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D. Vitorino Soares inicia Semana das Missões este domingo em São Brás de Alportel

10 October 2026 at 15:04

Bispo do Algarve vai estar com as comunidades paroquiais da Diocese a partir de 11 de outubro

O Bispo do Algarve, D. Vitorino José Pereira Soares, que iniciou o seu ministério no Algarve no passado dia 19 de setembro, começa este domingo, 11 de outubro, a iniciativa “FAROL – Fé que aproxima, Igreja que encontra”, cujo objetivo é estar presente e próximo das comunidades paroquiais da Diocese.

A iniciativa começa na Paróquia de São Brás de Alportel e coincide com o início da Semana das Missões, que este ano celebra o seu primeiro centenário.

Três semanas depois de iniciar o seu ministério na região algarvia, o Bispo quer criar momentos de encontro, escuta e diálogo e conhecer a realidade concreta de cada paróquia.

D. Vitorino Soares

D. Vitorino Soares quer também valorizar a diversidade das comunidades, o trabalho dos párocos e o empenho dos leigos na vida e na missão da Igreja. A iniciativa tem natureza pastoral e relacional e não pretende ser uma visita pastoral canónica.

FAROL = Um nome inspirado no mar e na luz

O nome FAROL vem da forte ligação histórica e simbólica do Algarve ao mar e à luz que orienta os caminhos. Na vida da Igreja, o farol lembra a luz da fé e a esperança cristã: uma presença que «orienta sem se impor» e «ilumina sem substituir o caminho de cada um». As letras do nome podem também ler-se como um acrônimo: Fé, Acolhimento, Relação, Oração e Ligação.

Objetivos

A iniciativa quer promover o encontro pessoal do Bispo com as comunidades e conhecer mais de perto a realidade humana, espiritual e pastoral de cada paróquia.

D. Vitorino Soares quer ainda escutar os párocos, valorizar o serviço de sacerdotes, diáconos, consagrados e leigos e favorecer uma cultura de proximidade, corresponsabilidade e participação na missão evangelizadora.

D. Vitorino Soares

Na nota pastoral que se publica a seguir, em que apresenta a iniciativa, D. Vitorino Soares sublinha que “O FAROL pretende ser mais do que uma ronda de visitas: deseja constituir-se como sinal de proximidade, escuta e comunhão entre o Bispo e as comunidades que formam esta querida Diocese do Algarve.”

Calendário dos primeiros encontros

11 de outubro – São Brás de Alportel

  • 10h30 – Eucaristia na Igreja Matriz de São Brás de Alportel
  • 12h00 – Eucaristia na Capela do Alportel

18 de outubro (domingo) – Castro Marim, Monte Gordo e Vila Real de Santo António (centésimo Dia Mundial das Missões)

  • 10h30 – Missa em Monte Gordo
  • 12h00 – Missa em Castro Marim
  • 17h30 – Missa em Vila Real de Santo António

25 de outubro – Tavira

  • 9h00 – Missa na Conceição de Tavira
  • 11h00 – Encontro com a comunidade de língua inglesa
  • 11h30 – Missa na Igreja de Santiago

A Diocese do Algarve convida todas as comunidades a acolher o seu novo Pastor e a participar nestes momentos de fé, encontro e comunhão.

PJ detém no Algarve homem procurado na Alemanha

10 October 2026 at 13:05

A Polícia Judiciária (PJ), informa em comunicado que, através da Unidade de Informação Criminal, localizou e deteve no Algarve sem especiaficar a localidade, no cumprimento de um mandado de detenção europeu, emitido pelas autoridades judiciárias da Alemanha, um cidadão estrangeiro, do sexo masculino, com 57 anos, suspeito da prática do crime de tráfico de estupefacientes.

Durante o ano de 2022, no decurso de uma investigação, diz a PJ que foi apurado que o homem dedicava-se ao tráfico de haxixe, no município de Bitz, na Alemanha.

Numa busca domiciliária, foi encontrado na sua posse, uma elevada quantidade de comprimidos de oxicodona e buprenorfina.

Por estes factos, poderá vir a ser condenado na pena de 15 anos de prisão. A PJ finaliza a sua missiva adiantando que o homem irá ser presente ao Tribunal da Relação de Évora, para aplicação de uma medida de coação.

O dia em que subir um lanço de escadas deixou de ser normal

10 October 2026 at 11:01

Tudo começou com um cansaço aparentemente banal. Uma pessoa ativa, profissionalmente realizada, habituada a uma vida normal, começa a sentir que algo mudou. As escadas parecem mais longas. O percurso habitual até ao trabalho torna-se mais exigente. Ao final do dia, a energia desaparece mais depressa do que seria expectável. Primeiro atribui-se a culpa ao stress. Depois à idade. Mais tarde, à falta de descanso. Mas o cansaço não passa.

Meses depois surgem outros sinais. Perda de peso sem explicação. Suores noturnos. Uma sensação constante de fraqueza. Finalmente, chega o diagnóstico: Mielofibrose. Para a maioria dos portugueses, o nome diz pouco ou nada. No entanto, para quem recebe este diagnóstico, representa uma mudança profunda na sua vida.

Embora seja uma doença pouco conhecida, a Mielofibrose tem um impacto significativo na vida de quem com ela convive. Por isso, vale a pena falar sobre esta doença, que permanece praticamente invisível para a sociedade até ao momento em que entra, sem aviso, na vida de alguém.

A Mielofibrose é um cancro raro do sangue que afeta a medula óssea. À medida que a doença evolui, a produção normal de células sanguíneas torna-se menos eficaz, levando frequentemente ao aparecimento de anemia, aumento do baço e sintomas constitucionais como febre, perda de peso, fadiga e suores noturnos.

Apesar dos avanços científicos das últimas décadas, continua a existir uma realidade difícil de ignorar: muitas pessoas vivem durante bastante tempo com sintomas que são subvalorizados, quer pelos próprios doentes, quer por quem os rodeia. Talvez porque todos nós nos habituámos a normalizar o cansaço.

Vivemos numa sociedade onde estar cansado é quase um estado permanente. Trabalhamos mais. Dormimos menos. Acumulamos responsabilidades. Por isso, quando alguém se queixa de fadiga persistente, raramente imagina que possa estar perante uma doença hematológica grave.

Contudo, para muitos doentes com Mielofibrose, a anemia torna-se uma das manifestações mais incapacitantes da doença. Os números ajudam a perceber a dimensão do problema: cerca de 38% dos doentes apresentam anemia no momento do diagnóstico, percentagem que ultrapassa os 50% durante a evolução da doença. Mas os números contam apenas parte da história.

A verdadeira dimensão da anemia mede-se de outra forma. Mede-se no avô que deixou de brincar com os netos porque já não tem energia. Na pessoa que abandona a atividade física que sempre praticou. No profissional que passa a ter dificuldade em cumprir um dia de trabalho. Na família que reorganiza a sua rotina em função de consultas, exames ou transfusões. Mede-se, sobretudo, na perda gradual de autonomia. É por isso que, quando falamos de Mielofibrose, não estamos apenas a discutir resultados laboratoriais. Estamos a falar de qualidade de vida.

Sabemos hoje que a anemia associada à Mielofibrose não é apenas um sintoma incómodo. Está associada a um pior prognóstico da doença e constitui um dos fatores considerados na avaliação do risco destes doentes. Além disso, pode aumentar a necessidade de cuidados médicos e condicionar profundamente o bem-estar físico, emocional e social.

Recentemente, um grupo de hematologistas portugueses, do qual faço parte, reuniu a evidência científica disponível e a experiência da prática clínica nacional para desenvolver recomendações destinadas a melhorar a abordagem das alterações sanguíneas que afetam os doentes com Mielofibrose. O objetivo é simples: contribuir para cuidados mais uniformes, mais eficazes e mais centrados nas necessidades reais das pessoas que vivem com esta doença. Mas os profissionais de saúde não conseguem mudar esta realidade sozinhos. A consciencialização da sociedade continua a ser uma peça fundamental.

Nenhuma campanha de sensibilização eliminará uma doença rara. Mas pode ajudar a reduzir o desconhecimento que frequentemente a acompanha. Pode fazer com que mais pessoas valorizem sintomas persistentes. Pode levar alguém a procurar ajuda mais cedo. Pode diminuir o isolamento que muitas vezes acompanha os doentes com patologias pouco conhecidas.

Por isso, deixo um convite simples. Valorizemos os sinais que o nosso corpo nos dá. Nem todo o cansaço esconde uma doença grave. Felizmente, a esmagadora maioria das vezes não esconde. Mas quando o cansaço é persistente, inexplicável e acompanhado por sinais como perda de peso involuntária, anemia, febre, suores noturnos ou aumento abdominal, merece ser investigado. Porque, por vezes, a diferença entre ignorar um sintoma e procurar uma explicação pode mudar o rumo de uma vida. Porque nenhuma doença rara deveria permanecer invisível apenas porque afeta poucos doentes. A cada uma dessas pessoas, a sua doença não parece rara. Parece apenas a coisa mais importante do mundo.

* Hematologista – ULS de Santa Maria, Coautora da publicação ‘Gestão prática das citopenias no doente com mielofibrose adaptada à realidade em Portugal’

Trânsito condicionado em passagem de nível

10 October 2026 at 14:20

O Município de Tavira alerta para o condicionamento de trânsito na Passagem de Nível da Porta Nova, entre as 22h00 de 12 de outubro e as 07h00 do dia seguinte.

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Tavira recebe Ciclo de palestras – O Livro Antigo: Memória, Valor e Património 

10 October 2026 at 09:00

No âmbito das comemorações dos 20 anos de abertura da Biblioteca Municipal Álvaro de Campos, no edifício da antiga cadeia,

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