A Polícia Judiciária (PJ), informa em comunicado que, através da Unidade de Informação Criminal, localizou e deteve no Algarve sem especiaficar a localidade, no cumprimento de um mandado de detenção europeu, emitido pelas autoridades judiciárias da Alemanha, um cidadão estrangeiro, do sexo masculino, com 57 anos, suspeito da prática do crime de tráfico de estupefacientes.
Durante o ano de 2022, no decurso de uma investigação, diz a PJ que foi apurado que o homem dedicava-se ao tráfico de haxixe, no município de Bitz, na Alemanha.
Numa busca domiciliária, foi encontrado na sua posse, uma elevada quantidade de comprimidos de oxicodona e buprenorfina.
Por estes factos, poderá vir a ser condenado na pena de 15 anos de prisão. A PJ finaliza a sua missiva adiantando que o homem irá ser presente ao Tribunal da Relação de Évora, para aplicação de uma medida de coação.
ACP cancela na totalidade a realização da mítica prova que voltou ao WRC em 2007 no Algarve
O Rally de Portugal vai ficar fora do Campeonato Mundial de Rallyes (WRC) em 2027 e a próxima edição da prova foi cancelada para outro qualquer campeonato, nacional ou europeu.
O Automóvel Club de Portugal (ACP) atribuiu a decisão a uma alteração de última hora promovida pelo promotor do campeonato – grupo francês Cosmobilis -, afastando qualquer relação com os incidentes registados na edição de 2026.
“O Rally de Portugal não se vai realizar em 2027”, confirmou o ACP à Agência Lusa, admitindo o regresso da prova ao calendário WRC em 2028, porém, a organização garante ainda que a exclusão não está relacionada com questões financeiras nem com a mudança prevista do centro nevrálgico da prova, de Matosinhos para Viseu.
O ACP esclarece que a alteração do calendário teve como objetivo tornar o WRC “geograficamente tão diverso e intercontinental quanto possível”, acabando por afetar o Rally de Portugal, que se realizaria entre 13 e 16 de maio, tendo como base a cidade de Viseu.
A organização rejeita também a existência de indemnizações, explicando que, apesar dos contratos estabelecidos, os calendários são ratificados anualmente pelo promotor e pela Federação Internacional do Automóvel.
Prova portuguesa é fundadora do Mundial de Rallyes
A prova portuguesa, uma das fundadoras do Campeonato do Mundo de Rallyes, integrou o WRC desde 1973, com exceções em alguns anos, e regressou ao calendário em 2007, de forma mais regular, tendo então como base o Algarve.
Rally de Portugal 2009
Saliente-se que, esta será apenas a segunda vez desde a primeira edição, em 1967, que o Rally de Portugal não se realiza, depois do cancelamento de 2020 devido à pandemia de Covid-19.
Recorde-se que a primeira temporada WRC contou com 13 provas, sendo cada uma realizada num país ou território diferente, no caso, no Mónaco (Rally de Monte Carlo), Suécia (Rally da Suécia), Portugal (Rally de Portugal), Quénia (Safari Rally), Marrocos (Rally de Marrocos), Grécia (Rally da Acrópole), Polónia (Rally da Polónia), Finlândia (Rally dos 100 Lagos/Rally da Finlândia), Áustria (Rally dos Alpes Austríacos), Itália (Rally de Sanremo), Estados Unidos (Rally Press-on-Regardless), Reino Unido (Rali RAC) e França (Tour de Corse / Rally de Córsega).
Portugal perde cerca de 200 milhões de euros
O Automóvel Club de Portugal lamenta o impacto da decisão para o país e recorda que o estudo realizado em 2025 apontou para um retorno superior a 193 milhões de euros para a economia nacional através da realização do Rally de Portugal.
Carlos Barbosa (Foto: ACP – Arquivo)
Apesar de não se ter disponibilizado para prestar declarações, o presidente do ACP, Carlos Barbosa, partilhou com a Agência Lusa, em resposta por escrito, que “um sentimento de grande surpresa e de choque, do qual resultou uma sensação clara de frustração” com este desfecho.
No calendário WRC para 2027 divulgado na passada semana pela Federação Internacional do Automóvel (FIA) e pelo Promotor Cosmobilis, o Rally de Portugal é a única prova a ficar de fora em relação a este ano, enquanto que o calendário é alargado de 13 para 15 provas, entrando os Estados Unidos e o Reino Unido, reentrando a Arábia Saudita – que não se realizou este ano -, como jornada de encerramento.
Tudo começou com um cansaço aparentemente banal. Uma pessoa ativa, profissionalmente realizada, habituada a uma vida normal, começa a sentir que algo mudou. As escadas parecem mais longas. O percurso habitual até ao trabalho torna-se mais exigente. Ao final do dia, a energia desaparece mais depressa do que seria expectável. Primeiro atribui-se a culpa ao stress. Depois à idade. Mais tarde, à falta de descanso. Mas o cansaço não passa.
Meses depois surgem outros sinais. Perda de peso sem explicação. Suores noturnos. Uma sensação constante de fraqueza. Finalmente, chega o diagnóstico: Mielofibrose. Para a maioria dos portugueses, o nome diz pouco ou nada. No entanto, para quem recebe este diagnóstico, representa uma mudança profunda na sua vida.
Embora seja uma doença pouco conhecida, a Mielofibrose tem um impacto significativo na vida de quem com ela convive. Por isso, vale a pena falar sobre esta doença, que permanece praticamente invisível para a sociedade até ao momento em que entra, sem aviso, na vida de alguém.
A Mielofibrose é um cancro raro do sangue que afeta a medula óssea. À medida que a doença evolui, a produção normal de células sanguíneas torna-se menos eficaz, levando frequentemente ao aparecimento de anemia, aumento do baço e sintomas constitucionais como febre, perda de peso, fadiga e suores noturnos.
Apesar dos avanços científicos das últimas décadas, continua a existir uma realidade difícil de ignorar: muitas pessoas vivem durante bastante tempo com sintomas que são subvalorizados, quer pelos próprios doentes, quer por quem os rodeia. Talvez porque todos nós nos habituámos a normalizar o cansaço.
Vivemos numa sociedade onde estar cansado é quase um estado permanente. Trabalhamos mais. Dormimos menos. Acumulamos responsabilidades. Por isso, quando alguém se queixa de fadiga persistente, raramente imagina que possa estar perante uma doença hematológica grave.
Contudo, para muitos doentes com Mielofibrose, a anemia torna-se uma das manifestações mais incapacitantes da doença. Os números ajudam a perceber a dimensão do problema: cerca de 38% dos doentes apresentam anemia no momento do diagnóstico, percentagem que ultrapassa os 50% durante a evolução da doença. Mas os números contam apenas parte da história.
A verdadeira dimensão da anemia mede-se de outra forma. Mede-se no avô que deixou de brincar com os netos porque já não tem energia. Na pessoa que abandona a atividade física que sempre praticou. No profissional que passa a ter dificuldade em cumprir um dia de trabalho. Na família que reorganiza a sua rotina em função de consultas, exames ou transfusões. Mede-se, sobretudo, na perda gradual de autonomia. É por isso que, quando falamos de Mielofibrose, não estamos apenas a discutir resultados laboratoriais. Estamos a falar de qualidade de vida.
Sabemos hoje que a anemia associada à Mielofibrose não é apenas um sintoma incómodo. Está associada a um pior prognóstico da doença e constitui um dos fatores considerados na avaliação do risco destes doentes. Além disso, pode aumentar a necessidade de cuidados médicos e condicionar profundamente o bem-estar físico, emocional e social.
Recentemente, um grupo de hematologistas portugueses, do qual faço parte, reuniu a evidência científica disponível e a experiência da prática clínica nacional para desenvolver recomendações destinadas a melhorar a abordagem das alterações sanguíneas que afetam os doentes com Mielofibrose. O objetivo é simples: contribuir para cuidados mais uniformes, mais eficazes e mais centrados nas necessidades reais das pessoas que vivem com esta doença. Mas os profissionais de saúde não conseguem mudar esta realidade sozinhos. A consciencialização da sociedade continua a ser uma peça fundamental.
Nenhuma campanha de sensibilização eliminará uma doença rara. Mas pode ajudar a reduzir o desconhecimento que frequentemente a acompanha. Pode fazer com que mais pessoas valorizem sintomas persistentes. Pode levar alguém a procurar ajuda mais cedo. Pode diminuir o isolamento que muitas vezes acompanha os doentes com patologias pouco conhecidas.
Por isso, deixo um convite simples. Valorizemos os sinais que o nosso corpo nos dá. Nem todo o cansaço esconde uma doença grave. Felizmente, a esmagadora maioria das vezes não esconde. Mas quando o cansaço é persistente, inexplicável e acompanhado por sinais como perda de peso involuntária, anemia, febre, suores noturnos ou aumento abdominal, merece ser investigado. Porque, por vezes, a diferença entre ignorar um sintoma e procurar uma explicação pode mudar o rumo de uma vida. Porque nenhuma doença rara deveria permanecer invisível apenas porque afeta poucos doentes. A cada uma dessas pessoas, a sua doença não parece rara. Parece apenas a coisa mais importante do mundo.
* Hematologista – ULS de Santa Maria, Coautora da publicação ‘Gestão prática das citopenias no doente com mielofibrose adaptada à realidade em Portugal’
Entre 22 e 24 de outubro, o Festival Política regressa a Loulé com a Constituição da República Portuguesa, que completa 50 anos, como tema transversal. Ao todo são 17 atividades de entrada gratuita em Loulé, Quarteira e Geoparque Algarvensis Do teatro à música, do humor ao cinema, das conversas às exposições, a programação deste ano […]
Loulé recebe, de 9 a 11 de outubro, o Festival Emersivo, com 14 projetos musicais e duas performances poéticas distribuídos por quatro palcos: Palácio Gama Lobo, Casa da Cultura, Banhos Islâmicos e Bafo de Baco. Entre os nomes do cartaz estão Alex D’Alva, Rita Onofre e MANILA. Depois de passar por Vila Nova de Famalicão […]
Três homens abordaram um turista perto das 15h00 desta quarta-feira, 7 de outubro, na Quinta do Lago, freguesia de Almancil, no concelho de Loulé, tendo após o roubo fugido com um relógio Rolex no valor de 60 mil euros, como é referido na reportagem da TVI.
O roubo ocorreu junto ao Hotel Conrad, perto do Quinta Shopping, quando o homem foi abordado pelos suspeitos, que lhe terão arrancado o relógio do pulso, tendo-lhe provocado escoriações num dos braços, sem necessidade de tratamento hospitalar.
Os três assaltantes, que estariam de cara descoberta para não levantar suspeitas, fugiram, depois, num carro Seat, em direção a Vale do Lobo. Saliente-se que nos últimos meses, houve outras tentativas e roubos de relógios de luxo nesta zona do Algarve, bem como em Vilamoura.
As autoridades suspeitam que o turista pudesse estar a ser vigiado há algum tempo, uma vez que os assaltantes terão atuado de forma rápida e aparentemente direcionada. Não foram utilizadas armas de fogo.
Entre 22 e 24 de outubro, o Festival Política regressa a Loulé com a Constituição da República Portuguesa, que completa 50 anos, como tema transversal. Ao todo serão 17 atividades de entrada gratuita em Loulé, Quarteira e Geoparque Algarvensis.
De acorco com a nota chegada ao nosso jornal, de teatro à música, do humor ao cinema, das conversas às exposições, a programação deste ano do Festival Política de Loulé pergunta o que os direitos proclamados no texto constitucional significam no quotidiano, o que prometem e o que ainda falta cumprir. A Constituição da República Portuguesa, que completa 50 anos em 2026, é o ponto de partida da programação.
A maioria das atividades decorre no Cineteatro Louletano, mas o festival percorre outros espaços e freguesias do concelho de Loulé.
No primeiro dia, 22 de outubro, às 19:00 hrs, no foyer do Cineteatro Louletano, “Artigo 1.º” apresenta-se como uma releitura do texto constitucional, proposta por Mariana Martins, vencedora do concurso de bolsas para jovens artistas, ativistas e criadores promovido pelo Festival Política.
Pelas 21:00 hrs, Sara Barros Leitão sobe ao palco do Cineteatro Louletano com o novo monólogo “Nós, Sozinhas”. A partir de um verso de Maria Teresa Horta, revisita os julgamentos, os dois referendos e a mobilização da sociedade civil que levaram à despenalização do aborto, há quase duas décadas.
Já na sexta-feira, 23 de outubro, às 18:00 hrs, o spoken word de D’sousa (Dário de Sousa), natural de Quarteira, transforma a palavra dita em presença e encontro, no Café Calcinha. Às 21:00 hrs, dá-se o regresso ao Cineteatro, pela artista dragSincera Mente que apresenta “LIVRE MENTE”, um stand-up que toma o livre arbítrio como mote para falar das escolhas, boas e menos boas, que fazemos em liberdade.
E às 22:30 hrs, também no Cinetreatro Louletano, a sessão Corpos em Trânsito reúne três curtas-metragens sobre as vidas na periferia, a violência que levou à morte de Odair Moniz e as decisões impossíveis no Portugal pré-25 de Abril.
O último dia do Festival Política, 24 de outubro, decorre em vários pontos do concelho. Às 10:30 hrs, arranca uma visita guiada ao Geoparque Algarvensis, gratuita e com transporte incluído (inscrição em participa.politica@gmail.com; transporte gratuito às 09:45 htrs, na Avenida 25 de Abril, Loulé).
Durante a tarde de sábado, o Festival instala-se em Quarteira. As atividades arrancam às 15:00 hrs, no CALQ III , com a sessão Direito à Cidade, que apresenta três curtas sobre o dia a dia de comunidades migrantes em Portugal, entre a pertença e a precariedade. Às 16:00 hrs, na Praça do Mar, António Brito Guterres e Emma Andreetti apresentam o resultado da residência “Mapeamento Cultural Simbólico de Quarteira”, com um fanzine e uma conversa aberta ao público sobre as diferentes formas de habitar a cidade.
Ainda em Quarteira e também na Praça do Mar, mas às 18:00 hrs, o concerto-conversa “Artigo por Artigo” junta Selma Uamusse e António Brito Guterres para uma conversa a duas vozes, com música pelo meio, sobre os 50 anos da Constituição.
Às 21:30 hrs, no Cineteatro Louletano, emmy Curl encerra o festival com “Solarpunk – Um Pastoral do Futuro Regenerativo“, que imagina um futuro em que a política ambiental e a gestão dos recursos se alinham com o bem-estar humano.
Importa referir ainda que duas exposições acompanham o Festival Política. “A Nossa Constituição É a Mais Bonita do Mundo”, no Cineteatro Louletano, parte de uma ideia da agência Edson Tech & Soul e reúne dez fotografias de Frederico Martins (Lalaland Studios), com curadoria de António Romano, protagonizadas por artistas, atletas e modelos da Central Models. “Constelações Parlamentares”, de João Bernardo Narciso, estará patente no Mercado de Loulé e consiste num conjunto de mapas de rede construídos a partir de milhares de votações, que convida a ler visualmente as relações de poder no Parlamento Europeu.
“Cinquenta anos depois, a Constituição continua a ser um texto que precisamos de conhecer, discutir e pôr à prova no dia a dia. O festival é um convite para perguntar o que os direitos prometidos significam nas nossas vidas e o que ainda falta cumprir. Fazemo-lo através da arte e do diálogo, de forma gratuita e aberta a todas as pessoas”, refere Rui Oliveira Marques, codiretor artístico do Festival Política.
Todos os espetáculos têm interpretação para língua gestual portuguesa e todos os filmes, incluindo os falados em português, estão legendados em português. O Festival Política de Loulé resulta de uma coprodução entre a Associação Isonomia e o Cineteatro Louletano. A programação completa encontra-se disponível em festivalpolitica.pt.
Depois de Loulé, o Festival Política passa por Coimbra (12 a 14 de novembro) e por Torres Vedras (28 e 29 de novembro).
Hoje, sábado, 10 de outubro, o ator e escritor João Mota vai estar na Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, em Loulé, para a apresentação do seu primeiro livro. Mas antes, irá promover uma oficina de escrita criativa.
Das 14h00 às 17h00, o mote vai ser “ESCREVER-ME – Escrever o que sinto, para sentir de uma forma mais livre e plena”, numa sessão para jovens dos 13 aos 20 anos.
A escrita criativa é uma ferramenta de expressão pessoal e autoconhecimento, especialmente durante a adolescência, uma fase marcada por intensas transformações. Nesta oficina, os adolescentes serão convidados a explorar e expressar as suas emoções através da escrita.
A atividade inclui exercícios de aquecimento que estimulam a criatividade e a liberdade de expressão, seguidos de propostas específicas que incentivam os participantes a refletirem sobre as suas experiências e sentimentos. Os adolescentes terão a oportunidade de expressar-se através de textos que variam desde poemas até narrativas curtas, permitindo que explorem o seu mundo interno, num ambiente seguro e de aceitação incondicional positiva.
A oficina pretende promover a escrita como ferramenta de suporte para a catarse emocional, melhoria da autoestima e do bem-estar emocional, ajudando os jovens a entender e aceitar os seus sentimentos e emoções de uma forma mais plena e livre.
Para participar nesta atividade, é necessária inscrição prévia para biblioteca@cm-loule.pt As vagas são limitadas e a participação gratuita. Confere-se diploma de participação.
Pelas 18h30, será apresentado “Tudo o que nunca te disse, meu Amor”. «Queria-te com esse teu cheiro, com defeitos, com aquela vulnerabilidade que só existe quando duas pessoas se aproximam o suficiente para se magoarem. Queria-te num mundo onde ainda se sente vergonha, e ciúme, e desejo, e medo. Queria-te onde se ouve o som da respiração e onde o silêncio tem peso. Um lugar sem Wi-Fi, sem ghosting, sem o botão de desligar a conversa.»
A vertigem da paixão, a dor da perda, a reconciliação e o medo do fim prendem-nos numa história envolvente que nos leva a mergulhar no mundo emocional de um homem intenso que não deixa ninguém indiferente.
Em “Tudo o que nunca te disse, meu Amor”, a Contraponto revela o talento de João Mota, uma nova voz na literatura romântica, capaz de tocar pessoas de todas as idades e de fazê-las acreditar que o amor pode mesmo salvar os dias.
No final haverá banca de livros e sessão de autógrafos
João Mota é natural de Albufeira. É licenciado em Psicologia e Gestão de Empresas e encontra-se a terminar o mestrado em Psicologia Clínica e de Aconselhamento. Trabalha como ator desde 2014, em teatro, cinema e televisão. Concluiu diferentes formações na área da expressão dramática em Portugal e no Brasil.
Escreve poesia desde os 12 anos. Desde então, a escrita tem sido uma ferramenta que o acompanha e ajuda a organizar o pensamento e as emoções, ou simplesmente a apreciar um momento contemplativo.
Após reconhecer, à escrita, características catárticas, procurou a validação científica do impacto positivo que a escrita tinha em si próprio. Nesse sentido, ao longo do seu percurso académico, foi dando estrutura teórica e científica às suas ideias, o que lhe permitiu criar projetos que associam a escrita ao bem-estar emocional. A experiência artística permitiu-lhe um contacto diferenciado com o mundo das emoções, que, aliado a uma paixão pela escrita e à formação académica na área da Psicologia, levaram-no a desenvolver, nos últimos dois anos, atividades junto do público adolescente.
Em 2023, fundou o Clube de Poesia na Universidade Autónoma de Lisboa, dando início a um percurso de encontros de escrita criativa e expressão artística por todo o país.