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Surfe: Yago Dora, Ítalo Ferreira e Medina vão às quartas em Peniche

16 October 2026 at 23:12

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O surfe brasileiro avançou às quartas de final na etapa Supertubos Peniche (Portugal) do circuito mundial de surfe com o atual campeão e líder da temporada Yago Dora, Ítalo Ferreira (3º no ranking) e Gabriel Medina (5º). A etapa é a última antes da decisão do título da temporada em Pipeline, no Havaí, em dezembro. Na disputa feminina, Luana Silva foi eliminada na estreia no primeiro round pela havaiana Bettylou Sakura. As quartas de final estão previstas para este sábado (17), a partir das 5h (horário de Brasília).  

Um dos pontos altos do primeiro dia de competição em Peniche foi a disputa de oitavas de final protagonizada pelos campeões mundiais Gabriel Medina (2014, 2018 e 20121) e Filipe Toledo (2022 e 2023). Antes de enfrentar Medina, Filipinho vencera a estreia contra o australiano Liam O’Brien com somatório de 14,43 contra 12,93 do adversário.

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A bateria valendo vaga nas quartas teve clima de revanche, já que Medina caíra duas vezes para Toledo em oitavas anteriores este ano. Mas hoje Medina, que estreou direto nas oitavas, dominou a disputa desde o início e carimbou a classificação com notas 7,00 e 5,00 contra 1,33 e 0,97 de Fipinho.   
SUPERTUBOS, PENICHE, PORTUGAL - OCTOBER 16: Three-time WSL Champion Gabriel Medina of Brazil surfs in Heat 2 of Round Two at the MEO Rip Curl Pro Portugal on October 16, 2026 at Supertubos, Peniche, Portugal. (Photo by Manel Geada/World Surf League) SUPERTUBOS, PENICHE, PORTUGAL - OCTOBER 16: Three-time WSL Champion Gabriel Medina of Brazil surfs in Heat 2 of Round Two at the MEO Rip Curl Pro Portugal on October 16, 2026 at Supertubos, Peniche, Portugal. (Photo by Manel Geada/World Surf League)
Medina brilhou ao surfar dois tubos, totalizou 12,00 e superou o compatriota Filipinho que somou apens 2,30 - Manel Geada/WSL/direitos reservados

Na sequência, o potiguar Ítalo Ferreira sobrou contra o australiano Jack Robinson. Campeão mundial (2019) e olímpico (Tóquio 2021), Ítalo conseguiu surfar em dois tubos -  totalizou 15,00 contra 10,43 de Robinson, assegurando presença nas quartas.

O último brasileiro a avançar foi o líder da temporada, o catarinense Yago Dora que travou uma batalha acirrada contra Connor O'Leary, representante do Japão. O adversário comandava a bateria com notas 5,17 e 6,50 enquanto o brasileiro tinha somente notas 4,00 e 0,83. No meio da bateria, o brasileiro desceu boas ondas: na primeira 7,83 e depois levou nota 5,83, Com somatório 13,66, Dora virou o placar e segue firme na disputa do bicampeonato consecutivo.

O rival direto de Yago Doral pelo título da temporada, o italiano Leonardo Fioravanti, vice-líder do ranking, deu adeus a Peniche ao ser derrotado nas oitavas pelo australiano Morgan Cibilic.

Fechando as oitavas, o paulista Miguel Pupo perdeu de virada para o havaiano Seth Moniz nos segundo finais da bateria. Pupo dominava a disputa com notas 6,33 e 6,27. O adversário somava apenas 6,87, mas conseguiu cravar 5,93 ao surfar um tubo curto próximo ao fim, carimbando a classificação.

Outros dois brasileiros deram adeus a etapa de Peniche. Surfista de Saquarema (RJ), João Chianca (somatório de apenas 5,10), foi superado na estreia no primeiro round contra o australiano Jack Robison (13,33), que depois seria eliminado por Ítalo Ferreira. Irmão mais novo de Miguel Pupo, também parou no primeiro round: somou 8,27 contra 13,00 do português Frederico Morais.

Morre Chiaki Ishii, primeiro medalhista olímpico do judô brasileiro

16 October 2026 at 21:47

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Primeiro medalhista olímpico e mundial do judô brasileiro, Chiaki Ishii morreu nesta sexta-feira (16), aos 85 anos. A causa da morte não foi divulgada. Ishii entrou para a história do esporte nacional ao conquistar o bronze na Olimpíada de Munique (1972), um ano após ter garantido pódio inédito para o Brasil no Mundial de Ludwigshafen – na época Alemanha Ocidental – também com bronze. 

“Hoje, o judô brasileiro se despede de uma de suas maiores referências. Chiaki Ishii foi um pioneiro que acreditou no potencial do Brasil e ajudou a mostrar ao mundo a força da nossa modalidade. Sua história não está apenas nas medalhas que conquistou, mas também nos atletas que formou, nos ensinamentos que compartilhou e no caminho que abriu para tantas gerações. Sua contribuição jamais será esquecida. Que sua memória permaneça viva em nosso esporte e continue inspirando todos aqueles que vestem um judogi”, disse Paulo Wanderley, presidente da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

Nascido em Ashikaga (Japão), Chiaki Ishii chegou ao Brasil em 1964, aos 22 anos, em busca de novas oportunidades, após perder a seletiva de judô para os Jogos Olímpicos daquele ano. Chegou a trabalhar como agricultor em uma colônia japonesa em Presidente Prudente (SP), mas não demorou muito para voltar aos tatames. Em 1969, Chiaki Ishii optou por se naturalizar brasileiro e dois anos depois assegurou bronze no Mundial de Ludwigshafen, a primeira do Brasil na competição.

Além do pódio mundial e olímpico, Ishii foi quatro vezes campeão em Jogos Pan-Americanos. Em nota oficial, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) destacou a trajetória de Chiaki Ishii mesmo após a aposentadoria dos tatames como atleta.

“Seu legado, porém, vai muito além dos resultados como atleta. Na academia que manteve na Lapa, em São Paulo, Ishii formou e influenciou judocas que levaram adiante sua contribuição para a modalidade” disse a entidade. “Neste momento de profunda tristeza, o COB expressa suas sinceras condolências aos familiares, amigos, alunos e a toda a comunidade do judô”, concluiu.

Membro do Hall da Fama do COB, o pioneiro do judô nacional contribuiu ainda na formação da novos talentos que depois também brilharam como medalhistas olímpicos, como Walter Carmona e Rafael Silva, o Baby. Chiaki Ishii serviu de inspiração para as próprias filhas, Tânia Chie Ishii e Vânia Yukie Ishii, que seguiram no judô e representaram o país nos Jogos de Barcelona 1992, de Sidney 2000 e Atenas 2004.

Em 2023, Chiaki Ishii foi contemplado com o Troféu Adhemar Ferreira da Silva, oferecido aos atletas brasileiros que se destacaram e construíram um legado consistente e eterno. Pela história vitoriosa, Chiaki Ishii foi reconhecido com a a graduação de Kodansha 9º Dan - condecoração de Ordem ao Mérito da CBJ -, a maior honraria do judô nacional.

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