O tempo e o estado do mar no Algarve esta quinta-feira (8 de outubro)
Confira a previsão meteorológica no Algarve.
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Ontem, choveu dentro do Mercado Municipal de Barcelos, que reabriu há cerca de um mês, após obras de requalificação de 4,8 milhões de euros.
Imagens partilhadas nas redes sociais mostram a água a cair com intensidade do telhado, alagando os corredores.
Contactada por O MINHO, a Câmara de Barcelos garante que as “infiltrações não afetaram nenhum operador do Mercado, pelo que não causaram qualquer prejuízo”.
“Tendo em conta que a obra ainda se encontra dentro do prazo de garantia, o empreiteiro foi contactado de imediato pela Câmara Municipal e comprometeu-se a proceder em conformidade para corrigir a situação com a maior urgência”, acrescenta a autarquia.
Recorde-se que o Mercado Municipal de Barcelos foi inaugurado no dia 31 de agosto, Dia da Cidade, e abriu ao público em geral no dia 05 de setembro.
Como O MINHO noticiou, as obras de requalificação que custaram 4,8 milhões de euros e começaram em fevereiro de 2020.
Em relação ao inicialmente previsto, há uma derrapagem de cinco anos no prazo de execução e de 2,9 milhões de euros no investimento.
Uma derrapagem que o município justifica com o facto de o concurso lançado pelo anterior executivo (PS) não respeitar a legislação atual e conter “deficiências técnicas que impediam a reabertura” do mercado.
O concurso público foi lançado em 2018, quando a Câmara de Barcelos era liderada pelo Partido Socialista (PS).
“Após a conclusão da referida empreitada, e já durante o primeiro mandato do executivo municipal liderado pela coligação PSD/CDS-PP/BTF, verificou-se que o concurso lançado pelo anterior executivo não respeitava a legislação atual e continha deficiências técnicas que impediam a reabertura do Mercado Municipal”, explicou o município.
Houve, assim, necessidade de lançar novo concurso e de promover obras adicionais, aumentando o prazo de execução da obra e inflacionando os custos.
O investimento foi financiado em 3,2 milhões de euros por fundos europeus.
Enquanto decorreram as obras, o mercado funcionou em instalações provisórias.
A intervenção incidiu sobre os dois principais pátios interiores, que passaram a ser cobertos e encerrados através de estruturas metálicas, madeira e vidro, com soluções de controlo térmico e iluminação natural.
“Estas novas estruturas permitem proteger os espaços da chuva, vento, frio e excesso de exposição solar, reduzindo simultaneamente o impacto visual da intervenção sobre a envolvente”, sublinhou o município, em comunicado, na altura da inauguração.
Acrescentou que os espaços centrais ganharam também “maior versatilidade” e passaram a poder acolher, para além da atividade regular do mercado, feiras, exposições, atividades culturais e outros eventos.
“A reabilitação pretendeu conciliar a preservação do valor arquitetónico do mercado com a sua adaptação às exigências contemporâneas, assegurando melhores condições de utilização e reforçando a sua capacidade para acolher novas funções e dinâmicas”, lia-se ainda no comunicado.
Segundo o município, o mercado, além de um espaço de comércio, foi pensado para se tornar num “verdadeiro ponto de encontro da comunidade”.
Com Lusa
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