Um vaso sanitário feito com mais de 100 quilos de ouro maciço foi leiloado por cerca de US$ 10 milhões (R$ 50 milhões) na casa de leilões Sotheby’s, em Nova York. A obra, intitulada “América”, de autoria do italiano Maurizio Cattelan, já contou com três exemplares desde a sua execução, em 2016.
A versão que foi vendida pertencia a um colecionador não identificado desde 2017. Já a outra versão foi exibida em um banheiro individual totalmente funcional no Museu Guggenheim, em Nova York, onde, ao longo de um ano, mais de 100 mil visitantes esperaram para utilizá-lo.
Posteriormente, o museu ofereceu o vaso sanitário ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu primeiro mandato, após o líder americano pedir um quadro de Van Gogh emprestado. Em 2019, ele ficou exposto no Palácio de Blenheim, onde Winston Churchill nasceu.
Em setembro do mesmo ano, a privada de ouro foi roubada, causando danos significativos e inundações na estrutura, informou a polícia na época.
James Sheen, de 39 anos, confessou-se culpado de roubo no Tribunal da Coroa de Oxford, segundo a agência de notícias PA Media do Reino Unido, citando o Serviço de Acusação da Coroa.
O vaso de ouro, segundo a descrição da Sotheby’s, foi defendido, escandalizado e creditado por fomentar um discurso revolucionário sobre o que a arte deveria significar e qual o valor desse significado. Hoje, porém, “America” constitui uma espécie de xeque-mate, opondo-se até aos adversários mais mordazes de Cattelan com a objetividade absoluta do seu valor.
O cineasta Peter Jackson, conhecido por dirigir a franquia de filmes “O Senhor dos Anéis”, uniu forças com a empresa de biotecnologia Colossal Biosciences para comprar um raríssimo ovo de moa de 600 anos de idade em um leilão no estado do Colorado, nos Estados Unidos.
O fóssil de aproximadamente 22 centímetros de altura, que permaneceu em uma coleção privada por seis décadas, passará por restauração para ajudar cientistas na tentativa de trazer de volta à vida essa gigante ave não voadora que habitava a Nova Zelândia. O anúncio da aquisição ocorreu nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2026.
Do passado lendário para o projeto de desextinção
Antes de ser extinta há cerca de 600 anos após a chegada de caçadores polinésios por volta do ano 1300, a espécie dominante contava com uma população estimada em 2,5 milhões de indivíduos nas ilhas neozelandesas, com espécimes que alcançavam até 3,6 metros de altura.
O ovo recém-adquirido é considerado uma preciosidade arqueológica, já que existem menos de 40 exemplares completos no planeta. O cineasta e sua parceira Fran Walsh já haviam investido 15 milhões de dólares na startup de desextinção, que também trabalha em projetos para recriar o lobo-terrível e o tigre-da-tasmânia.
Ciência e repatriação cultural
A equipe de pesquisadores planeja utilizar métodos de imagem não destrutivos na peça para mapear dados genéticos essenciais sobre a linhagem e a biologia reprodutiva das moas. A cientista-chefe da empresa, Beth Shapiro, confirmou que todos os testes serão guiados por lideranças indígenas locais.
Além do avanço científico, o projeto possui um compromisso cultural: Peter Jackson e a empresa planejam repatriar a relíquia histórica devolvendo-a para a comunidade indígena Ngāi Tahu, no território ancestral da ave.
Um turista canadense que se hospedou em Paradise, nos Estados Unidos, roubou um flamingo após beber demais e o levou para o quarto do hotel. Na última segunda-feira (19), foi condenado por maus tratos a animais.
Mitchell Fairbarn, 34, retirou o flamingo chileno Peachy, 27, de seu habitat no Hotel e Cassino Flamingo Las Vegas, em 3 de março. Nas imagens das câmeras de segurança, ele aparece sem camisa no elevador carregando o animal pelo pescoço. A equipe de segurança chamou a polícia.
Defesa
No depoimento, no tribunal de Nevada, o canadense revelou ter bebido entre 30 e 40 cervejas insistiu que nunca teve a intenção de machucar a ave. O advogado Josh Tomsheck afirmou aos jurados que seu cliente se arrependia profundamente das “más decisões” que tomou enquanto estava embriagado. “A verdade é que Mitch estava bêbado. Mitch foi estúpido. Ele tomou decisões ruins”, admitiu.
Os promotores, no entanto, apontaram que Peachy, que gritava nas imagens, foi encontrado com sangue nas penas e ferimentos nas asas, além de “sete ou oito penas a menos”. Segundo o “The Mirror”, Tiffany Moore, diretora do Hospital Veterinário Lone Mountain e veterinária que o atendeu, disse que o flamingo se recuperou fisicamente, mas apresentou aumento da ansiedade.
Condenação
Fairbarn, que mora em Ontario, no Canadá, não pôde deixar os Estados Unidos desde que isso aconteceu, permanecendo em prisão domiciliar. A sentença aponta crimes de abuso de animais, delito grave e contravenção. A audiência com a sentença definitiva por maus tratos está marcada para 1º de dezembro e ele pode pegar até 4 anos e meio de prisão.
Você provavelmente já reparou naquela incômoda camada branca, muito parecida com farinha ou pó, cobrindo o verde das plantas da sua casa. Longe de ser poeira inofensiva, esse rastro é o sinal claro do ataque do oídio, uma doença fúngica provocada por parasitas biotróficos que se espalham com facilidade em ambientes com pouca ventilação.
Para conter a infecção sem danificar a floração, a solução pode estar no café da manhã: a aplicação foliar de uma mistura contendo 10% de leite cru integral e 90% de água pura sem cloro surge como um remédio caseiro altamente eficaz.
O tratamento biológico, testado e comprovado por pesquisas da Embrapa Meio Ambiente, deve ser borrifado no início da manhã a cada sete dias, durante três semanas consecutivas.
Entenda a reação biológica que destrói o patógeno
A eficiência do leite de vaca não industrializado no combate ao micro-organismo ocorre por meio de três vias complementares. As proteínas e os sais minerais presentes no líquido servem de alimento para bactérias benéficas que passam a competir por espaço na epiderme foliar, liberando substâncias antimicrobianas.
Para completar, a exposição à luz solar matinal provoca reações fotocatalíticas oxidantes que rompem as estruturas do micélio por estresse fisiológico e alteram o pH da superfície das folhas. Vale ressaltar que o leite pasteurizado UHT (de caixinha) não entrega o mesmo resultado, pois perde parte de suas propriedades enzimáticas ativas durante o processamento.
Como aplicar o tratamento e evitar o contágio no jardim
Apesar da simplicidade, a borrifação do biofungicida exige cuidado com o horário de aplicação para evitar que as gotas d’água funcionem como uma lente, causando queimaduras nos tecidos vegetais sob o sol forte. Ao realizar os cuidados no jardim, o ideal é cobrir tanto a frente quanto o verso das estruturas afetadas até que ocorra um leve escorrimento.
Para evitar que os esporos viajem pelo ar e infectem espécies vizinhas, como roseiras, begônias e hortelãs, os cultivaristas devem manter uma distância mínima de 15 centímetros entre os vasos, fazer a rega diretamente na terra e descartar os brotos deformados no lixo comum, nunca na composteira.
Uma forte tempestade que atingiu Santiago na última terça-feira (13) terminou com um redemoinho de vento que assustou chilenos e causou destruição em um dos principais centros de transporte da capital.
O fenômeno levantou parte do telhado do Terminal Rodoviário da Alameda, ligado à Estación Central, além de derrubar placas e entortar postes nos arredores.
Em vídeo que viralizou depois da tempestade, escombros parecem voar em círculos acima da rodoviária. Não houve relatos de pessoas feridas, apesar das perdas materiais. O incidente foi chamado de tornado, por conta dos redemoinhos de vento e do céu carregado de nuvens.
No entanto, um relatório da Direção Meteorológica do Chile(DMC) usou uma definição mais precisa: o que se formou em Santiago foi um “gustnado”. A palavra combina dois termos em inglês: “gust” (rajada de vento) e “tornado”.
A principal diferença é que, enquanto um tornado é formado por uma rotação na base das nuvens e se desloca junto a elas, um gustnado é formado mais abaixo e sua ação fica restrita às camadas de ar próximas ao solo.
Os redemoinhos de vento ocorrem pelo choque entre o ar frio que desce do céu durante chuvas fortes e o ar em temperatura ambiente que circula junto ao chão e aos prédios. O ar descendente se dissipa ao tocar as superfícies, e a interação entre as frentes cria pequenos vórtices com velocidades que podem igualar as dos tornados. Em grandes tempestades, a força desta interação é capaz de levantar poeira, galhos ou detritos.
Danos ao Terminal Alameda da Estação Central de ônibus em Santiago do Chile • ATON Chile
Os gustnados também exigem atenção e cuidado, especialmente em locais abertos com grande volume de objetos que podem ser deslocados pelo vento. Em 2011, um atingiu a tradicional Indiana State Fair em Indianápolis, Estados Unidos, deixando sete mortos e 58 feridos.
O fenômeno já foi registrado no Brasil: mais recentemente, em 2023, ocorreu na cidade de Guarapava, Paraná. Eles são mais comuns durante a primavera e o verão.
Portões, grades e ferramentas de ferro podem apresentar ferrugem com o passar do tempo, principalmente quando ficam expostos à umidade. Para ajudar a remover essas manchas, existe uma alternativa doméstica que muita gente já tem na cozinha. O vinagre branco de álcool, encontrado facilmente nos supermercados, contém uma substância capaz de agir sobre a oxidação do ferro.
O método pode ser utilizado em determinadas peças de ferro e aço, principalmente quando a ferrugem ainda está na superfície. No entanto, o resultado depende das condições do objeto e do tempo de contato com o produto, que também pode danificar alguns metais.
Por que o vinagre branco ajuda a retirar a ferrugem?
A ferrugem se forma quando o ferro reage com o oxigênio na presença de umidade, criando uma camada de coloração avermelhada ou amarronzada. Esse processo é comum em ferramentas, parafusos e outros objetos metálicos expostos à água ou armazenados em locais úmidos.
O ácido acético presente no vinagre ajuda a dissolver os compostos formados pela corrosão, facilitando sua retirada. Dessa forma, a camada de ferrugem pode se desprender com mais facilidade durante a limpeza, sem a necessidade de recorrer imediatamente a produtos específicos para remoção de oxidação.
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Entretanto, a ação do vinagre tem limitações. Quando a corrosão já provocou desgaste profundo, retirar a ferrugem pode melhorar a aparência do objeto, mas não recupera o material perdido nem devolve sua resistência original.
Como usar o vinagre para remover ferrugem do metal?
Para remover a ferrugem de pequenos objetos de ferro ou aço, uma das alternativas é mergulhar a parte afetada em vinagre branco, acompanhando o processo para evitar danos ao material. Depois, os resíduos podem ser retirados com uma escova ou esponja apropriada. A peça deve ser enxaguada e completamente seca para evitar o acúmulo de umidade.
O procedimento, porém, não é recomendado para todos os metais. Alumínio, superfícies galvanizadas e peças com revestimentos especiais podem sofrer danos devido à acidez do produto. Em portões, grades e estruturas maiores, também é importante considerar o acabamento e a extensão da corrosão antes de realizar a limpeza.
Morar na Austrália significa que você pode encontrar uma ou duas cobras dentro de casa em algum momento. Mas um morador de Sydney, capital do país, teve uma surpresa desagradável quando um apanhador de cobras desenterrou 102 desses répteis rastejantes escondidos em seu jardim.
David Stein avistou algumas cobras em uma pilha de material orgâncio no quintal em 2025 e ligou para o Reptile Relocation Sydney, principal serviço de remoção de cobras da capital, para que eles dessem uma olhada.
Quando o apanhador de cobras Dylan Cooper terminou de escavar o material orgânico, ele havia recuperado um total de 102 cobras, cinco adultas e 97 filhotes, disse Cory Kerewaro, proprietário da Reptile Relocation Sydney, à CNN.
“As cobras-pretas-de-barriga-vermelha são um tipo de cobra venenosa, e as fêmeas são conhecidas por se reunirem para dar à luz. O que é incomum neste caso é o fato de alguém ter testemunhado o nascimento coletivo de dezenas de cobras”, disse Kerewaro.
Apanhador desenterra mais de 100 cobras do quintal de uma casa na Austrália • Relocação de Répteis em Sydney
Uma das fêmeas grávidas que havia sido retirada da pilha deu à luz mais filhotes dentro do saco de remoção, acrescentou Kerewaro. Cooper levou cerca de três horas para remover todas as cobras.
Stein, que mora em Horsley Park, a cerca de 32 quilômetros do centro da cidade, disse ao programa matinal “Sunrise” na época que avistou as criaturas nas áreas onde havia colocado o material orgânico para manter suas árvores saudáveis.
“Eu vi um monte de cobras na pilha de material orgânico… o que me deu arrepios”, disse ele. “Quando consegui pegar minha câmera… elas já tinham entrado na pilha.”
Ele disse que sua esposa pesquisou na internet e descobriu que as fêmeas costumam se reunir quando estão prestes a dar à luz, o que fez com que eles entrassem em contato com o serviço de remoção de cobras.
Embora tivesse sido “emocionante assistir a tudo”, Stein disse se sentia “bem agora que os animais se foram”. Hoje, as cobras vivem em um parque nacional.
A chamada “epidemia da solidão”, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde, deu origem a uma série de novos contratos de prestação de serviço baseados no convívio social e no alívio do isolamento. Em países do leste asiático, já é possível pagar pela companhia de jovens que desempenham papéis antes restritos aos familiares, amigos e até namorados.
Na China, um serviço de “filhos comunitários” inclui visitas, reparos simples em casa, entrega de marmitas e compartilhamento de refeições, além de conversar com clientes que frequentemente não têm outras pessoas a quem recorrer. A oferta é mais popular entre idosos que vivem sozinhos, sem filhos que morem perto e, com frequência, viúvos.
A clientela em potencial é farta. Com o aumento da expectativa de vida, a população idosa na China está crescendo, e a OMS estima que 28% do povo chinês tenha 60 anos ou mais até 2040. Com a restrição ao número de filhos que durou até 2015, muitos acabaram vivendo distantes de seu único descendente.
Visitas diárias e refeições compartilhadas
Wang Yingwei trocou seu trabalho como vendedor em uma loja de celulares para iniciar sua própria empresa na “indústria da solidão”. Ele contou à BBC que se inspirou em seu próprio sogro, paciente de Alzheimer e residente de uma casa de repouso. Insatisfeito com as condições de cuidado oferecidas ao idoso, Wang disse querer oferecer uma alternativa para aqueles que desejam continuar vivendo em casa.
É de sua autoria o termo “filho comunitário”: “Significa colocar-se no lugar das pessoas mais velhas e considerar suas necessidades com cuidado”, disse.
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Além dele, outros três funcionários fazem visitas de frequência variável a clientes fixos. Yang, 91, recebe Wang em sua casa duas vezes por dia para fazer refeições e prestar apoio em tarefas como conserto de eletrodomésticos. Para a chinesa que sofre com glaucoma, o serviço é mais do que uma conveniência.
“A solidãorealmente é meu maior problema. Às vezes, quando eu quero conversar, falo com a televisão”, disse. Ela ainda contou que, depois da morte do marido, chegou a apresentar ao filho seu interesse em eutanásia médica: “Ele me disse que é proibido. Eu disse a ele que se um dia fosse legalizada, eu queria fazer. Não queria mais viver.”
O prestador diferencia o serviço desempenhado por ele do papel dos cuidadores de idosos. Além de cobrar metade do preço, “os mais velhos nos tratam como seus filhos. Nós os tratamos como nossos pais.”
Apesar de não ser classificada como atividade médica ou cuidado à saúde, a oferta de companhia pode reduzir riscos físicos e psicológicos associados à solidão. O isolamento social é ligado por pesquisadores à má função imunológica e a problemas cardiovasculares, como hipertensão, e aumenta o risco de acidente vascular cerebral em 30%. Contribui também para o declínio cognitivo e estão associados a um aumento de 50% na demência.
Pessoas isoladas também tendem a ter mais hábitos não saudáveis, como fumar e/ou beber em excesso, além de serem mais sedentárias. Ainda, as perdas auditiva ou de visão muito frequentes na velhice tendem a contribuir com o isolamento, criando barreiras à conexão social.
Experiências fora de casa
Em agosto, o Washington Post descreveu ofertas de jovens chineses que se dispõem a acompanhar idosos em passeios, visitas médicas e compras. Uma “sessão” de três horas pode custar entre US$ 29 e US$ 88 (cerca de R$ 145 a R$ 442), a depender da qualificação para os serviços. Os chamados “acompanhantes de saúde” ou “escortes médicos”, por exemplo, defendem os interesses dos pacientes durante consultas e exames e ajudam a mediar conversas com profissionais da saúde, garantindo o entendimento necessário para o sucesso do tratamento.
Mas esta categoria de prestador não é restrita à China. Nos Estados Unidos, a empresa Papa oferece encontros com os “Papa pals” para auxílio com “tarefas do dia a dia, transporte, trabalho doméstico simples e companhia amigável”, a partir de US$ 30 por hora. O contato é feito por aplicativo em um modelo similar a plataformas de trabalho freelance.
Youngrak-ri, uma pequena vila costeira no extremo oeste da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, costumava ser famosa por duas coisas: solo fértil e o aparecimento ocasional de golfinhos. Mas, nos últimos anos, ficou conhecida por abrigar uma verdadeira raridade no país: uma haenyeo americana.
Haenyeo (“hae” significa mar e “nyeo” significa mulher) são mergulhadoras, historicamente originárias da Ilha de Jeju, que mergulham no oceano sem equipamento de respiração para pescar frutos do mar e sobreviver.
E, até este ano, Kylie Genter é a única estrangeira a possuir uma licença de haenyeo, de acordo com autoridades locais — obrigatória para quem deseja exercer o mergulho livre tradicional comercialmente no país.
“Não imaginava que estivesse abrindo caminho… Como estrangeira fazendo isso, especialmente por não ser cidadã coreana, é uma grande responsabilidade”, disse ela à CNN. Os mergulhos são uma façanha que a transformaram numa espécie de celebridade local.
“Nossa aldeia tem a primeira haenyeo americana, então muita gente tem vindo nos visitar para entrevistá-la!”, diz Kim Chang-sik, chefe da pesca da aldeia, entusiasmado.
Tendo vivido toda a sua vida em Youngrak-ri, uma pequena vila costeira na ilha, ele afirma que a dura realidade do presente, um povo composto em sua maioria por idosos, é uma tendência que se estende às haenyeo.
Mas a chegada de Genter, de 36 anos, despertou a esperança de que a Coreia do Sul também possa abrir o setor para mais estrangeiros e preservar seu patrimônio.
Kylie Genter é a única americana na Coreia do Sul a possuir uma licença de haenyeo. • Jenna Lee Kim
De Nova York à Coreia do Sul
Tornar-se uma haenyeo não estava nos planos de Genter, quando ela se formou na faculdade. Apaixonada por viagens, ela estudou na Europa e decidiu que seu próximo destino seria a Ásia. Inicialmente, seu objetivo era o Japão, já que havia estudado o idioma na faculdade, mas uma vaga na Coreia do Sul, que oferecia moradia gratuita, chamou sua atenção.
Naquele mesmo ano, ela se tornou professora de inglês em Jinju, uma cidade histórica na província de Gyeongsang do Sul.
Ela percebeu enormes diferenças culturais entre sua casa nos EUA e a Coreia do Sul, mas disse que também havia semelhanças.
“Acho que os nova-iorquinos e os coreanos são parecidos no sentido de que não há muita conversa fiada, as pessoas trabalham muito e se divertem muito, e são muito gentis, mas podem ter uma aparência um tanto dura. Foi um ótimo lugar para começar na Coreia, porque meio que me obrigou a aprender coreano”, contou Genter.
Após quatro anos, ela sentiu vontade de se mudar para outra cidade.
“Eu estava pensando em morar em Seul porque ia a shows de K-pop o tempo todo, então achei que poderia economizar dinheiro morando lá. Mas aí surgiu uma oportunidade em Jeju que era mais interessante e pagava melhor, então pensei: ‘Ok, vou tentar, Jeju parece legal, posso morar lá por um tempo’, e isso foi há 10 anos”, afirmou ela.
Vinda do interior de Nova York, que ela descreve como “bastante rural”, Genter diz que se sentiu imediatamente conectada à ilha.
Preenchimento das vagas
As haenyeo não têm uma idade de aposentadoria definida e, muitas vezes, continuam mergulhando até os 80 e até mesmo 90 anos, conforme sua resistência física permitir.
E, enquanto as haenyeo existentes envelhecem, menos mulheres jovens estão se juntando a elas.
No ano passado, 63% das 2.371 haenyeo em atividade tinham 70 anos ou mais, e pouco mais de 1%, ou apenas 30 do total, tinham 39 anos ou menos, de acordo com o Museu Haenyeo, o que aumenta a preocupação de que essa profissão tradicional possa desaparecer.
Consequentemente, em 2024, a aldeia divulgou uma mensagem por meio de grupos informais e no “boca a boca”, dizendo que estavam à procura de jovens candidatas para se juntarem à comunidade de haenyeo.
Genter, na extrema direita, demonstrou seu comprometimento com suas colegas mergulhadoras ao comparecer todos os dias • Jenna Lee Kim
“Comecei a mergulhar em Youngrak-ri e eles precisam de outras jovens haenyeo. Alguém está interessado?”, escreveu uma mergulhadora livre em um grupo de bate-papo cujos integrantes incluíam o marido coreano de Genter, um mergulhador autônomo.
Ele se ofereceu como voluntário em nome de sua esposa, mas ela foi prontamente impedida de participar por ser estrangeira.
“Ele não pediu minha permissão primeiro; simplesmente me ofereceu como voluntária… Eu pensei: ‘Ok, não há nenhuma haenyeo americana, então posso muito bem tentar, nem que seja só para ter essa experiência’”, ela relembra.
Um mês depois, Kim cedeu na proibição de entrada de estrangeiros e pediu a Genter que comparecesse para uma entrevista.
“Ele disse: ‘Você pode começar, mas saiba que ser uma haenyeo é muito difícil. Se não for algo que você queira fazer, não se sinta mal, apenas nos diga'”, conta Genter.
“Comecei em janeiro de 2024 e mergulho aqui desde então.”
Genter tinha alguma experiência. Depois de se mudar para a ilha, ela se matriculou em uma escola de haenyeo — não com a intenção de se tornar uma, mas para aprender mais sobre as famosas mergulhadoras para um programa de inglês que ela coordenava.
A garota nova na cidade
A maioria das aldeias tem seus próprios grupos de haenyeo. E o vínculo entre elas é tão forte que se consideram família, e não colegas de trabalho. Comem, mergulham, tomam banho e relaxam juntas — e, o mais importante, zelam pela segurança umas das outras.
“Deve ser uma comunidade onde você cuida uns dos outros e liga para an polícia em caso de acidente”, diz o chefe da pesca, Kim. “Se você sair da água antes de todo mundo, não saberá se algo acontecer com os outros enquanto eles ainda estão mergulhando. É uma vida comunitária de mergulho em conjunto, não um trabalho isolado.”
“Você não pode simplesmente sair sozinho porque tem outros compromissos. Se três entraram na água, então os três precisam sair juntos.”
Quando a americana de cabelos castanhos chegou à aldeia, a presidente das haenyeo, Hong, duvidou que ela fosse ficar por lá. Inicialmente, as oito haenyeo veteranas tiveram dificuldade em pronunciar o nome estrangeiro desconhecido: Kylie. Mas ela provou seu comprometimento comparecendo todos os dias, e a presidente passou a chamá-la de “Kyla”.
Com o tempo, Genter conquistou a confiança das mergulhadoras, e elas finalmente aprenderam a pronunciar seu nome corretamente — depois de muita prática.
“Ela é ainda melhor do que nós, coreanos, e do que nós, nativos de Jeju, no mergulho – eu gosto muito dela”, diz Hong.
A presidente chega a chamar Genter de “minha filha”, um título exclusivo reservado a poucos.
“Como alguém que mora muito longe dos meus pais, é realmente ótimo ter essa experiência”, diz Genter sobre o apoio recebido.
Um mundo em transformação
A cidadania americana de Genter não era a única coisa incomum nela quando chegou à aldeia. Como graduada universitária, ela conta que algumas das haenyeo mais velhas se perguntavam por que ela seguiria essa carreira.
“Eles ficaram meio que perguntando: ‘O que ela está fazendo aqui?’”, lembra Genter.
Historicamente, as mulheres na Ilha de Jeju desempenhavam um importante papel econômico em seus lares, diferentemente do continente, onde os homens trabalhavam e a maioria das mulheres ficava em casa como donas de casa, de acordo com o Museu Haenyeo local.
A maioria das mulheres de Jeju mergulhava e também cultivava tangerinas e vegetais — a maioria delas ainda faz as duas coisas — enquanto cuidava da família. Com rotinas tão agitadas, a educação era vista como um luxo, enquanto o mergulho era simplesmente o trabalho para o qual estavam destinados.
Quando não está mergulhando, ou durante a baixa temporada entre agosto e setembro, Genter passeia com cachorros e cuida de gatos e coelhos em um hotel para animais de estimação que administra com o marido.
“Eu queria corrigir alguns equívocos que as pessoas têm sobre as haenyeo. As pessoas dizem coisas como: ‘A última geração de haenyeo, as haenyeo vão desaparecer em breve!’, e eu respondo: ‘Não, as jovens haenyeo ainda estão aqui!’”, diz ela.
Uma nova descoberta durante escavações arqueológicas na cidade de Stara Zagora, na Bulgária, revelou uma necrópole e vestígios de diversos objetos da época romana. Entre os tesouros, havia uma moeda e um par de brincos posicionados em cima de um túmulo infantil, o que arqueólogos sugerem ser uma oferenda para os deuses do submundo.
Os romanos costumavam colocar uma moeda em cima dos túmulos para pagar o barqueiro que transportaria suas almas para o submundo. O ritual tem origem grega, mas foi incorporado a outras culturas com o passar do tempo.
A moeda encontrada é um antoniniano do imperador Aureliano, cunhado em Sérdica, nome antifo de Sófia, atual capital da Bulgária, entre 274 e 275 d.C. A estrutura funerária também foi datada desse mesmo período, informou o Museu de História Regional de Stara Zagora em uma publicação do Facebook.
Durante a escavação, também foram descobertos vestígios e objetos de outros períodos, como do final do século II ao século IV, dos séculos IV a V, dos séculos XVII a XVIII e do final do século XIX ao século XX.
A necrópole compreende 135 estruturas funerárias de variados tipos: covas simples contendo restos cremados; covas simples cobertas com telhas; covas simples cobertas com tijolos; covas simples cobertas com lajes de pedra e covas simples sem cobertura.
Necrópole encontrada durante escavação na Bulgária • Reprodução/Facebook/Museu de História Regional de Stara Zagora
Os arqueólogos afirmaram que dois ritos funerários eram praticados na época: quatro dos sepultamentos envolviam cremação, enquanto os demais envolviam inumação, quando os restos mortais são colocados direto na terra.
Conhecida por seus papéis em “Meninas Malvadas”, “Mamma Mia!” e “A Empregada”, Amanda Seyfried, 40, encontrou longe de Hollywood uma maneira diferente de conciliar a carreira com a vida pessoal. A atriz americana mantém uma fazenda no interior de Nova York, nos Estados Unidos, que se tornou um abrigo para dezenas de animais resgatados, incluindo cavalos, cabras, galinhas e gatos.
Natural de Allentown, na Pensilvânia, Seyfried cresceu em uma região suburbana e, desde jovem, desejava ter mais espaço para conviver com animais. Em 2013, comprou uma propriedade na região montanhosa de Catskills, onde passou a construir uma rotina distante da movimentação dos grandes centros urbanos.
Com o passar dos anos, a fazenda também se tornou a residência da atriz, que divide os cuidados com os animais e a vida familiar com o marido, o ator Thomas Sadoski, e os dois filhos do casal.
Decisão de morar em uma fazenda
A decisão de viver no campo aconteceu antes de Seyfried formar sua família. Após passar períodos em grandes centros urbanos, como Los Angeles e Nova York, a atriz procurava um lugar que oferecesse mais privacidade e contato com a natureza.
Em entrevista à Forbes, a atriz explicou que a mudança para o interior de Nova York contribuiu para que ela encontrasse um equilíbrio entre os compromissos profissionais e a vida pessoal. Com isso, a propriedade passou a funcionar como um lugar para retornar após gravações, viagens e outros compromissos da carreira.
O interesse pelos animais começou antes mesmo da mudança. Seyfried já convivia com seu cachorro Finn, um pastor-australiano que a acompanhou durante a carreira. Ao adquirir a fazenda, encontrou cavalos que já viviam no local e, aos poucos, passou a acolher outras espécies.
Com o tempo, a propriedade passou por adaptações para receber os animais. Além da residência principal, construída na década de 1930, o terreno conta com celeiros e espaços destinados aos cuidados com os bichos.
Como funciona o abrigo de animais?
Além de residência, a fazenda de Amanda Seyfried funciona como uma organização sem fins lucrativos dedicada ao acolhimento de animais resgatados. Entre eles estão bichos idosos ou com problemas de saúde, que precisam de cuidados especiais.
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Em janeiro de 2026, cerca de 52 animais viviam na propriedade, incluindo seis cavalos, um pônei, um burro, cabras, galinhas, patos e gatos. Parte deles chegou por meio de doações e iniciativas de proteção animal. A rotina envolve alimentação, acompanhamento da saúde dos animais e manutenção dos espaços.
A convivência com os animais também faz parte da criação de seus dois filhos. Mesmo com os compromissos profissionais, a atriz mantém o acolhimento dos bichos como parte de sua rotina fora das telas.
O nascimento de um bebê prematuro extremo impõe uma barreira dolorosa para as famílias nas UTI (Unidades de Terapia Intensiva) neonatais: a limitação do toque físico. Quando os gêmeos Silas e Simone nasceram com apenas 26 semanas de gestação, em 7 de agosto, no Children’s Memorial Hermann Hospital, no Texas, Estados Unidos, o destino imediato foi a incubadora tradicional.
Diante do vidro protetor, os pais só podiam tocar os recém-nascidos pelas pequenas aberturas laterais do equipamento.
A mãe das crianças, a médica obstetra Tiffany Ikwuagwu, relatou a angústia de acompanhar a rotina sem poder acolher os filhos no colo. A distância forçada pela fragilidade da saúde dos bebês, no entanto, foi encurtada dez dias após o parto graças a um equipamento experimental chamado Skincubator, descrito por Tiffany como um dispositivo que até parecia “de ficção científica“.
‘Parecia ficção científica’: a estreia de um pai nos EUA
O marido de Tiffany, Dorian Ojemen, tornou-se o primeiro pai nos Estados Unidos a utilizar a tecnologia em um ensaio clínico. A experiência de segurar os filhos diretamente sobre o peito, ouvir a respiração e encará-los de perto trouxe o alívio do vínculo paternal imediato.
Dorian ressaltou que, mesmo não tendo carregado os bebês na barriga, a inovação permitiu sua participação ativa na equipe de bem-estar dos gêmeos.
O estudo pioneiro no hospital norte-americano é conduzido pela médica Jaclyn Ruggiero. Para famílias em situação de prematuridade extrema, a oportunidade de realizar o contato pele a pele de forma segura representa uma transformação na assistência psicológica e física durante a internação hospitalar.
Como funciona o ‘casulo portátil’ seguro para a UTI
Diferente das incubadoras fixas convencionais, o Skincubator funciona como uma estrutura portátil e vestível que se acomoda no colo dos pais.
O bebê é transferido temporariamente para esse casulo móvel, que reproduz rigorosamente o controle de temperatura e mantém níveis altíssimos de umidade para evitar a hipotermia, além de permitir a manutenção de todos os equipamentos de suporte à vida acoplados ao recém-nascido.
Essa arquitetura médica resolve um dos principais entraves do ambiente intensivo. A OMS, (Organização Mundial da Saúde) recomenda mais de oito horas diárias da prática conhecida como método canguru, o contato direto pele a pele, mas a complexidade técnica dos tratamentos faz com que recém-nascidos graves recebam, em média, menos de 30 minutos diários de acolhimento nos braços dos pais.
Benefícios para o bebê e cenário da tecnologia
A ampliação do tempo de contato direto traz ganhos comprovados à saúde dos prematuros, como a regulação da frequência cardíaca, a diminuição do estresse e o fortalecimento do vínculo familiar. Antes de chegar aos ensaios clínicos norte-americanos, o dispositivo já passou por utilizações em hospitais na Alemanha e em Israel.
Embora a técnica humanizada do método canguru seja amplamente consolidada no sistema de saúde pública do Brasil, o equipamento Skincubator ainda se encontra em fase experimental nos Estados Unidos e não está disponível comercialmente no mercado brasileiro.
“Meu cachorro comeu o dever de casa” e “meu gato fez xixi no meu caderno” são desculpas recorrentes em comédias para explicar por que um personagem não entregou a tarefa escolar. Mas e se, em vez de atrapalhar os estudos, um gato decidisse ir além e se tornasse o autor de um artigo científico?
Em 1975, o físico Jack Hetherington pediu para um colega revisar um artigo sobre o comportamento atômico que, posteriormente, seria publicado na revista Physical Review Letters. O colega percebeu que o texto foi escrito usando o plural “nós” e “nosso”, o que resultaria no descarte do artigo pela revista e em Hetherington tendo que reescrevê-lo novamente, substituindo essas palavras.
“Mudar o artigo para algo impessoal parecia muito difícil, e, como tudo já estava escrito e digitado, depois de pensar durante a noite, simplesmente pedi à secretária que alterasse a página de rosto para incluir o nome do gato da família, um siamês chamado Chester“, explica Hetherington em seu livro “More Random Walks in Science”.
Chester, filho de um gato chamado Willard, recebeu o pseudônimo de FDC Willard, que significa “Felis Domesticus Chester Willard.”
Na época, dez amigos do físico receberam cópias autografadas do artigo, que continham tanto a assinatura de Hetherington quanto a do gato Chester. Anos depois, em 2014, APS (Sociedade Americana de Física) anunciou que todos os artigos com autoria de gatos ficariam disponíveis gratuitamente para leitura.
Uma propriedade comprada por Edu Guedes e Ana Hickmann há dois anos tornou-se palco para o casamentode ambos, celebrado no início de setembro. Os apresentadores trocaram alianças em Araras, São Paulo, diante de 150 convidados.
Chamada de “Casa Gialla“, a fazenda construída em 1820 virou projeto pessoal do casal e agora é tema principal na criação de conteúdo para as redes sociais.
“Quando o Edu comprou essa fazenda, eu juro que já conseguia imaginar isso aqui tudo pronto, verdinho e perfeito”, disse a modelo. No entanto, preparar o espaço rural para um evento de luxo não foi fácil. “Foi uma loucurinha, uma corrida contra o tempo.”
Um refúgio no interior de São Paulo
O rancho dos famosos em Araras estava praticamente abandonado quando comprado, tomado por terra vermelha, poeira, barro e resquícios de área cultivada. “Uma das coisas que mais sofríamos dentro de casa era com o pó vermelho”, comentou Ana no vídeo. “Sabe aquele tipo de pozinho que, quando pega, mancha e não sai nunca mais?”
Ela conta que os 50 mil metros quadrados de jardim foram atrativos para a compra: “Olha essa paisagem, olha, que espetáculo. É linda demais!”
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A apresentadora tomou a frente do projeto de paisagismo, que ganhou prioridade para receber a cerimônia de casamento. Ela conta que 6,5 mil m² já foram reformados, mas “ainda tem muito trabalho pela frente para alcançarmos o nosso sonho”.
“Olhar para tudo isso pronto e crescendo me dá um orgulho enorme”, expressou Hickmann. “Lembro do dia em que começamos, em pleno fim de semana de Copa do Mundo, quando o Edu estava em Portugal cobrindo uma corrida e não pôde participar. Eu gravava vídeos, tirava fotos e mandava para ele.”
Como foi a reforma antes do casamento de Ana e Edu
A modelo contou que o projeto começou com a intenção de resolver o problema da terra vermelha, que levantava pó por toda a propriedade. “Quando começamos a fazer a limpeza, eu disse: ‘A primeira coisa que temos que colocar aqui é grama.’ Por vários motivos: pela beleza, com certeza, e pela limpeza, já que é muito melhor para a casa e para toda a propriedade”, explicou.
Para cobrir uma grande extensão do espaço a tempo do casamento, o casal utilizou mais de 15 mil placas de grama plantadas com adubo orgânico. A fachada já estava coberta por grama do tipo Batatais, que foi mantida; o restante dos 6,5 mil m² de área verde foi coberto com grama São Carlos, pensada para o clima seco e ensolarado do município.
As plantas decorativas foram escolhidas para criar uma “cara mais orgânica, não tão marcadinha”, visando “beleza natural com cara de fazenda“. “Algumas já existiam no paisagismo e iam crescer muito bem, enquanto outras trouxemos como novidade após estudar se a região, o solo, o clima e a temperatura eram adequados”, contou Ana, citando a ajuda de uma empresa especializada.
Flores brancas e azuis foram posicionadas entre folhagens de costela-de-adão, “sem divisória entre a grama e as plantas”. “Como a casa tem um estilo clássico e tradicional, quis refletir isso nas plantas, usando buchinhos em diferentes momentos e tamanhos pelo jardim”, disse.
A apresentadora ainda elencou seus aprendizados sobre a natureza ao trabalhar na reforma do jardim. “Nos ensina que cada planta tem um tempo diferente e precisamos respeitar isso. Sou apaixonada por jardinagem e pela natureza. Aprendi que cada plantinha tem sua necessidade”, afirmou. “Não devemos ter pressa, porque a beleza do jardim acontece aos poucos.”
O vídeo ainda mostrou uma surpresa encontrada durante o processo: um ninho de beija-flor construído em meio a um arbusto na entrada da fazenda.
“Percebi um beija-flor voando por ali e descobri um pequeno ninho com um filhotinho!”, comemorou Ana. “Ele é totalmente camuflado com a estrutura da planta e é a coisa mais bonitinha; nunca tinha visto um beija-flor bebê tão de pertinho. É por isso que é tão legal trabalhar com a natureza.”
Jardim de sete camadas
Hickmann diz ter inspirado o planejamento de paisagismo da Casa Gialla em um conceito de jardim projetado para florescer o ano todo.
“Inspirei-me em uma tendência europeia que conheci através da Tamara, diretora de marketing da Veiling, que visitou a Holanda e me falou sobre os ‘jardins de sete camadas'”, detalhou. “O conceito consiste em misturar plantas de alturas variadas para que o jardim nunca pare de florescer, independentemente da estação do ano.”
A explicação da modelo recupera ideias da permacultura, um sistema de cultivo baseado em florestas frutíferas desenvolvido para restaurar áreas devastadas. As sete camadas propostas pelo horticultor Robert Hart, pioneiro dos jardins-floresta, são:
Árvores de grande porte, em geral produtoras de nozes;
Árvores frutíferas de pequeno porte ou anãs;
Arbustos lenhosos, produtores de bagas ou frutas vermelhas;
Plantas perenes, ervas medicinais e hortaliças;
Plantas rasteiras que cobrem o solo e retêm umidade;
Trepadeiras que escalam troncos, paredes e cercas;
Plantas subterrâneas, como tubérculos.
Para preencher todas as camadas, o jardim já recebeu mais de mil mudas de diferentes espécies. “Para dimensionar o nosso trabalho: foram mais de 15 mil placas de grama, 420 mudas de lírio-da-praia, 380 mudas de Sunpatiens, 260 mudas de moréia, 14 buchinhos ornamentais grandes, 22 buchinhos pequenos, 55 mudas pequenas de viburno, 12 mudas grandes de viburno na frente da casa e 80 mudas de primavera”, listou.
Já casados, Ana e Edu estão colocando em prática outros projetos de paisagismo. “Durante a terraplanagem, aproveitei para pedir ao meu amigo Alexandre que fizesse um buraco para o nosso futuro lago. O Edu adorou a ideia”, contou ela, “embora deva ficar para 2027.”
“A grama bem no centro da cerimônia está um pouco sofrida porque choveu muito no dia e a equipe de filmagem acabou pisando bastante”, disse Ana sobre o dia do casamento. “Mas ela vai se recuperar em algumas semanas com o sol e o tempo necessário.”
A 5ª Vara do Trabalho de Osasco-SP manteve a demissão por justa causa aplicada a uma funcionária que utilizou o Microsoft Teams corporativo para trocar mensagens de cunho pessoal e sexual com um colega de trabalho.
A decisão considerou que o uso da ferramenta ocorreu de forma frequente durante o expediente, com referências a encontros nas próprias dependências da empresa.
Confissão e uso de capturas de tela como prova
Em depoimento prestado à Justiça, a trabalhadora admitiu o relacionamento íntimo e a veracidade das capturas de tela anexadas aos autos. Segundo a juíza Cristiane Serpa Panzan, a declaração confirmou a autoria e deu força probatória aos documentos apresentados pela defesa.
A magistrada ressaltou que a infração não ocorreu pelo conteúdo da vida privada da funcionária, mas pela forma reiterada como o assunto particular foi introduzido noambiente profissional.
Monitoramento corporativo e regras internas
A empresa comprovou no processo a existência de normas internas que disciplinam o uso dos recursos tecnológicos e preveem a supervisão dos sistemas empresariais. A sentença apontou que a fiscalização das ferramentas do sistema não configurou violação à intimidade ou privacidade, inserindo-se no exercício regular do poder diretivo empresarial.
A decisão destacou que a gravidade da conduta resultou da combinação entre:
Utilização de sistema corporativo durante a jornada;
Reiteração do comportamento ao longo de meses;
Referências a encontros íntimos nas instalações da companhia.
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Caracterização de mau procedimento
A Justiça do Trabalho concluiu que a atitude ultrapassou o mero desvio ocasional e configurou mau procedimento e ato de indisciplina. Dessa forma, o pedido de reversão da justa causafoi negado. A ação ainda cabe recurso.
A língua portuguesa é marcada por expressões e ditados populares utilizados em diferentes situações do cotidiano. Entre eles está o famoso “a pressa é inimiga da perfeição”, usado para definir situações em que a falta de paciência ou o excesso de velocidade podem comprometer o resultado final.
A expressão foi usada pela primeira vez no início do século XX pelo advogado, jornalista, escritor e jurista baiano RuiBarbosa, que criticou o curto espaço de tempo em que o Código Civil brasileiro era redigido. Na chamada Réplica, publicada em 1903, Barbosa escreveu negativamente sobre a redação e os erros de linguagem do documento, usando a frase como forma de “alfinetar” o governo.
Em 1907, de acordo com a Academia Brasileira de Letras, Barbosa foi escolhido como o representante brasileiro para a 2ª Conferência Internacional de Paz de Haia, na Holanda. Em seu discurso no evento, ele voltou a usar a expressão de uma forma diferente, dizendo: “a pressa é também a mãe do tumulto e do erro”.
O encontro internacional histórico teve como objetivo estabelecer a paz e a igualdade jurídica e evitar conflitos entre as nações. O papel de Barbosa foi de grande importância, o que levou a se tornar um dos “Sete Sábios de Haia”, comitê especial que visava criar um tribunal internacional de justiça.
Na vida política, Rui Barbosa também se dedicou à defesa da abolição da escravidão e ao fortalecimento do sistema federativo.Ele exerceu o cargo de ministro da Fazenda do Governo Provisório (1930 – 1934) e foi senador de 1890 a 1922, desempenhando um papel fundamental na elaboração das linhas fundamentais da Constituição Federal de 24 de fevereiro de 1891.
Uma expedição científica realizada nas profundezas do Oceano Atlântico revelou uma surpreendente diversidade biológica oculta no fundo do mar. Uma equipe internacional de biólogos identificou um total de 57 novas espécies e cinco novos gêneros de seres marinhos que habitam a costa da Argentina, revelando ecossistemas ainda pouco compreendidos pela ciência.
Entre os achados que mais chamaram a atenção dos pesquisadores estava uma estrela-do-mar com formato e características físicas que lembram o personagem Patrick Estrela, do famoso desenho animado Bob Esponja. Embora o espécime em questão não se trate de uma nova espécie não catalogada, sua semelhança marcante com a atração da cultura pop virou destaque durante a análise das imagens coletadas nas profundezas.
Análises intensas em Buenos Aires
O trabalho de identificação detalhada dos exemplares exigiu duas semanas de análises intensas durante um workshop realizado na Universidade Maimónides, localizada em Buenos Aires. Os organismos haviam sido recolhidos em agosto de 2025 durante uma missão conduzida pelo Instituto Oceanográfico Schmidt, organização de pesquisa sediada nos Estados Unidos.
Para alcançar o ecossistema abissal, os cientistas utilizaram o SuBastian, um veículo operado remotamente (ROV, na sigla em inglês). A maior parte das coletas ocorreu no Cânion de Mar del Plata, uma imensa fenda submarina situada no litoral argentino, local onde a luz do sol não chega e a pressão da água é extremamente elevada.
De pepino-do-mar ‘Loki’ a novos corais abissais
O mapeamento das 57 novas espécies revelou uma expressiva variedade de invertebrados marinhos divididos em grupos específicos. A contagem final incluiu 22 equinodermos (categoria que abrange crinoides e pepinos-do-mar), 20 copépodes (um grupo de pequenos crustáceos), 14 cnidários (como corais pétreos, octocorais e penas-do-mar), além de uma nova espécie de molusco.
A expedição catalogou cinco novos gêneros distribuídos entre crustáceos, corais e pepinos-do-mar. Entre os organismos capturados em imagens pelo robô subaquático destacam-se uma pena-do-mar do gênero Pseudumbellula, um pepino-do-mar apelidado pelos cientistas de “Loki” e outro do gênero Benthothuria.
Dados acessíveis para proteger o Atlântico Sul
A descoberta reforça como os ecossistemas do oceano profundo permanecem amplamente desconhecidos e necessitam de mapeamento contínuo. Em comunicado oficial, a oceanógrafa Jyotika Virmani, diretora do Instituto Oceanográfico Schmidt, ressaltou o impacto do estudo para o conhecimento biológico mundial.
Segundo Jyotika, ao identificar essas novas espécies, os cientistas ampliaram a compreensão sobre a vida marinha no Atlântico Sul. A oceanógrafa destacou ainda que, por meio da parceria com o Censo Oceânico, todos os dados levantados na expedição serão disponibilizados de forma acessível para pesquisadores de todo o planeta.
Um ingrediente que geralmente vai para o lixo pode virar seu aliado na cozinha. Para isso, é preciso “esquecê-lo” por duas semanas misturado a outro item bem barato que costuma estar na despensa. Depois desse período, vira um removedor para gordura e calcário bem útil para o dia a dia.
Estamos falando das cascas de laranja. Depois de chupa-las ou fazer suco, separe as cascas, lave-as em água corrente e deixe escorrer, colocando em seguida em um pote com vinagre branco, cobrindo como se fosse uma conserva. Tampe e, passadas duas semanas, coe.
Por que funciona?
A recomendação é diluir em proporções iguais na hora de usar – por exemplo, 100 ml da solução em 100 ml de água. A combinação vira um desengordurante natural: o ácido acético do vinagre ajuda a dissolver a gordura acumulada em fogões, armários e exaustores, por exemplo, além de soltar minerais encrustados, como calcário e resíduos de sabão – podendo ser aplicada também no banheiro.
As cascas de laranja deixam um “perfume” cítrico, por conta do período em conserva, ajudando a neutralizar cheiros indesejados. Além disso, o óleo essencial de limoneno presente na casca atua como repelente para insetos, podendo ser borrifado na lixeira para evitar a proliferação de moscas e mosquitos.
Onde não aplicar
Por conta do ácido presente na mistura, a aplicação em superfícies como mármore e alguns granitos, metais delicados, madeira não selada ou suscetível à umidade e superfícies eletrônicas deve ser evitado.
Em 1873, o marinheiro argentino Luis Piedra Buena e sua tripulação partiram a bordo do navio Espora rumo ao perigoso Estreito de Le Maire, próximo à Patagônia, com o objetivo de caçar pinguins para extrair gordura e produzir óleo.
Durante a travessia por essa região conhecida por destruir embarcações, o navio acabou naufragando nas proximidades da Ilha dos Estados. Os marinheiros se tornaram náufragos em um local remoto, onde construíram um acampamento improvisado na encosta de um morro e utilizaram destroços da própria embarcação para montar um pequeno barco a vela, conseguindo posteriormente escapar e chegar até o Chile.
Vestígios achados na Baía de Franklin
Recentemente, arqueólogos que exploravam a Baía de Franklin encontraram as estruturas de madeira de um navio do século 19, acompanhadas por ruínas de um acampamento de sobrevivência. Entre os itens desenterrados pela equipe de pesquisa estão vigas de madeira reaproveitadas, um prisma de convés e objetos pessoais como garrafas de vidro, botões, contas e ferramentas manuais. A descoberta foi publicada no periódico científico Antiquity e divulgada pelo portal IFLScience.
Cautela científica na identificação dos restos
Apesar de a localização e os artefatos resgatados indicarem fortemente que o achado pertence à expedição de Piedra Buena e seus marinheiros, os pesquisadores mantêm a cautela e continuam realizando testes para confirmar oficialmente a identidade do navio. Os dados coletados sugerem que os náufragos desmontaram partes do navio original para fabricar a pequena embarcação que permitiu sua fuga da ilha deserta.
Os gêmeos siameses José Luis e José Armando Cevallos Herrera, conhecidos como “os gêmeos do Equador”, morreram na última semana, aos 27 anos. Desafiando as expectativas dos médicos, que acreditavam que a dupla não conseguiria chegar até os 10 anos, eles construíram um legado de superação, mostrando a rotina nas redes sociais e passando a mensagem de que a deficiência não impede ninguém de ser feliz.
Os dois nasceram no dia 8 de setembro de 1999, na província de Guayas. Durante a gravidez, a mãe dos gêmeos esperava apenas um bebê, e todos ficaram surpresos quando descobriram que se tratava de duas crianças unidas pelo tórax e pela pélvis.
Durante a infância, José Luis e José Armando sofreram bullying por conta de sua condição física, que os impedia de andar. Eles precisavam se arrastar para se locomover, posteriormente usando um carrinho com rodas, semelhante a um skate. Nos vídeos publicados no Instagram, os gêmeos aparecem em cima do instrumento em diversos registros.
A possibilidade de se separarem sempre existiu, com um elevado risco de apenas um sobreviver. No entanto, a cirurgia nunca aconteceu, pois eles sentiam um laço que os unia para além do físico. Em um documentário do Discovery Channel, José Luis afirmou que “se nascêssemos de novo, seríamos gêmeos siameses.”
Em abril desse ano, os dois desembarcaram na Colômbia para um tratamento para melhorar o movimento das pernas e realizar o sonho de caminhar. Segundo a família e a mídia local, as mortes ocorreram na última quinta-feira (15), após uma parada cardíaca.
Segundo a Revista Vistazo, do Equador, José Armando relatou fortes dores na perna e no abdômen. A equipe médica administrou analgésicos, mas, nesse momento, José Luis sofreu uma parada cardíaca, da qual conseguiram reanimá-lo.
José Armando viu a cena em estado de choque. Duas horas depois, ele sofreu um ataque cardíaco e, em seguida, o coração do irmão também parou.
No Instagram, a família publicou um comunicado oficial sobre a morte.