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Ela usou o chat de mensagens do trabalho para combinar encontros com colega durante o expediente — e acabou demitida por justa causa

21 October 2026 at 18:08

A 5ª Vara do Trabalho de Osasco-SP manteve a demissão por justa causa aplicada a uma funcionária que utilizou o Microsoft Teams corporativo para trocar mensagens de cunho pessoal e sexual com um colega de trabalho.

A decisão considerou que o uso da ferramenta ocorreu de forma frequente durante o expediente, com referências a encontros nas próprias dependências da empresa.

Confissão e uso de capturas de tela como prova

Em depoimento prestado à Justiça, a trabalhadora admitiu o relacionamento íntimo e a veracidade das capturas de tela anexadas aos autos. Segundo a juíza Cristiane Serpa Panzan, a declaração confirmou a autoria e deu força probatória aos documentos apresentados pela defesa.

A magistrada ressaltou que a infração não ocorreu pelo conteúdo da vida privada da funcionária, mas pela forma reiterada como o assunto particular foi introduzido no ambiente profissional.

Monitoramento corporativo e regras internas

A empresa comprovou no processo a existência de normas internas que disciplinam o uso dos recursos tecnológicos e preveem a supervisão dos sistemas empresariais. A sentença apontou que a fiscalização das ferramentas do sistema não configurou violação à intimidade ou privacidade, inserindo-se no exercício regular do poder diretivo empresarial.

A decisão destacou que a gravidade da conduta resultou da combinação entre:

  • Utilização de sistema corporativo durante a jornada;
  • Reiteração do comportamento ao longo de meses;
  • Referências a encontros íntimos nas instalações da companhia.

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Caracterização de mau procedimento

A Justiça do Trabalho concluiu que a atitude ultrapassou o mero desvio ocasional e configurou mau procedimento e ato de indisciplina. Dessa forma, o pedido de reversão da justa causa foi negado. A ação ainda cabe recurso.

Kitnets para alugar: quanto custa construir 4 unidades e como economizar na obra? Entenda

21 October 2026 at 14:47

O investimento para construir 4 kitnets com banheiro e cozinha individuais pode variar entre R$ 350 mil e R$ 600 mil no padrão médio de mercado para modelos de 30 m². Em projetos otimizados de 20 m² construídos com execução direta, o custo total pode iniciar em aproximadamente R$ 200 mil, cerca de R$ 50 mil por unidade.

O valor final do empreendimento é impactado diretamente pela metragem quadrada, pelo equilíbrio entre instalações hidráulicas e elétricas e pela precificação do aluguel para definir o tempo de retorno sobre o capital.

Metragem e ganho de escala no orçamento

A definição da metragem quadrada é a variável de maior peso no custo inicial de construção. Unidades compactas entre 20 m² e 30 m² oferecem a relação mais eficiente entre aproveitamento de espaço e valor investido.

Construir 4 kitnets de forma simultânea permite obter economia de escala de até 20% no custo total. Essa redução ocorre devido à padronização da planta, compras em lote e compartilhamento de estruturas, como fundações e paredes divisórias. A ampliação da área para 40 m² ou 45 m² faz elevar os custos de alvenaria e acabamento sem proporcionar um aumento proporcional no valor arrecadado com a locação.

Instalações hidráulicas e elétricas: divisão de custos

A distribuição financeira das instalações deve considerar paridade entre etapas técnicas. Em projetos de 60 m², o custo de instalação hidráulica fica em torno de R$ 8 mil, enquanto a instalação elétrica cerca de R$ 6,5 mil.

Para otimizar esses gastos no projeto de 4 unidades, a prática recomendada consiste em alinhar os banheiros e cozinhas em paredes contíguas. Essa disposição centraliza as prumadas de água, esgoto e os conduítes elétricos, reduzindo a metragem de tubulações e o tempo de execução da mão de obra.

Como reaver o investimento?

O valor do aluguel de uma kitnet depende da localização geográfica, do padrão dos acabamentos e do modelo de gestão – locação tradicional ou por temporada.

A opção por construir múltiplas unidades de menor porte diminui o risco de vacância, garantindo receita contínua mesmo quando uma das unidades está desocupada.

Além disso, a inclusão de mobília funcional ou itens essenciais amplia o valor percebido do imóvel, permitindo cobranças mais competitivas no mercado.

Regularização e planejamento prévio

A previsibilidade financeira da obra depende do detalhamento de etapas como fundação, alvenaria, cobertura, instalações e revestimentos.

A aprovação do projeto arquitetônico na prefeitura local e a emissão do alvará de construção são exigências legais que evitam paralisações, multas e atrasos na entrega dos imóveis para locação.

Mistério da “Cachoeira de Sangue” esconde vida marinha ancestral na Antártida

21 October 2026 at 13:31

Uma equipe internacional de pesquisadores identificou a presença de vida marinha ancestral em funcionamento nas águas avermelhadas e hipersalinas de Blood Falls (Cataratas de Sangue), localizadas no Glaciar Taylor, na Antártida. O estudo, baseado na análise de material genético (RNA) coletado no local, confirmou que micro-eucariotas marinhos — incluindo diatomáceas e dinoflagelados — continuam metabolicamente ativos e realizando fotossíntese, mesmo estando fisicamente isolados do oceano moderno há milênios.

A descoberta oferece evidências moleculares diretas de como ecossistemas marinhos do passado conseguiram persistir aprisionados sob espessas camadas de gelo após antigas mudanças no clima polar.

A origem das águas vermelhas no Glaciar Taylor

As chamadas Cataratas de Sangue são formadas pelo derramamento esporádico de uma salmoura subglacial rica em ferro e sal, aprisionada sob o Glaciar Taylor, nos Vales Secos de McMurdo.

Pesquisas biogeoquímicas indicam que essa água salgada se originou quando antigas incursões do oceano inundaram o vale durante períodos interglaciais mais quentes. À medida que a geleira avançou, a água do mar ficou confinada em um reservatório subterrâneo sem contato direto com a atmosfera.

Até então, a ciência conhecia apenas bactérias adaptadas a esse ambiente anóxico e escuro. No entanto, a nova análise comprovou que organismos mais complexos, pertencentes a linhagens marinhas de microalgas, também habitam o sistema e mantêm atividades metabólicas essenciais.

Análise de RNA confirma atividade metabólica e fotossíntese

Para verificar se os organismos encontrados no gelo avermelhado eram residentes ativos ou apenas resíduos fósseis transportados pelo vento, os cientistas utilizaram sequenciamento genético e metatranscritômica. As amostras revelaram a presença de RNA funcional de diatomáceas (como os gêneros Fragilariopsis e Chaetoceros) e dinoflagelados (Gymnodiniaceae).

Os dados indicaram a ativação de rotas metabólicas ligadas à fotossíntese, respiração celular, transporte de íons e reparo de DNA. Segundo a pesquisa, esses micro-organismos acionam mecanismos de osmoadaptação e tolerância a estresse salino quando a salmoura emerge e interage com a luz solar e a água de derretimento da superfície.

Em períodos desfavoráveis, as células conseguem entrar em estados de dormência ou encistamento, preservando sua viabilidade no gelo por longos intervalos.

Isolamento geográfico e divergência genética

O mapeamento de redes mostrou divergências genéticas entre as populações de Blood Falls e as espécies que povoam atualmente o Sound de McMurdo, a região oceânica mais próxima.

Essa variação genômica reforça que essas comunidades não foram trazidas recentemente pelo vento, mas descendem de populações oceânicas isoladas no local há milhares de anos.

Testemunhas biológicas do clima do passado

A constatação de que organismos marinhos fotossintetizantes conseguem sobreviver em salmouras subglaciais expande a compreensão sobre os limites da vida em ambientes extremos. Além disso, estabelece o Glaciar Taylor como um refúgio biológico relictual, onde assinaturas vivas de eras geológicas passadas permanecem preservadas.

Os resultados fornecem um modelo para investigar a capacidade de adaptação de ecossistemas polares diante de futuras variações climáticas e auxiliam na busca por biossinaturas em corpos celestes congelados.

A China declarou guerra aos pardais batendo panelas — e acabou abrindo caminho para uma praga devastadora de gafanhotos

21 October 2026 at 12:53

Em 1958, durante o governo de Mao Zedong, a China implementou uma campanha para erradicar a população de pardais no país, sob a premissa de que as aves consumiam grãos e prejudicavam a produção agrícola.

A medida, contudo, reduziu o controle natural de insetos nas lavouras e causou a proliferação de pragas que afetaram as colheitas.

A Campanha das Quatro Pragas e os métodos de extermínio

A ofensiva contra as aves integrou a chamada Campanha das Quatro Pragas, diretriz que visava também a eliminação de ratos, moscas e mosquitos para alterar as condições sanitárias e expandir a oferta de alimentos.

Para atingir o objetivo, moradores de áreas urbanas e rurais foram mobilizados para bater panelas, frigideiras e tambores. O barulho contínuo impedia o pouso dos pássaros, provocando a morte das aves por exaustão. As ações incluíram ainda a destruição de ninhos e a aplicação de venenos.

Desequilíbrio ecológico e proliferação de gafanhotos

A estratégia governamental desconsiderou que os pardais se alimentavam de insetos prejudiciais às plantações, sobretudo no período de reprodução. Sem a presença dos predadores, houve expansão populacional de gafanhotos, que intensificaram os danos às safras.

A queda na produção agrícola coincidiu com a Grande Fome Chinesa, ocorrida entre 1959 e 1961 durante o programa Grande Salto Adiante. O período de escassez decorreu de fatores múltiplos, como políticas de produção e eventos climáticos adversos, mas a eliminação das aves contribuiu para o agravamento da situação.

Impactos mensurados nas safras de arroz e trigo

Um estudo publicado em 2025 por pesquisadores ligados à Universidade de Chicago e ao National Bureau of Economic Research (NBER) analisou estatísticas históricas de produção e mortalidade do período.

Os dados apontam que regiões com maior adequação geográfica à presença de pardais registraram reduções adicionais de 5,3% na produção de arroz e de 8,7% na de trigo, em comparação com locais de menor ocorrência da espécie.

A pesquisa estima que os impactos decorrentes da campanha tenham contribuído para cerca de 2 milhões de mortes adicionais durante a crise alimentar.

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Revisão da diretriz em 1960

Em resposta às consequências ambientais e agrícolas observadas no campo, o governo chinês retirou os pardais da lista de eliminação em 1960. A ave foi substituída pelos percevejos na campanha nacional.

O episódio é registrado na história ambiental como exemplo dos impactos causados pela intervenção em ecossistemas sem a consideração do papel biológico desempenhado pelas espécies.

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