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Sara Rodi promoveu a literatura portuguesa no Canadá

8 October 2026 at 17:15
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A convite da Coordenação do Ensino Português no Canadá (CEPE), do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., em parceria com a Embaixada de Portugal no Canadá, a escritora e argumentista portuguesa Sara Rodi deslocou-se ao Canadá para participar em várias iniciativas de promoção da língua e da literatura portuguesa.

Em Otava, Sara Rodi participou na VIII Feira do Livro Ibero-Americana e realizou uma palestra na Saint Paul University, onde apresentou o seu trabalho e teve a oportunidade de contactar diretamente com estudantes e jovens leitores.

A escritora esteve igualmente em Toronto, onde participou num encontro com a comunidade na Livraria Saudade, por ocasião da sua inauguração. O encontro foi dedicado ao seu mais recente romance, O Quanto Amei – Fernando Pessoa e as Mulheres da Sua Vida, uma obra que revisita a figura de Fernando Pessoa através das mulheres que fizeram parte da sua vida.

Sobre a sua passagem pelo Canadá, Sara Rodi descreveu a experiência como “muito especial” e que irá guardar “com muito carinho”.

A escritora falou também sobre o contacto com a comunidade portuguesa em Toronto “tive a oportunidade de apresentar o meu romance O Quanto Amei – Fernando Pessoa e as Mulheres da Sua Vida à comunidade portuguesa, que me acolheu com aqueles abraços que nos fazem sentir em casa”.

Sara Rodi recordou ainda as histórias e partilhas que ouviu durante a sua passagem pelo Canadá:

“Ouvi histórias, partilhas generosas e sonhos para o futuro que não vou esquecer. Foi muito bonito sentir esta ligação através da língua portuguesa e perceber o entusiasmo da comunidade pela literatura e pela cultura portuguesas”.

A escritora agradeceu ao CEPE Canadá, do Camões, I.P., e à Embaixada de Portugal no Canadá pela oportunidade, deixando também uma palavra de reconhecimento à equipa da Livraria Saudade, pelo convite e pela recepção.

A coordenadora do CEPE, Maria do Rosário Gaspar, destacou a importância destas iniciativas na promoção e divulgação da língua portuguesa no Canadá ”foi um final de tarde muito agradável, num espaço chamado “Saudade”, para falar de Fernando Pessoa. Foi muito bom ver a afluência do público e poder partilhar mais esta experiência de promoção e divulgação da língua portuguesa”, afirmou.

Maria do Rosário Gaspar deixou ainda um agradecimento especial a Nancy e Fátima, pela cedência do espaço para a realização do encontro.

A passagem de Sara Rodi pelo Canadá aproximou a literatura portuguesa dos leitores da comunidade e proporcionou novos momentos de encontro em torno da língua, da cultura e da literatura portuguesa.

FP/MS

Arsenal do Minho celebrou 40 anos de tradição e identidade minhota em Toronto

8 October 2026 at 16:45

Arsenal do minho

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Fotos: Cindy Da Ponte

Quatro décadas de histórias, amizades, famílias e amor às raízes. Foi este o espírito que marcou a celebração dos 40 anos do Arsenal do Minho de Toronto, numa noite em que a comunidade portuguesa se reuniu para recordar o caminho percorrido, celebrar o presente e olhar para o futuro com orgulho nas tradições minhotas.

Ao longo de 40 anos, o Arsenal do Minho tornou-se muito mais do que uma associação. Para muitas famílias, é uma segunda casa, um lugar de encontro onde a música, o folclore e as tradições ajudam a manter viva a ligação a Portugal e, em particular, ao Minho. A celebração assinalou também os 31 anos do Rancho Folclórico do Arsenal do Minho, que continua a transmitir às novas gerações os sons, as danças, os trajes e a cultura minhota.

As comemorações começaram na sexta-feira, 2 de outubro, com o tradicional Porto de Honra, realizado na sede do Arsenal do Minho. Entre abraços, reencontros e memórias, dirigentes, convidados e membros da comunidade deram início a um fim de semana dedicado à história da associação.

Photo: Cindy Da Ponte

No sábado, 3 de outubro, a celebração prosseguiu na LiUNA Local 183, em Toronto, reunindo familiares, amigos, membros da associação e convidados para uma noite dedicada aos 40 anos de história do Arsenal do Minho e às tradições que continuam a unir a comunidade portuguesa.

Entre as presenças estiveram a Presidente da Câmara de Toronto, Olivia Chow, o Presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, a Deputada Federal por Davenport, Julie Dzerowicz, e o Presidente do SC Braga, António Salvador.

A ligação entre Braga e a comunidade minhota em Toronto esteve no centro das palavras de João Rodrigues, que destacou a proximidade que permanece apesar da distância ‘é muito curioso nós chegarmos a tantos quilómetros de distância e vermos em cada uma destas pessoas uma continuação da cidade.” António Salvador sublinhou o orgulho em testemunhar a força da comunidade portuguesa e falou da intenção de reforçar a presença do SC Braga em Toronto, nomeadamente através de iniciativas desportivas dirigidas às crianças e aos jovens.

Fotos: Cindy Da Ponte

Do lado canadiano, Olivia Chow felicitou o Arsenal do Minho pela sua contribuição “para a cultura e pelo dinamismo da cidade de Toronto”, enquanto Julie Dzerowicz deixou uma mensagem de parabéns pelos 40 anos e votos de continuidade e crescimento.

Mas a verdadeira dimensão desta história encontra-se nas pessoas que, ao longo de quatro décadas, deram tempo, trabalho e dedicação à associação. Cristina Garcia falou da alegria de representar o Arsenal do Minho e celebrar “40 anos de vida, tradição e cultura”. Para Joel Bastos, estes são 40 anos de divulgação da cultura e das tradições minhotas no Canadá.

Nelson Martins, responsável pelo Rancho Folclórico, destacou o forte sentido de união que se vive na associação: “Somos uma família de muitos elementos e estou feliz por fazer parte desta família.” André, Vitória, Liliana e Patrizia partilharam também o orgulho de fazer parte desta história e de contribuir para a continuidade das tradições minhotas.

A mesma ligação passa para as novas gerações. Para a família Silva, composta por Nelson, Cláudia, Soraia e Aryana, envolver as crianças na comunidade portuguesa é uma forma de garantir que a cultura e as tradições se mantenham vivas no futuro.”

A noite foi animada por Cláudia Martins e os Minhotos Marotos, num ambiente de música, dança e convívio. Entre gerações, histórias e memórias, os 40 anos do Arsenal do Minho mostraram que uma tradição permanece viva quando é partilhada.

Uma história construída por muitas mãos e muitas famílias, mantendo vivas em Toronto as tradições e as raízes do Minho.

FP/MS

Santoinho 2026 reuniu mais de mil pessoas num verdadeiro arraial minhoto

8 October 2026 at 15:58
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DR.

No passado sábado, o evento da Associação Cultural do Minho de Toronto (ACMT) transformou-se num verdadeiro arraial minhoto, com mais de mil pessoas a encherem o espaço em Etobicoke para celebrar o Santoinho, conhecido como “o maior arraial minhoto no Canadá”. Inspirado nas tradicionais festas e romarias do Minho, o Santoinho mantém desde 1997 viva a cultura e as tradições portuguesas junto da comunidade no Canadá. A noite foi marcada pela gastronomia tradicional, com sardinha assada, caldo verde, bifanas, broa e champarrião, além de muita música e folclore. Os ACMT Bombos “Os Alegres”, os grupos folclóricos, a malhada do milho, a Roda do Santoinho e as atuações do Grupo Kalhambeque animaram uma noite de muita alegria e convívio. A festa terminou com DJ e a tradicional Roda do Santoinho.

Para Carlos Gonçalves, presidente da ACMT, “tudo correu como esperado”. Agradecendo aos mais de 70 voluntários, destacou a “excelente moldura humana” e garantiu que, no próximo ano, “a festa minhota será ainda mais forte”.

Opinião de apaixonados pela cultura minhota.

Para Augusto Bandeira, líder comunitário, apresentador do Roundtable e apaixonado pela cultura minhota, o Santoinho é muito mais do que um espaço de jantar, música e dança. “É uma forma de reviver aquilo que fomos e que, infelizmente, muitas vezes vamos deixando perder”, afirma. Nascido em 1972, em Darque, Viana do Castelo, pelas mãos de António Cunha, o Santoinho tornou-se, ao longo de mais de cinco décadas, uma referência na divulgação da cultura minhota. Para Augusto Bandeira, representa “memória, identidade e orgulho nas nossas raízes” e tem a capacidade de fazer com que quem não conhece o Minho possa “sentir um pouco do Minho”. Com o Encontro Vianense, do qual é responsável, já marcado para 8 de maio de 2027, considera muito importante levar esta tradição ao Canadá, sobretudo para aproximar as novas gerações das suas origens. “É uma forma de levar o Minho a quem está longe da sua terra e de manter vivas as nossas tradições.” Mas o entusiasmo é acompanhado por um apelo à autenticidade. Para Augusto Bandeira, celebrar o Santoinho fora de Portugal só faz sentido se a sua identidade for respeitada. “O folclore deve estar em primeiro lugar, acompanhado pelas músicas tradicionais que ali se ouvem e dançam.” E deixa uma referência especial: “A Marcha do Santoinho é única e verdadeira e deve ser respeitada.”

Conhecedor da história do Santoinho e próximo “dos seus proprietários”, que considera grandes amigos, Augusto Bandeira reforça que a iniciativa canadiana deve procurar ser “o verdadeiro Santoinho, ou pelo menos o mais próximo possível daquilo que ele representa”. “Podemos mudar muitas coisas com o passar dos anos, mas uma cultura só permanece viva quando as novas gerações conseguem perceber, respeitar e sentir aquilo que as gerações anteriores lhes deixaram”, sublinha. E termina com uma mensagem de reconhecimento e, ao mesmo tempo, de responsabilidade: “Parabéns a quem teve a excelente ideia de dar início à celebração deste excelente evento minhoto, mas respeitem o que é verdadeiramente o Santoinho.”

Por seu turno, Maria Melo destaca que “a festa transborda alegria e distingue-se pelo espírito de comunidade e pela gastronomia tradicional”. As sardinhas e febras na brasa, o champarrião, as marchas populares e os conjuntos musicais fazem desta “uma noite muito especial”. Entre os momentos mais marcantes, destaca “a emocionante demonstração do malhar do milho, a tradicional desfolhada minhota”, acompanhada pelo som das concertinas e pelas danças folclóricas. “É a nossa história vestida de festa. É honrar o passado do Minho e fortalecer a nossa identidade luso-canadiana”, afirma Maria, que espera que “este grande arraial continue a ser celebrado, geração após geração, para que as nossas tradições nunca se percam”. “É com grande amor às nossas tradições e com orgulho que continuo a ser voluntária nestes eventos”, conclui.

Mais do que uma noite de festa, o Santoinho voltou a ser um ponto de encontro para a comunidade portuguesa, onde a gastronomia, a música e as tradições minhotas se juntaram para recriar, em Etobicoke, o espírito das romarias.

RMA/MS

No PCCM, Fado une gerações numa noite de homenagem a Amália Rodrigues

8 October 2026 at 15:41
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Fotos: Cindy Da Ponte

Foi uma noite dedicada à alma de Portugal, onde a música, a emoção e a cultura se encontraram através do fado. O Portuguese Cultural Centre of Mississauga realizou a tradicional Gala de Fado, este ano integrada na primeira edição do Festival Internacional de Fado de Toronto e dedicada a uma das maiores referências da cultura portuguesa: Amália Rodrigues. Realizada há 26 anos, a gala é motivo de orgulho para Jorge Mouselo, presidente do Centro Cultural Português de Mississauga, que destaca a importância de preservar uma tradição já enraizada na comunidade. “Não quero que isto morra”, afirmou, defendendo também uma maior união entre os clubes portugueses no Canadá.

Para Mouselo, a parceria com o Festival Internacional de Fado representa uma oportunidade para abrir o Centro a novos projetos e aproximar diferentes comunidades portuguesas. A gala reuniu artistas vindos de Portugal e talentos ligados à comunidade local, mas o dirigente acredita que, no futuro, poderá haver uma edição especialmente dedicada aos artistas da comunidade. “Os nossos artistas locais mereciam uma noite destas também”, afirmou. Mais do que uma noite de música, a iniciativa pretende celebrar o fado, homenagear Amália Rodrigues e reforçar os laços da comunidade. “Sem o vosso apoio, sem o vosso carinho, nada disto acontecerá”, sublinhou Mouselo.

Entre as artistas participantes esteve Suzy Silva, cuja formação em jazz lhe trouxe novas ferramentas para a composição, harmonia e arranjos, sem alterar a forma como aprendeu a cantar fado. “Eu aprendi a cantar fado da maneira que todos nós aprendemos: a ouvir os antigos”, explicou.

Amália é uma das suas maiores referências, uma espécie de “santa padroeira de todas as fadistas”. Suzy estudou atentamente as suas interpretações, desde a divisão dos versos à dicção e colocação da voz. Interpretar um fado associado a Amália representa, por isso, uma responsabilidade especial. “É impossível tirar do ouvido de quem ouve a versão original, que é grandiosa”, reconheceu. Ainda assim, procura imprimir às interpretações a sua própria identidade, através do “amor e dedicação” que coloca em cada atuação.

Para Suzy, o fado não pode ser reduzido a uma única definição: “É emoção, é música, mas também é um estado de espírito.” A cantora considera uma honra representar os fadistas da comunidade e destaca o crescente interesse pelo género entre públicos francófonos e anglófonos. “O fado tem muita coisa interessante a dar a conhecer ao mundo inteiro”, afirmou.

A cantora portuguesa Lenita Gentil também participou na gala de homenagem a Amália. Feliz por regressar a uma região onde tem muitos amigos, destacou a importância destas iniciativas para os portugueses no estrangeiro. “Onde houver um português tem que haver fado”, afirmou. Lenita recordou o seu percurso, iniciado na canção e marcado por festivais internacionais, até chegar ao fado, influenciada pelo ambiente musical familiar e pelos grandes nomes do género. Considera positivo o crescente interesse dos jovens e de públicos estrangeiros pelo fado, incluindo japoneses e chineses que já cantam e tocam esta música. Para a artista, esse fenómeno demonstra a sua força e universalidade. Recordou ainda a parceria de mais de 20 anos com Natalino de Jesus, com quem gravou Fado para Dois e continua a atuar. Natalino reforça a importância do Fado, numa comunidade onde a “saudade” é a palavra de sentimento.

João Brito, artista e organizador do Festival Internacional de Fado, considera a concretização do projeto um grande desafio. A ideia nasceu e avançou com o apoio de três associações. Apesar dos contratempos, a primeira edição levou o fado a Toronto e Mississauga, com salas bem preenchidas. “Esta é a primeira vez, mas não vai ser a última”, garantiu.

Para as próximas edições, a intenção é crescer gradualmente, envolver mais associações, chegar a outras cidades, incluindo Montreal, e apresentar o fado também a públicos não portugueses através de concertos mais intimistas. “Temos que começar a mostrar o fado”, defende.

Outra prioridade é dar espaço aos artistas da comunidade. Brito quer que o festival funcione como uma “rampa de lançamento” para fadistas e músicos de Toronto, Montreal, Vancouver e outras regiões, mostrando que existem muitos talentos locais que “também fazem bem” e merecem ser conhecidos.

Entre a homenagem a Amália, a tradição da Gala de Fado e os novos caminhos do festival, a noite em Mississauga mostrou que o fado continua vivo: preserva as raízes portuguesas, aproxima gerações e comunidades e, ao mesmo tempo, encontra novos artistas e públicos muito para além de Portugal.

RMA/MS

Toronto recebeu o 53.º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau

8 October 2026 at 14:38
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Fotos: Cindy Da Ponte

Toronto foi palco do 53.º Congresso Mundial das Academias do Bacalhau, um dos mais importantes encontros anuais desta comunidade internacional. Ao longo de vários dias, 280 participantes, representantes de 17 Academias e delegações de mais de uma dezena de países reuniram-se para celebrar a amizade, reforçar laços e, sobretudo, reafirmar o compromisso de ajudar quem mais precisa. A programação estendeu-se por diferentes locais da região, incluindo Toronto, Hamilton, Niagara Falls, Niagara-on-the-Lake, Mississauga e a região vinícola de Niagara. O encontro proporcionou aos participantes uma experiência que combinou convívio, cultura, turismo e tradição, tendo como elo comum a portugalidade.

Uma celebração da identidade portuguesa

O programa culminou com o Jantar de Gala do 53.º Congresso Mundial, realizado no Renaissance by the Creek e apresentado por Rómulo Ávila, numa noite dedicada ao convívio e à celebração da identidade portuguesa além-fronteiras. A cerimónia começou ao som dos hinos do Canadá e de Portugal, num momento simbólico que refletiu a ligação entre os dois países e o espírito internacional das Academias do Bacalhau. A noite contou ainda com atuações da Luso-Can Tuna, Sara Dantas e Karma Band, que animaram o público e contribuíram para um ambiente de festa. Outro momento especial foi a tradicional troca de lembranças entre as Academias, reforçando os laços de amizade que estão na base destes encontros.

Solidariedade no centro da missão

Mais do que um encontro social, o Congresso Mundial voltou a colocar a solidariedade no centro da missão das Academias do Bacalhau. Na abertura, Raoul Gomes, Presidente da Academia do Bacalhau de Toronto, agradeceu a presença das diferentes delegações e destacou a importância da união entre as Academias. Zilda Evangelista, Vice-Presidente da Academia do Bacalhau de Toronto, reforçou igualmente o espírito de entreajuda que caracteriza este movimento. “A Academia é isto: é darmos a mão uns aos outros, ajudarmo-nos e sabermos compreender-nos.” A mensagem esteve presente ao longo de todo o congresso: celebrar a amizade, sem esquecer a responsabilidade social e o apoio às comunidades portuguesas.

Apoio às comunidades portuguesas

Entre as causas em destaque esteve a comunidade portuguesa na Venezuela, que continua a enfrentar importantes desafios económicos e sociais. Paulo Valor, Adido Social da Embaixada Portuguesa na Venezuela, sublinhou a importância de manter uma presença próxima e de continuar a apoiar quem mais necessita. O congresso serviu também para apresentar e reforçar novos projetos de solidariedade, incluindo iniciativas de apoio à terceira idade e programas destinados às novas gerações, nomeadamente através da atribuição de bolsas de estudo.

Uma rede sem fronteiras

A dimensão internacional ficou evidente com a presença de Academias provenientes de vários países. Entre os participantes esteve Rogério Nascimento, da Academia do Bacalhau Mãe, em Joanesburgo, que destacou o orgulho de fazer parte deste movimento e de partilhar em Toronto um momento de união com Academias de todo o mundo. O encontro confirmou assim a força de uma rede que ultrapassa fronteiras e gerações, mantendo uma identidade comum baseada na amizade, solidariedade e portugalidade.

Toronto, ponto de encontro do mundo português

Depois de dias dedicados a reuniões, projetos e solidariedade, o jantar de gala encerrou o congresso num ambiente de música, dança e convívio. Com 280 participantes e 17 Academias, Toronto tornou-se um verdadeiro ponto de encontro da comunidade portuguesa e lusodescendente. O 53.º Congresso Mundial deixou uma mensagem clara: a força das Academias está na capacidade de transformar amizade em solidariedade e tradição em ação.

Em Toronto, a Academia do Bacalhau voltou a demonstrar que a portugalidade não conhece fronteiras — e que ajudar o próximo continua a ser uma das formas mais fortes de manter Portugal presente no mundo.

RMA/MS

Padre José Edgar Barbosa homenageado em São Miguel de Lobrigos

8 October 2026 at 12:06

VTM

A Junta de Freguesia de São Miguel de Lobrigos assinalou, no dia 29 de setembro, as comemorações em honra do seu Padroeiro, São Miguel, numa noite especialmente marcada pela homenagem ao padre José Edgar Barbosa, figura profundamente ligada à vida religiosa e comunitária da freguesia, onde exerceu o seu ministério pastoral entre 1981 e 2025.

Depois da eucaristia celebrada na Igreja Matriz, realizou-se uma homenagem carregada de “significado e emoção”, evocando o percurso, a dedicação e a proximidade do padre Edgar às pessoas e às instituições da freguesia.

Durante a cerimónia, o padre António Luís destacou o trabalho desenvolvido pelo sacerdote José Edgar e a importância da sua ação pastoral ao longo dos anos, recordando a sua presença constante junto da comunidade e o legado que deixou em São Miguel de Lobrigos.

O presidente da Junta de Freguesia, José Afonso Gonçalves, sublinhou a importância de preservar a memória daqueles que marcaram a história da terra e a vida das suas gentes. “Mais do que recordar o padre Edgar, quisemos agradecer-lhe. Agradecer tantos anos de dedicação, de presença, de amizade e de serviço à nossa comunidade. Há pessoas que passam pela nossa terra e há outras que ficam para sempre ligadas a ela. O padre Edgar pertence, sem dúvida, à história e à memória de São Miguel de Lobrigos”.

A homenagem constituiu o ponto central das comemorações de São Miguel, reunindo familiares, comunidade, entidades e muitos daqueles que, ao longo dos anos, conviveram de perto com o sacerdote.

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