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Autarca promete “continuar a trabalhar” para Póvoa de Lanhoso ser cidade: “É só uma questão de tempo e circunstâncias políticas”

22 October 2026 at 13:29

A Assembleia da República rejeitou a proposta de elevação da vila da Póvoa de Lanhoso a cidade, defendida por este município, presidido por Frederico Castro (PS), que respeita a decisão, mas não se resigna.

“A voz da população contou: Póvoa de Lanhoso mantém a categoria de vila. A Assembleia da República rejeitou, esta quarta-feira, 21 de outubro, o Projeto de Lei n.º 241/XVII/1.ª, que propunha a elevação da vila da Póvoa de Lanhoso à categoria de cidade”, refere em comunicado a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso (PSD), que sempre se opôs à pretensão da câmara.

Segundo a Junta, liderada por Paulo Silva (PSD), “esta decisão vai ao encontro da vontade expressa pela população na auscultação pública promovida pela Junta de Freguesia”, em maio deste ano, acrescentando ser “um sinal da força da participação cívica e do valor de uma Democracia que se constrói ouvindo as pessoas e respeitando a sua vontade”.

Em declarações hoje à agência Lusa, o presidente da Câmara disse respeitar a decisão do Parlamento, mas reiterou a convicção de que a Póvoa de Lanhoso passará a ter o estatuto de cidade, mais cedo ou mais tarde, sendo “apenas uma questão de tempo”.

Frederico Castro lembrou que a medida foi um objetivo assumido por si na última campanha eleitoral, acrescentando que esta decisão desfavorável da Assembleia da República, votada por PSD, CDS e Chega, “que se uniram” no voto negativo, não o faz resignar, mas antes “continuar a trabalhar” para que um dia Póvoa de Lanhoso seja cidade.

“Não tenho a mais pequena dúvida de que é só uma questão de tempo e de circunstâncias políticas. Póvoa de Lanhoso reúne todos os critérios para ser cidade. Não me vou resignar, vamos continuar a trabalhar, a debater o assunto, a esclarecer as pessoas e os partidos. Não vamos abrir mão nem abdicar desse objetivo”, sublinhou o autarca.

Em maio, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso realizou uma consulta pública que culminou com 85% de votos contra a proposta de elevação a cidade, apresentada pela câmara.

A consulta pública teve a participação de 882 cidadãos, dos quais 752 (85,3%) votaram contra a elevação da Póvoa de Lanhoso a cidade, 129 a favor (14,6%), havendo um voto nulo/branco.

Na Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso estão recenseados cerca de 5.300 eleitores.

A área territorial proposta para a elevação à categoria de cidade correspondia “exclusivamente ao território da Freguesia da Póvoa de Lanhoso, circunstância que motivou a realização desta auscultação pública por parte da Junta de Freguesia, enquanto órgão representativo direto da população abrangida pelo processo”.

O processo de elevação da vila da Póvoa de Lanhoso a cidade, defendido pelo município, e que seguiu para a Assembleia da República por proposta dos deputados do PS eleitos pelo círculo de Braga, não foi consensual e gerou debate político e social no concelho, face às posições divergentes entre a câmara PS e a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso PSD.

No comunicado agora divulgado, a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso refere ainda que, “desde o primeiro momento, defendeu que uma decisão com impacto na identidade” local “devia contar com a voz de quem nela vive, de quem conhece a sua história e de quem ajuda, todos os dias, a construir o seu futuro”.

“A população participou, fez ouvir a sua voz e viu a sua vontade refletida nesta decisão. É assim que a democracia ganha sentido na vida de uma comunidade. A Póvoa de Lanhoso mantém-se vila, com a sua história, a sua identidade e o orgulho das suas gentes. Mantém também a ambição de crescer, de melhorar e de criar mais oportunidades para todos”, sublinha a Junta.

Em comunicado divulgado aquando da consulta pública, o PS da Póvoa de Lanhoso disse não reconhecer “a alegada ‘consulta pública’ promovida pela Junta de Freguesia de Nossa Senhora do Amparo” (Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso) sobre a elevação da vila a cidade.

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Já foram plantadas 1.700 árvores autóctones em áreas ardidas no Parque Nacional da Peneda-Gerês

22 October 2026 at 10:10

A WWF Portugal já realizou intervenções em cerca de 46 hectares (ha) de floresta e habitats afetados por incêndios no Parque Nacional da Peneda-Gerês, através do programa “D-Evolução”, foi hoje divulgado.

Através da gestão seletiva de vegetação e do apoio à regeneração natural, já foram plantadas mais de 1.700 árvores e arbustos autóctones, como carvalhos-alvarinhos (Quercus robur), bétulas (Betula celtibérica), azevinhos (Ilex aquifolium) e pinheiros-silvestres (Pinus sylvestris).

Já foram plantadas 1.700 árvores autóctones em áreas ardidas no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: WWF Portugal

De acordo com a ONG, esta recuperação em mosaico florestal devolve “zonas vitais de abrigo e alimentação” ao corço e “fortalece a estabilidade” do habitat do emblemático lobo-ibérico (Canis lupus signatus). 

Já foram plantadas 1.700 árvores autóctones em áreas ardidas no Parque Nacional da Peneda-Gerês
Foto: WWF Portugal

Já a sul, na Serra do Caldeirão, o restauro, que irá iniciar-se nas próximas semanas, foca-se na paisagem mediterrânica e na recuperação de linhas de água e montados em 46,7 ha, dos quais 19 ha já têm financiamento garantido. Os trabalhos incluem a erradicação de canaviais e acácias, a sementeira direta de 10 hectares de pastagens biodiversas e a plantação de mais de 3.100 árvores e arbustos nativos, com grande destaque para o medronheiro (Arbutus unedo) e o sobreiro (Quercus suber). Estas ações previnem a degradação dos solos e reduzem o risco de incêndio, reforçando as condições de habitat para espécies como o lince-ibérico (Lynx pardinus) e a águia-de-Bonelli (Aquila fasciata).

A intervenção pioneira que está em curso nas águas do Estuário do Tejo, na Trafaria, focada na proteção das populações locais de cavalos-marinhos, está a ser desenvolvida pela WWF Portugal em colaboração com o parceiro técnico-científico MARDIVE – Associação Ciência e Educação para a Conservação da Biodiversidade Marinha, e com o envolvimento da comunidade e entidades locais. Partindo da observação científica que os cavalos-marinhos utilizavam estes resíduos depositados no rio como pontos de fixação e abrigo, devido à escassez de habitats naturais, foram instalados nove abrigos subaquáticos desenvolvidos a partir do reaproveitamento de carrinhos de compras em fim de vida, aos quais se retiraram todos os plásticos e componentes potencialmente perigosos. Estima-se que as atividades em curso tenham impacto numa área de cerca de 16 ha. O objetivo é que estas estruturas possam vir a oferecer refúgio imediato às duas espécies residentes – o cavalo-marinho-de-focinho-comprido (Hippocampus guttulatus) e o cavalo-marinho-comum (Hippocampus hippocampus) – enquanto se consolida um esforço conjunto e de longo prazo entre entidades públicas, comunidade científica, empresas e sociedade civil para a recuperação plena do seu ecossistema.  

“Há um ano, lançámos esta iniciativa sabendo que restaurar a natureza é uma das decisões mais inteligentes que podemos tomar enquanto sociedade. Dados da Comissão Europeia demonstram que cada euro investido na recuperação da natureza gera um retorno estimado entre oito e 38 euros, sublinhando que a estabilidade dos serviços de ecossistema é crucial para reduzir despesas futuras e garantir a sustentabilidade de setores estratégicos. Não estamos a falar apenas de proteger espécies ou recuperar habitats. Estamos a falar de devolver equilíbrio aos sistemas que nos garantem água, alimentos, segurança, saúde e qualidade de vida”, afirma Ângela Morgado, diretora-executiva da WWF Portugal.

“Ao longo destes 12 meses, o D-Evolução juntou proprietários que disponibilizaram terrenos para o restauro, autarquias, entidades gestoras do território, parceiros científicos, cidadãos, empresas, organizações e comunidades locais que decidiram fazer parte da solução. Esta é a prova de que existe uma vontade real de devolver natureza a Portugal”, reforça Ângela Morgado. 

Este arranque foi possível graças à rápida mobilização de parceiros, empresas e cidadãos, que em apenas um ano asseguraram perto de 482 mil euros para o arranque das intervenções.

Sendo a “D-Evolução” uma iniciativa estruturante com um horizonte temporal até 2030, a WWF Portugal encara os cerca de 1,25 milhões de euros necessários para completar este plano como uma “oportunidade extraordinária de investimento contínuo no capital natural do país”. A organização apela ao alargamento desta rede de apoio para levar a recuperação ecológica “ainda mais longe”. 

“Conseguir mobilizar quase meio milhão de euros no primeiro ano demonstra a força deste movimento, mas o seu verdadeiro valor vai muito além do financiamento. Este é apenas o início de um caminho que se estende até 2030. Para devolvermos à natureza o que foi perdido à escala de que o país necessita, precisamos de mobilizar mais investimento, mais parceiros e mais cidadãos. E precisamos, sobretudo, de fazer do restauro da natureza uma prioridade nacional. A WWF Portugal, juntamente com muitos outros parceiros, está a ajudar a demonstrar o que é possível fazer e a acelerar a implementação de soluções no terreno. Mas a responsabilidade de liderar esta transformação cabe ao Estado, através de um Plano Nacional de Restauro ambicioso e com o investimento adequado para recuperar os ecossistemas de que dependem as pessoas e a economia”, conclui Ângela Morgado.

As empresas e cidadãos interessados em apoiar o financiamento das intervenções no Parque Nacional da Peneda-Gerês, Serra do Caldeirão e Estuário do Tejo podem conhecer em detalhe o trabalho em curso e fazer a sua contribuição (aqui).

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Professora da UMinho é a primeira portuguesa a presidir a prestigiada sociedade científica internacional

22 October 2026 at 08:32

A professora Rosa Vasconcelos, provedora do Estudante da Universidade do Minho, será a primeira portuguesa a presidir à IEEE Education Society, uma das principais sociedades científicas internacionais nas áreas da educação em engenharia e tecnologia, foi hoje divulgado.

A docente pertence à direção (‘board’) desta entidade desde 2015, foi vice-presidente a partir de 2022 e agora torna-se ‘president-elect’ para o biénio 2027-2028, assumindo em 2029-2030 a liderança de uma comunidade global de académicos, investigadores e profissionais dedicados à excelência neste âmbito.

“Assumo o novo desafio com enorme honra e uma responsabilidade acrescida, esperando contribuir para uma sociedade mais inclusiva, próxima e participativa, e para se desenvolverem soluções inovadoras face aos desafios atuais da educação e formação em engenharia e tecnologia”, diz Rosa Vasconcelos, que irá suceder no cargo a Diane Rover (Iowa State University, EUA), citada em comunicado enviado pela UMinho.

De acordo com a mesma instituição, a sua eleição valoriza as “quatro décadas que tem dedicado a áreas como educação em engenharia, qualidade, inovação pedagógica, ética, integridade académica, defesa dos direitos dos estudantes, responsabilidade social e cooperação internacional”.

Por outro lado, esta distinção é também um reconhecimento a nível global da qualidade do ensino superior e da investigação desenvolvida em Portugal, acrescenta a responsável.

Rosa Vasconcelos será a quarta mulher e a quarta pessoa europeia a presidir à IEEE Education Society, num universo de 39 presidentes ao longo de sete décadas de história. Esta sociedade faz parte do Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE), o maior organismo profissional mundial dedicado ao avanço da tecnologia em benefício da humanidade.

Rosa Maria de Castro Fernandes Vasconcelos fez a licenciatura e o doutoramento em Engenharia Têxtil pela UMinho, onde leciona desde 1984. Nesta academia, é provedora do estudante, professora associada do Departamento de Engenharia Têxtil e investigadora do Centro de Ciência e Tecnologia Têxtil, tendo já presidido o Conselho de Cursos de Engenharia e o Conselho Pedagógico da Escola de Engenharia. Além disso, presidiu a Rede Portuguesa de Provedores do Estudante até setembro de 2026 e é coordenadora da Rede Ibero-Americana de Defensorias Universitárias, que reúne 83 instituições de 11 países.

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Hoje há Braga-Gent com estreia de Franclim Carvalho

22 October 2026 at 08:16

O SC Braga recebe hoje o Gent, pelas 20:00, na segunda jornada da fase de liga da Liga Conferência de futebol, no jogo de estreia do treinador Franclim Carvalho e em que procura amealhar os primeiros pontos.

O novo treinador sucedeu ao espanhol Carlos Vicens após a derrota caseira na segunda-feira com o Gil Vicente (2-1), em jogo em atraso da segunda jornada da Liga portuguesa, que manteve os ‘arsenalistas’ na oitava posição, com 11 pontos, a 13 do líder FC Porto.

Após a derrota fora frente ao Copenhaga, por 3-0, o SC Braga procura somar os primeiros pontos na prova frente ao líder do campeonato belga, que na ronda inaugural da Liga Conferência venceu em casa por 1-0 o Aarhus, da Dinamarca.

O Gent segue na 13.ª posição da tabela classificativa da terceira prova da UEFA, integrando o grupo dos clubes com três pontos, enquanto o SC Braga ocupa o 35.º e penúltimo lugar, entre os 14 emblemas que não pontuaram na primeira ronda.

Os oito primeiros classificados da fase de liga apuram-se diretamente para os oitavos de final, enquanto as equipas classificadas entre os nono e 24.º postos vão disputar um play-off de acesso à próxima fase, com as restantes a serem eliminadas.

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Parlamento chumba elevação da Póvoa de Lanhoso a cidade

21 October 2026 at 23:00

A elevação da vila de Póvoa de Lanhoso à categoria de cidade foi reprovada, esta quarta-feira, na Assembleia da República.

O Projeto de Lei n.º 241, apresentado pelo PS, foi chumbado com os votos contra de PSD, CDS-PP e Chega. PS, IL, Livre, PCP, BE e JPP votaram a favor.

A elevação era um objetivo da autarquia liderada por Frederico Castro que, até ao momento, ainda não reagiu.

Foto: AR TV

Já a Junta de Freguesia da Póvoa de Lanhoso (Nossa Senhora do Amparo) congratulou-se, esta noite, pelo desfecho da votação.

“Esta decisão vai ao encontro da vontade expressa pela população na auscultação pública promovida pela Junta de Freguesia”, refere, em nota enviada às redações.

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De Viana do Castelo até à Turquia. David já pedalou 2.500 km e está em Itália

21 October 2026 at 20:45

David Mendes, presidente da associação Viana Ciclável, já pedalou 2.500 quilómetros na sua viagem entre a ‘capital’ do Alto Minho e Antália, na Turquia, onde vai participar na 31.ª Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas, a COP31.

O ciclista está a cerca de metade do percurso que iniciou em 05 de outubro e, até agora, atravessou quatro países: Portugal, Espanha, França e agora Itália.

De bicicleta, sem apoio motorizado e sem equipa de suporte, para trás já ficaram o Gerês, os Pirinéus e os Alpes, segundo destaca a associação, em comunicado enviado hoje às redações.

De Viana do Castelo até à Turquia. David já pedalou 2.500 km e está em Itália
David Mendes no Col de l’Échelle, nos Alpes franceses, no trajeto em direção a Itália. Foto: Viana Ciclável

 “Encontrei-me com ciclistas locais e foi muito positivo trocar experiências e pedalar com eles”, conta.

Após atravessar todo o sul de França constatou que “quase todas as cidades de França têm uma rede de ciclovias bem desenvolvida”.

“E isso observa-se no uso que as pessoas dão à bicicleta, é muito normal todo o tipo de pessoas usarem a bicicleta incluindo idosos, crianças, transporte de crianças, etc. Ou seja, a bicicleta é um meio de transporte natural para o dia a dia e é aí que nós queremos chegar em Portugal”, acrescenta.

A expedição homenageia ainda as vítimas de violência rodoviária contra ciclistas – entre elas Fátima Linhares, morta aos 38 anos em Barcelos, Finlay Tarley, de 19 anos, morto em Ponte de Lima, Rafael Rijo, de 33, e Pedro Sobral, de 51 anos – cujas memórias, nas palavras da Viana Ciclável, “não podem continuar a ser apenas um registo estatístico de sinistralidade rodoviária”.

David Mendes partiu em representação da Viana Ciclável, em parceria com a COP Bike Ride (uma estafeta ciclística que deverá mobilizar cerca de 10 mil participantes), a International Degrowth Network, a MUBi – Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta e a Câmara Municipal de Viana do Castelo. A viagem representa 4.700 quilómetros, 37 mil metros de desnível acumulado, 11 países e duas travessias de ferry.

Esta iniciativa baseia-se nos princípios da COP Bike Ride e pretende demonstrar, de forma prática e simbólica, que a mobilidade eficiente e de baixo impacto ambiental é possível se repensarmos os sistemas de transporte.

O ciclista leva consigo uma carta de compromisso da Câmara de Viana do Castelo para alavancar o ciclismo na proteção do clima.

Em comunicado divulgado no dia da partida, a Câmara de Viana do Castelo referiu que “está profundamente comprometida em alavancar o ciclismo como uma ferramenta estratégica na proteção do clima e na melhoria contínua da qualidade de vida de todos os munícipes e cidadãos da nossa região”.

Carta de compromisso do Município de Viana do Castelo

  1. Rede Ciclável Estrutural (Meta 2030)
    – Concluir uma rede estrutural básica de ciclovias até 2030;
    – Priorizar a conectividade intermunicipal e multimodal para deslocações diárias;
    – Se a base já estiver estabelecida, torne-a ambiciosa!
  2. Acalmia e Redução do Tráfego Automóvel
    – Reduzir o tráfego de automóveis, limitando a velocidade e o volume.
  3. Planos Estratégicos Dedicados
    – Elaborar planos específicos até 2030, abrangendo todas as alavancas possíveis para o desenvolvimento da utilização de bicicletas;
    – Garantir financiamento adequado e dedicado;
    – Desenvolver revisões de implementação que incluam as associações e coletivos de utilizadores de bicicletas.
  4. Zonas Exclusivas Pedonais e Cicláveis
    – Aumentar significativamente as áreas exclusivas para bicicletas e caminhadas até 2030;
    – Focar a implementação perto de escolas, centros de transporte público, comércio local e áreas verdes.
  5. Estacionamento e Armazenamento Alargado
    – Generalizar a capacidade adequada de armazenamento de bicicletas até 2030;
    – Cobrir centros de transporte, áreas comerciais, escolas, escritórios e residências;
    – Incluir obrigatoriamente espaço para bicicletas de carga.
  6. Eventos de Massa e Infraestrutura Comunitária
    – Desenvolver um horário e um local para o ciclismo e a utilização de bicicletas;
    – Criar um evento anual de ciclismo e/ou utilização de bicicletas em massa, para todas as idades, promovendo a participação de um público amplo;
    – Implementar uma “casa da bicicleta” para consertar, treinar, reunir e hospedar.
  7. Capacitação, Treino e Literacia Financeira
    – Treinar e informar: capacitar, especialmente menores de 12 anos e mulheres, para uma utilização de bicicletas mais eficiente e empoderadora;
    – Promover os benefícios financeiros do meio de transporte.
  8. Estímulo ao Setor Económico do Ciclismo
    – Desenvolver o setor económico associado (serviços, manufatura, leasing, partilha…);
    – Implementar esta expansão por meio de incentivos e subsídios fiscais específicos.
  9. Logística Urbana e Entregas de “Última Milha”
    – Desenvolver a logística de bicicletas de carga para entregas na “última milha”;
    – Nota de fundamentação: Um estudo recente mostra que 42% das entregas em vans utilitárias poderiam ser feitas com bicicletas de carga.
  10. Indicadores e Monitorização Regular
    – Implementar e divulgar regularmente indicadores para medir e monitorizar o progresso;
    – Avaliar métricas de satisfação, acidentes, tamanho da rede dedicada e integração intermodal.

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Braga: Duas centenas em assembleia popular para ouvir preocupações e discutir soluções para crise na habitação

21 October 2026 at 20:03

A assembleia popular que decorre em Braga em defesa da habitação e por melhores condições de vida junta hoje cerca de duas centenas de pessoas, para ouvir preocupações, discutir soluções, reivindicar, apresentar e votar propostas de ação.

Desde as 19:00, hora a que arrancou a assembleia popular, na Praça da República, no centro da cidade, já discursaram mais de uma dezena de presentes, que abordaram vários temas, nomeadamente a “ação terrível de repressão” da PSP nas acampadas do Porto e de Lisboa, e a nova lei do arrendamento, que os manifestantes pedem que seja eliminada.

O ambiente tem estado calmo, e após cada intervenção, os presentes batem palmas ou gritam frases como “25 de Abril sempre, fascismo nunca mais” e “o povo unido jamais será vencido”, perante o olhar de alguns elementos da PSP.

No chão, em frente à concentração, estão colocados dois panos com as inscrições “não dá mais para viver assim” e “egoísmo é negar um teto, exigir um é um direito”.

Braga: Duas centenas em assembleia popular para ouvir preocupações e discutir soluções para crise na habitação
Foto cedida a O MINHO

Entre manifestações e as denominadas acampadas, com centenas ou milhares de manifestantes, os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

A 15 de outubro, o movimento que protestava no Porto, com uma acampada, denunciou uma carga policial violenta durante a madrugada que causou ferimentos em 39 dos participantes, dois dos quais ficaram em estado grave, e em um polícia. Em Lisboa, as autoridades removeram dezenas de tendas do Rossio ao início da manhã de terça-feira e detiveram 55 manifestantes, que serão presentes a juiz dia 27.

Os promotores dos protestos prometem continuar nas ruas.

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Minho sob aviso amarelo devido à agitação marítima

21 October 2026 at 19:46

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera ativou aviso amarelo para os distritos de Braga e de Viana do Castelo por causa da agitação marítima prevista na sexta-feira.

O aviso entra em vigor às 09:00 horas e prolonga-se até às 21:00, esperando-se ondas de noroeste até quatro a cinco metros de altura, nas zonas costeiras de Esposende, Viana do Castelo e Caminha.

O aviso amarelo é emitido pelo IPMA sempre que existe uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

A previsão aponta para o regresso da chuva ao Minho na quinta-feira, ao final da tarde. Não está prevista precipitação para os dias seguintes, apesar da nebulosidade.

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Parquímetros de Esposende entram em funcionamento na segunda-feira

21 October 2026 at 17:15

Os parquímetros de Esposende vão entrar em funcionamento na segunda-feira, com 140 lugares, foi hoje anunciado pela autarquia.

Em comunicado, a Câmara refere que o novo sistema tem como objetivo “facilitar o estacionamento junto ao comércio e aos serviços e permitir que mais pessoas possam utilizar os lugares mais centrais da cidade”.

A tarifa fixa-se em 75 cêntimos por hora, com permanência máxima de duas horas. Nos dias úteis, o pagamento estará em vigor das 09:00 às 18:00, e aos sábados, das 09:00 às 13:00.

O sistema abrange três zonas do centro da cidade e continuarão gratuitos mais de 1.100 lugares de estacionamento.

A medida pretende “promover a rotatividade, facilitar o acesso às lojas, à restauração e aos serviços e contribuir para um centro urbano mais dinâmico e acessível”, segundo a autarquia.

Esta é uma intervenção enquadrada numa candidatura aprovada em 2024, financiada pelo PRR, na aquisição dos equipamentos.

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Comarca de Braga avança com “projeto pioneiro” para uso de cães nos tribunais

21 October 2026 at 17:04

A Comarca de Braga celebrou um “protocolo pioneiro” com uma associação animal, “dando início a um projeto inovador em Portugal” para a utilização de cães de apoio junto de menores e de outros intervenientes vulneráveis em ambiente judicial.

Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, a Comarca de Braga diz ter celebrado, na segunda-feira, um protocolo de utilização de cães com a Associação Santuário Animal Vida Boa – Proteção e Preservação dos Animais e Natureza para, em regime experimental, utilizar cães de apoio em contexto judicial.

Comarca de Braga avança com “projeto pioneiro” para uso de cães nos tribunais
Foto: Tribunal Judicial da Comarca de Braga

“A iniciativa tem como objetivo promover o bem-estar emocional das crianças que participam nas audiências judiciais ou enquanto aguardam nas salas de espera, contribuindo para a redução dos seus níveis de ansiedade, bem como para uma maior capacidade de concentração e comunicação”, explica a Comarca de Braga.

Citada no comunicado, a presidente do Tribunal Judicial da Comarca de Braga destaca “o caráter inovador da iniciativa no país e a sua importância na promoção de uma justiça mais humanizada”.

Filipa Afonso Aguiar manifesta “confiança no sucesso do projeto e nos benefícios que o mesmo proporcionará a todos os intervenientes processuais, em especial às crianças”.

O comunicado refere ainda que a utilização de cães de apoio em contexto judicial tem vindo a ser adotada em países como os Estados Unidos, Canadá, Austrália e em alguns países europeus, “existindo evidência científica dos seus benefícios”.

“Em Portugal, existem experiências bem-sucedidas na utilização de cães em ambiente hospitalar e prisional, destacando-se o trabalho desenvolvido pela associação Cães pelas Pessoas, com experiência na área dos Serviços Assistidos com Animais, bem como pelo Santuário Animal Vida Boa, que desenvolve igualmente projetos neste âmbito, nomeadamente junto de populações em situação de vulnerabilidade”, indica a Comarca de Braga.

A nota acrescenta que ambas as associações “desenvolvem projetos em parceria, mantendo uma colaboração que permite articular experiências, conhecimentos e competências complementares, o que constitui uma mais-valia para a implementação e boa execução do protocolo, contribuindo para a qualidade, segurança e eficácia dos serviços previstos”.

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Viana do Castelo vai criar Prémio Iúri Leitão para apoiar jovens atletas

21 October 2026 at 16:55

A Câmara de Viana do Castelo vai criar o Prémio Iúri Leitão, para apoiar jovens atletas para a alta competição, foi hoje anunciado.

O anúncio foi feito durante a receção do presidente da Câmara, Luís Nobre, ao atleta que acaba de se sagrar Campeão do Mundo de Omnium pela segunda vez.

O atleta natural de Santa Marta de Portuzelo, que já tem um “palmarés assinalável” no ciclismo, conquistou do título de Campeão do Mundo de Omnium, pela segunda vez, nos Campeonatos do Mundo de Ciclismo de Pista de 2026, realizados em Xangai, na China. 

Em comunicado, a autarquia refere que o ciclista se mostrou visivelmente satisfeito com esta conquista e destacou a importância deste resultado, reafirmando a sua ambição de continuar a trabalhar com foco e determinação, tendo como objetivo participar em mais dois Jogos Olímpicos.

Já o autarca Luís Nobre felicitou o atleta pelo feito alcançado, enaltecendo a sua segurança, confiança e determinação, qualidades que considera um exemplo inspirador para os jovens, bem como o percurso de excelência e os inúmeros títulos conquistados ao longo da sua carreira. 

Na sua intervenção, Luís Nobre anunciou que vai ser apresentado o “Prémio Iuri Leitão” para distinguir e permitir o apoio a jovens atletas promissores para a alta competição. 

Os princípios de atribuição deste prémio serão definidos no próximo Conselho Municipal de Desporto, que decorre na próxima segunda-feira.

De lembrar que, em 2026, o ciclista vianense se sagrou também Campeão da Europa de Omnium, nos Campeonatos que decorreram em Konya, na Turquia, garantindo o primeiro título europeu da história da Seleção Nacional em disciplinas olímpicas de pista na categoria de elites. 

O palmarés do atleta integra também vitórias de grande importância, desde logo a de Campeão Olímpico. O atleta de Santa Marta de Portuzelo arrecadou também já duas dezenas de medalhas na carreira, entre Jogos Olímpicos, Mundiais e Europeus, num “percurso único” no desporto nacional, segundo a autarquia.

Tricampeão europeu de scratch, olímpico de madison e mundial de omnium, Iúri Leitão começou a carreira aos 6 anos de idade na Tensai – Santa Marta. Em 2009, conquistou a sua primeira vitória no escalão infantis numa corrida em Porriño, Espanha, levando as cores da equipa de Santa Marta ao mais alto lugar do pódio.  

“Iúri Gabriel Dantas Leitão, Cidadão de Honra de Viana do Castelo, fez novamente história na modalidade e, quer pelo seu percurso, quer pela mais recente conquista, a Câmara Municipal aprova um voto de louvor, a endereçar ao atleta e também à Federação Portuguesa de Ciclismo”, conclui a Câmara.

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Já saiu de Viana a primeira máquina gigante que garante energia aos centros de dados

21 October 2026 at 16:05

A primeira unidade de EPOD, máquinas de grandes dimensões (que não são baterias) que permitem que a energia nunca seja interrompida em ‘data centers’ (centros de dados) já saiu da Nordic Epod, fábrica que começou a laborar no último verão em Viana do Castelo.

Situada entre as freguesias de Darque e Vila Nova de Anha, a Nordic Epod dedica-se à construção de grandes equipamentos de receção, transformação, distribuição e estabilização de energia destinada a centros de dados.

Para o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre, esta é uma boa notícia para a empresa e para Viana do Castelo, pelo que felicitou a equipa que trabalha nesta nova unidade fabril do concelho.

Como O MINHO noticiou, esta unidade fabril única em Portugal possibilita a construção, em Viana do Castelo, de grandes máquinas (que não são baterias) que permitem que, nos ‘data centers’, a energia nunca seja interrompida.

Na fábrica de Viana do Castelo serão produzidas cerca de 450 EPOD (Electrical Power Optimization Devices) por ano, num volume de negócios de 650 milhões de euros anuais, tendo 90% da produção como destino a exportação, focada, numa primeira fase, na Europa e Médio Oriente.

Com encomendas asseguradas até junho de 2027, irá alargar a laboração no próximo ano, prevendo criar cerca de 500 postos de trabalho.

A empresa é resultado de um projeto de investimento de cerca de 50 milhões de euros do CTS Group e da Eaton.

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“Sempre tive o desejo de ser o treinador principal do SC Braga” 

21 October 2026 at 14:01

O treinador Franclim Carvalho confessou hoje que sempre teve “o desejo” de treinar o SC Braga e garantiu ambição de ganhar ao Gent, quinta-feira, da segunda jornada da fase de liga da Liga Conferência de futebol.

O novo técnico dos bracarenses, antigo adjunto de Artur Jorge no SC Braga, substituiu no cargo o espanhol Carlos Vicens, demitido após a terceira derrota seguida (e quarto jogo sem ganhar), na segunda-feira, em casa, diante do Gil Vicente (2-1), jogo em atraso da segunda jornada da I Liga, derrota que se seguiu à averbada na quinta-feira passada, no terreno do Copenhaga (3-0), no arranque da prova europeia.

“Sempre tive o desejo de me sentar aqui como treinador principal do SC Braga, trabalhei muito para estar aqui. Agora, temos que arrepiar caminho, trabalhar rápido e mudar algumas coisas. Temos dois dias para preparar um jogo que é para ganhar, mas a ambição não pode passar só por palavras, mas também por atos”, avisou na conferência de imprensa de antevisão do jogo com o Gent e que serviu também de apresentação como novo técnico dos minhotos.

Franclim Carvalho, de 39 anos, frisou o sentimento de “alegria imensa” por chegar ao SC Braga, mas “também de ambição, que é uma das métricas deste clube”.

“Sei que a ambição do clube e do presidente, que conheço muito bem, é ganhar. E isso também faz parte da minha forma de estar e de ver a minha profissão, que é a minha vida, vivo para o futebol”, apresentou-se.

O ex-treinador dos brasileiros do Botafogo disse querer “uma equipa com andamento” e questionado sobre se pondera fazer alterações táticas na equipa, frisou que “cada treinador tem as suas ideias”.

“Temos que arranjar formas para passar a ideia e os jogadores interpretarem da melhor forma. Temos as nossas ideias, olhamos para os jogadores e queremos fazer o ‘match’ perfeito. Não tenho dúvidas nenhumas que vamos ter sucesso com estes jogadores e com as nossas ideias”, disse.

O técnico frisou ainda que o plantel lhe agrada: “se estou satisfeito com o plantel que tenho? Obviamente que num plantel que tem jogadores como este que está sentado ao meu lado [Ricardo Horta] deixa qualquer treinador satisfeito. Há muita qualidade, mas também muita margem de crescimento”, disse.

Sobre a exigência de António Salvador disse que “já a sentia” quando era adjunto de Artur Jorge, garantindo que ele próprio tem essa exigência para com os jogadores.

“Não tenho dúvidas nenhumas que estou preparado para isto e os resultados que consegui na anterior experiência [Botafogo] dizem isso mesmo. Agora, não adianta falar do passado, estamos cientes da responsabilidade que temos, queremos puxar pela cidade para nos apoiar, a competição [Liga Conferência] é muito importante para nós e precisamos dos adeptos mais do que nunca”, disse.

SC Braga e Gent defrontam-se a partir das 20:00 de quinta-feira, no Estádio Municipal de Braga, jogo que será arbitrado por Andris Treimanis, da Letónia. 

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Seis municípios do Minho contestam aumento “excessivo” na recolha do lixo

21 October 2026 at 13:48

Os municípios de Barcelos, Esposende, Arcos de Valdevez, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo insurgiram-se hoje contra o anunciado aumento dos custos da gestão e tratamento de resíduos urbanos, considerando-o desproporcionado e excessivo.

Em comunicado, a Câmara de Barcelos refere que “os seis municípios acionistas da Resulima manifestam a sua preocupação e insurgem-se contra o anunciado aumento dos custos da gestão e tratamento de resíduos urbanos, que consideram desproporcionado e excessivo”.

A Resulima é a empresa responsável pela recolha seletiva, triagem e tratamento de resíduos urbanos no Vale do Lima e Baixo Cávado, abrangendo os concelhos de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, num total de cerca de 311.470 habitantes.

O município refere que, segundo informação da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), os custos com o tratamento e deposição dos resíduos urbanos “deverão registar um aumento muito significativo já no próximo ano, em resultado da subida da Taxa de Gestão de Resíduos (TGR) e da tarifa cobrada pela Resulima”.

“Com impacto direto nos encargos suportados pelos municípios de Arcos de Valdevez, Barcelos, Esposende, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Viana do Castelo, e, consequentemente, nas tarifas de resíduos urbanos pagas pelos munícipes”, adverte o município.

De acordo com a Câmara de Barcelos, “prevê-se que a tarifa de tratamento dos resíduos por tonelada sofra, em 2027, um aumento de 72,33 euros para 95,88 euros, ao qual acresce um aumento de cinco euros por tonelada da TGR, passando de 40 euros para 45 euros”.

“Somados estes valores, isto significa que os custos totais da gestão e tratamento dos resíduos urbanos deverão subir, por tonelada, de 112,33 euros para 140,88 euros”, revela a autarquia de Barcelos, distrito de Braga.

No comunicado, lê-se que os seis municípios reconhecem que a recolha e o tratamento de resíduos têm sido uma preocupação constante e que existem metas ambientais exigentes a cumprir, assumindo esse compromisso sem reservas.

“Contudo, consideram imperativo afirmar com clareza que os custos atuais já são incomportáveis para as famílias, e que a sua escalada continuada não pode continuar a ser suportada, em silêncio, por quem paga a fatura no fim do mês”, alertam.

Face à dimensão dos aumentos e à necessidade de assegurar a sustentabilidade económico-financeira do serviço, “torna-se insustentável para os municípios continuarem a absorver integralmente estes custos”.

“Os municípios que integram a Resulima reafirmam, assim, que continuarão a acompanhar a evolução destes encargos e a desenvolver medidas que promovam a redução, reutilização e separação dos resíduos, procurando compatibilizar a sustentabilidade do serviço com a proteção das famílias e dos agentes económicos do concelho”, refere o comunicado.

Mas, os seis municípios dizem exigir, “com a mesma firmeza, que o aumento dos custos não continue a ser transferido, sem critério nem proporcionalidade, para quem já dá o seu contributo para uma gestão mais responsável dos resíduos”.

“Proteger as famílias e cumprir as metas ambientais não podem ser objetivos em conflito. E os municípios que integram a Resulima não aceitarão que o sejam!”, assumem.

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Gouveia e Melo dá aula inaugural de Engenharia Aeroespacial da UMinho

21 October 2026 at 12:10

O almirante Henrique Gouveia e Melo – que foi chefe do Estado-Maior da Armada, coordenador da vacianção contra a covid-19 e candidato à Presidência da República – vai proferir, na sexta-feira, a aula inaugural de Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho do ano letivo 2026/27.

Em comunicado, a academia minhota adianta que a sessão tem o tema “Drone Technology and Modern Warfare” (Tecnologia dos drones e guerra moderna) e está agendada para as 14:30, no auditório nobre do campus de Azurém, em Guimarães, sendo a entrada livre.

“Trata-se de um momento privilegiado para refletir sobre desafios e oportunidades colocados pelos sistemas não tripulados e pelas tecnologias aeroespaciais, contribuindo para o enriquecimento científico e cultural da comunidade. Gouveia e Melo tem experiência na implementação destes sistemas na Marinha portuguesa e a área dos drones é emergente, sendo esencial que os futuros engenheiros contactem com diferentes aplicações”, assinala a UMinho.

O evento tem a duração de uma hora e prevê a interação entre o almirante e os estudantes.

As boas-vindas da sessão estão a cargo do presidente da Escola de Engenharia da UMinho, António Vicente, seguindo-se o diretor do mestrado em Engenharia Aeroespacial, Gustavo Dias, com uma síntese das aulas inaugurais do curso, que já teve nomes como Manuel Heitor e Elvira Fortunato, ex-ministros de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior; Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa; Carlos Batalha, então coordenador da Divisão de Inovação e Transformação Organizacional da Força Aérea Portuguesa; ou Miguel Belló Mora, presidente da lançadora europeia de nanossatélites Orbex.

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Empreendimento de 25 milhões que abre nova rua no centro de Braga inaugurado em novembro

21 October 2026 at 11:49

O projeto Carvalhal, que criou uma nova rua pedonal entre o Campo da Vinha e a Avenida Central, em Braga, vai ser inaugurado em novembro. O empreendimento imobiliário representa um investimento de cerca de 25 milhões de euros e combina habitação, comércio e reabilitação do património.

Promovido pelo Grupo Onires, do empresário Manuel Rodrigues, o projeto inclui apartamentos e 13 espaços comerciais, distribuídos por uma área superior a mil metros quadrados, numa intervenção que abrange o Palacete Domingos Afonso e edifícios adjacentes.

Segundo um comunicado da construtora bracarense, citado pelo jornal Eco, o empreendimento disponibiliza 59 apartamentos, com tipologias entre T0 e T4. Segundo os promotores, cerca de 70% das habitações já foram comercializadas.

A componente comercial conta com 13 espaços, cuja gestão e dinamização ficarão a cargo do Grupo Onires. A marca The Coffee é o primeiro operador confirmado para o novo espaço.

A comercialização das lojas está a ser conduzida em conjunto pelas consultoras imobiliárias JLL e Savills.

Nova ligação pedonal no centro de Braga

O projeto Carvalhal pretende reforçar a dinâmica residencial e comercial do centro de Braga, através da requalificação de um quarteirão e da criação de novos percursos pedonais.

A nova rua estabelece uma ligação entre o Campo da Vinha e a Avenida Central, numa zona central da cidade, integrando espaços comerciais e áreas destinadas à circulação pedonal.

O projeto de arquitetura é da responsabilidade dos ateliers Carvalho Araújo e Big Arquitetura.

Segundo os promotores, a intervenção pretende atrair novos residentes para o centro histórico e criar uma nova centralidade urbana, conjugando habitação, comércio e valorização do património edificado.

Citado no comunicado, administrador João Serino salienta que a inauguração do Carvalhal é “um dos momentos mais marcantes” da atividade do grupo Onires, que sucedeu à firma Rodrigues & Névoa, “pelas características únicas deste projeto que consagra a recuperação e reabilitação urbana de um quarteirão que permitiu criar percursos pedonais, novos conceitos comerciais e mais habitação num espaço central da cidade”.

Cristina Almeida, da JLL Portugal, citada no mesmo comunicado, indica que o novo projeto “representa uma oportunidade única para marcas e operadores que pretendem estar presentes no centro de Braga”.

“O Carvalhal vai criar uma nova centralidade em Braga, ao combinar habitação, comércio e uma nova ligação pedonal num dos pontos mais relevantes do centro da cidade. A sua oferta comercial contribuirá para reforçar a dinâmica urbana da zona, trazendo mais vida, conveniência e qualidade à experiência de quem vive, trabalha ou visita Braga”, completa Pedro Maia, da Savills Portugal.

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Mercadona já tem data para abrir em Esposende

21 October 2026 at 09:33

Já há data para a abertura do Mercadona em Esposende. O supermercado da cadeia espanhola é inaugurado no próximo dia 19 de novembro, foi hoje anunciado.

O novo espaço está localizado na Travessa da Cavaleira, nº 55.

“Esta abertura representa um marco importante para a empresa, assinalando um reforço da presença da empresa no distrito de Braga”, salienta a Mercadona em comunicado enviado a O MINHO.

“A abertura deste supermercado reflete a continuidade do plano de expansão da empresa a nível nacional e a aposta da Mercadona em levar o seu modelo de loja eficiente, com um sortido de qualidade e um serviço de excelência”, acrescenta.

O supermercado de Esposende vai ter uma área de vendas de 1.900 metros quadrados.

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Noites frias no Minho: Braga desce aos 5 graus

21 October 2026 at 08:55

O outono já se começa a sentir, com as noites bastante mais frias. Na madrugada de sábado, as mínimas em Braga vão descer aos 5 graus Celsius, segundo as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

As mínimas em Braga andam, por estes dias, entre os 6ºC e os 8ºC, mas no sábado serão de 5ºC. No entanto, a previsão do IPMA aponta para uma subida no domingo.

Já as máximas vão manter-se pelos 19ºC até domingo.

Braga

Previsão do tempo para Braga nos próximos cinco dias
Hoje, 21Qui, 22Sex, 23Sáb, 24Dom, 25
Tempo
Pouco nublado

Aguaceiros

Parc. nublado

Parc. nublado

Chuvisco
Máx./mín.19° 7°18° 6°19° 8°19° 5°19° 11°
Chuva29%98%12%8%65%
VentoNO, fracoS, moderadoNO, fracoNO, fracoE, fraco

Viana do Castelo

Previsão do tempo para Viana do Castelo nos próximos cinco dias
Hoje, 21Qui, 22Sex, 23Sáb, 24Dom, 25
Tempo
Pouco nublado

Aguac. fracos

Pouco nublado

Parc. nublado

Chuvisco
Máx./mín.17° 8°17° 8°17° 9°16° 6°18° 11°
Chuva16%100%6%10%71%
VentoN, fracoS, fracoNO, fracoNO, fracoE, fraco
Fonte: IPMA. Previsão atualizada a 21/10 às 07:31.

Em Viana do Castelo, a mínima também anda por volta dos 8ºC, caindo no sábado para os 6ºC. No domingo voltará a subir para os 11ºC.

As máximas vão andar a rondar os 17ºC, subindo ligeiramente, também, no domingo.

O IPMA também prevê o regresso da chuva para o Minho, amanhã, a partir do final da tarde, e com maior intensidade durante a noite.

O tempo na sexta-feira já deverá voltar a ser seco e no domingo preveem-se alguns chuviscos, sobretudo na parte da manhã.

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Iúri Leitão “feliz e aliviado” pelo título mundial no ciclismo de pista 

20 October 2026 at 21:05

O campeão olímpico e mundial Iúri Leitão, de Viana do Castelo, confessou-se hoje “extremamente feliz e aliviado” pelas duas medalhas conquistadas para Portugal nos Mundiais de ciclismo de pista em Xangai, China, entre as quais uma de ouro, em omnium.

“Foi o alívio de todo o trabalho desenvolvido. Há três anos que eu não tinha hipótese de estar na discussão do campeonato do mundo, em cada ano por circunstâncias diferentes e, claro, por vezes podemos começar a pensar que nunca mais se pode repetir, porque é realmente muito difícil chegar ao topo, especialmente na prova de omnium. Fico extremamente feliz e aliviado por todo o trabalho ter dado resultado”, salientou o atleta, à chegada ao aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa.

Dois anos depois de arrebatar o ouro olímpico de madison em Paris2024, com Rui Oliveira, Iúri Leitão garantiu o título mundial em omnium, no sábado, e, no dia seguinte, com Ivo, o outro irmão Oliveira, conseguiu ainda a medalha de prata na prova de madison.

O ciclista preferiu não estipular metas para os próximos Jogos Olímpicos, que se realizam em 2028 em Los Angeles.

“Cada preparação é uma preparação, dependemos da nossa e também da preparação alheia. É difícil nós sairmos de casa e dizermos que vamos fazer determinado lugar, porque não sabemos onde nos encontramos na tabela classificativa, comparando com os nossos adversários”, explicou o medalhado de ouro olímpico e mundial, de 28 anos.

Além de Iúri Leitão, a comitiva portuguesa integrava Diogo Narciso, oitavo classificado na eliminação masculina, e Maria Martins, medalhada de bronze em scratch, que protagonizou a maior receção na zona de chegadas no aeroporto lisboeta.

A ciclista lusa de 27 anos foi aguardada por algumas dezenas de alunos do primeiro ciclo do Jardim Escola ‘O Bosque’, sito nos Olivais, em Lisboa, onde estudou e do qual a sua mãe é diretora, o que motivou a aproximação de alguns curiosos, provenientes de países como Canadá, Guiné Conacri e China, aumentando o número de pessoas que aplaudiram e saudaram os atletas portugueses.

“Felizmente no passado vivemos resultados destes e é sempre bom ser bem recebida em Lisboa, sendo que sou aqui de perto, ainda para mais junto com o Iúri e o resto da equipa, quando alcançamos bons resultados”, recordou Maria Martins, conhecida no meio desportivo como ‘Tata’, já depois de ter cumprimentado a sua família e amigos, assim como as crianças que a aguardavam num clima de celebração.

Portugal fechou os Mundiais de pista deste ano com quatro medalhas, após Iúri Leitão ter sido ouro em omnium e prata em madison, juntamente com Ivo Oliveira, e Maria Martins e Miguel Salgueiro terem conquistado o bronze, respetivamente, em scratch, na quarta-feira, e na corrida por pontos, na sexta-feira.

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Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriço identifica oportunidades nos rios Minho e Lima

20 October 2026 at 18:33

A Rede Ibérica de Cruzeiros Fluviais Transfronteiriços (RED CIFT) identificou 403 iniciativas nos cinco rios peninsulares (Minho, Lima, Douro, Tejo e Guadiana) que podem ser promovidas no âmbito do turismo cultural e fluvial, foi hoje anunciado.

Este foi o resultado de dois anos e meio de trabalho conjunto entre vários parceiros ibéricos que pretenderam identificar e catalogar pontos de interesse para a exploração do turismo fluvial e cultural nesses cursos de água com experiências como o caiaque, rafting e a criação de pontos de ancoragem para exploração do território nos campos gastronómico, cultural e ambiental.

Em declarações à agência Lusa, a coordenadora da Rede, Emanuela Cozzoni, explicou que foram certificadas 33 rotas fluviais e turísticas, identificados 328 recursos patrimoniais e 42 operadores náuticos, num total de 403 iniciativas ligadas ao turismo fluvial.

“Estas rotas permitem conectar a origem espanhola com a portuguesa. Para nós, não existem fronteiras, porque a água não tem barreiras, porque contactámos com mais de 300 entidades públicas que nos ajudaram em todo este projeto de certificação, a quem se juntam operadores náuticos, com mais de 300 ofertas complementares como guias turísticos ou restaurantes”, vincou a responsável.

Emanuela Cozzoni indicou ainda que a continuidade deste trabalho “dependerá da articulação entre os agentes locais, da adequação das infraestruturas e da confirmação das condições necessárias à implementação das experiências propostas”.

Segundo documentos apresentados à Lusa pelos promotores desta iniciativa, este projeto abordou este potencial numa perspetiva sustentável e inclusiva, promovendo a conservação e a valorização do património natural e cultural, a acessibilidade e o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre as regiões participantes.

O projeto internacional envolveu AGAN+ no Minho, Comunidade Intermunicipal (CIM) do Alto Minho no Lima, Associação Ibérica de Municípios Ribeirinhos do Douro (AIMRD) no Douro, Turismo de Extremadura no Tejo e Cluster do Mar e Odiana no Guadiana. A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve (CCDR-A) participou como entidade colaboradora.

Com um orçamento total de 816.646,61 euros, cofinanciado em 75% pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), através do programa Interreg VI-A Espanha-Portugal (POCTEP) 2021-2027, a RED CIFT aposta no potencial dos rios partilhados como elementos de ligação entre territórios, recursos turísticos e espaços de encontro cultural.

A iniciativa procurou favorecer a diversificação da oferta turística, reforçar a cooperação entre territórios vizinhos e contribuir para o desenvolvimento socioeconómico das zonas fronteiriças.

“Neste sentido, a RED CIFT propõe uma forma de aproveitar os recursos fluviais que combina a experiência turística com o conhecimento da paisagem, da cultura e da identidade de cada território”, indicam os promotores da RED CIFT.

Segundo a mesma fonte, o objetivo foi transformar o potencial dos rios partilhados numa oportunidade de desenvolvimento sustentável e de baixo impacto, reforçando os laços entre as comunidades ribeirinhas e promovendo novas formas de descobrir o património em ambos os lados da fronteira.

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