de voto, e Lula, 31,8%. Outros 8,8% indicam voto branco ou nulo, e o restante não sabe.
O cruzamento reúne 148 entrevistados: 58 eleitores de Cury, 39 de Caiado, 33 de Renan e 18 de Zema.
Metodologia
A Meio/Ideia entrevistou 1.500 eleitores, entre os dias 15 e 19 de outubro, por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
A pesquisa foi contratada pelo Canal Meio e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-08251/2026.
Veja o levantamento na íntegra abaixo:
A CNN Brasil utiliza ferramentas de inteligência artificial para extrair dados e gerar textos a partir dos relatórios dos institutos de pesquisas eleitorais. Todas as informações são checadas por jornalistas, e o texto final também passa por revisão da redação da CNN antes de ser publicado. Clique aqui para saber mais
A véspera do segundo turno, neste sábado (24), terá uma sequência de pesquisas nacionais sobre a disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva(PT).
Os levantamentos oferecem um retrato próximo da votação de domingo (25), mas precisam ser interpretados considerando o período das entrevistas, a metodologia e possíveis mudanças de última hora.
Estão previstas divulgações de sondagens da AtlasIntel, Datafolha, Quaest, Futura/100% Cidades, MDA, Nexus, Palver e Veritá.
Não existe um horário único determinado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), já que a programação depende de cada instituto e dos responsáveis pela publicação. O registro permite a divulgação, mas não obriga a empresa a publicar os resultados.
O que precisa ser registrado
A Lei das Eleições exige o cadastro no PesqEle com antecedência mínima de cinco dias da divulgação. Devem constar contratante, financiamento, metodologia, período de coleta, plano amostral e questionário.
Segundo o TSE, esta segunda-feira (19) foi o último dia para registrar pesquisas destinadas à divulgação no dia da votação.
Na publicação dos resultados, é obrigatório informar período da coleta, número de entrevistas, margem de erro, nível de confiança, instituto responsável, eventual contratante e número de registro. Os dados permitem identificar quando e como o levantamento foi feito, além dos percentuais dos candidatos.
Em 2026, o Tribunal aprimorou o sistema, com detalhamento da amostra, dos procedimentos de campo e da ordem das perguntas. Segundo o TSE, a atualização melhora a apresentação de informações já exigidas.
Por que a data das entrevistas importa
Publicar no sábado não significa que todas as entrevistas tenham sido feitas naquele dia. Para avaliar se uma pesquisa pode refletir um acontecimento recente, é necessário conferir quando ocorreu a coleta.
Neste segundo turno, o debate da Globo está previsto para sexta-feira (23), também último dia da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão. Portanto, se a coleta foi feita na própria sexta, não terá reflexos do encontro na emissora.
Para Leonardo Paz, cientista político e professor do Ibmec-RJ (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais do Rio de Janeiro), os levantamentos finais são relevantes para indecisos e pessoas que cogitam não comparecer.
Ao perceber que um candidato rejeitado pode vencer, parte desse eleitorado pode se mobilizar para tentar impedir o resultado.
“A gente tem uma máxima na política de que, no primeiro turno, você vota em quem você quer; no segundo turno, você vota contra quem você não quer”, explica.
“Tradicionalmente, as pesquisas de última hora são o último termômetro”, afirma. Ele as define como “o último retrato da percepção de como o povo, o eleitorado, está efetivamente inclinado naquela eleição”.
Paz ressalta, porém, que informações nas redes sociais podem alterar escolhas. “Hoje, o indivíduo sai no dia para votar e recebe uma quantidade incrível de informação via Instagram, via corrente de WhatsApp, via Facebook, via e-mail ou coisa parecida”, aponta.
Retrato e influência sobre o voto
Leandro Consentino, cientista político do Insper, identifica dois efeitos: a capacidade de retratar uma escolha mais consolidada e a possibilidade de os próprios resultados influenciarem o eleitor.
“Uma pesquisa realizada um dia antes vai poder captar algo mais próximo do que vai ser o eleitor na urna do que uma pesquisa realizada muito antes”, afirma. A proximidade reduz o intervalo entre entrevista e voto, embora não elimine mudanças.
O especialista também repete o pensamento de Paz ao observar que os números podem estimular uma escolha estratégica. “Uma das coisas que podem mudar, curiosamente, a decisão do eleitor entre essa divulgação da pesquisa e a ida à urna é a própria pesquisa.”
Na avaliação dele, isso ajudou a explicar migrações para candidaturas consideradas mais competitivas, como ocorreu com Flávio Bolsonaro em relação às candidaturas de terceira via no primeiro turno, e pode ter influência no segundo pleito.
Pode divulgar pesquisa no domingo?
Sim. A Resolução TSE nº 23.600/2019 permite divulgar, inclusive no domingo, pesquisas feitas antes da eleição, respeitados o registro prévio e as informações obrigatórias. Levantamentos realizados no próprio dia da votação, como as pesquisas de boca de urna, só podem ser publicados a partir das 17h, no horário de Brasília.
Ministério Público, candidatos, partidos, coligações e federações podem contestar pesquisas na Justiça Eleitoral por descumprimento das regras. Para o eleitor, a consulta pública ao PesqEle permite conferir o registro e confrontar suas informações com os números que circulam nas redes.